nov
18

Este editor do Bahia em Pauta recebeu da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas um honroso convite para participar da Sessão Solene na qual se fará a entrega da Comenda Ledo Ivo aos escritores Leda Almeida e Carlito Lima. A solenidade ocorrerá com a presença do patrono, poeta Ledo Ivo. Haverá uma apresentação teatral de poemas e textos de Ledo Ivo pelo grupo dos atores Homero Cavalcanti e Ronaldo Andrade.

Dia: 18 de novembro de 2009.

Hora: 16:00 hs.

Local: Plenário da Assembléia

Praça Pedro II – Centro – Maceió
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Comentário: Deus e todos os orixas da Bahia sabem como gostaria de estar presente na festa da tarde desta quarta-feira, na capital alagoana, para levar pessoalmente o meu abraço mais forte e aplaudir o escritor, cronista e blogueiro Carlito Lima, na hora da colocação no peito do velho Capita, este alagoano fora de série – como escritor e figura humana – da comenda tão merecida.

Como, infelizmente, não será possível , guardo o abraço pessoal e a generosa promessa de farra em Maceió ao lado de Carlito, Duque de Jaraguá – que acaba de lançar “As Mariposas Também Amam”, inperdível livro de crônicas – para outra vez.

De Salvador, onde Carlito Lima viveu, terra que ele ama intensamente, baterei palmas , e sei que não o farei sozinho. O jornalista e blogueiro Chico Bruno e o artista plástico Angelo Roberto – o da “Bahia de Todos os Ângelos”, belo capítulo de seu fantástico livro de memórias, que recomendo a todo mundo que ama a boa leitura -, seguramente farão o mesmo esta tarde.

Mando, além disso, as palavra do artigo que no Carnaval de 2008, tão contente e emocionado quanto hoje, escrevi sobre Carlito Lima

(Vitor Hugo Soares, editor)

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Carlito Lima em Maceió
Calima
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Para Carlito Lima

VIA NORDESTE

Vitor Hugo Soares

Antes da cantora Ivete Sangalo pespegar aquele beijo de faz-de-conta na boca do atoleimado apresentador da TV Bandeirantes, para um Brasil inteiro de audiência, eu já estava a quilômetros de distância da folia de Salvador. Cortava estradas e braços de rios no Nordeste, a caminho de Maceió, a capital alagoana onde o carnaval se resume a um ou dois mascarados, extraviados provavelmente dos desfiles do Galo da Madrugada, ou do Madeira do Rosarinho, em Recife e Olinda.

Quando entrei na Linha Verde, rumo a Aracaju, primeira etapa na rota de fuga, nem desconfiava da presença na “cidade da Bahia” – como dizia Jorge Amado – da bela Naomi Campbell. Segredo bem guardado, ela desembarcou no Curuzu a convite bem remunerado do publicitário Nizan Guanaes, para fazer marketing e emprestar charme internacional ao desfile do bloco afro, Ilê Aiyê, “o mais belo dos belos”.

À noite, vi de longe, pela TV, as lágrimas que escorriam dos olhos comovidos da “top” britânica. Senti uma pontada de quase arrependimento pela ausência, arrefecida em seguida com a explicação da modelo: “estou muito feliz no meio da minha gente”. Recuperado do rápido ataque de nostalgia, lembrei: estava nas alagoas de Graciliano Ramos, de “Caetés”, de Djavan, da “farinha boa”, e de Cacá Diegues, de “Bye, Bye, Brasil” e de “Deus é Brasileiro”.

Portanto, tinha muito para ver e aprender. Não poderia me deixar impressionar por tão pouco. Ainda assim, devo esclarecer: deixar Salvador nesta época é coisa que faço raramente, a não ser por cansaço ou tédio. Amo o carnaval da Bahia na receita original de sua fantástica mistura, embora reclame do excesso de botox e de cirurgias plásticas que têm alterado a face de uma das mais extraordinárias festas populares do País, a título de “profissionalização” e “autofinanciamento”.

É como se a folia baiana, famosa exatamente por sua fabulosa mistura de componentes culturais, nascida da espontaneidade participativa das ruas e das raças, se resumisse agora a um mero espetáculo de celebridades de fama duvidosa. Ou, pior ainda: simples questão de comércio, indústria e política, a que tudo parece se resumir, infelizmente, no Brasil dos dias correntes.

Desta vez, não resisti aos apelos do coração e da fadiga. Viajei para matar saudades nordestinas, principalmente do Rio São Francisco da minha meninice e adolescência. Navegar de balsa em sua foz, antes da anunciada transposição das águas já escassas – sabe-se lá para onde e para quem.

Rever Penedo, a incomparável localidade que extasiou Pedro II, na histórica passagem do Imperado por Alagoas, cujas marcas ainda se preservam nas ruas e pontos indispensáveis de visitação da cidade, neste período de celebração dos 200 anos do desembarque da Família Real no Brasil.

Até a placa da estrada de acesso a Palmeiras dos Índios, a cidade que um dia teve a felicidade de ter Graciliano Ramos – alagoano de Quebrânculo e maior referência estadual – como prefeito, é motivo de emoção renovada. Mais adiante, recordação do escritor e do seu conselho de que se deve escrever como as lavadeiras lá de Alagoas praticam o seu ofício. Vi algumas lavadeiras na beira do rio, nessa viagem. Elas executam seu trabalho ainda hoje, quase do mesmo jeito descrito por Graça.

“Começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem o pano, uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer”, ensina o autor de “Infância”, em entrevista dada em 1948, que abre o site oficial do escritor.

] Os escritores nem sempre seguem as lições do mestre tão bem quanto as lavadeiras. Salvo algumas exceções, como Carlito Lima, que escuto com prazer e emoção no quarto do hotel, domingo de Carnaval, em uma entrevista à TV Assembléia, de Maceió. Ex-prefeito como Graciliano, criador, “com orgulho”, do carnaval de São Miguel, uma das únicas cidades onde se sente presença da folia de Momo na terra dos marechais, Lima é uma dessas figuras humanas surpreendentes e raras, a quem é fácil querer bem no primeiro contato.

Ex-capitão do Exército, engenheiro, boêmio, ambientalista, virou escritor e dos bons – aos 60 anos de idade. É o autor do livro “Confissões de um Capitão”, sucesso no país inteiro, com referências internacionais, considerado um dos melhores escritos sobre o golpe militar de 64. É um livro que todo mundo procura ansioso para ler, como fez o ator Antonio Fagundes, no Pontal do Peba, numa tarde de folga das filmagens de “Deus é Brasileiro”.

“Fagundes ficou encantado”, revela o diretor Cacá Diegues, com justo orgulho alagoano. O encantamento de que fala o cineasta se espelha nas histórias que Carlito Lima conta na entrevista à TV alagoana e escreve em suas crônicas.

Enquanto isso, as grandes emissoras do País se derramam em loas ao desfile do Galo da Madrugada, em Recife, às lagrimas de Naomi, no Ilê e às badalações dos camarotes. Na orla de Maceió como em todo percurso da via nordestina o que se escuta a todo momento é o sucesso “Beber, cair e levantar”, do baiano Marcelo Marrone, gravado por conjunto de forró em ritmo carnavalesco, que se eleva na contramão dos conselhos do Detran e do Jornal Nacional sobre a incompatibilidade da bebida com a direção.

Não adianta fugir: o carnaval resiste.

Vitor Hugo Soares é jornalista – E-mail:vitors.h@ig.com.br

nov
17
Posted on 17-11-2009
Filed Under (Artigos, Multimídia, Vitor) by vitor on 17-11-2009


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A canção para atravessar a madrugada e começar o dia nesta terça-feira, 17 de novembro, é “Laura”. Música tema do clássico filme do cinema americano com o mesmo título, na interpretação única e personalissima de Johnny Mathis. O vídeo lembra o filme e Gene Tierney, a lindissima e inesquecível atriz protagonista dessa joia ciematográfica que a canção ajudou muito a imortalizar.

Hoje a música vai especialmente para Laura Tonhá, também linda. Capaz de atrair olhares até em plena 5ª Avenida , Nova York, onde quase ninguém vira a cabeça para olhar ninguém. Ou em Londres mais recentemente, andando por Nothing Hill, Candem Town ou Oxford Street, com passos firmes e elegantes. Mas Laura Dourado Cardoso Tonhá é, acima de tudo, uma doçura de pessoa e talentosa publicitária baiana, cosmopolita dona de um dos textos mais modernos, sensíveis e inteligentes deste site-blog.

Laurita é a aniversariante desta data. Bahia em Pauta festeja uma de suas integrantes mais fundamentais desde a origem, diretora executiva e responsável pelo marketing do BP, além de figura mais que querida e admirada por todos os que pensam e fazem o Bahia em Pauta, a começar pelo editor que assina estas linhas em nome dos demais. Beijos, sucesso e toda felicidade que Laura merece.

(Vitor Hugo Soares, pela equipe do BP)

nov
13
Posted on 13-11-2009
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Adoniran…
adonirran
…Zé Alencar e…
zealencar
…Buñuel: luzes na escuridão
lbunuel
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ARTIGO DA SEMANA

ADONIRAN, ZÉ ALENCAR, BUÑUEL E O APAGÃO

Vitor Hugo Soares

Petardos passam zunindo sobre cabeças no meio do azucrinante tiroteio marcado pela hipocrisia política típica dos comícios pré-eleitorais. É o que se vê por todo lado desde o apagão que deixou no escuro 18 estados do País. Governantes, políticos, gente de jornal, notórios cientistas, mas, principalmente candidatos, falam, se contradizem e se desentendem como no tempo de babel. No bafafá de Itaipu, todos, ou quase, falam de torres e usinas com olhos e idéias fixas não no desastre elétrico, mas na eleição que vem aí em 2010.

O blecaute do começo da semana deflagrou este clima meio surreal, na política e na administração publica. Verdadeira guerra de torcidas onde se diz e se inventa qualquer coisa e ninguém se entende, nem se importa com fatos ou cobra verdade científica e histórica das coisas e das pessoas, nem mesmo dos técnicos e especialistas no assunto. Verdadeiro Fla x Flu ou Ba x Vi dos bons tempos do futebol do Rio de Janeiro e da Bahia, transformados em vale-tudo político-eleitoral.

Em Salvador não faltou luz desta vez. Graças à velha e boa usina da CHESF, em Paulo Afonso, construída no governo de Getúlio Vargas e que vi ser inaugurada pelo presidente Café Filho em dia inesquecível da vida de um garoto nascido na beira do Rio São Francisco. Parece lugar seguro para não perder lances eletrizantes (sem trocadilho) deste tumulto nacional.

Ainda assim, sinto-me, outra vez, como aquele personagem no bar do bairro paulistano do Bixiga, no samba de Adoniran Barbosa. Protegido debaixo de uma mesa, ele observa o malandro Nicola fazer misérias no meio da pancadaria generalizada em que voavam pizzas e bracholas para todo lado. Terminada a briga, no fim de “Um samba no Bixiga”, gente ferida para todo lado e o breque genial de Rubinato: “A situação está cínica. Os mais pió vai pras Crínicas”.

Grande Adoniran! Que bom poderia ser para o país, se políticos, governantes, ministros, gerentes, cientistas e jornalistas parassem um pouco com esta zoada para escutar a letra e a melodia do samba da briga na cantina do Bixiga.

Não sendo possível, que ao menos escutem com a atenção devida os conselhos oferecidos ontem por um sábio mineiro da atualidade, cada dia mais profético e essencial: o vice-presidente da República José Alencar. Enfim, alguém que olha em perspectiva, e vê muito além do próprio umbigo ou da eleição presidencial do próximo ano.

Para Alencar, o apagão pode ter sido uma “topada que ajuda a caminhar”. Bom mineiro que não nega a origem, bem sucedido empresário e político clarividente, ele sabe como poucos que o Brasil está amarrado e sujeito aos muitos riscos de seu tradicional modelo dependente da energia hidrelétrica de usinas monumentais como Itaipu e Paulo Afonso. Precisa diversificar sua matriz energética e investir em fontes alternativas – nuclear, térmica, eólica e a gás. “Há topadas que ajudam a caminhar. Então esperamos que essa nos ajude a ter uma energia com segurança absoluta para que isso não se repita”, ensinou o vice-presidente durante inauguração de um centro de inclusão social do Senai, no Rio de Janeiro.

Alencar considera fundamental descobrir o que provocou o apagão e, se tiver havido falha, que ela seja corrigida e os responsáveis punidos exemplarmente. Mas o principal, segundo ele, é que o episódio sirva para ser repensada a matriz energética. “O Brasil tem todas as condições de fazer o enriquecimento de urânio com fins pacíficos, mas não pode porque assinou o tratado de não-proliferação de armas. É preciso ver se isso está funcionando com outros signatários. A verdade é que não é bem assim”, afirmou, com a coragem dos que pregam idéias, princípios sem se importar se isso pode render ou tirar votos nas próximas eleições. Grande Zé Alencar!

E o espanhol Luis Buñuel, onde entra nessa história toda? Bem, leio na “Ilustrada” do jornal Folha de S. Paulo, que “Meu Último Suspiro”, seu mágico livro de memórias, acaba de ganhar reedição. Isto é pura luz no meio do breu. Na matéria assinada por Marcos Strecker e na entrevista de Jean-Claude Carrière, na Folha, recebo preciosas informações que desconhecia sobre a fundamental participação do cineasta francês na concepção e execução desta obra indispensável, a não ser pelas breves palavras de Buñuel na introdução do exemplar que tenho. Mas deixo ao leitor a tarefa de descobri-las também.

O que quero agora é recolher duas referências de “Meu Último Suspiro”, que considero perfeitas para este momento surreal do debate sobre o apagão brasileiro. A primeira é sobre a memória – a sua perda principalmente – um dos capítulos mais marcantes da obra: “Indispensável e toda poderosa, a memória é também frágil e ameaçada. Ela não é apenas ameaçada pelo esquecimento, seu velho inimigo, mas também pelas lembranças enganosas que dia após dia nos invade”, diz Buñuel.

A segunda é sobre proliferação da informação, no capítulo em que o cineasta enumera as coisas de que ele mais gostava e as que mais detestava; “A informação-espetáculo é uma vergonha. Os títulos enormes – no México atingem recordes – e as manchetes sensacionalistas me provocam náuseas. Todas essas exclamações sobre a miséria, para vender um pouco mais de papel! Para quê? Além disso, uma notícia destrói a outra.”

Grande Buñuel!

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

nov
11


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“Tarde em Itapoã”, de Toquinho e Vinicius de Moraes, interpretada neste vídeo por Toquinho e Gilberto Gil, é a música para começar esta quarta-feira, 11 de novembro, no Bahia em Pauta. Vai direto para Dimas Josué da Fonseca, aniversariante nesta data, moderador deste site-blog. Moderador é pouco, pois pelo papel que cumpre desde o começo neste site-blog baiano de olho no mundo ele tem sido um permanente pilar de sustentação, que permite e estimula avanços seguidos ao BP.

Dimas é pilar, como está no título, no sentido mais literal do termo, ou em sua utilização para definir um ser humano. É uma figura estrutural, vertical, usada normalmente para receber os esforços de uma edificação e transferi-los para outros elementos, como as fundações. Na arquitetura, costuma estar associado ao sistema laje-viga-pilar.

Isso é Dimas em pessoa, o aniversariante que Bahia em Pauta homenageia hoje. E muito mais: mestre dos software e dos hardware, imbatível nos números e cálculos, sempre magnânimo, corajoso seguidor e arauto da ciência, leitor compulsivo e apreciador incansável de filmes e vídeos de ficção científica, vertical e ético sempre, amante da boa mesa, do vinho, da música, do mar.

E fiquemos por aqui, porque Dimas é ser inesgotável. Agora todos os nossos abraços de felicitações e agradecimentos para ele. E música, maestro!

(Vitor Hugo Soares, em tributo pessoal do editor e de todos os que fazem Bahia em Pauta )

nov
06
Posted on 06-11-2009
Filed Under (Artigos, Vitor) by vitor on 06-11-2009

Memórias de Nery: política e polêmica
SNery
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ARTIGO DA SEMANA

“O QUE FICOU DO QUE PASSOU”

Vitor Hugo Soares

Na apresentação do livro “Dias Idos e Vividos”, a antologia do escritor José Lins do Rego (publicada in memoriam), uma citação de Goethe veste com perfeição e elegância a figura do escritor nordestino de obra universal: “Eu não tenho feito outra coisa, na vida, que tirar proveito das coisas vividas”.

Difícil achar palavras mais apropriadas para iniciar este artigo sobre dois assuntos vinculados entre si e que calam fundo na formação e nos sentimentos do autor destas linhas: o aniversário do “Diário de Pernambuco”, o mais antigo jornal da América Latina, neste sábado, 07; e o lançamento nacional de “A Nuvem – O que ficou do que passou” , livro de memórias do jornalista baiano Sebastião Nery, na segunda-feira, 9, em Recife – um explosivo e denso depoimento político e pessoal. “Espremi minha vida”, confessou Nery esta semana, em reveladora e polêmica entrevista à revista digital Terra Magazine.

“Os dois eventos fazem Recife ferver nestes dias quentes de pré-verão”, informam amigos queridos que conservo na Veneza Brasileira, em telefonemas generosamente convidativos. É quase certo que o aniversário do DP e o livro de Nery farão ferver também a política nacional nestes e nos próximos dias: de Salvador a Brasília e Minas, e do Rio a São Paulo.

Desde o começo desta semana, quando li a entrevista do veterano jornalista Sebastião Nery ao jovem repórter Claudio Leal (baiano de Itapagipe), bateu uma vontade danada de voltar e estar na capital pernambucana. Vontade tão intensa quanto a que experimenta nos tempos de infância e juventude. Então viajava léguas para brincar nos carnavais de Capiba e Nelson Ferreira.

O fato é que conservo marcas profundas de quem nasceu em uma cidade da margem baiana do Rio São Francisco (Abaré), a poucos quilômetros da pernambucana Cabrobó, marco zero das obras de engenharia do faraônico, bilionário e polêmico projeto de transposição das águas do rio, tocada pelo governo Lula, que há poucos dias andou por lá “fiscalizando”, com a ministra Dilma Rousseff debaixo do braço..

Bem perto fica também a cidade de Santo Antonio da Glória, pertinho dos rugidos da cachoeira de Paulo Afonso. Em Glória, no tempo da construção da primeira grande hidrelétrica da CHESF no Nordeste, passei os melhores anos da infância, olhando para Pernambuco, na outra beira do rio. Acordava diariamente com a casa da família sintonizada na Rádio Jornal do Comércio “falando para o mundo”. Notícias de Miguel Arraes, de Agamenon Magalhães, de Francisco Julião, de Cid Sampaio, das grandes pelejas eleitorais para governador do Estado ou presidente da República.

Depois vinham os frevos de Capiba, os baiões geniais de Luiz Gonzaga, o relato dos fatos do dia na polícia e na política, os casos da gente elegante e na “última moda do “Ricife”. Chegava também da margem oposta do Velho Chico, o Diário de Pernambuco, jornal aguardado na cidade com tanta expectativa quanto o exemplar semanal da revista O Cruzeiro, também dos Diários Associados de Assis Chateaubriand, como o DP, que vinha do Rio de Janeiro para a casa de Seu Mendes, o distribuidor local.

Neste sábado, o Diário de Pernambuco, idealizado pelo comendador Antonio José de Miranda Falcão, festeja 184 anos de vida e presença marcantes, com merecida pompa e circunstância. O mais antigo jornal da América Latina – foi fundado a 7 de novembro de 1825 -, é um exemplo raro de longevidade e coerência com a sua história e os princípios liberais que sempre defendeu.

O DP – constato agora – não parou no tempo nem dormiu enquanto os fatos e as mudanças no mundo e no Brasil passavam em sua porta, como fizeram grandes jornais do passado, hoje mortos e enterrados, ou quase moribundos. Atualizou-se sempre, “sendo esse constante empenho um dos trunfos de sua longa vida”, leio em sua edição on-line. Dispõe atualmente de um dos mais avançados parques gráficos do País e ostenta ainda outro importante título: é a mais antiga publicação do mundo editada em língua portuguesa, segundo informa o seu site na Web.

De ponta a ponta exibe uma história fascinante de lutas, erros e acertos na construção de um jornal que faz 184 anos, e caminha com passos firmes para festejar os 200. Pernambuco tem motivos de sobras para ferver e frevar neste aniversário de seu diário. E a Bahia vai estar bem representada na festa.

Na segunda-feira, 09, em Recife, Nery lançará como parte das comemorações, “A Nuvem – O que ficou do que passou” (Geração Editorial), o livro que – como assinala Terra Magazine na apresentação da entrevista de dos mais polêmicos jornalistas do País – condensa 50 anos de vida profissional e política. A aventura se inicia no internato de seminarista, na Bahia, e se estende até os anos 90.

“Nesse rastro de evocações”, surgem os presidentes Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros, os ditadores do regime militar, Tancredo Neves, José Sarney e Fernando Collor. Além da drástica e dramática narrativa do rompimento com Leonel Brizola, quando o gaúcho o colocou diante de um dilema impensável para Nery, que acumulava sua atividade jornalística com a de combativo e combatido deputado federal: largar o jornalismo para permanecer em um dos cargos de comando nacional do PDT de Brizola, que o baiano então ocupava.

E mais não conto para não tirar a graça e quebrar o suspense. Quem desejar saber mais leia o livro ou vá à festa do Diário de Pernambuco, para beber diretamente da fonte. Agora o que faço é uma saudação comovida ao DP, “madeira que cupim não rói”, como o bloco do Recife cantado no frevo lendário de Capiba.

Bravo!

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br


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Lima: sucesso no You Tube e Angola
rlima

A música para começar o dia nesta sexta-feira, 6, no Bahia em Pauta, é “Canto à Alfabetização” , sucesso em Luanda e que está bombando entre os clips do You Tube, com cotação de cinco estrelas. A canção vem de Angola, na África. O autor, porém, é de um baiano da gema, Raimundo Lima ( que os angolanos chama de Raimondo), nascido em Feira de de Santana, mas que Salvador inteira conhece e admira, em especial a gente ligada ao jornalismo, à música , à cultura e à educação.

Do jornalista Raimundo Mazzei, que está em Luanda, recebemos uma cópia do clip e informações preciosas sobre o sucesso, que já foi apresentado, recebeu elogios e aplausos até em paris. Diz Mazzei:

” Primeiro, a música estourou em Angola, onde praticamente todos os adultos e crianças a conhecem, em função de uma campanha que o governo angolano fez, no ano passado, em rádio e TV. O “Canto à Alfabetização”, composto pelo jornalista baiano Raimondo Lima, foi até motivo de elogio escrito do presidente da República, José Eduardo dos Santos, ao Ministério da Educação de Angola pelo lançamento da música em clip.

Depois, este ano, o sucesso foi tão grande no Encontro de Educação de África, no Quênia, que, em função da ovação que a canção recebeu, o governo decidiu levar para exibir em Paris, no encontro da Unesco, aí já com traduções para Inglês e Francês. Lá, o hino contra a analfabetismo foi exibido em 6 de outubro, tendo empolgado a plateia, segundo o ministro António Burity da Silva.

No YouTube, a música está cotada como 5 estrelas e já foi acessada por mais de 3 mil pessoas. Vale ouvir: http://www.youtube.com/watch?v=jFSfMv2K-iE

O autor está em Angola há oito anos e é presidente do Grupo Empresarial Aldeia. O canto e o videoclip foram gravados por dez famosos cantores angolanos e oferecido ao PAAE – Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar pela empresa Aldeia Global, que assessora o Ministério da Educação, através da Direcção Nacional para o Ensino Geral. A directora da área, Luísa Grilo, é outra entusiasta da música e de sua função no processo, “como aglutinador de mentes nessa luta sem tréguas contra o analfabetismo”.

Um acrescimo final do BP: Raimundo Lima, o Raimondo dos angolanos, é jornalista de primeira linha e já foi considerado um dos melhores jornalistas econômicos do país, antes de mudar-se para Angola. Ex-presidente do Sindicato dos jornalistas da Bahia, trabalho nas sucursais de O Globo, do Jornal do Brasil, e foi editor-chefe da Tribuna da Bahia.Agora Raimundo é revelação na música. Confira.

(Vitor Hugo Soares, com informações do jornalista Raimundo Mazzei, de Luanda)

out
30
Posted on 30-10-2009
Filed Under (Artigos, Vitor) by vitor on 30-10-2009

Nos comícios do tupamaro Mujica…
festpolitica
…e do liberal Lacalle: festa democrática
Lacalle
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ARTIGO DA SEMANA

NA BAHIA DE OLHO NO URUGUAI

Vitor Hugo Soares

Dos lugares por onde já passei no mundo, um dos que mais gosto fica bem ali, minúsculo geograficamente mas imponente em sua presença marcante na história política e social da América do Sul. Sim, estou falando do Uruguai, que chamo sempre pelo nome completo – República Oriental do Uruguai. Assim como seus cidadãos de origem o fazem, com o justo orgulho cívico desta gente firme e participativa, principalmente em tempos de campanhas políticas como agora, quando se decide a escolha do sucessor do presidente Tabaré Vasquez.

Sejam partidários da Frente Ampla, de esquerda, do candidato José Mujica (ex-tupamaro amigo pessoal de Lula); sejam os adeptos do Partido Nacional, do liberal Luis Lacalle (admirador de FHC ), dá gosto ver a intensidade dos comícios e a maciça presença popular nas urnas. Assim, recomendo a quem gosta do bom combate político e debate de programas e ideias, dar uma olhada mais atenta na casa do vizinho a partir deste fim de semana, quando recomeçam os eletrizantes comícios da fase decisiva.

No primeiro turno o Uruguai já foi uma festa democrática de dar inveja, como sempre. O índice de comparecimento às urnas beirou os 90% do eleitorado apto a votar. Fato digno de admiração até mesmo naqueles países tidos como os mais civilizados e democráticos do planeta. Os Estados Unidos ou a França, inclusive.

Para muita gente, no entanto, aquele bravo pedaço do continente não passa de um prosaico balneário para repouso e lazer de aposentadas celebridades de Hollywood, com palacetes construídos em Punta Del Este. Ou belo recanto de novos ricos paulistas, gregos e baianos que ultimamente se esbaldam entre Montevidéu e Punta Del Este. Há ainda também quem veja o país como mais um desses paraísos fiscais espalhados pelo planeta. Lugar onde governantes, políticos e empresários corruptos costumam esconder do Fisco e das CPIs suas fortunas construídas da noite para o dia nas estranhas transações realizadas em seus respectivos e assaltados países.

“Venho de longe, sempre escutando isso”, dizia o ex-governador Leonel Brizola, que conheci pessoalmente por lá em uma das fases de seu longo e sempre polêmico exílio e retorno, como mais uma vez se verá no livro de memórias que o jornalista baiano Sebastião Nery irá lançar em Recife, na festa de aniversário do histórico Diário de Pernambuco, mês que vem.

O Uruguai acolheu brasileiros notáveis no começo de seus exílios: Jango (que morreu sem conseguir retornar), Brizola, Darcy Ribeiro e Waldir Pires. Lá convivi com outras figuras expulsas daqui e acolhidas do outro lado da fronteira. Foi através de algumas delas que aprendi a gostar de Montevidéu, batendo pernas nas Ramblas de Pocitos, freqüentando o Café Copacabana, no Centro Histórico, os restaurantes populares de assados imbatíveis, ou os bares dos hotéis da Calle Yi, ou Calle Cuaréim.

Papos intermináveis que abarcavam o Uruguai, o Brasil, o mundo. Conversas de política, de saudades ou de conspirações fracassadas. Ali, em períodos diversos, testemunhei fatos – como a chegada da ditadura nas “orillas” do Rio da Prata e a feroz Operação Condor – e aprendi história com uma das figuras mais dignas e generosas que já conheci: o coronel Dagoberto Rodrigues, diretor geral dos Correios na época do golpe contra o governo de Jango. O homem digno e corajoso que botou o poderoso Henry Kissinger para fora de seu gabinete, em Brasília, no governo JK, quando o americano insinuou negociata em nome de empresa americana no setor da telefonia, no período da construção de Brasília.

Mas é preciso citar dados sobre o Uruguai de hoje, às vésperas da escolha de seu novo presidente. Mesmo distante de sua fase de Suíça do continente, consegue ainda exibir índices de dar inveja em muita gente. Por exemplo: uma renda per capita anual de 7.090 dólares americanos, uma das maiores do mundo, ao lado de uma das menores taxas de pobreza da América Latina. O índice de analfabetismo também é dos mais baixos do continente, perto de zero.

Tem mais: com população de 3,3 milhões de habitantes, o país é pioneiro na América do Sul na adoção de políticas sociais e foi o primeiro da região a criar um sistema de previdência. Além de seu elevado Índice de Desenvolvimento Humano frente aos demais países do continente, o Uruguai também é um modelo no setor de assistência aos idosos, que formam parte significativa da população. Sobre isso, lembro um episódio emblemático para terminar.

No exílio, o jornalista alagoano Paulo Cavalcante Valente teve problemas de saúde e precisou ser submetido a uma cirurgia urgente e delicada. Foi internado em um hospital público de Montevidéu. De passagem pela cidade, fui com Margarida visita-lo ainda internado mas às vésperas de ter alta, firme e forte outra vez. Ouvi então depoimento insuspeito:

“Baiano, embora internado como quase indigente, aqui recebi um tratamento de magnata. Equipe de cirurgiões de primeira linha, medicamentos a tempo e a hora de graça, sem falar nessas enfermeiras daqui que nunca vi igual. Até talquinho em minhas costas elas passam toda hora, para não sentir incômodo por ficar deitado tanto tempo. Já pensastes?”, perguntava Valente, sem perder o sotaque nordestino, mesmo depois de quase 20 anos de exílio em terras castelhanas, ante de poder voltar ao Rio.

Qualquer que seja o resultado, com o tupamaro Mujica ou o liberal-conservador Lacalle no poder, espero rever em breve a querida, culta e sempre generosa Montevidéu. “Já pensastes?”.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

out
28
Posted on 28-10-2009
Filed Under (Artigos, Vitor) by vitor on 28-10-2009

Guiomar Mendes (e esposo): aposentadoria e novo emprego…
guiomar
…no escritório de Sergio Bermudes
bermudes
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A antenada jornalista da Folha de S. Paulo, Mônica Bergamo, informou na sua coluna de ontem, 27 de outubro, que a mulher do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, Guiomar Feitosa Mendes, vai trabalhar como “gestora na área jurídica do escritório do advogado Sergio Bermudes, no Rio de Janeiro”. A senhora Mendes vai se aposentar, ela deixa o STF depois de 32 anos de serviços prestados ao órgão.

Diz-se, comumente, que brasileiro é gente de memória curta. Assim, nunca é demais lembrar: o advogado Sergio Bermudes é um dos advogados, entre uma legião de causídicos de primeira linha, que trabalham para Daniel Dantas!

E por falar em lembranças e saudades: onde anda o Conselho Nacional de Justiça, presidido pelo presidente do STF? E a OAB? Entre outros, que não se pronunciam ante tamanha aberração? E quando os processos de Daniel Dantas chegarem ao STF, será que o magistrado supremo vai se declarar impedido de apreciar porque sua esposa trabalha para o defensor do dono de Oportunity?

São algumas indagações, apenas, que ficam no ar depois da leitura da nota de Monica. No mais, é recordar o saudosíssimo Renato Russo e sua pergunta sempre pertinente:

” Que país é este?”

(Postado por Vitor Hugo Soares )

out
23
Posted on 23-10-2009
Filed Under (Artigos, Vitor) by vitor on 23-10-2009

Glória Pires é dona Lindu no cinema
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ARTIGO DA SEMANA

Lula, o filme: a campanha está na tela

Vitor Hugo Soares

Está prontinho da silva o que deverá ser uma das pedras de toque da campanha presidencial de 2010. Falo do filme “Lula, o filho do Brasil”, que abrirá o 42º Festival de Cinema de Brasília, mês que vem. Em janeiro de 2010 entrará no circuito das casas exibidora do país, a superprodução dirigida por Fabio “Quatrilho” Barreto.

Um “trailer oficial”, porém, já está disponibilizado pelo You Tube e começa a invadir sites, blogs e portais da Web. Um aperitivo e tanto para a grita e polêmica que seguramente virão ainda antes do longa metragem chegar à telona e às telinhas.

A oposição, aparentemente, ainda não teve tempo de dar uma olhada no trailer. Perde tempo, mais uma vez. Demora a perceber que o estrago que a “odisséia” filmada de Lula irá provocar nos planos do PSDB, DEM e aliados de emplacar o sucessor do atual ocupante do Palácio do Planalto, deverá ser maior que o causado pelo recente périplo presidencial ao longo de três estados (MG, BA, PE), através das barrancas do Velho Chico.

Passei parte da infância em uma cidadezinha baiana na região do chamado Polígono da Seca no Nordeste, de nome Macururé. Por dentro da cidade passava a rodovia Transnordestina, coalhada nos anos 50 (da minha meninice) de caminhões paus-de-arara, que paravam nas pensões da beira da estrada do lugar, antes de seguir a longa travessia até São Paulo.

O lugar era então passagem obrigatória das multidões pobres e famintas que migravam em ondas humanas do Nordeste para Sul. Eram como páginas vivas no Brasil dos tempos amargos da depressão nos Estados Unidos, que John Steinbeck descreve de forma tão pungente no romance “Vinhas da Ira”, transposto para a tela no magistral e premiado filme de John Ford.

É verdade que – sem demérito para o diretor brasileiro – há uma larga distância entre Ford e Barreto. Mas, ainda assim, imagino o impacto que as cenas do enredo e as imagens de “Lula, o filho do Brasil” irão causar em Macururé quando por lá for exibido o filme, em pleno período da campanha eleitoral de 2010. Nenhum comício político, por maior que seja, terá a mesma força e apelo popular.

O problema, dirão alguns, será transformar a emoção da tela em voto em quem Lula indicar na campanha. Mas isso é outra história.”E cada coisa a seu tempo’, dirão os marqueteiros e responsáveis pela campanha.

Até onde estou informado, o desejo dos produtores (e da turma do governo) é que o filme passe não apenas nas cidades nordestinas de onde saíam ou por onde passavam os paus-de-arara levando gente fugida da seca para o Sul. O filme, por iniciativa dos seus realizadores – com uma mãozinha de políticos e candidatos oficiais – deverá ter exibição pública em cada praça de cidades de todas as regiões, mesmo naquelas onde não existe uma sala exibidora sequer.

Há quem diga que até o ministério da Cultura participará do esforço de disseminação do filme país afora. Algo ainda a conferir depois de janeiro, pois tudo pode não passar de “esperneio de gente dos tucanos e do DEM”, como “o povo do governo” diz na Bahia.

O trailer disponibilizado no You Tube é longo e detalhado. “Quase o resumo do filme inteiro”, como registra um expectador na área de comentários do portal de vídeos. As cenas mais fortes e emblemáticas constam praticamente todas neste resumo: o nascimento do menino saído de parto com dor do ventre de dona Lindu (Glória Pires), matriarca da família Silva. Esta, ameaçada de surra no meio da rua pelo pai beberrão e dominador, enquanto se agarra com o filho Luis, que o marido quer à força mandar para trabalhar na roça antes da escola. A reação (também pública) do filho diante da tentativa do pai bater na mãe.

Em seguida, a fuga da família na carroceria do caminhão, enquanto dona Lindu grita para o filho: “Se segura, Luís!”. E vem São Paulo e as primeiras perdas: a cena no hospital público onde o médico lhe comunica a perda ao mesmo tempo do primeiro filho e da primeira mulher. Depois a perda do dedo no torno da siderúrgica, mas também as primeiras conquistas nas lutas sindicais históricas dos metalúrgicos do ABC em plena ditadura. A conquista de Marisa. A prisão. O começo da ascensão política. E mais não conto para não tirar a graça do futuro espectador interessado na obra.

O que posso adiantar é que outro barulhão está à vista desde já, a deduzir por três comentários recolhidos aleatoriamente no You Tube.

“Grande, Lula? Getúlio Vargas, esse sim merecia um filme”. (Felipaum Camargo)

“Será que vai falar do mensalão?” (Isb)

“O filme é sobre o Lula e não sobre os políticos envolvidos no mensalão. Se souber de algum envolvimento do mesmo (Lula) no mensalão favor avisar às autoridades e não postar aqui comentários sem um pingo de conhecimento sobre política, baseado apenas em reportagens da Veja”. (Alceu).

Isso é só o trailer. Imaginem quando “Lula, o filho do Brasil” entrar para valer na campanha de 2010.

A conferir!

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

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O editor deste site-blog andou fora do ar por quatro dias, por motivos técnicos e emocionais. O computado pifou de vez no momento em que partia figura muito próxima, de larga convivência e leal, que se foi mansamente na madrugada da sexta-feira passada, 16 de outubro. Saudades, Antônia.

Os sentimentos de perda e ausência sempre demoram um pouco mais a passar, mas estou certo de que tudo se recomporá com o tempo, este magnífico e eficiente senhor da razão.

Quanto aos problemas técnicos, estes são curados com mais brevidade quando um site-blog pode contar com um moderador que reune em uma só pessoa a entrega, talento e a competência de um mestre como Dimas Fonseca.

É a ele que este editor agradece a alegria de poder voltar nesta terça-feira, 20, ao convívio instigante e sempre generoso dos leitores do Bahia em Pauta. E à Márcia, sua amada, companheira cem por cento e atenta leitora deste BP, que também aniversariou ontem, dia 19, os que fazem Bahia em Pauta dedicam “April in Paris”, música que ela adora, com Ella Fitzgerald, cantora que Márcia e este editor agradecido tanto admiram.

(Vitor Hugo Soares).

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