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Posted on 10-12-2018
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Pater, no jornal capixaba

 

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OAS despejada

 

No dia seguinte em que Cesar Mata Pires filho, herdeiro da OAS, pagou a fiança de R$ 29 milhões para ser solto, o juiz Felipe Miranda, da 16ª Vara Cível de São Paulo, determinou o despejo da empreiteira de sua sede, na Barra Funda.

Diz Lauro Jardim, em O Globo:

“Motivo: falta de pagamento dos aluguéis ao proprietário do imóvel. A OAS tem quinze dias para desocupar o prédio”.

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Luiz Brasil

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CRÔNICA

Eu e Luiz Brasil na noite do sertão

 

Janio Ferreira Soares

No final de novembro aconteceu por aqui o 10º Flipa (Festival Literário de Paulo Afonso), que desta vez ganhou a companhia do PA Jazz Festival, numa junção pra lá de perfeita. Durante dois dias o belíssimo Parque Belvedere, localizado em frente ao lago da barragem Delmiro Gouveia, foi cenário de palestras, lançamentos de livros e muita música a uma distância enorme da trilogia corno-cachaça-rapariga, que parece andar me perseguindo através de enormes paredões sonoros, provavelmente tentando me convencer a aceitar a batida da bateria de Riquelme no meu coração. Vai, pastor Safadão, vai!

Mas como eu dizia antes de tergiversar por versos onde Red Bull rima com uh!, uh!, pouco antes do sol sumir por trás dos tamarineiros sombreando o palco, passaram por lá músicos como Hamilton de Holanda, o saxofonista Derico, Flávio Venturini, o baixista Fernando Nunes, Davi Moraes, os guitarristas pauloafonsinos Luciano Magno e Igor Gnomo (um dos idealizadores do Jazz), além do ótimo espetáculo Eu Organizo o Movimento, no qual a atriz e bailarina Ana Paula Bouzas, ao som da guitarra de Luiz Brasil fraseando canções que vão de Tom Zé a David Bowie, usa seu corpo para sintetizar de uma forma bela e crua o que atualmente anda rolando neste nosso fragmentado País. Simbora.

Afora a alegria de observar o encanto do público pelo que assistia e a respectiva felicidade de artistas que talvez não esperassem ver aquilo que viam, um fato em particular me deixou bastante feliz, que foi poder reencontrar Luiz Brasil, um querido amigo com quem não cruzava desde que nos conhecemos numa Salvador ainda analogicamente linda, onde os encontros, quase nunca marcados, aconteciam simplesmente pelo apurado faro dos velhos vira-latas que pressentiam de longe o local das reuniões das matilhas.

Pois bem, depois de anos só de papo por e-mails, finalmente peguei Luiz no hotel, compramos umas garrafas de um vinho bem diferente do Capelinha que bebíamos com Octávio Américo e Helinho no Solar do Unhão e fomos para o meu sítio colocar o papo em dia. E entre goles e garfadas num macarrão de última hora feito por minha filha Luiza, lembramos boas histórias da época do Mar Revolto; do show Fina Estampa, de Caetano Veloso, com quem ele tocou por mais de 10 anos; das presepadas de Cássia Eller na excursão do Acústico MTV, disco que lhe deu um Grammy e um Prêmio Multishow; de sua quase participação num filme de Almodóvar…, mas aí chegou a hora da passagem de som e tivemos que voltar.

Mais tarde, enquanto Flávio Venturini terminava de cantar Céu de Santo Amaro e a lua cheia surgia sobre as comportas da barragem, ergui um brinde ao raro instante e peguei a estrada de volta pra casa sob um luar que, como dizia mestre Catulo, só neste velho sertão.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura de Paulo Afonso, na beira baiana do Rio São Francisco

“Mi Baiana”, Elena Diz (voz) e Luiz Brasil (guitarra). Simplesmente sensacionais, a cantora cubana, e Luiz Brasil, na guitarra magistral. Beleza e emoção à flor da pele, para coroar o prazer da leitura do texto de Janio Ferreira Soares – o cronista de Santo Antonio da Gloria e Paulo Afonso, na beira do Rio São Francisco, da nossa aldeia – neste domingo no BP.

Vai dedicado Luiz Fontana, o poeta de Marília (SP), que ama a Bahia de alma e coração e é amigo do peito do Bahia em Pauta.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

Do  Jornal do Brasil

O programa ‘Conversa com Bial’, da TV Globo, exibiu no início da madrugada deste sábado, 8, depoimentos de mulheres que acusam João Teixeira de Faria, o João de Deus, de abuso sexual. De acordo com elas, os casos teriam acontecido no local onde o médium realiza seus atendimentos espirituais, na cidade de Abadiânia, interior de Goiás. Em nota, João de Deus rechaçou “veementemente” as acusações.

“Ele me pediu para ficar de costas e começou a passar a mão pelo meu corpo. Eu fiquei incomodada e pensei: até que ponto você pode deixar um médium passar a mão pelo seu corpo?”, disse uma das entrevistadas, cuja identidade foi mantida em anonimato.

Macaque in the trees
João de Deus durante atendimento (Foto: PEDRO LADEIRA / AFP)

No total, foram ouvidas 10 pessoas que afirmam ter sofrido abusos de João de Deus. O programa, contudo, exibiu apenas quatro depoimentos – três deles sem a identificação das denunciantes. A coreógrafa holandesa Zahira Leeneke Maus, que esteve no local de atendimento do médium em 2014, foi a única entrevistada que aceitou se identificar.

“Eu tinha medo de eles me mandarem espíritos ruins. Eu estava com muito medo. Agora me sinto protegida e sinto que a verdade tem de vir a tona”, afirmou Zahira, que conversou com Pedro Bial nos estúdios do programa.

Nos relatos exibidos, as mulheres descreveram situações e métodos parecidos nos quais alegam terem sofrido os abusos.

“Ele pegava minha mão, pra eu pegar no pênis dele. E eu tirava a mão. E ele falava: ‘você é forte, você é corajosa! O que você está fazendo tem um valor enorme’. Eu não estava fazendo nada, estava sendo abusada”, disse uma das mulheres. “Ele ficou muito próximo e mandou eu colocar a mão pra trás. Isso ele já estava com o pênis dele para fora. Ele falou: ‘põe a mão. Isso é limpeza. Você precisa da minha energia, que só vem dessa maneira, pra eu poder fazer a limpeza em você'”, continuou.

João de Deus é um dos médiuns mais famosos do País e realiza, desde 1976, atendimentos e “cirurgias espirituais” na casa Dom Inácio Loyola, na pequena cidade de Abadiânia, em Goiás a 115 quilômetros de Brasília. Um documentário sobre sua vida foi lançado em maio deste ano. 

Macaque in the trees
João de Deus (Foto: PEDRO LADEIRA / AFP)

Políticos, celebridades e muitos estrangeiros se interessam pelo trabalho do médium. Em 2012, João de Deus recebeu a apresentadora Oprah Winfrey para uma entrevista em Abadiânia.

Em nota enviada ao programa da TV Globo, a assessoria de imprensa do médium disse que “apesar de não ter sido informado dos detalhes da reportagem, ele rechaça veementemente qualquer prática imprópria em seus atendimentos”.

 
Paris
Manifestante devolve bomba de gás em Paris.
Manifestante devolve bomba de gás em Paris. ERIC FEFERBERG AFP

 

 

Paris, a Cidade Luz, a capital dos museus, dos teatros, a urbe das grandes avenidas e bulevares, se tornou neste sábado uma cidade fantasma, fortificada por sacos de areia e segurança máxima e coberta pro gás lacrimogêneo em meio a um novo dia de violência com durante outra manifestação dos coletes amarelos. É o quarto ato, que se dirigiu rumo à capital francesa, símbolo do poder central rechaçado por este movimento de protesto popular. Apesar dos pedidos de calma por parte do Governo, de deputados, de autoridades locais e até de sindicatos, a tensão é enorme e as forças de segurança receberam ordem de apresentar-se em massa. Mais de 1.000 manifestantes foram detidos, sendo 651 em Paris. Mais de 50 pessoas – sendo três jornalistas – ficaram feridas no ato.

A concentração em locais movimentados, como junto ao Arco do Triunfo, começaram na primeira hora da manhã. A delegacia de polícia informou que as prisões foram feitas por “participação em grupo com vistas a preparar atos de violência contra pessoas ou destruição” e 32 pessoas estavam em prisão preventiva, segundo a mídia francesa.

Quinta-feira à noite, o primeiro ministro, Édouard Philippe, tinha feito uma última tentativa de apaziguamento ao convidar mais uma vez —era a terceira, depois de dois fracassos seguidos— uma delegação de coletes amarelos para conversar. Sete representantes dos chamados “coletes amarelos livres”, que defendem uma “raiva construtiva” que leve a um diálogo com o Governo foram ao palácio de Matignon. Vários já haviam pedido durante o dia que os manifestantes não se encaminhassem a Paris neste sábado. O problema é que esses coletes “livres”, que domingo passado assinaram um manifesto em que pediam um debate amplo sobre impostos, a introdução de um sistema proporcional nas eleições e um uso mais frequente de referendos, não são reconhecidos por todos que há quatro semanas usam uma peça de roupa amarela obrigatória em todo veículo em protesto pela perda de poder aquisitivo e o que consideram um abandono dos cidadãos do interior.

Depois de uma hora e meia reunidos com um Philippe “atento e sério”, os coletes amarelos “livres” consideraram que seu trabalho —explicar as demandas dos cidadãos— estava “feito” e exigiram um sinal “rápido” do presidente Emmanuel Macron. “Agora cabe ao presidente assumir a responsabilidade e falar de forma simples e clara”, disse Benjamin Cauchy na saída da reunião.

À espera do discurso de Macron

Macron, o principal alvo da ira da população, guarda um silêncio que não foi quebrado desde sua volta da Argentina no domingo passado. O presidente da Assembleia Nacional, Richard Ferrand, assegurou que o governante falará sobre a crise dos coletes amarelos. Mas fará isso “no início da semana” que vem, para não jogar “mais lenha na fogueira” antes de um dia em si tenso de sábado, disse à Agência France Presse.

A questão não é tanto quantos coletes amarelos chegarão até Paris para se manifestar, mas a forma como o farão. O número de participantes nos protestos tem diminuído ao longo das semanas, mas não os atos violentos que os acompanharam. O principal problema continua sendo a morfologia de um movimento que carece de líderes claros e incontestes, e que não responde a nenhuma das características tradicionais dos protestos sociais. O ministro do Interior, Christophe Castaner, considerou que “vários milhares de pessoas” se manifestarão este sábado em Paris, alguns deles “ultraviolentos”, disse. A promotoria de Paris anunciou na quinta-feira a abertura de uma investigação “por incitação a crime ou delito” e por “organização de uma manifestação ilegal” para um dos iniciadores do movimento dos coletes amarelos, Eric Drouet, que esta semana conclamou a “entrar” no palácio do Eliseu durante uma entrevista na televisão.

Forte presença policial

Em torno de 8.000 policiais e guardas em Paris, 89.000 em toda a França, foram mobilizados para evitar que o “Ato IV”, como foi chamado pelos manifestantes este novo sábado de protestos —o terceiro de peso—, volte a gerar cenas de caos, de carros em chamas e barricadas incendiárias, monumentos vandalizados como o Arco do Triunfo no sábado passado e centenas de prisões. Cerca de doze veículos blindados da guarda municipal foram deslocados desde a madrugada em Paris, um gesto inédito que demonstra a seriedade com que a situação é vista por um Governo atacado pela revolta da população, que não foi aplacada nem pelo anúncio da suspensão, durante todo 2019, da taxa sobre o combustível que foi o que detonou o movimento.

Uma cidade blindada

Durante toda a sexta-feira, as lojas de algumas avenidas na “região de maior risco” —praticamente todo o centro, desde o Arco do Triunfo até a praça da República, ponto de chegada tradicional das manifestações— cobriram suas vitrines com pranchas de madeira ou até de metal. Não só se protegeram lojas de luxo e bancos, alvo preferido dos distúrbios do sábado passado, mas também supermercados e cafés. “Fechamos! Loucura total”, comentava a caixa do café Nostrum, perto do Arco do Triunfo, sobre as precauções em um dia que normalmente deveria ter sido uma longa jornada de trabalho, tão perto das festas de fim de ano. Algumas portas acima, a loja da Apple também confirmava o fechamento total durante o dia, atendendo ao apelo feito nesse sentido pelas autoridades. Mesmo pagando um preço alto: 1 milhão de euros (cerca de 5 milhões de reais) de perda de receita desde o início dos protestos, há um mês, segundo a Federação do Comércio e da Distribuição (FDC), citada pela Reuters.

Os funcionários municipais também trabalharam muito. Por ordem da prefeita Anne Hidalgo, até a manhã de sábado foi preciso retirar mais de 2.000 itens de mobiliário urbano suscetíveis de serem usados como “armas” pelos revoltosos. Uma “célula de crise” aberta no Consistório supervisionará e coordenará com as autoridades centrais durante todo o dia a situação em uma metrópole em que se desaconselha a residentes e turistas passar pela região central, e onde o transporte público foi praticamente interrompido. Assim, há pouco o que fazer em uma cidade em que a maioria dos museus e monumentos, da torre Eiffel à catedral de Notre Dame até o mais afastado Panteão, também permanecerão fechados de forma preventiva e onde muitos teatros e a ópera cancelaram também seus espetáculos.

Do Jornal do Brasil

 

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse hoje (8) que vai para São Paulo na próxima quinta-feira (13) fazer nova avaliação médica. Ele afirmou que, se estiver bem, quer fazer logo a cirurgia para retirada da bolsa de colostomia. “Não gostaria de ficar parado em janeiro”, afirmou após participar de cerimônia de formatura dos aspirantes da turma Almirante Saboia, na Escola Naval, no Rio de Janeiro.

A operação do presidente eleito estava marcada inicialmente para o dia 12 de dezembro, mas foi adiada após uma série de exames feita no dia 23 de novembro por médicos do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. No dia seguinte, Bolsonaro afirmou que a nova avaliação estava marcada para o dia 19 de janeiro e que a cirurgia poderia ser feita no dia 20. Dessa forma, ele só seria submetido ao procedimento depois da posse na Presidência da República, marcada para 1º de janeiro.

Os exames pré-operatórios precedem a realização da terceira cirurgia a que Bolsonaro será submetido desde que foi esfaqueado no abdômen por Adélio Bispo, durante ato político, em Juiz de Fora (MG), em 6 de setembro.

Ele fez uma cirurgia inicial, de grande porte, na Santa Casa de Juiz de Fora, depois uma segunda, já no Einstein, para corrigir uma aderência. A estimativa é que o período de recuperação dessa terceira cirurgia seja de 10 a 15 dias.

Pirassununga

Após a cerimônia militar, o presidente eleito disse que ontem (7) confundiu os remédios e dormiu e, com isso, acabou perdendo o compromisso em Pirassununga. Ele afirmou, entretanto, que está se sentindo bem.

dez
09
Posted on 09-12-2018
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Sinovaldo, no

 

dez
09

Bolsonaro vira assistente de acusação em caso respondido por Adélio

 


Jair Bolsonaro foi incluído como assistente de acusação no processo respondido por Adélio Bispo de Oliveira, o homem que tentou matar o presidente eleito.

Com a inclusão, Bolsonaro terá acesso a todas as informações dos autos, “como as quebras dos sigilos telefônico e bancário do acusado, bem como aos laudos de insanidade mental”, registra o G1.

A inclusão permite também que ele “proponha novos meios de prova, faça requerimentos para que sejam feitas perguntas às testemunhas e o credencia a participar da audiência de instrução de Adélio”.

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Moro, na companhia de Vargas Llosa: fala firme em Madri…
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…e Temer, ao lado de Salman, no G20. em Buenos Aires:melancolia.

ARTIGO DA SEMANA

Chegadas e despedidas: Moro em Madri, Temer em Buenos Aires

Vitor Hugo Soares

Dessemelhantes sim, mas igualmente significativas, são as imagens de dois personagens da hora da política brasileira, colhidas em eventos de ressonância internacional neste final de 2018: Michel Temer, em Buenos Aires, cumpre melancolicamente  seus derradeiros dias de mando,  durante a reunião de cúpula dos chefes de estado do G-20. Em Madri, Sérgio Moro (ex-juiz da Lava Jato e futuro ministro da Justiça e da Segurança), cheio de novos projetos e transbordante de confiança, no seminário “Grandes Desafios da Iberoamérica”.

Na Espanha, Moro fala para figuras representativas da política, dos negócios e da cultura na região europeia. Sem a companhia do  convidado de honra do encontro, Paulo Guedes,  aconselhado pelos médicos a não tomar avião esta semana e a repousar, sem sair de casa, cuidando de problemas respiratórios. O ex-magistrado de Curitiba, ao contrário, depois do puxado evento na Europa, amanheceu quarta-feira no centro do BBl, no DF, onde o futuro governo se estrutura, enquanto produz fatos e polêmicas. E ocupa – com surpreendente competência – os principais espaços do noticiário político, econômico, e até de costumes. As imagens o mostram Moro à vontade, bem disposto, com jogo de cintura  nas tomadas de decisões e nas falas com a imprensa.
      
Ao lado do futuro ministro, o escritor Mario Vargas Llosa. Peso pesado da cultura, Nobel de Literatura, ex-candidato a presidente do Peru – e influente pensador e cidadão do mundo. Dias antes, o autor de “A Guerra do Fim do Mundo” publicou o artigo “Juízes e Presidentes”, que segue causando bafafá entre os donos do poder no continente, e ainda dando o que falar.  Llosa escreveu que a corrupção é hoje o maior inimigo da democracia na América Latina, “corroendo-a a partir de dentro, desmoralizando a cidadania e semeando desconfiança em relação a instituições… O que ocorreu no Brasil nos últimos anos foi um anúncio d o que poderia ocorrer em todo continente”…, afirmou.
O escritor deixa claro que não morre de amores pelo presidente eleito do Brasil. Mas expressa a esperança de que “pelo menos dois de seus ministros – Moro e Paulo Guedes – moderem Bolsonaro e o levem a atuar dentro da lei e sem reabrir portas para a corrupção”.  Moro foi adiante. Disse não ver no presidente eleito um risco de autoritarismo. “Jamais teria  aceitado o convite para entrar no gabinete de ministros do governo se vislumbrasse esses perigos”, garantiu. E concluiu dizendo o que a maioria, no seminário,  queria ouvir: “No meu caso, é uma oportunidade para avançar na agenda anticorrupç&at ilde;o em outro âmbito do poder. É necessário promover reformas mais amplas e gerais e isso não posso fazer como juiz, mas como ministro da Justiça sim”. Saiu do auditório, da Fundação Internacional para a Liberdade, em Madri, sob aplausos.

Em Buenos Aires, na despedida de Michel Temer, na cúpula do G20, as marcas e imagens são de silêncio e melancolia. Na foto oficial, o mandatário brasileiro aparece isolado numa das laterais. Temer teve “uma presença apagada”, nos registro da imprensa. Nem ao menos se reuniu com Mauricio Macri, anfitrião do encontro. Mais tristes só o olhar e os passos do presidente  a caminho do Aeroporto de Ezeiza, no retorno a Brasília.
Os signos do poder são duros e perversos, às vezes. Mas implacáveis e reveladores.

Vitor Hugo Soares, jornalista, é editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br    

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