dez
05
Posted on 05-12-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 05-12-2019

“A gente brigando, a Argentina perde muito mais. Mas eu não quero perder um dedinho”, disse Bolsonaro ao chegar em Bento Gonçalves. Crise gerada por decisão de Trump de impor tarifas sobre importação de metais se soma a divergências ideológicas

Reunião de chanceleres do Mercosul.
Reunião de chanceleres do Mercosul.DIEGO VARA (REUTERS)

O encontro de cúpula do Mercosul, previsto para esta quarta e quinta-feira em Bento Gonçalves (RS) já tinha tudo para ser tenso, diante das incertezas sobre os rumos que os presidentes eleitos da Argentina, o centro esquerdista Alberto Fernandéz, e do Uruguai, o direitista Luis Lacalle Pou, pretendem dar ao bloco, sob sombra do ultradireitista Jair Bolsonaro. O brasileiro nem parabenizou Fernández, que assumirá o poder na próxima terça-feira, cristalizando um dos pontos mais baixos da relação Brasil-Argentina, o eixo tradicional do Mercosul, também composto por Uruguai e Paraguai. A surpreendente decisão do presidente americano Donald Trump de aumentar as tarifas de importação do aço e do alumínio brasileiro e argentino acirrará ainda mais esse ânimo.

Na prática, porém, pouco pode ser decidido sobre esse tema na reunião, já que estarão presentes apenas representantes do Governo direitista de Maurício Macri, que se se encerra daqui a uma semana, e de Tabaré Vázquez, que só tem mais três meses como mandatário. Nenhum membro dos futuros gabinetes de Fernandéz ou Pou participará do encontro, nem como ouvinte. No caso dos argentinos, não foram convidados pela falta de afinidade ideológica entre o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, e o futuro ocupante da Casa Rosada. Bolsonaro fez campanha aberta para a reeleição de Macri, e Fernandéz é amigo e aliado de um dos principais adversários políticos do brasileiro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O fato de não haver encontro entre Bolsonaro e Fernández tem muito a ver com a data decidida pelo Brasil para a transferência da presidência pró-tempore do Mercosul, que em ordem alfabética passará para o Paraguai. Cada país administra o bloco por um semestre e é comum que a troca de guarda seja feita o mais próximo possível do final do período. Bolsonaro, no entanto, escolheu fazer isso no início de dezembro, cinco dias antes de Fernández assumir. O brasileiro considerou a cúpula mais como uma despedida para Macri do que boas-vindas ao líder peronista.

Na chegada a Bento Gonçalves, Bolsonaro já fez questão de marcar posição. “A Argentina deu uma guinada para a esquerda. A gente vai para o pragmatismo. A gente brigando, a Argentina perde muito mais. Mas eu não quero perder um dedinho. E vamos continuar fazendo negócios”, disse o brasileiro.

A relação entre Jair Bolsonaro e Alberto Fernández será, de fato, o principal obstáculo da reunião. Argentina e Brasil são os maiores países da região, e de sua boa sintonia depende a saúde do bloco. Neste momento, contudo, a relação não poderia ser pior. Bolsonaro se intrometeu sem filtro na campanha eleitoral argentina e não duvidou em pedir voto para Macri, enquanto ameaçava explodir o Mercosul se o “populismo de esquerda” de Fernández se instalasse na Casa Rosada. A visita que Fernández fez a Lula da Silva na prisão em Curitiba aumentou ainda mais a tensão.

Fernández saiu daquela visita à cadeia em Curitiba acompanhado pelo ex-chanceler lulista Celso Amorim. Disse então que no Brasil não havia Estado de Direito e que Lula deveria estar livre. Bolsonaro considerou as declarações do peronista como uma intromissão e alertou que a Argentina se daria muito mal se votasse no kirchnerismo. Completou o ataque com ofensas pessoais a Fernández e sua família e antecipou a cúpula do Mercosul para não cruzar com o sucessor de Mauricio Macri. “Bolsonaro contava com o apoio da Argentina e com uma boa relação com os Estados Unidos. A partir daí, geraria sua estratégia internacional, mas tudo isso mudou com a derrota de Macri, e começaram os tremores”, diz o ex-embaixador no Brasil durante o kirchnerismo Juan Pablo Lohlé.

O cruzamento terá consequências políticas. Pela primeira vez em 17 anos, um presidente do Brasil não irá a Buenos Aires para participar da transferência de comando na Casa Rosada, prevista para 10 de dezembro. Fernández tampouco visitará o Brasil, pelo menos não imediatamente, e como presidente eleito fez uma viagem sem precedentes pelo México, país que pretende somar a um eventual eixo norte-sul que sirva de contrapeso ao eixo Brasil-EUA impulsionado por Bolsonaro. “A questão de fundo é que o Brasil iniciou um processo de reforma econômica e de abertura da economia que é irreversível. A redução da tarifa externa comum faz parte dessa estratégia, e a Argentina não tem nada a fazer contra isso. Se a Argentina não estiver de acordo, arrisca-se à quebra do Mercosul como unidade política”, adverte o analista Jorge Castro, presidente do Instituto de Planejamento Estratégico.

Os parceiros, no entanto, são obrigados a se entender. “A relação entre os dois países não se baseia em considerações ideológicas, o que há são interesses nacionais que subordinam, necessariamente, qualquer diferença pessoal” entre seus presidentes, diz Castro.

A decisão de Donald Trump de impor tarifas sobre a importação de metais procedentes do Brasil e da Argentina pode ter como efeito colateral a aproximação dos parceiros. Washington colocou os dois países no mesmo saco, independentemente da diferença ideológica de seus Governos. O embaixador Lohlé considera que é preciso esperar a posse de Fernández para conhecer a natureza da nova relação. “Ficará mais clara no dia em que Fernández estabelecer formalmente as conversações em nível institucional. O racional séria manter o diálogo. Qualquer tensão é resolvida pela política e pela diplomacia, mas primeiro pela política”, diz. Durante os últimos dias, Fernández e Bolsonaro deram algumas provas disso e baixaram o tom da polêmica que os opõe com promessas de pragmatismo.

Debate sobre tarifa externa comum

Apesar das expectativas modestas em relação ao encontro, desde a segunda-feira, diplomatas e técnicos dos quatro países do bloco estão reunidos em Bento Gonçalves discutindo quais acordos deverão ser anunciados. Até o momento, apenas um está confirmado: o que define a indicação geográfica de determinados produtos (o selo protege produtos tradicionais de algumas zonas da disputa com artigos similares, sem a mesma procedência e característica). Entre eles estão o queijo da Serra da Canastra, o café do Cerrado brasileiro, o cacau do sul da Bahia ou o vinho de Mendoza. “É para você garantir que uma marca de valor seja respeitada dentro do bloco”, explica o diplomata brasileiro Pedro Miguel da Costa e Silva, secretário de Negociações Bilaterais e Regionais nas Américas.

Outros dois acertos estão em vias de serem concretizados e tratam de áreas fronteiriças. O primeiro, facilita operações policiais conjuntas, nas quais agentes de um país poderão entrar no outro desde que estejam em meio a uma perseguição de criminosos. O outro autoriza moradores que vivem na região de fronteira a ter acesso aos serviços de um lado e de outro nas áreas de saúde, educação e trabalho. “Essas cúpulas são que nem o jogo do Flamengo e River Plate, tudo pode ser decidido no último minuto”, afirma Costa e Silva, em referência a final da Copa Libertadores da América, na qual a equipe brasileira venceu a argentina nos quatro minutos finais da partida.

Um debate que não deverá ter conclusão é o da redução da tarifa externa comum, que é de, em média 14%, conforme o produto comercializado entre os quatro países do bloco. Desde o início do ano, Argentina e Brasil tentam alterar esse valor, mas as eleições em dois dos quatro países do bloco impediram avanços mais efetivos. A meta brasileira era ter entregado essa redução ainda este ano. “Evidentemente o objetivo brasileiro teria sido lançar uma reforma da tarifa externa comum, mas é um tema complexo que precisa de muita conversa e muita negociação”, diz o diplomata brasileiro.

De acordo com o Itamaraty, estão confirmadas as presenças no encontro dos presidentes Bolsonaro, Macri, Mario Abdo Benitez e da vice-presidente do Uruguai, Lucía Topolansky. O presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez está doente e não irá. Como convidados ou associados também irão representantes de Relações Exteriores da Bolívia, do Chile e da Guiana.

dez
05
Posted on 05-12-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 05-12-2019


 

Miguel, do

 

 

Kate Bennet, repórter da CNN, conta que o casal presidencial dorme em quartos separados, que a primeira-dama veste “roupa de homem” para irritar o mandatário e que mantém uma relação distante com Ivanka Trump

A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, e o presidente Donald Trump.
A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, e o presidente Donald Trump.
 Antonia Laborde

Kate Bennett é a única correspondente da Casa Branca dedicada a cobrir exclusivamente Melania Trump e a família do presidente norte-americano, Donald Trump. Com a credibilidade de ter acompanhado tão de perto a atual primeira-dama dos Estados Unidos, essa jornalista da CNN lançou na terça-feira o livro Free, Melania: The Unauthorized Biography (“Melania livre: a biografia não autorizada”), um trocadilho com o slogan “Free Melania”, visto em manifestações em Washington. “Não entendo isso do ‘Melania livre’. Por que eu não seria feliz aqui?”, disse a eslovena certa vez à repórter, conforme conta no novo título. O texto não consegue derrubar os pesados muros que Melania ergueu ao redor da sua privacidade, mas permite se aproximar um pouco mais do comportamento da primeira-dama mais reservada da história moderna dos Estados Unidos, como a relação pouco próxima que mantém com a enteada Ivanka Trump, o nascimento de seu filho Barron e a comunicação constante com seu marido.

Melania Trump não é uma mulher-troféu, segundo a autora. Bennett critica que seja subestimada dessa maneira, quando na verdade tem uma “influência poderosa” sobre o presidente, “tanto em matéria política como na forma como dirige seu pessoal”, escreve a repórter no livro. Com os funcionários da Casa Branca, a primeira-dama é “amável e calorosa”, muito distante da imagem hierática que projeta. Certa vez, quando a jornalista lhe perguntou por que não sorria na hora dos flashes, a primeira-dama lhe respondeu que não era falsa. “Não sou alguém que sorri só porque há uma câmera na frente.” Outro mito que tenta derrubar é o de que a primeira-dama, de 49 anos, tem uma relação distante com o presidente. A autora afirma que o casal conversa continuamente por telefone, embora acrescente que por essa via Melania mantém “frequentes e teimosas discussões” com seu marido.

Bennett também rejeita a ideia generalizada de que Melania não queria que Trump se candidatasse a presidente. “Pelo contrário, pressionou-o muito para isso. Em parte porque sabia que ganharia e faria um bom trabalho.” Tal como já havia sido revelado em outro livro, o casal dorme em quartos diferentes. A ex-modelo ocupa o dormitório que na gestão passada pertenceu a Marie Robinson, sogra de Barack Obama. Além disso, tem uma “sala de glamour”, onde se penteia e maquia, e uma academia de ginástica particular, com uma máquina para praticar pilates.

Um dos episódios mais suculentos do livro revela que Melania não descarta que Roger Stone, ex-assessor de Trump, tenha sido quem durante a campanha vazou para o New York Post algumas fotos em que ela aparecia posando nua. “Melania não comentou como acha que o jornal sensacionalista pôs as mãos nas fotos, mas seus amigos dizem que ela ainda se nega a acreditar que Trump tenha feito isso com ela. Quanto a Stone, dizem que não tem tanta certeza”. Bennett abre espaço para as teorias que circulam, um exercício comum nas 264 páginas: “Trump estaria tratando de evitar uma semana ruim na campanha.” O escândalo das fotografias ocorreu dias depois de o republicano atacar a família muçulmana de um soldado morto no Iraque.

Outra teoria de Bennett tem a ver com um dos episódios mais viralizados de Melania na era Trump. Quando o mandatário conseguiu enfurecer até membros do seu próprio partido por causa da política de tolerância zero contra os imigrantes, a primeira-dama viajou de surpresa a McAllen, no Texas, para visitar um albergue de crianças estrangeiras, algumas delas separadas de seus pais. Mas a atenção se centrou mais no casaco que vestia na ocasião. A peça da Zara –a marca de baixo custo favorita de Ivanka– tinha os seguintes dizeres nas costas, em inglês: “Na verdade não estou nem aí, e você?”. A ex-modelo disse à ABC que era uma mensagem para a mídia de esquerda que a critica. Mas a repórter da CNN tem outra impressão. “Achava, e continuo achando, que o casaco era um sarcasmo engenhoso para Ivanka [Trump, filha e assessora do presidente] e suas tentativas quase constantes de aderir aos temas positivos da Administração” e manter-se em silêncio quando seu pai faz algo polêmico. Segundo Bennett, a relação entre as duas mulheres com maior acesso a Trump é “cordial, mas não próxima”.

Também com relação aos trajes –e às suas teorias pessoais– a autora acredita que Melania veste “roupa de homem” quando o casal briga porque Trump gosta de ver mulheres usando “vestidos femininos justos, curtos e muito sexys”. “Depois de acompanhá-la por tanto tempo, [posso dizer que] cada coisa que ela faz tem um sentido, inclusive a roupa que usa.”

A autora não quis incluir no livro informações sobre Barron Trump, o filho comum de Melania e do mandatário, porque considera que nascer de um casal famoso não é motivo para submeter uma criança a qualquer escrutínio. Mas faz algumas menções a ele para revelar detalhes da Melania como mãe ou do presidente como cônjuge ou pai. Como quando, 20 minutos depois do nascimento de Barron, Trump já estava contando a notícia por telefone no programa de rádio Imus in the Morning, ou quando Andrea Peyser, do New York Post, comentou numa entrevista com a ex-modelo sobre como ela tinha perdido peso rapidamente depois da gravidez, e Trump a corrigiu dizendo que tinha perdido “quase” todo o peso. Três meses depois de dar à luz, Melania se tornou cidadã norte-americana.

dez
04
Posted on 04-12-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 04-12-2019


3 h

 

Sponholz, no 

 

Resultado de imagem para Wilson Simonal em Salvador em jogo da seleção com o Bahia
CRÔNICA
Com Simonal na Fonte Nova: de fazer chorar
Gilson Nogueira

 

A Seleção que se preparava para a Copa do Mundo, no México, iria aplicar quatro a zero no Bahia, em uma tarde de domingo, na Imortal Fonte Nova de todos os gols de placa feitos pelo Deus do Futebol. Até hoje, Ele Não Engole essa idéia de chamá-la de Arena Fonte Nova, como se história fosse papel higiênico usado em direção ao lixo.

Wilson Simonal, defronte à Torcida do Vitória, deu-me um autógrafo que, até hoje, procuro nos meus arquivos de ontem. Lembro-me, com nitidez, a risada do fabuloso Simona, naquele dia em que Edú,Tostão, Jairzinho e Pelé, atletas de ouro do futebol brasileiro, que havia entrevistado, para a Resenha de França, na véspera, em um bate bola, de “reconhecimento do gramado”, iriam meter quatro a zero no Primeiro Campeão Brasileiro de Futebol. Os dentes alvos do negão em uma risada panorâmica pareciam refletir a luz do sol.

Guardei sua assinatura como um troféu. Até ontem, remexendo na saudade impressa, tentava encontrá-la, para colocar em um quadro, como fiz com a de Dick. Entreguei os pontos! O inesperado não me fez uma surpresa. Provocou-me uma lágrima: Seo Gilson, aquele saco grandão, cheio de papel, nós jogamos fora! O caminhão levou!” , gritou a secretária. Fiquei calado, Chorei, por dentro, como agora, ao ouvir, na Internet, o cantor que fez a diferença na Música Brasileira, pelo modo de cantar e por sua voz inimitável.

O destino, esse bicho misterioso, fez sacanagem com um dos maiores artistas que o País do Futebol pariu. E eu fiquei, assim, meio sem voz, até o dia em que um amigo das antigas falou-me: “Toca o barco, irmão,nós iremos encontrar o velho Simona no Céu!” Tomara que demore, respondi. Ah, antes que esqueça, Arena é o cacete!

Gilson Nogueiraé jornalista, colaborador da primeira hora do Bahia em Pauta

“Sabe Você”, Wilson Simonal: magnífica composição de Carlos Lyra e Vinícius de Moraee, em impecável e emocionante interpretação nesta quarta-feira de dezembro de louvor a Simona no Bahia em Pauta.

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira e Vitor Hugo )

 

Composição de Carlos Lyra e Vinicius de Moraes

 

 

dez
04
Posted on 04-12-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 04-12-2019

Juiz homologa delação de acusado de hackear Moro e Deltan

 

Vallisney de Souza Oliveira, juiz da 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília, homologou a delação premiada de Luiz Henrique Molição, noticia a Folha.

Um dos presos na Operação Spoofing, Molição é acusado de integrar o grupo de hackers de Walter Delgatti Neto, o Vermelho, que invadiu contas de autoridades públicas no Telegram –entre elas, Sergio Moro, Deltan Dallagnol e outros procuradores da Lava Jato.

Molição teria armazenado parte das mensagens roubadas e feito contatos com Glenn Greenwald, que divulgou o material obtido ilegalmente.

DO EL PAÍS

Atividade econômica avança 0,6% no terceiro trimestre. Consumo das famílias foi um dos motores do crescimento e subiu 0,8%, segundo IBGE

Rafael Neddermeyer (Fotos Públicas)

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,6% no terceiro trimestre frente ao três meses anteriores, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado, ligeiramente melhor que o estimado pelo mercado, confirma uma trajetória de recuperação da economia brasileira e foi puxado pela agropecuária, que avançou 1,3%, pela indústria (0,8%) e pelo setor de serviços (0,4%), que possui o maior impacto, pois responde por cerca de dois terços do PIB.

Em relação ao mesmo período do ano passado, a economia cresceu 1,2%. Já no acumulado do ano até o mês de setembro, o PIB subiu 1%, em relação a igual período de 2018. Em valores correntes, o PIB no terceiro trimestre de 2019 totalizou 1,84 trilhão de reais.

Pelo lado da demanda, o consumo das famílias foi um dos motores do crescimento, com alta de 0,8% sobre o período de abril a junho e um avanço de 1,9% em relação ao terceiro trimestre do ano passado. Parte desse consumo foi estimulado pelo início da liberação de recursos antes parados do FGTS, em setembro, e também pelos juros mais baixos.

Os investimentos das empresas (formação bruta de capital fixo) avançaram 2,0%. Já o consumo do Governo recuou 0,4%.

“Na ótica da demanda, os investimentos vêm crescendo, puxado pela construção, que havia caído 20 trimestres consecutivos e desde o trimestre anterior mostra recuperação, quando comparado a igual período de 2018. O consumo das famílias também cresce, enquanto as despesas do Governo –incluindo pessoal e demais gastos, exceto investimentos–, caem em todas as esferas em função das restrições orçamentárias”, analisa a coordenadora de Conta Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

Pelo lado da oferta, o consumo das famílias impulsionou os serviços (0,4%). No setor se destacaram as atividades financeiras (1,2%), o comércio (1,1%) e o segmento de informação e comunicação (1,1%).

Já o crescimento de 0,8% na Indústria se deve às indústrias extrativas (alta de 12,0%, puxada pelo crescimento da extração de petróleo) e à construção (1,3%). Recuaram no trimestre eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-0,9%) e Indústrias de Transformação (-1,0%).

No setor externo, as exportações de bens e serviços recuaram 2,8%, enquanto as importações de bens e serviços cresceram 2,9% na mesma comparação.

Revisões melhoram resultados

O IBGE revisou o resultado do PIB do segundo trimestre para uma alta 0,5%, ante leitura anterior de avanço de 0,4%. Já o resultado dos primeiros três meses do ano foi revisado para uma estabilidade, em vez de queda de 0,1%.

A economia brasileira mostra uma trajetória de recuperação, mas ainda em ritmo lento, sustentada por um maior consumo das famílias, em meio a um cenário de juros mais baixos, inflação controlada e expansão das operações de crédito. O país enfrenta, no entanto, uma série de entraves para uma retomada mais robusta, como a alta taxa de desemprego, que ainda atinge mais de 12 milhões de pessoas, e a incerteza política sobre o avanço das reformas econômicas.

“Do ponto de vista estrutural nós temos uma retomada muito lenta da produtividade e, de fato, neste ano, até o segundo trimestre, o indicador mostrava uma queda da produtividade do trabalho. Ou seja, ainda estamos muito distante de conseguir um crescimento sustentável”, explica Silvia Matos, economista da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) . “O PIB ainda vai demorar para retomar o período pré-crise, provavelmente ficará mais para 2021”, completa.

Para o ano que vem, o mercado trabalha com uma aceleração do ritmo de recuperação da economia. Segundo resultado mais recente do boletim Focus, uma publicação semanal elaborada pelo Banco Central com base nas perspectivas das cem principais instituições financeiras, a projeção é de alta de 2,20%. Essa é a terceira semana seguida de aumento na previsão do indicador. Quanto à previsão do PIB de 2019, os especialistas ouvidos pelo Banco Central elevaram sua estimativa ante a semana passada. O crescimento esperado é de 0,99% ao fim deste ano.

dez
04

Do Jornal do Brasil

 

PIB sobe 0,6% no terceiro trimestre puxado por serviços e indústria

O Produto Interno Bruto (PIB) nacional cresceu 0,6% no terceiro trimestre de 2019, em relação ao trimestre anterior, e está no mesmo patamar do terceiro trimestre de 2012. A taxa ainda está 3,6% abaixo do pico da série, atingido no primeiro trimestre de 2014, e 4,9% acima do ponto mais baixo, registrado no quarto trimestre de 2016.

A agropecuária apresentou a maior expansão (1,3%), mas o maior impacto no PIB vem de serviços, pelo maior peso (por representar 74% da economia), com avanço de 0,4%. Já a indústria cresceu 0,8%. As informações fazem parte do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais e foram divulgadas hoje pelo IBGE.

Na comparação com o terceiro trimestre de 2018, o aumento foi de 1,2%, a décima primeira alta consecutiva nesta base de comparação. No acumulado do ano, o crescimento foi de 1%. Em valores correntes, o PIB no terceiro trimestre de 2019 totalizou R$ 1,84 trilhão.

A taxa de investimento no terceiro trimestre de 2019 foi de 16,3% do PIB, a mesma que foi observada no mesmo período do ano anterior (16,3%). Já a taxa de poupança foi de 13,5% no terceiro trimestre de 2019 (ante 13,1% no mesmo período de 2018).

O crescimento na indústria se deve à expansão de 12% no setor extrativo, puxado pelo crescimento da extração de petróleo, e de 1,3% na construção. Já a atividade de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos recuou 0,9%, enquanto a indústria de transformação caiu 1%.

Nos serviços, os resultados positivos foram das atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,2%), comércio (1,1%), informação e comunicação (1,1%), atividades imobiliárias (0,3%) e outras atividades de serviços (0,1%). Apresentaram recuo as atividades de transporte, armazenagem e correio (-0,1%) e administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (-0,6%).

Pela ótica da despesa, as variações positivas foram registradas em formação bruta de capital fixo (2%) e a despesa de consumo das famílias (0,8%), enquanto as despesas de consumo do governo recuaram em 0,4% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

No que se refere ao setor externo, as exportações de bens e serviços retraíram 2,8%, enquanto as importações de bens e serviços cresceram 2,9% em relação ao segundo trimestre de 2019.

“Na ótica da demanda, os investimentos vêm crescendo, puxado pela construção, que havia caído 20 trimestres consecutivos e desde o trimestre anterior mostra recuperação, quando comparado a igual período de 2018. O consumo das famílias, que representa 65% da economia, também cresce, enquanto as despesas do governo – incluindo pessoal e demais gastos, exceto investimentos -, caem em todas as esferas em função das restrições orçamentárias”, analisa a coordenadora de Conta Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

Ela ressalta também que, na ótica da produção, o que mais cresceu foi a construção civil (puxada pelo setor imobiliário); a extrativa mineral, puxada pela extração de petróleo; e informação e comunicação, com avanço de internet e desenvolvimento de sistemas.

“Já entre as atividades que caíram, o destaque é a indústria de transformação, afetada pela queda nas exportações em função da menor demanda mundial e a crise da Argentina”, diz a coordenadora de Conta Nacionais do IBGE.

PIB cresce 1,2% no em relação ao terceiro trimestre de 2018

Na comparação com o terceiro trimestre de 2018, o PIB aumentou 1,2%, com a agropecuária liderando a alta com 2,1%. Conforme o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, divulgado em novembro pelo IBGE, o crescimento na estimativa de produção anual de milho (23,2%), algodão herbáceo (39,7%), laranja (6,3%) e mandioca (3,6%) suplantou o fraco desempenho de culturas como café (-16,5%) e cana de açúcar (-1,1%).

A indústria cresceu 1%, puxada principalmente pela construção (4,4%), a segunda expansão após vinte trimestres consecutivos de queda; e pelas indústrias extrativas (4%), resultado do crescimento da atividade de extração de petróleo e gás. Também apresentaram resultados positivos as atividades de eletricidade e gás, água, esgoto, e atividade de gestão de resíduos (1,6%), favorecida pelo efeito das bandeiras tarifárias.

Já a atividade indústrias de transformação caiu 0,5%, resultado influenciado, principalmente, pela queda da fabricação de celulose, papel e produtos de papel; fabricação de produtos químicos; farmacêuticos e metalurgia.

O setor de serviços cresceu 1% na comparação com o mesmo período do ano anterior, com destaque para informação e comunicação (4,2%) e comércio – atacadista e varejista – (2,4%). Também houve avanço em atividades imobiliárias (1,9%), atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,3%) e outras atividades de serviços (0,9%). Já os setores administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (-0,6%), e transporte, armazenagem e correio (-1%) apresentaram resultados negativos.

PIB de 2018 é revisado para 1,3%

Na revisão anual, realizada rotineiramente no terceiro trimestre, o PIB de 2018 variou positivamente 0,2 p.p., passando de 1,1% para 1,3%. Entre os setores, a maior alteração foi na agropecuária que passou de 0,1% para 1,4%. Isso se deve, em grande parte, pela incorporação de novas fontes estruturais anuais do IBGE, não disponíveis na compilação anterior, como a Produção Agrícola Municipal (PAM), a Produção da Pecuária Municipal (PPM) e a Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (Pevs). Já a indústria teve uma ligeira redução de 0,6% para 0,5% e os serviços variaram 0,2 p.p. de 1,3% para 1,5%.(Agência IBGE)

dez
04
Posted on 04-12-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 04-12-2019



 

Sponholz, NO

 

Pages: 1 2 3 4 5 6 7 ... 2280 2281

  • Arquivos

  • dezembro 2019
    S T Q Q S S D
    « nov    
     1
    2345678
    9101112131415
    16171819202122
    23242526272829
    3031