dez
13
Posted on 13-12-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-12-2018

Do  Jornal do Brasil

Morreu nesta quarta-feira (12) o idoso, de 84 anos, que foi atingido no tórax e no abdômen durante o tiroteio na Igreja Metropolitana de Campinas, no interior de São Paulo, na última terça-feira (11). Com isso, o número de mortos no atentado sobe para cinco.

Um dia após um atirador matar cinco pessoas na Catedral de Campinas, o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, reafirmou a posição do órgão contra a flexibilização do acesso à posse e ao porte de armas.

“O que aconteceu em São Paulo é extremamente preocupante e o Brasil precisa ter políticas públicas para o combate desse tipo de situação. Mas não vejo armar as pessoas como uma forma de minimizar problemas na área de segurança pública”, afirmou Lamachia em coletiva de imprensa, ao ser questionado sobre as mortes, durante um evento que reúne governadores eleitos de todo o Brasil para discutir a violência no país.

Por volta das 13h desta terça-feira (11), um homem de 49 anos entrou na Catedral Metropolitana de Campinas, no interior paulista, e atirou contra oito pessoas que estavam rezando no local. Quatro pessoas morreram e as outras foram socorridas. Segundo a polícia, agentes entraram na igreja e dispararam contra o homem. Ele, então, teria caído no chão e se matado em seguida.

Macaque in the trees
Homem atira durante missa e mata pelo menos quatro e suicida em Campinas (Foto: ARI FERREIRA / AFP)

 

O doutor Chirinos

O doutor Chirinos
Fernando Vicente

Por seu prontuário, seu narcisismo, seus delírios e seus crimes, parece um homem inventado, mas o doutor Edmundo Chirinos existiu, e os espanhóis que vão ao teatro acabam de comprová-lo vendo em cena o espetáculo Sangre en el Diván, dirigido e protagonizado pelo diretor e ator venezuelano Héctor Manrique.

Nesse monólogo de uma hora e meia que mantém o público sobressaltado e meio afogado pelas gargalhadas, o próprio doutor Chirinos nos conta sua odisseia: foi psiquiatra, reitor da Universidade Central da Venezuela, membro de sua Assembleia Constituinte, candidato à presidência lançado pelo Partido Comunista, e teve entre seus pacientes nada menos que três presidentes da República: Jaime Lusinchi, Rafael Caldera e o comandante Hugo Chávez. Homem influente e poderoso, por seu consultório passaram milhares de pacientes, dos quais abusou com frequência e inclusive assassinou, como a estudante Roxana Vargas, um crime pelo qual passou seus últimos anos de vida na prisão.

O mais extraordinário do espetáculo talvez não seja a esplêndida recriação que Héctor Manrique faz de tal personagem, vestindo-se e desvestindo-se, cantando, dançando e delirando sem trégua, exibindo sua egolatria e excesso até extremos disparatados, mas sim que tudo aquilo que o doutor Chirinos diz no palco ele disse de verdade a uma jornalista, Ibéyise Pacheco, que gravou e depois publicou o material em um livro que leva o mesmo título da peça teatral, adaptada e dirigida pelo próprio Héctor Manrique.

 Conheci Héctor há muitos anos, em Caracas, porque dirigiu uma peça minha, Al Pie del Támesis – uma bela montagem, diga-se de passagem –, que depois levou à Colômbia. O comandante Chávez estava só começando a obra de demolição de uma Venezuela cuja vida cultural ainda fosforescia por sua diversidade e riqueza. Não só o teatro como também a dança, a pintura, a música e a literatura. Mas o país vivia um perigoso deslumbramento com o militar golpista, cujo levante contra o Governo legítimo de Carlos Andrés Pérez havia sido reprimido por um Exército leal às leis e à Constituição. Como é sabido, o comandante sedicioso, em vez de ser julgado, foi indultado pelo presidente Rafael Caldera e se tornou em pouco tempo um líder popular que arrasou nas eleições.

Custava-me entender isso. Como um país que tinha sofrido ditaduras tão ferozes no passado e que tinha lutado com tanta fidalguia contra o regime espúrio de um Marcos Pérez Jiménez podia cair rendido à demagogia de um novo caudilhozinho truculento, inculto e mal falado? Com uma exceção, entretanto: os intelectuais. Eles foram muito mais lúcidos que seus compatriotas. Com poucas exceções – praticamente caberiam numa só mão –, mantiveram-se na oposição ou pelo menos guardando uma distância prudente, sem participar do deslumbramento coletivo, da absurda crença, tantas vezes desmentida pela história, de que um homem forte poderia resolver todos os problemas sem as tramas burocráticas da inepta democracia.

A Venezuela daqueles anos, com suas grandes exposições, seus festivais internacionais de música e de teatro, com suas editoras flamejantes, seus museus e seus encontros e congressos que atraíam a Caracas os pensadores, escritores e artistas mais celebrados no mundo, agora está morta e enterrada. E levará muitos anos e enormes esforços para ser ressuscitada.

Os discursos que o delitivo doutor Edmundo Chirinos regurgita perante o público em Sangre en el Diván se parecem muito com os do comandante Chávez, lançando uma chuva de impropérios contra a morosa e corrupta democracia e prometendo o paraíso imediato a seus crentes. Os venezuelanos que acreditaram nele se deram tão mal quanto os iludidos pacientes do psiquiatra que terminavam deixando seu sangue no divã. Muitos deles agora comem só o que encontram no lixo.

A peça que Héctor Manrique interpreta não foi proibida na Venezuela – pelo contrário, acumula quatro anos em cartaz e muitas dezenas de milhares de espectadores –, talvez porque os censores sejam menos perceptivos do que seu triste ofício exigiria, e, também porque, à primeira vista, Sangre en el Diván poderia parecer um caso à parte, o de um indivíduo fora do comum, a tão famosa exceção à regra, a “mosca branca”.

Entretanto, não é assim. Muito do que depois viria a ocorrer na Venezuela é mostrado, de forma resumida sobre o palco, na sinistra odisseia do doutor Edmundo Chirinos, no seu poder acumulado a partir da fraude e sua loquacidade doentia. Renunciar à razão pode dar frutos extraordinários nos campos da poesia, a ficção e a arte, como sustentaram o surrealismo e outros movimentos de vanguarda. Mas entregar-se à injustiça, ao puramente emotivo e passional, é muito perigoso na vida social e política, um caminho seguro para a ruína econômica, a ditadura, enfim, para todos esses desastres que levaram um dos países mais ricos do mundo a se tornar um dos mais pobres e a ver milhões de seus habitantes se lançarem ao exílio, mesmo que seja andando, para não morrer de fome.

De nada disso falamos com Héctor Manrique quando desci aos camarins do teatro para lhe dar um abraço e parabenizá-lo. Perguntei-lhe se é verdade que não há uma palavra em seu monólogo que o doutor Chirinos não tenha dito de verdade, e me confirmou que é assim, e me apresentou ainda a Ibéyise Pacheco, que foi quem o entrevistou durante muitas horas na cela da prisão onde estava confinado pelo assassinato de uma paciente. Eu gostaria de ter recordado com Héctor aqueles lindos anos em que a literatura e o teatro nos pareciam as coisas mais importantes do mundo, e também toda a Venezuela parecia acreditar nisso, a julgar pelas revistas culturais que saíam a cada semana e pela quantidade de novos escritores, artistas e companhias de teatro e de concertos que surgiam e disputavam as noites de Caracas. Aquilo ocorria não só na capital, mas também no interior do país, onde apareciam novas universidades e novos artistas. A Venezuela inteira parecia tomada então por uma avidez frenética de cultura e criatividade. E de lembrar grandes amigos que já não estão mais aqui, como Salvador Garmendia e Adriano González León, o autor de País Portátil, um magnífico romance, que, dizem-me, caiu subitamente morto no bar onde sempre tomava a saideira, e daquele grupo revoltoso de jovens, El Techo de la Ballena, que semeou Caracas de escândalos anarquistas.

A única coisa boa das ditaduras é que, embora provoquem desastres, sempre morrem. Com o passar do tempo, sua lembrança vai se empobrecendo e, às vezes, os povos que as padecem chegam a se esquecer que as padeceram. Mas duvido que ocorra tão cedo com a que transformou a Venezuela num país que não é nem sombra daquele que conheci em meados dos anos sessenta. Tomara que o horror que viveu todos estes anos, transformada praticamente em um dos sanguinários delírios do doutor Edmundo Chirinos, a poupe de no futuro voltar a renunciar à razão e à sensatez, que na política são a única garantia de não perder a liberdade.

“Entre dos aguas”, Paco e Lucia: veja escute atentamente o talento e a incrível destreza de Paco na execução da guitarra flamenca e entenda porque este vídeo é considerado um patrimônio da humanidade pelos amantes da música instrumental.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

dez
12
Posted on 12-12-2018
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Oprah Winfrey tira do ar entrevista com João de Deus

 

A apresentadora americana Oprah Winfrey retirou de seu canal na internet a entrevista que fez com João de Deus em 2012, em Abadiânia (GO).

O médium é acusado de abusar sexualmente de 78 mulheres. Além disso, como revelou O Antagonista ontem, sua própria filha o acusa de tê-la estuprado.

Oprah também excluiu de seu site um texto em que relatava como foi “positivo e inspirador” seu contato com o médium.

Uma campanha on-line feita por brasileiros pede que a apresentadora se posicione sobre o caso e a responsabiliza pela fama internacional obtida pelo curandeiro.

Do Jornal do Brasil

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse nesta terça-feira (11) que os pedidos de diligência cumpridos na manhã de hoje pela Polícia Federal em seus endereços no Rio de Janeiro e em Minas Gerais foram “absolutamente desnecessários” e que as investigações vão comprovar que as doações feitas à campanha dele à Presidência em 2014 ocorreram de forma correta.

Aécio chamou a imprensa para falar sobre a Operação Ross, deflagrada hoje, que autorizou o cumprimento de mais de 20 mandados de busca e apreensão em residências ligadas a Aécio e a outros parlamentares.

Macaque in the trees
Aécio Neves (Foto: Agência Brasil)

“O maior interessado em esclarecer todas essas questões sempre fui eu. Sempre estive à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos devidos. As doações à campanha eleitoral, feitas em 2014 de forma legal, foram provadas pela Justiça Eleitoral sem absolutamente qualquer contrapartida”, disse. Segundo o parlamentar, não se pode mais aceitar que “delações de criminosos confessos e suas versões se sobreponham aos fatos”.

Aécio Neves informou que os advogados estão em contato com o delegado da PF responsável pela marcação do depoimento, que ele quer que ocorra “o mais rapidamente possível”. Citando o empresário Joesley Batista, ex-presidente do grupo JBS, o senador disse que nunca beneficiou a família, nem quando era governador de Minas Gerais. Aécio ressaltou que, na época, inclusive, o governo estadual chegou a autuar o grupo pelo recolhimento irregular de impostos.

“Delatores, em busca da manutenção da sua incrível imunidade penal, falseiam as informações e transformam algo lícito, legal, [em algo] com aparência de crime. Não houve nenhuma ilicitude. Chega de tentar transformar a realidade em benefícios para esses delatores. Tenho absoluta confiança na Justiça. A seriedade dessas apurações vai mostrar o que foi feito de forma correta, não apenas em relação ao PSDB, mas a outros partidos políticos. Criminalizar a doação que era legal é um desserviço à verdade e à Justiça”, afirmou.

Mais cedo, o advogado de Aécio, Alberto Toron, havia dito que o parlamentar “sempre esteve” à disposição para prestar esclarecimentos e que a “correta e isenta investigação” vai apontar a verdade e a legalidade das doações.

Do Jornal do Brasil

 

A Polícia Civil informou que Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos, é o autor dos disparos na Catedral Metropolitana de Campinas. Ele era morador de Valinhos, cidade vizinha a Campinas.

Euler foi servidor concursado do Ministério Público do Estado de São Paulo, atuando como auxiliar de Promotoria I, na Comarca de Carapicuíba, região metropolitana de São Paulo. O Ministério Público de São Paulo informou que ele pediu exoneração do cargo em 3 de julho de 2014. O perfil de Euler em uma rede social, sem postagens, informa que ele estudou no Colégio Técnico da Unicamp e na Unip, em Campinas.

O tiroteio ocorreu por volta das 13h25, segundo informações da Polícia Militar. De acordo com relatos, o homem invadiu a igreja e atirou contra as pessoas. Quatro morreram no local. A Secretaria de Segurança Pública informou que policiais militares atiraram contra o autor dos disparos e, em seguida, ele se matou. Ainda não se sabe a motivação do crime.

Feridos

Um homem de 84 anos, que foi atingido no tórax e no abdômen, passou por cirurgia no Hospital Municipal Doutor Mário Gatti e agora está na Unidade de Terapia Intensiva. Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, o estado de saúde dele é grave. Uma mulher de 65 anos foi levada para a mesma unidade, permanece em observação, mas o estado dela é estável. Ela foi ferida no tórax, na mão e teve uma fratura na clavícula.

As outras duas pessoas baleadas foram levadas para o Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e para o Hospital Beneficência Portuguesa de Campinas.

Macaque in the trees
Euler Gandolpho (Foto: Reprodução/ Facebook)

dez
12
Posted on 12-12-2018
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S. Salvador, no diário

 

Sandro Pozzi

  • Planta de maconha em San Luis Obispo, CalifórniaPlanta de maconha em San Luis Obispo, Califórnia Richard Vogel AP

A indústria do tabaco começa a apostar no florescente mercado da maconha. O grupo Altria, que entre suas marcas mais populares controla os cigarros Marlboro, começa a ocupar o terreno ao comprar ações da canadense Cronos, fabricante legal de maconha. A manobra procura abrir caminho para outras áreas além do cigarro tradicional, cujas vendas estão se desacelerando.

A Altria desembolsou 1,8 bilhão de dólares (sete bilhões de reais) para assumir 45% das ações da Cronos. É uma quantia pequena em comparação aos 25,6 bilhões de dólares que o conglomerado norte-americano faturou em escala global no ano passado. Mas a manobra poderia servir para marcar o começo de uma nova indústria à medida que o consumo da cannabis seja regulamentado.

A empresa tem um dilema. Atualmente controla 45% das vendas de cigarros nos EUA. O negócio é muito rentável: gera um lucro operacional de 8,4 bilhões de dólares por ano. Mas, ao mesmo tempo, a Altria precisa pensar no futuro e, para isso, controlar o produto fadado a substituir o tabaco parece uma boa opção, e ela tem recursos mais do que suficientes para sondar novas águas e assumir riscos.

A empresa matriz da Philip Morris levará à Cronos sua experiência de comercialização do tabaco, um fator que pode ser importante quando, num futuro não tão longínquo, a comercialização da maconha começar a ser padronizada em escala global. A Altria se reserva, além disso, a opção de continuar elevando seu investimento até assumir o controle de sua sócia se considerar oportuno. A Canopy Growth, rival da Cronos, já recebeu uma injeção de quatro bilhões de dólares da Constellation Brands, dona da cervejaria Corona.

Mas o futuro do negócio dependerá, em grande medida, do tempo que os EUA levarão para abrandar as regras em nível federal. O mercado da maconha é atualmente estimado em seis bilhões de dólares, com a previsão de chegar aos 10 bilhões nos próximos anos, à medida que mais Estados do país aprovam seu consumo para fins medicinais e recreativos. Todas essas manobras alimentaram o entusiasmo entre os investidores.

O Canadá autorizou há dois meses o consumo recreativo da cannabis. Howard Willard, executivo-chefe da Altria, observa que o investimento na Cronos “representa uma nova e estimulante oportunidade de crescimento” para a companhia, porque lhe permite se posicionar desde o começo em um “setor global emergente”, que crescerá “rapidamente durante a próxima década”.

Perda de brilho nas Bolsas e diversificação

A Altria busca, paralelamente, uma diversificação urgente na sua carteira, indo além dos produtos tradicionais à base de tabaco, com uma forte aposta no cigarro eletrônico. Há semanas especula-se que a empresa estaria negociando a aquisição de uma participação na Juul Labs, líder no setor dos cigarros eletrônicos, que está hoje sob forte pressão nos EUA por seu elevado consumo entre adolescentes.

As ações da Altria perderam um quarto de seu valor no último ano. Depois do anúncio da sexta-feira, entretanto, recuperaram 2%, enquanto as da Cronos tiveram alta de mais de 30% em uma só sessão. “É o sócio ideal”, afirma Mike Gorenstein, seu executivo-chefe, “porque nos dá os recursos e a experiência de que necessitamos para poder acelerar de forma significativa nossa estratégia de crescimento”.

Há, entretanto, um aspecto na operação que pode se chocar com o consumidor de maconha. A Altria é uma das corporações mais odiadas, porque o produto que vende tem graves consequências para a saúde, derivados da combustão do tabaco. A Cronos, por sua vez, concentra grande parte de seus ativos no negócio da maconha medicinal. Resta ver como essa aliança irá alterar a percepção social sobre a marca.

A injeção de liquidez que a Altria oferece lhe permitirá não só reforçar sua infraestrutura de distribuição, aproveitando a escala global do conglomerado. Também lhe abrirá o caminho para desenvolver novas marcas e produtos. Além da Canopy, a Cronos tem outros concorrentes: Tilray, Aphria e Aurora – na qual, especulou-se, a Coca-Cola poderia estar interessada. A Lagunita, uma marca de cerveja controlada pela Heineken, está vendendo água com infusão de cannabis na Califórnia, onde a droga é legal, e a filial Molson Coors tem uma empresa conjunta com a The Hydropothecary para comercializar bebidas desse tipo no mercado canadense. Trata-se de um mercado com muito futuro, sem dúvida.

dez
11
Posted on 11-12-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-12-2018
bolsonaro
Bolsonaro durante a cerimônia de diplomação no TSE. ADRIANO MACHADO REUTERS

Juan Arias

  • Jair Bolsonaro, no ato solene de sua diplomação como Presidente da República na sede do TSE, revelou que pensa governar sem paraquedas e sem filtros. Não gosta da imprensa clássica que o poder tanto bajulou no passado.

O capitão da reserva e paraquedista do Exército deixou claro que sua relação com a sociedade será feita diretamente com as pessoas, através das redes sociais “sem intermediários”, cara a cara, twitter a twitter, a qualquer momento do dia e da noite.

De acordo com o novo presidente “o poder popular já não precisa de intermediários”. Adeus, portanto, às mediações diplomáticas, aos assessores de imprensa, às entrevistas jornalísticas coletivas. Para que se a tecnologia permite que ele se comunique sem filtros com as pessoas?

O primeiro gesto simbólico que confirma a postura revolucionária de Bolsonaro foi protagonizado durante a diplomação quando o espaço reservado ao seu encontro com a imprensa ficou vazio. Ele não apareceu.

Será uma revolução na comunicação de um Presidente com a população diretamente, ao vivo, sem que precise se submeter a perguntas indiscretas dos intermediários da comunicação?

O novo presidente sabe que os 57 milhões de votos que o levaram ao Planalto não foram dados pelas televisões e os grandes jornais, que o criticaram. Foram as redes, seus desabafos ao vivo, seu cara a cara com as pessoas.

Se não voltar atrás em seu propósito, certamente teremos um Presidente da República inédito, onipresente, que pode surpreender a qualquer momento com suas declarações. A pergunta que não pode deixar de ser feita é se esse novo modo de se comunicar com a sociedade sem filtros e intermediários será prerrogativa sua ou permitirá que tal revolução possa ser imitada por seus ministros, por seus três inquietos filhos e também sem paraquedas diplomáticos.

É uma aposta de risco. Moderna, sem dúvida, mas não isenta de graves perigos dada a responsabilidade e o poder que o Presidente da República exerce no Brasil.

Bolsonaro poderá esnobar a imprensa tradicional, se negar a usá-la e evitar seu assédio, algo que é parte intrínseca da imprensa que somente sendo oposição será fiel a sua missão de vigiar o poder e seus possíveis desmandos e pecados.

O capitão poderá prescindir da imprensa e dos jornalistas. O que não deve ignorar é que eles não prescindirão dele. Serão como uma mosca que o perseguirá gostando ou não.

A democracia tem suas regras e as instituições sua função e sua liberdade de ação. Melhor para todos, como se dizia no velho jornalismo, que seja tudo “à luz do dia”.

A verdade, por mais dura e criativa que seja, nunca deveria ter medo de ser questionada e iluminada. O medo à informação continuará sendo, com ou sem redes, a pior imagem que pode desejar transmitir um presidente que não tem nada a esconder.

Johnny Mathis – Christmas Album 2019 !!! Feliz You Tube !!!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)


O álbum inteiro vai dedicado em memória a Alaôr Soares, saudoso pai deste editor do BP, que amava a música intensamente e era fã da voz e do estilo de Mathis com igual intensidade. 

Viva a música! Viva Mathis! Eternidade para seu Alaôr!!!

(Vitor Hugo Soares)

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