nov
25
Posted on 25-11-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-11-2020

O grito dominical", artigo de Fernando Gabeira

 ARTIGO

Fernando Gabeira

No auge da quarentena, pensei que a última luta de minha vida seria contra um governo que destrói a natureza, a autoestima e a imagem internacional do Brasil. Confesso que dramatizei. Sinto-me aliviado agora e ouso fazer planos mais ambiciosos para depois da chegada da vacina.

O marco temporal dessa sensação de alívio é anterior à importante derrota de Donald Trump. Ele começa na prisão de Fabrício Queiroz. Ali emergiu com clareza o esquema de financiamento de Bolsonaro e seu clã. Ele não teria mais condições de pregar o fechamento do Congresso ou do STF. Os próprios militares, apesar de ambíguos até ali, não o seguiriam na aventura.

Bolsonaro não teve outro caminho além de buscar aliados no Congresso, precisamente aqueles para os quais o desvio de dinheiro público não é um pecado capital. E de se aproximar desse tipo de juiz brasileiro que não hesita em absolver quando há excesso de provas contra o acusado.

A eleição de Biden resultou de uma ampla compreensão de que era necessária uma frente para derrotar Donald Trump e o Partido Republicano. A própria esquerda dos democratas, que vive um momento de ascensão, decidiu conceder para que a vitória fosse possível.

Ao término das eleições municipais, comecei a duvidar se era mesmo necessária uma frente para derrotar Bolsonaro. A construção de um instrumento como esse dá muito trabalho. É preciso constantemente se livrar dos caçadores de hereges, como chamava Churchill os que dentro de uma frente ampla estreitam e intoxicam o espaço com uma permanente lavagem de roupa suja.

E se Bolsonaro se derreter com a rapidez com que se derrete Russomanno em suas campanhas? Ou mesmo se for resiliente como Crivella e chegar ao segundo turno com um índice de rejeição tão alto que perca para qualquer adversário?

Não consigo precisar o ritmo, mas acho que Bolsonaro toma decisões estúpidas diariamente e que ele vai se desmanchar no ar. Quando o vi selecionando uma lista de vereadores para apoiar, pensei: perdeu.

Não adianta conferir na urna se Wal do Açaí foi ou não eleita. Um presidente que se dedica a isso de certa forma está apenas dizendo que é pequeno demais para o cargo. Na verdade, essa é sua mensagem cotidiana.

A constatação, no entanto, não pode desmobilizar. Bolsonaro continua à frente de uma política anticientífica que pode nos custar mais vidas no combate ao coronavírus.

A inexistência de uma frente ampla não significa que ela não possa ser erguida em cada momento em que a democracia for claramente ameaçada.

Da mesma maneira, o fracasso de Bolsonaro não significa que possa ser subestimado. A extrema-direita vai ocupar um espaço, embora muito menor do que ocupou nas eleições de 2018. Assim como na França, ela pode também trocar de líder para se modernizar.

O quadro eleitoral na maior cidade do país — Covas/Boulos — nos remeteu à clássica polarização do período democrático. Ilusório também pensar que tudo será como antes.

O primeiro e grande tema de reflexão é este: Bolsonaro dissolve-se no ar, mas as condições que o fizeram ascender ao governo continuam vivas.

Este período dominado pelo discurso e prática da estupidez deveria ser usado para uma profunda crítica do processo de redemocratização. Mesmo sem a construção de uma frente ampla, a proximidade do abismo nos revelou como somos vulneráveis e semelhantes no ocaso da democracia.

Os Estados Unidos abriram o caminho livrando-se do grande pesadelo. Trilhar esse terreno minado será também de grande utilidade para o Brasil.

Afinal, são fenômenos políticos em realidades diferentes, mas partem de alguns pontos convergentes, como a aversão às iniciativas multilaterais.

Imitado por Bolsonaro, o isolamento americano abriu um imenso espaço. Biden representa uma correção de rumos, mas seria bom lembrar o tempo perdido: 15 nações asiáticas e da Oceania, representando um terço do PIB mundial, acabam de celebrar um acordo comercial de grande envergadura.

Aqui Bolsonaro briga com a Europa para defender grileiros, incendiários e contrabandistas de madeira. Aqui a Terra é plana, a hidroxicloroquina fabricada pelo Exército é remédio contra a Covid-19. Até quando não sei. Não passa de 2022, estou seguro.

Artigo publicado no jornal O Globo em 23/11/2020

nov
25

“Pra sempre”, Zezé de Camargo e Luciano: uma canção rara do repertório dos filhos de Francisco em dia de despedida e ausência que abala a dupla, a família e comove o país.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

nov
25
Posted on 25-11-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-11-2020

TELEVISÃO

DO CORREIO BRAZILIENSE

A causa da morte não foi divulgada. Sabe-se, no entanto, que Vanucci tinha a sáude frágil desde que sofreu um infarto em 2019

Correio Braziliense
 (crédito: Divulgação)
(crédito: Divulgação)

O jornalista e comentarista Fernando Vanucci morreu, aos 69 anos, nesta terça-feira (24/11), em Barueri (SP). A causa da morte não foi divulgada. Sabe-se, no entanto, que Vanucci tinha a saúde frágil desde que sofreu um infarto em 2019 e precisou colocar um marca-passo.

A expectativa, segundo o site Globo Esporte, da empresa onde ele fez carreira e se tornou conhecido em todo o pais, é que o velório e enterro ocorram no Rio de Janeiro. Vanucci deixa cinco filhos.

O jornalista começou a carreira no rádio, ainda na adolescência, em Minas Gerais, onde nasceu, na cidade de Uberaba. Da rádio, foi trabalhar na TV Globo de Minas Gerais e depois, em 1977, no Rio de Janeiro. Na emissora, tornou-se um dos rostos mais conhecidos do núcleo esportivo, cobrindo seis copas do mundo, de 1978 a 1998.

Foi durante a Copa do México, em 1986, que criou o bordão “Alô, você”, pelo qual foi lembrado até o fim da vida. Naquela copa, chorou ao comentar a derrota da Seleção dirigida por Telê Santana, fazendo todo o país se emocionar.

Fernando Vanucci ainda passou pelas emissoras de tevê Bandeirantes, Rede TV! e Record. Seu último trabalho foi na Rede Brasil de Televisão, onde era o editor de Esportes.

nov
25
Posted on 25-11-2020
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 Sponholz, NO 

 

DO SITE O ANTAGONISTA

Juiz do caso Mariana Ferrer diz à Corregedoria que vídeo de audiência foi manipulado pelo Intercept e mostra falas suprimidas
Foto: Reprodução

O juiz Rudson Marcos, responsável pelo caso Mariana Ferrer, pediu à Corregedoria Geral de Justiça de Santa Catarina o arquivamento da reclamação disciplinar apresentada contra ele. O magistrado alega que o vídeo da audiência, divulgado pelo Intercept, foi “altamente manipulado”.

Segundo ele, o conteúdo divulgado são “fragmentos de atos processuais” referentes a duas audiências instrutórias, “que somadas perfazem cerca de 300 (trezentos) minutos de duração, e que foram fragmentadas e juntadas, por técnicas de edição e manipulação”.

 

Ele anexa em sua defesa um parecer técnico produzido pelo perito Wanderson Castilho, com a conclusão de que o vídeo foi, “propositalmente, editado e manipulado diversas vezes”, que as falas do magistrado e do promotor “foram suprimidas” e tiveram sua ordem original “deliberadamente alterada, com a finalidade de induzimento dos espectadores a erro”.

O magistrado ressalta que “não há na sentença prolatada nos autos qualquer menção à expressão ‘estupro culposo’”, cunhada pela reportagem. “Neste contexto, inexistem elementos que justifiquem a instauração de procedimento disciplinar contra o Magistrado Reclamado, de modo que se requer o recebimento das presentes informações, com os documentos que acompanham, para a finalidade de ser promovido o arquivamento da presente Reclamação Disciplinar”, escreve.

Entre os documentos protocolados, Rudson Marcos anexou vídeo produzido pelo perito que mostra os trechos editados e a versão original.

Assista:

nov
24
Posted on 24-11-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-11-2020

Arraes no poder

Miguel Lucena 

De tanto atacar as oligarquias do interior, especialmente a família Coelho, de Petrolina, os Arraes de Alencar dominam hoje a cena política da cidade de Recife.
Dois parentes disputam a Prefeitura de Recife no segundo turno – Marília Arraes, neta de Miguel Arraes, pelo PT, e João Campos, bisneto, PSB.
Marília é filha de Marcos Arraes, nascido em 1956. Ele é fruto da união de Miguel Arraes, cearense do sertão do Araripe, com Célia de Sousa Leão, descendente do Barão de Vila Bela (Serra Talhada, Pernambuco).
João Campos é filho de Eduardo Campos, que era neto de Miguel Arraes e foi governador, como o avô, ambos falecidos.
Arraes era tetraneto de Inácia Pereira de Alencar, irmã de Bárbara de Alencar, heroína da Revolução Pernambucana, de 1817, e da Confederação do Equador, de 1824.

 

Miguel Lucena*

*Delegado de Polícia do DF, jornalista e escritor.

“Arraestaí” : o canto que mobilizou e arrastou multidões na campanha de Miguel Arraes para governador de Pernambuco, em 1998, volta a ser entoado embalando as campanhas da neta Marília(PT) e do bisneto João Campos, para a prefeitura de Recife, na decisão de segundo turno domingo que vem, sob holofotes do País.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares) 

nov
24
Posted on 24-11-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-11-2020
Polícia analisa imagens de boate onde modelo diz ter sido dopada por senador
Foto: Jane de Araújo/Agência Senado

 

A 3ª Delegacia de Defesa da Mulher afirmou que analisa imagens da casa noturna Cafe De La Musique, em São Paulo, na investigação sobre o suposto estupro praticado pelo senador Irajá (PSD-TO) contra uma modelo de 22 anos.

Ela disse que foi dopada pelo parlamentar no local e acordou em um flat, no Itaim Bibi, já sendo abusada. A polícia também solicitou o exame de corpo de delito.

 Mais cedo, o Irajá disse que a acusação é uma farsa, que também pediu à polícia para obter o exame da modelo e que também pediu para fazer um exame toxicológico.

“As filmagens, demais provas e testemunhas hão de repor a verdade no seu devido lugar e vir a declarar minha total e plena inocência”, afirmou o senador em nota.

nov
24
Posted on 24-11-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-11-2020

 


 

 Pelicano , no portal 

 

nov
24

 

Atriz Gloria Pires aproveitou a pandemia para realizar um desejo antigo: deixar os cabelos brancos

Correio Braziliense
 

Gloria Pires diz que se sente empoderada com os cabelos naturalmente grisalhos - (crédito: Reprodução/Instagram)

Gloria Pires diz que se sente empoderada com os cabelos naturalmente grisalhos – (crédito: Reprodução/Instagram)

A atriz Gloria Pires é uma mulher de opinião forte. Ela deixou os cabelos naturalmente brancos durante a pandemia e exibe um visual grisalho. Mas ela conta que a decisão não recebeu apoio unânime em casa.

Ela conta, ainda, que a ideia é antiga, mas que o trabalho na televisão nem sempre a permitiu. “Eu estava querendo deixar meu cabelo branco há algum tempo. Mas na última novela, Éramos seis, como transcorriam 30 anos na história, seria complicado: o consenso foi que eu deveria ter o cabelo pintado e ir fazendo os brancos de acordo com a continuidade. Quando acabou, falei: ‘agora vou deixar'”, afirmou.

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