“Nous nous reverrons  un jour ou l`autre”, Charles Aznavour: Rara e magnífica canção francesa sobre a magia e importância dos reencontros, no Rio de Janeiro ou em Moscou, como celebra Aznavour nesta formidável interpretação. Confira.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

O presidente Jair Bolsonaro concedeu ontem entrevista exclusiva a O Antagonista, no Palácio da Alvorada.

Na conversa, ele falou sobre as acusações de um acordão em Brasília, da crise que quase levou à queda do diretor-geral da PF e do risco de Lula ser enquadrado na Lei de Segurança Nacional, caso tente subverter a ordem constitucional.

Bolsonaro também avaliou seu primeiro ano de governo. A entrevista foi divida em partes. Leia a primeira :

O Antagonista – Presidente, o Lula foi solto, fez um discurso apelando para a radicalização. Falou para fazer o Chile aqui no Brasil. Tem muita gente avaliando que o discurso de radicalização do Lula o beneficia, porque aumenta a polarização e isso pode vir até ajudar a reunificar a sua base de apoio. O sr concorda com essa avaliação?

Jair Bolsonaro – Olha, o Lula está solto, mas ele continua condenado, em terceira instância. Eu não pretendo dar palanque para ele. Discutir com uma pessoa que quase quebrou a Petrobras, que causou um estrago enorme junto aos fundos de pensão, deixou uma dívida enorme de recursos do BNDES que foram aplicados em países comunistas no mundo todo, que deixou um péssimo legado no tocante aos valores familiares. Uma pessoa que usou do poder em causa própria, inclusive com o plano de poder absoluto. Através das palavras do Zé Dirceu, isso voltou à tona. Ele disse agora que é a hora de tomar o poder. Eles tentaram tomar o poder no passado, por vias não democráticas. Chegaram pela democracia, se embebedaram no poder e querem voltar a qualquer custo, até porque grande parte das pessoas nunca trabalhou, sempre viveu às custas do Estado. Então, o fato de eu não querer rebater palavra por palavra do que ele fala a meu respeito é para não dar palanque para ele.

Já falou muita coisa a meu respeito, mas eu cheguei de forma democrática ao poder, como ele chegou. Só que, como eu disse há pouco, nenhum outro governo foi tão democrático como o meu. Em nenhum momento eu falei em controle social da mídia e nem aparelhei o Estado para me blindar ou para me locupletar do mesmo. E ponho um ponto final aqui. Vou continuar cada vez mais trabalhando para o Brasil melhorar.

Os números da economia estão aí. Nunca se viu uma taxa de juros tão baixa, a inflação também. Acho que, em poucos momentos, a inflação (esteve) abaixo da meta, o ‘risco Brasil’ (risco-país) também diminuiu bastante. O governo está dando certo. Diminuiu em 22% o número de mortes por arma de fogo. As apreensões de drogas, em especial pela Polícia Rodoviária Federal, tem aumentado assustadoramente. Aprovamos uma reforma da Previdência, onde conseguimos mostrar ao Parlamento que era importante para todos nós, não só para o presidente. O Parlamento se conscientizou disso e aprovou, coisa que há 20 anos tentavam fazer. Petista reclama, mas Lula e Dilma tentaram fazer uma reforma da Previdência parecida e não conseguiram. Mesmo tendo o controle do Parlamento.

O Antagonista – Lula disse ontem que um dos objetivos principais dele é sabotar a agenda econômica. Pediu até que seus deputados virem leões no Congresso para travar toda essa agenda.

Bolsonaro – É, um país sem a economia está fadado ao fracasso. Ele usou a palavra sabotar. Acho que ele poderia falar ‘vamos aperfeiçoar’, dar umas sugestões… seria um estadista.Mas ele tem uma massa de eleitorado ainda, não sei qual percentual seria, em torno de 20, 25%, que acredita cegamente nele, não consegue fazer uma análise crítica do que está acontecendo. Não consegue ver que, da situação que o Brasil estava com ele, o próximo passo era transformar-se numa Venezuela. Ia fugir para onde? Então, ele quer chegar ao poder pelo poder, em cima da mentira que sempre foi o combustível da política do PT.

O Antagonista – O sr ontem (sábado) se reuniu com a cúpula militar para avaliar algum tipo de risco que a libertação dele pode trazer, do ponto de vista político, social?

Bolsonaro – Eu sempre me reúno com ministros que, de uma forma ou de outra, têm o mesmo objetivo. A questão de vazamento de óleo, a questão ambiental. A questão dos militares, eu me reúno sempre com eles. Não é uma reunião inédita. Por vezes, estão todos, estão o da defesa, o (general) Heleno está em todas, pela sensibilidade, pelo seu equilíbrio, por seu conhecimento, por sua dedicação, e (é) quem decide muitas vezes qual medida tomar… A reunião com os militares é sempre para poder antecipar os problemas, nada mais que isso. Nós queremos é garantir a ordem, a paz e a tranquilidade no Brasil e, com a nossa participação, para que a população tenha paz para trabalhar. Essa é a intenção das nossas reuniões que às vezes acontecem.

O Antagonista – Esse tipo de incitação à violência pode ser enquadrado legalmente?

Bolsonaro – Temos uma Lei de Segurança Nacional que está aí para ser usada. Alguns acham que os pronunciamentos, as falas desse elemento, que por ora está solto, infringem a lei. Agora, nós acionaremos a Justiça quando tivermos mais do que certeza de que ele está nesse discurso para atingir os seus objetivos. Você pode ver no Chile, o presidente Piñera demitiu todos seus ministros, pediu perdão e continua a mesma coisa. Na Argentina, não houve nenhum badernaço, porque já era uma tendência a turma da Cristina voltar ao poder como voltou. Então, acredito que não tenha problema. Agora tem que se preparar porque, na América do Sul, o Brasil é a cereja do bolo. Se nós aqui entrarmos em convulsão, complica a situação. Você pode ver no dia de ontem, agora você tem o Foro (Grupo) de Puebla, mudou de nome o Foro São Paulo, esteve reunido na Argentina. Estava lá o Mercadante, Dilma Rousseff, e gente da América do Sul toda, por meio da Argentina, (para) continuar com essa política de grande pátria bolivariana, ou uma só a América do Sul. Mas o objetivo é sempre o mesmo. Esses países de esquerda, né, que já têm governo, como lá atrás quando foi criado, até as Farc fizeram parte, o objetivo era se ajudarem para chegar ao poder. O próprio Dirceu disse, algum tempo depois, que muitos que chegaram ao poder não acreditavam. E, aqui no Brasil, aconteceu um fenômeno conhecido como Mensalão,  Lava Jato, que botou, não digo um ponto final, mas botou um obstáculo para prosseguirem nessa tentativa insana de poder absoluto.

O Antagonista – Talvez, por isso, essa tentativa que existe agora, toda uma mobilização em diversas instâncias, em diversos graus, de acabar com a Lava Jato, de deletar os avanços institucionais permitidos pela Lava Jato, visto que a Lava Jato trouxe a público o mecanismo de financiamento desses governos corruptos?

Bolsonaro – Há muita gente envolvida nesse processo, não apenas a esquerda, o PT… grandes empresários e todos esses enxergam a oportunidade de se ver livre de uma possível punição lá na frente. Então a união aí não tem ideologia, é cada um tentando salvar a própria pele. É isso que está acontecendo. No meu entender, por parte daqueles que querem enterrar a Lava Jato. Eu disse claramente agora, quando estive aqui por ocasião da formatura de policiais federais, que se não fosse a Lava Jato não teria chegado à Presidência. A Lava Jato ajudou a catapultar isso daí, porque o povo ganhou uma ojeriza à maneira como o Brasil estava sendo governado, e as entranhas dessa governabilidade foram reveladas. Agora, quem estava à frente, o grande comandante dessa operação (petrolão) era esse cidadão que, por enquanto, está solto.

nov
11

Do  Jornal do Brasil

 

O governo do México afirmou nesta segunda-feira que reconhece Evo Morales como presidente “legítimo” da Bolívia, denunciando que sua renúncia se deve a um “golpe” dado pelo Exército, o que classificou como um grave retrocesso para a região.

O chanceler mexicano, Marcelo Ebrard, disse que o governo do presidente Andrés Manuel López Obrador não reconhecerá um governo de caráter militar na Bolívia.

“Consideramos um golpe o que ocorreu (na Bolívia) ontem (…) É um golpe porque o Exército pediu a renúncia do presidente e isso violenta a ordem constitucional do país”, afirmou Ebrard em uma coletiva de imprensa com López Obrador.

“A postura que o México definiu no dia de hoje é de reivindicar, pedir respeito à ordem constitucional e à democracia na Bolívia”, acrescentou o chanceler, que vai demandar uma reunião de emergência da Organização dos Estados Americanos (OEA), a qual acusou de permanecer em silêncio diante do “pronunciamento militar e das operações policiais”.

Ebrard disse que Morales ainda não respondeu à oferta de asilo feita pelo governo mexicano.

Na mesma entrevista, López Obrador descreveu como “lamentáveis” os recentes eventos na Bolívia. (Redação JB com agência Reuters)

nov
11
Posted on 11-11-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-11-2019

DO EL PAÍS

Informação é do chanceler mexicano, Marcelo Ebrard. Enquanto isso, país andino mergulha no caos com vazio de poder. Polícia continua amotinada e a oposição busca reunir a Assembleia para destravar a atividade política

 Fernando Molina|Francesco Manetto

A renúncia do presidente boliviano, Evo Morales, por pressão do Exército, mergulhou a Bolívia em um vazio de poder sem precedentes. Quase todas as autoridades da cadeia de sucessão, começando com o vice-presidente Álvaro García Linera e seguindo com a presidenta e os dois primeiros vice-presidentes do Senado também renunciaram. A sucessão corresponderia à opositora Jeanine Añez, a terceira vice-presidenta do Senado. Ela disse isso ontem, mas nesta segunda-feira apareceu chorando diante das câmeras e afirmando que sua intenção é apenas dar uma solução para o país e não se apropriar do protesto que levou à queda do Governo.

Evo Morales, que denunciou que um grupo de policiais amotinados queria prendê-lo, ainda está no país, em terras de plantio de coca região central do Chapare, provavelmente porque não encontrou uma maneira de sair de lá na noite de domingo. Nesta segunda-feira, o Governo do México afirmou que o boliviano aceitou a oferta de asilo que lhe havia sido feita no dia anterior.

O líder dos autodenominados comitês cívicos, Luis Fernando Camacho, tinha pedido a renúncia de todos os parlamentares do Movimento ao Socialismo (MAS), que constituem dois terços da Assembleia Legislativa. Se sua demanda fosse atendida, a Assembleia não poderia se reunir e não haveria uma saída institucional. No entanto, nesta segunda-feira, Camacho falou na televisão “para a comunidade internacional”, garantindo que na Bolívia não houve um golpe de Estado, como, afirmou ele, disseram alguns meios de comunicação, mas uma “resistência civil pacífica” contra o comando da um presidente que rompeu a Constituição e foi autoritário por 14 anos. Disse que a mobilização foi pacífica o tempo todo e que, se pedia a renúncia de Morales, era porque ele havia prometido renunciar se seu Governo causasse a morte de um boliviano, o que aconteceu com três manifestantes da oposição no meio do conflito que levou à renúncia do presidente. Camacho evitou repetir sua sugestão de formar uma “junta de Governo” e, em vez disso, afirmou que a transição para um novo Governo seria “democrática e constitucional”.

nov
11
Posted on 11-11-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-11-2019


 

Claudio, no jornal

 

Do Jornal do Brasil

O governo brasileiro considera que a renúncia do presidente da Bolívia, Evo Morales, não representa um golpe, uma vez que uma “tentativa de fraude eleitoral maciça deslegitimou” o líder boliviano, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

Morales renunciou ao cargo no domingo em meio a uma grave crise política deflagrada por acusações de fraude na eleição de outubro que o reconduziria ao poder.

Macaque in the trees
Manifestante durante protesto contra presidente da Bolívia, Evo Morales, em La Paz (Foto: REUTERS/Carlos Garcia Rawlins)

“Não há nenhum golpe na Bolívia. A tentativa de fraude eleitoral maciça deslegitimou Evo Morales, que teve a atitude correta de renunciar diante do clamor popular. Brasil apoiará transição democrática e constitucional. Narrativa de golpe só serve para incitar violência”, disse o chanceler brasileiro em publicação no Twitter, no domingo.

O Ministério das Relações Exteriores informou que a posição do ministro, assim como postagem do presidente Jair Bolsonaro na mesma rede social, contêm a posição do Brasil sobre a questão boliviana.

Em sua publicação, Bolsonaro disse que a renúncia de Morales traz como lição para o Brasil a necessidade do voto impresso para que as eleições possam ser auditadas.

“Denúncias de fraudes nas eleições culminaram na renúncia do presidente Evo Morales. A lição que fica para nós é a necessidade, em nome da democracia e transparência, contagem de votos que possam ser auditados. O voto impresso é sinal de clareza para o Brasil!”, afirmou.

A renúncia de Morales, anunciada pela tevê, ocorreu horas depois de o líder convocar novas eleições, pressionado por um relatório da Organização dos Estados Americanos (OEA), divulgado na madrugada de domingo, que indica “irregularidades” nas eleições de outubro.

A convocação de nova eleição foi rejeitada pela oposição, que pediu a renúncia de Morales, assim como as Forças Armadas.

Morales, que assumiu o poder em 2006, ganhou as eleições em 20 de outubro, mas a contagem dos votos foi suspensa inexplicavelmente durante quase um dia, o que provocou acusações de fraude e deflagrou protestos da oposição, greves e bloqueios de estradas no país.

O Itamaraty também informou que não recebeu qualquer pedido de sobrevoo da parte de Morales, após relatos da mídia boliviana no fim de semana de que o governo brasileiro teria proibido Morales de sobrevoar o país.

Huck telefona para Lula e ouve a brincadeira: “Por que você não me leva no Caldeirão?”

 

A Folha de S. Paulo diz que, ao ser avisado de que Lula havia embarcado no seu jatinho, em Curitiba, Luciano Huck telefonou para o condenado.

“De acordo com pessoas que tomaram conhecimento do contato, foi apenas uma gentileza do apresentador, que teria dito que os dois precisavam conversar.

O ex-presidente teria retribuído com uma brincadeira: ‘E por que você não me leva no Caldeirão do Huck e conversamos lá?’.”

Luciano Huck já virou político.

nov
11

Do Jornal do Brasil

Coisas da Política

Em última Instância

GILBERTO MENEZES CÔRTES

Foi como se o VAR tivesse entrado em campo. A decisão do Supremo Tribunal Federal (SFT) de rever o entendimento firmado em 2016 sobre a constitucionalidade da prisão em segunda instância, com o voto de minerva do presidente da Corte, Antônio Dias Toffoli, após empate de 5 x 5, depois que os ministros Gilmar Mendes e Rosa Weber mudaram o voto dado há pouco mais de três anos, fez a festa dos escritórios de advocacia que tinham perdido causas e reputação nas milionárias condenações da Lava Jato, levou à soltura do ex-presidente Lula, de outros políticos e empresários e alterou a correlação das forças políticas no país. A oposição, até aqui dispersa, será liderada por Lula.

O ensaio do primeiro discurso de Luís Inácio Lula da Silva, após o alvará de soltura, junto à militância reunida em frente à sede da Polícia Federal, em Curitiba, depois de 580 dias de prisão, tinha mais bandeiras do MST do que do PT. Mas foi um cartão de visita dos futuros discursos que o ex-presidente da República, cuja condenação em 2ª instância o impediu de ter a ficha limpa para concorrer à presidência da República em 2018, pretende fazer pelo Brasil afora para animar a militância do PT e dos partidos de esquerda já nas eleições municipais de 2020. No último pleito municipal, de 2012, o PT encolheu e perdeu a prefeitura da maior cidade brasileira.

Lula recusou a liberdade provisória por ter cumprido 1/6 da pena, apostando na derrubada na 2ª instância no STF (Gilmar Mendes já declarara a mudança de voto há mais de um ano e Rosa Weber ressaltou, em 2016, que seguiria a decisão do colegiado) e, no desgaste que as revelações do Vaza-Jato podem ter quando o seu processo de condenação referente ao triplex de Guarujá-SP, cujo recurso será julgado nesta próxima semana pelo TRF-4, da Região Sul, em Porto Alegre. Para efeitos públicos, valendo o que reza a Constituição, de que a pessoa, mesmo condenada em primeira (juiz comum), segunda (tribunal colegiado, formado por desembargadores) ou terceira instância (Superior Tribunal de Justiça (STJ), deve ser considerada inocente até que se esgotem todos os recursos apelatórios, cuja última instância é o próprio STF.

Lula está inelegível, pela Lei da Ficha Limpa (quem teve condenação em 2º Instância). Mas readquiriu o direito de voltar a atuar na política, com o que ele sabe fazer de melhor: as negociações de bastidores e as manifestações em microfone que sempre empolgava as massas. O grande teste é verificar se o poder de sedução das massas ainda está presente nos tempos de predomínio das redes sociais (turbinadas por robôs) sobre os comícios de contato direto com o público.

Antes da mudança na legislação trabalhista, no governo Temer, que, ao acabar com a contribuição obrigatória aos sindicatos, restringiu, na prática, a capacidade de mobilização para a greve (o que o pano de fundo da maior recessão brasileira semeada e que teve as duas primeiras colheitas – em 2015 e 2016 – no governo Dilma, do PT ampliou), a disponibilidade de alugar ônibus para o transporte de trabalhadores caiu muito. Leonel Brizola, o maior líder popular brasileiro depois da Era Vargas e antes da ascensão de Lula, perdeu a vaga para o 2º turno em 1989, que viria a ser disputado entre Fernando Collor e Lula, por ter confiado em demasia na sua capacidade de oratória.

Na saída de Lula da prisão em Curitiba, o Partido dos Trabalhadores, maior bancada da Câmara dos Deputados, com um deputado a mais que o PSL (54 a 53) foi representado pela presidente do partido, a deputada federal pelo Paraná, Gleisi Hoffmann, e por algumas lideranças partidárias, à frente o candidato derrotado por Jair Bolsonaro por 57,7 milhões de votos (55,13¨dos votos válidos) a 47 milhões (44,87% dos votos válidos), o ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.

A recepção sábado, em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo (SP) foi bem menos concorrida e numerosa do que a vigília de 48 horas mobilizada em abril de 2018, quando alguns mais exaltados chegaram a pregar a resistência física ao cumprimento do mandado de prisão expedido pelo então juiz da 13ª Vara Federal, em Curitiba, Sérgio Moro. Lula demonstrou sabedoria. Se entregou, em vez de ser preso e passou horas diante das câmeras de TV discursando deixando no ar o famoso bordão de que era ”uma ideia”, mensagem que retomou em Curitiba, depois de criticar duramente “uma parte podre da Justiça, do Ministério Público e da Polícia Federal”.

Não atacou diretamente o presidente Jair Bolsonaro, apenas insinuou, ao saudar Fernando Haddad, de que a vitória do oponente fora “fraudada”. Neste sábado, em twitter, sem mencionar diretamente o nome de Lula, Bolsonaro conclamou seus seguidores a não dar “munição ao canalha”.

Vamos ter agora uma guerra narrativas, que espero não derive em batalha campal como as que temos assistido antes, durante e após os jogos de futebol, reflexo do radicalismo que tomou conta do Brasil. O jogo entre Corinthians (de Lula) e o Palmeiras (de Bolsonaro) pode servir para medir a temperatura.

Por ora, Lula distorce o que os dados do IBGE sobre a pobreza extrema, que atingiu a 13,5 milhões de brasileiros em 2018, mostraram, conforme o analista do instituto, Pedro Rocha de Moraes: “Em 2012 [dois anos após os dois mandatos de Lula e nos primeiros dois anos da primeira gestão Dilma], foi registrado o maior nível da série para a pobreza, 26,5%, seguido de queda de 4 pontos percentuais [para 22,5%], em 2014. Mas a partir de 2015, com a crise econômica e política e a redução do mercado de trabalho, os percentuais de pobreza passaram a subir com pequena queda em 2018, que não chega a ser uma mudança de tendência”, disse o analista.

Está claro que as estatísticas sobre o agravamento ou não da pobreza ainda não têm as digitais do governo Bolsonaro. A partir de 2021 pode-se creditar a ele o que de pior ou melhor acontecer.

Assim como, em última instância, não cabe passar a borracha nos equívocos da 2ª gestão Dilma (recessão de 3,5% em 2015 e de 3,3% em 2016, quando o contingente de desempregados dobrou sobre 2014) como causa e efeito da crise que o país ainda não superou. Podem chamar o VAR. E nenhum dos lados poderá comemorar o resultado, que é muito negativo para o país, pois só agravou o desemprego, a desigualdade e a pobreza.

“Por Que me la Dejaste Querer”, Bola de Nieve: Esplêndida canção cubana da trilha sonora do filme “Before Night Falls”. Composição do próprio Ignácio Jacinto Villa (Bola de Nieve) e notável interpretação do autor com seu piano inigualável. Pura maravilha. Confira.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

nov
11

Por G1

Maria Eugenia Choque Quispe e Antonio Costas, presidente e vice-presidente da Bolívia foram apresentados presos pela polícia — Foto: Reprodução/Youtube/Unitel Bolívia Maria Eugenia Choque Quispe e Antonio Costas, presidente e vice-presidente da Bolívia foram apresentados presos pela polícia — Foto: Reprodução/Youtube/Unitel Bolívia

Maria Eugenia Choque Quispe e Antonio Costas, presidente e vice-presidente da Bolívia foram apresentados presos pela polícia — Foto: Reprodução/Youtube/Unitel Bolívia

A ex-presidente do Supremo Tribunal Eleitoral da Bolívia, Maria Eugenia Choque Quispe, foi presa na noite deste domingo (10) e exibida com algemas pela polícia numa entrevista coletiva.

“Queremos anunciar que, graças a um trabalho minucioso da polícia boliviana, se conseguiu a detenção da presidente do Tribunal Supremo Eleitoral, María Eugenia Choque”, disse o comandante geral da polícia, Vladimir Yuri Calderón.

O vice-presidente do TSE boliviano, Antonio Costas, também foi preso e exibido ao seu lado.

O pedido de investigação e prisão da presidente e do vice-presidente do TSE boliviano, de acordo com o comandante da polícia, partiu de Juan Lanchipa Ponce, chefe do Ministério Público da Bolívia.

Mais cedo, Maria Eugenia Choque havia renunciado ao cargo, horas antes da renúncia de Evo Morales à presidência.

 Maria Eugenia Choque, ex-presidente do Supremo Tribunal Eleitoral da Bolívia — Foto: Manuel Claure/Reuters Maria Eugenia Choque, ex-presidente do Supremo Tribunal Eleitoral da Bolívia — Foto: Manuel Claure/Reuters

Maria Eugenia Choque, ex-presidente do Supremo Tribunal Eleitoral da Bolívia — Foto: Manuel Claure/Reuters

“Por intermédio desta, faço conhecer a você minha renúncia irrevogável ao cargo de presidente do Supremo Tribunal Eleitoral, para a pacificação da situação atual no Estado Plurinacional da Bolívia, reafirmando minha vontade para uma investigação justa”, disse, na carta de renúncia.

O TSE boliviano foi alvo de críticas após a realização das eleições de 20 de outubro, que apontaram vitória em primeiro turno para Evo Morales.

Opositores de Evo Morales comemoram renúncia do presidente neste domingo (10) nas ruas de La Paz — Foto: Juan Karita/AP Opositores de Evo Morales comemoram renúncia do presidente neste domingo (10) nas ruas de La Paz — Foto: Juan Karita/AP

Opositores de Evo Morales comemoram renúncia do presidente neste domingo (10) nas ruas de La Paz — Foto: Juan Karita/AP

Horas depois, o então presidente, Evo Morales, afirmou que convocaria novas eleições.

No entanto, Morales renunciou no fim da tarde deste domingo (10). Ao menos três ministros, além de governadores, e outros políticos também deixaram seus cargos.

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