Direto da preciosa reserva musical do  jornalista Gilson Nogueira, orquestras  e canções imortais de Tommy Dorsey, Glenn Miller,  Benny Goodman r Artie Shaw para começar agosto em grande estilo no Bahia em Pauta. Escute, dance, cante e faça suas escolhas.

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira e Vitor Hugo Soares

DO EL PAÍS

Presidente do STJ, João Otávio de Noronha, e ministro da Justiça, André Mendonça, estão entre os favoritos às vagas que serão abertas neste ano e em 2021. O primeiro concedeu prisão domiciliar a Queiroz e o segundo está sendo atrelado a mapeamento de servidores ‘antifascistas’

João Otávio de Noronha e o presidente Jair Bolsonaro, em novembro de 2018.
João Otávio de Noronha e o presidente Jair Bolsonaro, em novembro de 2018.GUSTAVO LIMA

Ninguém olha currículo para escolher ministro de Supremo Tribunal Federal, mas, sim, suas conexões políticas. Esta máxima que circula entre experientes senadores em Brasília tem sido levada em conta mais pelo meio jurídico do que pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). Ele é o responsável por indicar o substituto de Celso de Mello, em novembro deste ano, e o de Marco Aurélio Mello, em julho de 2021. Ambos deixarão a Corte por atingirem os 75 anos de idade, data-limite para atuar no Judiciário.

A escolha do substituto de Celso de Mello, o decano da Corte, terá um peso especial. Ele é o relator do processo que investiga se Bolsonaro tentou interferir politicamente na Polícia Federal, conforme denunciou o ex-ministro da Justiça Sergio Moro. Caso essa apuração não seja concluída nos próximos quatro meses, caberá ao sucessor de Celso relatar esse caso. Assim, enquanto o presidente lança balões de ensaio para agradar a sua base – como o de que indicará um conservador e “terrivelmente evangélico” –, nos bastidores, advogados, ministros do Superior Tribunal de Justiça, procuradores e membros do primeiro escalão do governo Bolsonaro iniciam uma disputa para agradar ao mandatário e, em médio prazo, conseguir o aval dele para o principal cargo judicial do país. Nesta conta, está a possibilidade de aprovação pelos senadores. Algo que o presidente ainda não colocou em seus cálculos, conforme aliados afirmaram ao EL PAÍS. Em toda a história brasileira, os parlamentares rejeitaram apenas cinco nomes, todos em 1894, no governo de Floriano Peixoto.

Entre os prováveis indicados para o STF estão o presidente do Superior Tribunal de Justiça, João Otávio de Noronha, que concedeu benefício de prisão domiciliar a Fabrício Queiroz, um potencial homem-bomba da família Bolsonaro. Também está cotado o ministro da Justiça, André Mendonça, que é suspeito de usar a estrutura pública para monitorar potenciais opositores do Governo. Entre outros nomes dessa lista estão o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira, que é aliado de longa data do presidente e o procurador-geral da República, Augusto Aras, que tem recebido críticas por agir politicamente na condução do Ministério Público Federal.

Noronha tem caído cada vez mais nas graças de Bolsonaro, que já disse que sua relação com ele foi “de amor à primeira vista”. No início de julho, o presidente do STJ atendeu a um pedido da defesa e concedeu prisão domiciliar a Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro e amigo do presidente. O argumento foi o risco de ele se contaminar com o novo coronavírus na prisão onde estava detido, no Rio de Janeiro. Queiroz é suspeito de coordenar um esquema de apropriação ilegal de salários de funcionários do gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio. No mesmo período em que concedeu o benefício a ele, Noronha analisou 725 pedidos com o mesmo argumento e negou 700 deles, concedeu 18 e outros 7 não foram apreciados porque a defesa desistiu do processo. Os dados foram divulgados pelo portal G1.

No caso de Mendonça, Bolsonaro já lhe deu alguns votos de confiança. O primeiro foi o de “promovê-lo” da Advocacia Geral da União para o Ministério da Justiça, quando precisou substituir o ex-juiz Sergio Moro, seu antigo favorito para o Supremo. O segundo foi o de aceitar a sua indicação para o Ministério da Educação. O novo ministro, Milton Ribeiro, é amigo e afilhado político de Mendonça. Agora, conta com ele para mapear um grupo de 579 pessoas (entre autoridades da segurança pública e professores universitários) que seriam integrantes de “movimentos antifascistas”. O Ministério Público Federal deu dez dias para o MJ se explicar sobre essa apuração.

A favor do ministro André Mendonça há o fato de ele se encaixar no perfil “terrivelmente evangélico”. É da igreja presbiteriana, e pode significar um aceno para a ala religiosa que apoia Bolsonaro. Sobre Jorge Oliveira pesa a lealdade que tem junto a Bolsonaro. O ministro é formado em Direito e oficial da reserva da Polícia Militar do DF. Foi chefe de gabinete do deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, por três anos. Chegou ao cargo porque seu pai, Jorge Francisco, assessorou o presidente por 20 anos. Pesa contra ele sua inexperiente carreira judicial. Apesar de ter se formado em 2006, só passou a advogar em 2013 e tem poucos casos defendidos nos tribunais.

Aras foi escolhido por Bolsonaro para chefiar a Procuradoria Geral da República fora da lista tríplice da categoria. E em uma transmissão ao vivo em suas redes sociais, disse que ele poderia ser indicado ao Supremo, caso surgisse uma terceira vaga. O procurador, que se mobilizou politicamente para chegar ao cargo, contudo, já disse que a sugestão do presidente causa desconforto e que entende que atingiu o ápice de sua carreira ao aceitar chefiar a PGR.

A politização da mais alta Corte do Brasil não é nova, mas ganhou destaque nos últimos 15 anos devido a um papel que o próprio Supremo se deu, de marcar terreno no debate político. Essa nova posição o transforma em vidraça e alvo de críticas de vários espectros políticos. As mais atuais são de bolsonaristas e da própria família presidencial. Contra ambos há investigações sobre fake news, apoio a manifestações antidemocráticas e, no caso do presidente, a suspeita de que tenha interferido politicamente na Polícia Federal.

“A diferença do governo de agora para os anteriores é que, antes, a disputa política pela vaga de ministro do STF era subterrânea, agora é às claras. Além de ser levado em conta também investigações envolvendo familiares e apoiadores do presidente”, avalia o doutor em ciência política Leonardo Barreto. “Bolsonaro é o primeiro presidente que instrumentaliza as indicações. Diz que vai indicar alguém porque tem determinadas características”, completa a professora da Universidade de Brasília (UnB) e presidente da Associação Brasileira de Ciência Política, Flávia Biroli.

O poder de Bolsonaro hoje de indicar não significa, a priori, colher frutos depois, uma vez que essas indicações por determinadas características nem sempre dão certo. “A lógica entre os políticos não é a de analisar a carreira do ministro. O que ele faz depois, em suas decisões, não preocupa tanto. O que interessa é ter um ministro para chamar de seu”, diz a professora de Direito Público da UnB, Maria Pia Guerra. Para Maria Pia Guerra, a previsibilidade sobre a atuação do ministro surge quando se tem alguém com trajetória jurídica consolidada, com produção acadêmica, publicação de livros ou atuação em Cortes – como advogado, juiz ou membro do Ministério Público.

Na sua visão, indicar alguém com forte apoio político é um erro de qualquer presidente. “Depois de empossado, você não controla o ministro”. Ficou famoso o episódio do hoje ministro e próximo presidente da Corte, Luiz Fux, que teria sinalizado atuar em favor de processos envolvendo integrantes do Partido dos Trabalhadores, incluindo o ex-ministro José Dirceu. Segundo Dirceu disse em entrevistas, Fux afirmou: “Esse assunto eu mato no peito”. Fux, que já admitiu sua insistência pela vaga com interlocutores petistas (era então presidente do STJ e foi indicado ao Supremo em 2011 por Dilma Rousseff), foi duro contra todos os processos do PT no mensalão, e nas posições favoráveis à Lava Jato que penalizaram a legenda.

Segundo escalão e o STJ

Em um segundo escalão entre os cotados para o STF aparecem os nomes do corregedor-geral de Justiça e ministro do STJ, Humberto Martins, do ministro Ives Gandra Filho, do Tribunal Superior do Trabalho e dos juízes federais no Rio de Janeiro Marcelo Bretas e William Douglas. Há ainda um terceiro bloco, com chances reduzidas, por terem apoio de parte dos opositores do Governo e pouca entrada no Planalto. Esse grupo é formado pelos ministros do STJ: Herman Benjamin, Luís Felipe Salomão e Mauro Campbell.

Além das vagas no STF, o presidente ainda terá a possibilidade de nomear dois ministros do STJ, Corte que deve julgar os recursos de Queiroz e de Flávio Bolsonaro no caso das rachadinhas. Em dezembro deste ano, aposenta-se Napoleão Nunes. Em agosto de 2022, Félix Fischer.

A disputa no STJ também é política, mas ela passa por um filtro técnico que impede o presidente de escolher diretamente o seu favorito. Bolsonaro tem de se decidir baseado em listras tríplices que são apresentadas pela própria Corte. As 33 vagas neste tribunal são divididas assim: 11 são para membros de tribunais regionais federais, 11 para desembargadores de Tribunais de Justiça dos Estados, e as outras 11 divididas alternadamente entre advogados e membros do Ministério Público – agora seria a vez dos advogados indicarem alguém. Por isso, para o lugar de Nunes deve ser indicado um juiz federal, enquanto que para o de Fischer, um advogado.

Do Correio Braziliense

O cineasta ficou conhecido pelo trabalho em ‘Expresso da meia noite’ e ‘Mississipi em chamas’


 
(foto: AFP / CARL COURT)
(foto: AFP / CARL COURT)
O cineasta britânico Alan Parker, conhecido pelo trabalho em Expresso da meia noite, Mississipi em chamas e Bugsy Malone,morreu, nesta sexta-feira (31/7), aos 76 anos. 
 
 Segundo o The Guardian, uma pessoa próxima ao artista confirmou que a morte veio “após uma longa doença”. Alan deixa a esposa Lisa Moran-Parker, os filhos Lucy, Alexander, Jake, Nathan e Henry e sete netos.

Carreira de Alan Parker

Alan Parker ficou conhecido em meados da década de 1970 com a direção de grandes sucessos do cinema contemporâneo. Graças à produção dos longas Expresso da meia noite e Mississipi em chamas, o britânico foi indicado, em 1978 e 1988, respectivamente, ao Oscar de Melhor Realização. 
Com esses dois longas e, também, com o filme Evita, Alan Parker foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Realizador. Em 1984, recebeu o grande prêmio do júri, pelo Festival de Cannes, pela produção de Asas da liberdade.
No fim dos anos 1990, o cineasta foi contemplado como presidente do Instituto Britânico de Cinema (BFI). Além disso, recebeu diversas premiações do BAFTA Film Awards, no Reino Unido. 
Em 2003, Alan Parker se ausentou das produções cinematográficas, sendo responsável pelo processo de direção do musical Fame e do álbum The wall, da banda Pink Floyd. 

A informação de que Allan fugiu do país foi dada pelo próprio blogueiro na madrugada desta sexta (31), durante uma transmissão ao vivo na internet.

O bolsonarista fujão é alvo de dois inquéritos que tramitam no STF que investigam um suposto esquema de divulgação de informações falsas, ataques a autoridades e organização de atos antidemocráticos.

Ainda não se sabe se o México seria seu destino final ou se ele teria a intenção de viajar para outro país, como os EUA, para onde Abraham Weintraub –outro investigado no inquérito das fake news– se mandou em junho.

Apesar de ser investigado pelo Supremo, Allan não era alvo de nenhum mandado de prisão.

ago
01
Posted on 01-08-2020
Filed Under (Artigos) by vitor on 01-08-2020


 

 

Zé Dassilva, NO

 

Do Jornal do Brasil

 

As figuras mais famosas do museu de cera Madame Tussauds deram o exemplo e formaram uma fila com distanciamento do lado de fora do museu que seria reaberto nessa quinta-feira, com a rainha Elizabeth liderando o caminho, seguida pelo primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e a cantora Taylor Swift.

Macaque in the trees
Distanciamento social fora do museu de cera Madame Tussauds, em Londres (Foto: Reuters/Hanna Rantala)

O príncipe Harry e sua esposa, Meghan, vinham em seguida, com o presidente dos EUA, Donald Trump, atrás deles.

Uma das atrações turísticas mais amadas de Londres, Madame Tussauds fechou suas portas em 20 de março e vai permitir visitantes novamente a partir de sábado, 1º de agosto.

Medidas rígidas de distanciamento social serão adotadas para garantir a segurança de visitantes e funcionários, disse o gerente-geral do Madame Tussauds London, Tim Waters.

“Estamos incentivando os visitantes a usarem máscaras faciais quando entrarem no prédio. Haverá verificações de temperatura assim que entrarem. E eles poderão ver nossa equipe usando máscaras faciais também”, afirmou.

“Também limitamos a capacidade a fim de garantir que haja distanciamento social à medida que avançamos na atração.”

As figuras de cera de Trump e Johnson eram os únicos rostos famosos com máscaras na fila cheia de estrelas.(Com agência Reuters)

jul
31
DO CORREIO24HORAS e do BAHIA EM PAUTA
Da Redação

 Morreu na quinta-feira, 30-6, aos 69 anos o médico neurocirurgião Otoni Costa Filho

Especialista e professor querido e admirado pessoal e profissionalmente no meio médico da capital baiana, ele era médico assistente da Gerência Técnica do Hospital Português, onde estava internado e morreu de complicações da Covid-19.

 

(Foto: Divulgação)

Morreu na tarde desta quinta-feira (30), em Salvador, o médico neurocirurgião e professor Dr. Otoni Raimundo Costa Filho, aos 69 anos.

A diretoria executiva do Hospital Português (HP) e o corpo clínico e funcional da instituição lamentaram profundamente o acontecimento através de nota nas redes sociais.

Dr Otoni Costa Filho era neurocirurgião e médico assistente da gerência técnica do hospital. “Lamentarmos sobretudo seus mais de 20 anos de dedicação ao Português. Neste momento de luto e despedida, nos solidarizamos com os familiares e amigos e ratificamos os mais sinceros votos de pesar pela perda inestimável”, diz o comunicado.

De acordo com uma funcionária do hospital, ele era muito querido e conhecido no meio médico da capital baiana. “Ele estava, inclusive, tocava violão com o coral para homenagear as pessoas

que saíam curadas do hospital”, contou.

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PESAR DO BAHIA EM PAUTA: Este site blog também está de luto e tomado de pesar pela notícia do falecimento do Dr. Otoni Costa. Além das múltiplas qualidades pessoais e dos méritos profissionais admirados pelos colegas de medicina, ex-alunos , servidores hospitalares e pacientes, Dr. Otoni era irmão da competente e destacada enfermeira Leonina Costa (Nina), formada na Bahia e que há anos trabalha e mora no Rio de Janeiro.Amiga do peito do Bahia em Pauta, em especial deste editor que a tem como uma de suas amigas mais generosas, inteligentes e leais.Casada com o jornalista Roberto Gonçalves, amigo e colega mais que especial de longa data, de brilhante passagem por redações baiana (correspondente da folha no estado e repórter da sucursal do Jornal do Brasil em Salvador), atualmente  na Sport-TV- Rio (Globo). Comovido abraço solidário nos dois. (Vitor Hugo Soares, editor)

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ARTIGO/ Ponto de vista
O ódio político no Brasil e sua expressão corporal 2
Joaci Góes
Ao amigo e notável arquiteto Fernando Peixoto!
Mesmo quando nos educamos para não extravasar o ódio que as situações nos provocam, somos traídos por mensagens não-verbais, corpóreas ou subliminares que, involuntariamente, transmitimos. Os autores Tim La Haye e Bob Phillips propuseram a quantificação dos percentuais dos meios pelos quais a cólera se exprime. Segundo eles, o que é dito sob a ação da ira corresponde a, apenas, sete por cento do processo de comunicação; o tom da voz, a trinta e oito e as ações não-verbais, a cinquenta e cinco por cento. Atribuem eles essa alta percentagem de comunicação não-verbal ao propósito dos odientos de escamotearem sentimentos que sabem condenados pelo meio social.
A finalidade do ódio se desdobra em três vertentes. Em primeiro lugar, acentua a percepção de nosso sentimento e evita a perda da autoestima; em segundo, liberta-nos da frustração; em terceiro, ajuda-nos a nos recobrarmos da violação sofrida pelo nosso sentimento de justiça. Sobre a inveja, a maioria dos autores não diz uma palavra, sequer. A omissão é compreensível porque está em sintonia com o viés que a sociedade humana tem desenvolvido de silenciar sobre a inveja, em razão de sua absoluta inconfessabilidade, como um dos motores principais de sua ação, em contraste com o ódio que pode resultar em múltiplas reações confessáveis, como violência, abuso, lágrimas, sofrimento, mágoa, estresse, incômodo, desconforto, tristeza, fuga, ressentimento, rejeição, arrependimento, impotência, dor, descontrole, perda, solidão, inadequação, ofensa, vingança, ferimento, desvalia, frustração, medo, culpa, destruição… Explica-se, por isso, a avaliação que se faz de que a parte visível dos males produzidos pelo ódio nada mais representa do que a ponta do iceberg. Em abono das mulheres, registre-se que elas respondem por 10% dos crimes violentos, contra 90% dos homens.
Como o ódio oblitera a capacidade de julgar com isenção, os prejuízos sofridos pelas organizações sobem a valores estratosféricos, oriundos de erros de julgamento que produz em seus gestores. Embora não haja dados estatísticos confiáveis para permitir a quantificação dos atos de violência produzidos por cada uma das diferentes causas, parece-nos fora de dúvida que ao inconfessável ódio gerado pela inveja cabe a liderança nessa corrida macabra, tanto em número de casos quanto na intensidade das agressões, bem como no montante dos prejuízos materiais que acarreta.
Registre-se, porém, que, não obstante seu valor, predominantemente, negativo, o ódio tem potencial positivo, desde que utilizado para o bem, a exemplo da invasão de áreas públicas por Irmã Dulce, na Baixa do Bonfim, para abrigar os seus “filhinhos” que viviam na sarjeta. O grande problema para se fazer do ódio um sentimento construtivo reside na dificuldade de se produzir uma resposta proporcional à ação que a causou. É por isso que a ira que nasce da inveja, invariavelmente de caráter destrutivo, é destituída de potencial positivo.
Segundo pensadores do porte de Ralf Dahrendorf, Helmut Schoeck, William Bartley, José Ortega y Gasset, Miguel de Unamuno, Ludwig Von Mises e Gonzalo Fernández De la Mora, entre outros, toda proposta de promoção da igualdade que não leve em conta princípios meritocráticos nasce do inconfessável sentimento da inveja, capaz de levar ao genocídio vão da ex União Soviética e da China de Mao Tsé-Tung que eliminou, conjuntamente, mais de cem milhões de vidas. A União Soviética dissolveu-se antes que tivesse tempo de promover as alterações de rumo que salvaram a China, que passou a se transformar numa grande potência, a partir de quando abandonou o socialismo e passou a reger-se pelo fascismo mais ostensivo de que o Mundo tem conhecimento. A China, depois de um trágico fracasso sob o comunismo, está, agora, alcançando aquilo que Hitler, desastradamente, em sua caricata e perversa loucura, tentou implantar.
Em oposição ao ódio do mal, temos a cólera de Irmã Dulce, a cólera do bem, capaz de elevar às maiores alturas a dignidade humana, consistente na chamada cólera divina ou cólera santa de que
Jesus, de chicote na mão, expulsando os vendilhões do templo, é o símbolo maior.
Mas, isso é assunto para o próximo artigo!
Joaci Góes é escritor, presidente da Academia de Letras da Bahia, ex-diretor da Tribuna da Bahiaa. Texto publicado quinta-feira, 3o, na TB,
 

“Sandra”, Gilberto Gil: Depoimento do autor sobre esta magnífica composição, publicada no espaço de comentários do youtube:. “Todas as meninas mencionadas em Sandra foram personagens daqueles dias que eu vivi entre Curitiba e Florianópolis. Maria Aparecida, Maria Sebastiana e Maria de Lourdes me atenderam no hospício durante o internamento imposto pela justiça enquanto eu aguardava o julgamento. A de Lourdes me falava a toda hora: ‘Você vai fazer uma música pra mim, não vai?’ ‘Vou’. Carmensita: essa – foi interessantíssimo -, logo que eu cheguei, ela veio e me disse, baixinho: ‘Seja bem-vindo’. Lair era uma menina de fora, uma fã que foi lá me visitar. Salete era de lá: ‘Meu café é muito ralo’, me falou. ‘É exatamente como eu gosto, chafé’, respondi. Cíntia: também de Curitiba, como Andréia. Quando passamos pela cidade, me levou ao sítio dela uma tarde; foi quem me deu uma boina rosa com a qual eu compareceria ao julgamento mais adiante, em Florianópolis, e com a qual eu apareço no filme Os Doces Bárbaros. Ana: ficou minha amiga até hoje; de Florianópolis. E Dulcina, que era a mais calada, a mais recatada de todas na clínica, a mais mansa – era como uma freira -, foi a única que um dia veio e me deu um beijo na boca.” “Sandra, citada no final da letra, era minha mulher, que preferiu não ir a Florianópolis e com a qual eu associei a idéia do hexagrama da torre, tirado no I Ching, um dos meus livros de cabeceira naquele período: a que tomava conta de tudo; onde eu estivesse, o seu olhar espiritual me acompanharia; seu ente se espraiaria, estendendo-se por todas as mulheres com quem eu convivesse. A ela as mulheres citadas na letra remetiam por representarem o feminino, a minha sustentação naquele momento”

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

DO EL PAÍS

No dia em que a primeira dama anunciou estar infectada, presidente esteve no Nordeste onde cavalgou entre multidão e fez promessas na região em que é pior avaliado no país

Bolsonaro cavalga entre multidão em São Raimundo Nonato (PI), enquanto país enfrenta pandemia de coronavírus.
Bolsonaro cavalga entre multidão em São Raimundo Nonato (PI), enquanto país enfrenta pandemia de coronavírus.Alan Santos / EFE
 Afonso Benites
Brasília

No dia em que a primeira-dama do Brasil, Michelle Bolsonaro, anunciou ter sido diagnosticada com covid-19, seu marido, Jair Bolsonaro voltou ao um roteiro conhecido desde que começou a pandemia —e que ele havia paralisado quando ele próprio disse ter contraído o vírus—: viajou 2.500 quilômetros, visitou duas cidades do interior nordestino, São Raimundo Nonato (PI) e Campo Alegre de Lourdes (BA), e, de novo, promoveu aglomerações. Retirando a máscara em diversas ocasiões, o presidente tocou nas mãos das pessoas e conversou com elas. Cavalgou entre o público usando um chapéu de couro típico do sertanejo, encarnando uma espécie de “rei do gado”, para usar a imagem da telenovela dos anos 1990 da Globo.

As três semanas de distanciamento social as quais ele foi forçado a fazer por ter contraído o novo coronavírus, portanto, não o fizeram mudar de atitude. Bolsonaro voltou a ser Bolsonaro. Descumpriu as recomendações das autoridades sanitárias de distanciamento social e seguiu a vida como se estivesse em meio a uma campanha eleitoral. Nesta quinta-feira, o Brasil chegou à marca de 91.263 mortos pelo coronavírus e 2,6 milhões de contaminados. O país mantém um ritmo acelerado tanto de contaminações como de mortes, na expectativa de chegar a 100.000 óbitos pela pandemia  na semana que vem.

Nos municípios piauiense e baiano, o presidente inaugurou um sistema de abastecimento de água, visitou o Parque Nacional da Serra da Capivara, Museu Arqueológico e Museu da Natureza, ambos polos turísticos na zona. Fez questão de fazer acenos elogiosos à única região na qual perdeu a eleição presidencial em 2018 e na qual é pior avaliado (24% de ótimo e bom, contra 30% na média do país, segundo a mais recente pesquisa XP). “Vocês são pessoas iguais às outras quatro regiões do nosso Brasil”, anunciou. “Nós somos todos iguais, somos um só povo, uma só raça, temos um só objetivo, é o Brasil acima de todos.” Mais tarde, como sempre, ele fez um compilado das imagens de seu passeio com “banho de povo” e cavalgada entre o público em seus perfis no YouTube e Facebook.

“Mofo no pulmão”

À noite, na tradicional live semanal pelo Facebook, citou sua viagem e disse que ajudou a população local. Não falou sobre a contaminação de sua esposa. Sobre a pandemia, em si, Bolsonaro apenas disse que o Brasil faz parte do consórcio de países junto com a Universidade de Oxford (Inglaterra) para produzir a vacina. “Pelo que tudo indica, vai dar certo. 100 milhões de unidades chegarão para nós. Não é daquele outro país [China], não. É de Oxford”, disse o presidente, que copia Donald Trump na retórica anti-China, especialmente quando fala diretamente ao seus seguidores mais radicais. Para depois completar: “Eu não preciso tomar, porque já estou safo”. O presidente revelou, no entanto, estar tratando uma infecção no pulmão, sem maiores detalhes: “Acabei de fazer um exame de sangue, né, estava com um pouco de fraqueza ontem, acharam até um pouco de infecção também. Estou agora no antibiótico, deve ser… agora depois de 20 dias dentro de casa, a gente pega outros problemas. Eu peguei mofo, mofo no pulmão.”

As cenas vistas na região Nordeste devem se repetir nesta sexta-feira no Sul do país. Seu objetivo é criar uma agenda positiva com inaugurações de obras todos os meses. O presidente viajará ao Rio Grande do Sul, Estado que está em que a pandemia está em franca ascensão – atingiu 1.825 mortos nesta semana. Entre os 66.473 gaúchos contaminados, está o governador local, Eduardo Leite (PSDB). As agendas da comitiva presidencial serão no município de Bagé, onde ele deve visitar uma escola militar e um quartel do Exército, além de entregar 1.164 casas para famílias de baixa renda.

Bolsonaro tinha previsto ainda uma ida na próxima semana à região do Vale do Ribeira, em São Paulo, onde ele foi criado. Mas teve de adiar a viagem porque o governador paulista e seu ex-aliado político, João Doria (PSDB), anunciou que decretaria a região como área vermelha por causa da pandemia. Nesta fase, eventos públicos são proibidos. Na live, o presidente disse que respeitaria a decisão de Doria e, em tom de provocação, o convidou para visitar o Vale do Ribeira quando estivesse lá. “Está convidado, senhor João Doria. Está convidado a ir comigo no meu helicóptero. Onde eu falar, o senhor fala”. O governador é um potencial concorrente de Bolsonaro na eleição de 2022.

O presidente anunciou que foi contaminado com a covid-19 no dia 7 de julho e que, em 25 de julho, estava livre da doença. Em todas as ocasiões que pode, fez alusão ao tratamento com a cloroquina, medicamento que não tem eficácia comprovada. Voltou a fazê-lo nesta quinta-feira, em sua live semanal, quando disse que outros dois ministros que também tiveram a doença, Onyx Lorenzoni (Cidadania) e Milton Ribeiro (Educação), se sentiram bem após o uso do medicamento. A insistência de Bolsonaro sobre o remédio que trata malária levou o Exército a produzir milhares de cápsulas —o próprio Ministério da Saúde passou a recomendar o uso. Nesta quinta, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu ferrenho opositor, usou uma conversa com correspondentes estrangeiros para provocar: “Creio que Bolsonaro inventou que estava infectado para fazer propaganda do remédio.”

Conduta negacionista

Nas primeiras agendas externas que cumpriu após dizer que estava curado, Bolsonaro sinalizava ter se sensibilizado com os cuidados com as demais pessoas. Ao se encontrar com apoiadores na entrada do Palácio da Alvorada, pediu que as pessoas mantivessem distância dele. Afirmou que não as cumprimentaria tocando em suas mãos. E seguiu usando a máscara. A volta ao seu velho estilo, contudo, não demorou tanto. Antes de viajar ao Nordeste, seguiu participando de reuniões com autoridades e personalidades no Palácio do Planalto sem nenhum equipamento de proteção individual.

A conduta negacionista do mandatário em relação ao vírus é alvo de críticas há meses porque, além de si e de seus familiares, ele frequentemente põe em risco servidores, apoiadores e até transeuntes —mais de uma vez ele causou aglomeração ao frequentar pequenos comércios em Brasília e no entorno.

Especialistas dizem que o período em que uma pessoa infectada mais transmite a doença é dois dias antes do início dos sintomas até durante a primeira semana. Em tese, deixa de transmitir após testar negativo. Mas ainda há mais dúvidas do que certezas sobre a resposta imunológica ao SARS-CoV-2. A Organização Mundial de Saúde e países como Alemanha e Reino Unido chegaram a estudar a possibilidade de emitir uma espécie de passaporte sorológico para quem já tivesse contraído a doença e se imunizado, mas abandonaram a ideia por entenderem que ainda não é possível ter essa segurança.

Uma das razões é que não está claro se há a possibilidade de reinfecção. Houve casos de pessoas que, depois de dar negativo em um teste de PCR (que detecta o próprio vírus), voltaram a dar positivo. Isso pode ter sido uma reinfecção ou a pessoa pode não ter eliminado o vírus e o teste ter falhado

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