DO JORNAL DO BRASIL

Tereza Cruvinel

A natureza do pleito

A transferência de votos de Lula para Fernando Haddad está em pleno movimento. Se ele mantiver o ritmo de crescimento apresentado nos primeiros quatro dias de campanha, de quatro pontos percentuais segundo o Datafolha, em breve poderá isolar-se no segundo lugar. Nisso acreditam até os analistas do mercado. Se estas previsões se confirmarem, podemos ter no segundo turno mais uma eleição plebiscitária, um confronto entre o PT e o antipetismo, antes encarnado pelo PSDB, que perdeu o papel para Bolsonaro. Resumidamente, entre os que venceram em 2016 e os que foram derrubados.
Mais do que uma disputa entre esquerda e direita (no caso uma direita extremada e tosca), o segundo turno pode tomar a forma de um acerto de contas sobre o que se passou no Brasil nos últimos anos. De um lado, os que enxergam o capeta no PT, embora sabendo que a corrupção não é monopólio petista; os que aplaudiram a derrubada de Dilma com um crime de responsabilidade forçado; os que aplaudiram a prisão de Lula e sua inabilitação eleitoral, apesar das anomalias dos processos. Estes poderão votar em Alckmin, Meirelles, Amoedo, Álvaro Dias ou Bolsonaro. Mas votarão, majoritariamente, em Bolsonaro, levando-o ao segundo turno.
De outro lado, votarão majoritariamente em Haddad os que viram um golpe no impeachment, acham a prisão de Lula injusta e destinada a impedir sua candidatura e, diante da crise que se agravou sob Temer, querem de volta as políticas petistas. Darão na urna a resposta que não deram nas ruas, ou porque estavam envergonhados com a corrupção nos governos petistas, ou porque acreditaram mesmo que tudo poderia melhorar com o “Fora PT”. E também porque os mais pobres não se sentem donos das ruas como a classe média.
Haddad e Ciro estão empatados, mas o petista tem a enorme vantagem de ser “o candidato de Lula”, também chamado de Andrade e de Adauto. Nos quatro dias em que fez campanha, ele falou o nome de Lula em cada frase, definiu-se como mero substituto, prometeu a volta dos bons tempos e evocou as “perseguições” ao partido e ao ex-presidente, bem como a sabotagem parlamentar que ajudou a afundar o governo Dilma. É a sua narrativa. Cabe aos adversários contestá-la. No horário eleitoral, trechos da carta de Lula continuarão sendo lidos e dramatizados.
O discurso de Ciro, de que o PT estava levando o país para a beira do abismo (representado por Bolsonaro), deixará de fazer sentido. Poderá ele, no máximo, dizer que tem mais chances de vencer Bolsonaro no segundo turno. Assim como Alckmin alega ter mais chances de derrotar o PT. Na simulação de segundo turno do Datafolha, Ciro ganha de 45% a 38% de Bolsonaro, e Haddad perde de 41% a 40%. Mas é cedo para tomar este empate técnico como tendência.
Ciro também se opôs ao “golpe” e tem sido mais crítico de Temer que o PT. Não teve o apoio do PT porque Lula, para sua estratégia, precisava de um petista que se submetesse até mesmo ao timing do lançamento tardio da candidatura, que a tantos pareceu loucura. Foi se mantendo candidato, apesar da impugnação certa, que preservou unido o eleitorado que agora tenta transferir para Haddad. Nem Ciro nem qualquer aliado de outro partido teria feito este jogo, ou abdicaria do protagonismo para se declarar substituto.
Contra a percepção de uma eleição plebiscitária, entre o PT e o antipetismo, pode se alegar que Bolsonaro foi ator secundário nos processos que levaram aos infortúnios petistas. No impeachment, seu feito maior foi dedicar o voto ao torturador Brilhante Ulstra. Na linha de frente estavam o MDB e a turma de Temer e o PSDB liderado por Aécio. O Centrão aderiu depois, quando Dilma já estava perdida, após o Judiciário impedir Lula de se tornar ministro para articular a reação política. Mas, na ausência de candidato competitivo destas forças vitoriosas em 2016, foi Bolsonaro que assumiu a “persona” do anti-PT.

A melancólica beleza de uma canção de saudades de poeta Vinícius de Moraes e a inigualável interpretação do Quarteto em Cy para começar a terça-feira de setembro no Bahia em Pauta. Magnificamente!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

Do  Jornal do Brasil

Pesquisa de intenção de voto para presidente da República divulgada nesta segunda-feira (17) pela Confederação Nacional do Transporte (CNT)  mostra que Jair Bolsonaro (PSL) lidera com 28,2%, seguido por Fernando Haddad (PT) 17,6% e Ciro Gomes (PDT), 10,8%.

Os candidatos Geraldo Alckmin (PSDB), com 6,1%, e Marina Silva (Rede), com 4,1% aparecem em seguida.

Esta é a primeira pesquisa CNT/MDA realizada após a saída do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disputa, depois deste ter sua candidatura impugnada pela Lei da Ficha Limpa, e da substituição por Haddad. Também é a primeira pesquisa CNT/MDA feita após o atentado contra Bolsonaro.

A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais, com 95% de nível de confiança. A pesquisa foi realizada com 2002 entrevistados em 137 municípios, entre os dias 12 e 15 de setembro, e foi registrada no TSE com o número BR-04362/2018.

Macaque in the trees
Primeiro turno está marcado para 7 de outubro (Foto: ABr)

Veja os números:

Jair Bolsonaro (PSL) – 28,2%

Fernando Haddad (PT) – 17,6%

Ciro Gomes (PDT) – 10,8%

Geraldo Alckmin (PSDB) – 6,1%

Marina Silva (Rede) – 4,1%

João Amoêdo (Novo) – 2,8%

Alvaro Dias (Podemos) – 1,9%

Henrique Meirelles (MDB) – 1,7%

Cabo Daciolo (Patriota) – 0,4%

Guilherme Boulos (PSOL) – 0,4%

Vera (PSTU) – 0,3%

Eymael (DC) – 0,0%

João Goulart Filho (PPL) – 0,0%

Branco / Nulo – 13,4%

Indeciso – 12,3%

Segundo turno

Na projeção do segundo turno, Ciro Gomes é o único candidato que derrotaria Bolsonaro. Veja os confrontos:

Bolsonaro – 39% X Fernando Haddad – 35,7%

Ciro Gomes – 37,8% X Bolsonaro – 36,1%

Bolsonaro – 38,2% X Alckmin – 27,7% 

Bolsonaro – 39,4% X Marina – 28,2%

eleições 2018 alckmin
Alckmin cumprimenta frequentadores do Bom Prato no Brás, em 3 de setembro. Sebastiao Moreira EFE

 

“Ele tentou levar a sua merenda?”, perguntou Sérgio Gomes de Lima, de 44 anos, apontando para o isopor do vendedor de água após a passagem da comitiva do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB). O tucano acabara de deixar a unidade do restaurante popular Bom Prato na avenida Rangel Pestana, no bairro do Brás, em São Paulo. A agenda previa que Alckmin almoçasse por lá, mas o candidato à presidência da República se limitou a cumprimentar potenciais eleitores e, após breve entrevista coletiva, deixou o local após 15 minutos. “Disseram para eu dar água pra ele, mas eu não quis”, respondeu o ambulante.

Desempregado há três anos, Sérgio Gomes de Lima almoça no Bom Prato há seis. Gosta do restaurante, que serve almoço a 1 real e café da manhã a 50 centavos, mas não gosta do sucessor de Mário Covas, em cuja gestão o programa foi criado, em 2000. “Não vou votar em ninguém, são todos iguais”, reclama o homem que já trabalhou como metalúrgico e cujo último emprego foi como segurança. No debate que se estabeleceu na fila do restaurante após a passagem de Alckmin, o eleitor desiludido bradava contra a máfia da merenda, que machuca a campanha tucana à presidência, apesar de a denúncia formal sobre esquema de desvios não envolver diretamente o ex-governador.

Naquela segunda-feira, o tucano ouviu protestos contra o aglomerado de componentes da comitiva, que atrapalhava a circulação na entrada do restaurante, e gritos de provocação a favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Tem que voltar o Lula, a situação era melhor quando ele governava”, diz Paulo, 40 anos, que se identifica apenas como “vendedor de lanche” e prefere não mencionar o sobrenome. Vestido com uma camiseta verde que estampa o emblema da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o vendedor diz que, em não podendo optar por Lula, votará no ex-prefeito Fernando Haddad (PT). “Naquela época a economia estava crescendo, não foi por causa do Lula”, retruca Sérgio.

Próximo deles, Leroy, de 34 anos, que também prefere omitir o sobrenome e vive há cinco anos com o salário mínimo garantido por uma aposentadoria por invalidez, diz que pretendia votar em Alckmin, mas tende mais para o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) depois de vê-lo no Jornal Nacional. “Eu gostei do que ele falou sobre o livro nas escolas”, comenta, em referência ao livro sobre educação sexual exposto pelo candidato no programa. Favorito nas pesquisas de intenção de voto sem Lula, o capitão reformado do Exército também lidera a disputa eleitoral em São Paulo, reduto tucano, com 21% das intenções de voto, segundo o Datafolha, enquanto Alckmin aparece em segundo lugar, com 18%.

Ao contrário do homem que governou o Estado em quatro mandatos diferentes, Bolsonaro deu expressivas demonstrações de popularidade nas cidades de São Paulo —entre outros Estados— por onde passou antes de ser esfaqueado em Juiz de Fora (MG). O roteiro paulista do deputado do PSL em agosto rendeu imagens de pequenas multidões de apoiadores em Araçatuba, Presidente Prudente e São José do Rio Preto. Apesar de ter encontrado eleitores em sua visita ao Brás, Alckmin não colheu nada de parecido em seu próprio Estado até agora. Durante a passagem do ex-governador pelo Bom Prato, o reportagem ouviu elogios ao restaurante popular cujo modelo o tucano promete nacionalizar caso eleito presidente, mas os frequentadores não se animavam a estender os elogios ao candidato.

São Paulo

Encurralado pelas últimas pesquisas, que não mostraram sua arrancada apesar de dominar quase metade do horário eleitoral gratuito, o ex-governador paulista minimiza o situação. Em entrevista coletiva nesta segunda para correspondentes estrangeiros afirmou estar confiante que poderá virar o jogo mais perto da eleição. “O que vale é a onda final“, disse.

Seja como for, São Paulo é uma plataforma de campanha óbvia e inescapável para quem fez toda sua carreira política no Estado – ainda que sua performance até agora no maior colégio eleitoral do país deixe a desejar. Os programas eleitorais do tucano na televisão deixam isso claro, com destaque para a “redução de 70% dos homicídios” e a criação da “maior rede de combate ao câncer do Brasil”. Em outro momento, o programa expôs uma paraense que precisou recorrer ao sistema de saúde paulista para se tratar de leucemia. Em sabatina recente promovida pela Associação Brasileira da Infraestrutura de Base (Abdib), o ex-governador usou São Paulo com exemplo em oito momentos diferentes, entre eles para contrapor os últimos déficits do Governo federal com o “superávit de 5,3 bilhões de reais de São Paulo” e destacar a inauguração de estações de metrô e os cortes de gastos, proporcionados pelo fechamento de quatro fundações e a contratação de um sistema de transporte mais barato.

Apesar dos feitos propagandeados, Alckmin deixou o Governo de São Paulo em abril com apenas 36% de aprovação — ele é mais popular no interior do Estado, onde gozava de 42% de aprovação, contra apenas 26% na capital paulista. Outros 40% consideravam seu Governo regular. A nota média de sua gestão, de 0 a 10, foi 5,4 na última pesquisa Datafolha sobre o assunto. Esse mesmo levantamento indicou que 64% dos paulistas acham que Alckmin fez menos do que se esperava. Saúde e segurança, duas das áreas para que sua campanha tem dado mais destaque, são os setores identificados como mais problemáticos pela população, cada um com 24% das menções negativas.

Desde que Alckmin foi eleito para seu terceiro mandato, em 2011, as avaliações de bom e ótimo sobre seu governo no Datafolha não caíram abaixo de 40% até o início de 2015, quando chegou a 38%. Naquele ano, o problema mais citado —por 22% da população— era a falta de água. A crise hídrica que atingiu o Estado naquele ano desgastou a imagem do governador. Depois de descer a 28% em novembro de 2015, seu menor índice de aprovação dos dois últimos mandatos como governador, o tucano conseguiu recuperar parte de sua popularidade, nos três anos finais de gestão, mas ficou longe de seu melhor índice de aprovação, que alcançou 52% em junho de 2013.

Alckmin tem 18% das intenções de voto em São Paulo, segundo a última pesquisa regional do Ibope, publicada no último dia 10. Está atrás apenas de Bolsonaro, que lidera entre os paulistas com 23%. O desprestígio do tucano em seu próprio Estado só se compara ao de Marina Silva (Rede) no Acre —a ex-ministra tinha 19% em pesquisa Ibope de agosto, a última disponível sobre a região, que mostrava Bolsonaro com 37% das intenções de voto. No Ceará, o ex-governador Ciro Gomes (PDT) contava com 39% dos votos na última pesquisa Ibope (16 de agosto) no cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Bolsonaro, eleito deputado sete vezes pelo Rio de Janeiro, tem 33% dos votos por lá.

Desgaste

Na primeira vez em que deixou o Governo de São Paulo para disputar a presidência, em 2006, Alckmin tinha uma imagem muito melhor entre os paulistas: 66% consideravam sua gestão ótima ou boa. O senador José Serra (PSDB) também partiu bem do governo paulista para a disputa pelo Palácio do Planalto, em 2010, com 55% de aprovação. Não bastasse o desgaste da crise hídrica, a imagem de Alckmin parece ter sido abalada nos últimos anos junto com a de toda a classe política por conta da Operação Lava Jato.

Além de tentar associá-lo à máfia da merenda, seus adversários na campanha —em especial a família Bolsonaro— se referem a ele pelo apelido “santo”, que identificaria o ex-governador nas planilhas da construtora Odebrecht. O site de campanha do tucano inclui essa informação no rol de “fake news, já que o tal santo seria “o codinome do ex-superintendente do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Pedro Blassioli, já falecido”. A acusação de que Alckmin teria recebido 10 milhões de reais em caixa dois, baseada em delação da Odebrecht, acabou encaminhada pelo Superior Tribunal de Justiça para a Justiça eleitoral em abril, depois que ele perdeu o foro privilegiado ao deixar o Palácio dos Bandeirantes. No início deste mês, o Ministério Público de São Paulo ajuizou ação contra o ex-governador por improbidade administrativa por conta dessa denúncia.

Outro caso que abalou a imagem de Alckmin por tabela foi a denúncia da Lava Jato de São Paulo contra seu ex-secretário de Logística e Transportes Laurence Casagrande Lourenço, por fraude na licitação do Rodoanel. O ex-secretário foi preso em junho e recebeu habeas corpus na última terça-feira do ministro Gilmar Mendes para deixar a cadeia. Sempre que questionado sobre o caso, Alckmin diz que Lourenço é uma pessoa séria e correta e que está sendo injustiçado.

O atraso de obras como a do Rodoanel — previsto para ser finalizado em 2014, sua entrega foi remarcada para 2019 — não ajudam na popularidade do ex-governador. Em relação ao metrô, a promessa na campanha de 2010 era de entregar mais 30 quilômetros em quatro anos. Oito anos depois, a rede de 68,3 km foi ampliada para 89,8 km (mais 21,5 km), com a promessa de chegar a 102,4 km até o fim do ano.

set
18
Posted on 18-09-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-09-2018

Do Jornal do Brasil

 

Em entrevista coletiva, a primeira concedida desde que assumiu a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Dias Toffoli rebateu hoje (17) críticas à confiabilidade da urna eletrônica e afirmou ser “lenda urbana” que a Corte atue para conter a Lava Jato.

“Em primeiro lugar, o Supremo Tribunal Federal (STF) sempre deu suporte à Lava Jato. Vamos parar com essa lenda urbana, com esse folclore, o Supremo Tribunal Federal nunca deu uma decisão que parasse a Lava Jato ou outras investigações”, afirmou o ministro ao ser questionado sobre decisões da Corte com potencial de afetar a operação.

Macaque in the trees
Dias Toffoli (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil )

O ministro destacou, porém, que o que o Supremo tem feito é atuar para dar parâmetros legais às investigações e garantir o devido processo legal “em alguns casos que eventualmente necessitem dessa intervenção. Quando as investigações se mostram abusivas, elas são, como devem ser, tolhidas pelo Judiciário, que é o que garante direitos individuais e fundamentais”.

Eleições

A respeito de afirmações recentes do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, que levantou suspeitas de possível fraude nas urnas eletrônicas durante a votação, Dias Toffoli respondeu que “a urna é 100% confiável”.

“A respeito disso, eu digo apenas que ele sempre foi eleito usando a urna eletrônica”, disse Toffoli sobre as suspeitas levantadas pelo candidato. “Os sistemas são abertos a auditagem para todos os partidos políticos seis meses antes da eleição, para todos os candidatos e para a Ordem dos Advogados do Brasil”, destacou o presidente do STF.

Ele ressaltou ainda que pela primeira vez as eleições no Brasil serão acompanhadas por observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA). “Tem gente que acredita em saci-pererê”, disse o ministro a respeito das suspeitas sobre a urna.

set
18
Posted on 18-09-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-09-2018

DO JORNAL DO BRASIL

Com uma criança no colo, Alckmin perdeu o equilíbrio ao entrar na brinquedoteca da creche, quando outras crianças se enroscaram em suas pernas. Ele tropeçou e foi ao chão de joelhos. Ninguém se machucou.

O tombo de Alckmin, registrado por fotógrafos, ocorre no momento de crise na campanha tucana. Nesta terça-feira, por exemplo, dirigentes do Centrão — bloco formado por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade — vão se reunir com o ex-governador de São Paulo para cobrar mudanças na propaganda eleitoral.

“É um grande risco para o Brasil ficar no segundo turno com PT e Bolsonaro”, disse Alckmin nesta segunda, em uma referência ao candidato do PSL, Jair Bolsonaro, que lidera as pesquisas. “Temos de evitar que isso ocorra. O Brasil vive uma situação muito difícil, muito grave e precisamos ter grande empenho para poder tirar o País dessa crise e avançar”.

Macaque in the trees
Geraldo Alckmin levou tombo com criança em evento (Foto: Dida Sampaio/ Estadão Conteúdo)

Divulgada hoje, a pesquisa do instituto MDA, encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), mostrou Bolsonaro com 28,2% das intenções de voto. O candidato do PT, Fernando Haddad, aparece em segundo lugar, com 17,6% das preferências. Ciro Gomes (PDT) vem em terceiro, com 10,8%. Por esse levantamento, Alckmin está na quarta posição, com 6,1%, tecnicamente empatado com Marina Silva (Rede), com 4,1%.

A tensão no comitê tucano aumentou desde a semana passada, quando sondagens eleitorais indicaram que Alckmin não está conseguindo reagir.

Na creche comunitária, mantida por doações, o tucano disse que quer ser “o presidente da primeira infância” e procurou minimizar o desempenho aquém das expectativas, após pouco mais de duas semanas de propaganda na TV.

“Eleição é só no dia 7 de outubro. Vamos ter muita oscilação até lá e acho que vamos chegar ao segundo turno. Intenção de voto é por ondas, como nas eleições anteriores. As grandes ondas vão ser bem próximas do processo eleitoral. Acho que lá na frente caminharemos para a racionalidade”, afirmou o candidato do PSDB, insistindo no discurso de que o voto em Bolsonaro é um “passaporte” para o retorno do PT ao poder.

set
18
Posted on 18-09-2018
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Aroeira,no jornal (RJ)

 

set
18
Posted on 18-09-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-09-2018
 

“Papai mandou um abraço para você”

 

Por Diego Amorim

Da cadeia, em Curitiba, Eduardo Cunha continua exercendo poder e influência sobre aliados no Rio de Janeiro.

“Papai mandou um abraço para você”, tem dito a doadores de sua campanha à Câmara Danielle Cunha, filha do presidiário.

Não é à toa, claro, que Danielle, tem conquistado o apoio explícito de lideranças evangélicas e políticos do estado.

Eduardo Paes é um dos que contribuiram para a campanha de Danielle: o candidato ao governo do estado pelo DEM doou 2,7 mil reais para a herdeira do condenado. O Antagonista lembra que, em julho do ano passado, o ex-prefeito do Rio foi testemunha de defesa de Cunha no processo que trata do Porto Maravilha. À época, na Justiça Federal, Paes afirmou que só soube de irregularidades nas obras pela imprensa.

set
17
Posted on 17-09-2018
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Manifestação pela legalização do aborto em dezembro de 2016 Rovena Rosa Agência Brasil

As mulheres brasileiras são a maioria (53%) entre os eleitores nas eleições presidenciais que estão à porta. E são sempre as que mais votam. Querendo, elas podem decidir quem presidirá o país em um dos momentos mais difíceis e perigosos após a ditadura militar. A democracia, que muitos vêem ameaçada pelo ressurgimento de uma extrema direita militarista e violenta, presidida pelo capitão da reserva, Bolsonaro, poderá ser salva graças às mulheres.

Elas começaram a se mexer com força, como indica o movimento “Mulheres Unidas contra Bolsonaro”, que já coletou mais de um milhão de assinaturas no Facebook e está conseguindo 10 mil membros por minuto. É uma aposta feminina contra o ressurgimento de uma política que visa resolver os problemas deste convulsionado continente com balas, oferecendo a violência como um talismã para a solução de todos os males.

Sempre apostei em uma solução positiva para este país, mesmo quando tudo parecia ficar política e socialmente sombrio. Quando, meses atrás, soavam como luto os sinos da abstenção nas eleições, alcançando 40% do eleitorado, continuei acreditando que, no final, a sensatez triunfaria, sob pena de colocar o país diante de um abismo com sérias repercussões econômicas e morais que acabam atingindo sempre os mais frágeis. Aqueles que hoje parecem dispostos a não votar ou a anular o voto, já são cada vez em menor número e estão se aproximando das taxas normais das eleições anteriores. O senso de responsabilidade está vencendo.

Uma vez terminadas as eleições, cuja aposta espero que seja naqueles que defendem os melhores valores desta sociedade que quer viver em paz, poderemos ver o peso real que o voto feminino teve contra os fantasmas da intolerância e do populismo. As mulheres, afinal, vivem umbilicalmente ligadas à vida real, à dor de cada dia. Elas são as maiores vítimas da violência dentro e fora de casa.

Um movimento feminino contra o candidato que ameaça incendiar o país com a violência e com nostalgias de golpes militares é a melhor demonstração de que a mulher, desde o Homo Sapiens, continua a ser a defensora da vida que nela é gerada. Da vida e dos valores da liberdade e da religião como o motor da libertação contra a tirania dos ídolos. Gea, a primeira divindade da História, era uma mulher. Era a deusa da Terra e da fecundidade. Enquanto os homens lutavam em guerras, as mulheres cultivavam a vida.

A mulher, apesar de ter sido estigmatizada com o selo da fragilidade, como se tem visto com a candidata negra Marina Silva, sempre se revelou mais forte que o homem, principalmente nas horas de dor e derrota. E isso, apesar do fato de que os homens, que provavelmente dominavam até mesmo a linguagem, tingirem de feminino todos os substantivos femininos que se referem à violência. Assim, eles fizeram a guerra feminina. Feminino são as batalhas, as armas, as balas, a bomba atômica. Até as flechas envenenadas dos nativos são femininas. E a pólvora. São femininas a pobreza, a escravidão e a derrota.

O arrojo, o heroísmo e o orgulho foram reservados para eles, os homens. São masculinos. E no entanto, é nos lagos do feminino que os conceitos mais nobres da Humanidade são reproduzidos, como a paz e a esperança, junto com a criatividade, a arte e a cultura. Feminina é a vida. São as mãos que curam, abraçam e nutrem. A luz é mulher, assim como a poesia.

O mundo escureceu quando os homens masculinizaram os deuses que se tornaram violentos. A religião foi sempre feminina até que alguém a transformasse em um instrumento de poder e prevaricação contra os mais frágeis. A política é feminina, assim como a democracia. E no Brasil, poderão ser as mulheres que devolverão a esperança a esta sociedade amargurada e irritada. A liberdade, como a igualdade, é profundamente feminina, e as mulheres brasileiras estão lutando para que não acabem profanadas nas garras da intolerância, que é a bandeira de todos os famintos e sedentos de violência.

Se a semana começa com Paulinho e Amélia na vitrola do Bahia em Pauta, começa bem. Escute e confira.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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