mar
31
Posted on 31-03-2009
Filed Under (Artigos) by bahiaempauta on 31-03-2009

Aposentados: uma aposta de risco
OPINIÃO

O GRITO DOS APOSENTADOS

* Milton Dallari

“Os aposentados brasileiros estão à deriva. Por mais que lutem para se manter ativos, e vivos, convivem com o pesadelo da falta de assistência médica e de benefícios insuficientes para cobrir suas necessidades mínimas. E o governo, às voltas com a falta de recursos e com a queda da arrecadação, vai empurrando o problema com a barriga, enquanto milhares de idosos sofrem nas filas de hospitais públicos (e até mesmo privados) ou são literalmente jogados em asilos de péssima qualidade.

O alerta vale também para os trabalhadores que estão deixando a ativa e se preparando para requerer a aposentadoria. Quem não teve a oportunidade, ou a percepção, de acumular uma reserva financeira durante sua vida profissional, terá obrigatoriamente que viver do que receber do INSS, um ganho que, com o passar dos anos, vai perdendo o valor original, já que a correção anual do benefício para quem ganha acima de um salário mínimo mal consegue cobrir a inflação.

O grito dos aposentados é justo e a realidade traduz a incapacidade do governo de lidar com o explosivo aumento do número de idosos, resultado tanto dos avanços da medicina como de hábitos saudáveis que fizeram aumentar a expectativa de vida.

A primeira desilusão do trabalhador, após décadas de contribuição, envolve o valor do benefício. Mesmo que tenha contribuído pelo teto – sobre dez salários mínimos –, jamais se aposentará com esse valor. Além dos descontos usuais, o golpe maior envolve o chamado fator previdenciário, um desconto que será tanto mais elevado quanto maior for a diferença entre a idade do pedido de aposentadoria e a expectativa de vida calculada pelo IBGE, hoje em cerca de 72 anos.

O fim desse “fator”, que corrói o benefício, está em um projeto de lei, o 3.299/2008, que tramita na Câmara. Dizem os congressistas envolvidos nessa questão que há grandes chances de que seja aprovado. Já um outro projeto, o 01/07, que estende o reajuste anual do salário mínimo a todas as aposentadorias, independentemente do valor, continua fora das prioridades do Congresso. Na mesma linha, também tramitando lentamente e com pouca chance de aprovação, há um terceiro projeto, o 4.434/08 – que obriga o INSS a manter uma paridade constante entre o valor da aposentadoria e o número de salários mínimos recebidos na época de concessão do benefício.

A expectativa maior está mesmo no fim do fator previdenciário e sua substituição por um sistema batizado de 85/95. De acordo com o ministro da Previdência, José Pimentel, está quase batido o martelo em torno desse mecanismo, pelo qual a aposentadoria seria concedida quando a soma da idade com o tempo de contribuição resultasse em 95 anos para os homens e em 85 para as mulheres. As primeiras avaliações sobre o mecanismo são positivas, embora seja sempre aconselhável uma análise mais profunda. É provável que o governo insista em manter uma idade mínima – de 60 anos para homens e 55 para mulheres.

Várias manifestações de aposentados pipocaram pelo país durante o mês de março, mas seu grito teve pouca repercussão na mídia. Mesmo com todas as promessas do presidente Lula, o fato é que qualquer decisão que signifique aumento de gastos assusta as autoridades econômicas, em especial nesse momento de crise.

Mesmo assim, temos que lutar pela recuperação do poder aquisitivo das aposentadorias. A maioria dos idosos que tentam fugir do péssimo atendimento dispensado pelo SUS não está mais conseguindo pagar um plano de saúde e comprar medicamentos. A questão dos planos de saúde merecerá adiante um artigo especial. Muitos deles estão mergulhados em dívidas e por isso descredenciando hospitais e laboratórios, além de cobrar mensalidades cada vez mais elevadas.

Essa é a realidade de nossos aposentados. Sugiro que o Ministério da Saúde faça uma pesquisa nesse segmento da população. Ela deverá escancarar a angústia dos idosos”.

*Milton Dallari é conselheiro da Associação dos Aposentados da Fundação Cesp e diretor administrativo e financeiro do Sebrae-SP
Tels.: (11) 3266-6088 www.libris.com.br

mar
30
Posted on 30-03-2009
Filed Under (Artigos) by bahiaempauta on 30-03-2009


No vídeo a seguir, que encerra este 30 de março, marcado por perdas severas para a arte da música (Maurice Jarre) e do humor (Ankito) no cinema, um registro impagável do alegre palhaço da chanchada nacional que morreu hoje no Rio de Janeiro. Uma mostra do talento cômico de Ankito, que engordou as bilheterias das casas de exibição do País em interpretações ingênuas e escrachadas mas que calavam fundo na alma popular. Aqui Ankito contracena com uma diva da chanchada:Renata Fronzi.Curtam e sintam saudades! (Vitor Hugo Soares)

mar
30
Posted on 30-03-2009
Filed Under (Artigos) by bahiaempauta on 30-03-2009

Uma legenda do riso

Vitimado por um câncer no pulmão morreu nesta segunda-feira, (30/03), aos 85 anos, o ator Ankizes Pinto, o consagrado Ankito da chanchada nacional, a fase dos filmes de humor que fizeram grande sucesso e alegraram gerações nos anos 50, e começo dos anos 60, até a eclosão do golpe militar de 64, que depôs o presidente João Goulart.
Apesar da grave doença que sofria, diagnosticada há um ano e meio, o alegre palhaço do cinema seguiu fazendo o brasileiro sorrir no programa humorístico “Zorra Total”, até dois meses atrás, quando sua moléstia se agravou e ele teve que retirar-se de cena. Ankito era o Ursinhor do programa do da Rede Globo de Televisão apresentado nas noites de sábado.
O primeiro trabalho de Ankito no cinema foi no filme “É fogo na roupa”, de 1952, que tinha a cantora Emilinha Borba e a vedete Virginia Lane, entre outros, no elenco. Mas o ator começou sua carreira no circo. Nascido em São Paulo, em 1924, Ankito conviveu com o universo circense desde a infância, já que seu pai e seu tio atuavam como palhaços. Aos sete anos, o ator estreou no picadeiro, fazendo acrobacias e, mais tarde, guiando motocicleta no “globo da morte”.

Nos anos 1940, Ankito começou a se apresentar como acrobata no Cassino da Urca e, em seguida, ingressou no teatro. Em 1951, o ator chegou aos cinemas e em 1952, à televisão. Na tela grande, Ankito trabalhou em cerca de 30 filmes e chegou a substituir Oscarito, com quem não raramente era confundido, fazendo dupla com Grande Otelo em filmes como “Pistoleiro Bossa Nova” (1959) e “Um candango na Belacap” (1961). Na televião, Ankito também trabalhou nas séries “Carga pesada”, “Amazônia – De Galvez a Chico Mendes”, “Sob nova direção” e “Engraçadinha, seus amores e seus pecados”, além novela “Alma gêmea”.
A viúva do ator, Denise Casaes, informou que a causa da morte, segundo os médicos, foi uma neoplasia pulmonar. E que o marido só parou de trabalhar há dois meses, quando o quadro se complicou..Na noite de domingo (29), ele passou mal e foi levado para o Hospital Pedro Ernesto, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, onde morreu nesta segunda. O enterro de Ankito está marcado para as 11h desta terça-feira (31) no Cemitério do Catumbi., no Rio de Janeiro.
A difícil arte de fazer rir fica mais pobre ainda no País.
(Vitor Hugo Soares)

mar
30
Posted on 30-03-2009
Filed Under (Artigos) by bahiaempauta on 30-03-2009

Virgin Megastore: mais um símbolo americano se vai

CRÔNICA DE SAN FRANCISCO

SUSTO NA PORTA DO PARAÍSO

Regina Soares*

Sábado, como de costume, tomei meu trem e desci no centro de San Francisco. Gosto de andar na cidade, ver as novidades, respirar o ar de descontração e otimismo que ‘Frisco” sempre emanou. Uma das minhas primeiras paradas é na loja de discos (será que ainda se pode chamar assim?) Virgin Megastore, enorme, majestosa, para quem, como eu, adora musica: PARAÍSO!

Qual não foi o meu susto ao ver os enormes, quase tao grandes quanto a loja, cartazes que anunciavam o iminente fechamento dequele que era um dos últimos locais onde se podia escutar e comprar a parafernalia musical, alimento da alma, dos sentidos, razão de viver de muitos. Não podia acreditar no que via, não quero nem mencionar como me sentia, nem da tristeza e raiva que me possuiam.

Entrei para ver o que podia “salvar” e fiquei sabendo que 6 Virgin Megastores vão fechar até o começo do verão, Junho por aqui. A primeira seria a carro-chefe na deslumbrante Time Square de Nova York. Aparentemente, apesar da indústria ainda render lucros ( Union Square gera um lucro de $40 milhões de dólares),e é de se imaginar que alguém ainda compra CDs, o local onde estas lojas estão situadas valem muito mais do que as lojas em si e seriam fechadas para dar lugar a novos locadores que pagariam o alto preço do aluguel da área.

Estima-se que mais de 1060 empregados serão despedidos em todo Pais. O que mais me preocupa é saber que geralmente lojas fecham porque seu negócio vai mal, mas, de acordo com as informações na media, não era este o caso de Virgin. Seria porque ela é uma das últimas no negócio da música gravada ainda se segurando nas pernas? Quando Virgin fechar em NY, San Francisco, e outras cidades do país, não restará nenhuma grande loja dedicada à música.

Quem quiser encontrar uma variedade de seleção de CDs, música clássica, música internacional, ou qualquer uma fora do ordinário, será forçado a pesquisar na Internet, o que pode até parecer ás vezes eficiente, mas não poderá nunca equiparar-se à coveniencia e o prazer de simplesmente entrar numa loja com uma megaseleção de raridades e variedades que estavamos costumados a encontrar nesse PARAÍSO.

Um pesadelo americano que nenhuma crise consegue explicar!

*Regina Soares, advogada formada pela UFBA, vive em Belmont, área da Baia de San Francisco, costa oeste dos Estados Unidos.

mar
30
Posted on 30-03-2009
Filed Under (Artigos) by bahiaempauta on 30-03-2009


Este site-blog vacila na escolha de uma só música em seu tributo a Maurice Jarre, um dos gênios maiores e mais prolíficos da música do cinema de todas as épocas, que partiu hoje.Na dúvida ficamos com este vídeo, que reúne fragmentos dos maiores sucessos de Jarre, começando pela trilha sonora de “Doutor Jivago” , filme de David Lean que deu o primeiro Oscar da carreira do músico nascido na francesa Lyon e naturalizado americano na hollyoodiana Los Angeles. O vídeo deixa um gosto de “quero mais” na última nota. Quem sabe a gente volta com Jarre mais tarde! (Vitor Hugo Soares)

mar
30
Posted on 30-03-2009
Filed Under (Artigos) by bahiaempauta on 30-03-2009

Despedida de um gênio/EFE

Maurice Jarre, o notável compositor de origem francesa nacionalizado americano, autor de algumas das mais notáveis trilhas musicais do cinema – “Doutor Jivago” (1965), “Lawrence da Arábia”(1962) e “Passagem para a Índia” (1984)-, morreu na madrugada deste domingo (29), aos 84 anos, em Los Angeles, vitimado por um câncer.

Jarre, além de detentor de uma produção musical invejável, passará para a história por ter conquistado três estatuetas do “Oscar”, prêmio máximo da Academia de Artes de Hollyood , como autor das trilhas sonoras destas três películas, sucessos mundiais de critica e de público, todas elas dirigidas pelo cineasta David Lean. A morte do maestro e compositor foi confirma na manhã desta segunda-feira(30) , pelo agente de seu filho, Jean Michel Jarre, pioneiro da música eletrônica.

Na história do cinema nenhum outro compositor recebeu três estatuetas de Hollywood, láureas às quais Jarre soma, entre outros, quatro Globos de Ouro, além do Urso de Ouro que ele recebeu em fevereiro passado no Festival de Berlim, onde aconteceu a sua última aparição pública antes do câncer acabar com a vida do músico genial. Nunca antes Berlim havia outorgado este galardão a um compositor.

Requisitado por grandes diretores de Hollywood, Jarre recebeu nove nominações para o Oscar e 11 para o Globo de Ouro, prêmio maior da crítica. O adeus de um mestre de obra imortal.
(Vitor Hugo Soares)

mar
30
Posted on 30-03-2009
Filed Under (Artigos) by bahiaempauta on 30-03-2009

Lembrando da Bahia ás margens do Charles river

Rosane Santana, jornalista, escreve de Boston (EUA)

“VIVA A BAHIA – Passeava de carro, domingo a noite, pelas ruas de Boston, onde a primavera se anuncia aos poucos na brisa amena que vem do Charles River, rio que corta a cidade, e nas folhas que estÃo voltando, depois de um inverno rigoroso que deixa a paisagem, como sempre, completamente nua. O relogio digital do carro marcava 8:30 PM e eu estava sintonizada na NPR News & Music for Western New England (FM88.5), habito que adquiri na Harvard University. De subito passei a ouvir uma voz (lingua) muito familiar até que, em alguns segundos, a ficha caiu. Era Caetano Veloso cantando a belissima “Lindeza”, composição dele em parceria com Pedro Aznar. “Coisa linda, lua lua lua lua
Sol palavra dança lua, pluma tela petala”. É como se eu estivesse passeando pela orla de Salvador.Viva a Bahia. Por acaso, era 29 de marco”.

mar
29
Posted on 29-03-2009
Filed Under (Artigos) by bahiaempauta on 29-03-2009

“Peões” da construção em Salvador

MEMÓRIA

A PRESENÇA DE UM MILITANTE

Washington de Souza Filho *

Era um comemorativo 29 de março, data da fundação da cidade de Salvador. Washington José de Souza, militante histórico do PCdoB e combativa liderança do movimento sindical baiano, morria aos 73 anos. A lembrança da sua vida, a memória da sua atuação política, é a recordação da importância de homens, que conscientes da necessidade de transformação da sociedade dedicam o seu esforço em torno deste objetivo. Uma realidade demonstrada nesta semana pelos trabalhadores da construção civil da Bahia.

Dez anos depois da sua morte, a Bahia e o Brasil são lugares diferentes. São mudanças das quais não ele participou, mas que sempre lutou para ocorressem.Washington era uma daquelas velhas lideranças que sempre esteve na frente de combate, entre os que acreditavam que a mobilização popular era a alternativa para o desenvolvimento do País e a melhoria de vida da população. O Golpe de 64 abateu sonhos e atraiu a repressão dos que quiseram o cerceamento da liberdade de expressão e manifestação.A ira dos repressores não diminuiu a sua disposição, a força para buscar as mudanças.

Apesar de cassado, pelo Ato Institucional número 2, editado em abril de 1964, não sucumbiu, mesmo com os direitos políticos suspensos por dez anos, cumpridos até o fim. A restrição que o impediu, inclusive, de poder trabalhar, regularmente, não o afastou da militância política. As dificuldades foram muitas, só conhecidas por quem, como ele, teve de enfrentar as contradições surgidas no combate ao regime militar.

A jornada, longa, encerrada com o afastamento dos militares, em 1985, foi marcada por sucessivas prisões e ameaças, registradas pelos órgãos de repressão, que o mantiveram sob vigilância até 1992, na vigência de um governo formado por civis, eleito pela maioria dos votos dos brasileiros. Este período, porém, é o que demonstra a última contribuição deste importante líder sindical, como pôde ser verificada no último acordo dos trabalhadores da construção civil da Bahia.

Pela primeira vez na Bahia, a categoria realizou uma negociação com a adesão de 100 mil trabalhadores de todo o Estado, um fato histórico em relação ao movimento sindical baiano.O primeiro grito se ouviu em 89, com a intitulada “Revolta dos Peões”. Sob a liderança de Washington, os trabalhadores da construção civil deixaram os canteiros das obras e nas ruas de Salvador anunciaram a sua força.

A negociação concretizada representa um legado da atuação consciente de uma direção política que não sucumbiu aos desafios. A importância deste acordo estadual demonstra o valor de uma estratégia, ensinada com a paciência de quem aprendeu com os dissabores como é feita a luta política. A organização dos trabalhadores da construção civil em toda a Bahia foi a última tarefa, à qual o velho líder dedicou-se antes da morte.

A lembrança de Washington, dez anos depois, é feita em um momento de consternação, pela perda, no mês passado, da companheira solidária e mãe inesquecível dos filhos, Lourdes. Ela é imposta pela certeza de que foi um homem que escolheu um caminho e ao determinar o percurso manteve a convicção de militante – a de que as grandes conquistas dependem da disposição de lutar por elas, como fizeram os trabalhadores da construção civil 20 anos depois do primeiro grito.

*jornalista, professor da Faculdade de Comunicação da UFBa.(wasfilho@ufba.br)

mar
29
Posted on 29-03-2009
Filed Under (Artigos) by bahiaempauta on 29-03-2009


E para fechar musicalmente o dia e a participação do Bahia em Pauta nas celebrações dos 460 anos de fundação de Salvador, a escolha recai mais uma vez sobre Caetano Veloso. Agora ao lado do parceiro de Tropicália Gilberto Gil, ele interpreta “Tradição”, de sua autoria e com tudo a ver com a cidade da Bahia de um tempo que passou deixando saudades, apesar dos problemas de então, que a letra da canção que ficou mais conhecida como “A Garota do Barbalho” registra tão bem. O vídeo foi feito durante o show de 25 anos da Tropicália, em 25 de setembro de 1993, no Anhembi, em São Paulo. Curtam e boa noite! (Vitor Hugo Soares)

mar
29
Posted on 29-03-2009
Filed Under (Artigos) by bahiaempauta on 29-03-2009

O grito de Vila Brandão em Viena

Alcançaram vários países da Europa – e com grande intensidade – os apelos dos moradores da Vila Brandão, em Salvador, contra a ameaça de expropriação da área onde vive uma comunidade de 360 famílias, depois de 60 anos de posse pacífica. Ontem (28), durante a manifestação “contra a especulação financeira mundial”, que reuniu mais de 20 mil participantes em frente ao Parlamento da Áustria, em Viena, uma das faixas mais destacadas dizia:”Viva a Vila Brandão, ameaçada de expropriação em Salvador/Brasil”:

Os protestos se repetiram em Berlim, Frankfurt, Londres e Roma. Na Alemanha circulou abaixo-assinado em defesa das reivindicações da comunidade baiana. Vila Brandão está localizada no elegante bairro da Barra e ocupa uma das áreas mais valorizadas da capital baiana, considerada uma espécie de “filé mignon” da especulação imobiliária na terceira maior cidade do País, que hoje comemora 460 anos de fundação, sem conseguir resolver um de seus mais graves problemas urbanos e sociais: o habitacional.

O documento com pedido de adesão enviada pela Internet também para centenas de pessoas em várias regiões do Brasil ( http://www.ipetitions.com/petition/vilabrandao/) informa que A Vila Brandão é uma comunidade de 350 famílias , fundada nos anos 1940.
”De vida pacata e mais ou menos tranquila”. Habitada por domésticas, funcionários públicos, pescadores, pedreiros, artistas estrangeiros, estudantes, professores…
Hospitaleira, aberta para todos os vizinhos. Zeladora da natureza, das plantas, da fauna, e do mar… fazendo ali uma das poucas áreas preservada, cuidando do verde necessário para essa cidade!”, assinala o texto do abaixo-assinado

De acordo ainda com o documento, ainda assim a comunidade esta sempre envolvida em alguma briga. “E na briga atual tem grandes e poderosos envolvidos”, pois envolve uma área total de 17.700 m2 numa das melhores localizações de Salvador (não é só a Vila Brandão, mas toda a área verde da Ladeira da Barra” . Os moradores da comunidade pagam o IPTU, em sua maioria já há muitos anos , mas se sentem ameaçados de expropriação de sua área de moradia, desde que a administração do prefeito João Henrique, ainda em seu primeiro mandato, conseguiu a aprovação pela Câmara de Vereadores do novo PDDU, que libera gabaritos e permite a construção de altos e sofisticados edifícios na beira do mar.

__._,_.___

Pages: 1 2 ... 2530 2531 2532 2533 2534 ... 2550 2551

  • Arquivos

  • Janeiro 2021
    S T Q Q S S D
    « dez    
     123
    45678910
    11121314151617
    18192021222324
    25262728293031