mar
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Posted on 31-03-2009
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Harmonia em Massachusetts/ Foto Rosane Santana

*Rosane Santana escreve :

VIDA REAL-O antigo e o novo convivem harmonicamente em Massachusetts, onde começou a história dos Estados Unidos, desde a Revolução Americana de 1776, que influenciou o resto da América, tendo Boston como Banker Hill. No detalhe, foto da torre do City Hall (Prefeitura) de Worcester, segunda maior cidade do estado, ex-capital de Massachusetts. A primavera se anuncia no céu de azul límpido, apesar de temperaturas ainda baixas, embora o clima seja de tristeza com a crise americana. Mas que ninguém se engane, sobretudo aqueles movidos pelo antiamericanismo: “As Vinhas da Ira”, (clássico da literatura, de autoria de John Steinbeck) uma saga da Depressão dos anos 30, como ocorre agora, aclamada na literatura e no cinema, como lembra o renomado historiador John Lukacs, mostrou norte-americanos dos mais pobres, os Okie, migrando para o Oeste em automoveis. É isso ai, a realidade evoluiu para melhor: em plena crise, é posssível adquirir um Cadilac, Buick, Linconl e Mustang, em perfeito estado, por apenas $ 5 mil. E isso faz a festa dos imigrantes latinos, que preferem o tsunami de Obama à marolinha de Lula.
Rosane Santana, jornalista, mora em Boston (EUA)

mar
31
Posted on 31-03-2009
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Mercedes Sosa em recente turnê

Depois de suspender, na semana passada, o espetáculo de apresentação de seu novo disco, “Cantora”, em razão de uma gripe, a famosa intérprete argentina Mercedes Sosa, 73 anos, foi internada ontem no Sanatório de La Trindad, em Buenos Aires, com pneumonia e desidratação. A notícia sobre o agravamento do estado de saúde da mais popular cantora argentina, das últimas três décadas, foi confirmada hoje pela gravadora da artista, a Sony Music.

Em dezembro do ano passado, Mercedes Sosa esteve na Bahia e se apresentou no memorável espetáculo “Canto Geral”, realizado no Teatro Castro Alves, de Salvador, que marcou a agenda cultural da reunião de cúpula dos chefes de Estado do Mercosul, no balneário de Sauípe, litoral norte. “La Negra”, como é carinhosamente chamada em seu país, se apresentou ao lado do baiano Carlinhos Brown e alguns dos maiores músicos e intérpretes da América Latina.

PNEUMONIA PREOCUPA

Os problemas atuais de saúde de Mercedes Sosa começaram quinta-feira, da semana passada, com uma prosaica gripe, da qual a cantora não conseguiu recuperar-se. Por este motivo seus  familiares decidiram interna-la no hospital de La Trinidad, na capital federal. Ali, os médicos realizam uma bateria de análises clínicas. A cantora está recebendo “os cuidados necessários para fazer frente à pneumonia que a levou ao hospital”, segundo o jornal “El Clarin”. Ao lado disso, no centro de saúde, os especialistas trabalham para reverter o quadro agudo de desidratação de que Mercedes Sosa também padece.

“La Negra” suspendeu na semana passada uma atuação em Buenos Aires para apresentar seu disco mais recente: “Cantora”. O album é o primeiro de dois discos de duetos, dos quais partiicipam artistas como Juan Manuel Serrat, Shakira e Julieta Venegas, entre outros.

Esta não é a primeira vez que a saúde afasta a grande cantora argentina do palco: em 2003, a artista nascida na provincia de Tucumán sofreu um problema cardíaco – agravado por uma depressão -, que a obrigou a retirar-se por largo período de tempo. Mercedes Sosa voltou a cantar há dois anos em uma turnê pelo México e Chile.

(Vitor Hugp Soares)

mar
31
Posted on 31-03-2009
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mar
31
Posted on 31-03-2009
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Benício del Toro, el Che na tela

Primeira Crítica/Cinema

CHE, HERÓI E LEGENDA

JC Teixeira Gomes

Se alguém ainda tivesse dúvidas sobre a imponência histórica da figura de Guevara, o filme CHE, de Steven Soderbergh, em exibição em todo o país desde sexta-feira, se encarregaria de dissipá-las. O que ali aparece não é herói idealizado pela visão romântica emoldurada nas camisetas do culto juvenil, mas, sim, o revolucionário de grandeza épica, capaz de superar uma avassaladora asma, agravada na umidade das florestas densas, para combater e expulsar de Cuba uma tirania indigna. O herói asmático que vence suas deficiências respiratórias no inferno selvático é categoria inédita na história universal, e não tem paradigma literário.

O Che aparece no filme em dimensão integral: não apenas o comandante vitorioso movido pelo ímpeto libertário, mas também o intelectual preparado e competente, capaz de desafiar na ONU o poder dos Estados Unidos para fustigar, em análises lúcidas a que não faltava a paixão revolucionária, as mazelas que o capitalismo espalhava pela América Latina. David fustigando Golias em seus redutos de dominação ideológica, com a voz potente dos destituídos tornados indomáveis no confronto com a opressão.

Muitos méritos possui o filme, entre os quais (e talvez o mais destacável) o de mostrar a extrema dificuldade que foi a da luta revolucionária, fato que as imagens revelam com bem maior eloquência que os registros dos livros, por mais candentes que sejam ou tenham sido. Aprendemos coisas que nunca nos haviam mostrado sobre a dureza dos combates. A Revolução Cubana surge na tela como uma saga de bravos que planejavam com competência suas ações, lutando contra um exército repressor e bem aparelhado, e não como um grupo de barbudos improvisados, enaltecidos pelas fantasias do clima hippie dos anos sessenta, misturando revolução com romantismo e maconha.

Para os obstinados fidelistas, o filme traz uma vantagem adicional: mostra como a longa permanência do lider guerrilheiro no poder encontra amparo na magnitude da luta que foi necessária para tomá-lo, contra a idéia de um mero apego caudilhesco, tão ao sabor das tiranias latino-americanas e seus chefes corrompidos. Quem construiu aquele tesouro tinha o direito de preservá-lo. E deixa claro o que os revolucionários a toda hora repetiam, no contexto dos diálogos entre suas lideranças: derrubar Bautista não era perpetrar mais um golpe de Estado, mas, sim, promover uma revolução autêntica. Fato que o absoluto apoio do povo, quando as cidades começaram a ser tomadas, depois da longa e incerta conflagração na Sierra Maestra, prova ter sido a mais compensadora da recompensa aos heróis, o troféu maior para tantos sacrifícios e tantas vidas tombadas.

J.C. Teixeira Gomes, escritor e jornalista, membro da Academia de Letras da Bahia. É autor dos livros “Glauber, este vulcão”; “Assassinos da Liberdade”(romance), “Memória das Trevas” e “Gregório de Mattos, o Boca de Brasa.”

mar
31
Posted on 31-03-2009
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Na manifestação promovida esta semana, na Avenida Paulista (SP), pelas principais centrais sindicais do País, no chamado Dia Mundial Contra a Crise – que espalhou protestos de rua por todas as partes do planeta – uma faixa conduzida pelos manifestantes chamava particularmente a atenção de quem observava o protesto à distâcia.

Dizia simplemente: “Não apoiamos a crise”.

Era só o que faltava!

Que além de braço ostensivo de apoio e amém ao governo federal, os sindicatos da CUT e Força Sindical ainda saissem  às ruas para aprovar a “marolinha”.

Que falta fazem Stanislaw Ponte Preta (jornalista Sérgio Porto) e seu FEBEAPÁ no Brasil dos dias que correm.

(Vitor Hugo Soares)

mar
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Posted on 31-03-2009
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Aposentados: uma aposta de risco
OPINIÃO

O GRITO DOS APOSENTADOS

* Milton Dallari

“Os aposentados brasileiros estão à deriva. Por mais que lutem para se manter ativos, e vivos, convivem com o pesadelo da falta de assistência médica e de benefícios insuficientes para cobrir suas necessidades mínimas. E o governo, às voltas com a falta de recursos e com a queda da arrecadação, vai empurrando o problema com a barriga, enquanto milhares de idosos sofrem nas filas de hospitais públicos (e até mesmo privados) ou são literalmente jogados em asilos de péssima qualidade.

O alerta vale também para os trabalhadores que estão deixando a ativa e se preparando para requerer a aposentadoria. Quem não teve a oportunidade, ou a percepção, de acumular uma reserva financeira durante sua vida profissional, terá obrigatoriamente que viver do que receber do INSS, um ganho que, com o passar dos anos, vai perdendo o valor original, já que a correção anual do benefício para quem ganha acima de um salário mínimo mal consegue cobrir a inflação.

O grito dos aposentados é justo e a realidade traduz a incapacidade do governo de lidar com o explosivo aumento do número de idosos, resultado tanto dos avanços da medicina como de hábitos saudáveis que fizeram aumentar a expectativa de vida.

A primeira desilusão do trabalhador, após décadas de contribuição, envolve o valor do benefício. Mesmo que tenha contribuído pelo teto – sobre dez salários mínimos –, jamais se aposentará com esse valor. Além dos descontos usuais, o golpe maior envolve o chamado fator previdenciário, um desconto que será tanto mais elevado quanto maior for a diferença entre a idade do pedido de aposentadoria e a expectativa de vida calculada pelo IBGE, hoje em cerca de 72 anos.

O fim desse “fator”, que corrói o benefício, está em um projeto de lei, o 3.299/2008, que tramita na Câmara. Dizem os congressistas envolvidos nessa questão que há grandes chances de que seja aprovado. Já um outro projeto, o 01/07, que estende o reajuste anual do salário mínimo a todas as aposentadorias, independentemente do valor, continua fora das prioridades do Congresso. Na mesma linha, também tramitando lentamente e com pouca chance de aprovação, há um terceiro projeto, o 4.434/08 – que obriga o INSS a manter uma paridade constante entre o valor da aposentadoria e o número de salários mínimos recebidos na época de concessão do benefício.

A expectativa maior está mesmo no fim do fator previdenciário e sua substituição por um sistema batizado de 85/95. De acordo com o ministro da Previdência, José Pimentel, está quase batido o martelo em torno desse mecanismo, pelo qual a aposentadoria seria concedida quando a soma da idade com o tempo de contribuição resultasse em 95 anos para os homens e em 85 para as mulheres. As primeiras avaliações sobre o mecanismo são positivas, embora seja sempre aconselhável uma análise mais profunda. É provável que o governo insista em manter uma idade mínima – de 60 anos para homens e 55 para mulheres.

Várias manifestações de aposentados pipocaram pelo país durante o mês de março, mas seu grito teve pouca repercussão na mídia. Mesmo com todas as promessas do presidente Lula, o fato é que qualquer decisão que signifique aumento de gastos assusta as autoridades econômicas, em especial nesse momento de crise.

Mesmo assim, temos que lutar pela recuperação do poder aquisitivo das aposentadorias. A maioria dos idosos que tentam fugir do péssimo atendimento dispensado pelo SUS não está mais conseguindo pagar um plano de saúde e comprar medicamentos. A questão dos planos de saúde merecerá adiante um artigo especial. Muitos deles estão mergulhados em dívidas e por isso descredenciando hospitais e laboratórios, além de cobrar mensalidades cada vez mais elevadas.

Essa é a realidade de nossos aposentados. Sugiro que o Ministério da Saúde faça uma pesquisa nesse segmento da população. Ela deverá escancarar a angústia dos idosos”.

*Milton Dallari é conselheiro da Associação dos Aposentados da Fundação Cesp e diretor administrativo e financeiro do Sebrae-SP
Tels.: (11) 3266-6088 www.libris.com.br

mar
30
Posted on 30-03-2009
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No vídeo a seguir, que encerra este 30 de março, marcado por perdas severas para a arte da música (Maurice Jarre) e do humor (Ankito) no cinema, um registro impagável do alegre palhaço da chanchada nacional que morreu hoje no Rio de Janeiro. Uma mostra do talento cômico de Ankito, que engordou as bilheterias das casas de exibição do País em interpretações ingênuas e escrachadas mas que calavam fundo na alma popular. Aqui Ankito contracena com uma diva da chanchada:Renata Fronzi.Curtam e sintam saudades! (Vitor Hugo Soares)

mar
30
Posted on 30-03-2009
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Uma legenda do riso

Vitimado por um câncer no pulmão morreu nesta segunda-feira, (30/03), aos 85 anos, o ator Ankizes Pinto, o consagrado Ankito da chanchada nacional, a fase dos filmes de humor que fizeram grande sucesso e alegraram gerações nos anos 50, e começo dos anos 60, até a eclosão do golpe militar de 64, que depôs o presidente João Goulart.
Apesar da grave doença que sofria, diagnosticada há um ano e meio, o alegre palhaço do cinema seguiu fazendo o brasileiro sorrir no programa humorístico “Zorra Total”, até dois meses atrás, quando sua moléstia se agravou e ele teve que retirar-se de cena. Ankito era o Ursinhor do programa do da Rede Globo de Televisão apresentado nas noites de sábado.
O primeiro trabalho de Ankito no cinema foi no filme “É fogo na roupa”, de 1952, que tinha a cantora Emilinha Borba e a vedete Virginia Lane, entre outros, no elenco. Mas o ator começou sua carreira no circo. Nascido em São Paulo, em 1924, Ankito conviveu com o universo circense desde a infância, já que seu pai e seu tio atuavam como palhaços. Aos sete anos, o ator estreou no picadeiro, fazendo acrobacias e, mais tarde, guiando motocicleta no “globo da morte”.

Nos anos 1940, Ankito começou a se apresentar como acrobata no Cassino da Urca e, em seguida, ingressou no teatro. Em 1951, o ator chegou aos cinemas e em 1952, à televisão. Na tela grande, Ankito trabalhou em cerca de 30 filmes e chegou a substituir Oscarito, com quem não raramente era confundido, fazendo dupla com Grande Otelo em filmes como “Pistoleiro Bossa Nova” (1959) e “Um candango na Belacap” (1961). Na televião, Ankito também trabalhou nas séries “Carga pesada”, “Amazônia – De Galvez a Chico Mendes”, “Sob nova direção” e “Engraçadinha, seus amores e seus pecados”, além novela “Alma gêmea”.
A viúva do ator, Denise Casaes, informou que a causa da morte, segundo os médicos, foi uma neoplasia pulmonar. E que o marido só parou de trabalhar há dois meses, quando o quadro se complicou..Na noite de domingo (29), ele passou mal e foi levado para o Hospital Pedro Ernesto, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, onde morreu nesta segunda. O enterro de Ankito está marcado para as 11h desta terça-feira (31) no Cemitério do Catumbi., no Rio de Janeiro.
A difícil arte de fazer rir fica mais pobre ainda no País.
(Vitor Hugo Soares)

mar
30
Posted on 30-03-2009
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Virgin Megastore: mais um símbolo americano se vai

CRÔNICA DE SAN FRANCISCO

SUSTO NA PORTA DO PARAÍSO

Regina Soares*

Sábado, como de costume, tomei meu trem e desci no centro de San Francisco. Gosto de andar na cidade, ver as novidades, respirar o ar de descontração e otimismo que ‘Frisco” sempre emanou. Uma das minhas primeiras paradas é na loja de discos (será que ainda se pode chamar assim?) Virgin Megastore, enorme, majestosa, para quem, como eu, adora musica: PARAÍSO!

Qual não foi o meu susto ao ver os enormes, quase tao grandes quanto a loja, cartazes que anunciavam o iminente fechamento dequele que era um dos últimos locais onde se podia escutar e comprar a parafernalia musical, alimento da alma, dos sentidos, razão de viver de muitos. Não podia acreditar no que via, não quero nem mencionar como me sentia, nem da tristeza e raiva que me possuiam.

Entrei para ver o que podia “salvar” e fiquei sabendo que 6 Virgin Megastores vão fechar até o começo do verão, Junho por aqui. A primeira seria a carro-chefe na deslumbrante Time Square de Nova York. Aparentemente, apesar da indústria ainda render lucros ( Union Square gera um lucro de $40 milhões de dólares),e é de se imaginar que alguém ainda compra CDs, o local onde estas lojas estão situadas valem muito mais do que as lojas em si e seriam fechadas para dar lugar a novos locadores que pagariam o alto preço do aluguel da área.

Estima-se que mais de 1060 empregados serão despedidos em todo Pais. O que mais me preocupa é saber que geralmente lojas fecham porque seu negócio vai mal, mas, de acordo com as informações na media, não era este o caso de Virgin. Seria porque ela é uma das últimas no negócio da música gravada ainda se segurando nas pernas? Quando Virgin fechar em NY, San Francisco, e outras cidades do país, não restará nenhuma grande loja dedicada à música.

Quem quiser encontrar uma variedade de seleção de CDs, música clássica, música internacional, ou qualquer uma fora do ordinário, será forçado a pesquisar na Internet, o que pode até parecer ás vezes eficiente, mas não poderá nunca equiparar-se à coveniencia e o prazer de simplesmente entrar numa loja com uma megaseleção de raridades e variedades que estavamos costumados a encontrar nesse PARAÍSO.

Um pesadelo americano que nenhuma crise consegue explicar!

*Regina Soares, advogada formada pela UFBA, vive em Belmont, área da Baia de San Francisco, costa oeste dos Estados Unidos.

mar
30
Posted on 30-03-2009
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Este site-blog vacila na escolha de uma só música em seu tributo a Maurice Jarre, um dos gênios maiores e mais prolíficos da música do cinema de todas as épocas, que partiu hoje.Na dúvida ficamos com este vídeo, que reúne fragmentos dos maiores sucessos de Jarre, começando pela trilha sonora de “Doutor Jivago” , filme de David Lean que deu o primeiro Oscar da carreira do músico nascido na francesa Lyon e naturalizado americano na hollyoodiana Los Angeles. O vídeo deixa um gosto de “quero mais” na última nota. Quem sabe a gente volta com Jarre mais tarde! (Vitor Hugo Soares)

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