Seu Nelson: desde que o samba é samba…

=============================================

OPINIÃO CULTURAL / SEU NELSON

Nelson Cavaquinho, 100 anos

Maria Olívia Soares

Para festejar os cem anos de Nelson Cavaquinho, chega às lojas pela EMI o álbum duplo Degraus da Vida, idealizado e produzido pelo jornalista e pesquisador Rodrigo Faour. Com 28 composições do grande sambista, no CD estão as canções mais conhecidas de Seu Nelson, como Folhas Secas, imortalizada na voz de Beth Carvalho, Palhaço, interpretada por Dalva de Oliveira e Sempre Mangueira, em versão de Clara Nunes.

Além disso, o disco também inclui algumas composições raras, como Deus Não me Esqueceu, Sinal de Paz e Depois da Vida. “Ao iniciar a pesquisa para o disco, no final de 2009, eu me deparei com esses sambas menos conhecidos e fiquei bastante surpreso com a qualidade de suas letras. Eles nada devem aos clássicos do Nelson”, disse Faour em entrevista à Folha de São Paulo.

Entre o time de músicos que interpreta as canções e letras cheias de tristeza e sentimento do compositor, estão Elza Soares, Paulinho da Viola, Nora Ney e os ainda poucos conhecidos Germano Batista e Jurema Cavaquinho.
Outro destaque do registro é o encarte, uma verdadeira pérola, além das letras na íntegra inclui uma breve biografia do sambista, assim como a história de cada uma das composições. Esse Rodrigo Faour é danadinho. Outro dia, ele afirmou em entrevista ao Globo: “Vou passar o resto da minha vida fazendo isso, trabalhando pela música brasileira”. Emocionados, agradecemos.

Nelson Antonio da Silva nasceu no Rio de Janeiro, em 28 de outubro de 1911, na rua Maris e Barros, imediações da Praça da Bandeira. Tirou seu sorriso do caminho em 18 de fevereiro de 1986, abraçado a seu violão. Apesar de uma obra vastíssima e bela, deixou à sua companheira, Durvalina, minguada pensão do INSS e uma pequena casa da Cohab, no Jardim América. É assim que o Brasil trata seus filhos mais valorosos, uma pena.

Maria Olívia Soares é jornalista baiana, colaboradora do BP


=========================================================

OPINIÃO POLÍTICA

Responsabilidade pública

Ivan de Carvalho

Registrou ontem o blog Gama Livre, sediado no Distrito Federal, duas interessantes decisões judiciais, que podem não ser pioneiras no país, mas de qualquer forma representam dois pequenos passos na direção da afirmação da cidadania.

A primeira dessas decisões, já em grau de recurso, foi tomada, por unanimidade, pela 1ª Turma do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, onde a presidência e a ex-presidência não estão brigando e assim os demais desembargadores podem se concentrar em outros assuntos.

A decisão da 1ª Turma do TJDF manteve decisão da 1ª instância que condenou o Distrito Federal a pagar indenização, no valor de R$ 15 mil, a título de danos morais, a um homem que foi vítima de prisão ilegal durante 16 horas e 43 minutos (das 21h de 24 de novembro de 2009 às 13:43 horas do dia seguinte), na 26ª Delegacia de Polícia. O homem foi preso ao ir à delegacia registrar uma ocorrência referente a acidente de trânsito.

O Estado fez o possível para livrar-se da condenação. Basicamente alegou que a polícia civil prendeu o cidadão por existir mandado judicial de prisão contra ele. E de fato um mandado judicial nesse sentido fora expedido. Mas quando o cidadão foi preso, o mandado já havia sido revogado. O relator, que teve seu voto acompanhado pelos demais desembargadores da Turma, entendeu que a negligência dos agentes da Polícia Civil acarretou o dano e o nexo causal, configurando a responsabilidade civil do Distrito Federal.

O DF recorreu da decisão de 1ª instância, alegando, preliminarmente, ilegitimidade passiva, por se tratar de erro originário do Poder Judiciário e não da Polícia Civil. E, no mérito, alegou que os agentes da Polícia Civil agiram no estrito cumprimento de ordem judicial. Finalmente, alegou o Distrito Federal que a responsabilidade é da União, pois a prisão ilegal decorrera de erro do Poder Judiciário federal.

Nada disso funcionou. Os autos do processo continham documentos que mostravam que o decreto prisional já havia sido revogado e mesmo assim a prisão foi realizada, resultando daí a ilegalidade dela do ato dos agentes da Polícia Civil do DF, daí a responsabilidade deste.

Mais importante é que a 1ª Turma do TJDF, acompanhando o relator, entendeu que o Decreto nº 7.205/82 deu à Polinter a incumbência de organizar e manter atualizado o seu banco de dados para evitar erros. Assim, entendeu também que a culpa do DF está configurada na negligência de sua Polícia Civil em manter atualizado seu banco de dados, o que acarretou a prisão e o dano moral. (Nº do processo: 2010 01 1 024522-8).

Em outro processo, este ainda em primeira instância (1ª Vara da Fazenda Pública), o Distrito Federal foi condenado a pagar indenização de R$ 15 mil por danos morais e pensão vitalícia de um salário mínimo por danos materiais a um ciclista que caiu em um bueiro aberto, na cidade de Planaltina. Naturalmente cabe recurso.

O autor alegou que, em agosto de 2005 (que demora!) retornava para casa de bicicleta quando caiu em um bueiro que estava aberto sem qualquer sinalização de advertência. Sofreu sequelas permanentes na medula espinhal, impossibilitando-o de exercer suas atividades como trabalhador autônomo. Fez cirurgia no Hospital Regional de Planaltina, mas o atendimento aí foi tão ruim que teve seu problema agravado. Requereu indenização por danos morais no valor de 300 mil, além de pensão vitalícia de três salários mínimos mensais.

A defesa do DF alegou não existir comprovação de culpa do DF por estar o bueiro aberto e que o ciclista estava embriagado, daí sua culpa exclusiva pelo acidente. O laudo médico atestou a incapacidade do autor para o trabalho. Na sentença, a juíza afirmou que “o Poder Público faltou com o dever de manutenção e conservação dos bueiros localizados em vias públicas. O conjunto probatório demonstrou a ineficiência da fiscalização estatal em garantir segurança aos transeuntes ou motoristas que utilizam diariamente as vias públicas naquele local.”


===========================================================
Canção especial, cenário especial, dia especial.

Boa noite a todos

(VHS)


================================================
Celebrando o aniversário de Mariana , neste 19 de maio de 2011, vem de Psris a sugestão músical da colaboradora Regina Soares para começar o dia no Bahia em Pauta.

Ajudou também na escolha a simpática e típica parisiense que trabalha na recepção do hotel em Saint Germain de Prés. Além da famosa igreja, um dos cartões postais da cidade, lá pulsa o coração do Quartier Latin, das Escolas da Sorbonne , que fizeram de Saint-Germain um lugar de excelência da vida intelectual e cultural parisiense. Frequentaram os seus cafés e bares nomes como Boris Vian, Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Juliette Gréco, Miles Davis, Jean-Luc Godard, François Truffaut, Jacques Prévert, Alberto Giacometti e tantos outros filósofos, escritores, atores e músicos.

Segundo a moça do hotel, “esta canção de Gainsbourg e Birkin é a cara da França e de Paris”. Regina aprovou. Confira.

( VHS)

maio
19


==================================================

OPINIÃO POLÍTICA

Investigando o apagão

Ivan de Carvalho

O Ministério Público Federal acolheu o pedido de investigação encaminhado pelo deputado federal Antonio Imbassahy, presidente da seção baiana do PSDB, e determinou a instauração de inquérito civil para apurar as causas e fixar as responsabilidades no caso do apagão que, na noite do dia 3 e madrugada do dia 4 de fevereiro atingiu, por várias horas, com um restabelecimento progressivo da energia elétrica, oito Estados do Nordeste – Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí.

Como se recorda, na ocasião soube-se (sem que isso impedisse os desmentidos e as desconversas de sempre) que a presidente da República, Dilma Rousseff, foi avisada do desastre e telefonou para o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão – que a sono solto dormia, naturalmente sonhando com cordeirinhos pulando a cerca para dentro do seu quintal – para saber melhor do que se tratava e determinar que fizesse alguma coisa, já que até ali, fala-se, roncava.

A partir daí começaram a surgir hipóteses sobre as causas do incidente, predominando as hipóteses negativas, nenhuma, entretanto, mais negativa do que o próprio incidente. Negou-se inicialmente a hipótese de queda na geração de energia. Nem pensar. Toda a energia que devia ser gerada continuou sendo gerada normalmente.

Negou-se em seguida e sem demora que não ocorreu qualquer acidente com a rede de transmissão. Isso é uma coisa importante, pois esses apagões repentinos quase sempre são explicados com uma acusação às linhas de transmissão, ou melhor, aos raios que as partem. Um raio cai numa linha de transmissão, sempre o alvo prioritário (ou numa subestação, alvo alternativo) e pronto. Também foi descartada, como se fosse ou como sendo uma espécie de bobagem, a hipótese de que o apagão poderia ter sido provocado por um ataque cibernético, algum vírus da escuridão infiltrado nos computadores da Chesf.

Também vale registrar que no Brasil ainda não surgiu, como nos Estados Unidos, a hipótese não oficial, mas sobre a qual pesquisadores especializados – os ufólogos – insistem de que apagões podem ser provocados por naves alienígenas. Há o famoso caso do apagão que, há anos, atingiu praticamente toda a costa leste dos Estados Unidos durante duas horas e deixou o país estupefato.

Até hoje o incidente não foi satisfatoriamente explicado pelo governo, mas os testemunhos de que luzes estranhas ou naves iluminadas foram vistas sobrevoando as cataratas do Niágara (um das fontes cruciais de energia elétrica, principalmente na época em que o fato ocorreu) foram muito convincentes. As autoridades americanas, no entanto, negam, mas isto seria mesmo previsível, pois elas (como a de quase todos os países) negam tudo que se refira à presença de ETs na Terra.

Bem, o governo, por intermédio do diretor de Operações da Chesf, Mozart Bandeira Arnaud, deu como causa do apagão no Nordeste uma falha no sistema de controle e proteção do circuito eletrônico da subestação Luiz Gonzaga, em Jatobá, um município pernambucano. Note-se: uma coisa bem miudinha. Aliás, duas: a autoridade que fornece a explicação e a causa do apagão.

Creio que existe excelente justificação para o deputado Imbassahy, ex-presidente da Eletrobrás, pedir a investigação e para o Ministério Público Federal iniciá-la, em um esforço que talvez ajude os cidadãos a saírem das trevas a respeito das causas, imediatas e mediatas, desse apagão.

Mas, ah, se foi disco voador (ou se acontecer algum apagão em que seja algum UFO a causa) nem o MPF vai revelar. Arquiva-se o inquérito, por “absoluta falta de provas”.


==============================================

A canção para começar o dia no Bahia em Pauta vai para Mariana, madrinha e conselheira deste site blog, que hoje festeja aniversário em Paris. Isso, em si, já é felicidade, mas ela merece muito mais. E muito mais ( a começar por muitos aniversários como este) é o que os que fazem o BP desejam para ela. O resto já foi dito por Regina em sua crônica de ontem. E muito bem.
PARABÉNS, MARIANA!

(Vitor Hugo Soares)

maio
18
Posted on 18-05-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-05-2011

Celebração da vida em Paris

=============================================

CRÔNICA/ ANIVERSAIRE

Maio de Mariana e Paris

Regina Soares (De Paris)

Maio é um mês forte e bonito: Mães, namorados, noivados e casamentos, flores, chuvas, e Mariana são celebrados nesse mês do amor.Dessa vez, para celebrar a vida de Mariana, escolhemos um cenário espetacular, daqueles que traduzem sonhos realizados: PARIS!

Oh, là là là là là là!!!

É um velho sonho meu caminhar pelas ruas de Paris. Pois conhecer já conhecia, através de livros, fotos, filmes, canções, pratos deliciosos, vinhos inebriantes, roupas deslumbrantes e como cenário imaginário de meus romances, pois, cada vez que me apaixonava, para lá levava meus amores, como se aquele estado de espírito extasiante precisasse de um lugar específico para acontecer ou ser guardado, como se alí os romances fossem possíveis e infinitos.

Por um motivo ou outro o sonho foi adiado; para ser perfeito, o tempo também tinha que ser certo. A vida, no entanto vai nos ensinando que não existe “tempo certo” você o faz assim. Portanto, como num passe de mágica: Estou em Paris com Mariana para celebrar seu aniversário de vida e o encontro com a cidade dos meus sonhos.

Ninguém mais poderia me propiciar esse enorme prazer e companhia deliciosa. E aqui mais uma lição: o amor, nas suas formas mais diversas, nos prega truques e se mostra tão forte como naquela forma romântica do amor entre um homem e uma mulher…

A cidade luz é um “desbunde”, tudo que imaginei e muito mais… Estamos vivendo momentos incríveis, bebendo e comendo tudo a que temos direito, inebriadas de luz e essa vontade de sorver a vida em goles imensos. Paris não surpreende, é tudo que eu sonhava e muito mais. É uma cidade bege, ou melhor, para ser mais atual, nude. Nela tudo é harmonia e elegância e combina com o mais apurado bom gosto.

Tanto pra ver e andar, Louvre, Seine, Notre Dame, Champs Elysées, Madeleine, Arc de Triomphe, Montmartre, Sacre Coeur, Lido, Moulin Rouge, enfim, vocês já sabem desses lugares, mas a minha Paris, aquela que realmente me enleva, é a Paris do “meio da rua”. Sentar no Cafe, ver o tempo e as pessoas passarem sutilmente e com elegância. Minha Paris é meio embaçada pois a olho sempre com olhos marejados, é uma Paris que vejo com um mapa na mão e as lembranças de filmes sessão de gala na outra. Minha Paris é viagem repousante e bela, singular, iluminada e feliz.

C’est mon amour. C’est très bon!!!! Como Mariana!!!

Tim, Tim, à la vie!
Regina Soares, advogada, mora há décadas em San Francisco, Califórnia, onde se especializou em eleições americanas.
Em companhia da irmã, Mariana, que festeja aniverrsário amanhã (19/05), está em Paris.

maio
18


================================================
Clip realizado pelos alunos da EMEF Abilio Secundino Leite, Ferraz de Vasconcelos, como fechamento do Projeto Bossa Nova. Profª Arlete, Elisete e Gislaine.

Parabéns à turma por mostrar que, apesar dos pesares, a arte e o pensamento seguem vivos e resistem nas escolas brasileiras.

Bom dia!!!

(Vitor Hugo Soares)

maio
18
Posted on 18-05-2011
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 18-05-2011


==============================================

OPINIÃO POLÍTICA

Por um idioma pió

Ivan de Carvalho

Mas nós queria o que? Nós elegeu a quase uns nove ano um presidente da República que, falano ao ser dipromado pelo Tribuná Superiô Eleitorá, se gabou de que o único diproma que tinha era o diproma de presidente da Repúbrica. Essa gabulice, mermo não tendo a tenção de convencer os povo de que diproma escolar não selve pra nada, deve ter desestimulado muitas pessoa, principarmente os estudante, de chegar ao fim do curso e receber aqueles canudo escrito com aquelas letra bunitinha.

E foi assim que o presidente (ou prisidente, ajudem aqui minha gente, ou deixa prá lá, que a mulé falou no livro que tanto faz), que passou oito anos apregoano que chegou aonde estava sem estudar, sem fazer o segundo grau, que dirá a facurdade, deu uma grande ajuda pra prorrogação do anarfabetismo, que sua sucessora agora tá quereno consertá, botano no papé que deve sê erradicado (eita nome compricado) até 2020.

Mas enquanto isso não acontece, espalham pelas escola púbrica do país 2,5 milhões de exemplares do livro Por uma Vida Melhor, que ensina a língua portuguesa com erros de português. Ora, desde Luís de Camões que tá decretado que “a úrtima frô do Latio” é “incurta e bela”.
Mas o pobrema é que ultimamente, eu até diria nas úrtima quatro década, a qualidade do ensino público no Brasil está retirando a beleza do idioma e tornando-o mais incurto do que jamais Camões seria capaz de maginá. Mio que nóis tivesse ficado mesmo com os dialeto dos índio e dos afroascendentes que os home mau trouxeram prá trabaiá de graça e fazê fio pra fazê neto pra fazê bisneto pra mostrá capoeira pros turista.

Ninguém ia acha ruim falá os dialeto dos índio nem dos afroascendente, porque eles não tinha forma escrita e, por causa disso, ninguém ia podê dizer se uma palavra ou frase tava errada ou certa, porque se tornava tudo uma questão de pronúncia – de modo que as autoridade do Ministério da Educação podiam confundir o povo para desmoralizá os maledicente, alegano que a pronúncia tava certa e o sotaque é que era diferente. E sotaque é mesmo que língua presa – cada um tem o seu. Ou a sua. Quano tem.

Mas, mudano da água pro vinho, eu me alembro de Jesus. Ele é que tinha isso de mudar da água pro vinho. Mas o vinho entrou nessa história como Pilatos no Credo.

O convidado não é Pilatos, mas Jesus. Foi este que ensinou que o mal não é o que entra, mas o que sai da boca do homem. O que o homem fala. Ou, por extensão, escreve. Fundamentalmente, o que pensa, pois o que não pensa, não fala, nem escreve.

E se o governo, Ministério da Educação à frente, distribui livro às escolas ensinando a falar mal – e, por extensão, a escrever mal, pois quem se habitua a falar errado acaba pensando e escrevendo errado, acho que é hora de pedir socorro a Jesus.


=======================================
Para Regina e Mariana, em viagem real pela cidade de sonhos , e para todos os ouvintes e leitores do Bahia em Pauta, que podem sobrevoar Paris nas asas da belissima canção de Trenet.

BOA NOITE!!!

(vhs)

Pages: 1 2 ... 2302 2303 2304 2305 2306 ... 2489 2490

  • Arquivos

  • setembro 2020
    S T Q Q S S D
    « ago    
     123456
    78910111213
    14151617181920
    21222324252627
    282930