dez
29
Posted on 29-12-2010
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-12-2010

Lula: “nunca me chamaram de Excelência”

DEU NO IG
=====================================
Em sua última viagem oficial antes de deixar o cargo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a subir o tom contra a imprensa e governos que o antecederam. Num discurso em que evidenciou mais uma vez sua insatisfação com o tratamento que recebeu dos meios de comunicação durante o governo, Lula teceu sucessivos elogios a sua administração, comparou-se a chefes de Estado estrangeiros e disse que a imprensa lhe deve “desculpas”.

A cobrança veio em referência a notícias de que o governo teria dificuldade de cumprir a meta de chegar a 1 milhão de moradias contratadas por meio do programa Minha Casa Minha Vida, uma das bandeiras de campanha da presidenta eleita Dilma Rousseff.
Lula, que entregou apartamentos financiados programa em Salvador (BA), queixou-se logo na abertura de sua fala: “Alguns companheiros dos meios de comunicação disseram há algumas semanas que não íamos conseguir fazer o contrato de 1 milhão de casas. Talvez alguns estivessem acostumados com governos que ficavam sentados com a bunda na cadeira e não chamavam seus companheiros para cobrar o que tinham que cobrar”, disse Lula. “Deveriam pedir desculpas”, cobrou.

Lula voltou a dizer que “valeu a pena” ter passado oito anos no Palácio do Planalto. “Eles diziam que era difícil ser presidente. Mas é fácil, se você fizer exatamente o que o povo pede para você fazer”, disse. A passagem pelo Planalto, acrescentou, ainda lhe deu voz na cena internacional, enquanto chefes de Estado estrangeiros custavam para lidar com a crise econômica. Ainda assim, disse, não deixou de receber todos os representantes da sociedade. “Nunca me chamaram de excelência”, disse.

Lula relembrou a crise econômica e, em um auto-elogio, comparou o desempenho do Brasil frente a países desenvolvidos. “Foi gostoso passar pela presidência vendo os EUA, Europa, Japão em crise. (…) Foi um torneiro mecânico, pernambucano, presidente do Brasil, que soube lidar com a crise com sua equipe econômica”.

Em uma referência indireta ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Lula citou a última pesquisa sobre sua popularidade. “Enquanto uns com 2 anos de mandato já não tinha mais muro para pichar “fora não sei quem”, nós vamos terminar com 87% de aprovação”, disse.
Lula brincou ao dizer que não tem a intenção de disputar nenhum cargo no futuro e, portanto, pretende aproveitar as férias, quem sabe na Bahia. “Pode escrever, que Lulinha vem para arrasar no Carnaval. É Lulinha 2011”, disse o presidente, repetindo o discurso feito mais cedo no Ceará, de que “pobre também gosta de luxo”.
Emocionado, Lula voltou a afirmar que um bom governo não depende de diploma acadêmico, mas sim de líderes que saibam “enxergar” o que o povo mais precisa. “Valeu a pena ser presidente para provar que a inteligência não está ligada à quantidade de anos que passou em uma universidade. A inteligência de saber o que é prioridade é uma mistura de massa encefálica com o coração”.
Plateia

Lula entregou apartamentos de um conjunto habitacional do Minha Casa Minha Vida. A obra, entretanto, só deve ser concluída em dezembro de 2011. Antes de chegar à capital baiana, Lula telefonou a auxiliares, para pedir que esvaziassem suas gavetas no escritório que ocupou durante os últimos oito anos no Palácio do Planalto.

Wagner com Nilo: afinação e afinidades

===========================================

OPINIÃO POLÍTICA

A presidência da Assembléia

Ivan de Carvalho

“Crie as condições que eu lhe ajudo”. Isto foi o que o presidente da Assembléia, Marcelo Nilo – segundo ele mesmo contou, durante almoço, ontem, com jornalistas – ouviu do governador Jaques Wagner, quando lhe disse que queria o seu terceiro biênio (fevereiro de 2011 a fevereiro de 2013) como presidente da Assembléia Legislativa.

Marcelo Nilo deixou claro, embora implicitamente, que considera estarem criadas essas condições, uma vez que, somando o número de deputados estaduais dos partidos que o apóiam, chega-se ao total de 44, dos quais um é ele mesmo. Somente o PT, com 14 deputados e o PP, com cinco, totalizando 19, não formalizaram seu apoio até o momento.

O presidente da Assembléia insistiu em que esse apoio de 44 deputados representa a soma dos integrantes das bancadas dos partidos que o apóiam, tratando-se, portanto, de apoio formal. Ressalvou que, como a eleição para presidente e demais membros da Mesa Diretora é por voto secreto, existe evidentemente a possibilidade do apoio formal das bancadas não coincidir com os votos efetivamente dados.

O PP e o PT estão agindo articuladamente para se reforçarem mutuamente, mas aparentemente têm objetivos diversos. O PP, que a partir do dia 1º de janeiro terá um ministro baiano, o deputado Mário Negromonte, no importante Ministério das Cidades, quer fazer do deputado Ronaldo Carletto presidente da Assembléia. Já na bancada do PT o líder Paulo Rangel se colocou como possível candidato.

No entanto, o presidente estadual do PT, Jonas Paulo, disse esta semana que a candidatura do pedetista Marcelo Nilo é a que “agrega mais”, declaração que ajuda este deputado, mas que não se pode considerar reforço às pretensões declaradas de Ronaldo Carletto e Paulo Rangel, até pelo contrário.
É possível, porém, segundo se especula nos bastidores, que o PP e principalmente o PT visem a esta altura a dois objetivos:

1. O primeiro seria alterar a distribuição dos oito cargos da Mesa por bancadas, rigorosamente de acordo com a proporcionalidade, conforme já articulado por Marcelo Nilo. Na articulação de Nilo, a 1ª secretaria (segundo cargo em importância) está à disposição do PT, que é a maior bancada e a 1ª vice-presidência vai para o PMDB, que é a segunda maior bancada. Há quem pense que o PT e o PP querem tomar a 1ª vice-presidência do PMDB, partido que está na oposição ao governo do Estado. Tradicionalmente, a 1ª vice-presidência tem ficado com a oposição.

2. O outro objetivo seria um alvo já declarado pelo PT: obter uma proibição constitucional da hoje permitida reeleição dentro da mesma Legislatura. Isto impediria que Marcelo Nilo seja candidato à reeleição em fevereiro de 2013. A liderança da bancada petista sugeriu que o próprio Nilo fizesse a proposta da Proposta de Emenda Constitucional e a apoiasse. Ele disse que não. “Sou favorável, por definição, à reeleição. Ela existe no Brasil todo, não tem sentido acabar com ela aqui. Inclusive já utilizei essa possibilidade constitucional. Seria hipocrisia apresentar uma proposta extinguindo-a”, observou, reforçando: “Quem quiser que a apresente”. Se for apresentada, ele a fará tramitar normalmente, sem interferir politicamente. “Eu nem posso votar se estiver como presidente”, completou.

“O compromisso que assumi com o governador foi o de que o meu candidato a presidente da Assembléia em 2013 é o que a base governista indicar”, disse Marcelo Nilo.

dez
28
Posted on 28-12-2010
Filed Under (Artigos) by vitor on 28-12-2010

OPINIÃO POLÍTICA

Lula e liberdade de imprensa

Ivan de Carvalho

Neste espaço, ontem, escrevi sobre a atitude do ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, de despedir-se do cargo atirando contra a mídia, particularmente os jornais, e defendendo o seu projeto de regulação para o setor. Deixei claro que considero liberticida tal projeto – e qualquer outro que tenha a pretensão de balizar ou influenciar, seja por qual modo for, o conteúdo do que a mídia divulga.
Também afirmei que o presidente Lula partilha a disposição do ministro Franklin Martins de instituir algum tipo de controle sobre a informação. Martins fez críticas à informação dos jornais em relação ao desempenho do governo do qual ele participa e com esta crítica justificou, implicitamente, na entrevista que dava, o projeto que, disse, vai encaminhar à presidente eleita Dilma Rousseff.
Ora, se a crítica serve para justificar o projeto de regulação da mídia, sem o qual, segundo Martins, a “sociedade é que sairá perdendo”, é óbvio que o projeto, na imaginação e intenção do ministro, vai conduzir os jornais a darem tratamento diferente ao que deram durante o governo Lula às informações que divulgam sobre o governo. E, evidentemente, a muitos outros tipos de informação.
Isto seria cerceamento da liberdade de expressão, seria uma forma de censura – não dá para saber ainda se ostensiva ou de ação oblíqua – à imprensa.
Quando afirmei, ontem, que Lula partilha do projeto do seu ministro da Comunicação Social, fundamentei tal afirmação com a iniciativa presidencial de convocar para dezembro de 2009 uma Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que se realizou sem a presença de alguns dos principais atores do setor e recomendou a criação, por leis, de uma conselho federal e de conselhos estaduais de comunicação. Alguns conselhos estaduais já foram criados ou estão em fase de projeto ou, como é o caso da Bahia, de anteprojeto.
Vejo agora que não precisaria preocupar-me em fundamentar o apoio do presidente Lula à proposta de seu ministro. Aliás, tratando-se de coisa tão relevante na área da comunicação social, se o presidente estivesse em desacordo, claro que substituiria o auxiliar. Não o fez. E não se limitou, na implementação da proposta, a convocar a Confecom. Ontem, Lula declarou seu apoio explícito à regulação da mídia, que considerou “necessária”.
Deu uma explicação, que transcrevo: “Não defendo o controle da mídia, mas responsabilidade. Precisa parar de achar que não pode ser criticada, porque toda a vez que é criticada diz que é censura. Quando faz a matéria, diz que é liberdade de imprensa, quando recebe a crítica, diz que é censura”.
Ora, para criticar a imprensa, nem o presidente nem ninguém precisa de uma regulação da mídia. E a imprensa não diz (isso é o presidente que diz) que as críticas a ela são censura, cerceamento. Não são. A regulação proposta é. Prova disso: o Lula não explicou como seria exatamente a regulação que defende, mas afirmou que é preciso que os jornais publiquem informações da forma mais correta. E quem vai dizer qual é a forma mais correta? Os jornais e seus leitores, o Estado ou os tais “conselhos” criados pelo Estado?
Claro que se houver uma informação mentirosa ou errada e o caso for grave, vai constituir crime previsto no Código Penal e/ou dano material ou moral a ser ressarcido nos termos do Código Civil. Tudo com ajuizamento das ações adequadas e o devido processo legal.

dez
27
Posted on 27-12-2010
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-12-2010

Martins:tiroteio na despedida

===============================================

OPINIÃO POLÍTICA

Ministro sai atirando

Ivan de Carvalho

O segundo mandato do presidente Lula termina às 24 horas do dia 31 (embora ele permaneça decorativamente no cargo até passar a faixa à sucessora no dia seguinte) e um dos que saem com ele, ao contrário dos vários que ficam, é o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins. Em seu lugar será nomeada a jornalista Helena Chagas.
O ministro sai atirando – mais uma vez, na imprensa. Esta tem sido uma de suas três principais ações durante os quatro anos no cargo. Quanto às outras duas, foi bem sucedido em uma e, por enquanto, um fracasso na outra.

O sucesso aconteceu na tarefa de comandar a propaganda do governo. Realmente o governo termina muito bem avaliado pela grande maioria da população e uma parte disso certamente se deve ao direcionamento e utilização eficaz do pesado investimento feito na publicidade oficial.

A ação que até agora pode ser considerada um fracasso é a da implantação de uma rede de TV estatal. É verdade que o fracasso não é total. Martins atingiu o objetivo de criar a tevê estatal e, dado este primeiro passo, fica difícil prever o futuro dessa iniciativa, uma vez que o governo que assumirá em 1º de janeiro é de continuidade e poderá dar curso e ampliar o que foi iniciado nesse setor da televisão estatal. A questão é que, por enquanto, a audiência da tevê insiste em situar-se próxima de zero.

É claro que isso pode mudar, mas para ter audiência a TV Brasil, com seu nome tão patriótico, teria de adotar uma programação interessante, atraente e criativa e ao mesmo tempo capaz de – e não terá sentido nem justificativa se for diferente – contribuir para melhorar os níveis cultural e de instrução da população. Condições que está muito longe de atender.

Mais nos importa a outra preocupação do ministro Franklin Martins, a de atirar na imprensa na qual por longo tempo trabalhou com bastante destaque. Mas, no governo, entendeu de criar um perigoso “marco regulatório” para os veículos de comunicação social, uma regulação da mídia.

E o que surgiu dessa disposição, partilhada pelo presidente Lula, por palavras e atos (atos como a convocação de uma Confecom em dezembro de 2009 para sugerir, entre outras coisas, a criação de Conselhos estaduais e um conselho federal de comunicação), foram idéias que, se implementadas, têm o potencial de cercear seriamente a liberdade de expressão, sem a qual nenhuma outra se mantém.

Na hora da saída, o ministro Martins, em entrevista ao site Congresso em Foco, acusou a imprensa brasileira de ser “partidária”, de ter “má vontade” com o governo e de fazer “dobradinha” com a oposição. E disse que os grandes jornais, que chama de “jornalões”, vivem atualmente um “seríssimo problema de credibilidade”.

Acusou os jornais de distorcerem números favoráveis ao governo, disse que vão chegar ao fim do governo Lula “vendendo menos do que vendiam antes” e acrescentou que se o seu projeto de regulação da mídia, que vai encaminhar à presidente eleita Dilma Rousseff, não sair do papel, a sociedade vai ser a “mais prejudicada”. Então, tá.

Realmente houve uma diminuição na venda de muitos jornais nos últimos anos, mas esse é um fenômeno mundial, que certamente tem a ver com o surgimento e expansão da Internet e outros fenômenos gerais e não com suposto descrédito pelo tratamento dado ao governo Lula. Em todo caso, como Lula é uma personalidade mundial, quem sabe, pode ser…

Em Salvador, o único metrô aéreo do mundo

============================================

OPINIÃO

Salvador tumultuada

JC Teixeira Gomes

Em meu último artigo, prometi que completaria minhas impressões da bela Turquia, mas fiz então nova viagem, dessa feita à Polônia, e, no retorno, demorei-me cerca de um mês em Salvador.

Confesso que não gostei do que vi.

Sem meios-termos, devo dizer que a cidade me pareceu tumultuada e, em alguns aspectos, em processo de degradação urbana.

Possuo meus próprios critérios de investigação e o mais óbvio é ouvir taxistas sobre a atuação dos governantes. Posso garantir que em Salvador Jaques Wagner (a reeleição já o havia provado) está em alta, mas o prefeito João Henrique recebeu condenação unânime. E não só entre os taxistas: o povo nas ruas o desaprova. Muitas pessoas me disseram que hoje ele não mais se elegeria. Não foi à-toa que foi escolhido o pior prefeito do Brasil.

Várias são as críticas ao prefeito, a maioria se concentrando no problema do metrô.

Não custa lembrar que esse foi um reiterado item de campanha eleitoral, sempre descumprido. Há um detalhe que não pode ser omitido: Salvador talvez seja a única cidade do mundo em que o metrô, em vez de ser subterrâneo ou de superfície, é aéreo! Refiro-me, obviamente, à inconcebível linha do Bonocô. Abro meus artigos para alguém que possa me explicar por que, com tantos espaços nos canteiros das avenidas de vale, Salvador teve que construir uma longa linha de metrô elevado, montado sobre pilares e estruturas custosas.

É claro que João Henrique não pode ser responsabilizado por essa parte das obras, anteriores à sua administração, mas a ineficiência com que vem se conduzindo em relação ao resto do percurso e ao início do funcionamento do modesto trem urbano da Bahia é espantosa. Vários cidadãos me disseram: ele exibiu os vagões nos trilhos para se reeleger e depois deu sumiço em todos! Mas não é só isto: a desordem das construções na capital baiana é evidente. A orla marítima, urbanizada pelo pai do atual prefeito, está tomada pelo mato alto e horrendas construções em decadência, com destaque para o constrangedor monstrengo visual em que se transformou o Aeroclube Plaza. Em qualquer outra cidade do mundo, a prefeitura zelaria para que fosse a mais bela e nobre das áreas urbanas, à beira-mar plantada. Na Bahia, virou o símbolo da desorientação e da ineficiência administrativa.

Zonas de densa vegetação são hoje devastadas com o consentimento da prefeitura, tal como ocorreu com o Horto Florestal (li protestos em A TARDE), para dar lugar a gigantescos espigões, que, aliás, marcam agora, na atual gestão municipal, todos os pontos da cidade, gerando um aspecto atordoante para o visitante e torturante para o morador. Que será do futuro da cidade diante desse caos anunciado? O que a Bahia tem hoje de melhor deve exclusivamente à iniciativa privada, a exemplo do magnífico Salvador Shopping e outras obras enriquecedoras do tecido urbano, responsáveis pela dinamização dos acessos viários, pois a prefeitura, no particular, já no segundo mandato de João Henrique, nada fez de significativo. Não foi capaz sequer de aperfeiçoar o escoamento do tráfego que sai do shopping na direção da Avenida Tancredo Neves, outra área prematuramente degradada, pois, longe de ser a grande avenida de convivência social da Bahia moderna, é apenas uma estrada de rodagem de segunda categoria, frequentemente tumultuada (como toda a cidade) por um tráfego desordenado e infernal.

João Ubaldo Ribeiro me confessou que não vai mais à Bahia porque não há mais ruas para andar. Acha que a cidade ficou intransitável.

Salvador não é mais uma cidade para pedestres.

Não espanta que o Tribunal de Contas tenha rejeitado, unanimemente, as contas de João Henrique. Em suma, o prefeito, do qual tanto se esperava como liderança política nova, paga hoje o preço de ter eliminado da sua convivência elementos que foram decisivos para a sua condução ao poder e seriam relevantes, sem dúvida, para o seu desempenho. Mal dirigida, a nau municipal afunda, com a cidade levada no torvelinho do caos urbano e da falta de planejamento.

JC Teixeira Gomes é Jornalista, membro da Academia de Letras da Bahia. Artigo publicado originalmente no jornal A Tarde

Nelson Pelegrino, pelo PT e….

…Alan Sanches, pelo PMDB:primeiras apostas

=======================================================

OPINIÃO POLÍTICA

A sucessão municipal

Ivan de Carvalho

Desde 1994, as eleições presidenciais ocorrem a cada quatro anos e isto as alinhou às eleições para o Congresso, governos estaduais e do Distrito Federal e Assembléias Legislativas e Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Esta coincidência deixou de fora as eleições municipais, que acontecem também a cada quatro anos, mas a meio caminho entre uma “eleição geral” e outra. Tal sistema implicou em que passamos a ter eleições em todo o país de dois em dois anos.
Isto está fazendo com que já se saia de uma eleição preparando a seguinte, a realizar-se daí a dois anos. É o que acontece, por exemplo, em Salvador, onde a preparação para a eleição do sucessor do prefeito ainda peemedebista João Henrique já está em pleno curso.

Até onde se consegue prospectar, o PT, salvo algum acidente de percurso, já tem candidato. Trata-se do deputado Nelson Pelegrino. Ele tem, em todas as oportunidades, tentado chegar à prefeitura de Salvador. Como candidato ou pelo menos como aspirante a candidato, como ocorreu em 2008.

Pelegrino é uma liderança muito expressiva no PT da Bahia e principalmente no PT de Salvador. Em 2008 – quando, derrotado nas prévias do PT por Walter Pinheiro, que contou com o apoio decidido do governador Wagner nessas prévias –, Pelegrino apoiou a candidatura de Pinheiro o melhor que pôde.
Derrotado no pleito municipal, Pinheiro emergiu como aspirante a candidato ao Senado pelo PT, mas Waldir Pires foi lançado por um grupo do partido. Pelegrino não ficou com Waldir, que manteve-se candidato até o fim (por princípio), mas com Pinheiro. Não foi anunciado, mas é da lógica política que para apoiar Pinheiro internamente e depois suar a camisa por ele na campanha eleitoral, Pelegrino haja conseguido um acordo que lhe assegure a condição de candidato do PT a prefeito em 2012. A presunção é de que o candidato petista será ele. Se perder para a prefeitura, conserva seu mandato de deputado. Mas desta vez suas chances parecem melhores que nas ocasiões anteriores.

O PMDB está sob o comando de Geddel Vieira Lima, que, salvo melhor juízo, não disputará a prefeitura. Mas o partido pode disputar. Se o fizer, tudo indica que seja com Alan Sanches. Reeleito vereador em 2008, foi o mais votado para a Câmara Municipal, com 15.206 votos. É o presidente da Câmara no atual biênio. E foi eleito deputado estadual este ano, sendo o mais votado da coligação liderada pelo PMDB. Teve 33 mil votos somente na capital.

Mas o PMDB tem uma alternativa importante – fazer uma coligação para apoiar a candidatura do deputado ACM Neto a prefeito. Isto, é claro, se Neto for candidato ao cargo pela segunda vez. Ele ainda está estudando sua situação partidária, que depende da legislação de fidelidade partidária. Pois está no DEM, legenda pela qual se reelegeu.

E o mandato, segundo o TSE e o STF, é do partido. Mas o DEM pode liberá-lo. Ou a legislação pode mudar. De qualquer sorte, se ele for candidato a prefeito, pelo DEM, o PSDB ou outra legenda, o PMDB poderá apoiá-lo. Pode ser, no entanto, que Neto prefira se preservar para a hipótese de ser candidato a governador em 2014, se a conjuntura favorecer.

Das peças que neste momento parecem relevantes, falta uma. O prefeito João Henrique. Ele pode querer lançar um candidato próprio para ganhar espaço na campanha eleitoral e ajudar os candidatos de seu grupo a vereador. Quem lançaria? Difícil especular. Uma hipótese seria o secretário municipal João Carlos Bacelar, do PTN, que teria a tranquilidade de, mesmo perdendo, continuar com seu mandato de deputado. Mesmo caso de Alan Sanches e ACM Neto, embora este último tenha de avaliar outras questões também.

Vitória histórica no senado americano

=================================================

EUA:Vitória histórica dos direitos civis

Regina Soares
Direto de Belmont (EUA-CA)

“Don’T Ask, Don’T Tell,” refere-se a norma que regulava desde 1993, a conduta dos homossexuais no serviço militar dos Estados Unidos. No último sábado o controverso – e por muitos considerado irregular – estatuto foi banido da legislação por  63 x 33 votos no Senado, frustrando assim o esforco Republicano de bloquear a votação final que eliminaria a rejeição da norma.

Uma decisão histórica, equiparada ao momento que acabou com a segregação racial no serviço militar. Depois de 17 anos homens e mulheres poderão servir seu pais abertamente, sem a obrigação de negar sua orientação sexual. Uma vitória também do Presidente Obama que apoiou e fez campanha a favor da reforma e deverá assinar a nova legislação aprovada pelo Senado. Sua implementação no entanto estará pendente de arranjos feitos nos regulamentos militares com o fim de impedir transtornos nas tropas americanas em combate. Espera-se que casos de expulsão do serviço militar, relacionados a gays e sua habilidade de revelar sua conduta, sejam perdoados logo que a lei seja assinada por Obama.

A maioria dos americanos apóiam a decisão de banir a ordem de DADT e consideram uma hipocrisia o fato de cidadãos americanos serem forçados a mentir enquanto servem seu país. “Hoje nós corrigimos um erro” disse o Senador Joseph Liberman, Independente do Estado de Connecticut que liderou o movimento, “Hoje fizemos justiça”.

“Não me importa quem você ama” manifestou o Senador Ron Wyden, Democrata de Oregon, ao abrir a sessão de debates, “Se você ama o seu país ao ponto de arriscar sua vida por ele, você não tem que esconder quem você é”.

Regina Soares, advogada especializada em eleições nos Estados Unidos, mora em Belmont, na área de Baia de San Francisco, Califórnia.


===============================================
Um Natal The Best para Todos ligados no BP. Hoje e Sempre. Na Paz de Deus!!!
BOA NOITE

(Gilson Nogueira)

Nuvem negra cobriu área da explosão/El Universal
Pelo menos 27 mortos, 52 feridos (pelos dados mais atualizado da defesa civil mexicana, segundo o jornal El Universal) e enormes danos materiais são o saldo da explosão num oleoduto em San Martín Texmelucan, no estado de Puebla, centro do México, segundo fontes dos serviços de defesa civil.

A explosão ocorreu este domingo de madrugada (hora local) e, segundo a coordenadora do Sistema Nacional de Proteção Civil, Laura Gurza, o incidente pode estar relacionado com uma tentativa de extração de combustível de forma clandestina.

Cinco mil pessoas foram retiradas da área e encaminhadas pelas autoridades para um pavilhão polidesportivo para receberem apoio.

Em resultado da violência da explosão 32 casas ficaram totalmente destruídas e outras 33 sofreram estragos.

O incêndio resultante da explosão já foi declarado sob controlo dos bombeiros.

A explosão ocorreu pouco depois das 05:30 locais , num oleoduto da Pemex e, segundo as autoridades, o roubo de combustível a partir da rede da empresa estatal mexicana de petróleo é uma prática comum.

(Com informação do jornal El Univerdrsal , do México, e portal TSF, de Portugal )

dez
19
Posted on 19-12-2010
Filed Under (Artigos) by vitor on 19-12-2010


=================================================

Nome fundamental da história da música popular urbana, autor de clássicos como “Safe As Milk” ou “Trout Mask Replica”, tão influentes quando comercialmente falhados, Captain Beefheart morreu sexta-feira aos 69 anos, de esclerose dupla, doença que enfrentava há anos.A notícia só foi divulgada ontem, sábado, segundo o jornal PÚBLICO, de Lisboa.

Captain Beefheart foi um dos músicos mais influentes da era rock, alargando-lhe horizontes com temperamento de artista incorruptível. Companheiro em vanguardismo de Frank Zappa, reverenciado por várias gerações de músicos e artistas, de Tom Waits a Johnny Rotten, de Matt Groening, criador dos Simpsons, a Alex Kapranos, dos Franz Ferdinand, não resistiu à esclerose múltipla de que sofria há muito.

Morreu sexta-feira em Arcata, na Califórnia onde nasceu, anunciou ontem um representante da galeria Michael Werner, em Nova Iorque, que albergou várias exposições do homem nascido Don Van Vliet e imortalizado enquanto Captain Beefheart. Tinha 69 anos e abandonara a música em 1982 para se dedicar à sua outra grande paixão, a pintura, construindo uma reputação respeitável no meio artístico com as suas telas expressionista de grandes dimensões.

O seu lugar na história da música popular urbana, apesar de nunca ter sido um autor de fama comercialmente falando, estava já afastado para cuidar da saúde.servado.

Influenciado pelo blues e pelo rhythm & blues – a base de quase toda a sua música -, transformou essas linguagens em palco de experimentação extrema, distorcendo-as sob a inspiração do free-jazz, como no clássico “Trouta Mask Replica”, de 1971, ou usando-as como prolongamento da sua visão artística, onde cabiam dadaísmos, jogos fonéticos admiráveis, surrealismo em escrita automática ou teatro do absurdo em formato canção.

Os vários conjuntos de músicos que o acompanharam desde o final da década de 1960 – editou o primeiro álbum, “Safe As Milk”, em 1967 -, eram sempre creditados como The Magic Band, nome certeiro para o carácter visionário da música que o exigente líder Beefheart deles extraía

Pages: 1 2 ... 2272 2273 2274 2275 2276 ... 2413 2414

  • Arquivos

  • junho 2020
    S T Q Q S S D
    « maio    
    1234567
    891011121314
    15161718192021
    22232425262728
    2930