fev
22
Posted on 22-02-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 22-02-2011


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Caetano e Gil show dos 25 anos de Tropicália.

ANHEMBI – SÃO PAULO – 25 de Setembro de 1993

Celso Fonseca: Guitarra

Pedro Sá: Guitarra

Marcelo Costa: Bateria

Jorge Gomes: Bateria

Arthur Maia: Baixo

Lucas Santana: Flauta

Carlinhos Brown: Percussão

Leo Biti Biti: Percussão

Gustavo Dalva: Percussão

Moreno Veloso: Cello

Caetano Veloso: Violão e voz

Gilberto Gil: Violão e Voz

Hélio Eichbauer:Cenografia

TROPICALIA 2

Gravação TV Cultura de São Paulo

Direção: Roberto Talma

BOA TARDE!!!


Fátima com Wagner: “aí é que complica”
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OPINIÃO POLÍTICA

A naturalidade perdida

Ivan de Carvalho

Não é o objetivo destas linhas questionar se, de acordo com a legislação e as interpretações do Tribunal Superior Eleitoral, Fátima Mendonça é ou não elegível para o cargo de prefeito de Salvador enquanto Jaques Wagner, de quem é a mulher, ocupa o cargo de governador do Estado.

O noticiário tem informado que alguns especialistas sustentam a impossibilidade da eleição de Fátima e outros asseguram que, no caso, não existe obstáculo algum. Deixo o tema para os especialistas e poderei abordá-lo, eventualmente, quando tiver conhecimento de certos aspectos que podem ou não – mais provável que não – ser relevantes.

Mas vamos ao aspecto político da suposta e, numa primeira avaliação, inegavelmente simpática candidatura de Fátima Mendonça. Uma hipótese, como hipótese afirmada sem reservas por ela mesma e até admitida, sem afirmações, pelo governador Jaques Wagner, que coloca inteiramente nas mãos de sua mulher – e do partido dela, claro, o PV – uma eventual decisão.

Dessa decisão, a rigor, somente participariam – pelo que se depreende dos comentários inteligentemente descontraídos do governador – Fatinha, a quem não se deve dizer não, porque “aí é que complica” – certamente por provocar reação igual e contrária, conforme conhecida lei da física–, nem sim, porque ela é que toma suas decisões; o Partido Verde, que em entrevista de seu presidente Ivanilson Gomes, publicada ontem neste jornal, não consegue disfarçar o contentamento com a hipótese; e a Justiça Eleitoral.

Mas, da mesma forma que os comentários “inteligentemente descontraídos” do governador, deve haver algum plano “inteligentemente concebido” para que haja sido posto agora o bloco na rua. O fato coincide, aliás, com nota publicada na coluna Raio Laser, deste jornal, edição de ontem, na qual se diz que o senador Walter Pinheiro, do PT, “confessou a correligionários” que deve “começar a botar o bloco na rua esta semana para discutir o que fará em 2012”. Diz a nota que “muita gente ligada a Pinheiro acha que ele deve pensar na prefeitura, ao invés de projetar seus planos apenas para 2014”.

Eu até acrescentaria a tudo isso que a brava ou malcriada reação do senador petista em defesa da permanência das baianas do acarajé nas praias de Salvador, proclamando que é mais fácil a responsável pelo Patrimônio da União sair do cargo do que elas saírem das praias, sugere que o Palácio Thomé de Souza é uma das formas-pensamento mais densas na mente do senador.

Ah, e o deputado petista Nelson Pelegrino, eterno aspirante à prefeitura da capital, que por muitos esteve posto como “candidato natural” à sucessão de João Henrique em 2012? Bem, os bastidores da política dão conta de que Pelegrino considera que, desde as eleições de 2010 e mais especificamente a escolha no PT, campanha e eleição de Walter Pinheiro para o Senado, há um acordo (tácito ou não) para ser ele, Pelegrino, sem contestações, o candidato do PT em 2012.

Mas, com o bloco de Walter Pinheiro na rua e o proclamado “talvez” dito ao repórter Bob Fernandes, do Terra Magazine, a candidatura de Pelegrino, ao que a mim parece, está com a naturalidade perdida. Pois onde “há controvérsias” não pode haver candidatura natural

fev
22


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GORDURINHA (BAIANO DO BAIRRO DA SAÚDE) CANTA O RIO DE JANEIRO COMO NENHUM CARIOCA CANTOU ANTES (Gordurinhaneto)

BOA NOITE!!!


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Manhã de Carnaval

Luiz Bonfá e Antonio Maria

Manhã, tão bonita manhã
Na vida, uma nova canção
Cantando só teus olhos
Teu riso, tuas mãos
Pois há de haver um dia
Em que virás
Nas cordas do meu violão
Que só teu amor procurou
Vem uma voz
Falar dos beijos perdidos
Nos lábios teus
Canta o meu coração
Alegria voltou
Tão feliz na manhã
Desse amor
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Pronto, Manhã de Carnaval, na voz e violão de Nara ( Eterna ) Leão, para começar a semana.

(Gilson Nogueira)

fev
21


Temer: proposta de reforma
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OPINIÃO POLÍTICA

REFORMA POLÍTICA

Ivan de Carvalho

A tão reclamada, por tantos, a reforma política foi novamente posta em lugar de destaque no debate. Nos últimos dias, muito se tem falado nela. O que não chega a ser uma garantia de que acontecerá em futuro próximo, pois há anos que a adoção de tal reforma é discutida e a nada se chegou.

O vice-presidente da República, Michel Temer, ex-presidente da Câmara dos Deputados e do PMDB, apresentou esta semana ao seu partido uma proposta de reforma político-eleitoral cujo ponto mais importante é a criação de um sistema apelidado de “distritão”.
Neste sistema, cada unidade da Federação (Estados, Distrito Federal) constituirá um distrito eleitoral e elegerá um certo número de deputados federais e estaduais, segundo critérios legalmente fixados. Serão eleitos, em cada “distritão”, os candidatos mais votados, em ordem decrescente até o preenchimento do total do número de cadeiras a serem ocupadas na Câmara dos Deputados, na Assembléia Legislativa ou na Câmara Legislativa (caso do Distrito Federal). Isto ocorreria independentemente dos partidos a que estejam filiados e pelos quais concorram os candidatos.

O bom na proposta de Temer é que ela assegura o princípio do primado da maioria, isto é, elegem-se realmente os mais votados. No sistema atual, rotina elegerem-se parlamentares com votações muito inferiores às de outros candidatos que não conseguem conquistar os mandatos que buscam por causa da fórmula de cálculo adotada pelo legislador. Às vezes são eleitos deputados com votações irrelevantes, até ridículas.

Mas a proposta de Michel Temer sofre uma crítica que quase certamente irá inviabilizá-la. Ela quase acaba com os partidos. Ao contrário do que ocorre hoje, o candidato não dependeria em absolutamente nada da soma de votos de seu partido ou da coligação em que este esteja inserido. Então, nesse ponto, os partidos perdem a função e este é um caminho para inverter a tendência, recente no Brasil e praticamente imposta por interpretações do TSE e STF, de reforçar o poder dos partidos.

Uma vez excluída a proposta apresentada por Temer, restam ainda três hipóteses de reforma político-eleitoral, sem contar a hipótese, que seria tolice desconsiderar, de permanência do atual sistema.

1. Voto em lista. Cada partido (ou coligação?) faria uma lista de candidatos e os eleitores votariam na lista, não em qualquer candidato individualmente. O número de votos obtidos por cada lista daria o número de cadeiras de cada partido. E elas seriam ocupadas pelos candidatos listados, começando pelo que encabeça a lista e “descendo” até que todas as cadeiras obtidas pelo partido sejam preenchidas. Críticas fortes a este sistema: a) pelo menos nos primeiros tempos, haveria uma espécie de ditadura de fato das cúpulas partidárias e depois essa ditadura passaria a ser exercida pelos delegados à convenção; b) o eleitor, definitivamente, perderia o poder de escolher o indivíduo em quem votar para deputado (e, presumo, também para vereador).

2. Voto distrital. Um sistema majoritário de eleição de parlamentares que tem dado certo em vários países, entre eles Reino Unido e Estados Unidos, mas que não será aprovado no Brasil, em futuro previsível. Eleitos pelo sistema oposto, o proporcional, os deputados são refratários à extinção do sistema que os colocou lá e adoção de seu avesso.

3. O sistema misto, em que haverá distritos eleitorais, mas o voto proporcional coexistirá com isto. Cada unidade federada seria um “distritão” e metade de sua bancada seria eleita por esse “distritão”, segundo lista pré-ordenada pelo partido (ou coligação?). A outra metade da bancada seria eleita pelo voto proporcional, como hoje. Esta última hipótese parece estar ganhando terreno – é que o PT é a favor da lista, o PSDB é a favor do voto distrital, e o PMDB pode, talvez, arrastar PT e PSDB para o sistema híbrido dessa terceira hipótese.

fev
20


Usina de Paulo Afonso: poder de iluminar
e desligar as luzes do Nordeste
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CRÔNICA/LUZES

Apagão, Ronaldo e estrelas

Janio Ferreira Soares

Passava da meia noite de sexta-feira, 04 de fevereiro, quando as luzes de Paulo Afonso desapareceram. Pensando tratar-se de um problema local, imediatamente abri a janela para ver até onde ia a extensão do breu e calcular o tempo em que a turma da Coelba iria me devolver os compressores que abrandam minha insônia e climatizam meus medos. Porém, ao ver o complexo das usinas da Chesf completamente apagado, percebi que o problema era mais sério que uma simples canela arriada num transformador qualquer, o que foi logo confirmado por uma rádio pernambucana que anunciava todo o Nordeste às escuras, inclusive com algumas tentativas de saques a lojas de Recife. Como aqui é outra onda, coloquei meus óculos de avivar distâncias e fui para o quintal contemplar o lado bom do apagão.

Lembrando uma peneira gigante vazando luzes, lá estava o firmamento qual uma imensa concha acústica reverberando latidos distantes acompanhados de pios de corujas e ruídos de aviões mais além ainda, formando sons perfeitos para ouvidos que até há pouco eram torturados por um “valei-me Deus, é o fim do nosso amor”, mais gritado do que cantado vindo de um clube próximo. Aos poucos, mulher e filhos foram chegando e ficamos um bom tempo desplugados de telas e demais vícios eletrônicos, apenas curtindo os vagalumes, que lembravam pequenos leds diante da imensidão de estrelas e galáxias que quase nunca aparecem por conta dos clarões das cidades, mas que, assim como o outro lado da Lua, continuam lá.

A propósito, uma estrela de admirável grandeza felizmente percebeu que o hidrogênio que habitava seu núcleo rareava cada vez mais e, antes de virar uma simples nebulosa, decidiu não mais iluminar os gramados do mundo. Ronaldo, um dos maiores atacantes que eu já vi jogar, enfim foi vencido pelas dores e pela gravidade, e sabiamente antecipou o seu crepúsculo. Uma pena.

Voltando ao apagão, aqui mesmo neste espaço eu já alertei que se o governo não desse a devida atenção a Paulo Afonso a gente podia apertar um botão e desligar o Nordeste. Viu só o teste?
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Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura e Turismo da cidade de Paulo Afonso, na margem baiana do Rio São Francisco, sede da CHESF, um dos maiores complexos hidrelétricos do País, responsável pelo abasstecimento de energia do Nordeste.

fev
20
Posted on 20-02-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 20-02-2011


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Humberto, hoje no Jornal do Commercio (PE)

fev
19


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” Sorriso de Luz”, música de Gilson Peranzzetta e Nelson Wellington, em interpretação luminosa de Djavan. Confiram.

BOA NOITE!!!

(Gilson Nogueira)

fev
19


Gadaffi(com Berlusconi):bola da vez?
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OPINIÃO POLÍTICA

Não há bola da vez

Ivan de Carvalho

Uma das coisas interessantes que ocorrem nesse movimento de sublevação de uma parte importante dos países muçulmanos, com ênfase em nações árabes, é que praticamente não se pode identificar uma bola da vez. O que torna ainda mais importantes e imprevisíveis o fenômeno, seus desdobramentos e desfechos.

Caso se queira buscar origens remotas, pode-se lembrar o assassinato do primeiro-ministro libanês Rafic Hariri, no qual existem fortíssimas suspeitas de participação síria, e que ainda causa instabilidade política grave no país. Ou a suspeitíssima reeleição, em 2009, com os protestos da oposição vergonhosamente roubada sendo reprimidos a cacetadas, do presidente-ditador Mahmoud Ahmadinejad, no Irã.

Mas deixemos essas histórias de lado, ao menos por hoje, já que são tantas e tão feias e malcheirosas que contaminariam o sábado. Vamos nos restringir, digamos, ao que acontece agora nos desertos incandescentes. No momento, não há mesmo como identificar a bola da vez. No primeiro instante, foi a Tunísia. E lá se foram décadas de autoritarismo. Mas o que será posto no lugar? Depois a bola da vez foi o Egito. E renunciou, eufemismo para deposto, o presidente-ditador de 30 anos de mando. A terceira bola da vez…

Não existe a terceira bola da vez. O espaço regional está cheio de bolas da vez. O governo do Marrocos, por enquanto, agüenta-se sem grandes protestos da oposição e promessas de reforma. Mas no Iêmen, os protestos populares são fortes e o presidente-ditador de três décadas já prometeu não renovar o mandato, não botar o filho no lugar e mudar outras coisas. A Argélia ainda se segura apenas com protestos esporádicos e fortemente reprimidos, razão talvez de serem esporádicos.

Mas no Bahrein, sob domínio de uma dinastia sunita (principal vertente dos islamismo) há mais de 40 anos, protestos de inspiração xiita (a segunda maior vertente do islamismo) já resultaram em batalhas de rua que deixaram pelo menos oito mortos e somente ontem, na repressão a um protesto, houve 50 feridos. Alguns estão em estado crítico. Os Estados Unidos estão pedindo ao governo do Bahrein moderação e atenção às reivindicações dos manifestantes.

Na Jordânia, surgiram manifestações de reivindicação de empregos e redução dos preços de alimentos (que estão subindo em quase todo o mundo, não só no Brasil). As coisas começam a se agitar também no Iraque e no Senegal. Mas as atenções, no momento, além do Bahrein, estão voltadas mais para o Irã e a Líbia.

No Irã, aquele presidente-ditador de quem Lula gosta, Ahmadinejad, que nega haver existido o Holocausto, convocou manifestações de apoio ao governo e de repúdio às oposições. Convocação preventiva. Pois protestos contra a ditadura dele e dos ayattollahs foram convocados para os próximos dias. Aliás, já no começo da semana partidários e opositores do regime entraram em cheque em Teerã durante o funeral de um estudante morto a tiros numa manifestação contra o governo. Coincidentemente, o líder opositor iraniano Mir Hussein Moussavi sumiu desde terça-feira, segundo denunciaram suas filhas a um site oposicionista. A casa da família está com as comunicações cortadas. Na quarta-feira, outro site informou que a casa de um dos filhos de Mehdi Karroubi, outro líder opositor, teria sido atacada por forças de segurança.

Enquanto isso, na Líbia, há quatro décadas sob as botas do coronel Muammar Gaddafi, as próprias autoridades admitiram 14 mortes em protestos contra o regime.
Creio que as brumas da madrugada e as tempestades de areia dos desertos ainda escondem muitas coisas a serem reveladas em futuro muito próximo.


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Blogbar do Fontana — Nos balcões dos bares da vida

DICK FARNEY – PENUMBRA ROMANCE

ODEON “LONDON” – 1972

Dick Farney – piano e voz

Sabá – Contrabaixo

Toninho – Bateria

Música – “Alguém Como Tu” (José Maria de Abreu & Jair Amorim)

Letra:

Alguém como tu,
Assim como tu,
Eu preciso encontrar
Alguém sempre meu
De olhar como o teu
Que me faça sonhar…
Amores eu sei
Na vida eu achei e perdi…
Mas nunca ninguém desejei
Como desejo a ti,
Se tudo acabou,
Se o amor já passou
Há de o sonho ficar
Sozinho estarei
E alguém eu irei procurar
Eu sei que outro amor posso ter
E um novo romance viver
Mas sei que também
Assim como tu mais ninguém

BOM SÁBADO PARA TODOS

TIM TIM, POETA!!!

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