abr
17
Posted on 17-04-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 17-04-2011


Condoleeza:papel de si mesma em comédia na TV
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A ex-secretária de Estado Condoleezza Rice vai participar num episódio da série televisiva “30 Rock”, produzida pela atriz Tina Fey. A informação, distribuida pela agência europeis da notícias EFE, é uma das chamadas de destaque eeste domingo, 17, na edição Online do jornal português Diário de Notícias.

A produtora da série “30 Rock ” e comediante, Tina Fey anunciou na televisão norte-americana que a secretária de Estado da administração de George W. Bush vai aparecer num episódio que será transmitido em maio.

Condoleezza Rice fará o papel de si mesma, recriando uma antiga noiva da personagem Jack Donaghy, interpretada por Alec Baldwin.

A série “30 Rock “, transmitida nos Estados Unidos pela NBC, já ganhou diversos prêmios, como Globo de Ouro e Emmy.

Iniciada em 2006 nos Estados Unidos, a série tem contado, nas últimas temporadas, com a participação de nomes sonantes, caso do ex-vice-presidente Al Gore.

( Informações do Diário de Notícias, de Portugal)

abr
17


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Burt Fabuloso Bacharach, com sua orquestra, tendo as charmosas Donna Taylor e Josie James no vocal.

(Gilson Nogueira)

abr
16
Posted on 16-04-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-04-2011


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A empresa de telefones T-Mobile lançou um anúncio na Internet que mostra uma forma diferente do príncipe William e Kate Middleton entrarem na Igreja, segundo assinala o jornal espanhol ‘El Mundo’.

Nesta versão, a família real britânica desfila ao som de “House of Love”. O vídeo foi realizado por Saatchi&Saatchi e filmado na igreja de São Bartolomeu (a mesma do filme “Quatro Casamentos e Um Funeral).

Mais de 130 atores participam no vídeo, sendo que os principais protagonistas são muito parecidos com os verdadeiros membros da família real britânica.

O vídeo termina com a frase “A vida é para partilhar” e já tem mais de 500 mil visualizações no YouTube, não chegando contudo ao número espetacular de visualizações do vídeo que o inspirou – o do casal Kevin Hines e Peterson Jill, que superou os 60 milhões de visitas.

(Informações do jornal português Diário de Notícias)

abr
16


Rodelas(BA):na rota de um plano insensato
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CRÔNICA/ LOUCURAS

De Chernobyl a Chorrochó

Janio Ferreira Soares

Quando no início dos anos 80 circulou a notícia de que o Raso da Catarina poderia abrigar o lixo atômico produzido pela Usina Nuclear de Angra dos Reis, poucas pessoas da região ficaram sabendo já que na época as informações chegadas por aqui eram basicamente sonoras e tão esparsas como as gotas que insistem em cair de nossas magras nuvens, ora para verdejar o marrom da paisagem, ora para renovar a fé dos sertanejos que só carecem de um leve sereno para arar o solo, enterrar as sementes e sonhar com a fartura que nunca vem.

Em seguida, como na Triste Partida – genial poesia de Patativa de Assaré que Luiz Gonzaga imortalizou com sua voz de serenar vaqueiros e tanger boiadas -, setembro passou, outubro e novembro, e o boato foi perdendo força até retornar por meio de uma assustadora rede de comunicação, que faz chegar aos confins do sertão desde a foto da tatuagem no cóccix da atriz, até essa nova investida de instalar na região não mais os resíduos radioativos, mas a própria Usina Nuclear, dessa vez até com um GPS dedo-duro indicando Rodelas e Chorrochó como os locais apropriados para a construção desse monumento à loucura.

Quanto a Rodelas, terra do bravo escritor João Justiniano, não sei, mas dizem que a escolha de Chorrochó se deu pela sua semelhança fonética com Chernobyl, e que até anda rolando uma disputa silenciosa entre os grandes estúdios para ver quem se antecipa à tragédia e começa a rodar o já clássico “De Chernobyl a Chorrochó”, cuja idéia é transformar o sertão num imenso apocalipse com centenas de pebas e preás fosforescentes lançando raios esverdeados sob a noite do sertão, que então será invadido por Lady Gaga – que fará uma seriema cibernética que vira uma avestruz de quatro patas por conta da radiação -, e por Bono Vox, que disfarçado de tatu-bola tenta convencer alguns calangos a dar um abraço simbólico na catinga, mas é abatido por cangaceiros zumbis que durante o escalpo, gritam: “agora só falta o Sting!”.

Brincadeiras a parte, que Santo Antônio da Glória e São Francisco nos protejam.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura e Turismo de Paulo Afonso, bem perto de Rodelas e Chorrochó, na margem baiana do Rio São Francisco

abr
16
Posted on 16-04-2011
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Duke, hoje no Super Notícia (MG)


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OPINIÃO POLÍTICA

A nova herança maldita

Ivan de Carvalho

O ex-presidente Lula gastou parte expressiva de seus oito anos de mandato acusando, com o entusiasmado coro do PT, o antecessor, Fernando Henrique Cardoso, de lhe haver deixado uma “herança maldita”.

Nem tudo que FHC deixou foi bom.
Deixou uma segurança pública, que é da competência primária dos Estados. Mas a União tem uma grande responsabilidade que, se não assumida em toda sua dimensão – consideradas as condições do mundo de hoje e as características da quase fictícia Federação brasileira – torna os Estados incapazes para cumprir com um mínimo de êxito sua atribuição de garantir a segurança das pessoas.

Deixou também um sistema de saúde que, apesar de na época ainda existir a tão pranteada, pelos governos, e tão pouco saudosa, pela sociedade, CPMF, era uma perfeita porcaria.
Deixou uma grande parte da infraestrutura do Estado brasileiro em situação crítica, por falta de recursos para investimento, já que o serviço da dívida pública levava quase tudo que não era gasto em pessoal, em custeio ou surrupiado pela corrupção.

Deixou, depois do quase milagroso Plano Real, que estabilizou a economia apesar de uma política cambial errada que fragilizou o país para o enfrentamento das graves crises financeiras internacionais (a exemplo da russa e a dos “tigres asiáticos”, uma ameaça de retorno da inflação que não fora extinta, mas fora domada. Conseguira-se a estabilidade econômico-financeira.

O que fez Lula em oito anos com essa “herança maldita”, além de amaldiçoá-la?

Deixou que a insegurança pública aumentasse descontroladamente. Nisto, Lula passou à dileta sucessora e correligionária Dilma Roussef uma situação muito pior do que a situação terrível que encontrou.

Na questão do, no seu dizer, “quase perfeito” – como é possível um presidente de país respeitável passar tão longe da verdade em assunto tão sério? – sistema público de saúde, o presidente Lula, a certa altura, perdeu a CPMF, que não reforçava o caixa da Saúde, porque do que dela entrava por um lado, o governo tirava, no Orçamento da União, pelo outro. A perda da CPMF, que andam querendo recriar com mil desculpas esfarrapadas, não piorou o SUS, como sua existência não o havia melhorado. E se a recriarem, seja com que nome for, não vai fazer diferença para o SUS – mais uma vez. Para os contribuintes, vai.

Quanto à infraestrutura, a exemplo da malha rodoviária, da energia elétrica e outros itens, quase todo o governo de Lula foi igual ao de FHC. Paradão. E cresceu a máquina estatal, aumentando gastos de pessoal e custeio, bem como agigantou-se a dívida pública da União.

Apesar da insuportável carga tributária que a sociedade paradoxalmente continua suportando, como que anestesiada por um
trauma (os traumatologistas entendem isso), quase tudo que sobrava do pessoal, do custeio e da dupla “Desperdício e Corrupção” ia para pagamento do serviço da dívida, para o Bolsa Família e para miríades de ONGs aparelhadas.

Já escrevi aqui recentemente que a presidente Dilma não pode se queixar, por impedimento político, mas recebeu uma imensa herança maldita. E, nessa herança, peça de destaque e mais na moda atualmente é a inflação, gerada pela gastança de 2009 para fazer da crise financeira internacional uma “marolinha” – que nem tão inha foi – e da gastança de 2010 para ganhar a eleição, não esquecendo o crédito amplo, geral e irrestrito que acabou estimulando o consumo, e com ele a demanda além da oferta. E ainda apareceu (já não mais aí a herança maldita) agravou-se o problema cambial da super-apreciação do real.

abr
16


FHC recebe flechadas no Brasil e…
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…Mario Vargas Lhosa no Peru

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ARTIGO DA SEMANA

Llosa e FHC: sob fogo cerrado

Vitor Hugo Soares

Crivado de flechas impiedosamente – como o São Sebastião da música de Chico Buarque -, o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso anda atônito e desolado. Sobre ele desabam saraivadas de críticas, partidas indistintamente de adversários e aliados. Entre estes (o que mais dói como dá para sentir nas reações de FHC) combatentes da primeira hora do PSDB – políticos e intelectuais de mais rica plumagem no tucanato brasileiro.

O mais espantoso: o fogo cerrado começou imediatamente depois do presidente honorário do PSDB produzir – em tempo de muita intriga e pensamento ralo e rasteiro – um dos mais brilhantes, completos e elevados textos políticos em forma e conteúdo sobre os descaminhos e equívocos das oposições no Brasil.

Aparentemente, uma única frase, que inclui a palavra “povão”, fez explodir toda a arenga: “Enquanto o PSDB e seus aliados persistirem em disputar com o PT influência sobre os movimentos sociais ou o povão, isto é, sobre as massas carentes, e pouco informadas, falarão sozinhos”, escreveu Fernando Henrique Cardoso no ensaio “O papel da oposição”, produzido para a revista “Interesse Nacional”, que começa a circular esta semana.

Pronto, estava aceso o estopim de uma das maiores e mais ácidas polêmicas de que se tem notícia no País ultimamente. Pouca gente (petistas “e tucanos principalmente”, como se queixa o autor), pareceu interressada de verdade em seguir adiante na leitura do texto. Repita-se, escrito exemplar no estilo e conteúdo didaticamente elucidativo sobre métodos, estratégias e jeito de fazer oposição atualmente.

No Decálogo do Estadista, Ulysses Guimarães, o oráculo do antigo MDB, de cuja costela nasceu o PSDB de Fernando Henrique, ensina no sétimo mandamento: em política deve-se evitar ao máximo “proferir palavras irreparáveis”.

Se o termo irreparável for escrito e divulgado para milhões, então, tudo fica muito mais complicado e avassalador, pois obriga, algumas vezes, a uma das tarefas mais inglórias da comunicação: “o autor precisar explicar no dia seguinte o que escreveu na véspera para seus leitores”, como ensinava na redação do Jornal do Brasil e em seus livros preciosos de jornalismo, o saudoso editor nacional Juarez Bahia.

A Paciência é o sétimo mandamento do Decálogo do Estadista criado por Ulysses Guimarães. Parece ser esta a virtude que FHC precisará exercitar nos próximos dias – em lugar de tantas e tão dispensáveis explicações para alguém com sua biografia. Alem, é claro, de lamber as feridas, como o cão de São Roque ou de São Lázaro, para curar as chagas causadas principalmente pelo fogo amigo destes últimos dias.

Saber escutar é um dom político, pregava Ulysses: “A santa paciência de escutar! A misericordiosa paciência de ouvir os redescobridores da roda, os inventores da quadratura do círculo, os chatos ‘que não o deixam ficar só e não lhe fazem companhia’, como lamentava o filósofo Benedetto Croce”.

Paciência, principalmente, para lidar com “homens-moluscos”, que se moldam sofregamente à palma da mão dos poderosos da vez, aves de arribação de todas as tendências e partidos, que grassam como praga na política brasileira destes dias. A triste descoberta que FHC parece estar fazendo ao avaliar vários de seus companheiros, alguns meio trêfegos sempre, mas outros insuspeitos até aqui.

Agora, antes do ponto final, uma rápida passagem pela costa do Pacífico, por onde tem apanhado feio também nas últimas semanas o outro personagem desta crônica: Mario Vargas Llosa, doublé de fantástico escritor laureado com o mais recente Nobel de Literatura, e, ao mesmo tempo, apressado e agressivo guerrilheiro do liberalismo econômico e político na América Latina.

Derrotado como candidato na disputa presidencial que levou ao poder Alberto Fujimori e o Peru a uma das fases mais trágicas e deprimentes da historia, Vargas Llosa não teve a paciência necessária para deixar passar a mágoa pelo insucesso eleitoral. Retornou ao seu país – e isso é mais que justo e elogiável – para a campanha em curso, mesmo sem ser candidato. Veio com ganas de vingador de discursos ácido e palavras irreparáveis.

No primeiro turno, as eleições presidenciais tiveram um resultado inesperado para muita gente, mas principalmente para Vargas Llosa, considerado pela mídia, analistas e políticos aliados, como um dos maiores perdedores na etapa inicial. O Nobel votou declaradamente e fez campanha para Alejandro Toledo, o liberal ex-presidente que começou a campanha como o preferido em todas as pesquisas e acabou como quarto colocado na primeira volta eleitoral.

Vargas é flechado no Peru não por sua defesa do liberalismo, perfeitamente legítima, mas sim, apontam seus críticos, pelo fanatismo que respinga do seu discurso de palanque, o desprezo pelos adversários, e não raro pelos aliados também. “Se um mérito cabe atribuir ao liberalismo político – não ao econômico – é justamente a tolerância, virtude que Vargas Llosa parece desconhecer. Seu dogmatismo esquerdista da juventude, se transferiu para o outro extremo, sem sofrer alterações”, escreveu o crítico e ex-diretor da Biblioteca Nacional da Argentina, Silvio Juan Maresca, em artigo publicado na prestigiosa revista semanal “Notícias”.

Resultado: vão disputar o segundo turno o candidato das esquerdas Ollanta Humala (mais votado no primeiro turno) e a direitista Keiko Fugimori, filha do corrupto ex-presidente do Peru. Segundo Mario Vargas Llosa, “é como escolher entre o câncer e a AIDS”.

Palavras irreparáveis do político. Que viva o escritor Vargas Llosa!

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

abr
16


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BOA NOITE!!!


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Bela composição do grande saxofonista argentino e cidadão do mundo Gato Barbieri. Do clássico LP “Caliente’ esta é “Don’t Cry Rochelle”

boa tarde!!!

(VHS).

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OPINIÃO POLÍTICA

Abel, Caim e o plebiscito

Ivan de Carvalho

No princípio, filhos do primeiro casal, já expulso do Jardim do Éden, existiam dois irmãos. Naquele tempo, ainda não haviam inventado a faca. Nem o punhal, a espada, o arco e flecha, a espingarda, o mosquetão, o revólver, o fuzil. Mas, por gostar Deus das orações de Abel e não fazer muito caso das suas – Ele sabia o que havia em cada um dos corações –, Caim ficou enciumado e matou Abel.

Em síntese, sem nenhuma arma elaborada – talvez com um certeiro soco, uma esganadura, ou empunhando um pedregulho, o fêmur de algum animal, como poderia sugerir um antropólogo, ou a queixada de um asno, como bem mais tarde inspirou Deus a Sansão –, Caim matou a quarta parte da humanidade. Sansão foi mais modesto e misericordioso, matou apenas 1 mil filisteus.

Mas, voltando aos primórdios, ainda bem que Eva era, eu presumo, ninfomaníaca, sexualmente compulsiva como se diria hoje em linguagem politicamente correta. Então, após a morte de Abel, teve certamente (não havia contraceptivos nem clínicas de aborto) muitos filhos e filhas que se espalharam e depois se reencontraram para certas coisas que seus pais haviam descoberto. Isto nos terá livrado do infortúnio de sermos todos descendentes de Caim, o assassino.

Bem, adiantando outra vez o relógio, ao longo da história terão sido incontáveis os casos em que uma tribo extinguiu a tribo vizinha no tapa e na pedrada, até que os menos bobos resolveram usar também varapaus e armas de ossos. Depois, continuaram fazendo a mesma coisa com tacape, borduna, o sofisticadíssimo arco e flecha, a machadinha, o varapau pontiagudo chamado de lança, que no futuro daquele tempo ganharia ponta de pedra e depois de metal. E a soberana espada. Depois, o soberaníssimo canhão.

Mas só a partir de 1945, conforme a História da carochinha cultivada na academia e ensinada nas escolas regulares do mundo inteiro, a humanidade cometeu a façanha de inventar (reinventar seria mais veraz) uma arma capaz de destruir a quarta parte dela mesma, humanidade. E até toda ela, caso os apertadores de botões que disparam as armas nucleares se descuidem. É poder demais nas mãos de uns poucos que não podemos controlar. Mas se pudéssemos exercer esse controle, será que algum dia, em alguma circunstância, não mandaríamos apertar os botões?

Estas, seria bom que não existissem, ainda que não se lancem sozinhas sobre cidades, centros industriais e concentrações militares. Mas o pedregulho, o varapau, o fêmur descarnado, a queixada de jumento, a faca, a espada, nenhuma dessas armas ataca sozinha. Quem ataca é o homem. É a mente e o coração do homem, e da mulher, compete salientar, uma vez que cumpre proclamar a igualdade e está ela, a mulher, cada vez mais empodeirada (que palavra, meu Deus, será que não encontraram no idioma de Camões algo menos escaleno e precisaram inventar “empodeirada” e seus derivados, como o tal do “empodeiramento”, um troço muito prá lá de lá).

Mas, bem, vamos ao assunto, afinal. Em 2005, maciçamente, o povo brasileiro, representado pelo eleitorado, rejeitou, em plebiscito, a proibição do comércio de armas no país, que era um desejo quase unânime dos políticos. Entendeu que o bandido não compra suas armas nas lojas, mas do contrabando e no mercado negro e que se estaria proibindo que o cidadão comum pudesse se defender em sua casa.

Com o massacre da semana passada no Rio de Janeiro (usados dois revólveres comprados no mercado negro), o presidente do Congresso Nacional, senador José Sarney, achou o pretexto para, cavalgando a comoção popular, propor outra vez o mesmo plebiscito para a mesma coisa. Ironia? Falta de respeito ao povo e a uma decisão popular recente e inequívoca? De certo modo, sim. Porque o que se consegue com o plebiscito ou, no mínimo, o debate que se estabeleceu em torno dele é escamotear o problema principal. É fingir que está se cuidando no país da insegurança pública, que está em estágio absolutamente crítico, já considerado por muitos de “guerra civil”.

Parem de enganação e façam alguma coisa séria. Ou então chamem logo Caim.

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