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Music video by Diana Krall performing Quiet Nights Video. (C) 2009 Eagle Rock Entertainment Ltd Verve Music Group, A Division of UMG Recordings, Inc
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Obrigado, poeta!

BOA NOITE E BONS SONHOS A TODOS!!!

(VHS)


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Enviado para o You Tube por Abrão12345 em 27/09/2010

Walmir Lima – Rose

Walmir Lima nasceu 18 de junho de 1931 na Rua do Futuro, no bairro do Tororó em Salvador. Seu pai, Carlos Lima era maestro e dono da Orquestra Bahia Serenaders, sendo em sua época um dos grandes animadores de bailes da Bahia. Foi nesse clima musical que se deu a formação do futuro grande sambista. Desde muito cedo Walmir Lima demonstrou o seu talento artístico e em 1954 compõe sua primeira música denominada Sem o seu amor apresentada como uma das concorrentes do concurso de carnaval promovido pela prefeitura de Salvador e defendida pela jovem cantora Lina Ferreira.
Apesar de não ter ganho o concurso, seu nome começava a aparecer, porém só em 1962, foi que ele conquistou seu primeiro premio ao apresentar a marcha, Sonho de Pierrô
No ano de 1964, Walmir Lima apresentou com Batatinha outra música para o concurso da Prefeitura de Salvador, uma marchinha bem ao estilo da época, é bom citar, que naquela ocasião as marchas estavam ainda em voga e era um dos ritmos prediletos dos foliões, daí muitos compositores optarem por esse estilo musical. A música apresentada intitulava-se Foi macumba e ganhou o primeiro premio.
Em 1965 Walmir Lima apresenta mais uma marcha rancho a que deu o título de Convite, a música foi defendida por Aloísio Silva e recebeu o premio especial conferido pelo corpo de jurados.
Considerado como um dos mais talentos compositores baianos, Walmir Lima resolve mais uma vez participar do concurso de músicas carnavalescas promovida, agora, no ano de 1966 pela Sutursa, Superintendência de Turismo de Salvador, e conquista mais uma vez o primeiro premio com a Marcha do seresteiro, feita em parceria com Rubens Santiago, defendida e gravada por Aloísio Silva.
Entusiasmado pelo trabalho realizado pelas Escolas de Samba da Bahia, Walmir Lima emprestou todo o seu talento compondo belíssimos sambas-enredo para muitas delas, como, O circo para a Filhos do Morro, em 1968; Castelo da Torre, para a Filhos do Tororó, em 1971; Homenagem a Chacrinha, para a Ritimistas do Samba, também em 1970; Exaltação a cultura nacional, com Jandir Aragão, em 1972, para a Juventude do Garcia, sempre alcançando muito sucesso e prestígio, ganhando diversos carnavais. Ao compor em 1970 o samba-enredo Jorge Amado em quatro tempos” sagrou-se campeão pelos Filhos do Tororó, e passou a ser personagem do ilustre escritor baiano, que aproveitou um verso de seu samba; “do território mágico e real”, para dar nome ao último capítulo do livro Tenda dos Milagres. Walmir Lima também é autor de lindas canções que fizeram a festa dos foliões na avenida compostas para e interpretadas pelos blocos Corujas, Internacionais e Alerta Mocidade.

Em 1971 apresenta para o I Festival de Música de Carnaval da Bahia, promovido pela TV Aratu e patrocinado pela Companhia de Bebidas da Bahia, o Samba de Cartola, numa homenagem a Escola de Samba Juventude do Garcia, composto com Jandir Aragão e defendido e gravado por Roque Fumaça.Com o prestigio assegurado em sua terra natal, Walmir Lima, com todo seu talento criador, logo iria conquistar o Brasil, esse seu grande desejo. E de fato isso ocorreu quando a cantora e sambista maranhense Alcione, em início de carreira, vinha muito a Bahia em busca de repertório para seus discos, pois sabia da força e do talento dos compositores baianos. Ao ser apresentada a Walmir Lima, ouviu dele um samba magnífico que ele havia feito com Lupa intitulado Ilha de Maré e logo se interessou em gravá-lo, lançando-o no LP “Pra que Chorar” em 1977 transformando-o num dos maiores sucessos de sua carreira.
Com o Brasil inteiro cantando Ilha de Maré, Walmir Lima, vê seu prestígio aumentar e grava seu primeiro LP pela CBS intitulado “Esta tudo bem” e em 1979 emplaca outro grande êxito nacional, Dindinha lua em parceria com João Rios, agora gravado pela rainha do samba, Beth Carvalho.
Walmir Lima é um dos mais prestigiados sambistas baianos em todo o Brasil, suas músicas foram gravadas por nomes como, Jair Rodrigues, Grupo Fundo de Quintal, Nosso Samba, Exporta Samba, entre muitos outros. Foi também o primeiro artista brasileiro a gravar uma música do estreante Zeca Pagodinho, o samba Dez Mandamentos, lançado em seu LP “Walmir Lima 1981”. Viajou para os Estados Unidos divulgando a música brasileira, apresentando-se em várias cidades americanas, gravou 5 LPs e produziu outros dois, “Bahia de Todos os Sambas” e “Sambas de Roda de Salvador”. Em 23 de outubro de 1991, a Câmara Municipal de Salvador, conferiu a Walmir Lima a Medalha Tomé de Souza, pelos relevantes serviços prestados a cultura do povo baiano.

Atualmente Walmir Lima continua compondo belos sambas e canções românticas, morando Salvador e realizando inúmeros shows, mostrando todo o seu talento, e reafirmando a chancela de Sambista Perfeito. Que continue assim por muito tempo!

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São os votos também do Bahia em Paula. Longa vida, imenso Walmir, um artista de verdade e completo.

BOM DIA!!!

(VHS)

jun
18


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OPINIÃO POLÍTICA

A outra Santíssima Trindade

Ivan de Carvalho

Tenho a impressão – sempre tive – de que um sábado é dia adequado para deixar de lado a rotina cavernosa das ações principais dos jogos de poder, os discursos formais que clarificam tão pouco e escondem tanto e até a abordagem de escândalos que, com uma freqüência cada vez maior, abalam o país, como que confirmando que realmente há algo de podre no reino da Dinamarca, perdão, na república do Brasil.
Sábado, sempre que possível, deve ser um dia para abordar assuntos mais leves, menos densos. Vamos tentar.

É o caso das mulheres empodeiradas. Estão aí as mulheres que conquistaram mandatos e as que estão querendo conquistá-los fazendo discursos nos quais se fala, sempre elevando notoriamente a voz, em “empodeiramento das mulheres” e em “mulheres empodeiradas”. Para leitores ingênuos ou desatentos, explica-se que essa tralha lingüística significa “aquisição de postos de poder pelas mulheres” e “mulheres no poder”. Mas preferiu-se empolar e sintetizar a linguagem, inventando uma palavra-chave.

Bem, a presidente Dilma Rousseff, empodeirada, empodeirou as mulheres para valer. Não vou me dar ao trabalho de contar, porque são muitas, mas ela nomeou um monte de ministras. O que mais importa, no entanto, é – com pedido antecipado de perdão pelo pecado – a “Santíssima Trindade”: a presidente Dilma Rousseff, a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann e a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti.

Ora, existe mulher sem vaidade? Bem, no meu período de vida tive notícia de duas – Irmã Dulce e Madre Tereza de Calcutá. Nada a ver com Dilma, a bela Gleisi e Ideli, que no momento constituem o núcleo do governo.

Se alguém quisesse infernizar esse trio, bastaria incluir na equação das vaidades a advogada Marcela Temer, 27, mas parece-me que isto não se justifica. Embora o marido, Michel, seja empodeirado como vice-presidente da República, ela, “apenas” como ex-miss Campinas e ex-vice-miss São Paulo, não pode ser enquadrada na categoria “empodeirada”. Até porque o marido, espertíssimo, a terá aconselhado a ser discreta. Depois das festas de posse e transmissão de cargo presidencial, quando “abafou” sem fazer para isto o menor esforço, quando mais ela apareceu?

Embora pareça acelerado demais o processo, já falam no governo, intramuros, sobre uma espécie de disputa ou, no mínimo, de comparações entre as integrantes da “Santíssima Trindade” – boto aspas nisso, por precaução – sobre quem esteve melhor (vestida, ou penteada, ou maquiada, ou elegante) aqui e ali, onde se encontram. O rolo que isso pode acabar dando ou não depende de serem ou não pequenos os corações.

Mas o fato é que já tem gente “problematizando” essa questão “republicana”. Republicana foi uma palavra que entrou na moda há algum tempo já, até acostumei com ela, mas isso de “problematizar” é um neologismo petista que acaba de sair da forma. Ainda não entendi o significado exato de “problematizar”, mas parece ser o de transformar alguma coisa a que não se dava importância em um problema que precisa ser intensamente debatido antes que a casa caia.

Seria o caso, por exemplo, do kit antigay do deputado republicano Jair Bolsonaro, “problematizado” pela senadora petista Marinor Brito. Ou o caso da sucessão de qualificativos aplicada à raça negra. Primeiro, preto – apesar de Preta Gil – ficou inadequado, sagrou-se o negro e a negritude. Depois negro ficou inadequado, apesar de subsistir o Movimento Negro Unificado e de ter havido o Black Power e os Panteras Negras. Adotou-se, então, afrodescendente. Mas há milhões de árabes e negros na África, de modo que é preciso “problematizar” isso e debater até chegar à conclusão provável, em conformidade com a geografia e a demografia, de que o qualificativo adequado é “afrodescendente subsaariano”.


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Luiz Gonzaga & Gal Costa. Demais!!!

BOA NOITE!!!

(VHS)

De Ricardo Teixeira, da CBF, ao deputado Romário…

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…estranho alvoroço em BrasíliA com votação de RDC

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ARTIGO DA SEMANA

A Copa e as entranhas de Brasília

Vitor Hugo Soares

Há nos subterrâneos e nas entranhas de Brasília, destes dias que correm no governo Dilma Rousseff, um ambiente de alvoroço e estranha excitação como raramente visto por estas bandas da América do Sul. A não ser – ressalve-se a bem da verdade histórica -, na segunda metade do século passado, quando da construção da própria cidade erguida em tempo recorde no governo de Juscelino Kubitschek, no Planalto Central, para substituir o Rio de Janeiro como capital do País.

As movimentações foram mantidas até o final da administração Lula e nos primeiros meses da atual em espasmos brandos. Algo semelhante aos fenômenos de atritos nas “acomodações de terra”, que em geral funcionam como avisos sonoros vindos das profundezas da terra em antecipação aos grandes abalos sísmicos.

Esta semana, porém, tudo parece ter saído do controle. Isso a partir da veloz aprovação da mudança no texto da aprovação da mudança no texto da Medida Provisória 527, que cria o Regime Diferenciado de Contratações – RDC A decisão flexibiliza ao mesmo tempo os processos de fixação de preços das obras para a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada Rio-2016.

Um tema, logo se vê, com apelos e interesses capazes de mexer com os “instintos mais primitivos” (diria o deputado Jefferson) da política, dos negócios (sobretudo os das poderosas empreiteiras nacionais), da imprensa e da administração pública.

O que se prevê, de agora em diante, é um terremoto de proporções nipônicas, com epicentro em Brasília, mas com capacidade de alcance nacional e internacional. Coisa capaz de mexer nos intestinos (a expressão é do jornalista Bob Fernandes) do País, de Norte a Sul.

Com maior intensidade, evidentemente, nas cidades e estados mais ou menos contemplados com algum naco deste monumental e suculento “filé” de custos astronômicos: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Salvador, por exemplo. A rede é grande e embala sonhos e desejos de muitos brasileiros. No entanto, chega “em tempo de farinha pouca no mundo”. Teme-se que sirva, desde já, como moeda valiosa de barganhas ou potente moderador do apetite insaciável de alguns por estas bandas.

Aqui uma pausa para uma historinha baiana dos anos 50, tempo em que quem mandava na Bahia era Antonio Balbino.

Naquela época, durante memorável e demolidora campanha para o governo do estado, em 1954, o habilidoso e competente ex-ministro da Educação de Getúlio Vargas disputava o Palácio da Aclamação com o ex-reitor da Universidade Nacional do Rio de Janeiro e respeitado historiador Pedro Calmon, apoiado pela UDN.

Um dia, em busca de votos, Balbino aportou na cidade de Juazeiro, no Vale do São Francisco. Ali o seu partido não conseguia eleger nem um vereador. Mas, abrigado na casa de um dos raros pessedistas do lugar, o político fez uma reunião da família e traçou uma estratégia para não perder de todo a viagem eleitoral.

Depois, acompanhado de dois filhos de seu hospedeiro, partiu rumo ao cais do febril porto fluvial naquele tempo. Ali, tendo a balaustrada como palanque, o notável tribuno decidiu falar para os barqueiros e quem mais tivesse interesse em ouvi-lo na cidade politicamente “dominada pelos Viana de Castro” .

Naquele dia, Balbino comoveu muita gente. Principalmente ao falar sobre a ventura e desventura de ser, ele próprio, nascido em Barreiras, região do além São Francisco, “um barqueiro e filho de barqueiro que conhece como poucos dramas e necessidades de sua gente”.

Saiu ovacionado do cais, mas esta história é longa e o espaço pequeno para contá-la por inteiro. O resultado, no entanto, é que Antonio Balbino foi eleito governador com vitória histórica e estrondosa, também, na até então anti-pessedista Juazeiro. Meses depois da posse, com o novo governo já bem instalado no soberbo Palácio da Aclamação, eis que aparecem na capital os dois rapazes, acompanhantes de Balbino no comício do cais, para apresentar “a fatura do pai e cabo eleitoral inestimável”.

O governador da Bahia recebe em seu gabinete de mando, com alegria e afeto especiais, os dois jovens visitantes. Reafirma o seu “eterno reconhecimento” e promete construir boas escolas na cidade, para cuja direção nomearia as duas professoras, filhas “do estimado cabo eleitoral”. Aí a história ganha um rumo inesperado.

Um dos rapazes pergunta em tom de reclamação: “Escolas? Professora?”. E o irmão completa: “Meu pai não quer isso, não, Balbino. Ele quer é construção de açudes, de estradas pra roubar”. Surpreso o governador contesta : “mas isso eu não posso fazer, é impróprio, ilegal, seria como mentir para minha gente”. O primeiro rapaz toma outra vez a palavra para o arremate:

“Mentir, governador? Mas o senhor não disse no comício de Juazeiro que foi barqueiro, como seu pai? Seu pai nunca foi barqueiro, Balbino. Seu pai sempre foi dono de barcas”. E cai a cortina sobre a conversa e o seu resultado. Haverá agora quem pergunte: “mas que diabo de relação tem esta história dos anos 50 na Bahia, com os fatos desta semana em Brasília?”.

Boa pergunta, mas o autor destas linhas ainda não tem a resposta. Assim, responda quem souber.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

Ao lado de Dom, Ravel fez sucesso nos 70…

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…como “Eu te amo meu Brasil”

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DEU NA REDE TV

Morreu, aos 64 anos, no início da tarde de ontem na capital paulista, o cantor Eduardo Gomes de Farias, o Ravel, da dupla Dom e Ravel, sucesso da década de 1970. Segundo familiares, Ravel sofreu um enfarte no momento em que tomava banho em sua residência. Os bombeiros ainda foram acionados, mas o ataque cardíaco foi fulminante.

O corpo de Ravel foi velado no Cemitério do Araçá, região da Consolação, na capital, onde também foi realizado o sepultamento, marcado para 12 horas. Ravel deixa a esposa Rejane, com quem estava casado há 37 anos, e uma única filha, Priscila. Eustáquio Gomes de Farias, o Dom, faleceu em dezembro de 2000, vítima de um câncer de estômago.

Dupla

Os irmãos nasceram em Itaiçaba (CE) e mudaram-se ainda pequenos para São Paulo, na década de 1950. Eduardo foi apelidado de Ravel por um professor de música, por causa de sua aptidão para a arte.

Ingressando na carreira artística por volta do início dos anos 1960, a dupla, já como Dom & Ravel, lançou em 1969 o primeiro LP, “Terra boa”, que trazia a canção “Você também é responsável”, transformada, dois anos depois, pelo ex-ministro da Educação, Jarbas Passarinho, no hino do Movimento Brasileiro de Alfabetização (Mobral).

Mas seria na virada dos anos 1970 que dupla atingiria seu maior sucesso, através de sua composição “Eu te amo meu Brasil”, gravada pelo conjunto Os Incríveis. Entre os outros sucessos, estão “Animais irracionais”, “Só o amor constrói” e “Obrigado ao homem do campo”.

Janio e a zanga de Gonzagão

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ARTIGO/ FORRÓ?

Forró não é isso

Janio Ferreira Soares

Se vivo fosse, certamente Luiz Gonzaga estaria amuado em algum canto do Sertão do Araripe, danado da vida com o que andam fazendo com o ritmo em que ele era o maioral. O forró, essa deliciosa levada nordestina que é a melodia perfeita para estes dias de ternas fogueiras, coloridos balões e estrangeiras garoas, está sendo brutalmente desfigurado por algumas bandas movidas a dançarinas de pernas grossas e cantores robotizados, que abusam do tripé “cachaça, rapariga e gaia” para iludir milhares de jovens de que forró é isso. Deveriam ser processados por propaganda enganosa e atentado aos dominguinhos da vida.

A propósito, o jornalista pernambucano, José Teles, fez um belo artigo sobre o tema. Ele diz que esse tipo de música já se encontra tão massificada na cabeça da meninada, que está criando entre eles uma arriscada cultura na qual mulher é sempre safada e descartável, cachaça é pra beber até cair e carro não é apenas um meio de transporte, mas lotação para encher de raparigas. Ele prossegue dizendo que quando um cantor chega numa praça pública e pergunta se tem rapariga na plateia e centenas de mulheres levantam as mãos, alguma coisa está fora de ordem. E o mais preocupante é que essa juventude, em breve, poderá assumir o poder. Oremos.

Devo minha formação musical ao rádio. De Orlando Silva até o novíssimo som que vinha de Liverpool, nada escapava do bom e velho Transglobe Philco, meu fiel companheiro nas madrugadas da vida. E foi através dele que eu tive os primeiros contatos com o baião de Luiz Gonzaga e o suingue de Jackson do Pandeiro, e, mais adiante, com os forrós de duplo sentido do Trio Nordestino e Genival Lacerda, cujas Passei a Noite Procurando Tu e Ele Tá de Olho é Na Butique Dela, se comparadas às barbaridades de hoje, soam quase infantis.

Sinceramente, não sei até que ponto a música influencia na formação de um jovem. Mas sei que, fatalmente, ela servirá de fundo musical para diferentes fases de sua vida. Como agora, quando, talvez induzido pelo som de bandeirolas açoitando o ar, me pego assoviando aquela velha canção em que Luiz Gonzaga pede ao seu amor para olhar pro céu só pra ver como ele está lindo.

Já essa turma que abre a mala do carro e obriga toda a vizinhança a ouvir alguém berrar que é pra beber, cair e depois levantar, me deixa bastante preocupado, não só pela qualidade dos sons que eles levarão consigo, mas, principalmente, porque muitos seguem esses conselhos ao pé da letra e, depois de beberem todas, saem dirigindo loucamente, correndo o risco literal de bater, se esbagaçar e aí, sim, nunca mais se levantar. Definitivamente, isso nunca foi forró. Muito menos o seu propósito.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura e Turismo de Paulo Afonso, no lado baiano do Rio São Francisco.


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Baby e Pepeu, a mais perfeita combinação enquanto durou.

BOA NOITE !!!

(VHS)

Hage:ministro da CGU defende
RDC para obras da Copa

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DEU NA REVISTA ELETRÔNICA TERRA MAGAZINE

Claudio Leal e Eliano Jorge

O ministro-chefe da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage, afirma que a mudança no texto da medida provisória 527, que cria o RDC (Regime Diferenciado de Contratações), pode provocar uma queda dos preços das obras para a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada Rio-2016.

“Trata-se da ideia de que é melhor, para o interesse público, que os licitantes não saibam quanto o governo estaria disposto a pagar por aquela obra”, diz Hage, em resposta a Terra Magazine.

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, com a mudança da MP 527, o governo federal deseja manter em sigilo os orçamentos elaborados pelos órgãos da União, dos Estados e dos municípios. No sentido inverso das críticas à proposta, Jorge Hage analisa que as concorrências, sob esse novo marco, podem favorecer os cofres públicos.

– Não se trata de limitar o acesso a informações do orçamento por razões de sigilo ou algo no sentido do que está sendo debatido no Projeto de Lei de Acesso à Informação (no Senado). Aqui é outra questão: trata-se da ideia de que é melhor, para o interesse público, que os licitantes não saibam quanto o governo estaria disposto a pagar por aquela obra. Assim, o que se espera é que os preços caiam. Se a prática vai confirmar, ou não, essa expectativa dos que propuseram essa inovação, aí é outra questão – avalia o ministro.

A MP, que “flexibiliza” a Lei de Licitações, recebeu críticas por ameaçar a transparência dos gastos com os eventos esportivos. De acordo com o texto, esses dados serão disponibilizados “estritamente a órgãos de controle”. Pela legislação vigente, o Estado precisa divulgar um orçamento prévio no edital.

A CGU lançou portais específicos para acompanhar os investimentos para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. Eles podem ser acessados a partir do Portal da Transparência (http://www.portaldatransparencia.gov.br/).

Mais informações em Terra Magazine:

Terra Magazine – http://terramagazine.terra.com.br/interna

jun
16


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OPINIÃO POLÍTICA

Os documentos e o sigilo

Ivan de Carvalho

O regime democrático dos Estados Unidos extinguiu, ao menos formalmente, o sigilo eterno dos documentos oficiais secretos. Agora mesmo, foi quebrado o sigilo dos documentos do Pentágono sobre a guerra do Vietnam.

Apenas 11 palavras que constam de um relatório tiveram seu sigilo preservado e acredita-se que elas digam respeito a nomes de colaboradores da inteligência americana ou de diplomatas norte-vietnamitas que hajam colaborado com os Estados Unidos. Sigilo humanitário, contra vinganças.

No Brasil, tenta-se no momento adotar algo parecido com a legislação norte-americana sobre o sigilo de documentos oficiais. Nos Estados Unidos, o sigilo pode ser quebrado sempre que, dentro de lei que passou a reger a matéria e ante decisões judiciais na mesma direção, as informações guardadas sejam de interesse público.

Pode-se requerer o acesso aos documentos sigilosos e a legislação, bem como o Poder Judiciário, lhes garantirá o exercício desse direito, quer goste o governo, quer não goste. Há, claro, uma ressalva importantíssima a fazer, que deixaremos para linhas adiante.

No Brasil, tramita no Congresso um projeto de lei que regula o sigilo dos documentos públicos, atenuando-o, acabando com o sigilo eterno (por tempo indeterminado) e permitindo um máximo de 50 anos de sigilo para os classificados como “ultra-secretos”. O projeto foi aprovado pela Câmara, mas está sendo retirado da tramitação em regime de urgência no Senado, segundo anunciou o senador Romero Jucá, do PMDB e líder do governo Dilma Rousseff na Câmara Alta. O projeto dividiu os senadores e o governo temia ser derrotado, pois não quer a aprovação do projeto como ele veio da Câmara.

Jucá alegou que isso aconteceu para que o governismo possa receber “colaborações de ex-presidentes”. A nova ministra de Relações Institucionais, Idelli Salvati, diz que o governo apoiará mudanças no texto para atender aos ex-presidentes da República José Sarney, do PMDB e Fernando Collor, do PTB governista. Sarney e Collor querem manter a possibilidade do sigilo eterno, vale dizer, por tempo indeterminado. Alegam que a divulgação pode prejudicar o país.

Mas agora vamos à importante ressalva de que falei antes. Esta saudável onda de direito de acesso a documentos públicos classificados como sigilosos por certo tempo tem uma grande limitação, mesmo que vença as resistências do governo e parte do Congresso Nacional.

O governo fornecerá ao conhecimento público – de suas partes pudendas, escondidas – apenas os documentos que se pode provar que existem ou que não sejam capazes de criar um ambiente de barata voa. Aqueles documentos que considerar que “não podem” ser divulgados, dirá simplesmente que não existem.

Um exemplo singelo – discos voadores, os misteriosos UFOs. O governo (os governos, do Brasil, dos EUA, da Rússia, e quase todos os outros que disponham de dados críticos sobre esse fenômeno) poderão disponibilizar registros de avistamentos de luzes e até de objetos, mas nenhum deles reconhecerá a existência de documentos e outras provas de que um UFO caiu e foi recolhido pela United States Air Force na área rural de Roswell no Novo México (EUA) ou que em Varginha, em Minas Gerais, foram mortos dois seres extraterrestres e capturados vivos pelo Exército mais dois.

Documentos secretos sobre esse tipo de coisas, por exemplo, incluindo copiosos registros da Nasa, ou resultantes de investigação comprovadora de que já houve guerra aérea e nuclear na alta antiguidade (com envolvimento da Índia) jamais existiram. E, “inexistentes”, jamais poderiam ser divulgados pelos nossos inocentes governos.

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