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BOM DIA!!!

(VHS)


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CINEMA

Cisne Negro (Black Swan)

Regina Soares

Ao aproximar-se o dia da entrega do prêmio Oscar, a grande noite de gala do cinema, transmitida para os fanáticos em mais de 200 países ( maior premio outorgado em reconhecimento dos mais altos méritos na indústria cinematográfica pela “American Academy of Motion Picture Arts and Sciances), revisamos os filmes assistidos durante o ano que passou em busca dos nossos favoritos.

Dos dez filmes apontados como os melhores do ano ressalta “Black Swan”, “O Cisne Negro”. A historia da bailarina Nina (Natalie Portman), desdobrada em uma academia de dança de New York City, cuja vida, como quase todas daqueles que optam por essa profissão, é completamente consumida pela dança, toca o nervo e atenção do espectador, envolvendo-o em um transe entre a fantasia e a realidade, uma trama psyco/dramática, de agarrar a atenção do principio ao fim.

O corpo de uma bailarina tem sido descrito como um instrumento de beleza, uma escultura em movimento. Como já disse uma vez Martha Graham, a “dança é a musica do corpo”, na nossa imaginação a bailarina é a imagem da graça, beleza, elegância e alinhamento, mas, deixe nas mãos do diretor de “Requiem for a Dream’’ e “The Wrestler’’ para transformar esse corpo no templo da destruição, muito diferente do jardim do prazer.

Nina (Natalie Portman), na sua desesperada busca da perfeicão, transforma seu corpo em um paraíso masoquista, ao mesmo tempo que trata de salvar sua posição de primeira bailarina no “Swan Lake”, balé que requer uma dançarina que possa interpretar não só o “Cisne Branco”, com inocência e graça, mas o “Cisne Negro”, que representa duplicidade, engano e sensualidade.

Nina encarna o “Cisne Branco” perfeitamente, mas Lily (Mila Kunis), a sensual e tatuada nova dançarina, é a encarnação do “Cisne Negro”. Esse tipo de briga que algumas mulheres travam por um homem, bailarinas se enfrentam pela parte no show. Enquanto as duas rivais se envolvem em uma estranha amizade, Nina se aproxima cada vez mais do seu lado escuro, tão escuro que ameaça destrui-la. O brilho do filme “Black Swan” é que, ao fim e ao cabo, é uma só briga, Nina enfrenta ela própria.

Morando com a mãe, uma aposentada bailarina, Erica (Barbara Hershey) que teve que abdicar de sua profissão para ter a filha. Qualquer que tenha visto cenas de “Carrie”, “The Piano Teacher”, “Precious”, lembrará que tipo de relacionamento entre mãe-filha estamos falando.

Quando o diretor artístico Thomas Leroy (Vincent Cassel) decide substituir a primeira bailarina Beth MacIntyre (Winona Ryder) na produção do “Swan Lake”, Nina é sua primeira escolha. Thomas quer extrair o sumo da bailarina, que seja visceral e real, ele insiste, com seu sotaque francês e sedutor, em trazer a tona o lado “escuro” do “Swan Queen”, transforma-la em sedutora em vez de caça.

Escrito por Mark Heyma, Andres Heinz e John Mc Laughlim, é um psicodrama sobre a obsessão artística, o alcance da perfeicão. O tema do filme é a violência mascarada no balé, a violência emocional e física. A medida que Nina se torna ao mesmo tempo vitima e liberada de suas fantasias, “Black Swan” é, nada mais nada menos, do que a fina linha que separa o real da ilusão.

A legendária bailarina Anna Pavlova disse a beira da morte: “Get my swan costume ready”. Nina parece determinada a arrebata-lo…

Regina Soares, advogada especializada em eleições nos Estados Unidos, cinéfila inveterada, mora em Belmont, na área da baia de San Francisco (Califórnia) ,na Costa Oeste americana.


Lula:o dono da festa dos 31 anos do PT

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ARTIGO DA SEMANA

UM TAMBOR PARA LULA

Vitor Hugo Soares

Na festança dos 31 anos de fundação do PT, em Brasília, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva retornou à cena principal da política no País, depois de apenas 40 dias de afastamento do palco. E voltou com toda pinta daquele herói francês citado por Ulysses Guimarães no sexto mandamento do seu famoso Decálogo do Estadista: “Estou cercado. Eu ataco”.

Quando muitos adversários políticos, críticos e analistas já o apontavam como “estrela cadente”, eis que o resistente retirante da seca nordestina que alcançou o posto de comando mais elevado da nação ressurge como astro mais candente da Companhia. Mesmo – é bom não esquecer – estando presente no cenário do espetáculo de luz e cores montado no Planalto Central, ninguém menos que a presidente Dilma Rousseff – na plena força que os votos e a caneta lhe conferem na fase inicial de governo.

Na festa petista, porém, o papel reservado para Dilma foi o de assoprar a vela comemorativa. No resto, praticamente só deu Lula, a começar pelos mimos que ele recebeu. Um deles – mais óbvio, visível e palpável -, a flâmula especial do partido que lhe foi entregue pelo presidente do PT, José Eduardo Dutra, embalado em uma caixa de presente de fazer inveja, amarrada com fita de grife e tudo.

O outro mimo, e seguramente o mais importante, é o cargo de Presidente de Honra do PT, que o recém saído da cadeira de mando no Palácio do Planalto assumiu de fato na quinta-feira, 10. “Posto meramente simbólico”, como se apressam em proclamar adversários políticos e até “companheiros” roídos de inveja.
Honorífico e simbólico sim. No entanto, como se viu já na própria quinta-feira do aniversário do PT, um instrumento como este nas mãos de Lula, tende a se transformar em tambor de ressonância com poder de alcance ainda impossível de prever. Mas, deduzir pela estreia em Brasília , com alcance ainda maior que os famosos tambores de percussão executados pelo artista baiano e internacional Carlinhos Brown nos carnavais de Salvador, ou nas ruas de New York, Madrid, Barcelona e Lisboa.

Belo presente para um “ex” que ainda há poucos dias ao deixar o posto de comando maior do País, sentiu-se na pele de um “cachorro quando cai do caminhão da mudança e fica sem saber para onde ir”. Lula fez a confissão no “improviso” elaborado nos mínimos detalhes, pronunciado na festa de aniversário do partido que ele fundou, fez crescer e ao qual acaba de retornar como militante, com furor de iniciante, vestido de camisa vermelha e tudo a que tem direito.

Antes de Dilma Rousseff pintar no pedaço e abocanhar um naco do bolo de aniversário, Lula aproveitou para usar o tambor que acabara de receber. Mandou sinais para todo lado, dentro e fora do governo, dentro e fora de seu partido. Mas acima de tudo, para dois de seus alvos preferenciais: os críticos mais contundentes na imprensa ao seu governo e ao seu modo de governar e ao seu estilo pessoal, e os adversários políticos pousados principalmente nos ninhos dos tucanos e do DEM.

Avisos aos que tentam “criar uma dicotomia entre governo Lula e Dilma, como se fosse possível, como se fosse crível”, conforme já havia antecipado Dutra, presidente de fato do PT. Lula foi mais direto e contundente no toque: “Eu só não estou no governo, mas eu sou governo tanto quanto outro companheiro que está lá. O sucesso da Dilma é o meu sucesso, o fracasso da Dilma é o meu fracasso”, pontuou.

Criado em São Paulo, o presidente de honra do PT jamais perdeu o estilo do pernambucano nativo que anota tudo na caderneta para não deixar ofensa sem vingança. Uma dessas anotações para cobrança posterior, garantem os mais próximos do ex-presidente, são as recentes declarações do colega Fernando Henrique Cardoso – publicadas até na imprensa estrangeira – considerando que “Lula foi cúmplice com a corrupção em seu governo”.

Lula tratou de ir direto ao ponto na festa do PT esta semana, ao sugerir que os companheiros já estão atrasados em relação ao planejamento para as eleições municipais de 2012. “Aqui não tem aposentadoria. E a campanha para as eleições do ano que vem deve começa agora”, conclamou.

Entendidos em signos lulistas garantem que o aviso aos tucanos tem endereço certo: São Paulo. E guarda muita semelhança com aquele mandado para a Bahia quando ACM chamou o então presidente da República de ladrão e o deputado ACM Neto ameaçou do plenário da Câmara, dar uma surra no presidente.

“Se continuar me ofendendo eu volto na Bahia e acabo com o carlismo”, disse Lula, de Brasília, dias antes de participar dos comícios históricos em Feira de Santana e em Salvador, no Farol da Barra, que definiram a vitória de Jaques Wagner (PT) em seu primeiro mandato, e o ocaso da era ACM na Bahia.

No caso de São Paulo – de FHC, Serra, Alkimin e Kassab – a parada parece mais encardida. Mas, ainda assim, vale a pena dar tempo ao tempo. E conferir depois.

Vitor Hugo Soares é jornalista – E-mail;
vitor_soares1@terra.com.br

fev
11


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Na inesgotável mina musical da América, mais uma voz de ouro: John Stevens! Bom fnal de semana.

(Gilson Nogueira)

fev
11
Posted on 11-02-2011
Filed Under (Artigos, Eventuais) by vitor on 11-02-2011


Aguirre:reflexo da insensatez
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ARTIGO/IMPRENSA E PODER

Manda quem pode, obedece quem tem juízo

Washington de Souza Filho *

Ainda vivo, o jornalista Aurélio Velame, para comentar um dos muitos casos de desmandos vividos em redações, na época na Tribuna da Bahia, usou uma frase, adequada para o momento atual, da demissão de Aguirre Peixoto, jovem jornalista, repórter de A Tarde.
– Pior do que ser capataz é ser chicote de feitor.
Aurélio, bom frasista, excelente redator de títulos e, posteriormente, editoriais, criou a expressão em um momento de discussão interna, em que a tônica era o poder exacerbado de quem determina o cumprimento de ordens, adequadas a uma conveniência relacionada ao que é chamado nas redações de IP – interesse do patrão, na linguagem dos jornalistas.
A demissão de Aguirre é um reflexo da insensatez que, infelizmente, faz parte das redações, nas quais as relações de poder sempre atingem o elo mais fraco da corrente. A justa reação da redação de A Tarde é compreensível pela natureza e caráter de Aguirre, a quem conheci e convivi como aluno da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia. A situação, porém, deveria ser analisada pelo papel que desempenham os repórteres como ele – gente que precisar estar nas ruas.
A razão apontada para a demissão dele tem ligação com outro recente, com a participação dos mesmos personagens, apontados como os responsáveis pela decisão do jornal: os empresários acusados, de acordo com diversas publicações, de integrarem um esquema para a ocupação de áreas diversas de Salvador, em especial na orla e na avenida Paralela, apontado como especulação imobiliária. Um fato que ganhou espaço nas páginas policiais, com acusações de diversas formas – de extorsão a tráfico de influência.
A punição a Aguirre é por ter agido de forma diferente, como jornalista. Sem nenhuma máscara, levantou as informações, procurou as fontes, quis ouvir a todos. Elaborou a sua reportagem e a submeteu aos responsáveis pela publicação. O risco ao qual ele foi exposto é uma tendência do jornalismo atual, que transforma o autor de uma reportagem em alvo de quem tem o poder, em especial do dinheiro como o seu maior símbolo – e inibe o jornalismo como ação de interesse público. No regime militar, era uma prática comum, promovida, solidariamente, por muitos editores e chefes em geral, salvaguardar os autores com a omissão do nome, a assinatura. O peso da publicação era do meio de comunicação.
O fato corresponde a um padrão, infelizmente comum nas redações, em que os diversos chefes têm os seus poderes condicionados pelos interesses dos seus patrões, em uma atividade que em a crença comum é a de que o jornalista é um ser livre para exercer a sua capacidade, desde que cumpra os diversos preceitos da profissão – a sua garantia de proteção, do valor do seu trabalho e do seu veículo. A demissão de Aguirre tem outro peso, com o fato de que a informação, pelo avanço da tecnologia ter favorecido o desenvolvimento de formas diversas de comunicação, que ampliaram o limite para a sua divulgação. O necessário é a apuração, de forma clara, para a publicação, de maneira honesta, de fatos – algo que muitas vezes não ocorre.
A disposição de fazê-lo culpado é a comprovação do que sempre disse Aurélio. O evidente, no caso, é que os algozes nem precisaram sujar as mãos.

*Washington Filho é Jornalista, professor da Faculdade de Comunicação (UFBA)

fev
11

O jornalista baiano Claudio Leal, repórter da revista digital Terra Magazine , com redação em São Paulo , sempre atento aos caminhos e descaminhos do jornalismo na Bahia, acaba de postar em seu endereço no twitter:
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“Cansado de ouvir a família e os adversários, Cidadão Kane nomeou Ben para dirigir seu jornal. E explicou: http://migre.me/3RqEP ”

(Postado por Vitor Hugo Soares)


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“Yo Te Recuerdo”, tema original do mestre da composição romântica mexicana, Armando Manzanero, na interpretação única em português do rei Roberto Carlos. Uma sugestão garimpada no veio inesgotável do jornalista Gilson Nogueira.

BOM DIA!!!

(vhs)
En la interpretación en portugués de Roberto Carlos

fev
11
Posted on 11-02-2011
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 11-02-2011


Nordeste ás escuras: Apagão?
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OPiNIÃO POLÍTICA

A herança maldita

Ivan de Carvalho

Imediatamente antes de deixar a presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva tratou de avisar que, ao contrário do que acontecera com ele – que recebeu do antecessor, Fernando Henrique Cardoso, uma pavorosa “herança maldita” que o governo e o PT incluíram como uma das expressões prediletas de seu dicionário de rótulos e frases feitas –, sua sucessora não poderia se queixar de receber qualquer “herança maldita”.

O que vemos, então, nesse segundo mês de governo da presidenta (vade retro, besteirol), digo, presidente Dilma Rousseff?

Primeiro, um demorado apagão atingindo toda a região Nordeste do país. Às escuras para justificar o fenômeno, o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, produziu uma frase surpreendente: “Não houve apagão. Houve uma interrupção provisória no fornecimento de energia”.

Respeito as pessoas, principalmente as claustrofóbicas, que ficaram presas em elevadores, as que ficaram às escuras e em pânico nas ruas, as que tiveram prejuízos com aparelhos elétricos e eletrônicos afetados no gradual restabelecimento do fornecimento de energia, as que iam, mas não foram, as que, já tendo ido, tiveram dificuldades para voltar, bem como as atividades econômicas, especialmente as industriais, seriamente prejudicadas.

Respeito toda essa gente e todas essas atividades, mas confesso: a justificativa do ministro valeu o apagão, quero dizer, a interrupção de energia que apagou tudo, mas não foi um apagão. O pessoal do Maranhão, de onde é o senador-ministro, é muito criativo. Lobão lançou um conceito novo que os especialistas do setor elétrico devem apressar-se a assimilar, para que não se perca.

Bem, logo em seguida, só para confirmar o anterior, outro apagão, perdão, interrupção no fornecimento de energia, desta vez em São Paulo, atingindo dois milhões de pessoas.

Mas aí o ex-presidente Lula poderá dizer, se quiser (suspeito de que não o fará) que o setor de energia, durante quase todo o seu primeiro mandato, foi comandado pela então ministra das Minas e Energia, Dilma Rousseff. E que esta, na Casa Civil, continuou monitorando o setor com muita energia (sem trocadilho). Então, não seria herança dele, mas ela, sim, estaria colhendo o que plantou.

Aliás, nos últimos anos da Era Lula – 2008, 2009, 2010 –, com o Ministério das Minas e Energia entregue a Lobão, apadrinhado de Sarney, e sob o monitoramento de Dilma, os apagões tiveram um aumento de frequência extraordinário. Mas o presidente chamava-se Lula e ele é que tinha o poder de decisão sobre onde e em que aplicar o dinheiro tomado aos contribuintes. Herança maldita, portanto.

Mas não é só essa má herança setorial. Estão fazendo um corte de R$ 50 bilhões no Orçamento da União. E, depois do corte, outros recursos do Orçamento serão contingenciados, isto é, não gastos naquilo a que se destinam para ficarem disponíveis para formação do superávit primário, com o qual pagam-se amortizações e serviços da gigantesca dívida pública.

Essa imensa dívida pública é outra parte da herança maldita deixada por Lula à sucessora. Assim como é maldita a herança de ter de cortar os R$ 50 bilhões do orçamento e fazer ainda grandes contingenciamentos. Não só porque isto é coisa antipática, sob os aspectos popular e político, como porque torna confesso o que todos já sabiam – há uma crise fiscal agravando-se e exigindo sacrifícios. E essa crise é uma criação exclusiva do governo Lula.

Para completar, estão postos os elementos para uma crise cambial. O Banco Central está comprando dólares diariamente, com grande prejuízo em reais, para evitar o agravamento da situação da balança comercial. A crise cambial ainda não é realidade, é uma previsão, seus fatores seriam não só internos, mas também externos. Isto, no entanto, não é suficiente para retirá-la da composição da herança maldita, especialmente se esta pode ser esticada do jeito que Lula esticou a de FHC.

fev
10


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Ao vivo do Teatro Guararapes em Recife-PE. – 2005
Orquestra & Coral.

BOA NOITE!!! LONGA VIDA A CAUBY!

(VHS)


Florisvaldo:”em respeito ao jornalismo”
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Deu na revista digital Terra Magazine

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CLAUDIO LEAL

O editor-chefe do secular jornal baiano “A Tarde”, o poeta e jornalista Florisvaldo Mattos, pediu desligamento do cargo, nesta quinta-feira (10), em meio à crise provocada pela demissão do repórter Aguirre Peixoto. Reportagens sobre crimes ambientais de uma obra do governo da Bahia em parceria com as empresas Patrimonial Saraíba e Construtora NM teriam motivado a queda de Peixoto.

Segundo a redação, o jornal atendeu a pressões do mercado imobiliário, acusado de fazer obras predatórias na primeira capital do País. O diretor-executivo de “A Tarde”, Sylvio Simões, desmentiu a versão em entrevista a Terra Magazine e atribuiu o episódio a conflitos de “poder interno”.

Os jornalistas entraram em “estado de greve” nesta quinta e a crise ganhou repercussão em sites especializados na imprensa brasileira. O pedido de demissão de Mattos ocorre depois de Sylvio Simões ter dito, em reunião com repórteres e editores, que faltava autoridade e que trocaria todo o comando da redação em cinco ou seis meses. O diretor acrescentou que o jornal só teve comando quando Ricardo Noblat era o editor-chefe, entre dezembro 2002 e outubro de 2003. O diálogo foi tenso e os sócios do jornal se recusaram a readmitir o repórter.

Filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), Sylvio amplia seu poder na direção do mais importante jornal baiano e um dos maiores do Nordeste. Sua mãe, Regina Simões, filha do fundador Ernesto Simões Filho, tem 50% das ações. A empresa sofre uma baixa de circulação e há anos enfrenta conflitos editoriais. Segundo o IVC (Instituto Verificador de Circulação), “A Tarde” já foi ultrapassada em tiragem pelo “Correio”, da família do ex-senador Antonio Carlos Magalhães.

“Informo aos prezados colegas que, em encontro cordial com os membros da Direção Executiva, apresentei a minha demissão do cargo de editor-chefe e o meu desligamento dos quadros da Empresa A TARDE, de forma inteiramente livre e espontânea”, escreveu Florivaldo Mattos à redação. Ele saiu sob os aplausos dos colegas. Em assembleia, os jornalistas de “A Tarde” pediram à direção que definisse uma linha editorial, para evitar a repetição do caso de Aguirre.

Sylvio Simões desmentiu que o jornal esteja negociando a venda de ações com os empreiteiros Francisco Bastos e Carlos Suarez. “Meu amigo, eu vou lhe dizer assim: se por acaso tiver uma ação à venda, do grupo A Tarde, eu e meu sócio compramos (risos) Compramos na mesma hora. Eu mesmo tô doido pra comprar. Se você conseguir aí alguns sócios pra eles venderem, eu compro!”, reagiu.

Em conversa com Terra Magazine, o ex-editor-chefe Florisvaldo Mattos preferiu não comentar o pedido de demissão, “em respeito ao jornalismo”. Ele ressalta que trabalhou por 21 anos em “A Tarde” e atribui sua saída a episódios acumulados, não apenas a atual crise.

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