abr
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Posted on 12-04-2009
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Lula no velório de Carlos Wilson/jc on line

Comoção e lágrimas marcaram o velório e enterro do deputado federal pernambucano , Carlos Wilson (PT), neste domingo de Páscoa em Recife. A presença do presidente Luis Inácio Lula da Silva, de ministros, do governador Eduardo Campos, de políticos do Estado e familiares do deputado, que lutava há quase cinco anos contra um câncer no tórax, teve momentos de muita emoção. Lula, que chorou no velório do amigo e aliado de Pernambuco (substitutuiu o ex-governador Miguel Arraes por um período de 11 meses),  não foi ao enterro de Wilson.

O presidente precisou viajar para São Paulo, onde perticipou, no início da noite, do velório de outro amigo, aliado e também deputado federal, João Herrmann Filho, que morreu na madrugada deste domingo. Visivelmente abalado, Lula permaneceu no velório de Herrman, na cidade de Campinas, (em cujo cemitério o parlamentar será sepultado na manhã desta segunda-feira (13), até por volta das 21h, em companhia de seu secretário de imprensa, Franklim Martins.

Mais cedo, em nota oficial, o presidente lamentou a morte do deputado João Herrmann Filho (PDT-SP), a quem chama de “companheiro e amigo”. “Sua vitalidade, ousadia e disposição de luta sempre foram uma marca de personalidade. Companheiro e aliado nas lutas contra o regime autoritário, solidário nas horas difíceis e leal, ele sempre se alinhou ao lado da justiça social. É uma grande perda para a política brasileira”, assinala Lula em sua nota.

(Postado por Vitor Hugo Soares)

abr
12
Posted on 12-04-2009
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Deputado João Herrmann

Em menos de dois dias o Congresso brasileiro perdeu dois de seus integrantes , ambos deputados federais. Em Recife morreu na noite de sexta-feira e será sepultado na tarde de hoje (12) o deputado do PT de Pernambuco, Carlos Wilson, que tratava de um câncer há cinco anos. Na madrugada deste domingo foi encontrado morto, na piscina de sua residência, o deputado federal João Herrmann Neto (PDT-SP).

De acordo com as primeiras informações, o parlamentar foi encontrado sem vida, no início da madrugada, por um de seus cinco filhos. O corpo estava dentro da piscina na área da Destilaria Guaricanga, produtora de alcool de propriedade do parlamentar, em Presidente Alves, interior paulista. Hermann passava o feriado da Pascoa com a família na casa de campo existente no local. A principal suspeita é de que o parlamentar tenha batido a cabeça no chão e caído na piscina em seguida. Ele estava sozinho no momento do acidente.

Um assessor do parlamentar informou que a necropsia indicou “morte natural”. O corpo está sendo levado para Campinas e será velado no prédio da prefeitura, a pedido do prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT). O enterro está previsto para a manhã de segunda-feira, 13. Engenheiro Agrônomo, Herrmann Neto ingressou na vida política em 1977 como prefeito de Piracicaba. Era filiado ao MDB. Dez anos depois tornou-se deputado federal. Atualmente estava no quinto mandato, este ocupado após a renúncia do titular, o deputado Reinaldo Nogueira, em 6 de janeiro deste ano. O deputado era dono da Destilaria Guaricanga, produtora de álcool.

(Vitor Hugo Soares, com agências de notícia)

abr
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Posted on 12-04-2009
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A sonata de Bach, “Jesus Alegria dos Homens”, é a música escolhida para saudar este domingo da Páscoa de 2009. Vai aqui em vídeo gravado durante apresentação do afinadíssimo grupo feminino Celtic Woman. O destaque fica com a notável solista Chloe Agnew. O site-blog Bahia em Pauta deseja Feliz Pascoa a todos os seus leitores e ouvintes.
(Vitor Hugo Soares)

abr
12
Posted on 12-04-2009
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Está na VEJA

Na coluna Radar, assinada pelo jornalista Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br), a edição da revista VEJA, que está nas bancas, publica:

O que querem os deputados– “Para mudar o cálculo da poupança, conforme está sendo estudado pela equipe econômica, o governo precisará de autorização do Congresso. Mas, em princípio, alí não terá dificuldades para aprovar as eventuais mudança. De acordo com uma pesquisa realizada, há duas semanas, pela Arko Advice, com 115 deputados que integram a elite da Câmara (sendo 85 deles da base aliada) 48% responderam que apoiariam o governo. Ou seja, aparentemente a Câmara está dividida, mas na verdade o governo só precisa de uma forcinha para convencer um número pequeno de deputados a mudar o cálculo da poupança, fazendo-a render menos”.

Bahia em Pauta comenta: Se você tem alguma economia aplicada na Poupança fique de olho! Como dizia Ibrahim Sued, “cavalo não desce escada”.

abr
11
Posted on 11-04-2009
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PALAVRA
“No mais, a poesia é essencial”, como assinalava sabiamente Silvio Lamenha en sua concorrida e inteligente coluna no velho Diário de Notícia, o órgão dos Associados na Bahia, que se foi. Veja esta do jornalista (e poeta), Gilson Nogueira , e comprove neste crepúsculo do Sábado de Aleluia, o quanto o bom Lamenha tinha razão.
(V.H.S.)

Gamboa/ imagem Bahiatursa

Verbo

O tempo parecia entrar pela janela e ficar ali parado compondo a estética do silêncio

A janela aberta mesma se bastava

“Entre, tempo, a casa é sua!”

Lá dentro, cores vivas no olhar

Letras espalhadas pelo chão

No ar, o antigamente resitia

No relógio da parede uma hora morta

E uma caneta esquecida sobre a mesa

Da escada de chegar e de partir via-se o mar

Havia.

A vida mais que existência

As pessoas não eram

A fumaça não impedia a razão

Tudo, tudo sorria em transparência e desafio.

Os perigos

No parapeito, a tinta vigiava

Solidão sem vazios

Um texto

Uma caneta esquecida sobre a mesa

A verdade enquanto o beija-flor bebia a última gota daquela rua

O Verbo Encantado era lá!

O que havia?

Uma agonia nua

A liberdade passeando na Gamboa

De um tempo de Quem dera!

Na Bahia!

Gilson Nogueira

abr
11
Posted on 11-04-2009
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Sábado de Aleluia, dia da ressurreição para os cristãos do mundo inteiro. Dia também de malhar o Judas de norte a sul do país, mas principalmente no Nordeste, onde o boneco recheado de pólvora que simboliza a traição, vem sendo paulatinamente substituído pela figura de políticos e maus governantes.

Para música do dia, Bahia em Pauta escolheu “Judas”, a composição de um baiano único e verdadeiramente genial, chamado Raul Seixas, interpretada pelo próprio Raulzito, em uma de suas sempre polêmicas apresentações. O vídeo está cheio de falhas técnica e de edição, mas é valioso como registro da música cuja letra fala de um um dos mais polêmicos personagem bíblicos. E polêmica é com Raulzito mesmo! Confira.

(Vitor Hugo Soares)

abr
11
Posted on 11-04-2009
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Protógenes na CPI/ Imagem Abril

ARTIGO DA SEMANA

PROTÓGENES:O TOCADOR DE ATABAQUES

*Vitor Hugo Soares

Sei que alguns vão dizer, em tom de reprimenda, que este não é espaço, tempo nem hora para poesias. Ainda assim, peço licença para começar com pedaços de “O Tocador de Atabaques”, do poeta fluminense Eduardo Alves da Costa, declamado quarta-feira (8), pelo delegado Protógenes Queiroz, antes de iniciar o seu depoimento na chamada CPI dos Grampos, “cujo objeto jurídico é investigar interceptações telefônicas clandestinas”, como o depoente lembrou mais de 70 vezes, nas seis horas de interrogatório – boa parte transmitida ao vivo pelos canais privados Globo News e Band News, e, no final, pela TV Câmara.

Não registro a referência ao poeta de “No caminho, com Maiakóvski” (tão recitado nas universidades e manifestações de resistência pelos jovens nos anos 70), por ser adepto de batuques e percussão pesada. Faço-o por convencimento de que nos versos escolhidos estão as chaves essenciais para entender a estratégia do depoente, assim como a dos promotores da representação na ressuscitada comissão de investigação do Congresso. Se o banqueiro do Grupo Opportunity, Daniel Dantas, for de fato ouvido semana que vem, como anunciado, quem sabe a CPI conseguirá um enterro mais digno?

Cito Eduardo da Costa também por justiça a um dos melhores e mais relegados poetas do País, nascido em Niterói, cidade onde o condutor da Operação Satiagraha – o baiano de Salvador que além de Nossa Senhora de Fátima parece adorar poesia e percussão-, se criou. O poema é mais longo, épico e contundente, mas creio que os versos a seguir são suficientes para bom entendedor.

Declamou o delegado Protógenes: “Querem meu verso de nariz para o ar, / equilibrando a esfera, / enquanto alguém bate com a varinha/ para me por no compasso. / Pedem-me que não seja violento/ e me mantenha equilibrado entre a forma e o fundo, / porque a platéia não deve sofrer emoções fortes… Mas eu, nascido num tempo de sussurros, / tenho a voz contundente / e por mais que me esforce / não sirvo para cantar no coro “…

…”Sei apenas tocar atabaques. /Assim, me perdoem os amantes e os arquitetos dos labirintos. / Que as senhoras se protejam com o xale / e os corações delicados se encostem na parede para fugir às correntes de ar/ Bato no atabaque / até estourar os tímpanos fracos/ e chamo num grito de gozo as almas bravias/ para dançarmos juntos, mordidos pelas mentiras do mundo/ com os nervos envenenados/ e a jugular aos pinotes”…

O condutor da Operação Satiagraha delimitou aí, os campos em que se travaria a seguir o embate da Quarta-Feira Santa. Ah, o depoente não deixou passar em branco o registro emblemático da Paixão e da Páscoa logo de saída. Frisou exemplos de perseguições bíblicas, tentativas de transformar em criminoso e réu, quem tenta mostrar caminhos, ou apuram descaminhos no campo do interesse público – e denunciam a falta de ética e a corrupção das empresas, da política, dos governos. “Hoje o povo enxerga tudo, não existe mais burros no Brasil, como muitos ainda imaginam”, avisou Protógenes.

E a mensagem deve ter tido o sabor de maná para o paladar de cristãos de todos os rincões alcançados pela imagem da TV naquele momento, mas, em especial, deve ter soado como sinfonia pastoral aos ouvidos de grupos e figuras de prestígio da Igreja Católica – o arcebispo de São Paulo, D. Odílio Scherer, por exemplo – que formam a primeira linha da defesa de Protógenes.

Em seis horas do interrogatório da CPI, Protógenes seguiu à risca os versos do poeta fluminense. Não permitiu, em nenhum momento, que – a começar pelo nada isento presidente da comissão, deputado Marcelo Itagiba, e seu sempre oscilante braço direito, o baiano Nelson Perllegrino (relator), que batiam mais insistentemente com a varinha dos amestradores-, o fizessem equilibrar a bolinha com o nariz levantado, como os bem treinados animais de circo.

Não cedeu nem às irônicas e, em geral egocêntricas, provocações do deputado Raul Jungmann (PPS-PE) – escolada raposa política mal disfarçada pela rala penugem de tucano -, que cobrava com insistência que o depoente desse os “nomes aos bois e às manadas, como prometido”. Mas não se diga, por injusto, que o delegado não deu informações relevantes na última quarta-feira. A começar por uma das mais quentes pautas jornalísticas do dia, quando comunicou, que, enquanto ele dava o seu depoimento em Brasília, colegas seus da PF o avisavam de que no Rio de Janeiro ocorria uma batida nas empresas do banqueiro Daniel Dantas, em cumprimento a mandado de busca e apreensão, “para obter os livros fiscais de registro obrigatório da contabilidade do Grupo Opportunity”.

Ofereceu também preciosos detalhes do “Projeto Guarda-Chuva”, elaborado em 1992, com a participação e a assinatura, segundo Protógenes, do hoje ministro Especial para Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, na época advogado de Dantas. O acordo previa a utilização do dinheiro dos fundos de pensão no programa do governo brasileiro de privatizações, principalmente em negócios relacionados com recursos nacionais. Entre estes, a Transposição das águas do Rio São Francisco. Como se vê, fatos e nomes não faltam para quem deseja, de fato, buscar a verdade. E, plagiando a propaganda de uma prefeitura da Bahia: “Quarta-Feira que vem tem mais”. Boa Páscoa!

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail:vitor_soares1@terra.com.br

abr
10
Posted on 10-04-2009
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A inundação/Imagem De Olho no Tempo

Nesta Sexta-Feira da Paixão milhares de habitantes de Salvador tiveram uma manhã de muitos sacrífícios, perdas e sofrimentos. Não foram necessários mais que 25 minutos para a terceira maior cidade do País mostrar suas históricas fragilidades, aliadas com o descaso e falta de zelo (para dizer o mínimo) dos que a governam atualmente. Apesar do esvaziamento da capital com o feriadão da Páscoa, cidadãos, ruas, casas, automóveis sofreram com a tormenta, nem tão grande e prolongada assim. Avenidas inteiras – ACM, Jequitaia, Luís Tarquínio, Frederico Pontes, Centenário, Ogunjá, Suburbana, Bonocô, entre outras da Cidade Alta à Cidade Baixa – foram tomadas pelas águas em poucos minutos, sem que os canais de escoamentos dessem vazão à enchente.

Em algumas áreas como nas proximidades do Instituto Médico Legal Nina Rodrigues e no Chame-Chame a água encobria boa parte dos veículos que circulavam na hora do temporal, causando principio de pânico em alguns motoristas e passageiros dos automóveis, principalmente crianças e idosos. Viaturas do Corpo de Bombeiros, SAMU e Transalvador tocavam as sirenes com insistência tentando abrir caminho para prestar socorro de emergência nos mais diferentes pontos de Salvador e áreas do subúrbio. A Defesa Civil registrou mais de duas dezenas de ocorrências, entre alagamentos, ameaça de desabamento, deslizamento de terra, queda de árvores. Entre 10h e 11h choveu 36mm, segundo a Estação Meteorológica da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Mas o tempo de chuva efetivamente intensa, com raios e trovões, não foi superior a 25 minutos. Imagine quando os temporais, comuns neste período, chegarem mesmo para valer na desprotegida cidade do Salvador!

(Vitor Hugo Soares)

abr
10
Posted on 10-04-2009
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E a canção do dia escolhida pelo Bahia em Pauta para esta Sexta-Feira da Paixão, uma das datas maiores da cristandade é “Wish”, interpretada por Brian Littrell. As imagens do vídeo são do filme “A Paixão de Cristo”, de Mel Gibsos. Combinação perfeita para este dia que os católicos do mundo inteiro dedicam à meditação e ao recolhimento. Confiram.(VHS).

abr
10
Posted on 10-04-2009
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Buenos Aires:o exemplo segue vivo

O comentário a seguir foi postado em um dos melhores e mais acessados sites do País, o “Alma Carioca” (http://almacarioca.net ) , do jornalista Paulo Afonso Texeira, que reproduziu semana passada o artigo “Enterro de um Exemplo”, que este editor do Bahia em Pauta escreveu sobre a morte do ex-presidente Raul Alfonsin, em Buenos Aires. O comentário é da argentina Susana B. Alvis Etcheverry, que vive atualmente em Basília, e creio merece a publicação tambem neste site-blog, com o mesmo destaque que a mensagem recebeu do “Alma Carioca”, pela beleza do texto e o valor de seu conteúdo. Confira (VHS).

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Por Susana B. Alvis Etcheverry
Comentário em “Raúl Alfonsin – O enterro de um exemplo“, de Vitor Hugo Soares.

“Nasci argentina, e tive muito orgulho disso quando votei pela minha primeira vez. Meu voto foi para ele: Raúl Alfonsín. Também foi para ouvi-lo falar quando fui ao meu primeiro comício. E também, foi nele em quem se concentrava não sei se tudo o que eu queria para o meu país. Porém, sem dúvida, não era nos outros. Não era nos peronistas e muito menos nos militares.

É verdade que cada argentino carrega até hoje as dores da ditadura, os horrores, as lembranças de um tempo que não quer e não deve ser esquecido. Todos perdimos alguém para as Juntas. Do peronismo da época: não há de existir um argentino que não lembre da imagem de Herminio Iglesias queimando o caixão…

Alfonsín foi como o ar puro entrando nos pulmões. Todos queriamos a democracia. Todos, também, a justiça. Depois de tantos excessos, das guerras, queriamos a paz. Das mentiras, queriamos a verdade. Queriamos viver, fato que não era garantia um tempo antes, mesmo sem “ter nada a ver”, como se falava por lá… como tampouco o eram a liberdade, o fato de ir, ou de vir. Falar. Cantar. Escrever. Estudar. Escolher. Trabalhar…

É verdade: ele não conseguiu fazer tudo o que tinha se proposto. Mas fez, quiçá, algo maior e inesquecível: trouxe de volta o espírito democrático e tudo o que isso significa. Cooperou decisivamente para reafirmar valores e difundi-los, sem ter vergonha disso em um país onde ser ético já foi considerado coisa de babacas…

Chorei suavemente o dia em que soube de sua morte. Fiz um comentário breve que continha, na verdade, um enorme sentimento de saudade aliada a uma impressão de esgotamento social do que eu mais identificava nele: a integridade.

E enquanto isto escrevo, sinto que me invade uma enorme emoção. A imagem de Alfonsín se me aparece nitidamente, ao tempo que ecoam retumbantes as palavras e a música instigantes: “lute, lute, lute, não deixe de lutar…!!!”

Saí da Argentina na época de Menem e vivo aqui, em Brasília. Sou agora cidadã brasileira, com direito a voz e voto e confesso algo do que estou absolutamente convicta: uma epidemia de Alfonsins, faria muito bem ao mundo. Pena que ele foi só um. Fica, porém o legado para quem quiser imitar. Quem vai engrossar as fileiras? Você topa?”

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