jun
09
Posted on 09-06-2009
Filed Under (Artigos, Multimídia) by vitor on 09-06-2009


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Em 9 de junho de 1891 nascia no estado de Indiana um dos maiores nomes da música dos Estados Unidos de todos os tempos:Cole Porter. Autor de composições imortais como “Night anda Day”, “Ive Got you Under My Skin”, “Beguin de Beguine”, entre dezenas de outras com a marca da sofisticação nas letras, ritmos criativos e inteligentes e formas musicais das mais complexas. Porter, no entanto , não é um compositor importante só para quem estuda música, mas principalmente para quem gosta de música de verdade. A música do dia é dele. E entre centenas, a escolhida é “Ive Got Under My Skin”, nas vozes de Sinatra e Bono em dupla perfeita, talvez na melhor interpretação de Porter. Confira.


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Silvio proibido
silvio
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Por: Maria Olívia

“DEMOCRACIA ESTADUNIDENSE – Silvio Rodríguez, um dos mais consagrados cantores e compositores de Cuba (lá eles chamam cantautor) – do movimento Nova Trova, assim como Pablo Milanés – teve negado visto para entrar nos Estados Unidos. Tinha sido convidado para participar de uma homenagem ao músico Pete Seeger. É isso aí a badalada democracia estadunidense. Já pensou a zoada que a grande mídia faria se se tratasse do governo brasileiro, ou do venezuelano, ou do boliviano, etc, etc? Quantos brasileiros ficaram sabendo disso?

Maria Olívia é jornalista.

Em tempo: “Mi Unicornio Azul”, uma das mais belas composições do cubano Silvio Rodriguez, é a música para terminar o dia. Aqui na interpretação inimitável da argentina Mercedes Sosa Bahia, em vídeo do You Tube selecionado pelo Bahia em Pauta para seus leitores e ouvintes. Ouçam o que os americanos perderam!

jun
08
Posted on 08-06-2009
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João de novo em campanha
gedjoao
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Enquanto Salvador se dissolve, abalada pela chuva, pelo vento e pela desenfreada especulação imobiliária dos dias que correm, o prefeito João Henrique (PMDB) parece navegar no mais tranquilo dos mares. Ao que tudo indica, picado irremediavelmente pela mosca azul da eleição de 2010, que o faz sonhar o tempo inteiro com o lugar do governador Jaques Wagner no Palácio de Ondina, JH têm-se dedicado quase em tempo integral a seus esportes favoritos: divagar no óbvio ou, principalmente, repetir frases de efeito que marqueteiros de plantão produzem aos montes para deleite do prefeito e desgraça da cidade.

Sem gabinete para despachar,com sua equipe, ultimamente (parte do Palácio Tomé de Sousa foi tomada pelas águas dos temporais), nem apetite para administrar o dia-a- dia das dificuldades que se multiplicam na terceira capital do País, o prefeito navega em nuvens de sonhos. Se reune em salas de empresas de propaganda -onde só escuta o que soa bem aos seus ouvidos – ou viaja para encontros-comícios de seu partido no interior do Estado, espaços ideais para testar cada nova frase que os marqueteiros lhe sugerem.

No último domingo, João Henrique nem parecia o mesmo e andava solto como o diabo gosta. Na cidade de Santa Luz, região do sisal, onde sob o comando do ministro da Integração, Geddel Vieira Lima, o PMDB promoveu mais um de seus encontros “para discutir 2010”, o prefeito de Salvador transpirava entusiasmo e otimismo: “Mais uma vez o coração vai vencer a estrela na Bahia”, proclamou JH para a feliz plateia de correligionários.

Palmas. Ninguém para avisar a JH que ainda falta mais de um ano para a eleição de 2010, e isto em política é muito tempo. Nem para dizer que futucar o diabo tão cedo talvez não seja bom negócio. Ele precisa antes, se não “dar um jeito”, como pede o compositor, pelo menos dar uma olhada na petição de miséria e abandono em que está uma das mais louvadas cidades do Atlântico Sul, até passado recente.

Ou mesmo que, se o PMDB o indicar para disputar o governo do Estado, é bem possível que ele não encontre pela frente a mesma ”mangaba” que foi derrotar o ex-deputado Walter Pinheiro, bastando o dedo em riste na cara do atemorizado parlamentar petista, alguns serviços de última hora com nomes de programas pomposos e as frases e jingles dos marqueteiros para esconder a realidade até passar a eleição e a chuva chegar.

Com o temporal que volta a açoitar Salvador, e o cáos outra vez instalado na cidade, em uma segunda-feira, eis mais uma oportunidade para JH descobrir que, para chegar a Ondina, frases de efeito só não bastam!

( Vitor Hugo Soares)

jun
08
Posted on 08-06-2009
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Nos corredores do Ministério Público Federal (MPF), na Bahia, os procuradores não escondem um sentimento desordenado, mas que julgam consistente: o espanto com a frequência assustadora de críticas ao órgão na mídia local. Não se trataria mais do velho esporte de pisar em ovos, e sim em canivetes. Nas avaliações de bastidores, a lâmina começou a ser amolada depois das ações do MPF em defesa do meio ambiente de Salvador, com o pedido de interdição de empreendimentos públicos e privados na Avenida Paralela, jóia das imobiliárias, onde se devasta rapidamente resquícios de Mata Atlântica. Desde o início desses atos, os membros do MP sentem uma estranha avalanche de “ataques” da mídia isenta e imparcial.

jun
07
Posted on 07-06-2009
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 Neste ensolarado domingo junino, em Salvador da Bahia, a música para começar o dia lembra João Só e sua inesquecível composição “Menina da Ladeira”. Quem, na Bahia e no Brasil , não ouviu esta melodia com o gosto  e a simplicidade das melhores coisas brasileiras e não sentiu vontade de sair assobiando pela rua,  feliz , mesmo  em momento sombrios e de  dificuldades como os anos 70  em que foi composta?

 Grande e saudoso João Só, que um ataque sorrateiro do coração levou, no dia 20 de junho de 1992,  quando ele descansava na casa de sua família, em Salvador. João Evangelista de Melo Fortes, ou simplemente João Só,  nasceu em Teresina, no Piaui, mas passou praticamente a vida inteira na cidade das ladeiras da menina de sua canção. Saudades!

(Vitor Hugo Soares)    

jun
06
Posted on 06-06-2009
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Ministro Jobim: erro indesculpável
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Fala leitor:

O Bahia em Pauta recebeu de uma leitora a seguinte sugestão, que merece ser compartilhada:

“Que tal dar uma bronca no Jobim (o Nelson, evidentemente, ministro da Defesa) pelo erro indesculpável cometido na terça-feira, ao anunciar sua certeza de que os destroços do avião encontrado era do Airbus da Air France???

De acordo com seu discurso de posse no Ministério da Defesa, não é dado a qualquer dos seus assessores o direito de errar, pois estes devem sempre saber tudo. O que se dirá, então do Ministro?

Segundo ele, “ou faça, ou saia”. Até agora ele não fez nada, e ainda se dá ao direito de dar uma informação errada ao mundo diante de um trágico acidente como foi o da Air France, somente pela sua incalculável vaidade.

Pense nisso…

Bom final de semana!”

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Comentário do Bahia em Pauta: Nada a acrescentar. Só subscrever.

( Vitor Hugo Soares)

jun
06
Posted on 06-06-2009
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Para este sábado (6) da Semana Mundial do Meio Ambiente é difícil encontrar música melhor que Terra, do santamarense Caetano Veloso, para começar o dia. Com a palavra um ouvinte não identificado, em comentário ao vídeo postado no You Tube: “a música mais bonita que eu ouvi do tempo da ditadura, a mais emocionante dedicatória de amor a nossa vida? e a nossa TERRA”. Nada a acrescentar. Só ouvir e prestar bem atenção na letra e melodia.

(Vitor Hugo Soares)

jun
06
Posted on 06-06-2009
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Que somos afinal?
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Deu na coluna
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O jornalista Alex Ferraz, em sua coluna na Tribuna da Bahia, começa o sábado(6) com reflexões essenciais para qualquer dia da semana.Confira:

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“Seríamos nós os extraterrestres?
“Vá pela sombra”, “leve o agasalho”, “não ande descalço”, “não esqueça de tomar o remédio”, “cuidado com o degrau”, “não corra”, “vá com Deus”, ufa! Estas e dezenas de outras recomendações típicas de mães são um pequeno retrato de como destoamos radicalmente do ambiente em que vivemos, neste planeta. Da proteção do agasalho ao apelo divino, provavelmente não existe ação que executemos neste mundo para a qual não tenhamos que estar especialmente resguardados. Ou seja, nosso corpo, pura e simplesmente como viemos ao mundo, não suporta o meio ambiente terrestre.
Somos atacados impiedosamente pela natureza, de todos os lados. Desde seres microscópicos que invadem nosso organismo e podem nos levar à morte, até ventos gélidos que muito certamente trarão uma pneumonia a quem submeter-se a ele sem abrigo.
Tentamos voar, mas, como vimos recentemente, a gravidade nos chama à terra na primeira oportunidade, e sempre de forma violenta e comumente fatal.
Então, meus caros, neste devaneio de sábado, sou levado a crer que, ao contrário de ursos, leões, bactérias, águias, cães, gatos, macacos e serpentes, que não precisam de penicilina nem de casaco para sobreviver no seu habitat natural, somos seres completamente estranhos à Terra. Extraterrestres, sem dúvida!”

LEIA A COLUNA DE ALEX NA TRIBUNA DA BAHIA

jun
06
Posted on 06-06-2009
Filed Under (Artigos) by vitor on 06-06-2009

Lula e Minc em Caravelas
minc
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ARTIGO DA SEMANA

TRAQUINAGENS DO CAÇULA MINC

Vitor Hugo Soares

Da Guatemala, no começo da semana, o presidente Luis Inácio Lula da Silva passou de público um pito de “pai” incomodado com a algazarra aprontada em sua ausência pela “filharada” no Brasil. A turma abrigada no ministério fica mais indócil e malcriada à medida que 2010 se acerca e quem mais tem aporrinhado ultimamente é o caçula, Carlos Minc, do Meio Ambiente. O garoto ladino, porém, parece ter percebido o perigo da língua sem controle disparando “nomes feios” para todo lado e nos últimos quatro dias têm-se desdobrado em artes e manobras para obter o perdão paterno e dos “irmãos” de governo.

Talvez seja tarde, mas Minc faz movimentos para passar a imagem de que é daqueles que não desistem com facilidade. Nem mesmo diante das maiores armadilhas e apertos que o poder costuma aprontar. Assim, tratou de correr para o colo do “pai”, logo que este desembarcou de volta em Brasília.Na quinta-feira mesmo recebeu as palmadas e as reprimendas pessoalmente e tornou-as públicas sem pejo, em mensagem dirigida principalmente aos manos que, a exemplo dos ruralistas, querem lhe comer o fígado e manda-lo de volta para os braços dos verdes do Rio de Janeiro.

Mas o ministro do Meio Ambiente foi em seguida ao Congresso com a atiradeira em punho e fez novos disparos na cabeça dos ruralistas e seus aliados na oposição ao governo do pai. “Saí mais forte do que nunca”, proclamou Carlos Minc depois da conversa reservada com o presidente. Pelas aparências, tudo indica que sim. “Os ruralistas estão desesperados e querem me tirar, mas vou com o presidente Lula até o último dia de seu governo”, gritou para os repórteres que o esperavam á saída do Congresso.

Dia seguinte, nesta sexta-feira, 05 de junho, sorridentes “pai” e “filho” (mais o governador petista Jaques Wagner), desembarcaram juntos em Caravelas, na chamada Costa do Descobrimento, pedaço mais que paradisíaco do litoral da região sul da Bahia. Ali o governo Lula e o governo baiano comemoraram o Dia Mundial do Meio Ambiente, com a assinatura do decreto que cria a reserva de Cassarubá, projeto sustentável para famílias de pescadores e catadores de mariscos, menina dos olhos da administração federal e das ONGs ambientalistas desde o tempo da ministra Marina Silva. O projeto de proteção ambiental, no entanto, enfrenta criticas e reações severas de grandes empresários do turismo e da hotelaria, que têm projetos bem diferentes para a área de praias e recantos de tirar o fôlego à beira do Atlântico entre os municípios de Caravelas e Nova Viçosa.

Quando a semana começou a sorte não sorria assim para o ministro Carlos Minc.Não tanto – agora se sabe depois da conversa com Lula – pelo que ele aprontou no palanque do ato público realizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), na sensível Esplanada dos Ministérios, em Brasília.Com boné de trabalhador rural e tudo, o ministro chamou parlamentares ruralistas (que os ambientalistas preferem denominar de “bancadas da motosserra”) de “vigaristas”. Gente que, segundo o ministro de Meio Ambiente, “encolheu o rabinho de capeta e agora finge defender a agricultura familiar”.

O ministro do Meio Ambiente, por vontade refletida ou involuntariamente, até tinha um bom gancho (no jargão corrente nas redações) para o ataque: a Semana do Meio Ambiente, com muito pouco ou nada a festejar no País, mesmo pelo mais abnegado militante da causa verde. Mas, mesmo os raros aliados que ainda lhe restam no ministério, estão convencidos de que Minc não poderia ter escolhido um pior espaço geográfico e oportunidade menos apropriada para levar para o meio da rua a algazarra interna entre ministros do governo Lula. Ainda mais na ausência do “pai”, então em viagem pela América Central.

“Tenho muitos filhos, e toda vez que o pai sai de casa a meninada faz algazarra mais que deveria fazer”, disse paternal e complacente o presidente da República, talvez seriamente incomodado com a briga entre “irmãos”, mas sem poder esconder de todo a satisfação íntima com a traquinagem do caçula em relação a adversários ferozes de seu governo. Destes, Minc só livra a cara da ruralista senadora Kátia Abreu (DEM), a quem se dispõe pedir desculpas pessoalmente, “pois além de bonita ela é inteligente”- joga o barro o traquino da “família Lula”.

De volta da costa do sol da Bahia, quando a Semana do Meio Ambiente tiver passado, tudo poderá ser diferente. Apesar das desculpas, no ambiente que Lula controla paternalmente , a portas fechadas, não falta quem da porta pra fora esteja faminto pelo fígado do ministro do Meio Ambiente. Cada vez mais, à medida que 2010 chega mais perto. Tempo eleitoral em que para alguns dos “manos” e adversários de Minc prevalece o ensinamento de Macunaíma: “Agora é cada um por si, e Deus contra”.

Mas esta é outra novela, a conferir nos próximos capítulos.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E mail:vitor_soares1@terra.com.br

jun
05
Posted on 05-06-2009
Filed Under (Artigos, Multimídia) by vitor on 05-06-2009


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CRÕNICA DO COTIDIANO/LEMBRANÇAS

Vamos à luta!

Gilson Nogueira

Salvador é uma das 12 capitais brasileiras escaladas para sediar algumas partidas da Copa do Mundo de 2014. Palmas para ela! O fato irá proporcionar enormes benefícios à capital do estado cujo povo faz do futebol uma de suas maiores paixões, tendo o Carnaval entre elas. De melhoramentos no sistema viário a outras intervenções de peso na infra-estrutura da cidade, a Copa deverá provocar mudanças definitivas na paisagem urbana da Meca da Capoeira que, hoje, parece gemer calada ao receber golpes mortais da especulação imobiliária.

São punhaladas arquitetônicas que a descaracterizam, da noite para o dia. Salvador geme, baixinho, ao ver sangrar o que restou de sua Mata Atlântica, principalmente, às margens da Avenida Paralela, e não se rebela, como deveria, por inércia ou ingenuidade de sua boa gente, com o fato do Abaeté vir a secar, de vez, e deixar de ser uma lagoa escura, arrodeada de areia branca, como cantou o mestre Dorival Caymmi, ícone maior de nossa música.

Os cartões-postais da Bahia correm o risco de se perpetuarem, apenas, no papel. Salvador, a dona da bola, quando o assunto é festa, parece aceitar, de braços cruzados, passivamente, com raras exceções, de grupos que buscam impedir a destruição do seu patrimônio natural, sua morte anunciada. É preciso dizer Não! Dessa vez, a esses capitães do lucro a qualquer preço, neo-invasores de terras alheias!

As dunas, no entorno do Abaeté, onde a natureza era intocada, no tempo em que as serenatas existiam, começam a ser destruídas, para dar lugar à ampliação do Aeroporto Internacional Deputado Luis Eduardo Magalhães, que deveria voltar a chamar-se Dois de Julho. Os horizontes da nossa urbe, sob a ótica de quem defende a qualidade de vida da sua população, revelam-se turvos nos aspectos ambientais. Dessa sanha imobiliária, que agride a paisagem, derivam males incuráveis, como, por exemplo, a perda da auto-estima dos habitantes da cidade por sua terra, como se algo ferisse seu amor-próprio. É preciso estar atento e forte para impedir que Salvador deixe de ser Salvador. Vamos á luta!

O aquecimento global não é mais uma ameaça. O clima da maior metrópole nordestina está mudando, para pior. Não posso mais dizer às pessoas que ele é o melhor do mundo. Há, no espaço de minhas lembranças da mocidade, a Fonte Nova de antigamente, com seu formato lembrando uma ferradura.Creio, para permitir ao vento – que balançava as palhas dos coqueiros e que encrespava as águas do mar -,entrar, por ali, de graça, a fim de assanhar, mais ainda, os cabelos da morena, na torcida do Bahia. Era um gol de vida!

Gilson Nogueira, jornalista, ex-morador do bairro da Saúde, em Salvador, a menos de 300 metros do estádio da Fonte Nova em linha reta.

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