Cristiano Ronaldo: negócio milionário
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Los Angeles, Califórnia, 11 Jun (Lusa) – Na cidade de Los Angeles, estado da California na costa oeste dos Estados Unidos, onde goza férias com um grupo de amigos, o atacante português Cristiano Ronaldo, mostrou-se  lisonjeado pelos 94 milhões de euros que o Manchester United aceitou receber do Real Madrid pela sua contratação. O goleador que joga na Inglaterra foi eleito pela FIFA o melhor futebolista do ano.

“Não é todos os dias que os dois melhores clubes do mundo negociam o teu passe”, disse o ponta da seleção de Portugal, segundo o site oficial do Fox Sports, em espanhol. Cristiano Ronaldo soube da decisão do Manchester United em Los Angeles, onde se encontra de férias, depois de ter jogado pela seleção portuguesa em Tirana, na Albânia (2-1 para Portugal), em jogo preparatório para o Mundial de 2010.

“Estou aqui em Los Angeles de férias, com amigos, e foi onde me inteirei da oferta do Real Madrid e da aceitação da mesma por parte do Manchester United”, disse Cristiano Ronaldo, na madrugada de quarta-feira, na chegada ao hotel em que está hospedado em Beverly Hills.
Ainda segundo o Fox Sports, Cristiano Ronaldo negou que tenha de ser operado de uma hérnia e adiantou que o Manchester United já autorizou o envio de representantes do Real Madrid para fazer os habituais exames médicos.

“Todos querem ver e provar o seu produto ou futuro produto”, disse um sorridente Cristiano Ronaldo, acrescentando: “Sei que o Real Madrid tem a intenção de que os seus médicos me vejam, não sei se aqui em Los Angeles, em Madrid ou na Inglaterra, mas agora estou em Hollywood”.

jun
11

A música para começar a tarde nesta quinta-feira (11), feriado de Corpus Christi, traz ao Bahia em Pauta a voz e a presença marcantes da cantora baiana Vânia Abreu, que se apresenta amanhã em Salvador em espetáculo imperdível para quem gosta de boa música e desta intérprete de primeira linha da MPB. De São Paulo, onde mora atualmente, a artista falou por telefone com o radialista Mário Kertész, durante o programa “Jornal da Cidade”-Edição do Meio -Dia de ontem (10). Vania Abreu disse estar ansiosa para mostrar em Salvador as músicas de seu show “Namorado de Luxe”. A cantora adiantou que a sua apresentação especial pelo Dia dos Namorados, nesta sexta-feira (12), terá muitas surpresas, arranjos musicais diferenciados e releituras de canções de grande sucesso de compositores como Caetano Veloso e Flávio Venturini. Aqui, Vania Abreu interpreta “Dó de mim”, de Peri Cordeiro, uma das mais belas envolventes canções de seu repertório, com a marca interpretativa única desta baiana especial.

(Postado por;Vitor Hugo Soares)

jun
11
Posted on 11-06-2009
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-06-2009

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Jornalista ensina como transformar limões

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Na sua edição on-line desta quinta- feira o jornal Tribuna da Bahia publica, na coluna política assinada pelo jornalista Ivan de Carvalho , o artigo intitulado “Atenção, tensão e tesão”. O autor fala do dia-a-dia nas redações dos jornais e nos ambientes da política baiana, mexendo com extremo bom humor e senso de oportunidade nas mazelas de ambos.Uma aula de texto e do melhor jornalismo político que se faz por aqui e que o Bahia em Pauta reproduz para seus leitores. Confira a seguir:

(Vitor Hugo Soares, editor)

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ARTIGO

ATENÇÃO, TENSÃO E TESÃO

Ivan de Carvalho

“Em primeiro lugar, cumpre esclarecer que o artigo que segue foi escrito para ser publicado ontem. Mas em seu lugar – por motivo que não investiguei – foi publicado o artigo “A subida de Dilma”. Na edição impressa, corretamente assinado por Luiz Holanda. Na edição online, erroneamente atribuído a mim. Mas o nosso assunto não é este, e sim o tratado no artigo que devia ser publicado ontem e que aí segue.

Recomenda a sabedoria popular que, se lhe derem um limão, faça uma limonada. Não sei qual o motivo desse preconceito contra o limão, que, se houvesse um “estatuto de igualdade” entre as frutas, teria muito a cobrar sobre seus direitos a ser tratado com a mesma gentileza conferida, por exemplo, ao cacau, ao figo, à uva, à maçã – esta, até por Adão e Eva, segundo falsamente se espalhou.

Trata-se apenas de um mito popular, não uma história do Gênesis bíblico, que em nenhum momento menciona a maçã, mas apenas “o fruto da árvore do conhecimento”, que seguramente não era uma macieira. Isso prova que nem sempre a voz do povo é a voz de Deus. Muitas vezes não é.

Mas o descuido de algum revisor me presenteou, na edição de terça-feira deste jornal, com um limão e, ainda que goste mais do limão do que de limonada, vou tentar aplicar a sabedoria popular. Assim, dou uma explicação e de uma tacada resolvo a necessidade de ocupar este espaço.

Tratei, no artigo, do discurso feito na segunda-feira pela deputada Maria Luiza Carneiro, mulher do prefeito João Henrique e revelei minha perplexidade ante o lançamento da tese de que o PT precisa discutir imediatamente o lançamento de um candidato petista a senador (contrariando posição pública do governador Jaques Wagner). Feitas modestas observações sobre esses dois fatos políticos, apliquei ao artigo um título também modesto: ‘Tensão aumenta na sucessão’. O artigo, com este título, está salvo no meu computador, assim como no meu e-mail e no e-mail de Antônio, um dos bambas deste jornal no setor de informática e para quem enviei o escrito.

O título enviado não é o título publicado. Alguém da revisão (a revisão, como o mordomo, é sempre a culpada), que aparentemente não estava pensando em trabalho, mas em alguma outra coisa mais divertida, enquanto trabalhava, terá estranhado a palavra tensão em meio ao seu relax mental e a substituiu pelo vocábulo tesão, obviamente convicto de que sem esta não haveria solução.

Foi assim que ‘Tensão aumenta na sucessão’ tornou-se ‘Tesão aumenta na sucessão’, o que talvez não fosse de todo uma irrazoabilidade, pois há situações em que tesão desencadeia evidente tensão localizada. Mas não era aludir a essa circunstância a intenção do repórter nem me parece que os fatos descritos seriam suscetíveis de sugerir o uso do vocábulo afinal (e independentemente da minha vontade e conhecimento) publicado.

O jornalismo, sempre correndo contra o tempo, tem dessas coisas, dessas trocas que ocorrem sorrateiramente e só explodem quando o jornal (e agora também o site) já estão à disposição dos leitores. Lembro-me de que nos ‘anos de chumbo’ do governo Médici – e quantos anos de chumbo vivem ainda outros povos – o Jornal da Bahia brindou seus leitores com uma involuntária, mas irresistível piada.

Numa reportagem sobre um jumento, publicou uma foto do general Lyra Tavares, que pouco tempo antes fora ‘primus inter pares’ da Junta Militar, composta pelos três ministros militares, que substituíu o general-presidente Costa e Silva até a posse de Médici. A legenda da foto dizia qualquer coisa sobre o general. Mas o título e a reportagem falavam de um jumento vadio, solto na cidade.

Na mesma página, outro título e outra reportagem falavam do sisudo e severo general Lyra Tavares. Mas a foto era do jumento e a legenda a este se referia. Imagino quantas dores de cabeça isso terá dado a João Falcão, então o dono do Jornal da Bahia. Corrida contra o tempo e falta de atenção trocam general por jumento e tensão por tesão. A primeira hipótese, claro, é mais perigosa. A segunda me fez rir, ultimamente, muito mais do que habitualmente. Foi assim que fiz do limão uma limonada”.

Ivan de Carvalho, jornalista, é colunista político da Tribuna da Bahia e ex-chefe da sucursal do Jornal do Brasil em Salvador.

jun
10
Posted on 10-06-2009
Filed Under (Artigos, Multimídia) by bahiaempauta on 10-06-2009

Desde os primeiros séculos da Idade Média, uma classe não sai da pauta.  

Nas palavras de Marx “destruiu todas as relações feudais, patriarcais, idílicas. Fez da dignidade pessoal um simples valor de troca e no lugar das inúmeras liberdades já reconhecidas e duramente conquistadas colocou unicamente a liberdade de comércio sem escrúpulos. Numa palavra, no lugar da exploração mascarada por ilusões políticas e religiosas colocou a exploração aberta, despudorada, direta e árida.”

O poeta francês Charles Baudelaire diria que a burguesia de seu tempo era “o homem rico, ocioso que, mesmo entediado de tudo, não tem outra ocupação senão correr ao encalço da felicidade; o homem criado no luxo e acostumado a ser obedecido desde a juventude; aquele, enfim, cuja única profissão é a elegância sempre exibirá, em todos os tempos, uma fisionomia distinta, completamente à parte”

Na atualidade, mundo em crise, “países usando o dinheiro público para salvar uma minoria de bilionários, enquanto a cada três segundos uma criança morre de fome; estudos da Organização das Nações Unidas (ONU) revelam que os 10% mais ricos do mundo detêm 85,2% da riqueza mundial e que, do outro lado, os 50% mais pobres do mundo possuem apenas 1% dessa riqueza; quando dezenas de grandes empresas que auferiram enormes lucros nos últimos anos reduzem salários e demitem, 50 milhões de trabalhadores em todo o mundo, segundo a Organização Internacional do Trabalho – OIT” (dados do Instuto Zequinha Barreto); fica claro que a burguesia continua firme e em ascensão.

Ainda na pauta, ganhou uma subclasse – As burguesinhas – música que virou hit nas principais baladas do país, poesia sutil e crítica de Seu Jorge. Nesta véspera de feriadão, confira.

Por Laura Tonhá

jun
10
Posted on 10-06-2009
Filed Under (Artigos) by vitor on 10-06-2009

Nem durante o velório do deputado Jonga Bacelar, o voto reprovativo sobre as contas do governo Wagner de 2008 saiu da atenção dos parlamentares na Assembléia Legislativa da Bahia. O conselheiro do TCE e ex-presidente das duas Casas, Antonio Honorato, ao levar seu sentimento de pesar aos familiares do Deputado falecido foi discretamente abordado por parlamentares sobre qual seria o seu voto e o resultado do julgamento do TCE, que ocorrerá no próximo dia 16.

Honorato, defendendo sutilmente sua função de magistrado, lembrou que, apesar de ter relações cordiais com cinco dos seis conselheiros, não se sentia à vontade e nem poderia lhes perguntar sobre qual seria o desfecho de tão polêmica e aguardada decisão.

E, sobre seu voto, comentou que o mesmo se encontrava em fase de elaboração, e que, “jamais teceria qualquer comentário sobre ele, a não ser no dia do julgamento”.

jun
10
Posted on 10-06-2009
Filed Under (Artigos, Newsletter) by vitor on 10-06-2009

Bonitinho mas…
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Deu na coluna:

Na edição da Tribuna da Bahia desta quarta-feira(10), a coluna do jornalista Alex Ferraz traz as duas notas seguinte sobre o mesmo tema, que Bahia em Pauta viu e recomenda a todos os seus leitores:
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I -Aviões sujos e inseguros

A tragédia do voo AF 447 da AirFrance/KLM é absolutamente triste, mas, como tudo que nos acontece, tem seu lado positivo que, no caso, é acender o debate sobre a aviação, um meio de transporte sujo em termos ecológicos e inseguro demais, justamente por não ter mudado nos últimos 100 anos.

Desde que os Irmãos Wright e Santos Dumont nos colocaram nos céus com seus aviões até 1957, quando a Boeing lançou o 707 (primeiro jato comercial do mudo), que as aeronaves são variações em torno do mesmo tema: fuselagem em forma de tubo com duas asas levemente inclinadas para a cauda do avião e com os motores presos embaixo das asas. Ponto.

Boeing e Airbus, os dois maiores fabricantes mundiais, insistem no modelo, pois ele é altamente lucrativo. Investe-se quase nada em remodelação e, por isso mesmo, tanto avião cai: por defeito técnico, por obsolescência do design e das tecnologias embarcadas, por inadequação de pilotos e até por questões meteorológicas.

Existe, no entanto, um projeto de avião ecológico (que gastaria muito menos combustível, por sua fuselagem altamente aerodinâmica, e provocando menos emissões de CO2 e outros gases), chamado SAX-40, desenvolvido por equipe de pesquisadores americanos e britânicos. Mas mesmo sendo uma revolução dramática na aviação, o SAX-40 está longe dos nossos aeroportos: o lucro imediato sempre fala mais alto no capitalismo.
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II- Crise permanente

A Boeing tinha 100 mil funcionários. Hoje, tem 38 mil, desde que seu Jumbo 747 (lançado em 1968) parou de vender. A Airbus está vivendo uma crise sem precedentes, pois, no vácuo do fracasso de vendas do 747 da Boeing, resolveu fazer um avião ainda maior, o A380, para até 800 passageiros e, com isso, está vivendo apuros financeiros nunca vistos. E vão ficar pior agora com a desconfiança mundial referente aos A330-200, o modelo que explodiu sobre o Atlântico.


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Neste 10 de Junho em que se comemora em uma mesma data o Dia de Portugal, de Camões(dia do falecimento do poeta maior da lingua) e das Comunidades Portuguesas, a música para começar o dia vem das bandas de lá do Atlântico. O fado “Paixão Lusitana”, uma das “mais belas canções desde sempre”, como costumam afirmar com justo orgulho os filhos da terra de Camões. Aqui vai na voz da fantástica Dulce Pontes, maior intérprete da canção que ela levou à conquista do prêmio do festival da Eurovisão em 1991.Dedicada especialmente aos lusitanos que vivem em Portugal ou aos que estão espalhados por toda parte do mundo.

Bahia em Pauta registra, ainda, um motivo especial para sentir alegria nesta data: saber, através de pesquisa recentemente realizada, que vive em Portugal uma parte das mais expressivas dos leitores deste site-blog. Que honra!

( Vitor Hugo Soares, jornalista baiano com raizes profundamente fincadas na Península Ibérica).
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LUSITANA PAIXÃO (LETRA)

Fado
Chorar a tristeza bem
Fado adormecer com a dor
Fado só quando a saudade vem
Arrancar do meu passado
Um grande amor

Mas
Não condeno essa paixão
Essa mágoa das palavras
Que a guitarra vai gemendo também
Eu não, eu não pedirei perdão
Quando gozar o pecado
E voltar a dar a mim
Porque eu quero ser feliz
E a desdita não se diz
Não quero o que o fado quer dizer

Fado
Soluçar recordações
Fado
Reviver uma tal dor
Fado
Só quando a saudade vem
Arrancar do meu passado um grande amor

Mas não condeno essa paixão
Essa mágoa das palavras
Que a guitarra vai gemendo também
Eu não, eu não pedirei perdão
Quando gozar o pecado
E voltar a dar a mim
Eu sei desse lado que há em nós
Cheio de alma lusitana
Como a lenda da Severa
Porque eu quero ser feliz
E a desdita não se diz
O fado
Não me faz arrepender
Porque eu quero ser feliz
E a desdita não se diz
O fado
Não me faz arrepender

jun
09
Posted on 09-06-2009
Filed Under (Artigos, Multimídia) by vitor on 09-06-2009

Pianista Paula Faour

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CRÔNICA DO COTIDIANO

O GRANDE AMOR

Gilson Nogueira

“Por um momento, achei que todos os que passavam à minha frente estavam de luto, pela cor de suas camisas, blusas, calças, saias, gravatas e paletós, no agitado Centro da cidade do Rio de Janeiro. Era a hora do almoço. Parecia haver um funeral inacabado para comparecer, na agenda daquelas pessoas que compunham aquele séquito anônimo.

Não parecia, contudo, haver tristeza em seus semblantes, ainda que a idéia de terem combinado usar as cores preta e branca em seus trajes de trabalho, como homenagem às 228 vítimas fatais do desastre com o avião da Air France que mergulhou nas profundezas Oceano Atlântico, há dez dias, fosse bem forte. Vendo-as apressadas, imaginei-as formigas humanas a sair de seus buracos para se alimentar, na selva de concreto de prédios antigos do Rio.

No entra e sai dos restaurantes, que são muitos e variados, ali, a tragédia, se não dominava as conversas entre elas, tinha assento em seus pensamentos, como no meu. Por isso, no ar, era difícil ouvir um gargalhar qualquer, como em dias de não lamento em escala global. No máximo, de perto, captava-se um sorriso, em tom menor, na intimidade dos passantes.

Percebi que ao simples toque no assunto da tragédia aérea, o interesse delas era saber quanto corpos haviam sido resgatados do mar até aquela hora. As atividades em seus respectivos empregos, no restaurante onde eu estava, era o tema no falar baixinho que ocupava a maioria das mesas, na silenciosa agonia de quem chora algo que perdeu. A alegria entrara em feriado. O carioca, que faz do local seu ponto de encontro, de segunda a sábado, esquecia a piada e, até, a cerveja, por conta do clima que domina, com razão, os ares do país que, junto à França, perdeu a maioria de patrícios no fatídico acidente.

Voltei para casa, sem graça, achando que havia alguma coisa que não combinava com aqueles turistas querendo que os cariocas sorrissem diante de suas máquinas infalíveis. Era como se eu estivesse no lugar errado, na hora errada, vendo gente errada, a importunar meu longo adeus silencioso, na angustia dos porquês diante das fatalidades. Entrei depressa no quartinho do computador e coloquei o Cd de Paula Faour, Cool Bossa Struttin, para rodar. Escolhi a faixa dois, que toca, agora, repetidas vezes, para aumentar mais e mais minha saudade dos que morreram no desastre.

É um sentimento masoquista, eu sei, mas, eu quero, eu preciso chorar minha agonia, até que minhas lágrimas invisíveis parem de cair feito os toques de piano de Paula, verdadeiras gotas de orvalho, em O Grande Amor”.

Gilson Nogueira é jornalista

jun
09
Posted on 09-06-2009
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-06-2009

Geddel: estresse geral
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Com o título Geddel: “Tá todo mundo angustiado” o Jornal do Brasil, em sua coluna Informe JB, assinada pelo jornalista Leandro Mazzini,publicou a seguinte nota na edição de domingo(7):
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“SE ALGUÉM DESEJA ver irritado o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, basta dizer que um aliado soprou que ele fecha chapa com o governador Jaques Wagner para 2010. Um deputado grande do PMDB disse isso à coluna: “Então manda ele cuidar da bancada dele”, rebateu o ministro. Cogitado por aliados para o governo da Bahia ou para o senado. Geddel desabafou:não quer conversa com o PT por ora, e sim cuidar do seu partido. “Na Bahia tem uma “plantação” danada. Não há acordo nenhum. Tá todo mundo angustiado, a eleição é só em 2010. Você abre os jornais e parece que a eleição é em outubro”. Geddel diz que vai ouvir o partido, e é o PMDB quem vai decidir seu futuro.E manda: “Só saio do ministério quano o presidente Lula pedir”.

jun
09
Posted on 09-06-2009
Filed Under (Artigos, Newsletter) by vitor on 09-06-2009

Waldir Pires:questão de justiça

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Deu na revista
ÉPOCA/OPINIÃO

DEIXA QUE EU FALO

Guilerme Fiuza*


” Se o Brasil fosse um país justo, promoveria sumariamente a volta de Waldir Pires ao Ministério da Defesa. E Nelson Jobim, o homem providencial, seria obrigado a ouvir o velhinho dizer: “O que falta aqui é comando!”

Foi com essas palavras, sutil como um elefante, que o atual ministro assumiu o cargo — humilhando ao vivo um homem de 80 anos que fez muito mais pelo Brasil do que ele jamais fará. Era o auge do caos aéreo, logo após a tragédia da TAM em Congonhas, e Jobim prometia (como sempre) dar jeito em tudo.

Não deu jeito em nada (como sempre), mas capitalizou como pôde cada holofote aceso em sua direção. Comoção nacional? Gente sofrendo? Clamor por respostas e soluções? É o cenário predileto de Nelson Jobim, com seus dois metros de altura e duas toneladas de empáfia.

Mas… Que pena. Os destroços do Airbus da Air France não são do Airbus da Air France. A gafe brasileira roda o mundo.

Jobim, o autor, fizera tudo certinho: na quarta-feira, proibira a divulgação imediata da notícia sobre o material encontrado, para que ele pudesse fazer o anúncio solene numa coletiva. Deixa que eu falo.

Esbanjou a arrogância de sempre, tratou jornalistas como idiotas, divagou sobre leis da física, movimento das correntes marítimas, raios e trovões. Antes de qualquer exame dos destroços, o homem providencial estava desvendando para o mundo os mistérios do voo 447, bancando o comandante frio e duro:

“É muito difícil encontrar corpos no mar. Estamos procurando restos”.

Nelson Jobim pode ser frio, duro ou mal educado, só não é comandante. Um comandante de verdade não sai falando que nem papagaio sobre o que não sabe, não desrespeita a família dos mortos com um linguajar de açougue.

Um comandante não ocupa a corte suprema do país para tomar partido de um ex-ministro do governo acusado de corrupção. E não humilha um homem de 80 anos dizendo em público que vai fazer o que ele não fez.

O Brasil deveria exigir a volta de Waldir Pires ao Ministério da Defesa. Para dizer o contrário: que não vai fazer o que Jobim fez. Nunca. Porque não se faz.

Dos mistérios em torno do voo 447, o único que não permanece é o que esperar do histriônico ministro da Defesa, o homem providencial.

* Guilherme Fiuza – Jornalista, é autor de Meu nome não é Johnny, que deu origem ao filme. Escreveu também os livros 3.000 Dias no Bunker, reportagem sobre a equipe que combateu a inflação no Brasil, e Amazônia, 20º Andar, a aventura real de uma mulher urbana na floresta tropical. Em política, foi editor de O Globo e assinou em NoMínimo um dos dez blogs mais lidos nessa área. Este espaço é uma janela para os grandes temas da atualidade, com alguma informação e muita opinião.

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