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Posted on 20-06-2009
Filed Under (Artigos) by vitor on 20-06-2009

Mendes: no ataque
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ARTIGO DA SEMANA

VINGANÇAS DO MINISTRO GILMAR

Vitor Hugo Soares*

Ninguém segura o gênio e o ego do ministro presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. O ministro Joaquim Barbosa, único a arriscar-se na tarefa audaciosa de alertar o comandante da Suprema Corte e o País para a nudez da majestade, parece fora de combate ultimamente. Motivos de saúde o estariam impedindo de comparecer a julgamentos polêmicos e cercados de holofotes, a exemplo do que extinguiu a obrigatoriedade de diploma de nível superior para o exercício profissional do Jornalismo.

Mendes reinou como senhor quase absoluto da Corte. A unanimidade foi quebrada apenas pelo voto solitário e até meio tímido (neste caso) de outro ex-presidente do STF, Marco Aurélio Melo. Ainda assim, Marco Aurélio lembrou que a exigência do diploma acadêmico de jornalista, execrado ultimamente como o mais vil dos “detritos da ditadura”, existe há mais de 40 anos. Nesse largo tempo, quase uma vida, várias gerações ralaram nos bancos das faculdades de Jornalismo (boas ou precárias) para obter o canudo que permitiria concretização do sonho profissional.

Obrigatório, pela lei, mesmo para quem sempre combateu a ditadura (e sofreu em certos períodos conseqüências mais drásticas como a perda de liberdade física e de expressão), a exemplo do redator destas linhas, que agora se remói de culpa, diante dos discursos de tantos corajosos arautos da liberdade de imprensa que proliferam por todo canto nestes dias de confusão e geléia geral. Ainda bem que o ex-presidente do STF, em seu voto, defendeu “que o jornalista deve ter uma formação básica que viabilize uma atividade profissional que repercute nas vidas dos cidadãos em geral”. Menos mal, consola um pouco, apesar da goleada de 8 a 1 a favor da tese vencedora de Mendes.

Encerrada a sessão, o supremo comandante do Supremo correu para os abraços. Dias antes, na entrevista concedida à revista semanal Isto É, ele já havia demonstrado que não está para brincadeiras, vaias muito menos. O ministro afirmou na conversa com os repórteres Octávio Costa e Hugo Marques, que é alvo de um movimento organizado, por contrariar interesses. “Muito provavelmente até remunerado, pois em geral imprimem panfletos”, atira o ministro sem identificar o alvo, na matéria editada em três páginas de texto, ilustrada com uma foto emblemática do presidente do Supremo, em pose imperial, sentado na sua poltrona.

No Jornal da Globo, começo da madrugada da quinta-feira, horas depois de vencer a “batalha do diploma”, o presidente do STF, imponente, falava com o repórter Heraldo Pereira, em Brasília. No espaço chamado de Pinga-Fogo – em geral dedicado à discussão de tema polêmico do dia onde o contraditório é sempre parte essencial -, Mendes discursou sozinho. Quando o repórter lembrou o voto contrário do colega Marco Aurélio, o chefe da Suprema Corte fez ouvidos de mercador. Esperou a bola baixar antes de fazer novo arremate.

Na Isto É, depois de lançar farpas a torto e a direito na direção dos críticos em geral, aproveitou para bater com vontade no ministro Joaquim Barbosa, ao responder a pergunta sobre o conselho para ouvir a voz das ruas: “São gladiadores da opinião pública. Repito: essa tese de a Justiça ‘ouvir as ruas’ (defendida por seu desafeto maior no STF) serve para encobrir déficits intelectuais. Eu posso assim justificar-me facilmente, não preciso saber a doutrina jurídica. Posso consultar o taxista”, ataca Mendes.

Bem na linha da tese do cozinheiro, utilizada pelo presidente do Supremo no caso do diploma. “Um excelente chefe de cozinha certamente poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima o Estado a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área”, disse Mendes na plenária desta semana. Comparação tão simplória e genérica, que mais parece estocada política e vingativa, destinada a ferir seus críticos, que argumento consistente e isento de um jurista no exercício do mais alto cargo da magistratura brasileira.
No denso ensaio “Anatomia do Ódio”, o jornalista e advogado Joaci Góes constata que muita gente tem prazer em sentir ódio. “Em compensação pela colheita negativa que isso pode acarretar, essas pessoas são tomadas por um sentimento, momentâneo embora, de inebriante poder, ao darem plena vazão catártica ao desejo destrutivo de agredir e retaliar derivado do ódio. Além do prazer, a liberação do sentimento pode alterar a situação que deflagrou o conflito, em caráter temporário na maioria das vezes. Ambos os efeitos, porém – o prazer sentido e a mudança operada – insustentáveis em médio e longo prazos-, são de curta duração”, diz o escritor a linhas tantas de sua obra de leitura sempre oportuna e recomendável.

Jornalista e advogado (com diploma nas duas profissões) estou rezando para que a razão esteja com Joaci, o mais novo imortal eleito para a Academia de Letras da Bahia. Amém.

Vitor Hugo Soares é jornalista (diplomado pela UFBA). E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

jun
19
Posted on 19-06-2009
Filed Under (Artigos) by vitor on 19-06-2009

Sarney; “figuraça, esse maranhense”/ Agência Brasil
senador

CRÔNICA POLÍTICA/COSTUMES

EU QUERO SER JOSÉ SARNEY

Janio Ferreira Soares

“Sobre o tapete azul do plenário (que infelizmente lembra o mar da Bahia nos fins das tardes de outono), um velho cruza a soleira sem botas nem barbas longas, sobe a tribuna e começa a falar. Dessa vez, seu surrado bigode já não tem a mesma firmeza de antes e treme mais do que o habitual diante do microfone e de dezenas de cabeças com volumes capilares diversos e tonalidades das mais dissonantes. No final do discurso, tapinhas nas costas acompanhados de “muito bem, presidente!” se repetem a exaustão, sinal de que o recado chegara a quem de direito. Pronto. Está garantida a pauta do Jornal Nacional e as manchetes dos principais jornais do País, até que novos escândalos e assuntos mais quentes apareçam.

Como o titulo já entrega, o dono do bigode em questão é o glorioso José Sarney, que esta semana subiu a tribuna do Senado para se defender das acusações de usar o cargo para empregar parentes através de atos secretos. Normal. Nada que os seus antecessores e colegas já não conheçam ou tenham praticado a fundo.

Figuraça, esse maranhense. Conciliador nato, sempre com um demi-sorriso nos lábios, ele deve ter sido um daqueles do poema de Drummond, que, ao nascer, foi escolhido por um anjo que sobrevoava encantado os Lençóis Maranhenses, que profetizou: “vai, Ribamar, ser Sarney na vida!”. E ele o é até hoje, sempre com sua habitual competência para compor com qualquer força política que esteja no poder.

Por conta disso é que eu acho que ele tira essa crise de letra, apesar das tais acusações desses atos secretos. Aliás, eu fico aqui imaginando que atos são esses e como eles foram executados. Será que no Senado existe algum túnel secreto que vai dar num imenso salão iluminado por tochas, onde uns poucos senadores com capuzes nas cabeças e vestindo longas capas pretas (faça um esforço, feche os olhos e tente imaginar Wellington Salgado nessa situação), se reúnem para escolher aqueles que serão agraciados para certos cargos? Ou será que Sarney, incorporando um poderoso Boi Bumbá, hipnotiza a todos e entra nos seus cérebros, como faz John Cusack no filme Quero Ser John Malkovich? (Para quem não assistiu, esse filme conta a história de um camarada que trabalha numa minúscula sala e lá descobre uma passagem secreta que vai dar dentro da mente de John Malkovich. Uma vez nela, ele fica durante quinze minutos vivendo a vida do genial ator americano, até ser arremessado de volta numa estrada qualquer).

Confesso que eu também adoraria descobrir um caminho secreto que desse acesso ao interior da cabeça de Sarney. Acredito que lá dentro, depois de ultrapassar a guarda de maribondos de fogo, eu encontraria vários sarneyzinhos em reuniões sigilosas com renanzinhos, jucazinhos e Idelinhas, elaborando a famosa lista dos escolhidos. Na parede, fotos de Geisel, Tancredo, ACM, FHC, Lula, Dilma, Serra e várias molduras ainda em branco. Grande Ribamar!

Janio Ferreira Soares, escritor, é Secretário de Turismo e Cultura de Paulo Afonso(BA), no Vale do São Francisco.

jun
19
Posted on 19-06-2009
Filed Under (Artigos, Multimídia) by vitor on 19-06-2009

Hortensia Bussi, falecida ontem em sua residência em Santiago, será sepultada neste sábado(20), no cemitério da capital chilena, com todas as honras de estado, decretadas pela presidente socialista do Chile, Michelle Bachelet.

A professora de história, que dirigia a Fundação que leva o nome de Salvador Allende, seu marido, símbolo de resitência à intolerância em seu país, merece tudo isso e muito mais. No Chile e em outros lugares da América Latina e do mundo. Aqui vai para Hortensia um tributo através da musica. “Oblivion”, que o mestre argentino Astor Piazolla compos para o filme “Chove sobre Santiago” , produção franco-búlgara, dirigida por Helvio Soto (1975) com Jean-Louis Trintgnant e Annie Girardot nos papeis principais, que retrata toda dramaticidade da preparação e execução do golpe militar contra o governo da Unidade Popular, democratimente eleito. A música de Piazolla, executada neste video pela Orquestra de Câmera do Kremlin, é de arrepiar. Confira.

(Vitor Hugo Soares)

jun
19
Posted on 19-06-2009
Filed Under (Artigos) by vitor on 19-06-2009

A Segunda turma do Supremo Tribunal Federal – STF que no dia 14/04/2009 por votação unânime, não conheceu do recurso extraordinário do Governo do Estado da Bahia (RE/591648) contra a decisão que estende para os aposentados do fisco o Premio de Desempenho Fiscal – PDF, na terça-feira passada (16/06/2009), também por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração (que o Estado entrou contra está decisão), com imposição, à parte embargante, de multa de 1% sobre o valor da causa.

O PDF representa em torno de 35% dos vencimentos líquidos dos fazendários que estão na ativa, e desde que foi criado não é pago aos inativos, fazendo com que há vários anos praticamente não existam aposentadorias no grupo fisco, exceto as compulsórias.

Mais de 300 auditores, e outros tantos agentes de tributos, possuem condições de aposentadoria, e a maioria só aguarda a decisão final deste processo para se aposentar sem perder parte significativa dos seus vencimentos.

Caso o Estado queira continua a protelar o pagamento, ainda poderá entrar com embargo de divergência, sujeitando-se a uma multa de 5%, mas antes terá que recolher o valor da multa já imposta. Isto só fará aumentar o tamanho da conta, pois não há chances de reverter a decisão.

Mesmo que o Estado entre com embargo de divergência, o processo será rápido, pois com base na idade dos interessados (aposentados com mais de 65 anos), o STF tem sido célere no julgamento, todo o processo da RE/591648 durou 10 meses, e os embargos de declaração foram rejeitados em menos de 30 dias.

Ainda neste ano de 2009 espera-se o inicio de uma renovação sem precedentes no grupo fisco do Estado da Bahia, a aposentadoria desta quantidade de auditores forçará o Governo a abrir concurso para repor seus quadros.

O que virá depois é mistério guardado nas estrelas.

A conferir


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Sexta-feira, 19 de maio de 2009
Hoje é dia do aniversário de Francisco Buarque de Hollanda, ou mais simplesmente Chico Buarque para tornar as coisas mais afetivas como merece este filho de paulista e tataravô baiano, que está completando 65 anos de idade. Dia de muitas e merecidas homenagens para este tricolor número um do bairro do Leblon, no Rio de Janeiro, e o Bahia em Pauta não poderia ficar de fora. De Belmont, área da baia de San Francisco, na Califórnia, vem a primeira mensagem, mandada pela leitora e colaboradora Regina Soares, em forma de sugetão de música para começar o dia. Leia e escute a seguir:

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FELIZES ANOS CHICO

“Quando penso em Chico Buarque de Holanda, eu vou além da música, da pessoa, dos escritos, dos exemplos, da figura maravilhosa, do que sei e ouvi dizer. Pensotambém em minha mãe, que costumava dizer: “Chico era o filho que toda mãe merecia ter”.

Certas pessoas, como o Chico, a gente não precisa dizer nada, basta ouvir. Ele tem nos presenteado com uma obra magnífica e sua vida e trabalho estão entrelaçados com a própria historia do Brasil, sua gente, seus lugares, seus costumes, seus momentos políticos de um passado recente, pois ele está completando somente 65 primaveras. Para ler sobre o Chico e sua trajetoria recomendo sua própria pagina na Internet, www.chicobuarque.com.br

Aqui só quero prestar minha homenagem a quem eu considero o nosso maior e melhor poeta. Como minha mãe, minhas irmãs e irmãos, milhões de pessoas espalhadas por esse Mundo afora tem a honra de testemunhar sua existencia e seu trabalho e agradece por enriquecer nossa cultura, nossos ouvidos, nossos corações, nossas mentes e nossos olhos.

O mais difícil na obra de Chico Buarque é escolher somente uma peca pra representa-lo. São muitas facetas: O Chico romântico, político, cronista, humorista, critico, cinematográfico, que corremos, sem remédio, o risco de ser injusta, mas vou pedir sua atenção para uma das minha favoritas (que aliás são todas) : OLHOS NOS OLHOS

Parabéns CHICO BUARQUE DE HOLANDA

Regina Soares, advogada, mora em Belmont, área da Baia de San Francisco(EUA)

jun
19
Posted on 19-06-2009
Filed Under (Artigos) by Laura on 19-06-2009

Alegria: aquela do sorriso fácil, que não depende das circunstâncias, que na correria do dia-a-dia você pode até perder, mas sabe lá. Alegria, mesmo que você esteja com raiva do tempo que passou. Alegria, ainda que alguém que você goste, ou mesmo você, não esteja tão bem. Alegria; aquela que é só sua e você, por vezes, esconde; permita-me lembrar.

Por Laura Tonhá

jun
19
Posted on 19-06-2009
Filed Under (Artigos) by bahiaempauta on 19-06-2009

A internet entre muitas outras coisas revolucionou a relação entre empresas e consumidores. Blogs, sites, chats etc, são canais constantes e abertos de interação entre pessoas, são também uma poderosa ferramenta de divulgação de idéias, opiniões e críticas. Segue o relato real e engraçado de um consumidor numa experiência com a Gol.   

Por Laura Tonhá
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Recentemente fiz uma promessa e iniciei uma campanha Don’t “Go” Gol, cansado dos constantes atrasos, enjoado das barrinhas de cereal entre outras “delicadezas” constantes da companhia.

Porém, não resisti e quebrei minha promessa de NUNCA MAIS VOAR PELA GOL, seduzido pelo super, mega, blaster baixo preço. Acabei fazendo um vôo para o Rio de Janeiro, saindo de São Paulo, R$ 129,00 – ida e volta pro Rio – já com as tarifas de embarque; não é todo dia que achamos, enfim, FUI!

Chego para o embarque e a primeira bomba:
– Sr. Daniel, Obrigado por escolher a Gol, objetos cortantes e líquidos acima de 100 ml estão proibidos, boa viagem!

Ué, líquidos acima de 100ml? Pensei comigo… “Mas eu vou pro Rio?/ Não para os USA!!” Como estava atrasadinho nem dei conta…

Episodio I: A Máquina de Raio X

– Sr, o sr pode abrir sua mochila??

Claro, por que não? Já havia tirado meu lap, meu cinto, minha jaqueta, minhas chaves, minha carteira, minhas moedas, meu livro, o tênis, porque não abrir a mochila??

– Sr, Desodorante não PODE! Creme de mão, não PODE! Shampoo não PODE! Perfume não PODE!!

Confuso… “Querida” o que devo fazer com esses itens?

– Ah senhor, o Senhor pode jogar fora!! Alí!

Na hora vi um monte de “zóião” prontos pra pegar o meu “lixo”.
 
Aí eu falei pra ela… “Querida”Eu estou indo pro RIO!

– Mas senhor, a Cia não informou que seu vôo é internacional?

Como assim internacional? Eu vou pro RIO. Aí q me dei conta, que estava no embarque internacional e a policia federal já me olhando de rabo de olho. Fui reclamar com a Gol e eles claro, nada puderam fazer!

Só me restava jogar tudo fora, joguei o shampoo, joguei o creme… Snif, snif… Joguei o desodorante… Peguei o vidro de perfume “ROMA UOMO” ainda pela metade, uma dor no coração e enfiei no bolso de trás da calça.

Episodio II: A Máquina de Raio X “Again”

 – Sr, o sr precisa passar novamente a sua mochila e passar novamente pela maquina (que dedura objetos de metal).

Passei e a máquina apitou! Um filme rápido passou pela minha cabeça, advogado, fiança, explicando pra minha mãe etc. Aí ela diz que eu bati o braço e por isso a máquina disparou. Ufa! Passei novamente e meio de ladinho pra esconder a retaguarda que estava maior por causa do vidro de perfume.

Até a chamada do voo, tudo normal… Entreguei meu ticket, Boa viagem senhor! (Amigo, não tem boa viagem com a Gol, pensei comigo).

Coloquei a jaqueta, entreguei meus documentos e fui. O embarque seria pelo solo naqueles ônibus pensei: “Nossa… Vôo Internacional, saindo da pista!”. Algo estava estranho.

Eis que o vôo vinha do México; todo mundo de máscara, e eu lá no meio de gaiato. No Rio, fomos – “escondidos” – recepcionados e fichados pela ANVISA.

Resumindo: o barato muitas vezes sai caro, a Gol continua sendo uma merda, mesmo tendo voado na aeronave da Varig; e eu sou um bestinha que deixou de cumprir sua palavra. A campanha continua! Don’t “Go” Gol 🙂

Daniel Carvalho Cruz,

publicitário e diretor do portal Scramble – www.scramble.com.br

jun
18
Posted on 18-06-2009
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-06-2009

Mendes: fim do diploma
gilmar
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O Jornalista Ivan de Carvalho assina nesta quinta-feira(18) em sua coluna política na tribuna da Bahia, artigo sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal, que extinguiu a exigência de diploma de nível superior para o exercício profissional do jornalismo. Em trecho do comentário com o título “Jornalismo sem Diploma”, Ivan lembra a exigência do diploma foi estabelecida por decreto-lei em 1969, durante fase aguda do regime militar. Antes disso, o diploma não era exigido e o que se fez agora foi restabelecer uma situação que anteriormente existia e fora eliminada.

“Esse decreto é mais um entulho do autoritarismo da ditadura militar que pretendia controlar as informações e afastar da redação dos veículos os intelectuais e pensadores que trabalhavam de forma isenta”, disse Lewandowski, ao proferir o seu voto, assinala o colunista em seu texto.

E prossegue: “O Ministério Público Federal entrou com ação em outubro 2001 para que não fosse exigido o diploma de jornalista para exercer a profissão. Uma liminar também de outubro de 2001 suspendeu a exigência do diploma de jornalismo.

Em outro trecho, Ivan assinala:

“Do que disse Mendes, porém, o mais importante me parece ser a observação – feita após dizer que “os jornalistas se dedicam ao exercício pleno da liberdade de expressão” – de que “o jornalismo e a liberdade de expressão, portanto, são atividades imbricadas por sua própria natureza e não podem ser pensadas e tratadas de forma separada”. Isso significa que estaria errado, na opinião dele (na minha, também) negar aos cidadãos não portadores de diploma de jornalista um dos instrumentos mais vitais para o exercício da liberdade de expressão.

O advogado da Fenaj, que defendeu a exigência do diploma, argumentou que “um artigo escrito por um inepto poderá ter um efeito devastador e transformar leitores em vítimas da má informação”, afirmou. De um artigo ou de uma reportagem ou de uma simples nota, diria eu. Mas existem no Código Penal instrumentos para se punir a informação errônea dada de má fé”…

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Leia o artigo de Ivan de Carvalho, na íntegra, na Tribuna da Bahia.

jun
18
Posted on 18-06-2009
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-06-2009

Perguntar não ofende

Do jornalista Alex Ferraz, em sua coluna desta quita-feira(1), na Tribuna da Bahia:
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“Dengue
E as águas limpas e paradas do monumento a Clériston Andrade (Garibaldi), do Campo Grande e outras praças, não são criadouros do mosquito da dengue?
Ah, bom! Pensei”.
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LEIA A COLUNA DE ALEX NA INTEGRA NO JORNAL TRIBUNA DA BAHIA

jun
18
Posted on 18-06-2009
Filed Under (Artigos, Entrevistas) by vitor on 18-06-2009

Top Gisele/O Globo
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Deu no jornal:

Trecho da entrevista exclusiva concedida pela top-model brasileira, Gisele Bundchen, ao jornal O Globo, publicada na edição desta quinta-feira(18) do diário carioca:
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OG- “O presidente Lula quer lancer a candidatura da ministra Dilma Roussef para a presidência. O que você acha da possibilidade de termos uma mulher presidente?

GB- Não julgo as pessoas por gênero ou cor. Isso é só casca. A questão é saber qual é a melhor pessoa para fazer esse trabalho. Quem tem melhor índole, caráter, quem tem melhores ideias e a capacidade de realizá-las. Não interessa se é homem ou mulher, o importante é ter competência. O que eu mais acompanho no noticiário brasileiro, o que mais me interessa, são as riquezas naturais. Quero saber o que eles fazem com a Amazônia. Não acho que o governo está protegendo o bem mais precioso que o Brasil tem, que é a floresta Amazônica. Se algum presidente me mostrar o que está fazendo para proteger a Amazônia, aí sim ele ganha meu voto.

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