“Meu Sublime Torrão”, Elba Ramalho: toda força de uma voz paraibana, que canta com honra, orgulho e fé a sua Paraíba, terra bela, hospitaleira e que não leva desaforo para casa.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

jul
21

Do Jornal do Brasil

 

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado (20) que a imprensa brasileira distorce as suas declarações públicas e que os veículos de comunicação “morrem de saudades do PT”.

Em mensagem nas redes sociais, ele reagiu às críticas aos seus recentes posicionamentos. Nesta sexta-feira (19) o presidente disse que não há fome no Brasil, chamou os governadores nordestinos de “paraíbas” e atacou a jornalista Miriam Leitão.

“Não adianta a imprensa me pintar como seu inimigo. Nenhum presidente recebeu tanto jornalista no Palácio do Planalto quanto eu, mesmo que só tenham usado dessa boa vontade para distorcer minhas palavras, mudar e agir de má-fé ao invés de reproduzir a realidade dos fatos”, disse, referindo-se a um café com correspondentes estrangeiros nesta sexta-feira.

Ele afirmou ainda que sempre defendeu a liberdade de imprensa, “mesmo consciente do papel político-ideológico atual de sua maior parte, contrário aos interesses dos brasileiros, que contamina a informação e gera desinformação. No fundo, morrem de saudades do PT”.

Bolsonaro depois acrescentou, também em redes sociais: “Vou falar do PT sempre. Não adianta chorar. Não é porque perderam a eleição que seus crimes devem ser ignorados. Os efeitos devastadores do desgoverno da quadrilha ainda podem ser sentidos e é papel de todo aquele que que ama o Brasil lembrar quem foram os culpados”.

Macaque in the trees
Jair Bolsonaro (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Em um dia de declarações controversas em sequência, o presidente também criticou a multa de 40% do FGTS em caso de demissão sem justa causa. Ele ainda criticou o filme “Bruna Surfistinha’, mesmo admitindo que não o assistiu, e disse que vai extinguir a Ancine (Agência Nacional do Cinema) se o órgão não tiver filtro.

A crítica feita pelo presidente nas redes sociais adota tom semelhante ao de seu filho e vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), que criticou encontro de seu pai com jornalistas da imprensa internacional.

“Por que o presidente insiste no tal café da manhã semanal com ‘jornalistas’? Absolutamente tudo que diz é tirado do contexto para prejudicá-lo. Sei exatamente o que acontece e por quem, mas não posso falar nada porque senão é ‘fogo amigo’. Então tá, né?! O sistema não parará!”, afirmou Carlos nesta sexta.

GUSTAVO URIBE

jul
21

Do Jornal do Brasil

 

(Reuters) – A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, opinou pela suspensão da decisão liminar que obrigaria a Petrobras a fornecer combustível a duas embarcações iranianas no porto de Paranaguá, no Paraná, conforme manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), instância na qual o caso deve ser decidido.

Para a PGR, a Eleva, responsável pela carga dos navios, “não provou ter direito subjetivo de comprar o combustível da Petrobras”, destacando a existência de alternativas para adquirir o produto de outros fornecedores.

Macaque in the trees
Procuradora-geral da República, Raquel Dodge (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

“Além disso, existe uma questão de ordem pública envolvida na ação e que foi demonstrada pela União por meio do Itamaraty, que são as relações diplomáticas estabelecidas pelo Brasil e que poderiam ser afetadas pela medida pretendida na esfera judicial”, acrescentou a PGR, em nota.

Os navios, que sofreram sanções dos EUA pelo programa nuclear iraniano, buscam exportar milho para o Irã após terem trazido ureia para o Brasil. A Petrobras recusou-se a vender combustível às embarcações devido ao embargo.

A Eleva teve o pedido de abastecimento negado em primeira instância, mas recorreu e conseguiu uma ordem para que o abastecimento fosse feito em 72 horas sob pena de multa. A União recorreu e o caso foi levado ao STF.

Em nota, a Eleva afirmou que “estranhou” o parecer da PGR, alegando ser de notório conhecimento a impossibilidade de sanções possíveis ao comércio de alimentos e remédios, reiterando que a carga dos navios era “exclusivamente de milho”.

“A demora num desfecho para o caso gera o risco de uma grave crise ambiental no Porto de Paranaguá pelo fato de a carga conter níveis elevados de conservantes para manter sua integridade durante a viagem”, disse a Eleva.

“Há também a iminência de uma crise humanitária, já que há 50 tripulantes a bordo confinados há um mês e meio no local sem poder desembarcar. Tudo isso sem falar que a falta de combustível deixará os navios à deriva, sujeitos à força de vento e mar, podendo causar danos à navegação, aos tripulantes, a outras embarcações e, no extremo, levar ao fechamento do Porto de Paranaguá”, completou.

(Por Marcela Ayres; Edição de Roberto Samora)

 

Foi uma das pensadoras mais influentes do século XX, autora de uma ampla obra que refletiu sobre a história e a razão

Madri 
agnes heller
Ágnes Heller, em Budapeste em agosto de 2017. Zsófia Pályi

Era chocante o contraste entre o físico de Agnes Heller, a filósofa húngara morta nesta sexta-feira aos 90 anos, e a força do seu pensamento e da sua biografia. Miúda e só aparentemente frágil, sobreviveu ao Holocausto em Budapeste — metade do milhão de judeus assassinados em Auschwitz era húngara — e à repressão stalinista posterior à Segunda Guerra Mundial, que a obrigou a se exilar durante décadas. Nos Estados Unidos e na Austrália, porém, ela elaborou um pensamento baseado num profundo conhecimento da história, mas também da vida cotidiana, situado entre a filosofia e a sociologia, que conseguiu atravessar fronteiras para torná-la uma das pensadoras mais influentes da segunda metade do século XX.

Obras como O Cotidiano e a História (Paz e Terra), Historia y futuro ¿sobrevivirá la modernidad?, El hombre del renacimiento, Crítica de la ilustración e Para cambiar la vida são alguns dos títulos editados na Espanha, onde seu pensamento encontrou uma ampla difusão. Foi colaboradora habitual do EL PAÍS desde os anos oitenta e publicou seu último artigo neste jornal em abril passado, sobre o tema que mais a preocupava no momento: a guinada autoritária do primeiro-ministro húngaro Viktor Orban e o perigo que isso representava para a democracia na Europa. Como sobrevivente dos totalitarismos nazista e soviético, ela sabia perfeitamente quais podiam ser as consequências de ficar de braços cruzados ante um ataque contra as liberdades.

Heller considerava que a história não se repetiria e pensava que estávamos muito longe dos anos trinta. Ao mesmo tempo, porém, estava convencida de que a democracia corria perigo em alguns países da Europa, lembrando que o Estado de direito não se baseia apenas no voto. Também se preocupava com o ataque contra a razão por parte do extremismo islâmico e a ameaça que o nacionalismo representa para a União Europeia. Foi uma importante pensadora feminista. “É a única revolução que não considero problemática e é a maior do nosso tempo, porque não é uma mobilização contra um período histórico, e sim contra todos os períodos. A única totalmente positiva, talvez junto com o desenvolvimento dos direitos humanos.”

Este jornal a entrevistou em Budapeste no verão de 2017. Vivia num luminoso e desarrumado apartamento com uma vista impressionante para o Danúbio, repleto de livros e revistas sobre temas de todo tipo, que mostravam que sua enorme curiosidade intelectual nunca se apagou. A Academia Húngara de Ciências anunciou sua morte na noite desta sexta-feira, sem especificar a causa. Segundo o site húngaro 444.hu, ela faleceu enquanto nadava no lado Balaton, onde muitos cidadãos da Europa comunista passavam as férias. Curiosamente, foi ali que começou a ruir a Cortina de Ferro quando milhares de cidadãos da Alemanha Oriental que estavam na Hungria tiveram permissão para abandonar o país rumo ao Ocidente.

Heller não tinha problema algum para responder a perguntas sobre todo tipo de assunto, nem para recordar o Holocausto. Narrava a forma como sobreviveu à Shoá, quando os nazistas, apoiados pelos fascistas húngaros do Partido da Cruz Flechada, organizaram a deportação dos judeus de Budapeste a Auschwitz e depois o seu assassinato em massa na própria cidade, quando, ante a iminência da chegada dos soviéticos, os trens deixaram de sair. “Como todas as pessoas que conseguiram sair vivas daquilo, foi por acidente. Meu pai foi assassinado em Auschwitz, minha mãe e eu estivemos a ponto de morrer, mas de alguma forma nos livramos. Os fascistas húngaros mataram muitos judeus junto ao Danúbio, mas pararam antes de chegar à nossa casa. Também dispararam contra mim, mas, como sou baixa, o tiro passou por cima da minha cabeça. Em outro momento, nos colocaram numa fila. Soube que não devíamos ficar ali porque nos matariam, e conseguimos fugir. Mas tudo isso não foi sorte, e sim instinto.”

Após a Segunda Guerra Mundial, Agnes estudou e depois ensinou filosofia na chamada Escola de Budapeste, encabeçada pelo filósofo marxista Georg Lukács. Depois da invasão soviética de 1956, que reprimiu uma tentativa de libertação do regime comunista húngaro, Heller se tornou dissidente e acabou se exilando, primeiro como professora em Melbourne (Austrália) e depois na New School for Social Research de Nova York. Até o fim de seus dias, deu palestras e seminários pelo mundo todo.

Como outros filósofos pegos no turbilhão do século XX, Agnes Heller refletiu sobre o Iluminismo e sobre como se poderia ter passado da esperança despertada pela razão — noção que devia a pensadores da modernidade como Spinoza e Kant — aos horrores do totalitarismo. Foi marxista no início, mas logo se desvinculou de qualquer marco teórico que cerceasse sua vontade de buscar respostas.

Heller perdeu a confiança na razão, porque sem ela não poderiam ter construído os campos nazistas e soviéticos nem organizar a deportação de milhões de pessoas. Mas nunca perdeu a confiança no ser humano. Questionada sobre suas crenças, ela respondeu naquela entrevista: “Tenho que acreditar em algo? Talvez possa responder à sua pergunta. Acredito numa coisa: as pessoas boas existem, sempre existiram e sempre existirão. E sei quem são as boas pessoas.”

jul
21
Posted on 21-07-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-07-2019


 

Passofundo, NO portal de hmor

 

jul
21

Decisão sobre saque do FGTS sai na semana que vem, diz Bolsonaro

A decisão final sobre a liberação de saques dos recursos do FGTS deve sair na próxima semana, disse hoje Jair Bolsonaro.

O presidente afirmou que os últimos detalhes estão sendo fechados pela equipe econômica.

“A palavra final vou ver nesta semana, com a equipe econômica. Pequenos acertos estão sendo feitos. Nós não queremos desidratar a questão do Minha Casa Minha Vida, que é importante, e não queremos ser irresponsáveis”, disse Bolsonaro.

“Não está na minha mesa. Está na mesa do Paulo Guedes. Vai chegar na minha mesa. Quem entende de economia é ele, não sou eu. A Dilma entendia de economia, e vocês viram o que ela fez com energia elétrica e com os combustíveis.”

https://youtu.be/bnZ1SxkERIM

Resultado de imagem para Deltan Dallagnol e Moro sob ataque do Intercept

Dallagnol e Moro: Lava Jato sob ataque…
Resultado de imagem para Encurralado o cult de Spielberg com Dennis Weaver
…Dennis Weaver e o caminhão-tanque no filme cult de Spielberg
ARTIGO DA SEMANA
 
Intercept na banguela: em cima da Lava Jato sem foco, sem rumo, sem freios 

Vitor Hugo Soares

Suspense e fofocas: na terça-feira, 16, do quente e frio deste inconstante mês de julho, o site Intercept, do jornalista norte-americano Glenn  Greenwald, com ajuda de expressivos aliados locais, parece ter decidido apostar suas fichas nos dois elementos tradicionais de apelo jornalístico, nos enfoques para segurar o interesse informativo e político, na divulgação de dados de mensagens hacheadas escritas e áudios vazados de conversas pessoais de procuradores da força-tarefa da Lava Jato, e do juiz Sérgio Moro. Pelos indicativos, a finalidade é manter de pé o escândalo que dá sinais, cada dia mais explícitos, de perder o foco, o rumo e freios, como o caminhão – tanque de Encurralado, o filme  Cult de Spielberg nos Anos 70.

Condutor deste enredo, Greenwald segue afirmando que o calhamaço obtido será divulgado “por completo”. Sem fixar dead-line, para usar a clássica expressão, corriqueira nas redações do Jornal do Brasil e da Veja, por onde passei. Portanto, sem ano, sem mês, nem dia, nem hora para o ponto final. Neste descompromisso com o tempo e hierarquia das informações (como ensinava em seus livros e no dia-a-dia no JB, o jornalista Juarez Bahia, seis vezes premiado com o Esso) provavelmente está a raiz do vale-tudo desta semana, principalmente em notícias supérfluas, como da viagem de Dallagnol à Fortaleza, para dar palestra sobre combate à corrupção. O foco desta notícia, no entulho do Intercep, foi a passagem da esposa do procurador e seus filhos pequenos (que o acompanharam na viagem) pelo Beach Park. Tudo somado a suposições e suspeitas sobre o caráter e a idoneidade moral e profissional do chefe da força-tarefa da maior e mais efetiva ação de combate a corruptos e corruptores no País.

Neste noticiário (entre maledicências e ataques ofensivos) Dallagnol foi classificado como pouco menos que um reles interesseiro, visando obter lucros com a Lava Jato. A ponto de causar protestos indignados e reações duras, entre entidades e personalidades da vida pública, relacionadas a este triste episódio. O ministro da Justiça e da Segurança, Sérgio Moro, mesmo em gozo de licença, nos Estados Unidos,  disparou  severo recado, em postagem no twitter: “Sou grande defensor da liberdade de imprensa, mas essa campanha contra a Lava Jato e a favor da corrupção está beirando o ridículo. Continuem, mas convém um pouco de reflexão para não se desmoralizarem. Se houver algo sério e autêntico, publiquem por gentileza”. Precisa desenhar?

Diante do que li, vi e ouvi, esta semana, (a corrupção em si e seus responsáveis deixados de lado) fica a alarmante impressão de que o carro do Intercept começa a trafegar “na banguela”. Parece o caminhão-tanque de “Encurralado” (Duel, 71), o filme de Spielberg, que virou uma das mais cultuadas realizações da história do cinema.Relembro: Em uma estrada quase deserta, com muitas retas e margeada por altas montanhas, um homem (Dennis Weawer) dirige tranquilo seu Plymouth vermelho, até dar de cara com o caminhão-tanque enferrujado, cujo rosto do motorista nunca aparece. Ele ultrapassa o veículo, e aí começa o pesadelo.
O público espera que “algo fora do comum aconteça, mas nada acontece”, até o terrivelmente dramático fim do filme. Que não conto, mas recomendo, até como entretenimento infinitamente mais interessante que o calhau do Intercept, até aqui.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h.uol@.com.br 

“I Am A Rock”, Simon e Garfunkel! Afinal, a vida é bela! E os leitores e ouvintes do Bahia em Pauta merecem sempre  o melhor, de todos os gêneros musicais, de qualquer país ou região do planeta que celebra os 50 anos da chegada do homem à Lua.

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira e Vitor Hugo)

Como antecipamos, o governador petista Rui Costa se antecipou e fez uma inauguração simbólica do aeroporto de Vitória da Conquista, na Bahia, antes de Jair Bolsonaro, que deve ir ao local na próxima terça-feira.

Em seu discurso, escutado por um punhado de aliados e pela imprensa local, o governador afirmou que o último pagamento feito pelo governo federal para a obra ocorreu em novembro do ano passado, ou seja, no governo do “golpista” Michel Temer.

“Quero agradecer aos técnicos, aos ministros do governo Temer.”

Ele não citou Jair Bolsonaro.

“De lá para cá, nesses 6 meses, foi toda a parte de papelada, de burocracia.”

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