As ausências de Donald Trump e dos principais líderes europeus transformaram o líder nacional-populista que dirige a oitava economia do mundo na estrela do evento

 Naiara Galarraga Gortázar
O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, em Brasília

 O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, em Brasília Joédson Alves EFE

O novo Brasil promovido pelo ultradireitista Jair Bolsonaro escolheu a cúpula de Davos (Suíça) com a elite econômica e política para se apresentar ao mundo. O presidente que ganhou as eleições com um programa de liberalismo econômico e linha dura na segurança deixa por alguns dias Brasília para anunciar na Europa que “o Brasil está aberto aos negócios e investimentos sem viés ideológico”, como explicam em Brasília fontes do Ministério da Economia comandado por Paulo Guedes, a quem Bolsonaro deu amplos poderes.

As ausências de Donald Trump e dos principais líderes europeus transformaram o líder nacional-populista que dirige a oitava economia do mundo na estrela do evento. O militar da reserva, que elogiou abertamente repressores da ditadura, como o coronel Brilhante Ustra, pretende suavizar sua imagem no exterior. O capital adora seu programa econômico —a Bolsa de São Paulo é uma das que mais subiram no mundo todo no último semestre—, mas seu programa político, com desprezo pelo meio ambiente e duros ataques à oposição, gera inquietação.

A cúpula de Davos recebe mais uma vez um novo presidente que chega do Brasil tentando dissipar temores. O esquerdista Luiz Inácio Lula Da Silva foi em 2003 à reunião de cúpula da elite, mas depois de ter participado do Fórum Social Mundial (a “contracúpula” de Davos), em Porto Alegre. Em termos econômicos, o ex-sindicalista seguiu a cartilha mais ortodoxa, e foi presença habitual em Davos durante o auge dos países emergentes.

Bolsonaro, um paraquedista militar da reserva que destila palavras de ódio a gays, feministas e indígenas, tenta se apresentar como um parceiro que oferece segurança para se fazer negócios no Brasil, uma das economias mais protecionistas da região, que emerge de dois anos de recessão com um tímido crescimento.

O ultradireitista quer ser um novo parceiro nos negócios e na diplomacia. Está dando uma guinada radical com sua aproximação dos EUA e de Israel e seu distanciamento de tradicionais aliados regionais. O novo ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, trumpista e autor de um blog antiglobalista, que acompanha Bolsonaro na viagem à Suíça, encarna essa mudança. E, para defender sua cruzada contra a corrupção, Bolsonaro leva ainda o ministro da Justiça, Sérgio Moro, o juiz que condenou o ex-presidente Lula em primeira instância. Um herói ou vilão no Brasil, a depender do público que o olhe. Os quatro dias em que Bolsonaro passará em Davos afastarão momentaneamente o presidente das crescentes suspeitas de corrupção que cercam um de seus filhos, o senador eleito Flávio Bolsonaro.

O carro-chefe de Bolsonaro em Davos será o superministro Guedes. Este gestor de fundos de investimento formado na Universidade de Chicago não detalhou seus planos para impulsionar a cambaleante economia do Brasil desde que tomou posse, em 2 de janeiro. Em Davos, enfatizará que os três pilares de sua receita são reformar a previdência (que come 53% dos gastos públicos), acelerar as privatizações e concessões, e reduzir substancialmente o Estado. Sua intenção, segundo as fontes citadas, é anunciar na cidade alpina que o comércio exterior (exportações e importações) aumentará para 30% do PIB (dos 23% atuais) até o fim de seu mandato, em 2022, e que duplicará para 2% do PIB o investimento em pesquisa e desenvolvimento.

Uma parte significativa da vitória eleitoral de Bolsonaro se deve ao fato de ele ser percebido como um dos poucos políticos brasileiros livres da suspeita de corrupção. Mas as acusações contra Flávio, um de seus três filhos congressistas, estão se acumulando. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) descobriu dezenas de depósitos suspeitos em sua conta em 2017, totalizando 96.000 reais. Isso, revelado na sexta-feira pela TV Globo no Jornal Nacional, soma-se a outros pagamentos suspeitos recebidos por seu motorista e velho amigo da família, Fabrício Queiroz, que era alvo de uma investigação, agora suspensa por uma decisão liminar de um ministro do Supremo Tribunal Federal, a pedido do filho do presidente. Flávio, seu pai e Queiroz se declaram inocentes. E, para tentar evitar que o tema ofusque sua estreia internacional, Bolsonaro não deve oferecer uma coletiva de imprensa em Davos, que já estava prevista inicialmente, mas foi retirada do programa oficial, segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo —desde o início da crise envolvendo o ex-assessor de seu filho, a família Bolsonaro dá apenas entrevistas para veículos vistos como mais amistosos por sua gestão, algo que seria difícil de controlar em um evento com perguntas abertas na frente de todo o mundo.

DO JORNAL DO BRASIL

Primeiro chefe de Estado latino-americano a discursar na abertura da sessão plenária do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, no dia 22, o presidente Jair Bolsonaro foi convidado para a reunião do International Business Council (IBC). O IBC se propõe a identificar os aspectos de negócios globalmente relevantes e desenvolver soluções práticas. É um órgão consultivo do fórum.

Todos os anos, o IBC seleciona um chefe de Estado ou de Governo para participar de uma conversa com os 100 CEO’s (empresários) de destaque no cenário mundial.

“Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro.(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil )

Bolsonaro também fará o discurso de abertura no jantar da América Latina e receberá 50 CEO’s selecionados para um almoço sobre o Brasil. Haverá ainda um jantar do fundo de investimentos BlackRock.

Apontada como maior empresa do mundo em gestão de ativo, a BlackRock tem sede em Nova York e entre seus clientes há governos, pessoas jurídicas e físicas.

Política externa

O presidente aproveitará a oportunidade para demonstrar sua preocupação com o agravamento da crise na Venezuela, apresentar seu ponto de vista sobre globalização e sobre tecnologia e inovação. Um dos destaques, em Davos, no entanto, serão os aspectos econômicos, particularmente a abertura econômica.

Com uma agenda voltada para a defesa da abertura econômica, do combate à corrupção e do compromisso com a democracia, Bolsonaro embarca hoje (20) às 22h para Suíça.

Ele estará acompanhado pelos ministros da Economia, Paulo Guedes; das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

Em sua 39ª edição, o Fórum Econômico Mundial reúne a elite política e econômica global para discutir a conjuntura mundial e estimular a cooperação entre governos e o setor privado.

  DO BLOG O ANTAGONISTA

“Não vi manifestação de petista sobre deputado que quer presidir a Alerj”

Janaina Paschoal usou o Twitter neste domingo para cobrar explicações sobre as movimentações financeiras da assessora do petista André Ceciliano:

“O povo carioca e o povo brasileiro têm direito a saber detalhes das movimentações da assessora do Dep. Est. André Cecíliano, favorito na disputa à Presidência da Alerj. Gostaria de saber o que os petistas e os sites petistas têm a dizer sobre os mais de 40 milhões da assessora.”

E completou:

“Eu sei que as explicações do Dep. Flávio Bolsonaro são importantes. Eu tenho cobrado e muitos petistas também. Mas eu não vi nenhuma manifestação de petista, relativamente ao Deputado do partido deles, que quer presidir a Alerj. Abaixo o sigilo de todas essas investigações!”

Ceciliano, no Twitter, respondeu Janaina e disse que procurou o Ministério Público “espontaneamente” para levar os devidos esclarecimentos.

“Duas funcionárias do meu gabinete citadas no relatório deram suas explicações por escrito e encaminhei as devidas respostas ao MP, bem como extratos bancários de suas movimentações. Também esclareci que as outras pessoas citadas no relatório ou nunca foram meus funcionários ou foram exonerados anos antes do período citado.”

jan
21
Posted on 21-01-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-01-2019


 

Passofundo, no portal de humor

 

Favada, um dos pratos servidos no Ca-Já.
Favada, um dos pratos servidos no Ca-Já. Wagner Ramos / Divulgação
Recife
Além do maior bloco de carnaval do mundo, a maior avenida em linha reta e o maior São João do Brasil, Recife também leva sua megalomania à mesa. E não só de obviedades gastronômicas, como o bolo de rolo, ou iguarias incompreensíveis para alguns, como o caldinho de feijão e a caldeirada servidos na praia, sob um sol de 40 graus, é feito o cardápio da cidade. 

Recife é muito mais do que clichês culinários. Come-se incrivelmente bem nesta cidade. Por isso, preparamos uma modesta lista —já sabendo que nenhuma lista é completa— para quem quer explorar melhor os dotes gastronômicos da capital pernambucana, a mais gostosa em linha reta.

Retetéu comida honesta

O lugar faz jus ao nome. Numa casa deliciosa com um quintal que dá o tom de comida de mãe dos pratos servidos, o chefe Thiago das Chagas cria receitas com sabor, simplicidade e preço justo. O cardápio é enxuto, bem brasileiro e focado em explorar ingredientes e receitas locais. De entrada, peça pelo caldinho de feijão ou a coxinha de massa de mandioca —ou macaxeira, como queira— recheada de costela. A cerveja de fabricação própria é leve e acompanha bem o cardápio todo. O prato executivo muda a cada semana, mas já passaram por lá o cozido de carne com legumes e pirão, e a picanha suína com feijão de coco e chips de macaxeira. Aos sábados e domingos o chefe também serve um prato diferente, e a receita fica ainda mais especial, como a fritada de Aratu (uma espécie de caranguejo) com azeite e claras em neve, e o camarão ao molho de coco com cubos de abóbora.

Rua Professor Otávio de Freitas, 256
De segunda a sexta, das 12h às 15h, e aos sábados e domingos, das 07h às 10h – para café da manhã – e das 12h às 15h30, para o almoço

São Pedro Restaurante

Após o sucesso no Retetéu, Thiago das Chagas expandiu os negócios e abriu o São Pedro Restaurante. A proposta é um pouco diferente da primeira casa, mas a essência é a mesma: menu (ainda mais) enxuto, boa comida e preço justo. Enquanto o Retetéu fica em uma deliciosa casa na zona Norte, a casa-irmã foi aberta em um dos cenários mais bonitos do centro do Recife, o Pátio São Pedro. Ali, um par de bares e restaurantes distribuíram mesinhas pela rua de paralelepípedo no entorno da igreja São Pedro dos Clérigos, construída na primeira metade do século XVIII. Da pequena portinha da marisqueria, como o restaurante se autointitula, saem dois ou três pratos, entradas e sobremesas, que mudam semanalmente. Se você der sorte, pode ir em uma semana em que o arroz de caranguejo —molhadinho, com tomate e cheio de patinhas do crustáceo à milanesa— está no cardápio. O vinho branco que acompanha é gelado e tem preço justo. A casa abre em horário restrito, então não se preocupe em beber demais e tropeçar nos paralelepípedos depois. Dificilmente dará tempo para tanto.

Rua das Águas Verdes, 52
De segunda a sexta, das 12h às 15h

Ca-Já Restaurante

Mais um queridinho da boemia descolada e festiva e que gosta de comer bem, o Ca-Já, assim como o Retetéu e o São Pedro, faz parte dessa nova geração de bons lugares para comer no Recife. O restaurante fica em uma casa com um quintal no fundo, com uma grande árvore fazendo sombra sobre as mesas. O menu também explora bem ingredientes, produtores e receitas locais, como a peixada (sem erro), a barriga de porco com farofa de cuscuz, ou a galinhada. Os simpáticos atendentes servem bons drinques e vinhos gelados para acompanhar. A casa é amigável para todos os públicos —gay-friendly, baby-friendly e pet-friendly— e, para melhorar, abre tanto no almoço, quanto no jantar.

Rua Carneiro Vilela, 648
Almoço: de terça a sábado, das 12h às 15h
Jantar: de quinta a domingo, das 19h às 23h

Trattoria da Dani

Em uma área residencial perto do Mercado de Casa Amarela, na zona norte, fica esse novo restaurante-casa todo acolhedor. Comandada pela chefe Dani Johnnei, que passa pelo salão recebendo os clientes-amigos com sorriso no rosto, a casa tem potencial para virar referência em comida italiana no Recife. Peça pelo bem servido parmegiana, crocante e sequinho, acompanhado de espaguete com molho de tomate da casa e não se arrependerá. A carta de vinhos é honesta e eles servem água da casa, uma cortesia que ainda é rara nos restaurantes da cidade, mas não deveria ser.

Rua Conselheiro Perretti, 96
De quinta a sábado, das 19h às 00h, e aos domingos, das 11h30 às 15h

Castigliani Cafés Especiais

Bons cafés servidos em ambientes despojados estão na moda em todas as grandes cidades. No Recife, a única coisa diferente é que muitos deles só abrem depois do almoço, mas ficam, consequentemente, abertos até a noite. Não é diferente no Castigliani, casa comandada por um simpático casal, com duas unidades, uma no cinema da Fundação Joaquim Nabuco, e outra, com mesas na calçada, no Parnamirim. Aos finais de semana, a casa serve brunch e vale muito pedir os ovos com salmão ou com abacate (que pode ser servido na versão vegana, com shimeji no lugar dos ovos) —dá para duas pessoas, pode confiar— e um café gelado com chocolate, porque o calor vai pedir. Pela noite, a unidade do Parnamirim é ponto de encontro de cineastas e descoladinhos da cidade.

Unidade do Parnamirim
Estrada do Encanamento, 323
De terça a sexta, das 13h às 21h, e sábados e domingos, das 9h às 21h

Unidade Fundação
Rua Henrique Dias, 609
De terça a domingo, das 13h às 21h

Sovaj

Este Bar vegano, pilotado somente por mulheres, é uma boa opção para quem está cansado da rua Mamede Simões. No cardápio, coxinha recheada com brócolis —saborosa, mas imensa, aproveite para dividir— filé de shitaki ao molho madeira com fritas, e falafel com molho barbecue. A cerveja está sempre gelada e a caipirinha, bem feita, custa só cinco reais. O serviço poderia ser um pouco mais ágil.

Rua Princesa Isabel, 207
De terça a sábado, a partir das 19h

Anjo Solto

Por alguma razão, talvez de cunho colonizador, é muito comum encontrar creperias ou cardápios que incluem crepes nos restaurantes do Recife. E nesse quesito, o Anjo Solto é um bom veterano. As duas unidades servem bons drinques e têm boa trilha sonora, com destaque para a casa que fica na Galeria Joana D’Arc, que promove semanalmente a terça do Vinil. O menu pode tomar mais tempo se você tiver dificuldades em tomar decisões: extenso e inventivo, tem crepe dos mais variados recheios, mas certamente agradará de veganos a carnívoros. Os nomes dos pratos são uma homenagem a personalidades da cidade. Dizem que você vira alguém no Recife quando ganha um crepe para chamar de seu.

Unidade da Galeria Joana D’Arc
Rua Herculano Bandeira, 413
Aberto todos os dias, a partir das 17h30

Unidade zona norte
Rua Esmeraldino Bandeira, 106
Aberto todos os dias, exceto às terças-feiras, a partir das 17h

Altar Cozinha Ancestral

Em uma casa simples em Santo Amaro, inteira decorada com peças, quadros e figuras regionais, a chefe Carmem Virgínia recriou receitas de origem africana com um toque do tempero pernambucano. Acarajé com vatapá e camarão seco, moqueca de peixe, bobó de camarão com arroz de coco e o arroz de cabidela dão uma ideia do gostinho de confort food servido no local. Dos estudos de dona Carmem saem os pratos de terreiro que homenageiam os orixás. Apesar da pegada religiosa, a caipirinha está liberada e chega bem servida. 

Rua Frei Cassimiro, 449
De terça a domingo, das 12h às 17h

                                                       

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CRÔNICA

                                                 Lúcifer curtiu Jennifer no Tinder

 

  Janio Ferreira Soares

 

Continuo seguindo a máxima do comediante Grouxo Marx, que dizia não participar de clubes que o aceitavam como sócio. Portanto, sigo recusando convites para fazer parte dessas confrarias digitais, até porque meu celular é valvulado. Além disso, não resistiria um minuto sequer em bagunçar essas convenções que balizam as redes, tipo dar bom dia antes de entrar num assunto qualquer, ou – santa falsidade, Batman! – iludir pessoas fisicamente desarmoniosas com elogios não condizentes com suas estampas, induzindo-as a se acharem algo que só por um milagre serão.

A propósito, dois assuntos chamaram minha atenção por esses dias. Um é o lançamento do livro ‘Dez Argumentos Para Você Deletar Agora Suas Redes Sociais’, escrito pelo americano Jaron Lanier, onde ele cita algumas obviedades que só reforçam o que penso, a exemplo de: 1) Você está perdendo o livre-arbítrio; 2) As redes deixam você infeliz; 3) Largá-las é a melhor maneira de resistir à insanidade dos nossos tempos; 4) Elas tornam a política impossível; 5) Modificam as verdades; e, a que resume tudo: 6) As redes estão transformando você num babaca.

Observe que tudo o que é citado acima é a mais pura verdade, embora, aqui pra nós, isso tenha o mesmo efeito daqueles conselhos que se dá a um viciado em nicotina, ou seja, entra por um ouvido (ou por um pulmão, tanto faz) e sai pelo outro. Talvez por isso – e aí já embarco no segundo assunto – o patriarca Kirill, líder da Igreja Ortodoxa Russa, pegou pesado na semana passada, alertando seus fiéis seguidores (ops!) que essa dependência tecnológica – acompanhada dos dados que uma minoria detém de milhões de usuários -, poderá abrir uma janela para a chegada do Demônio à Terra. “O Anticristo é a pessoa que estará à frente da Internet controlando toda a humanidade”, afirmou o eclesiástico.

Cá do meu canto discordo do patriarcal, não pela declaração em si, mas pelo uso do verbo no futuro do presente. Não, meu caro Kirill, O Anjo Decaído não “estará” comandando a Internet daqui a algum tempo. O velho cramulhão já é, sim, o maior Youtuber do planeta e, juntamente com seus capetas emblogueirados, anda incitando a discórdia entre amigos, parentes e agregados, além de inspirar verdadeiras pérolas musicais, como é o caso de ‘Jeniffer’, que, não tenho a menor dúvida, foi marcada por Belzebu no Tinder no exato instante em que sua mãe, diante de uma assustada escrivã, disse a fatídica frase que há dias me acompanha aonde quer que eu vá: “o nome dela é Jennifer”, complementando em seguida: “com dois enes, por favor, que é pra combinar com suas irmãs Sherlaynne e Evelinn”.

Só me resta comprar uma pistola, subir numa goiabeira com a Bíblia e cantar: “Na casa de Damares não existe Satanás; xô Satanás, xô Satanás!”.

“Morte é Paz”, Cristina Buarque: imenso saudoso Vanzolini, na música e na pesquisa científica no  Brasil o seu canto receba o grande batera e compositor do Rappa nestas paragens infinitas e insondáveis por onde flutuas. Saudades dos dois!!!

BOM DOMINGO! VIDA QUE SEGUE!!!

(Vitor Hugo Soares) 

 

DO CORREIO 24 HORAS
Da Redação
Bira Reis sofreu um infarto no Solar Ferrão e não resistiu

Morreu na manhã deste sábado (19), em Salvador, o instrumentista e percurssionista Bira Reis, de 64 anos. Ele estava no Solar Ferrão, no Pelourinho, quando passou mal. Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a prestar os primeiros socorros, foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento dos Barris, mas não resistiu.

Bira também era educador, artista plástico, músico de sopros, arranjador, compositor e pesquisador. Ficou conhecido internacionalmente pelos resultados de suas pesquisas no campo musical. Bira fundou e coordenou a Oficina de Investigação Musical (OIM), onde são confeccionados instrumentos no Pelourinho. Ainda não há informações sobre o sepultamento do artista.

Zulu Araújo, diretor da Fundação Pedro Calmon, lamentou a morte e lembrou do tempo em que estudou e morou com Bira em Amaralina. Segundo ele, juntos puderam vivenciar a música baiana. “Vi e ouvi Bira Reis dar os seus primeiros sopros saxofone. Compartilhei a sua determinação e perseverança na música, apesar de todas as críticas contrárias. E vi Bira Reis ser reverenciado pelo Maestro Japonês Tadao Watanabe, que além de dividir o palco com ele, o levou, juntamente com o Olodum a primeira turnê no Japão”, disse.

“Um amigo do peito que se vai. Um homem criativo e generoso que a música baiana perde. Morreu no espaço que ele considerava sagrado. Pertinho de onde tinha a sua Oficina de Investigação Musical- no Pelourinho. Ali era onde ele disseminava seu talento para o mundo. Um grande abraço Bira, você foi uma das pessoas que iluminou a minha vida. Toca a zabumba que a terra é nossa é nossa!”, escreveu em despedida.

Amigos há quase 40 anos, o músico baiano Letieres Leite lamentou a morte. “Criar um lugar onde se pode estudar o ritmo brasileiro naquela época foi de extrema importância. Ele foi pioneiro nessa história ao ciar uma oficina de investigação musical nos anos 80. Naquela momento ele já pensava nessa educação. Como pesquisador e professor ele teve importância em todo o mundo”, disse ao CORREIO. Eles se conheceram no final da década de 70. “Bira sempre estava engajado em ações e projetos músicais. Tínhamos muito contato sempre por conta de nossas instituições no mesmo bairro”, completou.

O produtor musical Nestor Madrid também comentou a perda. “Era um parceiro humano. Uma figura que todos nós tínhamos relação de muitos anos. É um momento muito difícil. Ao meu ver, ele se caracteriza naquele pedacinho da Bahia, no Pelourinho. Representava um bairrismo saudável. Ele era uma figura muito agradável. A saudade virá, mas a referência dele nunca se perderá para quem teve o privilégio de conviver com ele”.

Aluno de Bira, o rapper Xarope MC também lamentou a morte do professor. “Ele me ajudou muito nos espaços musicais. Abria a oficina dele para os músicos que não têm visibilidade na mídia e nem onde tocar. Sempre deu esse apoio. Tive muito respeito e amizade por Bira. Hoje minha carreira está consolidando, mas no início ele quem abriu a porta e me ensinou até como ser um ser humano melhor. Ele era a pessoa que dava esse suporte e fazia isso não só com o pessoal da região do Pelô. Com a forma musical ele coloriu o Pelourinho”.

jan
20
Posted on 20-01-2019
Filed Under (Artigos) by vitor on 20-01-2019

Do Jornal do Brasil

 

Bolsonaro recebe visita de Flávio no Palácio da Alvorada

O deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), deixou na tarde deste sábado o Palácio da Alvorada, após visita ao pai. O presidente Jair Bolsonaro deve viajar amanhã à noite para Davos, na Suíça, onde participará do Fórum Econômico Mundial.

Ontem, em entrevista gravada ao Jornal da Record, Flávio afirmou que quanto mais seu ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz “demora” para esclarecer acusações, mais ele o prejudica. O senador eleito também acusou o Ministério Público (MP) do Rio de investigá-lo ocultamente desde meados de 2018. Segundo ele, o MP se utilizou de “vários atos ilegais, sem a devida autorização judicial”, para investigá-lo.

Macaque in the trees
O presidente eleito, Jair Bolsonaro e o Senador eleito Flavio Bolsonaro, na inauguração do 3º Colégio da Polícia Militar do Estado do Rio “Percy Geraldo Bolsonaro”, em Duque de Caxias (Foto: FABIO MOTTA /ESTADAO)

Queiroz é alvo de investigação sobre movimentações financeiras atípicas detectadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Também ontem à noite, o Jornal Nacional, da TV Globo, publicou reportagem apontado que trecho de um relatório do Coaf mostra que em um mês quase 50 depósitos em dinheiro foram feitos numa conta de Flávio Bolsonaro. A suspeita, segundo a reportagem, é que funcionários dos gabinetes devolviam parte dos salários, numa operação conhecida como “rachadinha”.

Mourão critica ação do MP do Rio

 Hamilton Mourão afirmou neste sábado que há ‘sensacionalismo’ por parte do Ministério Público do Rio na investigação que envolve Flávio Bolsonaro.

“São várias pessoas investigadas nessa operação, na Furna da Onça. As quantias que estavam ligadas ao Flávio eram as menores. As maiores, se não me engano, eram ligadas a um deputado do Partido dos Trabalhadores. E ninguém está falando nisso. Eu acho que está havendo algum sensacionalismo e direcionamento nesse troço. Por causa do sobrenome. Não pela imprensa, que revela o que chega às mãos dela. O Ministério Público tem de ter mais foco nessa investigação”, disse a O Globo.

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