maio
30
Posted on 30-05-2009
Filed Under (Artigos, Multimídia) by vitor on 30-05-2009

CRÔNICA DE VIAGEM/DOUCE FRANCE

PARIS, EU TE AMO

Aparecida Torneros

Paris, primavera de 2009, o metrö ferve de linhas que se enredam sob a cidade; o homem toca o acordeon em pleno vagao lotado; alguem repousa a cabeça no peito amado sonhando com o momento que nao vai passar.

Tudo ficarà na alma na memoria no coraçao para sempre.
Paris tem a luz que vem de um tempo perpetuado no extase de um infinito espiritualizado, tudo se mistura e cada beijo no Cafe de Flore revive o amor de Simone e Sartre;

As mãos dadas, os olhares profundos, a torre Eifel lhes acenando com promessas e o rio Sena lhes espreitando os segredos mais inconfessáveis.

Em Paris; se descobre realmente para que o amor existe, e para que serve, porque aqui os apaixonados se reconhecem assim, na tela pintada por um pintor maravilhoso que se assinou DEUS, nas ruas de Paris…

======================================================

Amanheceu o sabado em Paris e o sol veio me dizer que meus dias nesta viagem de sonhos é a propria certeza da primavera. O calor de uma atmosfera feliz me invade. Sinto que muitas Maries e Antoines se encontram pelas praças e equinas das ruas parisienses buscando o amor ou a razao dele, como cantou Piaf: pra que serve o amor, o amor serve pra que?

O amor acontece em Paris e serve para reinventar-se…

Aparecida Torneros, jornalista e escritora, é autora do livro “A Mulher Necessária”, mora no Rio de Janeiro e viaja pela Europa.

maio
30
Posted on 30-05-2009
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-05-2009

Salvador: dias para ficar em casa
chuvas2
================================================
ARTIGO DA SEMANA

UM LIVRO PARA DIAS DE CHUVAS E CPIs

Vitor Hugo Soares

Enquanto as inundações dissolvem o Nordeste – da Bahia ao Piauí – sair em Salvador virou aventura cheia de riscos. A cidade, de trânsito normalmente atravancado, ficou mais perigosa, ao ganhar paisagem lunar emprestada pelas crateras nas ruas, barrancos desabados e casas ruídas às dezenas. Até o prefeito foi desalojado de seu gabinete da Praça Thomé de Souza, ao pé da bela Baia de Todos os Santos, na decantada “terra do sol o ano inteiro”.

Para piorar tudo, rígidas operações de segurança, por todo canto esta semana, durante as visitas dos presidentes Lula, do Brasil, Chávez, da Venezuela, e Wade, do Senegal. Os três de uma vez só, convenhamos, é complicação de sobra em qualquer lugar. Melhor ficar em casa e aproveitar para reler um bom livro, sem tirar o olho da movimentação dos três chefes de Estado na Bahia, nem a atenção do bafafá nos circuitos da política e da imprensa, com a iminência de começar a CPI da Petrobrás, semana que vem.

Na rádio FM, Gal Costa interpreta o samba exaltação de Ary Barroso: “Isso aqui, ôô, é um pouquinho do Brasil Iaiá / deste Brasil que canta e é feliz/ feliz, feliz”. No entorno, dias diluvianos: moradias em ruínas, plantações destruídas, barragem inaugurada no Piauí há menos de 10 anos, com montes de recursos federais e pouca fiscalização, arrombada. Pessoas soterradas ou levadas pela correnteza.

“És Notícia”, do jornalista e escritor italiano Giovanni Cesareo é o livro que escolho para ler. Trata dos labirintos da comunicação em geral, e do jornalismo impresso em especial, a partir do chamado “caso Aldo Moro”, o ex-presidente da Democracia Cristã na Itália encontrado morto, em maio de 1978, com 11 tiros, depois de ficar semanas em poder das Brigadas Vermelhas.

Vinte e dois anos e alguns dias, portanto, desde o assassinato do líder italiano e das lições mal aprendidas deixadas pela tragédia política e humana. O autor põe em relevo a importância que, já naquela época de tumultos e confusão, começavam a adquirir as chamadas “rotinas produtivas” que, desde então, grassam como vírus mais contaminante que o da gripe suína e se espalha entre a nova elite de burocratas que reina, hoje, em algumas das redações dos nossos mais lidos e respeitados jornais impressos.

Cesareo lembra a manhã de maio de 78 em que o cadáver de Moro foi encontrado no centro da capital romana, a poucos passos da sede da Democracia Cristã (DC) e do partido Comunista Italiano (PCI). Durante as horas seguintes, em sucessivas edições especiais, os noticiários da RAI chamaram a atenção dos telespectadores para a cor do automóvel onde estava o cadáver. Tratava-se, na verdade, de um detalhe totalmente secundário e absolutamente inútil para a compreensão do fato.

No quadro da informação daquele dia, tal “notícia, com suspense, acabou por adquirir um relevo. Cesareo registra que desde a manhã do seqüestro de Moro, por obra das Brigadas Vermelhas, grande parte das matérias, dedicadas pelos diários italianos ao acontecimento, havia sido nutrida com detalhes deste tipo. “No agônico ‘black-out’ de informações significativas, de verificações diretas, de análises fundadas na exploração de processos reais que haviam levado à formação dos grupos terroristas no país e ao desenvolvimento de suas atividades – além do contexto político-social em que se havia produzido o seqüestro -, os diários e os semanários produziram colunas e colunas repletas de boatos, abobrinhas, declarações oficiais e uma infinidade de detalhes inúteis”. O autor vai direto ao ponto ao explicar as razões de tal comportamento.

“De uma parte, para registrar e difundir aquilo que a magistratura, a polícia e os dirigentes dos partidos queriam comunicar (a seus próprios interlocutores privilegiados, parceiros, ou adversários, e aos cidadãos comuns). De outra parte, para manter vivo o tema, criando uma atmosfera, descrevendo minuciosamente pequenos fatos reais, presumidos e até inventados (e, a cada minuto, desmentidos, ou esquecidos de um dia para o outro)”.

O livro desnuda as falsidades que envolvem a comunicação a partir das “fontes” que produzem as notícias. Mostra o quanto está deformado todo o sistema informativo e defende a necessidade de se “buscar um sistema novo que revolucione o complexo e até agora falso mundo das comunicações”. “És Notícia”, diga-se, foi publicado em 1986. Antes, portanto, da explosão planetária da Internet, com seus sites de informação, portais, revistas virtuais e, principalmente, dos blogs.

Quem sabe está aí o começo do caminho na direção proposta por Cesareo. Sei que é preciso avançar muito ainda, mas torço para isso, principalmente em dias trágicos como os que se desenrolam no Nordeste, e de confusão da política e do poder no país. Talvez esteja aí, de fato, o começo da revolução sugerida em “És Notícia”.

“Que assim seja!, exclamo. Na dupla condição de rodado jornalista e de iniciante blogueiro da Bahia.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

maio
30
Posted on 30-05-2009
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-05-2009

Peron e Evita: mitos em alta
eva
==================================================
Reportagem publicada no jornal espanhol “El Mundo”, produzida em Buenos Aires pela repórtes Carmen de Carlos, revela que a campanha em curso na Argentina, para as eleições legislativas de 28 de junho, voltaram a ressuscitar as mil e uma caras do peronismo no país vizinho, às marges do Rio da Prata.

O setor governista é encabeçado pelo marido da presidenta Cristina Kirchner e seu antecessor no cargo, Néstor Kirchner. O “discidente”, o empresário multimillonário Francisco de Narváez e, a cavalo entre um e outro, se abre um ramalhete de dirigentes que seguem tendo  Peron por bandeira e  Evita como santa e ceia, afirma o jornal espanhol.

Segundo a imagem produzida pela autora do texto, “há tantos peronistas quanto manchas tem um tigre. «Durante seu exílio em Puerta de Hierro, perguntaram ao general Juan Domingo Perón o que era o peronismo. Ele respondeu: “Depende». A piada, na boca de Francisco de Narváez, serve para explicar que «tudo cabe no peronismo». O candidato que aspira vencer, no próximo 28 de junho, nas urnas a Kirchner e dar posteriormente o salto à presidencia do Partido Justicialista (PJ), está convencido de que é hora de «estreitar as margens e definir o peronismo do século XXI».

Entrevistado na reportagem, O escritor Juan José Sebreli, autor de «Os desejos imaginários do peronismo” e, entre outros ensaios, «Comediantes e Mártires», onde derruba o mito de Eva Duarte de Perón, adverte: «Sempre houve vários peronismos, agora o que acontece é que está mais fragmentado». Ignacio García Hamilton, historiador com um livro a ser lançado sobr o movimento de Perón, encontra um denominador comum neste saco de peronismos: «Ambição de poder, falta de respeito às instituições e ao Estado de Direito, assim como um acentuado autoritarismo… Em essência, —adverte em coincidência com Sebreli—, o peronismo não é democrático, é sinônimo de populismo, umas vezes de direita e outras de esquerda”.

DEMOCRACIA PERONISTA

Ouvida também pela repórter de El Mundo, a socióloga e diretora da Consultoria Romer y Associados, Graciela Romer não deprecia esta análise mas faz concessões ao movimento justicialista, que é como o batiza Peron. «Ao peronismo é preciso reconhecer que foi o movimento que melhor representou nos anos 40 e 50 o processo de industrialização. As grandes transformações se produziram pela colaboração do peronismo e a situação de bem-estar na época, as reformas, com todos seus defeitos, que se dão nos anos 90, se alcançam graças à sua intervenção>>.

Sebreli insiste em uma particular «democracia peronista» e descreve os distintos rostos de Peron, «fascista, desenvolvimentista, neoliberal e conservador» em função “da etapa atravessada, mas sempre autoritário e populista”.

A reportagem assinala que esse mesmo catálogo, ainda que não na mesma ordem, se dá nos partidos que concorrem às eleições, e nos presidentes da escola do general: Carlos Ménem, Eduardo Duhalde, Adolfo Rodríguez Saá e Néstor Kirchner. Os analistas coincidem em identificar  Menem como o “menos autoritário”. Seu primeiro governo – assinala Sebreli— foi o mais democrático». Sylvina Walger, autora do livro «Pizza con champán», fiel retrato da queda e o excesso do que ela chama «o menemato», assegura que «então, apesar de tudo, o governo era mais democrático»

(Texto traduzido e postado por: Vitor Hugo Soares).

maio
29
Posted on 29-05-2009
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-05-2009

Avenida das lembranças
salvador

CRÕNICA COTIDIANO/SAUDADES

O silêncio e a paz de Jonas

Janio Ferreira Soares

Nas minhas primeiras idas a Salvador várias coisas me encantaram. Dentre elas, a escada rolante da Fundação Politécnica; o elevador Lacerda; a banana split da Lobrás; o cheiro das maçãs de uma banca perto do Cine Guarani; o vai e vem das meninas com suas calças azuis e desbotadas, e, principalmente, a imagem “de cinema” da televisão. Diante dela eu varava as noites e ficava até depois de encerrada a programação, apenas vendo o indiozinho da Itapoan piscando no escuro da sala. Mas tinha um programa em especial que me fascinava e me deixava vidrado diante da tela azulada da velha ABC. Chamava-se Som Exportação.

Foi nele que eu vi pela primeira vez uma turma que eu apenas conhecia de ouvir falar, ou então de algumas canções que conseguiam transpor a Serra do Padre e ecoavam pelas ruas de terra da velha cidade de Glória (BA) através do rádio e da difusora da praça.

Desde Ivan Lins dizendo que o seu peito percebeu que o mar é uma gota comparado ao pranto seu, passando por Milton Nascimento – soltando a voz nas estradas-, até Elis Regina, implorando uma casa no campo pra poder compor muitos rocks rurais, tudo cheirava a novidade para olhos acostumados a ver parentes conversando sob umbuzeiros em flor, e ouvidos habituados a zumbidos de asas de colibris cortando as intermináveis manhãs.

Talvez por isso eu tenha me identificado de imediato com três cabeludos que apareceram por lá tocando uma levada diferente, que misturava o rock do Alabama com o blues de Minas Gerais, cujo resultado – dava para antever – fatalmente transitaria pelo Rio São Francisco, passaria por Pilão Arcado e Sento Sé, e desaguaria entre a montanha e o mar. Sá, Rodrix e Guarabira, eram seus nomes. O prazer foi todo meu.

No dia 22 de maio eu acabara de chegar a Campinas (SP). Ao entrar no hotel o som da TV dizia que Zé Rodrix tinha morrido. Noticia como essa não se pode receber em terras estrangeiras. Deveria tê-la sabido no sitio onde eu morei por mais de 25 anos. Foi lá que nasceram Luiza, Julia e Juca; foi lá que Valéria e eu plantamos mangueiras, goiabeiras e centenas de rolhas de vinho pelo quintal; foi lá que todo fim de semana os mesmos de sempre chegavam pra contar as mesmas histórias, beber a mesma cachaça, ouvir as mesmas canções, mas tudo de uma maneira que parecia a primeira vez.

Tem nada não. Já separei alguns discos, uma boa de Minas, umas Originais pra rebater, e neste fim de semana vou ligar para uns poucos que sobreviveram e ainda estão à mão, para uma última homenagem ao genial compositor e cantor que acabou de pegar uma carona pra cidade mais próxima. Certamente começarei ouvindo Mestre Jonas. Pra quem não lembra, ele é aquele que mora dentro da baleia por vontade própria. Até o fim da vida, até subir pro céu.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura e Turismo de Paulo Afonso, no Vale do São Francisco.

maio
27
Posted on 27-05-2009
Filed Under (Artigos, Multimídia) by vitor on 27-05-2009

rei2
Elas cantam o Rei

==================================================
“Eu nunca pensei que fosse viver uma noite como essa”. A frase dita com a emoção de uma de suas canções, é de Roberto Carlos, no show-homenagem que ele recebeu de algumas da maiores contoras do País, que participaram terça-feira(26) do espetáculo “Elas cantam Roberto”, no Teatro Municipal de São Paulo. Vinte das maiores cantoras brasileiras da atualidade se reuniram para o show em homenagem aos 50 anos de carreira do Rei. O público de fãs fixava suas câmeras e celulares em busca do melhor ângulo – mesmo que de alguns setores só fosse possível enxergar um terço do palco, ou até menos – cerca de 1.500 pessoas presenciaram artistas dos mais diferentes estilos, do axé ao rock, interpretarem as canções de Roberto Carlos, segundo informa o blog do fã clube de Ana Carolina, uma das participantes.

A apoteose foi mesmo quando finalmente Roberto Carlos apareceu para os últimos números. “Foi só cantar os primeiros versos de “Emoções” para que a plateia se desmanchasse em gritos de “você merece”. O máximo foi quando todas as cantoras retornaram para o ato final, entoando “Como é grande o meu amor por você”, uma de cada vez, ao pé do ouvido do Rei. Os pedidos de bis foram atendidos, e o grupo voltou ao palco para cantar “É preciso saber viver”, informa o blog.

No You Tube já circula o vídeo feito por fãs da Ana Carolina, que apesar das precariedades técnicas, o Bahia em Pauta apresenta na canção para começar o dia, por seu valos documental. Confira.

(Vitor Hugo Soares)

maio
27
Posted on 27-05-2009
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-05-2009

Fátima: camisa para Chavez
fatima
===================================================
Não ter conseguido “fechar” positivamente as negociações com o governo para a construção conjunta pelas estatais Pdvesa (Venezuela) e Petrobras (Brasil) de uma refinaria de petróleo em Pernambuco, não foi a única frustração do presidente Hugo Chavez em sua visita a Salvador na terça-feira(27).

Chavez confessou, de público, outras duas decepções da viagem:

A primeira, não ter vestido ontem mesmo a “chic” camisa azul de colarinho e mangas compridas, feita sob medida por famoso alfaiate baiano, que recebeu de presente da primeira dama Fátima Mendonça antes do almoço com Lula e Jaques Wagner no Palácio de Ondina. O presidente da Venezuela foi informado antes, que seu colega brasileiro estava em mangas de camisa, e desistiu na hora H de usar terno na Bahia.

A segunda frustração confessa do líder bolivariano foi ter jogado conversa fora, sem conseguir convencer o megaempreiteiro baiano, Emílio Odebrecht, presidente do Conselho de Administração da Construtora Odebrecht, a “abraçar” a causa socialista. “Depois de toda a minha pregação, Dom Emílio disse não”, confessou o presidente .

Com bom humor, Chavez revelou já ter nova data para a vestir a camisa de talhe especial que recebeu da primeira dama: “A festa que faremos no dia do anúncio do fechamento do acordo para a construção conjunta da refinaria em Pernambuco.

Quanto a adesão do filho do patriarca Norberto Odebrecht ao socialismo bolivariano, talvez seja melhor para Chavez esquecer, para não ter novas frustrações.

(Por Vitor Hugo Soares, editor)

maio
26
Posted on 26-05-2009
Filed Under (Artigos) by vitor on 26-05-2009

Barcelona do alto da Sagrada Família
barcelona-150x150

===================================================
DIÁRIO DE VIAGEM/BARCELONA

O MUNDO CAMINHA PELA RAMBLA

Aparecida Torneros

Terça-feira, 26 de Maio de 2009

Barcelona, viva a Catalunha!!!

Barcelona é uma festa… gente do mundo inteiro caminhando pela rambla… o passeio de bus, panorämico, nos mostra as maravilhas da arquitetura desafiante, desde Gaudí atè os modernos, muitas cidades coexistem dentro da única Barcelona. Impossìvel náo se emocionar ao olhar as torres da Sagrada Familia. Melhor é subir no elevador e se ver dentro de uma delas, lá no alto, em corredores de escadaria estreita, subindo ao céu do sonho de catalães como Antoni Gaudí e seus seguidores, a obra se completando , a igreja sendo construída, os visitantes extasiados, as colunas, os tetos recortados, os vitrais fantásticos, e um mundo de imaginação aos pés e sobre as cabeças de turistas e espanhóis.

Barcelona é uma festa… Isabel tem 88 anos e pára na calçada para conversarmos, ouviu muito falar do Brasil há algumas décadas quando sua mãe disse que um parente de Cuenca (povoado cerca de madri) tinha emigrado para Sao Paulo. Ela sorri gostoso quando pronuncia Ipanema, me pergunta muitas coisas, usa a bengala, gosta de viver aqui, é saudável, mas há 6 meses perdeu o marido, e agora vive com as filhas. Tiramos uma foto juntas, ela me deseja felicidades e um amor. Eu também converso com seus companheiros de conversas na rua, nas cadeiras espalhadas em La Rambla, e eles sao carinhosos, gostam do futebol brasileiro, e logo pronunciam em coro: Ronaldoooooo…

Barcelona é uma festa… O porto e os cruzeiros, o mar Mediterrâneo, onde eu e minhas companheiras de viagem, banhamos os pés, em cumprimento aos grandes mares dos grandes navegantes, destas terras ibéricas eles saíram para conquistar o mundo, com sonhos incrivelmente intensos.

Barcelona é uma festa… mesmo…
Disso, tenho certeza, estou aqui, estamos felizes e amanhã estaremos em Paris…
Paris, tambèm é uma festa, e nos espera!!! Aparecida Torneros, jornalista e escritora, autora do livro “A Mulher Necessária”, mora no Rio de Janeiro e viaja atualmente pela Europa

maio
24
Posted on 24-05-2009
Filed Under (Artigos, Municípios) by vitor on 24-05-2009

Paulo Afonso: paraiso radical
radicais1

================================================
Para a manhã deste domingo(24) de tempo incerto em Salvador, uma boa sugestão para quem ficar em casa, na capital e no interior da Bahia (ou em qualquer parte do país) é ligar a televisão para ver o Esporte Espetacular, que a Rede Globo de Televisão apresenta a partir das 11h10.

Vai rolar uma matéria bacana sobre Paulo Afonso, um dos lugares mais bonitos e surpreendentes do Estado e da terra, mas tão pouco conhecido pelos próprios baianos, e tão esquecido e mal divulgado pelos agentes de cultura e de turismo estaduais – públicos e privados.

Paulo Afonso, oasis do sertão onde a força das águas do Rio São Francisco se transforma em energia eletrica que ilumina o Nordeste e move suas indústrias é também, atualmente, uma das cidades mais encantadoras e bem cuidadas da Bahia. Novo paraíso dos chamados esportes radicais, que atraem para o rio que corre entre canions de tirar o fôlego, esportistas e turistas de várias regiões do país e do mundo. É um pouco desta maravilha da natureza e da tecnologia chamada Paulo Afonso, que você verá no Esporte Espetacular deste domingo.

E uma atração extra: a participação de Janio Ferreira Soares, cronista de primeira linha e colaborados do Bahia em Pauta. O perigo é a Globo levar Janio, secretário de Cultura de Paulo Afonso, para substituir Leo Batista no programa dominical. Se isto não acontecer, porém, logo este site-blog terá mais um belo texto vindo das margens do São Francisco para postar para seus leitores. Confiram.

(Vitor Hugo Soares)

maio
23
Posted on 23-05-2009
Filed Under (Artigos) by vitor on 23-05-2009

Bar do Chiado: preferido de Pessoa

chiado

CRÕNICA DE VIAGEM

PELOS BARES DE BOCAGE E PESSOA

Aparecida Torneros*

Há duas semanas encontro-me a viajar visitando cidades de Portugal e Espanha. Meu tour, cuja meta é Paris, para fechar com chave de ouro a primeira vez que venho à Europa, inclui lugares históricos, tanto sob o ponto de vista pessoal (fui primeiro à Galícia, em Vigo, Orense, Verin e Santiago de Compostela) na terra da minha avó Carmen Toneros, como a ancestralidade ibérica que nos atinge a todos na Amèrica Latina.

Portugal me ofereceu a oportunidade de me reconhecer na lingua pátria, tendo visitado o túmulo do grande escritor Luiz Vaz de Camões, no Convento dos Jerônimos, e também ido até a porta da casa onde ele nasceu, já que meu amigo também poeta, Joao Videira Santos, me presenteou com um roteiro literário invejavel pelo centro de Lisboa, quando passei por bares e restaurantes que foram frequentados por Fernando Pessoa, Eça de Queirós, Mario de Sa Carneiro, Jose Maria do Bogage, entre outros.

Em Porto, fiquei encantada com o aconchego da sua gente e sua paisagem, senti-me em casa na livraria da Dina Ferreira, a Poetria, e me perdi de alegria ao visitar a Lelo, lugar de tantos livros e tanta tradiçÃo literária.

Nem sei como descrever Braga, GuimarÃes, Óbidos, Batalha, MarvÃo, sítios de muita história, o barroco português nos inundando olhos e sentimentos.

Aqui em Madri, de onde agora escrevo, há notìcias que me põem de novo na atualidade, e desço à terra, para envolver-me nas discussões que permeiam os últimos três dias que passo na capital espanhola, cidade vibrante, ensolarada na primavera, repleta de turistas, mas “caliente” de assuntos polêmicos. Critica-se o ministerio da Defesa que teria ocultado o surto de Gripe A, entre os soldados de uma unidade militar, em Madri, e que havia recebido a visita de alunos de uma escola, sem terem sido avisados do risco de contaminaçao. Tambèm, ontem, um acidente com a queda de uma torre de sustentação para uma grua com cameras de tevê, sobre o publico, no primeiro comício para as eleições da União Europeia, pouco antes da chegada do ministro Jose Luiz Zapatero, e felizmente, todos os feridos foram atendidos sem gravidade.

Outro assunto em pauta, que suscita muitos programas de debate, é a lei que permitiria as adolescentes grávidas acima de 16 anos realizar aborto sem o consentimento dos pais. Este tema tem sido veiculado constantemente e a briga é intensa, uma vez que envolve questoes civis, religiosas, filosóficas, sociais e econõmicas.

Assim, Portugal e Espanha, me adentram a pele, os olhos, a boca ( comidas e vinhos) , a alma, sobretudo, e tento passar para os amigos brasileiros, um pouco do vulcão interno que me acomete. Bastaria só ter falado da Guernica de Picasso, onde me postei por mais de 10 minutos anteontem, no museu Rainha Sofia e seria suficiente para me tornar uma turista não acidental, mas extremamente consciente do quanto essa peninsula ibèrica me traz mil anos de existencia para o intervalo de duas pequenas semanas.

Aparecida Torneros é jornalista e escritora, autora de “A Mulher Necessária”, mora no Rio dse Janeiro e está em viagem pela Europa.

maio
23
Posted on 23-05-2009
Filed Under (Artigos) by vitor on 23-05-2009

Simonal: final em aberto
siminal

PRIMEIRA CRÍTICA/DOCUMENTÁRIO

ABENÇOADO POR DEUS

Gilson Nogueira

Contar o final do filme tira o interesse de quem quer assisti-lo. É o entendimento geral. Desvendar o epílogo de uma obra cinematográfica ao espectador, sem que ele a tenha visto, na tela do cinema, do computador ou da TV, seria como ir direto aos finalmentes, com a parceira, ou o parceiro, na cama, antes de passar pelas preliminares. E o que tem isso a ver com o fato de um documentário ser considerado bom? Aparentemente, nada, mas, no caso de Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei, tudo. O documentário é excelente. Teria sido pelo que ele deixa como resposta ao público que vai conferi-lo? Responde ao anseio de que Simonal era inocente? Ele é fiel aos fatos, apresentando os dois lados da história, como manda a prática da boa reportagem no jornalismo? Ou há algo mais, que não foi dito? No documentário Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei, a verdade é revelada? O “caguete”, forma baiana de pronunciar a palavra correta, alcagüete, como se propalou, até aqui, foi invenção da esquerda?

Há, no belo documentário, a intenção dos seus realizadores em deixar para a platéia as conclusões dos fatos mostrados. A fita, que completou, nesta sexta-feira, oito dias de exibição pública, merece os aplausos e elogios de crítica. Já a colocam entre as melhores do gênero já feitos, no país. Seria pelo fato de mostrar que Simonal foi infeliz, como protagonista, na condução da “lanterna” que buscava iluminar a cena de um suposto roubo do seu contador ? A verdade foi mostrada, de uma vez por todas, em relação a ele, Simonal, ainda que o documentário não tenha tido essa intenção? Era, mesmo, Simona dedo-duro? Teria “entregado” colegas do meio artístico aos que estavam a serviço da ditadura?

O fato é que Simonal foi considerado “morto”, enquanto ainda dispunha de vigor, físico, intelectual e artístico para continuar fazendo sucesso. Fecharam-lhe as portas, quando ele gozava de amplas possibilidades de continuar a arrebatar multidões, mundo afora, graças ao seu talento, como cantor de voz belíssima, ao seu modo único de interpretar. Chegou a ser tido como o maior homem show do Brasil. Quem conhecia, até então, nos anos 70, alguém que cantasse igual ou melhor que ele? Fiz-me essas perguntas, depois de assistir Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei, aqui, no Rio, na estréia, sexta-feira passada. Fui um dos que adquiriram ingresso para a primeira sessão, no bom cinema do Unibanco, em Botafogo. No dia que fui ver o belo trabalho, que não busca inocentar Simonal, só minha mulher sabe da minha estupefação, ao ser atendido na bilheteria do cinema.

O filme luz lança sobre o caso que intriga, ainda, o país, apesar dele. Meus olhos lacrimejantes entraram em cena no instante em que Simonal canta com a voz fraca para uma platéia de pouco mais de meia dúzia de pessoas em um pequeno palco de madeira no Pelourinho. Ali estava, quase aos trapos, o cantor que, um dia, conheci, na Fonte Nova, em um amistoso da Seleção contra meu Bahia, no ano do Tri. De Simonal, guardo o autógrafo, como relíquia. Mais que isso, a certeza de que o destino foi um parceiro ingrato. Seu final de vida, melancólico, faz chorar, até hoje, quem o idolatrava e confiava na sua inocência. Não é o meu caso. Na minha memória, a alegria, a satisfação ao ouvi-lo, em interpretações magníficas de músicas brasileiras e estrangeiras. Luiza, de Tom Jobim, sendo acompanhado, ao piano, pelo genial Luisinho Eça, no Beco das Garrafas, é uma delas. Dessas que fazem a gente beber os ares. No filme, através de depoimentos de alguns entrevistados, como o Luiz Carlos Mielle, fica claro que Wilson Simonal não foi enterrado com um furo no caixão, para que seu dedo indicador passasse pela tampa que o cobria. O País Tropical, abençoado por Deus, sabe que a voz, a ginga e o sorriso de um dos seus maiores artistas, em todos tempos, permanecem como o que de melhor já produziu para o planeta. Resta-me, somente, agora, deixar cair – a última lágrima.

Gilson Nogueira é jornalista

Pages: 1 2 ... 1988 1989 1990 1991 1992 ... 2038 2039

  • Arquivos

  • Janeiro 2019
    S T Q Q S S D
    « dez    
     123456
    78910111213
    14151617181920
    21222324252627
    28293031