fev
24
Posted on 24-02-2009
Filed Under (Artigos) by bahiaempauta on 24-02-2009

Deu no site da Navii, do jornalista Arthur Andrade:

 

 “Não é Dalila, não é Fantasmão, não é o Kuduro. A maior ousadia do Carnaval de Salvador é a TVE. Afinal, 60 horas de transmissão da festa não são para o bico de qualquer um, sobretudo qualquer um sem a tecnologia no pico. Daí a ousadia. Mas é importante , também, destacar a vontade férrea em transmitir a maior festa de rua do mundo armada para levantar a audiência. Por isso, bem ao estilo dos bons estrategistas, a emissora convidou a vizinha do lado para juntar máquinas e técnicos contra  os adversários comuns. TVE e TV Aratu fizeram (www.navii.com.br/blog)”

 

Por Vitor Hugo Soares

fev
24
Posted on 24-02-2009
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A marchinha “O Cordão dos puxa-saco”, composta pela dupla Roberto Martins e . Frazão, praticamente nunca mais saiu de moda no País, desde que foi cantada pela primeira vez, no carnaval de 1945. Raramente, no entanto, os versos desta música foram tão atuais quanto nesta folia de 2009, nos palcos federal, estaduais e municipais. Publicamos a seguir a letra da marcha famosa, para que o leitor possa comparar com a realidade mostrada na TV, sites e jornais, principalmente nos camarotes de Salvador, no Sambódromo do Rio de Janeiro e nos principais redutos do frevo de Recife.

 

Até mesmo a troça baiana “Mudança do Garcia”, sempre implacável nas críticas políticas e sociais em outros tempos – e outros governos – entrou na onda em seu desfile desta segunda-feira. “Maneira como nunca”, como sintetizou um folião de outros carnavais, quando a Mudança se aproximava do Campo Grande Confiram:

 

“La vém / O cordão dos puxa-saco
Dando viva aos seus maiorais (bis)
Quem está na frente é passado para trás
E o cordão dos puxa-saco / Cada vez aumenta mais (bis)
Vossa Excelência / Vossa Eminência
Quanta referência nos cordões eleitorais !
Mas se o “Doutor” cai do galho e vai pro chão
A turma logo evolui de opinião
E o cordão dos puxa-saco cada vez aumenta mais.”

 

Por Vitor Hugo Soares

 

fev
23
Posted on 23-02-2009
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A cervejaria arrasou! Domingo de carnaval, Barra-Ondina pegando fogo, a fina flor da classe média soteropolitana mais visitantes animados de outros cantos do país, fizeram um camarote sob medida. Não sou especialista, mas como jovem baiana freqüentadora assídua das festas momescas, blocos e camarotes, desde a puberdade, posso seguramente tecer meus comentários com conhecimento de causa.

Tudo que é necessário tinha lá, espaço amplo e arejado, mil e duzentos metros de frente para a folia e ainda dois andares com vista direta para o circuito, o que diminuiu a briga por espaço na hora das grandes atrações. Variadas opções gastronômicas, open bar, localização estratégica. O diferencial foi garantido pelo mirante super view que permitiu aos cantores saírem do trio e ficarem dentro do camarote, numa espécie de show particular.

Tuca do Jamil parou na frente do espaço vip subiu no mirante e cantou umas 3 músicas para os convidados, o camarote foi a loucura, a galera pulando aos berros de “sou praieiro, sou guerreiro, to solteiro, quero mais o que” o piso tremendo. Depois das grandes atrações – Chiclete, Durval Lélis, Daniela e Jamil – passarem, a badalação dentro do camarote continuou na boate, enorme e entupida, show com Adelmo Cazé e sua banda Negra Cor, ninguém estava parado.

Podem dizer que carnaval de verdade é no asfalto, que não se faz mais carnaval com antigamente, que esses camarotes são grandes festas privês, eu diria: reveja seus conceitos. Nem sempre acontece, mas o fato é os afoxés abençoaram o camarote da Skol ta “bombando”.

Como diria o Jamil “Tchau, i have to go now” e, para que não fique nenhuma dúvida, isso não é merchandising.

Por Laura Tonhá, direto da folia.

fev
22
Posted on 22-02-2009
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Foto: Camille Paglia
Que Bono Vox que nada! No carnaval de rua de Salvador, este ano, tem uma novidade a mais, que não canta, não compõe, nem faz novela na TV. A grande sensação internacional não é um astro da música, ou figura carimbada qualquer do “show business”, como acontece há anos, mas sim um dos nomes de maior reconhecimento intelectual no universo da cultura pop mundial: a pensadora americana Camille Paglia.

Desde a última sexta-feira a intelectual, que é também uma das mais polêmicas personalidades femininas da atualidade (como demonstra na entrevista das Páginas Amarelas da revista VEJA desta semana)-, brilha intensamente na Bahia. Atrai a atenção principalmente no circuito carnavalesco Barra-Ondina ( com cheiro de perfume francês no ar),  por seu jeito eletrizado, sem perder a elegância jamais. A cada metro do percurso, reações de entusiasmo em cima do trio de Daniela Mercury, que a convidou para ver de perto o que é que a folia baiana tem.
A musa do Axé tomou há algum tempo o lugar da roqueira Maddona na apaixonada visão da escritora, de 61 anos, que durante anos citou a cantora ítalo-americana como ícone pop máximo e exaltou sua ousadia e criatividade em inumeráveis artigos. Considera simplesmente desanimador o cenário atual da cultura pop, onde enxerga a cantora baiana Daniela Mercury como única exceção no meio ao deserto. Em seu desencanto, ela considera Madonna “patética, um monstro. São inacreditáveis aqueles braços grotescamente musculosos e mãos que parecem garras”, ataca.
A escritora e crítica conheceu Daniela Mercury através de DVDs, que, segundo declara à Veja, a atingiram “como um raio”. Autora de cinco livros, entre eles “Personas Sexuais” onde trata das conexões entre a arte clássica e a cultura pop, Camille Paglia  tirou alguns dias de folga na Universidade das Artes, na Filadélfia, e vôou rumo a Salvador para conhecer finalmente Daniella em pessoa e pular ao lado da musa em cima do Trio. Evoé!
  

Por Vitor Hugo Soares

fev
21
Posted on 21-02-2009
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 Levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) revela: quase 700 mil baianos (homens e mulheres) começaram a brincar “o carnaval da crise” (iniciado em Salvador desde quinta-feira( com o desfile do Rei Momo), amarrados em  dívidas financeiras  das quais não conseguem livrar-se. Enquanto rolam os débitos, não se sabe até onde e quando, a crise aperta a corda no pescoço dos integrantes do bloco dos inadimplentes, puxada  por bancos, lojas, imobiliárias e, principalmente, empresas de cartões de crédito.

Saiu também, no agito da folia, outra informação não menos perturbadora: o índice de cheques sem fundos nas praças da Bahia cresceu 17% em janeiro passado, comparado com o mesmo período de 2008. Os baianos, com a fama de consumistas delirantes e pagadores que não dão bola para o prazo de vencimento de suas contas, desta vez não aparecem tão mal na foto, se comparados aos seus semelhantes de outros estados. Na média geral do País, o aumento de “borrachudos” foi ainda maior: 20%.

  Registro os dados, mas confesso a minha visceral desconfiança em relação a números dos índices oficiais de qualquer coisa. Aprendi nos manuais de texto do JORNAL DO BRASIL e da revista VEJA, que este é um mal comum a jornalistas. “Tá legal, eu aceito o argumento”, como diz o carioca e carnavalesco da velha guarda, Paulinho da Viola. Mas fatos concretos reforçam cada vez mais o velho ceticismo, que pouco tem a ver com o jornalismo. Vejam, por exemplo, este baita bafafá, com potencial de escândalo, sobre contas que não fecham quanto aos gastos da recente festança em Brasília, no encontro de prefeitos, que marcou a largada da campanha da ministra da Casa Civil, e mãe do PAC, Dilma Roussef, como candidata governista à sucessão do presidente Lula em 2010.

 O custo do happening monumental continua incerto e ainda não sabido. Dos menos de R$ 300 mil informados no início pela Secretaria de Imprensa do Palácio do Planalto, os gastos já batem na casa dos quase R$ 3 milhões. Contas são feitas e refeitas em meio a protestos e desconfianças, abafados agora pelos diferentes rugidos do carnaval espalhados pelo País. Diante disso, retorno às preocupações iniciais destas linhas: as dívidas a pagar feitas em tempos de vacas menos magras: o automóvel , a primeira casa ou apartamento, o empréstimo consignado para a viagem sempre adiada , o restaurante ou bar do fim de semana, o puro deleite de um vestido de grife, do celular ou laptop, sonhos de consumo da atualidade.

Caiu em minhas mãos por empréstimo, há poucos dias, um exemplar do livro “Os Delírios de Consumo de Becky Bloom”, da escritora britânica Sophie Kinsella. É a história de uma jornalista financeira, Rebecca Bloom, a Becky , que durante uma parte do dia trabalha em uma revista onde ensina e orienta às pessoas como administrar seu dinheiro. No resto do tempo, ela transforma-se em consumidora compulsiva, que acaba argolada pelas dívidas e começa a fugir loucamente de um encontro com o gerente de seu banco e administradores de empresas de cartões de créditos e seus avisos e cartas cada vez mais ameaçadores.

O livro é desses que pegam na veia. Leitura iniciada é quase impossível desgrudar-se das suas quase 500 páginas. Difícil ficar alheio à tragicomédia vivida por Becky e os que a cercam no trabalho, na família, nas relações pessoais e amorosas, mas principalmente nas ruas e recantos de um monumento mundial ao consumo: a cidade de Londres, com a sua imbatível Oxford Street e outros inumeráveis templos badalados de moda e lazer, paraíso para quem não dispensa uma boa ponta de estoque ou um objeto de desejo exclusivo. Mundo de pesadelos, porém, quando chegam os extratos dos cartões de crédito.

A autora e a novela, ambos até então desconhecidos para mim, foram duas magníficas descobertas, no esforço dos últimos dias para entender este tempo de crise planetária, sem perder o humor. Bem mais atraentes e interessantes que o ministro Guido Mantega, da Fazenda, ou o dono da chave do cofre do Banco Central, Henrique Meireles, com seus discursos maçantes e entrevistas pouco elucidativas. Sophie Kinsella é o pseudônimo que a escritora inglesa Madeleine Wickman utiliza para escrever os livros da série “Delírios de Compras”. Nasceu em Londres, em 69, formou-se em Filosofia e Ciências Políticas e Econômicas na Universidade de Oxford, com especialização em jornalismo financeiro, e domina a arte de escrever como poucos.

E quem é a personagem central do livro que já virou filme e faz sucesso na Europa inteira e nos Estados Unidos? “Rebecca sou eu. São minhas irmãs, todas as minhas amigas que saíram para comprar um chocolate e voltaram para casa com um par de botas. Becky resume todas as mulheres (e homens) que se viram parados diante de uma vitrine e souberam, com absoluta certeza, que “precisavam” comprar aquele casaco… e calças que combinassem com ele. Ela é a síntese de todas as pessoas cujo coração começa a palpitar à simples visão de um anúncio de 50% de descontos. Todas as que recebem a fatura do cartão de crédito e imediatamente imaginam haver algum erro. Eles não podem ter gastado tanto”, completa a autora.

Mas não pensem que Becky é apenas mais uma dessas deslumbradas “materials girls, que só pensam em dinheiro e futilidades”. Rebecca é mulher, profissional inteligente, criativa, carinhosa, e extremamente otimista, mesmo sabendo que o seu emprego está ameaçado. E mais não digo para não quebrar o encanto de uma leitura indispensável em tempos como os atuais.

 Bom carnaval, ou boa leitura, para todos. 

Vitor Hugo Soares é jornalista -E-mail:vitors.h@uol.com.br

fev
20
Posted on 20-02-2009
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  Já foi removido para o necrotério de Ilhéus, no sul da Bahia, onde está sendo feito exame cadavérico por técnicos do Instituto Médico Legal, corpo do ex-deputado e ex-empresário ligado a empreendimentos na área de construção civil, Sergio Naya, de 66 anos. Ele foi encontrado morto no apartamento que ocupava há dias no Hotel Jardim Atlântico, na cidade turística da região cacaueira.

 Segundo a proprietária do hotel baiano, Andrea Alvarenga, o ex-deputado estava hospedado em companhia apenas de um motorista particular. Foi o motorista, segundo ela, que, preocupado com a demora de Naya em descer do quarto – ele também não atendia ao telefone – pediu providências da gerência para abrir a porta do apartamento, em cujo interior o ex-parlamentar foi encontrado já sem vida. Aparentemente Naya foi vitimado por um ataque cardíaco, pois não foi constatado nenhum sinal de violência, nem foi ouvido nenhum barulho ou pedido de socorro.

 Sergio Maya era um político obscuro, mas foi o personagem principal e polêmico de um dos episódios de maior repercussão no País na última década. Ele era o dono  Construtora Sersan, que construiu o edifício Palace II, no Rio de Janeiro. O prédio desabou em 22 de fevereiro de 1998, em pleno período de carnaval como agora. Oito pessoas morreram sobre os escombros e 120 moradores ficaram desabrigados. Naya foi julgado culpado pela justiça e condenado a pagar indenizações de R$ 60 milhões a todas as vítimas do desastre. Naya teve também o seu mandato de deputado cassado, quando a sua responsabilidade e a da Sersan, no desabamento do Palace II, foi reconhecida pela justiça. O corpo Naya deve ser transladado de Ilhéus para ser sepultado em Laranjal, cidade mineira onde Naya nasceu.

 Por Vitor Hugo Soares

fev
20
Posted on 20-02-2009
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Será sepultado nesta sexta-feira (20) no cemitério da cidade de Taperoá, a 120Km de Salvador, o ex-prefeito Paulo Roberto Viana,  59 anos, que morreu a bordo do Ferry Boat Ivete Sangalo, na manhã desta quinta-feira. O político, que sofria de diabetes, viajava em uma ambulância da Prefeitura do município do litoral sul baiano, próximo a Valença, para ser internado em um hospital particular na capital.

Paulo Roberto sofreu um ataque cardíaco durante a travessia no ferry. Recebeu primeiros socorros de  duas enfermeiras que viajavam no “Ivete Sangalo”, mas não resistiu e já chegou sem vida ao Terminal de São Joaquim, onde estavam duas ambulâncias do Samu, acionadas durante a travessia para atende-lo. O corpo de Paulo Viana está sendo velado na Câmara de Vereadores de Taperoá e será enterrado nesta sexta. O falecido político do sul baiano governou o município por dois mandatos, entre os anos de 1996 e 2004.

MEMÓRIA: Em 2003 o município de Taperoá  entrou no noticiário baiano e nacional, em razão de “graves indícios de fraude na totalidade das licitações analisadas envolvendo recursos federais”, segundo informado na época pela Corregedoria Geral da União no próprio portal da instituição federal . Então, o município baiano foi considerado “um dos campeões de irregularidades, entre as 50 unidades municipais fiscalizadas pela CGU, na inspeção feita em julho daquele ano, quando da terceira edição do programa de fiscalização a partir de sorteios públicos”.

Por Vitor Hugo Soares

fev
19
Posted on 19-02-2009
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A National Public Radio (NPR) informou nesta quinta-feira, 19 de fevereiro, que a fragilidade da economia americana, cuja recessão é a maior desde 1929, levou a comunidade de inteligência do pais a trabalhar com a hipótese de “A Pearl Habor on the Dollar” – uma alusão a base americana do Pacífico atacada pelos japoneses na Segunda Guerra Mundial, que provocou a entrada dos EUA no conflito.Teme-se que a China, que possui em torno de um trilhão em letras do tesouro e outros seguros americanos, segundo a NPR, venda subitamente seus ativos, provocando um colapso do dólar. Convencida desse risco, a comunidade de inteligência contratou o especialista em ameaças financeiras, James Rickards, para assessora-la.

 

Segundo Rickards, os chineses são sofisticados o suficiente para tomar uma iniciativa dessa natureza, porque muitos de seus economistas passaram por universidades americanas como a Harvard, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e a Universidade de Chicago. As duas primeiras são mundialmente conhecidas pela profusão de genios por metro quadrado. Harvard é a número um, com mais de 40 prêmios Nobel.

 

 Por Rosane Santana, jornalista, de Boston.

fev
18
Posted on 18-02-2009
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A Coca-cola mais uma vez ensinando que o comercial pode ser melhor que o programa basta ser genial, o novo video está sendo exibido no Canadá.

Por Laura Tonhá

fev
16
Posted on 16-02-2009
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O jornalista e escritor americano, Walter Isaacson, editor da Time, assina artigo de capa da revista americana, que circula desde a semana passada aqui nos Estados Unidos, em que profetiza o fim de alguns jornais impressos em grandes cidades dos EUA, no rastro da crise que atinge o The New York Times. Diz que chegará o tempo em que  revistas e network-news (rede de noticias) serão operadas com um número muito reduzido de reporteres.

 

Ainda, segundo Isaacson, nunca os jornais tiveram tantos leitores, inclusive jovens. O problema é que a maioria deles nao esta pagando, mas esta tendo acesso a noticias, livremente, através da Internet. E os jornais que por muito tempo sobreviveram tendo como fonte de receita assinaturas, vendas em bancas e publicidade, agora so contam, de verdade, com o dinheiro vindo dos anunciantes.

 

“It’s now or never for America’s dailes” (E agora ou nunca para os diarios americanos), diz ele, que sugere como saida o “micropayament sistem”, a cobrança de“um niquel no tempo” (na Internet, claro), para que o jornalismo volte ao caminho da prosperidade. O leitor teria a opção de pagar por um artigo, por um dia de noticias, um mês etc. para ler revistas, blogs e outras medias.

 

Se o “micropayment system” funcionar num futuro próximo, teremos uma media onde a qualidade da informação falará mais alto, com implicações diretas na formação profissional, salários etc. A discussão sobre ter ou nao ter diploma de jornalismo será irrelevante.

 

Por Rosane Santana (jornalista), de Boston   


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