abr
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Posted on 01-04-2009
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Salvador:seria coisa do demo?/ Imagem Correio

PERGUNTAR NÃO OFENDE:

De onde vem e quem é o responsável pelo odor fétido e desagradável que a população de Salvador vem respirando nos últimos dias, em dezenas de bairros da capital: da Fazenda Grande à Vila Laura, de Brotas à Liberdade, da Barra à Pituba, passando pelo Rio Vermelho e Itaigara?

Alguém precisa – de preferência uma autoridade competente no sentido lato da palavra – vir a público dar uma explicação convincente aos moradores da cidade que acaba de completar 460 anos de fundação. Antes que algo de mais grave ainda – para quem acha pouco – aconteça. Afinal, o fenômeno têm-se repetido com insuportável frequência desde o início de março. No começo desta semana a fedentina voltou, principalmente durante as madrugadas, com mais intensidade e amplitude.

E o jogo de culpas e desculpas prossegue.

A diretora do Centro de Recursos Ambientais, Beth Wagner, sempre que tenta uma explicação – via rádio, jornais ou TV – tropeça na retórica e na falta de dados efetivos e convincentes. Acaba sempre no lugar comum e genérico, que não explica nada de fato: “é a inversão térmica”, diz . “Isto é mprovável no caso de Salvador”, afirmam especialistas, principalmente da UFBA, que entendem de fato de “inversão térmica”. A Prefeitura se esconde no silêncio.

Não falta quem diga que o mau cheiro vem dos esgotos sem atenção, da falta de saneamento básico, de descargas industriais e até da raiva do demo, “do coisa ruím”, descontente com o que anda vendo em Salvador ultimamente. Antes, a Câmara, a Assembléia Legislativa e os jornais buscavam esclarecimentos para casos como este que atingem diretamente a população e ameaçam sua saúde e qualidade de vida. Atualmente, com raras exceções, as prioridades parece que se inverteram.

E então, para fim de conversa:quem tem a verdadeira resposta?

(Vitor Hugo Soares)

abr
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Posted on 01-04-2009
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Preso em Guantanamo

OPINIÃO / GUATANAMO

INCÓGNITAS DE UMA PRISÃO

*Rosane Santana

“A administração de Barack Obama terá que decidir imediatamente sobre o destino de 17 chineses presos em Guatanamo, segundo informa a edição do The New York Times desta quarta-feira, 1º de abril. Se são inocentes ou perigosos terroristas. Diz o jornal que uma revisão detalhada de milhares de páginas de documentos oficiais sugerem que respostas definitivas sobre quem são eles realmente são dificeis de encontrar.

Pressionado por organismos internacionais de Direitos Humanos, o presidente Barack Obama anunciou, logo após a posse, o fechamento de Guatanamo, com um discurso em que propunha um realinhamento na “Guerra contra o Terror”, de George Bush, ao condenar abertamente a prática de tortura contra suspeitos de terrorismo em território americano, embora corram notícias de que a situação tenha se agravado naquele presídio.

Entre o anúncio e o fechamento, há um longo caminho a percorrer e, possivelmente, o prazo de um ano dado pelo presidente não poderá ser cumprido.

The New York Times ressalta: o fechamento de Guatanamo depende de outros países aceitarem 241 detentos remanescentes do local. O assunto deverá ser tratado na viagem que Obama faz à Europa.

Internamente, como era previsto, o presidente enfrenta resistência de familiares de vítimas do 11 de Setembro, republicanos, militares e outros grupos que não desejam ver esses detentos transferidos para prisões em território americano, de maneira que o assunto suscita paixões, medo e revolta no país.

Se americanos não querem esses detentos em seu território, qual pais se habilitará?

Semana que vem, a questão sera debatida na Universidade de Harvard, pelos advogados Steve Oleskey e Sabin Willet, de Boston, consultores em muitos casos de Guatanamo. Vão falar sobre condições de vida, tortura, detenção e habeas corpus.

Bahia em Pauta vai conferir.

Rosane Santana, jornalista, mora em Boston (EUA)

abr
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Posted on 01-04-2009
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Alfonsin, o primeiro presidente da democracia argentina

Vitimado por um câncer de pulmão morreu às 20.30h desta terça-feira (31/03), o ex-presidente da Argentina, Raul Alfonsin, o primeiro presidente eleito democraticamente em seu país depois da ditadura militar. O líder da União Cívica Radical (UCR) passou os últimos dias de agonia causada pela doença, em seu apartamento na Avenida Santa Fé, em Buenos Aires.

Alfonsin, um dos mais respeitados políticos das últimas décadas na Argentina, tinha 82 anos. Chegou à Casa Rosada nas eleições de 1983. Ao ser anunciada a morte do ex-presidente, populares partidários da UCR cantaram a marcha radical – “lute, lute, lute, não deixe de lutar, por um governo obreiro, obreiro e popular” – acendeu velas e rezou pelo ex-presidente.

O jornal “El Clarin”, em sua edição on-line, disse que o corpo de Alfonsin, com as marcas profundas de sua trajetória de lutas políticas – algumas conquistas e muitos revezes – não suportou a carga de um câncer de pulmão que se havia agravado nas últimas horas com uma pneumonia. Raúl Alfonsín, o homem que encabeçou o retorno do país à democracia, morreu tranquilo em sua casa, acompanhado de seus familiares. “Estava dormindo”, informou o médico Alberto Sabler.

(Por Vitor Hugo Soares).

mar
31
Posted on 31-03-2009
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É delicado o estado de saúde da cantora argentina Mercedes Sosa, internada na unidade de tratamento intensivo de um hospital de Buenos Aires, depois de ter sido acometida de pneumonia, acompanhada de um processo severo de desidratação, segundo os médicos que assistem a artista de voz poderosa, que ocupa um dos patamares mais elevados da música na América Latina. “Minha mãe tem os pulmões tomados e está muito desidratada”, informou Fabian Marcus, o filho de “La Negra”, como Mercedes é carinhosamente chamada em seu país. Mas ela segue resistindo, pois esta tem sido uma das marcas maiores de sua vida. Esta noite, além de cruzar as mãos em pedidos, vamos cantar com ela “Solo le pido a Dios” (Só peço a Deus) e confiar, firmemente, no restabelecimento desta imensa cantora e mulher sul-americana.

(Vitor Hugo Soares)

mar
31
Posted on 31-03-2009
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“Kido”:uma ameaça no ar

O mundo dos navegantes na Internet e de usuários de computadores em geral entrou em alerta. A partir dos primeiros minutos desta quarta-feira ronda no ar o perigo da invasão dos computadores pela última versão do vírus “Conficker”, também chamado de “Downadup”, ou simplesmente “Kido”, que se ativa no 1º de Abril, o “dia dos inocentes” nos paises anglo-saxões, ou “dia da mentira” nos países da América Latina.

Em razão disso, governos e empresas de segurança permanecerão em alerta nas próximas horas, temerosos das conseqüências do vírus, ainda não totalmente claras e conhecidas. De acordo com especialistas americanos e europeus, no momento “a perigosidade do vírus é baixa”, mas sua capacidade de expansão é enorme.

O Conficker está programado para conectar-se a 500 endereços de Internet de uma relação de 50.000, a partir da data mencionada. O Kido é capaz de esquivar-se da maioria dos antivírus comerciais, apagar as atualizações automáticas da Microsoft, além de bloquear também as atualizações dos antivírus.

A altíssima capacidade de difusão por quase todas as versões de Windows, até 15 milhões de ordenadores, segundo a BBC, fez com que a Microsoft chegasse a oferecer até 250 mil dólares pela ”cabeça” do vírus, que se propaga tanto pela Rede como através de dispositivos USB.
A partir de agora, portanto, todo cuidado é pouco. A recomendação do blog europeu Infospyware, especialista em ameaças informáticas, a recomendação é contar com um antivírus atualizado, manter o Windows em dia… e ter sorte.

(Vitor Hugo Soares)

mar
31
Posted on 31-03-2009
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Harmonia em Massachusetts/ Foto Rosane Santana

*Rosane Santana escreve :

VIDA REAL-O antigo e o novo convivem harmonicamente em Massachusetts, onde começou a história dos Estados Unidos, desde a Revolução Americana de 1776, que influenciou o resto da América, tendo Boston como Banker Hill. No detalhe, foto da torre do City Hall (Prefeitura) de Worcester, segunda maior cidade do estado, ex-capital de Massachusetts. A primavera se anuncia no céu de azul límpido, apesar de temperaturas ainda baixas, embora o clima seja de tristeza com a crise americana. Mas que ninguém se engane, sobretudo aqueles movidos pelo antiamericanismo: “As Vinhas da Ira”, (clássico da literatura, de autoria de John Steinbeck) uma saga da Depressão dos anos 30, como ocorre agora, aclamada na literatura e no cinema, como lembra o renomado historiador John Lukacs, mostrou norte-americanos dos mais pobres, os Okie, migrando para o Oeste em automoveis. É isso ai, a realidade evoluiu para melhor: em plena crise, é posssível adquirir um Cadilac, Buick, Linconl e Mustang, em perfeito estado, por apenas $ 5 mil. E isso faz a festa dos imigrantes latinos, que preferem o tsunami de Obama à marolinha de Lula.
Rosane Santana, jornalista, mora em Boston (EUA)

mar
31
Posted on 31-03-2009
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Mercedes Sosa em recente turnê

Depois de suspender, na semana passada, o espetáculo de apresentação de seu novo disco, “Cantora”, em razão de uma gripe, a famosa intérprete argentina Mercedes Sosa, 73 anos, foi internada ontem no Sanatório de La Trindad, em Buenos Aires, com pneumonia e desidratação. A notícia sobre o agravamento do estado de saúde da mais popular cantora argentina, das últimas três décadas, foi confirmada hoje pela gravadora da artista, a Sony Music.

Em dezembro do ano passado, Mercedes Sosa esteve na Bahia e se apresentou no memorável espetáculo “Canto Geral”, realizado no Teatro Castro Alves, de Salvador, que marcou a agenda cultural da reunião de cúpula dos chefes de Estado do Mercosul, no balneário de Sauípe, litoral norte. “La Negra”, como é carinhosamente chamada em seu país, se apresentou ao lado do baiano Carlinhos Brown e alguns dos maiores músicos e intérpretes da América Latina.

PNEUMONIA PREOCUPA

Os problemas atuais de saúde de Mercedes Sosa começaram quinta-feira, da semana passada, com uma prosaica gripe, da qual a cantora não conseguiu recuperar-se. Por este motivo seus  familiares decidiram interna-la no hospital de La Trinidad, na capital federal. Ali, os médicos realizam uma bateria de análises clínicas. A cantora está recebendo “os cuidados necessários para fazer frente à pneumonia que a levou ao hospital”, segundo o jornal “El Clarin”. Ao lado disso, no centro de saúde, os especialistas trabalham para reverter o quadro agudo de desidratação de que Mercedes Sosa também padece.

“La Negra” suspendeu na semana passada uma atuação em Buenos Aires para apresentar seu disco mais recente: “Cantora”. O album é o primeiro de dois discos de duetos, dos quais partiicipam artistas como Juan Manuel Serrat, Shakira e Julieta Venegas, entre outros.

Esta não é a primeira vez que a saúde afasta a grande cantora argentina do palco: em 2003, a artista nascida na provincia de Tucumán sofreu um problema cardíaco – agravado por uma depressão -, que a obrigou a retirar-se por largo período de tempo. Mercedes Sosa voltou a cantar há dois anos em uma turnê pelo México e Chile.

(Vitor Hugp Soares)

mar
31
Posted on 31-03-2009
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mar
31
Posted on 31-03-2009
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Benício del Toro, el Che na tela

Primeira Crítica/Cinema

CHE, HERÓI E LEGENDA

JC Teixeira Gomes

Se alguém ainda tivesse dúvidas sobre a imponência histórica da figura de Guevara, o filme CHE, de Steven Soderbergh, em exibição em todo o país desde sexta-feira, se encarregaria de dissipá-las. O que ali aparece não é herói idealizado pela visão romântica emoldurada nas camisetas do culto juvenil, mas, sim, o revolucionário de grandeza épica, capaz de superar uma avassaladora asma, agravada na umidade das florestas densas, para combater e expulsar de Cuba uma tirania indigna. O herói asmático que vence suas deficiências respiratórias no inferno selvático é categoria inédita na história universal, e não tem paradigma literário.

O Che aparece no filme em dimensão integral: não apenas o comandante vitorioso movido pelo ímpeto libertário, mas também o intelectual preparado e competente, capaz de desafiar na ONU o poder dos Estados Unidos para fustigar, em análises lúcidas a que não faltava a paixão revolucionária, as mazelas que o capitalismo espalhava pela América Latina. David fustigando Golias em seus redutos de dominação ideológica, com a voz potente dos destituídos tornados indomáveis no confronto com a opressão.

Muitos méritos possui o filme, entre os quais (e talvez o mais destacável) o de mostrar a extrema dificuldade que foi a da luta revolucionária, fato que as imagens revelam com bem maior eloquência que os registros dos livros, por mais candentes que sejam ou tenham sido. Aprendemos coisas que nunca nos haviam mostrado sobre a dureza dos combates. A Revolução Cubana surge na tela como uma saga de bravos que planejavam com competência suas ações, lutando contra um exército repressor e bem aparelhado, e não como um grupo de barbudos improvisados, enaltecidos pelas fantasias do clima hippie dos anos sessenta, misturando revolução com romantismo e maconha.

Para os obstinados fidelistas, o filme traz uma vantagem adicional: mostra como a longa permanência do lider guerrilheiro no poder encontra amparo na magnitude da luta que foi necessária para tomá-lo, contra a idéia de um mero apego caudilhesco, tão ao sabor das tiranias latino-americanas e seus chefes corrompidos. Quem construiu aquele tesouro tinha o direito de preservá-lo. E deixa claro o que os revolucionários a toda hora repetiam, no contexto dos diálogos entre suas lideranças: derrubar Bautista não era perpetrar mais um golpe de Estado, mas, sim, promover uma revolução autêntica. Fato que o absoluto apoio do povo, quando as cidades começaram a ser tomadas, depois da longa e incerta conflagração na Sierra Maestra, prova ter sido a mais compensadora da recompensa aos heróis, o troféu maior para tantos sacrifícios e tantas vidas tombadas.

J.C. Teixeira Gomes, escritor e jornalista, membro da Academia de Letras da Bahia. É autor dos livros “Glauber, este vulcão”; “Assassinos da Liberdade”(romance), “Memória das Trevas” e “Gregório de Mattos, o Boca de Brasa.”

mar
31
Posted on 31-03-2009
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Na manifestação promovida esta semana, na Avenida Paulista (SP), pelas principais centrais sindicais do País, no chamado Dia Mundial Contra a Crise – que espalhou protestos de rua por todas as partes do planeta – uma faixa conduzida pelos manifestantes chamava particularmente a atenção de quem observava o protesto à distâcia.

Dizia simplemente: “Não apoiamos a crise”.

Era só o que faltava!

Que além de braço ostensivo de apoio e amém ao governo federal, os sindicatos da CUT e Força Sindical ainda saissem  às ruas para aprovar a “marolinha”.

Que falta fazem Stanislaw Ponte Preta (jornalista Sérgio Porto) e seu FEBEAPÁ no Brasil dos dias que correm.

(Vitor Hugo Soares)

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