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Caymmi para sempre!!!

BOM DIA!!!

ago
16
Posted on 16-08-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-08-2011


Dona Canô sobre Caymmi: “agora ele está com Deus”
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O que artistas e amigos disseram no dia 16 de agosto de 2008 sobre a morte de Dorival Caymmi:

Dona Canô, 100 anos, disse que músico foi um “grande homem”.
Tom Zé afirmou que é impossível não conhecer “obra praieira” de Caymmi.

“Dorival (Caymmi) não foi só um grande artista, isso todo mundo já sabe, ele foi um grande homem”, foi dessa maneira que dona Canô, 100 anos, falou ao G1 sobre a morte do cantor e compositor baiano, que faleceu por volta das 6h deste sábado (16), em sua casa, em Copacabana. Ele sofria de insuficiência renal e teve falência múltipla dos órgãos.

“Quero mandar um abraço para Danilo e para Nana, filhos de Dorival. Quero dizer a eles que sinto muito pela morte dele. Ele estava sofrendo muito e agora está com Deus”, disse dona Canô.

A amiga centenária disse que Dorival Caymmi deixa um legado de composições para a música brasileira. “Ele cantou o Brasil como ninguém, vai fazer muita falta para nós. Eu vou ficando aqui, mas ele foi para o céu. Está descansando com Deus”, disse dona Canô.

O músico nasceu em Salvador, na Bahia, no dia 30 de abril de 1914. Ele deixa mais de cem composições, entre elas ‘Eu não tenho onde morar’, ‘Maracangalha’, ‘O que é que a baiana tem?’ e ‘Rosa Morena’.

Maria Bethania disse que está muito triste sobre a morte. “Estou saudosa de vê-lo com vida. Ele está com Deus, com as rainhas do mar. Dorival Caymmi não morreu, ele é iluminado.”

“A obra dele, a música e a genialidade dele são indescritíveis. O mundo todo sente a perda desse homem, desse artista, desse baiano. Ele deixa em nossas mentes todo o resplendor de seu trabalho brilhante e sereno”, disse Maria Bethania.

“Não se tem idéia do que significa um disco com músicas praieiras de Caymmi feitas na década de 1940”, disse o músico e compositor Tom Zé.

“A morte dele é perder o maior professor das nossas vidas. A primeira vez que vi ele cantando foi em 1949. Era uma coisa única. Toda música que fez foi sucesso”, afirmou Tom Zé.

O músico lembrou do tempo que era estudante e que já gostava do trabalho de Dorival Caymmi. “Estava no ginásio e ouvia aquelas canções que passavam uma liberdade, uma ousadia com aquelas variações rítmicas das canções. Aquelas músicas, aquele jeito, me provocaram muita curiosidade”.

“Não tenho nada a ver com o gênio de Caymmi, mas foi um dos meus grandes professores. Influenciou a todos. Estou gravando um CD e a primeira canção é ‘Salvador, Bahia de Caymmi´. Tinha esperança de mostrar para ele. Agora vou mostrar aos filhos”, disse Tom Zé.

Família

Stela Caymmi, neta do músico, disse que “é uma benção ser da família de meu avô. Ele estava morando em Copacabana. Ele vinha fazendo tratamento há alguns anos e a gente imaginava que esse dia poderia chegar”.

“Ele não sabia que tinha câncer e não queria saber, não perguntava muito sobre isso. Ele foi internado a primeira em 1999. Meu avô se submetia ao tratamento, mas não queria saber da doença. Ele tinha muita serenidade, que exercitava diariamente, por isso a gente respeitava esse desejo dele”, disse Stela, que escreveu uma biografia do avô.

“Como artista, ele marcou a Música Popular Brasileira. Ele tinha uma obra simples e não há um músico da atualidade que não cite o trabalho de Dorival. A vida dele é a obra que ele deixou”, disse a neta do músico.

Ministro da Cultura

“O Brasil perdeu hoje um grande mestre, mas pessoas como Caymmi não morrem, seguem encantados na vida e no imaginário do povo brasileiro. Uma obra permanece por estar viva em cada um de nós. Caymmi traçou um mapa afetivo, imaginário, sensual e lúdico de um Brasil”, disse, em nota, Juca Ferreira, ministro interino da Cultura.

Segundo o documento, o ministro diz que “tantos são os gênios que aqui tivemos, mas Caymmi é gênio do Brasil, irresistivelmente brasileiro, porque sua genialidade é a expressão do nosso povo.”

(Deu no G1, com informações da Globo News)


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CHUVAS DE VERÃO

Nubia Lafayette

Composição : Fernando Lobo

Podemos ser amigos simplesmente
Coisas do amor nunca mais
Amores do passado, do presente
Repetem velhos temas tão banais
Ressentimentos passam como o vento
São coisas de momento
São chuvas de verão
Trazer uma aflição dentro do peito.
É dar vida a um defeito
Que se extingue com a razão
Estranha no meu peito
Estranha na minha alma
Agora eu tenho calma
Não te desejo mais
Podemos ser amigos simplesmente
Amigos, simplesmente, nada mais

BOA NOITE!!!


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OPINIÃO POLÍTICA

O STF e as polícias

Ivan de Carvalho

Ontem, sob o título “O enquadramento das polícias”, voltei a abordar a questão da exposição pública indevida e deliberadamente degradante de pessoas presas – ainda sem julgamento e protegidas pela presunção de inocência – violando frontalmente o direito à dignidade humana e com evidentes danos morais e, não raro, materiais para as vítimas desses abusos da autoridade estatal.

Quase tudo que escrevi na ocasião dizia respeito à recente Operação Voucher da Polícia Federal e aos métodos de exposição degradante dos presos, que a PF insiste em usar, restando saber se o faz apenas por mau humor e truculência, por mentalidade defeituosa e metodologia idem, se com objetivo de punir – mesmo sem julgamento ou antecipando-se a ele – as pessoas que prende, se para “mostrar serviço” à sociedade ou se para criar problemas políticos no governo ou para o governo ou até para atingir a oposição.

Inclino-me a imaginar que cada caso é um caso. Em cada caso tem, suponho, a Polícia Federal ou a parte dela que se envolve com determinada investigação, motivações específicas para agir contrariamente a garantias constitucionais e até para passar o trator sobre decisão do Supremo Tribunal Federal, como é o caso das restrições da Súmula Vinculante 11 ao uso de algemas. E é claro que ao uso indevido (inconstitucional) de algemas equivalem o uso de cintos coloridos bem bandeirosos nos quais as prendem (recentemente adotados na PF) e o vazamento deliberado de fotografias de identificação prisional para a mídia, como ocorreu na Operação Voucher.

Acrescentei que a regra da não exposição pública, “de modo degradante, de presos protegidos pela presunção de inocência precisa ser respeitada também pelas polícias estaduais, para as quais as regras são as mesmas que a Polícia Federal reluta em respeitar ou simplesmente desobedece”. Concluí que este, porém, era assunto que valia tratamento em separado.

Mas ontem mesmo o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, criticou a divulgação de imagens dos presos com algemas na Operação Voucher: “Eu acho esse episódio de todo lamentável. Os senhores conhecem bem minha posição. Na presidência do STF, chamei atenção para os abusos que estavam ocorrendo nas várias operações. O STF deu a resposta com aquela súmula 11, das algemas, e acredito que é preciso realmente reagir”. Mendes acrescentou: “Acho que o Ministério da Justiça tem de reagir firmemente a esse tipo de abuso, abuso que se comete com presos conhecidos, presos anônimos. É preciso realmente encerrar essa quadra no Brasil”.

Creio que as declarações do ministro do STF são muito oportunas, tanto porque explicitam o fato de que o comportamento da PF na Operação Voucher contrariou efetivamente decisão do Supremo Tribunal Federal como porque fazem referência também a “presos anônimos”.

Isto, na prática, significa dizer que tanto o Ministério da Justiça precisa enquadrar a Polícia Federal nessa questão do respeito à dignidade dos presos como também os governos estaduais devem enquadrar suas polícias, onde práticas semelhantes ou equivalentes (com exposição degradante, especialmente na mídia, ferindo a dignidade humana) ocorrem com extrema freqüência


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Verdade” , de autoria de Nelson Rufino e Carlinhos Santana, faz parte do álbum “Juras de amor” lançado por Zeca Pagodinho no ano de 2000.

VIVA NELSON RUFINO!!! SALVE ZECA!!!

(VHS)


Nelson Rufino: samba baiano em pessoa
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Dica da jornalista Maria Olívia para o Bahia em Pauta

Logo mais, 21 horas, o sambista Nelson Rufino fará show de gravação de seu primeiro DVD no Teatro Castro Alves, em Salvador. O projeto, que recebeu o nome de Minha Vida, celebra os 47 anos de carreira de Rufino, um bamba da nossa música.

Jorge Aragão, Zeca Pagodinho, Martinho da Vila, Edil Pacheco, o Grupo Bossa do Samba e Alex Ribeiro (filho do saudoso Roberto Ribeiro) e Mariene de Castro são convidados especias da festa do sambista, de uma lista que ainda inclui Carlinhos Brown, Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Batifun e Carla Cristina . “Nesse trabalho, que se chama Minha Vida, estarei interpretando algumas músicas já escolhidas do público e algumas ainda inéditas.

Não poderia deixar de ser no Teatro Castro Alves, palco vivo da nossa cultura”, afirmou Nelson Rufino. O sambista há muito merecia um evento desta grandeza, uma pena que a festança é só para convidados, nem tudo é perfeito. Boa sorte, sambistas.

Maria Olivia Soares é jornalista, colaboradora do BP

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Agora uma pausa para ver a volta das férias da turma do Manhattan Conexion na Globo News

BOA NOITE!!!


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No domingo de Seu Ulysses

Maria Aparecida Torneros


Revisitando “Seu” Ulysses, afinal, é o dia dele, este domingo em agosto!

Bem, não é nada fácil, convenhamos, porque a morte, uma separação em vida, um desaparecimento estranho, um mistério insondável, uma tentativa de explicar o destino de nós todos, é , ao mesmo tempo, o instante de valorizar o patrimônio afetivo que a vida perpetua.

Assim é com cada herói ou heroína, na história do mundo e na memória pessoal de cada um. Um pai-herói, já disseram por aí, faz a diferença, na auto-estima de qualquer criança, que mesmo ao virar adulto, não esquecerá jamais os melhores momentos de aconchego ou ensinamento.

A lição que fica é mesmo a do amor incondicional, da dedicação em forma de energia positiva, que todo Pai emite para quem saiu do seu sêmen, quem se projetou do seu gen, quem se fez criatura e lhe imita incosncientemente gestos, ou lhe herdou cacoetes, gostos, teimosias, aptidões, sensibilidades, e até perplexidades…

Não fujo à regra. Sou a filha que revisita hoje o pai “ausente” que está mais presente do que eu podia esperar, ainda bem…Ele continua a me surpreender, fazer rir e emocionar, alternando com seu jeito carinhoso, não só o meu humor, mas a minha postura diante da vida, minha necessidade de me reprogramar, diariamente, para que eu seja feliz, aliás, foi o que sempre ouvi-o repetir, todo o tempo…

Fazia trocadilhos infames, me levava às gargalhadas, contava e recontava enredos de filmes e de livros que lera ou assistira há mais de 50 anos, e, quando eu estava ensimesmada, com meus problemas corriqueiros, ou de trabalho, ou de correria da loucura estressante que é o dia a dia, ele me rondava, como um beija-flor, me espreitava como um observante atencioso até que eu explodia em riso…

Aí, ele se mostrava realmente satisfeito…me fizera rir…
Apesar de, ultimamente, a saudade dele me levar, constantemente ao choro fácil, eu assumo que é difícil reencontrar aquele sorriso delicioso que ele me provocava, mas, em momentos mais calmos, consigo já, esboçar a alegria que vem dele, que ele me ensinou a ter, diante das pequenas coisas, dos infames trocadilhos, das canções galhofeiras, e das emoções que a música clássica lhe proporcionou.

Noutro dia, arrumando suas fitas cassetes, encontrei uma, que ele, provavelmente gravou pouco antes de partir, e , vi que o título da fita é Cidinha, como me chamava.

Curiosa, pus no aparelho de som, e um misto de sentidos me tomou dos pés à cabeça. E ouvi… tenho ouvido de vez em quando…
Ele selecionou assim:
lado A: Quiera mi quiera, Lili-ato I, Manon Lescau, atos I, II e IV, Tosca, Mme Butterfly, Soror Angelica
lado B: Soror Angelica ( final), Turandot ( Puccini), Bolero ( Ravel).
Certamente que “Seu”Ulysses não teve chance de me entregar, misturou nas suas fitas todas, mas ele sabia que um dia eu ia achar esse presente, um gesto de grande carinho seu, pois ele sabia que eu ia adorar ter uma seleção assim, para escutar durante minhas horas de escrita, como agora estou fazendo, compartilhando com tantos amigos e amigas, e , ainda por cima, revisitando o meu bom amigo, meu velho Pai, porque afinal, herdei dele, a alegria de viver e faz escrevi o texto aí embaixo, com a alegria de tê-lo tão próximo, como agora, nada mudou…
Cidinha
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Aos pais, para começar o domingo

Maria Olívia Soares

Minha música dedicada aos pais- presentes e, principalmente, aos que
já partiram- no meu tuíter hoje cedo, poste no Bahia em Pauta, a
versão é arrasadora, Zélia Ducan, Hamilton de Holanda e Nilze
Carvalho, para composição lindíssima de Sérgio Bittencourt,
dedicada a seu pai, Jacob do Bandolim.

Aos pais, presentes e, principalmente, aos que já
partiram, belo dia a todos meus queridos amigos
NAQUELA MESA http://t.co/pb1RI2g
Original Tweet: http://api.twitter.com/1/moliviasoares/status/102723946117468160

Maria Olivia é jornalista

ago
13
Posted on 13-08-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-08-2011


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DEU NO SITE BRASIL 247

Há exatos 25 anos, completados este sábado (13), morreu Maria Escolástica da Conceição Nazaré, a Mãe Menininha do Gantois, aos 92 anos de idade. A ‘Oxum’ deixou os baianos por causas naturais, mas permanece na memória de muitos até hoje. Na sexta-feira (12), foi celebrada na Câmara Municipal de Salvador uma sessão especial dedicada à ialorixá que permaneceu por mais de 60 anos à frente do Terreiro do Gantois. A sessão foi proposta pela vereadora Marta Rodrigues, presidente da Comissão de Reparação da Câmara Municipal de Salvador, em parceria com a Secretaria Municipal da Reparação (Semur).

Instituição religiosa de origem ketu, o candomblé do Gantois historicamente mantém a política do matriarcado e de sucessão hereditária de linhagem consanguínea. A Mãe Menininha foi a quarta dirigente do templo religioso e teve que enfrentar o preconceito que a sociedade tinha em relação aos adeptos do candomblé, pois não havia liberdade de culto naquela época. Apesar de ter conquistado mais tolerância na década de 1930, com a Lei de Jogos e Costumes, as festas só podiam ser realizadas em horários determinados e mediante autorização por escrito.

Homenageada, Mãe Menininha recebeu muitos títulos e medalhas, como a dos Filhos de Gandhy – umas das que mais gostava – que a nomearam rainha do afoxé. Em 1972, Dorival Caymmi compôs a famosa música “Oração a Mãe Menininha”, que trazia os versos: “A beleza do mundo, hein? Tá no Gantois/ E a mão da doçura, hein? Tá no Gantois/ O consolo da gente, ai. Tá no Gantois…/ Ai, minha mãe. Minha Mãe Menininha”. Vinícius de Moraes, Maria Bethânia e Caetano Veloso eram algumas das inúmeras personalidades que se aconselhavam com Mãe Menininha.

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