dez
28
Posted on 28-12-2009
Filed Under (Artigos, Eventuais) by vitor on 28-12-2009

Geddel:  “métodos carlistas na comunicação”
GEDD
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DEU NO JORNAL FOLHA DE S. PAULO

MATHEUS MAGENTA

DA AGÊNCIA FOLHA, EM SALVADOR

Principal candidato a herdeiro político do carlismo na Bahia, o ministro peemedebista Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) intensifica as viagens pelo Estado, a distribuição de recursos a aliados e as aparições públicas para tentar ocupar o vácuo eleitoral deixado pelo senador Antonio Carlos Magalhães, morto em 2007.

Pré-candidato ao governo baiano, Geddel segue estratégia parecida à de ACM durante a hegemonia do carlismo no Estado, com distribuição de recursos a aliados e influência em meios de comunicação.
Das verbas do Ministério da Integração Nacional destinadas à Bahia, 68% do total foi repassado por convênios a prefeituras do PMDB. De acordo com Geddel, que comanda o ministério desde março de 2007, os critérios são técnicos.

Sem dispor de um império midiático como ACM (com canais de TV, rádio e jornal impresso), Geddel criou um jornal partidário, virou comentarista semanal na rádio Metrópole -do ex-prefeito carlista Mário Kertész- e exerce forte influência sobre blogs importantes no interior baiano.

Para fortalecer a candidatura, Geddel intensificou a agenda de inaugurações de obras no interior do Estado. Em média, são visitados quatro municípios por final de semana.
Apesar de todo esforço, Geddel ficou em terceiro lugar na primeira pesquisa Datafolha após o racha, em agosto deste ano, entre PT e PMDB no Estado. Na pesquisa feita em dezembro, Geddel aparece com 11%, atrás do governador petista Jaques Wagner (39%) e do ex-governador carlista Paulo Souto (DEM), com 24%.

Poder político

Nas eleições municipais do ano passado, o PMDB baiano conquistou 115 das 417 prefeituras, um crescimento de quase cinco vezes em relação a 2004, quando o partido havia vencido em 20 municípios.
O partido cresceu principalmente com a adesão de políticos ligados ao carlismo.

Por outro lado, entre 2004 e 2008, o número de prefeitos do DEM, que era o partido de ACM, caiu de 153 para 43.
Cotado como vice na chapa de Wagner, o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Marcelo Nilo (PDT), minimizou a força eleitoral do ministro e disse que os prefeitos do PMDB não irão transferir votos para Geddel porque eles apoiam a reeleição de Wagner.

“Dos 115 prefeitos do PMDB, 78 já declararam apoio a Wagner para 2010. O voto histórico do carlismo sempre esteve ligado ao governador. As prefeituras não são de Geddel, mas da base do governo”, disse Nilo.
Após a saída do governo, o PMDB só conseguiu atrair os nanicos PTB, PRTB e PSC, entre os quais apenas o último elegeu deputados estaduais.

Para enfrentar o ex-aliado em 2010, o governador adotou a estratégia de ignorar o ministro como terceira força política no Estado e afirma que considera apenas Paulo Souto como adversário a ser batido.
No comando do Estado por 16 anos consecutivos, até a vitória petista em 2006, o DEM baiano tenta lucrar com a briga entre PT e PMDB, tida como irreversível por ambos.
Interessado na polarização com Jaques Wagner, Paulo Souto tenta atrair Geddel para uma aliança eleitoral num possível segundo turno.

dez
28


Salvador, a cidade fundada às margens da fantástica Baía de Todos os Santos para ser “a pérola da América do Sul” não poderia receber notícia pior neste final de 2009. O seu prefeito, João Henrique de Barradas Carneiro (PMDB) foi escolhido o pior entre os administradores das 9 principais capitais brasileiras, segundo os dados da mais recente pesquisa Datafolha.

E não é a primeira, mas a terceira vez que esta desonra acontece.

De tanto favorecer “tantos negócios e tantos negociantes”, principalmente os da especulação imobiliaria descontrolada , o prefeito ficou até sem seu gabinete para tocar a administração desastrada, prorrogada por mais quatro anos. As chuvas inundaram o local de despachos de João, e as obras de recuperação se prolongam sem fim, como no resto da abandonada cidade da Bahia.

Do jeito que João gosta, pois assim ele pode zanzar de gabinete em gabinete improvisados, jogando conversas políticas fora com os que o comandam, ou em acordos geralmente fechados nas agências de propaganda que controlam as contas de seu governo, ao mesmo tempo em que “fazem a cabeça do prefeito”.

Além de má notícia, uma lástima para Salvador

(Vitor Hugo Soares)

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João: no lixo dos prefeitos das capitais
joao
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Deu no jornal A TARDE

Thais Rocha

O prefeito de Salvador, João Henrique de Barradas Carneiro (PMDB), ficou em último lugar no ranking de avaliação de prefeitos realizado pelo Instituto Datafolha e publicado neste domingo, 27, no jornal Folha de S.Paulo. O ranking leva em consideração, em primeiro lugar, a nota média atribuída aos administradores, em uma escala que vai de zero a dez.

No caso de Salvador, o prefeito ficou com 4,9. Como critério de desempate, o Datafolha utiliza os índices de aprovação e rejeição dos prefeitos. No caso de Salvador, o percentual de reprovação foi de 35%, enquanto o de pessoas que consideram a administração boa ou ótima é de 25%.

A popularidade da administração soteropolitana é vista como um termômetro das eleições para 2010. Apesar de não ser candidato, João Henrique é o principal cabo eleitoral da candidatura do PMDB ao governo do Estado. Dessa maneira, sua administração refletiria como seria um governo peemedebista no Estado.

Mas, apesar disso, ela se mantém na última colocação entre as nove capitais pesquisadas. O prefeito amarga com esta posição nos últimos três anos da pesquisa, quando sua popularidade oscilou entre 24% e 28% e o percentual de reprovação variou entre 35% e 43%, este último número em 2007, antes da reeleição.

O ministro Geddel Vieira Lima, pré-candidato do partido para o governo do Estado, lembrou a baixa popularidade do prefeito de Salvador antes das eleições de 2008, quando foi reeleito para o governo da capital baiana. “Este resultado é reflexo da exposição na mídia. Enquanto o governo do Estado faz uma campanha massiva, a prefeitura economiza em verbas de publicidade”, disse.

O assessor de comunicação da prefeitura, André Curvello, informou que não conseguiu entrar em contato com o prefeito, mas lembrou que historicamente esta pesquisa aponta baixos índices de popularidade a João Henrique. “Não levamos este índice em consideração, já que, no ano passado, o resultado foi semelhante e nós vencemos a eleição”, disse.

Recorrente – O ranking de prefeitos do Datafolha aponta a baixa popularidade de João Henrique desde 2007. Mesmo logo após a posse para o segundo mandato, em março de 2009, ele permanecia em 9º lugar entre as nove capitais pesquisadas.

A vereadora da bancada de oposição na Câmara Municipal, Vânia Galvão (PT), comentou que o resultado da pesquisa reflete a política adotada na administração de Salvador. “Não há planejamento, as ações são realizadas no susto e coleciona críticas em todas as áreas”, avaliou.

Para o deputado federal Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM), aliado do prefeito, a baixa popularidade é reflexo da dificuldade financeira pela qual a prefeitura passa. “As medidas adotadas para amenizar este problema só surtirão os primeiros efeitos em 2010”, disse. Ainda assim, ele diz que a pesquisa chama a atenção para algumas áreas que considera prioritárias e que merecem maior atenção. “Posso citar a segurança e a saúde, onde, apesar dos esforços, os resultados são muito limitados”, declarou Neto.

dez
27

Ivana Trump: barraco aéreo
Ivana_Trump
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A socialite Ivana Trump foi expulsa de um avião na localidade de Palm Beach, Florida, depois de insultar um bebé que chorava a bordo, segundo noticiou o New York Post.A ex-mulher do multimilionário americano Donald Trump teve um ataque de fúria e insultou um bebé, os passageiros e, por último, a tripulação do avião em que seguia.

“Estava tão furiosa que teve que regressar ao terminal”, confirmou um porta-voz da polícia.A sexagenária ex-atleta de alta competição checa foi retirada do avião contra a sua vontade.

Ivana Trump casou-se o ano passado pela quarta vez, com o italiano Rossano Rubicondi, 23 anos mais novo, mas segundo aquele jornal americano já quer divorciar-se. Rubincondi é o seu quarto marido. Trump foi o segundo e deu-lhe três filhos.

dez
27
Posted on 27-12-2009
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 27-12-2009

Deu na coluna

Em sua coluna na Tribuna da Bahia (para sábado e domingo) o jornalista político Ivan de Carvalho, revela que antes de começar a escrever, esteve lendo o noticiário político deste Natal e não se sentiu estimulado a uma análise, nem mesmo da pesquisa Datafolha que avalia o desempenho de 10 governadores, entre ele Jaques Wagner, da Bahia, que subiu um degrau da escada em razão do tombo do governador do escândalo do Panetone,Jose Roberto Arruda, do Distrito Federal.
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O elo perdido
Ardi

Mas Ivan não é desses de desistir facilmente em seu ofício de jornalista curioso e polivalente. Assim, na leitura de artigo da categorizada revista Sciece, ele encontrou o assunto de seu surpreendete artigo, que Bahia em Pauta reproduz neste domingo.
(VHS)

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OPINIÃO POLÍTICA

O ELO PERDIDO

Ivan de carvalho

Antes de começar a escrever, estive lendo o noticiário político deste Natal e não fiquei estimulado a uma análise. Segundo a pesquisa Datafolha, que buscou saber a avaliação de dez governadores, o governador da Bahia, Jaques Wagner, subiu uma posição, aumentando um décimo de ponto em sua nota (as notas variam de zero a dez). A modesta escalada de Wagner na lista (não seu décimo de ponto, claro) deveu-se à queda brusca do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, provocado pelas assombrações da Operação Caixa de Pandora. O fato não me pareceu relevante.
Li também que o presidente Lula está atenazado com as dificuldades para montar um palanque forte para a candidata do PT a presidente, Dilma Rousseff. Lula acha que o homem para isto é o senador Aloísio Mercadante, já que o PT se mostra alérgico à hipótese da candidatura a governador de São Paulo de Ciro Gomes, do PSB. Exatamente porque Ciro (que prefere disputar a presidência da República, o que Lula não deseja) não é do PT. E o PT tem alergia ao que não é do PT.
Acontece que o candidato a governador preferido por Lula, Mercadante, não quer correr o enorme risco da eleição para governador e ficar sem mandato. Por isto, prefere o risco menor, de tentar a reeleição para o Senado, com duas vagas em jogo. A única observação séria que se pode fazer ante essa situação de Mercadante é lembrar que o líder do PT no Senado é aquele do renuncio, e renuncio mesmo, mas não renuncio mais porque Lula pediu. Quem sabe, Lula faz uma nova carta ao senador e ele aceita disputar o governo? Coisa para 2010, que ainda não chegou.
Enquanto não chega, vamos ficar com 2009. Ou, se quiserem, com a macaca. É que em seu balanço do ano que finda, a revista Science considerou como o evento científico mais importante do ano a apresentação do esqueleto (remontado em trabalho de mais de uma década) de uma fêmea de Ardipithecus ramidus, Ardi para os íntimos. Ardi, de 1,20 metro, viveu há 4,4 milhões de anos e é, no momento, considerada pela ciência o ancestral mais antigo da espécie humana, desqualificando dessa honrosa posição Lucy, um fóssil de Australophitecus aferensis, um milhão de anos mais jovem.
Os pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Berkeley, mostraram (segundo a Science) que os hominídeos da época de Ardi tinham pouco a ver com os chimpanzés, já apresentando anatomia e hábitos bem distintos.
Aí, sim, há uma questão a ser levantada seriamente. Por enquanto, ninguém pode garantir que Ardi foi um ancestral da espécie humana e não apenas um exemplar de um ramo da macacada, bem diferenciado dos chimpanzés, mas que – claro que não se trata de uma certeza, mas de uma hipótese que não dá para descartar – teve sua evolução truncada por um evento qualquer, o que impossibilitaria sua proclamada condição de ser o mais antigo ancestral do homem até aqui conhecido. Mesma hipótese que vale para Lucy. O que manteria perdido o Elo Perdido.

dez
26
Posted on 26-12-2009
Filed Under (Artigos, Vitor) by vitor on 26-12-2009

Chico Pintos: o guerreiro da Bahia
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Um homen e um exemplo: Na Feira de Santana vibrante do despertar do guerreiro.Lugar onde ele nasceu, governou e deu os primeiros passos e gritos multitudinários de rebeldia e insubmissão a arrogância dos poderosos armados da época.

Na Bahia, onde ele emergiu como um dos maiores vultos da política, elegeu-se deputado federal com a força do voto livre e rebelde dos baianos no tempo da opressão contras as liberdades e a inteligência.

No Brasil, onde Chico semeou idéias e ensinou um povo a ouvi-lo atraves da palavra sábia e poderosa , da conversa pessoal amena e doce, do discurso firme e altivo nos palanques e plenários, mas principalmente pelo exemplo de retidão , coragem e firmeza de princípios até o último dia de vida.

Que olhe por todos onde estiver agora, mas principalmente pelos que não esqueceram suas palavras e exemplo,s e sentem sua falta neste final de 2009 tanto quanto no dia de sua partida.

(Vitor Hugo Soares)

dez
26

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É sempre complicado escrever sobre a mulher amada. No sobrescrito de um presente de loja ou na dedicatoria de uma canção, há sempre o risco das palavras não corresponderem com exatidão ao que se deseja expressar, ou soarem ridículas, que é o mal menor segundo os poetas mais apaixonados.

Mas chega dos rodeios da eterna timidez. O fato é que neste 26 de dezembro de 2009 não é possivel deixar passar em branco a data de aniversário de Margarida Dourado Cardoso Soares. Afinal, além da amada, elétrica, vibrante, impaciente às vezes com falhas que seu perfeccionismo crítico não tolera , ela é, acima de tudo, a companheira sempre generosa e dedicada, de longa travessia de vida e lutas a dois.

Parceira de longas e encantadoras travessias por Praga, Paris, Buenos Aires, San Francisco , Montevideu, Canal, Irecê e Londres, para citar apenas as cidades que ela mais adora, por um ou outro motivo especial.

Amiga e conselheira querida de largas caminhadas também pelas lutas políticas, pela boa mesa e belas canções, como a que Bahia em Pauta escolheu na voz inigualável de Billie Holliday, para homenagea-la nesta data querida.

Como se não bastasse é preciso não esquecer que Margarida é jornalista competente e de longa estrada profissional percorrida, diretora , estimuladora e revisora deste site blog baiano sempre plugado no mundo. Uma mulher assim merece votos de toda felicidade do mundo no dia de seu aniversário. E muito mais!
E muitos beijos.

(Vitor Hugo Soares )

dez
26
Posted on 26-12-2009
Filed Under (Artigos, Vitor) by vitor on 26-12-2009

Marcio: no hospital em Salvador
marcio
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Sean: embarque para os EUA
sean
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ARTIGO DA SEMANA

SEAN E MARCIO: MENÍNOS SIMBÓLICOS DO BRASIL

Vitor Hugo Soares

O tempo do Natal e do Ano Novo é pleno de simbologias envolvendo crianças e sentimentos. O mundo nesta época, desde os primórdios do cristianismo, é mostrado como um território dominado por adultos poderosos e insensíveis, abastados e cruéis em eternas conspirações contra meninos inocentes.

O escritor britânico Charles Dickens emprestou, depois, genialidade às novelas natalinas, ao povoa-las de malfeitores de todos os tipos, mas em geral usurários capitalistas que atazanavam crianças inglesas e européias nos livros. Mais tarde, também, as americanas e brasileiras, quando suas histórias ganharam as telas do cinema e os palcos teatrais.

Faltava “o toque bem brasileiro”. A chamada “cor local”, que acaba de explodir em dimensão internacional nas historias reais de dois meninos no Brasil. No Rio de Janeiro, Sean Goldman, de 9 anos, que voou com o pai para os Estados Unidos, na quinta-feira. Na Bahia, o menino Márcio, de apenas dois anos, que teve mais de três dezenas de agulhas enfiadas em diferentes regiões do corpo, durante rituais de perversidades, no oeste do Estado, passa o fim de ano internado em um hospital público de Salvador, depois de duas cirurgias de alto risco. Deve passar por uma terceira nos próximos dias.

Como se vê, o Brasil acaba de mostrar ao mundo que também é o tal quando a questão é maltratar crianças. Superou-se até diante de outras nações – olha os ufanistas aí de novo. Produziu ao mesmo tempo dois episódios natalinos de arrepiar. Sean, o menino meio brasileiro e meio norte-americano acabou, por decisão do ministro presidente da Suprema Corte, Gilmar Mendes, partindo com o pai americano, em vôo fretado por uma poderosa cadeia de televisão americana, para a Flórida. Na Disney passará esses dias festivos, antes do encontro com a família do pai em New Jersey.

A viagem de volta de Sean, para o reencontro com seus avós paternos, mexeu até com a toda-poderosa secretária de Estado americano, Hillary Clinton. Ela vibrou com o veredicto de Gilmar Mendes: “Estou muito contente que Sean Goldman se reuniu com seu pai David Goldman , e que eles estão voando para Nova Jersey. Eu quero agradecer a todos que ajudaram a concluir este longo processo com sucesso, inclusive a muitos membros do Congresso e diversos partidos tanto daqui quanto do Brasil”, afirmou a secretária, em nota.

Também o senado norte-americano se meteu no caso. Em seguida à decisão do presidente do Supremo, que mandou a família brasileira – parte materna – devolver “de imediato” o garoto Sean ao pai norte-americano, a casa legislativa votou a suspensão do embargo que pesava sobre a exportação de centenas de produtos brasileiros para os Estados Unidos.

Só não se sabe ainda sobre as transformações na vida e nos sentimentos de Sean, que até aqui é o que parece interessar menos nessa história toda. Isso deve estar reservado para a abordagem do filme que se seguirá, seguramente sucesso de bilheteria. Ou série de TV na rede que patrocina o vôo de Sean com o pai para os Estados Unidos.

O segundo menino simbólico deste Natal incrível é o baiano Márcio, de dois anos e meio de idade, nascido na barriga da miséria nordestina, no seio de família paupérrima no oeste do baiano. A região é exaltada como “a nova fronteira agrícola do Estado” por políticos sevados na demagogia e no dinheiro público fácil.

De lá chega, neste fim de 2009, uma das histórias mais cruéis e horripilantes de qualquer tempo e de qualquer lugar, mesmo os mais primitivos. Também com repercussão mundial, mas sem as mesmas reações locais prontas e os discursos enfáticos dos donos do poder, da política e, muito menos dos escalões mais elevados do judiciário. Salva-se, no caso, a humanidade e o esforço competente e generoso dos médicos e servidores do hospital público Ana Néri, da capital baiana, para minorar os sofrimentos no corpo e na alma do menino ferido, além da tentativs incessante der salvar Marcinho dos sérios riscos que ainda corre para sobreviver.

Marcio teve o corpo perfurado por mais de 30 agulhas num suposto ritual de magia negra. Recurpera-se de duas cirurgias, a mais recente realizada na véspera do Natal. Ao todo, já foram extraídas 18 agulhas que estavam alojadas no coração, pulmão, intestino, bexiga e fígado do garoto. A criança será ainda submetida a uma terceira intervenção cirúrgica para a retirada de agulhas na coluna cervical.

O padrasto do menino, que confessou o crime, teve a prisão preventiva prorrogada pela justiça, juntamente com duas mulheres suspeitas de participar no alegado ritual macabro. O resto é esperança de um final feliz, como nas mais terríveis novelas deste período.

Feliz Natal para todos.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

dez
23
Posted on 23-12-2009
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 23-12-2009

Wagner: Decisão primeiro turno?
Jawagner

Deu na coluna

Seguem rendendo análises e polêmicas os resultados da mais recente pesquisa DataFolha sobre a corrida da sucessão presidencial, na qual qual a ministra Dilma Rousseff surpreendeu ao apertar o passo e encostar no tucano Jose Serra, que segue na frente, bem antes que os próprios petistas esperavam.

Em sua coluna desta quarta-feira na Tribuna da Bahia, o jornalistica político Ivan de Cartvalho lança o foco de suas avaliações sobre os resultados da mais recente pesquisa DataFolha em relação à corrida sucessória para o Palácio de Ondina, onde o governador Jaques Wagner planeja seguir morando por mais quatro anos.

Na análise festiva dos governistas os numeros da última pesquisa são bastante positivos e significaria a probabilidade de Jaques Wagner ser reeleito no primeiro turno, como assinala Ivan em seu texto que BP reproduz. Números de pesquisa, como se sabe, podem ser enganadores e cada candidato a governasr a Bahia sonha com eles a seu modo. Confira.
(VHS)

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OPINIÃO POLÍTICA

A PESQUISA DATAFOLHA E A BAHIA

Ivan de Carvalho

Na nova pesquisa do Instituto Datafolha, o governador Jaques Wagner, do PT, obteve 39 por cento das intenções de voto. O ex-governador Paulo Souto, democrata, atingiu o percentual de 24 por cento e o ministro Geddel Vieira Lima, do PMDB, ficou com 11 por cento.

Os petistas e os governistas em geral cuidaram de montar uma espécie de festa em torno desse resultado, usando como argumento principal o de que, somadas, as intenções de voto em Souto e em Geddel ficam abaixo (quatro pontos percentuais) do percentual alcançado pelo governador.

Na análise festiva dos governistas, isto significaria a probabilidade de Jaques Wagner ser reeleito no primeiro turno, deixando seus concorrentes, que vêm sustentando a tese de que o segundo turno é inevitável e, de várias formas, sinalizando que esse segundo turno será disputado entre Wagner e um de seus dois principais concorrentes, Souto ou Geddel.

Alguns procuram ainda fixar a tese segundo a qual o cenário político e, no centro dele, os eleitores, estão caminhando para uma polarização entre Wagner e Souto, o que no final levaria a um esvaziamento da candidatura de Geddel. Este é, aliás, o grande sonho dos governistas.

Já os Democratas, peemedebistas e tucanos (estes, na coligação de Paulo Souto) dão sinais claros de que, no que eles consideram um assegurado segundo turno, estarão todos juntos na oposição, apoiando Souto ou Geddel. A convenção do PMDB no domingo mostrou bem essa disposição, pois foi montada para ser uma demonstração de força do peemedebista e contou com as presenças de Souto, ACM Neto, bem como de tucanos emplumados e do senador e ex-governador César Borges, presidente estadual do PR e candidato à renovação de seu mandato no Senado. Borges é hoje um fator importante na equação sucessória.

Enquanto os petistas e governistas em geral “comemoram” os números da pesquisa, o líder da oposição na Assembléia Legislativa, Heraldo Rocha, faz o mesmo. Trata, aliás, de montar o mesmo tipo de festa no lado oposicionista, argumentando que os números do Datafolha, ao contrário do que dizem os governistas, a estes desfavorecem, enquanto favorecem a oposição.

Heraldo Rocha afirmou que Wagner, se teve uma ascensão, foi tímida o suficiente para não “ultrapassar a margem de erro” da pesquisa, se comparados os seus 39 por cento com o percentual obtido por ele em outra pesquisa do mesmo instituto, realizada em abril. Teria, assim, o governador, segundo o líder da oposição, “batido no seu teto de votos”. O que pode ser um exagero, ou uma ousadia, mas tem o significado real de que cada ponto percentual a ser conquistado por Wagner a partir disso exigirá tanto esforço quanto carregar pedras.

Já para Souto, espaços mais acessíveis estariam abertos, o que estaria demonstrado por sua escalada de sete pontos percentuais entre a pesquisa de abril e a de agora. Heraldo Rocha atribui, pelo menos em grande parte, o percentual superior de votos de Wagner à “farra das propagandas de auto-promoção” e avisa que em abril isto acaba, por lei, enquanto no período da propaganda eleitoral gratuita pelo rádio e televisão as oposições terão os meios que não têm agora para o contra-ataque.

dez
23

De Sanctis: um juiz de bem
juiiz
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Deu no Blog do Azenha (Vi o Mundo)

Lições de processo penal, conforme ensinamentos dos sábios advogados do banqueiro. Leitura obrigatória para qualquer estudante de direito:

1) Quando a coisa apertar no Juiz de primeira instância, promova uma campanha de difamação contra ele na imprensa, pague lobistas, jornalistas e assessores de imprensa para dizerem que o Juiz é isso ou aquilo, lance suspeição sobre casos passados, assassine reputações, utilize sites de assessoria jurídica para reforçar as teses e depois vá a qualquer tribunal superior e alegue suspeição do magistrado. A suspensão do processo é líquida e certa.

2) Se o Juiz de primeira instância estiver julgando rápido, estiver convicto dos crimes, entupa o escaninho dele de petições. 100, 200, 300, 600, não importa, desde que sejam muitas. Alguma delas o Juiz não vai conseguir responder adequadamente, alguma delas será esquecida na mesa de um assistente qualquer, e basta isso para que se diga que o Juiz não respeitou o direito de defesa. Depois, vá aos tribunais superiores e pronto. Direito de defesa assegurado, juiz sob suspeição, caso encerrado.

3) Quando quiser alegar cerceamento de direito de defesa, é fácil: plante em um ou dois veículos de imprensa amigos a história de que entre as provas está uma agenda telefônica de alguém com dados comprometedores sobre qualquer coisa. Depois, diga ao Juiz de primeira instância que você não está achando essa informação, mas que o dado “saiu na imprensa” e que constaria entre as provas. Peça para o Juiz mandar escanear todas as dezenas de milhares de páginas do processo, copiar não sei quantas vezes todos os CDs e DVDs, passar para um pendrive todos os arquivos eletrônicos, e se possível peça isso para o dia seguinte. O Juiz certamente vai dizer que isso é desnecessário ou protelatório. Vá então ao STF e peça para que um ministro qualquer mande colocar tudo em um caminhão e mandar para Brasília. É garantia de sucesso.

4) Quando a coisa estiver feia mesmo, lembre-se que acima do Supremo há ainda o Conselho Nacional de Justiça, que é um Supremo de um homem só. Ali pode-se resolver qualquer parada, desde uso de algema até suspeição de juiz.

5) Na semana que começarem a ouvir testemunhas e suspeitos dos crimes praticados, sobretudo se o crime for lavagem de dinheiro e evasão de divisas para fundos Anexo IV, é fundamental soltar na imprensa camarada umas notinhas do tipo “as provas foram mal interpretadas” ou “misturaram fundos brasileiros com estrangeiros” ou ainda “nossos advogados, fulano e ciclano, garantem que todos os cotistas estarão protegidos pois atestarão que nunca fizeram nenhum depósito no fundo de Cayman”. Enquanto o ser humano não desenvolve a habilidade da telepatia, essa é a melhor forma de combinar depoimento.

6) Aproveite, sempre, a época do recesso do Judiciário para entrar com pedidos de habeas corpus ou liminares. O recesso acontece duas vezes ao ano, em um total de quatro meses por ano, então a chance de conseguir aproveitar uma data festiva dessas é de 25%. É nessa época que as decisões são tomadas por um homem só, que fica mais fácil falar com o juiz, desembargador ou ministro, e conseguir uma canetada com pelo menos dois meses de validade.

7) Não se preocupe se a lógica disser que todas essas medidas são absurdas. Você está no Brasil. Aqui, há independência entre os poderes, desde que a independência seja o Judiciário dar palpite em tudo, o Legislativo é dependente do bolso de alguém e o executivo tem ministros bananas que ou dão guarida às teses dos bandidos plantadas pela imprensa amiga, sobretudo no caso envolvendo maletas de espionagem, ou são bananas a ponto de abaixarem a cabeça para o auto-proclamado “chefe” do Judiciário. E o presidente? Ah, se você der sorte, o presidente terá 75% de aprovação e estará sem nenhuma vontade de colocar a mão nesse vespeiro.

http://www.viomundo.com.br/

dez
22

Daniel Dantas: presente de Natal
Ddantas
Deu no Terra Magazine

Walter Maierovich

O Superior Tribunal de Justiça, –por decisão cautelar do ministro Arnaldo Esteves Lima, da 5ª Câmara, (1) suspendeu as apurações policiais relativas à Operação Satiagraha, (2) afastou o juiz Fausto de Sanctis e (3) paralisou todos os atos investigatórios e processuais em curso.

No jargão popular, “colocou-se tudo no congelador”. Tudo paralisado, no interesse do potente banqueiro Daniel Dantas, já condenado à pena de 10 anos de reclusão e mais R$12 milhões de multa patrimonial por consumada corrupção.

Por coincidência, a decisão judicial faz recordar uma certa interceptação telefônica referente à “quadrilha” do banqueiro Dantas, que, num restaurante da capital de São Paulo e com tudo filmado e gravado, quis corromper a polícia federal.

Da referida interceptação constou que Daniel Dantas apenas temia os juízes de primeiro grau, instância inicial. Nos tribunais superiores, acertava tudo.

O ministro Arnaldo Esteves Lima errou e minou, com a sua decisão, a segurança social, pública. Suspender toda a atividade policial diante de um oceano de indicativos de crimes graves, representa, no mínimo, um ato temerário, data vênia. Uma inversão tumultuária, contra o prevalente interesse público e à luz de veementes indícios de gravíssimos crimes.

Em outras palavras, com habeas corpus canhestro conferido a Daniel Dantas pelo ministro Gilmar Mendes, e confirmado por voto do relator Eros Grau, ambos do Supremo Tribunal Federal (STF), só faltava parar com a investigação e o processo. E Daniel Dantas, com a liminar do ministro Arnanldo Esteves Lima, conquistou, embora provisoriamente, um “bill” (declaração) de indenidade.

Afastar um juiz cautelarmente por suspeição, tudo bem. Mas, não colocar outro no lugar, em substituição e para tocar atos urgentes, só favorece o infrator, ou melhor, a criminalidade operada pelos potentes.

Mais uma vez, Daniel Dantas obtém sucesso na Justiça.

Pano Rápido: Um pequeno aviso. Não estamos mais no tempo do obscurantismo. Portanto, decisão judicial pode ser comentada e criticada. Num Estado democrático, a decisão judicial tem de ser cumprida, mas não está imune à crítica.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

http://maierovitch.blog.terra.com.br/

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