fev
06


=======================================
O guitarrista britânico Gary Moore foi encontrado morto este domingo num quarto de hotel da Costa do Sol, na Espanha, onde tinha chegado no dia anterior.

Gary Moore, que ficou conhecido pelo tema Still Got the Blues e pelas suas participações em grupos como os Thin Lizzy e os Skid Row morre aos 58 anos. O músico nasceu em Belfast, na Irlanda do Norte, a 4 de Abril de 1952.

Após uma primeira observação, não foram encontrados sinais de violência no cadáver do guitarrista, indicaram responsáveis do governo regional de Málaga.

O músico iniciou a sua carreira nos anos 60 e, em 1970, juntou-se aos Skid Row, tendo depois feito parte dos Thin Lizzy, antes de se lançar numa carreira a solo, onde o seu maior êxito foi Still Got the Blues, de 1987.
(Informações do portal europeu TSF ( Portugal)


===============================================================
BOM DIA!!!

fev
05
Posted on 05-02-2011
Filed Under (Crônica, Janio) by vitor on 05-02-2011


Dilma e Lula:diferenças de estilo
===================================================
CRÔNICA/DIFERENÇAS

SERÁ QUE DILMA AGUENTA?

Janio Ferreira Soares

Um mês e pouco depois de Dilma Rousseff assumir a presidência, observa-se uma estranha calmaria nas falas de Bonner e Fátima, nas páginas das folhas e nos bares do País, a ponto de meu filho, Juca, 14 anos de games, guitarras e metade-da-vida-vendo-Lula-todo-dia-na-tevê me perguntar se ela já tinha tomado posse.

Depois da confirmação e da tentativa de esclarecimentos (“cada um tem seu estilo, o dela é assim mesmo…”), ele deu de ombros como quem diz: “ela é que sabe”, que apesar de não ter nada a ver, soou mais ou menos parecido com o “Fernando Henrique começou assim”, chantagem das mais rasteiras proferida recentemente pelo deputado federal, Paulinho da Força.

Pensando bem, o quê o nosso inolvidável sindicalista queria? Que uma mulher criada na disciplina paramilitar continuasse por aí interpretando Dilma da Silva, personagem bolada e esculpida pelas experimentadas mãos do publicitário João Santana?

Que de repente ela incorporasse o estilo “caboclo conciliador de todos os credos” que baixava em Lula toda vez que ele se via diante de um agrupamento de pessoas ou de algum pepino? Portanto, nada mais normal que a presidente, fazendo jus à fama pregressa de técnica linha dura, aposente a capa cheia de estrelas – e o cinto de cometas – e retome a identidade da velha Rousseff de guerra que fora aprisionada no baú dos interesses eleitorais, quando nada, para dar um belo susto nos milhares de paulinhos que conspiram por aí.

Até agora o grande barato dessa diferença de estilos entre criador e criatura é observar as feições assustadas dos velhos viciados de sempre, uma vez que todos esperavam tetas ainda mais turbinadas jorrando o doce líquido que os sossega e os sacia. Por conta disso eles estão chorando ameaças e querendo colo. Resta saber se o espírito maternal de Dilma é o daquelas mães que deixam o bebê se esgoelando no berço até parar o dengo e cair na real, ou se ela é daquelas que não aguentam pressão e acordam no meio da noite para dar de mamar “ao fofo do Paulinho da mamãe!”. Segure a onda, presidente.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura e Turismo de Paulo Afonso, na margem baiana do Rio São Francisco


========================================================
Blogbar do Fontana – Nos balcões dos bares da vida

RIACHÃO – HUMANENOCHUM

CARAVELS – 2000

Música – “Vá Morar Com O Diabo” (Riachão)

BOM DIA!!!

(VHS, com garimpagem e sugestão do poeta Luiz Fontana, editor do Blogbar do Fontana, que enxerga longe, mesmo no meio do maior apagão)

fev
05
Posted on 05-02-2011
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 05-02-2011

==============================================================

OPINIÃO POLÍTICA

O OUTRO APAGÃO

Ivan de Carvalho

Durante o apagão elétrico no Nordeste, os que ancoravam a difícil cobertura do incidente na Rede Bandeirantes (cobertura que, vale o registro, as demais redes de televisão aberta captadas em Salvador estranhamente quase ignoraram enquanto ele ocorria) faziam referência freqüente a um “outro apagão” – o das “autoridades” ou “fontes oficiais” que poderiam informar a população sobre o problema, mas haviam-se posto fora de contato.

Bem, certamente ocorreu aí uma falta de respeito, não tanto aos veículos de comunicação social, ainda que também a eles, mas à população brasileira e especialmente aos pelo menos 30 por cento de cidadãos brasileiros que habitam no Nordeste e na parte do Norte atingida pelo blecaute.

As pessoas foram deixadas duplamente nas trevas, sem a capacidade de tentar fazer um planejamento pessoal mínimo para enfrentar o apagão, por sequer terem uma estimativa do governo – ao menos das autoridades da área elétrica – sobre as perspectivas de normalização, no tempo e lugares, do fornecimento de energia. Pessoas, indústrias e centros industriais, transportes e sistemas de controle de trânsito, hospitais precisavam desesperadamente de esclarecimentos de emergência que ninguém apareceu para dar. Ou todos se esconderam para não dar.

Não é este, no entanto, o “outro apagão” a que pretendia me referir ao escolher o título para estas linhas. A idéia veio de um dos fatos produzidos pelo apagão elétrico. No presídio Aníbal Bruno, em Recife, houve por conta da escuridão um tumulto que resultou na morte, à facadas, do preso Thiago Henrique Moraes da Silva, enquanto outro preso, Alexandre Gomes da Silva, ferido, foi levado a um hospital. A teoria das autoridades prisionais é de que aproveitaram-se as trevas para executar o preso que já estava marcado pelos “colegas” para morrer.

E é exatamente aí que se insinua à denúncia e ao exame a sombra sinistra do “outro apagão”. Assumiu recentemente a presidência da República a presidente Dilma Rousseff (ela ainda insiste em presidenta, não tanto por vontade própria, mas por disciplina quanto a seguir as orientações do seu marketing político) com um discurso de defesa verdadeira (não fingida e seletiva, como é quase a praxe) dos direitos humanos, tanto internamente quanto internacionalmente.

A iraniana Sakineh não pode ser apedrejada. Malvadezas em Cuba, na Coréia do Norte, na China, em Guantánamo não podem ser ignoradas. O Brasil respeita o princípio da autodeterminação dos povos, mas isto não significa a liberação da autodeterminação de governos criminosos para agirem à vontade, com o aval de nossa omissão diplomática e política ou até, como já aconteceu – caso Cuba – com a aprovação evidente da Presidência da República do Brasil.

Mas ao levantar a vista para olhar essas próximas ou distantes paragens planetárias, não temos o direito de continuar ignorando o “outro apagão”, que está sob os nossos pés, e mais uma vez insinuou sua sombra terrível no incidente do presídio Aníbal Bruno, em Recife.

É que na quase totalidade dos presídios brasileiros, onde apodrecem os presos comuns, homicidas, latrocidas, estelionatários, estupradores (estuprou, vai ser vítima de violência sexual no presídio, mas, se não estuprou, provavelmente será também, e tudo com o consentimento tácito das direções dos presídios), ladrões de galinha e até alguns inocentes condenados por equívoco judicial, os direitos humanos são teoria sem prática e a punição, por causa do desrespeito a esses direitos, vai muito além da pena estabelecida em sentença.

Há um permanente apagão dos direitos humanos no sistema prisional brasileiro. E isso é, infeliz e incrivelmente, considerado normal pelas autoridades diretamente responsáveis pelo setor, que nem por isto são enquadradas pelas autoridades superiores. Esta concepção de normalidade é o mais aterrador – a parte mais escura – desse “outro apagão”.

fev
05
Posted on 05-02-2011
Filed Under (Artigos, Vitor) by vitor on 05-02-2011


O Cão do Segundo Livro (gravura)…
=======================================================

…e Salvador na escuridão
=====================================================
ARTIGO DA SEMANA

A NOITE DO APAGÃO NO NORDESTE

Vitor Hugo Soares
Seis minutos da sexta-feira, 04, na Bahia. Um “apagão” inesperado da luz elétrica em noite de céu límpido e sem tempestades, deixa Salvador e mais sete capitais nordestinas nas trevas do breu. É o “Cão do Terceiro Livro que se prepara para fazer das suas” – como dizia um querido colega da UFBA. Além de atrapalhar o cochilo da presidenta Dilma Rousseff, em Brasília, neste sonífero começo de governo, e dar calafrios e pesadelos no ministro Lobão, das Minas e Energia.

Começa assim a “madrugada de cão” da Bahia ao Ceará, passando pela capital federal. Mas, a alegre temporada de verão em curso – até no governo e na política – nem de longe indicava que o diabo iria se soltar dali a minutos, como se verá no correr destas linhas.

Na pista do aeroporto , o avião com Jaques Wagner (PT) a bordo, se preparava para levantar voo com destino à Europa, onde neste sábado, em Paris, “a Bahia será homenageada pela Federação Internacional de Judô (FIJ) por ter sido escolhida como sede do Campeonato Mundial de Judô por Equipes em 2012”. O governador do Estado decidiu ir pessoalmente receber a honraria.

Vale lembrar, por factual e oportuno, que a notícia da escuridão no Nordeste chegou ontem a outro governador da região sob trevas, Cid Gomes (PSB), do Ceará, quando este já pousara há dias em solo europeu, em “viagem de observações e contatos”. Mas não percamos de vista as lambanças do diabo na madrugada de sexta-feira.

No Centro de Exposições de Salvador, bem nas proximidades do aeroporto, o apagão desnudou outro oceano de contraste na terra onde “todo absurdo, por maior que seja, tem precedentes”, segundo garantia, há tempos, o sempre lembrado governador Octávio Mangabeira.

A escuridão quase completa e suas conhecidas – mas nunca evitadas consequências -, se abateram sobre a capital e o interior, quando a multidão esperava o começo do show da estrela Ivete Sangalo, principal e mais aguardada atração da noite no Festival de Verão de Salvador. Megaevento musical “marcado pela mistura”, segundo anuncia a propaganda dos organizadores da festa que virou marco do calendário baiano e nacional do verão, ponto de encontro do público com suas “celebridades”.

Um mar de tranquilidade (garantida por mais de 700 agentes mobilizados das polícias Civil e Militar e número não sabido de seguranças particulares) na Salvador inquieta com os índices crescentes de violência e o tráfego de veículos cada dia mais caótico e estressante. A apresentação de Ivete atrasa por mais de uma hora. A luz não volta, mas a festa é garantida pelos geradores disponíveis no evento milionário.

Ali, tudo é um aparente paraiso na terra. Ou mar de tranquilidade, prazer, alegria… E indiferença com o que acontece fora dos cercados da festança. O público e as celebridades, misturados com políticos, administradores e homens de negócios e de comunicação, se esbaldam Como na festa da Gávea na apresentação de Ronaldinho Gaúcho à torcida do Flamengo, há poucos dias, enquanto ali bem próximo se ouvia os gritos de desespero e pedidos de socorro, na maior “tragédia natural” da história do Rio.

As explicações oficiais são as de sempre – em apagões como nas inundações. Pipocam aqui e além. No caso de ontem, temos o arrazoado da direção da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (CHESF), em nota lavrada no linguajar típico dos comunicólogos de plantão quando se misturam com os tecnocratas da vez no poder.

De prático mesmo, só uma suspeita no lugar da informação verdadeira esperada. A de que tudo pode ter começado com um problema na subestação Luiz Gonzaga, da Chesf, em Pernambuco, a que se teria seguido “a participação da mão humana”, como disse o ministro. E a partir daí, falhas de operações em cascata, que derrubaram praticamente todo o sistema de abastecimento de energia do Nordeste.

Em síntese: coisas que mais confundem do que explicam, a exemplo da entrevista coletiva desta sexta-feira do ministro das Minas e Energia, Edison Lobão. O ministro não conseguiu explicar por que um problema tão previsível, – e que deveria ter sido isolado de imediato como medida preventiva para “não contaminar o resto do sistema Chesf”-, como afirmou o senador petista baiano, Walter Pinheiro, que entende do assunto e falou o que pensa na Radio Band News. Papel crítico que deveria ter sido exercido por algum representante da oposição. Estes, provavelmente dormiam a sono solto.

Agora o bode com figura de diabo está solto. O governo seguramente fará tudo para deter o bicho, até para impedir que mais dúvidas sobre a real confiabilidade do sistema elétrico nacional se propaguem. Lobão afirmou que a presidenta Dilma Rousseff foi avisada por ele do desastre durante a madrugada. Dilma disse que soube de tudo pela Internet, e mobilizou Lobão, a quem cobrou providências e informações confiáveis.

Pelo estresse do ministro na coletiva é mais que provável que a presidenta não tenha dormido mais, nem deixado ninguém do governo dormir, depois da má notícia procedente da região que mais deu votos para a eleição da sucessora de Lula, primeira mulher a governar o Brasil.

Nem é preciso apurar o olfato para sentir que há forte cheiro de enxofre no ar.

A conferir.

Vitor Hugo Soares – E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

fev
05


————————————————
Para Maria Olivia neste 05 de fevereiro 2011:
Soneto de aniversário

Passem-se dias, horas, meses, anos
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos.

Faça-se a carne mais envilecida
Diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida.

Queira-se antes ventura que aventura
À medida que a têmpora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura.

E eu te direi: amiga minha, esquece….
Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece.

Vinicius de Moraes
===========================================
Nota: Vamos cantar aquela musiquinha pra celebrar essa data tão querida por nós. Maria Olivia, a que luta, cuida, ama, se entrega, defende, combate, atreve-se, pinta e borda!!!! VIVA ELA!!!!!
Beijos de Regina, Gabee, Chloe e Pablo
( De Belmont, na área da baia de San Francisco, Califórnia (USA
)
===========================
E o abraço de parabéns de todos que a amam e admiram no BP e na vida.
(Vitor Hugo e Margarida)
=========================================


=======================================================
Uma noite boa, sem apagão, para todos os que curtem o BP.

(Gilson Nogueira)


===================================
DVD “MINHA VIDA MEU FORRÓ”. de Adelmário Coelho, gravado na Bahia.

BOA NOITE

(VHS)

fev
04
Posted on 04-02-2011
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 04-02-2011


Dias de revolta no Egito
======================================================

OPINIÃO POLÍTICA

A complicada queda de um ditador

Ivan de Carvalho

Em política, poucas coisas são tão gratificantes quanto a queda de um ditador. Isto não elimina o fato de que política é uma coisa muito complicada nem a possibilidade do que, intrinsecamente, é um acontecimento desejável, resultar, logo dobrada a esquina, em uma situação mais tormentosa ainda que a eliminada.

Pouco depois de iniciados os protestos populares no Egito contra o governo de 30 anos (mandatos sucessivos obtidos em eleições controladas) do presidente-ditador Hosni Mubarak, escrevi sobre o assunto neste espaço, assinalando que uma das hipóteses que se abriam com a possibilidade do fim da Era Mubarak seria a de que a mudança política no Egito – a mais populosa nação árabe e limítrofe de Israel, o que a torna um elemento crítico para a paz na região e no planeta – poderia resultar numa instabilidade político-militar e diplomática de grande amplitude. E de agravamento progressivo, mas acelerado, vale a pena acrescentar agora.

No momento, o que era, quando fiz a mencionada abordagem do tema, uma possibilidade, já se tornou uma certeza – logo chegará ao fim a Era Mubarak, iniciada em seguida ao assassinato do ex-presidente egípcio Anwar Sadat, que deflagrou uma guerra contra Israel e não a venceu, mas ganhou posição na opinião pública árabe para ser capaz de assinar um acordo de paz com este país, atraindo para acordo semelhante a Jordânia (outro país essencial no conflito regional por ser também limítrofe de Israel).

A questão urgente neste momento não é quantos e quais erros (foram muitos) cometeu Mubarak no poder. Ele vai sair e a história resolverá isso algum dia, bem como julgará a importância que teve no processo de manutenção do que, tenho certeza, é um estado de paz provisória na região. Uma paz destinada a ser profunda e totalmente quebrada em futuro talvez não distante. É o resultado da rebelião, é se ela levará ao fim da paz.

Entre as muitas questões envolvidas nos acontecimentos que se desdobram agora no Egito (com os gigantescos protestos de rua e os não menos intensos conflitos entre contestadores e simpatizantes de Mubarak), duas me parecem as mais importantes. Uma, a questão dos direitos humanos, uma ferida profunda na sociedade egípcia e, aliás, não raro com muito mais intensidade, em todos os países árabes e na quase totalidade dos países, incluindo não árabes, nos quais prevalece a religião islâmica.

No Egito, as instituições islâmicas não têm responsabilidade por isto, como não tinham no Iraque e não têm na Turquia, no Cazaquistão ou mesmo no Paquistão. Mas têm tudo a ver – não a doutrina do Corão, mas as instituições que orbitam em torno dele e o interpretam à sua própria maneira e à dos seus interesses – com regimes absurdos como o que domina o Irã ou o que dominou o Afeganistão no tempo dos talibãs. E muito a ver com o que acontece na Líbia, no Sudão e em dezenas de outros países asiáticos e africanos.

A outra questão: o grande perigo que há no Egito de agora é que, depois do anúncio de Mubarak de que terminará seu mandato em setembro e não buscará outro e das garantias de seu governo de que o filho dele, Gamal, não será candidato à sucessão do pai e de que de setembro poderá até haver uma antecipação da mudança para agosto, a mobilização de oposição sinta-se forte o suficiente (já vem dando sinal dessa crença) para transformar em realidade o grito de “Mubarak, saia já”.

Então, não haveria clima para preparar uma “transição ordenada”, mas para uma revolução talvez incontrolável, na qual os manifestantes insatisfeitos com a falta de empregos, a desigualdade social e a economia decadente podem ser instrumentalizados por facções políticas e religiosas que, no poder, cuidariam de por em prática o que têm na cabeça – incendiar o mundo árabe e mais algumas nações islâmicas contra Israel, que, suspeita-se, tem cerca de 200 bombas nucleares.

Então…

Pages: 1 2 ... 1913 1914 1915 1916 1917 ... 2064 2065

  • Arquivos

  • Fevereiro 2019
    S T Q Q S S D
    « jan    
     123
    45678910
    11121314151617
    18192021222324
    25262728