jul
27
Posted on 27-07-2010
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 27-07-2010


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A questão do aborto é o tema do artigo do colunista político Ivan de Carvalho na Tribuna da Bahia, que Bahia em Pauta reproduz. Os três principais candidatos a presidente da República – José Serra, Dilma Rousseff e Marina Silva – têm afinal fixada posição clara sobre o aborto, um dos temas que mais estão sobressaindo no debate desse início de campanha eleitoral e, mais do que isto, um dos temas sobre os quais o governo, o Congresso e a sociedade poderão ter que se posicionar no próximo quatriênio. Confira.

(VHS)

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OPINIÃO POLÍTICA

Aborto:candidatos fixam posições

Ivan de Carvalho

Os três principais candidatos a presidente da República – José Serra, Dilma Rousseff e Marina Silva – têm afinal fixada posição clara sobre o aborto, um dos temas que mais estão sobressaindo no debate desse início de campanha eleitoral e, mais do que isto, um dos temas sobre os quais o governo, o Congresso e a sociedade poderão ter que se posicionar no próximo quatriênio.

Importa – para que o eleitorado possa considerar esse tema essencial com o necessário conhecimento de causa quando for dar seu voto, em outubro – registrar aqui, bem como em todos os lugares possíveis, as posições de cada um dos três principais candidatos a respeito.

Começando por Marina Silva, do PV, evangélica sem contestação. Ela declarou que é contrária ao aborto. Sofreu então ataque intenso no sentido de que é conservadora (?!). Não sei se os atacantes queriam acusá-la de conservadora por ser a favor da conservação da vida humana. Mas Marina sentiu o ataque, manteve a posição pessoal, mas acrescentou uma concessão: admite, se o Congresso assim decidir, a realização de um plebiscito, no qual o eleitorado do país decidiria se o aborto deve ser descriminalizado (liberado) ou não.

Nesse plebiscito, evidentemente, ela poderá, querendo, fazer campanha para que os eleitores digam não à liberação do aborto. Se estiver na presidência da República, sua posição terá grande influência. Mas aborto é, na prática, homicídio cruel de ser humano inocente e indefeso. Será que Marina admitiria um plebiscito para o eleitorado decidir se os homicídios em geral serão liberados ou não?

Dilma Rousseff. Eu a vejo como totalmente favorável à liberação do aborto. Prova: em sabatina no jornal Folha de S. Paulo, em 2007, Dilma defendeu a descriminalização do aborto. “Acho que tem de haver descriminalização do aborto. No Brasil, é um absurdo que não haja, até porque nós sabemos em que condições as mulheres recorrem ao aborto. Não as de classe média, mas as de classe mais pobres deste país”, disse. Mais claro do que isso, só a luz de uma bomba nuclear ou a palavra de Deus – “Não matarás”. E ela agora (antes não) diz que é cristã e católica.

Mas depois de declarar isso, Dilma Rousseff foi lançada por Lula candidata do PT a presidente da República. O governo Lula tem um ministro da Saúde, José Carlos Temporão, que defende a liberação do aborto, considerando-o uma “questão de saúde pública”, mesma tese do presidente Lula, segundo revelou Dilma. E o programa do PT, por decisão do 3º Congresso do partido, defende a descriminalização do aborto.

Em 2007, Dilma alinhou sua posição pessoal com a do governo do qual participava e a posição oficial do PT. Depois disso, foi lançada candidata a presidente. Seu programa de governo, registrado no TSE, era claramente favorável à descriminalização do aborto, provocando forte reação da Igreja Católica e de muitos evangélicos. Ela então tratou de esconder o que é ruim, isto é, camuflar o que lhe ameaçava criar problemas eleitorais. Mudou o programa. E disse: “Eu sou a favor da vida em todas as suas dimensões e todos os seus sentidos. Sou a favor da preservação da vida”, declarou na semana passada. Parece claro, mas não é. A vida do ser humano no ventre materno, a vida da mãe, arriscada nos abortos clandestinos? Claro seria se ela dissesse: “Sou contra a descriminalização do aborto”. Mas isto ela não disse.

A clareza total ficou com o tucano José Serra. No dia 21, eliminou qualquer dúvida. Serra disse que a legalização do aborto prejudicaria programas de prevenção à gravidez indesejada. “Dificultaria o trabalho de prevenção, como no caso da gravidez na adolescência, que é um assunto muito grave. Vai (ter) gravidez para todo o lado porque (a mulher) vai para o SUS e faz o aborto”, disse.

O candidato José Serra acrescentou que a liberação do aborto promoveria uma “carnificina” no país. “Considero o aborto uma coisa terrível”, afirmou, em sabatina promovida pelo jornal Folha de S. Paulo e pelo portal UOL.

jul
26

Pesquisas: além dos aviões

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O conflito de resultados nas pesquisas eleitorais dos principais institutos do País, flagrantemente verificado nos mais recentes levantamentos divulgados por VOX POPULI e DATAFOLHA, é o tema do artigo desta segunda-feira do colunista político Ivan de Carvalho na Tribuna da Bahia, que Bahia em Pauta reproduz.As discrepâncias nos números recolhidos pelos dois destacados institutos especializados são tão gritantes e estranhas que dá para desconfiar de que, neste quesito crucial das campanhas eleitorais, existe algo no ar além dos aviões de carreira.

(VHS)

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OPINIÃO POLÍTICA

Números federais e estaduais

Ivan de Carvalho

1. A pesquisa Datafolha divulgada no fim de semana entra em conflito total com a sondagem de opinião eleitoral realizada pelo Instituto Vox Populi. Este acabara de atribuir, na sexta-feira, 41 por cento das intenções de voto a Dilma Rousseff, do PT e a candidata governista, 33 por cento a José Serra, do PSDB e oposicionista e oito por cento a Marina Silva, do PV e também oposicionista. Dilma teria oito pontos percentuais de vantagem sobre Serra nas intenções de voto.

Então vem o Datafolha e estabelece o conflito dos números: confere a José Serra 37 por cento das intenções de voto e a Dilma Rousseff, 36. Um ponto a favor de Serra, ou, para quem preferir, o chamado “empate técnico”. Na pesquisa anterior do Datafolha, no mês passado, Serra e Dilma também empataram, na ocasião, ambos com 37 por cento das intenções de voto, enquanto o Vox Populi, também em sua pesquisa anterior, divulgada no dia 29 de junho, dava 40 por cento a Dilma Rousseff e 35 por cento a José Serra.
Em relação a Marina Silva, a última pesquisa Vox Populi atribui oito por cento, exatamente como na pesquisa anterior do mesmo instituto, coisa bastante diferente dos 12 por cento de intenções de voto que o último Datafolha atribui a Marina.

2. O Datafolha (do grupo Folha de S. Paulo e em parceria com a TV Globo) pesquisou a Bahia e atribuiu 44 por cento das intenções de voto ao governador Jaques Wagner, do PT, 23 por cento ao ex-governador democrata Paulo Souto e 12 por cento ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, do PMDB. Luiz Bassuma, do PV e Professor Carlos, do PSTU, apareceram com um por cento, cada. Cinco por cento dos eleitores disseram que votarão nulo ou em branco e 14 por cento não quiseram responder.

Por esses números, o governador Jaques Wagner tem a possibilidade de vencer sem necessidade de disputar um segundo turno. Os candidatos de oposição podem alegar, no entanto, que tais números tendem a sofrer grande mudança e que as posições atuais se devem a um período de muitos meses em que as oposições estiveram quase sem voz, com exposição modesta na mídia, enquanto o governador, sob este aspecto, foi beneficiário de intensa propaganda de seu governo.

Este fenômeno estaria encerrado por força da lei eleitoral, que não permite a propaganda oficial no período eleitoral, mas somente a propaganda eleitoral, regulada por lei, e na qual o governador e os dois principais candidatos da oposição têm condições similares de comunicação com o público pelo rádio e televisão, bem como por outros meios de propaganda. Quanto a Luiz Bassuma, pode conquistar pontos junto ao eleitorado à medida que a campanha de Marina Silva cresça, apesar do pouco tempo que ambos terão nos programas gratuitos de rádio e televisão. Um crescimento apreciável de Bassuma é considerado por alguns políticos como importante para assegurar a realização de segundo turno na Bahia.

jul
24
Posted on 24-07-2010
Filed Under (Aparecida, Crônica) by vitor on 24-07-2010

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Vó Maria, viúva de Donga chefe da Polícia, no abraço de Fernando Pamplona do Salgueiro. De vermelho, o agora saudoso Fausto Wolf, o lobo do uísque. De blazer, o escritor Arthur José Poerner entre o chargista Chico Caruso e ao fundo o sorridente anfitrião João Sérgio Abreu, que é produtor cultural. De dedo em riste, o poeta Tavinho Paes. A foto é mais uma de uma documentação antropológica das bivandas da vida, na Plataforma, Leblon…
(DEU NO CORREIO DA LAPA)
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CRÔNICA/ MULHER-RIO

VÓ MARIA E AS MULHERES FORTES

Maria Aparecida Torneros

A noite da Lapa, uma quinta-feira, a voz entusiasmada da “coleguinha” que nos emociona sempre: Tania Malheiros. O samba corre solto, de Carmen Miranda a Donga, quando Vó Maria sobe ao palco e canta junto com a Tania, o primeiro samba gravado oficialmente, “Pelo telefone”. Ela é uma mulher forte, tem 99 anos, viúva de Donga, plena de bênçãos, aplaudidíssima, nos comove, intensamente.

Um momento memorável, claro, um presente de Deus, como declarou Tania, enquanto sambávamos e curtíamos mais uma noite na Lapa carioca. Aí, cerca de meia-noite, cedo ainda, voltei pra casa, como uma Cinderela, pensei antes de que meu táxi virasse “abóbora”, que faço parte do elenco dessas mulheres fortes.

Durante o show, comemoramos o aniversário da Eliane, jornalista e fotógrafa, a que escala pedras e montanhas, nas horas vagas, mãe da Maria Clara, adolescente que vi pequenininha, e que já começa a trilhar os caminhos femininos da independência. Reencontrei muitas outras amigas de profissão e de vida, o momento era de confraternização, algumas eu conheço há 40 anos, como a Sandra Chaves, intensa e presente, ou a Gloria, que me avaliou com lucidez o fim do Jornal do Brasil, ali, no calor da música, com a consciência de uma profissional responsável. Sonia, uma ex-aluna de faculdade e colega de tantos momentos de trabalho, Beth, antiga companheira de muitos percursos na estrada do jornalismo, Sandra Peleias, outra que dividiu comigo diversas incursões no mundo tanto da comunicação como da política.

E na berlinda, nos coroando com sua Luz, Vó Maria, ao lado de Tânia Mallheiros, cantando: O chefe da polícia pelo telefone manda me avisar!

Já em casa, lembrei mais, de uma outra mulher forte que me cantava essa música quando eu era menina e me contava que nos idos de 1911 e 12, ela ia dançar junto aos brasileiros, na praça XI, exatamente esse samba.

Minha avó Carmen Torneros, que chegou da Espanha em 1910, se reunia aos imigrantes para aprender sobre a cultura brasileira e o tal lugar era reduto dos afro-descendentes, que iniciavam um movimento chamado oficialmente de “samba”, o qual atraía portugueses, espanhóis, italianos, etc, para miscigenar histórias e sentimentos, num Rio de Janeiro que era a capital do Brasil, no início do século XX.

Prazer inenarrável participar do show da Tania na noite da Lapa, exatamente, numa quinta-feira, 22 de julho, com a presença de Vó Maria e tantas outras mulheres fortes…

Cida Torneros é jornalista e escritora. Mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Mulher Necessária.

 

jul
24
Posted on 24-07-2010
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Salvador, Sec. XIX: área portuária (Comércio)

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DEU NO TERRA (ELEIÇÕES 2010)

ELEIÇÕES NA HISTÓRIA

Rosane Soares Santana

Violência e fraude nas eleições e “partidos oficiais” foram fenômenos políticos típicos do século XIX, no Brasil, que podem explicar a falta de compromisso dos parlamentares com os eleitores. Com o processo eleitoral controlado pelos chefes locais, delegados de polícia, juízes de paz eleitos pelo voto popular – geralmente grandes proprietários de terra – e pelo presidente da Província, nomeado pelo Governo Central, as eleições eram um “produto meramente oficial”, segundo o deputado carioca Francisco Belisário Soares de Souza, testemunha da época.

“Os candidatos não se preocupam com os eleitores, mas com o governo, cujas boas graças solicitam e imploram”, escreveu Belisário (“O Sistema Eleitoral do Império”), para explicar um fato observado posteriormente por vários estudiosos, como a historiadora Katia Mattoso, no livro “Bahia Século XIX – uma província no Império”, em que analisa, entre outros aspectos, a elite baiana, a mais importante elite política do Brasil oitocentista.

O Diário da Bahia, porta-voz dos líderes rebeldes da Sabinada – movimento de reação à política tributária da Corte, no Rio de Janeiro, e à deterioração das condições materiais da população baiana na época -, em sua edição de 23 de novembro de 1837 investia contra os impostos, denunciava as precárias condições do comércio e da agricultura e apontava “a administração dos baxás” (bacharéis) – maioria dos deputados da Assembleia Provincial da Bahia – como a “facção governista”.

“(…) Vejam-se as sanguinárias leis de impostos, os saques, e ressaques da corte sobre o nosso tesouro, a perseguição da nossa lavoura, e comércio, o desprezo insultante para a briosa classe militar, as nossas fortificações, os meios de defesa todos perdidos, as fortalezas de propósito arruinadas, os empregos de nomeação central postos em público mercado, a prostituição nos tribunais, nas repartições de fazenda, tudo finalmente desbaratado e entregue à administração dos baxás, à imoralidade, à traição, à facção governista (…)”.

Assembleia Governista

Na Assembleia Provincial da Bahia, durante a Regência (1831-1840), período em que ocorreu a Sabinada, 55,5% das 108 cadeiras do novo Poder Legislativo foram ocupadas por deputados bacharéis. Eles estavam estreitamente vinculados à burocracia governamental, inclusive compunham seus quadros como estratégia para controlar a máquina administrativa, da qual dependiam para o enfrentamento das pressões inglesas contra o tráfico, sendo favoráveis à maior centralização, à manutenção da velha ordem monárquica e suas estruturas, a exemplo do Senado vitalício e o Conselho de Estado.

Entre os bacharéis estava Miguel Calmon, ministro da Fazenda do Império, que comandou a ofensiva contra os sabinos, mandando cortar a arrecadação de rendas aos rebeldes e fechar o cerco ao governo provisório instalado em Salvador. Os sabinos identificavam os interesses da maioria dos deputados da Assembleia Provincial da Bahia como vinculados ao Governo Central.

Entre os revoltosos, entretanto, estavam alguns deputados vinculados à corrente liberal, defensora da nacionalização do comércio e insatisfeita com os ingleses, como ocorrera na Revolução Pernambucana de 1817.

Entre eles, o deputado João Carneiro da Silva Rego, negociante de gado em Feira de Santana, segunda vila mais importante da Província. Os deputados João Gonçalves Cezimbra, ex-presidente da Província e grande comerciante de Salvador; os médicos João Antunes de Azevedo Chaves e José de Aragão e Ataliba, professores da Faculdade de Medicina da Bahia. O deputado João Carneiro foi indicado presidente da República independente de Francisco Sabino Vieira, líder da revolução.

À exceção do grupo liberal, minoritário, a atuação da Assembleia Legislativa da Bahia, especialmente dos deputados bacharéis, confirma a tese de que, depois de eleitos, os parlamentares davam as costas para os eleitores. O Legislativo baiano era dominado por conservadores voltados para a sustentação da política centralizadora do Governo Central encabeçada pelos barões do café, quando a economia açucareira entrava em declínio.

Relações econômicas, sobretudo, ligavam a Bahia ao Rio de Janeiro, principais regiões agroexportadoras do Brasil, cujas capitais possuíam uma função portuária e administrativa para dar suporte aos negócios de importação e exportação e ao tráfico de escravos. Desde a Independência, proprietários baianos vinculados a grupos conservadores, muitos deles investidos de mandados provinciais, alinhavam-se com os interesses da Corte.

Rosane Soares Santana é jornalista, com mestrado em História pela UFBA. Estuda o Poder Legislativo, elites políticas e eleições no Brasil. Integra a cobertura de eleições do Terra.
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Mais “Eleições na História”
http://terramagazine.terra.com.br

jul
24
Posted on 24-07-2010
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JB : a espera do fim

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ARTIGO DA SEMANA

DE OLHO NA GELÉIA GERAL

Vitor Hugo Soares

Enquanto aguardo para o mês que vem ou setembro, no máximo, a chegada nas bancas da última edição impressa do Jornal do Brasil, como o próprio JB anuncia, vou convivendo com a melancolia que esta notícia instala no coração de quem passou mais de 17 anos de sua existência profissional no ventre então rico e generoso desta legenda mais que centenária do jornalismo no País, que agora solitariamente agoniza .

Em Salvador – base principal mesmo quando ganhava a vida catando notícias na sucursal baiana do jornal carioca de expressão nacional, cuja redação dirigi por largo tempo em bons e maus períodos -, espero ainda algum sinal milagroso. Algo capaz de impedir – ou adiar de novo- o desastre outras vezes anunciado do “diário da Condessa” , como tantas vezes ouvi o colunista político Castelinho chamar carinhosamente o JB, em suas passagens sempre referenciais pela Bahia. Principalmente para os mais jovens que viviam a profissão naqueles insanos dezembros. “Mas quando me lembro são anos dourados”, faço coro agora com os versos insuperáveis da canção de Chico Buarque e Tom Jobim.

Admito, no entanto, como alguns mais preocupados e menos sonhadores ex-companheiros da antiga sucursal no bairro soteropolitano de Pernambués alertam, que o mais recomendável nesta quadra talvez seja manter o velho ceticismo profissional. Aquele ensinado na teoria das faculdades e aprendido de fato na prática do dia a dia da redação. Confesso que neste caso não consigo, pois o sentimento fala mais forte e mais alto que a razão.

Mas enquanto o desfecho não chega, seja ele qual for, o melhor mesmo é aguardar sem tirar os olhos dos fatos da geléia geral brasileira, nestes dias virulentos e estranhos de campanha eleitoral sem debates e sem propostas. Sigo assim uma antiga recomendação do saudoso editor nacional do JB, Juarez Bahia – sete prêmi os Esso de Jornalismo em uma das mais ricas e dignas biografias nacionais de mestre de jornalismo impresso e de escritor – nascido em Feira de Santana , entroncamento de estrada inescapável de quem trafega do Nordeste para o Sul e Sudeste do País, e vice versa.

Na política, a cidade da Feira abrigou histórica barricada das chamadas “esquerdas baianas”, nos tempos heróicos do resistente deputado Chico Pinto, ícone nacional na política como o autor de “Dezembro na Feira” no jornalismo. Na última década a cidadela foi invadida e tomada pelos ex- soldados do carlismo, seguidores da Arena e PFL de Antonio Carlos Magalhães, atualmente hospedados no DEM, partido que combate o governo petista de Jaques Wagner no Estado, abrigo nacional de Indio da Costa, aliado e vice de José Serra, do PSDB, na chapa sucessória para o Palácio do Planalto.
Por Feira de Santana – talvez por mera coincidência, talvez por considerar o lugar um antigo talismã eleitoral desde antigas campanhas presidenciais -, andou ontem o presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, em seu roteiro sentimental de despedidas, precedido de polêmica, emocionada e reveladora entrevista no Jornal da Rede Record, que segue sem a devida repercussão das demais grandes redes de TV e, principalmente, da grande mídia impressa do Pais. Espaço correta e devidamente ocupado pelo diário argentino “El Clarin”, em sua edição de quinta-feira.

Ou seria, voltando à visita de Lula, “o roteiro mal disfarçado de velho e tarimbado mitingueiro de palanque em campanha política, fazendo ouvidos moucos à legislação eleitoral em vigor”, como desconfiam em veementes protestos os adversário tucanos e do DEM?
O motivo da visita, assinalado na agenda do Palácio do Planalto, foi a participação do chefe da Nação na abertura do II Encontro Nacional de Agricultura Familiar do Brasil. “O evento que reúne, esta semana, na cidade tambor de percussão e entroncamento da Bahia, aproximadamente cinco mil agriculto res familiares de todas as regiões do País, além de autoridades das três esferas de governo e parlamentares, para fazer um balanço dos avanços nas políticas direcionadas à agricultura familiar e apontar as perspectivas e os desafios para o próximo período”, segundo comunicado da assessoria do governo petista de Wagner.

Na véspera, noite festiva de quinta-feira, em Salvador, o presidente Lula da Silva foi a primeira personalidade ‘homenageada com o mais alto grau do título criado em honra aos que contribuíram para a consolidação da Independência do Brasil na Bahia: a Grã-Cruz da Ordem 2 de Julho – Libertadores da Bahia”, o comunicado oficial. Na saída da solenidade cívica, Lula não resistiu ao apelo político. Na conversa com jornalistas, comentou a saia justa que para muitos políticos, candidatos principalmente, representa o duplo palanque eleitoral como nas campanhas ao governo estadual dos ferrenhos adversários Jaques Wagner, do PT, e do ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, que tanto constrang e a candidata presidencial do PT, Dilma Rousseff, em suas visitas à Bahia.
“Para mim isso não é problema. Já participei de campanhas de até três palanques, disse Lula antes de seguir viagem para Feira de Santana.

“Onni-soit qui mal y pense” (amaldiçoado aquele que pensar mal dessas coisas ), diriam os elegantes políticos franceses. Máxima com a qual, neste caso baiano, tucanos e democratas estão longe de concordar. Sinal mais que evidente de que é hora de segurar o Indio, pois vem mais flechadas por aí.
É só esperar para ver.
E conferir
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EM TEMPO: Que todos os santos e todos os orixas se juntem para salvar o Jornal Brasil, livrando tambérm o JB de todos os males e encostos que o infelicitam atualmente e o ameaçam de amargo fim. Amém e Axé!

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail:vitor_soares1@terra.com.br

jul
23
Posted on 23-07-2010
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 23-07-2010


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É sobre as blitzes “de segurança” que a Polícia Militar tem tealizado últimamente na capital, em geral nos momentos de maior movimentação de tráfego de veículos, o artigo que o jornalista político Ivan de Carvalho assina nesta sexta-feira na Tribuna da Bahia. Desrespeita-se a cidadania, presumindo-se malfeitos já feitos ou intenções criminosas em pessoas normalmente insuspeitas. Fere-se o direito de ir e vir. Submetem-se os cidadãos e cidadãs ao incômodo e até a eventual vexame de revista do veículo e da própria pessoa. Tal comportamento é uma violência em si mesmo. Além do que atravanca ruas e avenidas, aumentando a tortura que já é, normalmente, em certos horários, o trânsito em Salvador, opina o colunista no texto que Bahia em Pauta reproduz. Confira. (VHS)
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OPINIÃO POLÍTICA

Blitz, segurança e cidadania

Ivan de Carvalho

Tenho, e há muito tempo, pedido reiteradamente às autoridades competentes, entre elas as estaduais, não somente neste governo, mas bem mais desesperadamente neste pelo crescimento estonteante da violência, que atuem mais amplamente para reduzir a insegurança pública e, gradualmente, restaurar a segurança, hipótese, esta última, que desconfio seja fruto da minha imaginação ingênua e perturbada pela boa fé.

Leio que o prefeito João Henrique conversou ontem, longamente, com o secretário estadual da Segurança Pública, César Nunes, a respeito das blitzen (parece que o plural é assim) que a Polícia Militar realiza na capital numa tentativa de conter a escalada da violência e que estão sendo acusadas pela prefeitura de serem responsáveis por perturbações de grande monta no tráfego da cidade, com grandes engarrafamentos.

O secretário disse ao prefeito que desde o lançamento do Plano de Proteção ao Cidadão, as ocorrências policiais diminuíram de forma expressiva. Prefeito e secretário combinaram encontrar-se outra vez para discutir uma tática comum de combate à violência. Logo apareceu um vereador do PT, Henrique Carballal, para dizer que o prefeito está querendo responsabilizar a PM pelos engarrafamentos, quando eles já existiam antes.

Como antes existiam blitzen de trânsito da Transalvador, mas não aumentavam engarrafamentos, porque feitas com os devidos critérios técnicos, de modo a não piorar o que já é ruim – o trânsito da cidade. Mas não é este o aspecto que julgo necessário abordar nas blitzen, não sem antes dizer que são perfeitamente desejáveis medidas sensatas e legais para combater a violência, evitando-se, inclusive, que os cidadãos e cidadãs tenham aumentado seus sofrimentos com engarrafamentos involuntariamente provocados por elas.

Mas há outro aspecto nas blitzen indiscriminadas, nas quais qualquer cidadão pode ser obrigado a parar seu carro e ser abordado por policiais sem haver indício, por mais leve que seja, de que haja cometido ou esteja cometendo alguma infração penal ou de trânsito. Sempre combati esse tipo de ação policial ou mesmo de trânsito, em que existe a presunção de que o cidadão é um infrator da lei penal ou da lei de trânsito. Posso desencavar do baú, até de décadas atrás, publicações por mim assinadas em que deixo essa crítica explícita.

Desrespeita-se a cidadania, presumindo-se malfeitos já feitos ou intenções criminosas em pessoas normalmente insuspeitas. Fere-se o direito de ir e vir. Submetem-se os cidadãos e cidadãs ao incômodo e até a eventual vexame de revista do veículo e da própria pessoa. Tal comportamento é uma violência em si mesmo. Além do que atravanca ruas e avenidas, aumentando a tortura que já é, normalmente, em certos horários, o trânsito em Salvador.

Creio que o aparelho policial tem a possibilidade de usar contra a criminalidade e mais especificamente contra a violência criminosa instrumentos muito mais efizazes e também mais discretos e menos perturbadores do que as blitzen. A não ser que não esteja sendo desejada a discrição, hipótese em que, por enquanto, prefiro não apostar.

Além disso, as blitzen podem matar. Basta provocarem engarrafamentos dos quais ambulâncias, doentes em situação de emergência em carros particulares e viaturas dos bombeiros não conseguem desvencilhar-se.

jul
22
Posted on 22-07-2010
Filed Under (Crônica, Gilson) by vitor on 22-07-2010

Hotel da Bahia: salvo na cidade que desmorona

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CRÔNICA/ SALVADOR

UM TUBO SEM SAÍDA

Gilson Nogueira

Até hoje, pela manhã, havia um poste estendido no chão, em pleno coração de Salvador, cidade que espanta pela beleza e, paradoxalmente, por absurdos. Na esquina do Largo do Campo Grande, onde está localizado o Teatro Castro Alves, com a Avenida Leovigildo Filgueiras, pequeno e fino, de ferro, pintado de azul cobalto, indicando aqueles dois logradouros públicos, o poste permanece sobre o passeio do TCA.

É, de alguma forma, monumento ao desleixo com que são tratadas algumas questões urbanas da cidade da Bahia. Sendo assim, a pergunta: Será que algum preposto ( êpa!) da Prefeitura Municipal de Salvador não constatou o ocorrido?

Convém que a comuna procure levantar o equipamento derrubado por algum vândalo, considerando estar sua base aparentando haver sido danificada, após empurrão, por mãos criminosas.O fato é triste, para uma cidade que se diz capital do turismo. Urge, portanto, providência.

E, nessa viagem citadina, a pé, entre espantos e surpresas, num festival de assombrações e alumbramentos, vejo a frondosa mangueira do Hotel da Bahia, encostada às pilastras de um dos ícones da hotelaria brasileira, sacudir-se em verde amazônico, cheia de oxigênio, à minha passagem, anunciando-me ter sido o HB salvo, pelo Governo do Estado, de uma punhalada anunciada, voltando a ser, ele, o HB, hotel, de primeira, a serviço da boa imagem da Bahia,e, não, como pretendiam alguns, mais um empreendimento imobiliário colocado à mesa dos que só pensam em abocanhar o lucro,sem compromisso algum com a cultura e as tradições da Boa Terra. Para o bem da Bahia e de sua história, o Hotel da Bahia continua vivo. Palmas para os responsáveis por sua salvação!

Entre as observações matinais, na ida ao Campo Grande, um soco, sem mão, silencioso, no peito do repórter, ao constatar quase uma dezena de jovens deitados nas calçadas com o sol tentando despertá-los, sem conseguir, já que o efeito arrasador de alguma substância, inalada na madrugada, suponho, os impele ao entorpecimento, ao sono profundo, sem colorido, na companhia dos atores de uma peça conhecida. Enquanto isso, a cidade é invadida por carros de som com propaganda política, ” santinhos ” são distribuídos à população. Na cara de pau.

Faz parte do triste show da vida de uma Salvador desmoronando.

Aqui, sim sinhô,onde jovens sem futuro fazem dos passeios prancha para entrar em um tubo sem saida.

Gilson Nogueira é jornalista

jul
22
Posted on 22-07-2010
Filed Under (Crônica, Janio) by vitor on 22-07-2010

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CRÔNICA/ PERDAS

O triste fim do Jornal do Brasil

Janio Ferreira Soares

“Quem lê tanta notícia?”. Ao fazer esta pergunta em 1967 nos versos de Alegria, Alegria, Caetano Veloso devia estar de saco cheio de passar por bancas lotadas de jornais estampando matérias sobre a morte de Che Guevara, a visita do General Costa e Silva ao Papa Paulo VI, as tropas americanas bombardeando o Vietnam com napalm, ou a posse de Delfim Neto no Ministério da Fazenda. Quanto às resenhas sobre o lançamento do LP Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band e do compacto simples com Penny Lane de um lado e Strawberry Fields Forever do outro (ambos dos Beatles), ou ainda algo sobre a morte de Guimarães Rosa, certamente estavam nas páginas do excelente Caderno B do Jornal do Brasil, na época um contraponto aos vigiados primeiros cadernos e às barras pesadíssimas que nos espreitavam nos bares, esquinas, sertões e gerais.
Nos anos 70, quando eu estudava em Salvador, gastava quase toda minha grana em discos, livros, revistas e jornais. Além dos locais eu comprava o Estadão, O Globo, Folha de São Paulo e o Jornal do Brasil, e passava boa parte do dia devorando-os e vibrando com uma turma de colunistas e cronistas que tinha um jeito todo especial de escrever, sobretudo nos cadernos culturais. Mesmo de férias no interior eu sempre encontrava um jeito de mandar alguém enviá-los, especialmente as edições dominicais, pesadas e preciosas pérolas de papel.
A propósito, vibrei muito quando começou toda essa onda de Internet e descobri-os novamente a disposição dos meus ainda ávidos olhos, antes mesmo de o galo cantar. É claro que paginá-los com um simples toque nem de longe se compara ao prazer de folheá-los manualmente, embora essa possibilidade tátil continue existindo quando das minhas viagens, infelizmente agora com um desfalque irreparável.
É que a partir de setembro não mais terei o prazer de comprar o velho JB nas bancas. Dalí em diante, só na Internet. Não que não valha a pena acessá-lo via rede. Mas que vai ser muito esquisito sabê-lo para sempre ausente das minhas mãos numa manhã chuvosa de um domingo qualquer, isso vai. Uma pena.

Janio Ferreira, cronista, é secretário de Cultura e Turismo da cidade de Paulo Afonso (BA), no Vale do São Francisco

jul
22
Posted on 22-07-2010
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 22-07-2010

Marina: twitaço repercute

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Perguntar não ofende, já se sabe. Então vamos lá: “Não dá para discordar do senador Sérgio Guerra. Se Dilma resolver não participar do debate, o que estará tentando esconder dos eleitores?”, pergunta o jornalista político Ivan de Carvalho em seu artigo desta quinta-feira na Tribuna da Bahia, que Bahia em Pauta reproduz.
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( VHS )

OPINIÃO PÚBLICA

A Internet na campanha

Ivan de Carvalho

Campanha na Internet. A candidata do PV a presidente, Marina Silva, com um tempo diminuto nos programas de propaganda eleitoral gratuita na televisão e no rádio, aposta boa parte das suas fichas na campanha pela Internet. E parece que não está sonhando.

A Internet fez sua mais espetacular participação em campanhas eleitorais, até hoje, na campanha de Barack Obama para a presidência dos Estados Unidos.

Na terça-feira, a campanha de Marina promoveu um “twitaço”, uma versão cibernética do conhecido panelaço, que foi mais intensamente usado no Chile, contra o regime do general Pinochet, mas fez incursões também em outros países. O “twitaço” de Marina foi um êxito.

Pouco depois das 15 horas da terça-feira, o microblog da candidata do Partido Verde (senadora e ex-ministra do Meio Ambiente no governo Lula) conseguiu ultrapassar a marca dos 100 mil seguidores, o que teve repercussão inclusive no exterior, segundo registra o jornalista Josias de Souza, na Folha.com.

Conta ele que, de passagem por São Paulo, Marina “abriu espaço na agenda para conferir os resultados da mobilização”. Ela foi a uma lan house, na Rua Augusta e mais tarde comemorou no próprio twitter: “Feliz coincidência: no dia do Twitaço, cruzamos a marca dos 10 mil”.

Serra também está feliz com seu twitter. Na madrugada de quarta-feira (grande parte da vida ativa de Serra ocorre nas madrugadas e você pode observar o resultado naquelas olheiras). Assinalou no twitter: “Êpa, olhei para o lado e vi: hoje passamos os 300 mil seguidores! Não sei identificar quem protagonizou a virada dos 200 para os 300 mil”.

Dilma Rousseff, da poderosa coligação governista liderada pelo PT, está muito atrás de Serra. E agora tem Marina pisando-lhe os calcanhares. Os seguidores de Dilma no twitter, às 5h30, eram 121 mil.

Mas nem só de microblogs, blogs e sites vive a campanha presidencial na Internet. A campanha de Marina Silva, das três principais a que, evidentemente, dispõe de menos recursos financeiros (não dá nem para comparar), está examinando a possibilidade de incrementar doações financeiras para a campanha por intermédio da rede internacional de computadores.

E há mais. Vai haver um debate entre candidatos a presidente, promovido pelo iG, MSN, Terra e Yahoo, o que é mais um sinal da mudança que está que o uso da Internet está provendo na campanha eleitoral. Como a candidata do PT a presidente, Dilma Rousseff, tem fugido de debates, sabatinas e outras entrevistas como o diabo foge da cruz, o presidente do PSDB e coordenador nacional da campanha tucana ao Planalto, senador Sérgio Guerra, desferiu um ataque preventivo: “Se a ministra Dilma correr dessa, como tem corrido de quase tudo, vai se dar mal”, assinalando que “o tamanho desse debate e o alcance dele são imprevisíveis”.

Não dá para discordar do senador Sérgio Guerra. Se Dilma resolver não participar do debate, o que estará tentando esconder dos eleitores?

O debate promovido pelo iG, MSN, Terra e Yahoo está marcado para segunda-feira. Será transmitido ao vivo.

Lula se emociona na TV…

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…e chora ao falar sobre catadores de rua

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DEU NO PORTAL R7

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou nesta quarta-feira (21), em entrevista exclusiva ao Jornal da Record, que não pretende voltar à Presidência em 2014. Lula disse que nunca se pode dizer não na política.Em um “bate bola” com a jornalista Adriana Araújo, Lula se emocionou e chorou duas vez mas respondeu praticamente sobre todos os temas: de suas glorias e fracassos no governo, Receita, reformas que não conseguiu fazer e deu apoio aom nome de Felipão para o lugar de Dunga em 2014.

Questionado sobre qual seria seu maior erro, Lula disse que foi não ter conseguido aprovar a reforma política.
– Devo ter errado muito. Não fiz a reforma política, que queria fazer. Vou brigar para fazer. Não era obrigação do presidente, era dos partidos e do Congresso.

Lula afirmou que não vai precisar “dizer adeus” ao povo brasileiro e que pretende andar pelo país após deixar o cargo.
– Não preciso dizer adeus, porque eu vou andar muito pelo Brasil.

Sobre o vazamento de dados fiscais do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, Lula afirmou que a Receita é que deve esclarecer a quebra de sigilo.

– Quem tem que esclarecer é a Receita. Somente ela. A Receita é intocável, até para o presidente. É tão intocável que, se eu pedir a declaração do meu pior inimigo, a Receita precisa me denunciar.
– Não, eu te falo de coração [sobre a hipótese de disputar a Presidência em 2014]. Mas em política a gente nunca pode dizer não. Se tiver juízo, se tiver meus neurônios perfeitos, me comprometo a ser um bom ex-presidente da República.
Questionado sobre o que vai fazer “no primeiro sábado de sol” após deixar o cargo, Lula disse que vai olhar para a mulher, Marisa Letícia, e falar para os dois “tocarem a vida”.
– Fico pensando o que vai ser da minha vida no dia 2 [de janeiro]. Não ter ninguém para xingar, para ficar bravo. Vou olhar para a Marisa e dizer “vamos tocar a vida”.
Em um “bate bola” com a jornalista Adriana Araújo, Lula respondeu qual foi sua maior glória durante os oito anos de governo.
– [A maior glória] não foi minha, foi do povo brasileiro. [Foi] ter tido a confiança em um torneiro mecânico, que só tem o primário [para ficar na Presidência].
Questionado sobre a Justiça Eleitoral ter aplicado multas contra ele e a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, Lula disse que o TSE deve ter “motivos” para aplicar as punições.
– A justiça deve ter suas razões para entender que eu desrespeito a lei quando eu falo o nome de uma candidata.
Lula também disse que o Brasil “não corre riscos”, independente de qual candidato for eleito para sucedê-lo no cargo.

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