abr
05

De Belmont, na área da baia de San Francisco, costa do Pacífico, região proxima da mexicana Baixa Califórnia onde no domingo ocorreram abalos sísmico que causaram tremores até no centro da cinematográfica Los Angeles, a colaboradora Regina Soares segue atenta à terrinha.

Sugere trazer para o primeiro plano do Bahia em Pauta um registro postado na área de comentários por Luiz Fontana, do Blogbar, sobre o que ele considera a melhor notícia do final de semana prolongado, publicado no Estadão online: a vida e a arte da pianista de fama internacional, Maria João Pires, que se mudou de Portugal para viver em Lauro de Freitas, município no litoral norte, vizinho a Salvador. BP atende com prazer e reproduz o texto para seus leitores:
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ARTE E VIDA

Uma das maiores pianistas da atualidade, Maria João Pires, que se apresenta amanhã em São Paulo, fala da mudança para a Bahia, do desejo de se aposentar e critica o mercado musical
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João Luiz Sampaio – O Estado de S.Paulo

Seu sorriso é como música. Encanta e desconcerta com a mesma facilidade – e, no melhor espírito da grande arte, nos leva a implodir certezas. Até pouco tempo, ela era a grande pianista portuguesa Maria João Pires, uma das mais requisitadas e aplaudidas intérpretes do cenário internacional, tinha contrato de exclusividade com o poderoso selo alemão Deutsche Grammophon e uma agenda intensa de concertos. Nos últimos anos, porém, abriu mão da cidadania da terra natal e pediu a nacionalidade brasileira; trocou a Europa pelo clima do Nordeste; rompeu seu contrato de gravações. E não esconde, nem mede palavras. “Estou cansada. Não quero mais viajar o mundo tocando. O comércio da música nada tem a ver com a arte”, diz. E sorri uma vez mais.

Maria, que se apresenta amanhã na Sala São Paulo, recebe a reportagem do Estado na varanda da casa em Lauro de Freitas, município vizinho a Salvador. “Confesso que não tenho uma relação especial com a cidade, não mais do que com qualquer outra cidade brasileira. Acho que não gostaria de morar em Salvador, mas também é verdade que não gostaria de morar em cidade alguma. Mas conheci Lauro de Freitas a convite de amigos, passando férias, e, há seis anos, resolvi comprar esta casa”, conta. “Foi apenas mais tarde, no fim de 2008, que resolvi me mudar de vez para cá. Não foi uma decisão que tomei. Na vida as coisas acontecem, se misturam e, quando nós vemos, há um caminho a ser seguido.”

É preciso, aqui, voltar um pouco no tempo. No fim da década de 90, Maria João Pires criou em Belgais, Portugal, um centro musical destinado a colocar em prática suas visões sobre o fazer artístico. Em uma casa de fazenda pertencente à família, reuniu, de um lado, alunos de música; de outro, criou uma escola primária, com o objetivo de experimentar um sistema de educação artística. Em Belgais, jovens músicos dedicavam-se tanto ao estudo de um instrumento quanto ao trabalho com a terra e o cultivo de alimentos. A ideia, explica, é entender a música como parte da vida em comunidade, como forma de diálogo.

Em 2006, no entanto, o projeto fechou as portas. “Não foi uma questão financeira, eu investi tudo o que tinha ali e o governo português ajudava, com pouco, mas ajudava. As inimizades, as tentativas de denegrir o que estávamos fazendo, tudo isso foi destruindo o projeto aos poucos.” No mesmo ano, Maria João teve problemas no coração. “Minha saúde estava sendo comprometida e resolvi parar. Hoje, minha filha mais velha toma conta da casa. Eu quero vender a propriedade, mas é difícil. Ela é grande demais para uma família, pequena demais para um hotel.”

Diálogo. Se Belgais deixou de existir, o espírito do projeto segue vivo. Tudo o que aconteceu só a fez ter mais certeza do desejo de diminuir o ritmo. “A carreira para mim sempre foi um peso. Nunca procurei isso. Foi a vida que levei, aceitei essa realidade. Tentei parar outras vezes, mas não consegui, por questões familiares, financeiras. Minha relação pessoal com a música não tem nada de comercial. A arte é um meio de expressão e de diálogo. A música tem um lado sublime que nos ajuda a entender e ultrapassar nossas limitações, em especial a nossa dificuldade de encontrar harmonia. Não quero entrar em grandes sonhos, mas acredito que a música pode ajudar as crianças que vão construir o mundo de amanhã.”

É por isso, diz, que sonha com um projeto parecido no Brasil. Ela confirma a possibilidade de instalá-lo em Sergipe. “As coisas estão se arrastando um pouco, mas não é culpa de ninguém. Tenho precisado trabalhar muito, minha saúde não andou boa. Meu sonho é estabelecer as bases de um projeto nacional, barato, que possa se espalhar rapidamente.” E quais seriam essas bases? “A ausência de rigidez, de uma introdução intelectualizada à arte. Há gente que seduz o aluno, para que ele toque e seduza o público, impressione o pai, a professora. A arte assim perde a força, não transforma.”

Na cartilha de Maria João, no entanto, ausência de rigidez não significa falta de disciplina. “A criança precisa entender o que está fazendo, um coral infantil não pode cantar desafinado. É só quando ele tiver um bom desempenho que seus integrantes vão entender o significado do trabalho, entender que superaram as dificuldades e levar esse aprendizado para a vida. A disciplina é o princípio da liberdade. Temos de aceitar nossos limites. A gente nasce e morre, não pode voar, os limites estão aí. Mas, dentro deles, há espaço para a transformação. A música não precisa ser uma finalidade, mas um caminho. O importante não é formar grandes músicos e sim seres humanos que entendam como a arte pode ajudar.”

E como isso acontece? “Fazer música é sentir-se parte de alguma coisa, de uma comunidade, é reencontrar valores perdidos. Seria ingenuidade achar que a arte resolve tudo, mas, em meio a tantos problemas que assolam crianças carentes, elas acabam perdendo também a capacidade de sonhar. Fazer música é recuperar esse universo perdido, encontrar a si mesmo e ao outro. Estar junto é aceitar a diferença – e por isso não concordo com o estudo solitário. Ele leva à solidão e isso é para mim uma temeridade.”

Jardim. Sentada na varanda de casa, Maria João nada parece a pianista reclusa, avessa a entrevistas, famosa por cancelar encontros com jornalistas. “Quando comprei a casa, havia uma piscina em frente desta varanda. Você já percebeu como as pessoas têm mania de derrubar plantas e colocar concreto em tudo?”, ela pergunta. “A primeira coisa que fiz foi fechar a piscina com terra e plantar meu jardim. Você já pensou no gasto que se tem com a manutenção, aqueles produtos caros e poluentes? E eu não preciso de uma vista. Gosto de plantas, só preciso de um quarto e um jardim.” O cachorro Jota faz pose para o fotógrafo e ela se diverte. “É um teckel de pelo duro, trouxe da Espanha. É uma raça caçadora, engraçada. Se bem que ele tem personalidade, não é nada bonzinho, olha a carinha!”

Skates e pranchas de surfe entregam a presença de adolescentes na casa. E logo Claudio, que Maria João adotou há 15 anos na Bahia, se junta à mãe. “Tem também o Lucas e as minhas filhas, que moram na Europa.” Para ela, a vida em família é fundamental. “É o princípio da minha vida, sempre foi. Viajo, trabalho, mas corro para casa. Cozinho para as crianças, mas não é algo que me apaixone, prefiro fazer faxina. Mesmo com as meninas, que estão mais velhas, quando estamos juntas, lá vou eu cozinhar, passar roupa.”

Seu grande sonho é ter “uma fazendinha”, com uma casa “e uma horta”. Até lá, investe tempo no projeto educacional. “Quase me mudei para Aracaju, mas não encontrei uma casa com um jardim. E as que vi ficam em condomínios fechados, com muros, cercas, seguranças. Não gosto disso. Como mãe, claro, me preocupo, mas acho que não se resolve problema de segurança reforçando a separação entre duas sociedades que, no fundo, são formadas por pessoas iguais. Já há divisão demais no mundo.”

QUEM É

MARIA JOÃO PIRES
PIANISTA

CV: Nascida em julho de 1944 em Lisboa, Portugal, Maria João Pires deu seu primeiro recital aos 5 anos de idade e, em seguida, completou os estudos na Alemanha. Mozart, Schubert e Beethoven são os pilares de seu repertório. Ganhou nacionalidade brasileira em 2009.

abr
05
Posted on 05-04-2010
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 05-04-2010

Wagner e Caetano: arrumação da casa

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OPINIÃO POLÍTICA

PT enfrenta dificuldade

Ivan de Carvalho

O governador Jaques Wagner reuniu-se ontem, no Palácio de Ondina, com o presidente estadual do PT, Jonas Paulo, e o prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, coordenadores de sua campanha, pretendendo acertar tudo para o ingresso do senador César Borges, do PR, na chapa de Wagner.

O resultado da reunião foi o de adiar a reunião para “ouvir as bases”, principalmente as de “esquerda”, sobretudo a respeito da questão que está atenazando o ingresso do senador republicano na coligação governista – as coligações proporcionais para as eleições de deputados federais e estaduais.

Não se surpreenda o leitor. Já é costume, tradição no PT, fazer reunião para adiar a reunião e marcar outra. A inovação é que desta vez a reunião seguinte não foi marcada. Quanto à questão da participação do PR nas coligações proporcionais em que esteja o PT, continua em plena ebulição. Houve um momento que as aparências eram de que as coisas estavam quase equacionadas, mas as aparências – mais uma vez – enganaram.

Enquanto isso, tanto o PMDB quanto o DEM passaram a mostrar desinteresse em atrair o senador César Borges e seu partido. Mais uma vez as aparências enganam. PMDB e DEM acham que César Borges vai mesmo aliar-se ao governismo estadual e consideram que manter expectativa pública de atraí-lo resultará em desgaste, se for consumada a aliança do senador republicano com o governador e o PT.

Mas se não for, então surgirá a outra face da moeda. Tanto o PMDB quanto o DEM receberiam o senador de braços abertos, embora em público fingindo que vão “examinar” e “discutir” se há interesse, para não desmoralizar o “desinteresse” anterior.
Talvez por causa da posição ainda passível – embora com poucas chances – de mudança do PR (caso fracassem as negociações com o governismo sobre as coligações proporcionais) é que o PMDB adiou para quinta-feira o anúncio da sua chapa majoritária. E o DEM nem marcou seu anúncio.

Mas o PMDB já tem o esboço de sua chapa (sem César Borges) em linhas firmes. Para governador, Geddel Vieira Lima. Para uma das cadeiras de senador, o ex-prefeito e atual vice-prefeito de Salvador, o jurista Edvaldo Brito, que levaria para a chapa o elemento negro e também é considerado possível herdeiro dos votos governistas rebeldes, que não iriam para César Borges, mas se dividiriam entre o deputado verde Edson Duarte e o peemedebista Edvaldo Brito. Beth Wagner não está sendo considerada nessa divisão dos votos rebeldes: está brigando com a direção do PV e lutando para levar o partido a apoiar Jaques Wagner e não lançar Luiz Bassuma para governador. Luta inglória.

Pequenas dúvidas quanto ao resto. O empresário João Cavalcanti está na chapa, mas não definido se para senador ou vice-governador. A outra vaga será do atual vice-governador, Edmundo Pereira, ou de sua mulher, a deputada estadual Marizete Pereira, que assim levaria para a chapa o elemento feminino. Se for ela, o marido será candidato a deputado estadual.
O DEM tem sua chapa (sem César Borges) praticamente definida. Paulo Souto para governador, Nilo Coelho para vice, o ex-prefeito de Feira de Santana José Ronaldo e o senador ACM Júnior para o Senado. No banco de reservas, o presidente do PSDB, Antonio Imbassahy. Os destacados deputados João Almeida (líder do PSDB na Câmara) e José Carlos Aleluia, vice-presidente nacional do DEM, estão na lista mais para ganhar espaço na mídia que para trocar o certo pelo duvidoso.

abr
04

Waldir: ainda mira o senado

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MARIA OLÍVIA

As pessoas que conversam o convivem mais proximamente sabem: o ex-governador Waldir ainda não deu o jogo da composição da chapa majoritária governista do petista Jaques Wagner para a eleição deste ano como decidido tão prematuramente. “Homem de partido”, como sempre afirma, aposta suas fichas talvez na convenção do PT.

O ex-ministro da Defesa e da Previdência e ex-governador da Bahia, Waldir Pires ainda deseja uma vaga para o Senado na chapa encabeçada pelo governador Jaques Wagner (PT) como forma de resgatar para a Bahia “uma representação que foi fraudada em 1994”, segundo afirma ele referindo-se à suposta fraude ocorrida naquele ano quando as vagas baianas ficaram com o falecido senador Antônio Carlos Magalhães e seu afilhado político, Waldeck Ornellas.

No último dia 30 março, durante a solenidade de inauguração das novas instalações do Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS), Waldir Pires recebeu das mãos do ministro da Previdência Social, José Pimentel, a comenda do mérito previdenciário Eloy Chaves, recém-criada pelo instituto e que teve o nome de Waldir Pires escolhido por unanimidade pelo conselho da instituição para ser o primeiro homenageado.

Para refrescar a memória, vale lembrar que em 1985, Waldir assumiu o Ministério da Previdência numa escolha pessoal do então presidente eleito Tancredo Neves, que faleceu antes de tomar posse. O ex-governador dos baianos recebeu a pasta das mãos dos militares com um rombo de 8 trilhões de cruzeiros, e um ano depois entregou o ministério para disputar o governo da Bahia com superávit de caixa de 2 trilhões e outros 4 trilhões em superávit de orçamento.

Maria Olivia é jornalista

abr
03

Sobre a composição da chapa majoritária governista para brigar para manter Jaques Wagner no Palácio de Ondina, o jornalista político Ivan de Carvalho comenta hoje em seu artigo na Tribuna da Bahia, que este site blog reproduz: “Vai haver um monte de gente dizendo que sim, mas haverá também outro monte de gente cochichando que não”. Confira.

(VHS)

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Espera de milagres

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OPINIÃO POLÍTICA

A chapa do governo

Ivan de Carvalho

O governador Jaques Wagner, do PT e o senador César Borges, do PR, tiveram na manhã de quinta-feira, na Governadoria, uma conversa que durou aproximadamente duas horas.
Isso não é novidade, como também não é a disposição ostensiva do senador de concorrer à reeleição pela chapa encabeçada por Wagner e completada pela deputada e ex-prefeita Lídice da Mata, para o Senado, e pelo ex-governador Otto Alencar, para vice-governador.
Nessa chapa, César Borges e Otto Alencar foram qualificados, por um peemedebista bem ou mal humorado (depende do ponto de vista de cada leitor) de “herança maldita”, expressão que foi muito usada por Wagner para designar o que lhe deixara o carlismo.

O que há de novo é a disposição, quase certeza, ainda que extraída a fórceps, de o PR e o PP se envolvam na mesma coligação para as eleições proporcionais de deputados federais e estaduais. O ingresso de César Borges na chapa estava pendente da aceitação, pelo governador e principalmente pelo PT, dessas coligações proporcionais com os republicanos.

O governador esforçava-se por viabilizá-las, convicto de que “uma aliança mais ampla” era fundamental ao seu projeto de reeleição e de permanência do PT no poder estadual, mas, estribada no seu estilo de evitar imposições tanto quanto possível, uma ampla faixa do PT reagia e se opunha, criando o impasse ou pelo menos a dúvida. E chegou a lançar o nome do ex-governador Waldir Pires, que, independente dos seus inquestionáveis méritos para concorrer ao Senado, era posto como uma barreira para conter a pressão pelo ingresso do senador César Borges.

Não sei se Wagner precisou dar algum murro na mesa ou apenas engrossar o tom de voz, mas quase certamente na segunda-feira será anunciada formalmente a chapa majoritária liderada por ele, com César Borges incluído.

Isto significa, implicitamente, que o PT dobrou-se à condição que vinha sendo posta pelo PR, de coligações proporcionais que incluam este partido e o partido do governador.
Petistas emitiram, ontem, sinais de que não seriam obstáculo a um acordo que levasse César Borges à chapa majoritária liderada por Wagner, uma sinalização tornada mais formal por meio de nota emitida pelo presidente estadual do PT, Jonas Paulo.

Este dirigente, aliás, vinha sendo um aliado constante e importante de Wagner no sentido de aplacar (ou conter) a ira de setores petistas que rejeitavam (ou rejeitam) a presença de Borges na chapa e, mais do que ela, as coligações proporcionais com o PR.
Pode-se dar o assunto por encerrado com a esperada consumação do anúncio formal, na segunda-feira? Vai haver um monte de gente dizendo que sim, mas haverá também outro monte de gente cochichando que não. Sequelas de aliança tão polêmica são praticamente inevitáveis, ainda mais quando se leva em conta a natureza do PT.

Vai ser um verdadeiro milagre se a militância do PT e adjacências vestir a camisa do senador César Borges na campanha, bem como outro milagre “simpatizantes de carteirinha” do PT votarem e se lançarem à catequese de votos para a reeleição do senador. A deputada Lídice (companheira de chapa de César Borges para o Senado), o deputado Edson Duarte, e Beth Wagner, candidatos do PV ao Senado, estão aí mesmo…

Mas milagres existem. Então, que o senador César Borges tenha fé.

abr
02
Posted on 02-04-2010
Filed Under (Artigos, Vitor) by vitor on 02-04-2010

Interlagos: Geddel fecha chapa aqui

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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

Vitor Hugo Soares
De Salvador (BA)

Praticamente todos os caminhos do PMDB na Bahia levam ao litoral norte de Salvador neste feriado da Semana Santa. Mais exatamente ao condomínio privado de Interlagos, onde o ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, conversa com seus principais aliados políticos na tentativa de superar dificuldades e fechar a chapa das eleições majoritárias para o governo do Estado, que pretende lançar até quarta-feira, 7.

Na corrida pelo Palácio de Ondina, Geddel terá pela frente não só o seu ex-aliado no pleito passado e maior adversário atualmente, o petista Jaques Wagner. Também o ex-governador do DEM, Paulo Souto, ex-carlista que tenta reconduzir suas forças ao poder, além do deputado Luiz Bassuma, expulso do PT e que se prepara para concorrer ao governo pelo Partido Verde, no palanque baiano da senadora Marina Silva.

Agora sem cargo de comando no governo federal e dependendo de uma vitória para não ficar sem mandato quando acabar o atual de deputado federal , Geddel e seus aliados sabem que a vulnerabilidade é maior. Trabalham e atuam mas discretamente para preencher “buracos” e afastar “dúvidas” que persistem na formação da chapa do PMDB, antes do anúnicio que se quer festivo , feérico e com repercussão nacional.

“Mas ainda falta decidir detalhes e agora mesmo estou indo para Interlagos, onde juntamente com o ministro Geddel e companheiros do PMDB e aliados, as coisas serão acertadas. Depois a gente conversa”, disse a Terra Magazine um dos nomes de maior trânsito junto ao ex-ministro no âmbito parlamentar e das articulações políticas.

Nas conversas em Interlagos para a formação da chapa da coligação PMDB, PSC e PTB, um dos temas mais espinhosos será a escolha do vice. Até duas semanas ante, era dado como “pule de 10” a escolha do empresário e magnata na área da mineração no Estado, João Cavalcanti. Ele chegou a dar entrevista ao jornal Tribuna da Bahia, afirmando que o martelo havia sido batido em torno de seu nome.

Desde ontem, porém, em volta da casa de praia de Geddel Vieira Lima, os ruídos de uma reviravolta eram cada vez mais fortes. Motivos: o gênio excessivamernte impetuoso e a notória “língua solta” do empresário, que tem gerado alguma polêmica e muitas críticas, principalmente em relação ao seu temperamento agressivo com a imprensa.

Cresceram as apostas pelo nome da deputada do PMDB, Marizete Pereira, mulher do vice-governador de Wagner mas aliado de Geddel, que daria o toque feminino desejado ao palanque peemedebista. Para o Senado, uma das escolhas deve recair em Edvaldo Brito, vice-prefeito de João Hentique Carneiro (PMDB) e ex-prefeito de Salvador. A outra vaga do Senado seria de Eliel Santana.

Mas ainda resta a incógnita do polêmico e explosivo magnata da mineração, João Cavalcanti.

João Henrique:reação assusta

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CLAUDIO LEAL

Na semana do aniversário de 461 anos de Salvador, o prefeito João Henrique Carneiro (PMDB) recuou diante de protestos de moradores e anulou o decreto de desapropriação de imóveis numa área de 324 mil metros quadrados. Em 13 de maio de 2009, Terra Magazine divulgou, com exclusividade, a ameaça a uma das regiões mais belas de Salvador, na Cidade Baixa.

À época, o antropólogo Roberto Albergaria, um dos principais mobilizadores na oposição ao projeto, afirmou que se tratava de “uma monstruosidade burocrática”. Em parceria com empreiteiras, a Prefeitura pretendia construir shoppings, marinas e parque hoteleiro. Os habitantes da região congelada para fins de desapropriação nunca foi ouvida sobre os planos de João Henrique. O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), considerou “estranho” o decreto: “É muito estranho…. é muito esquisito…. Espero que não esteja ligado à especulação imobiliária”.

Numa entrevista Terra Magazine, o secretário de Desenvolvimento Urbano, Habitação e Meio Ambiente de Salvador, Antonio Abreu, reconheceu que não ouviu, oficialmente, o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Mais: admitiu a demolição de prédios históricos, como a Fábrica Luiz Tarquínio, marco do início da industrialização baiana, no século 19. Para o secretário, um campo de futebol, localizado na praia da Boa Viagem, era mais “emblemático” e “histórico” do que a fábrica: “Aquele campo de futebol é emblemático. Você não conhece um itapagipano que não tenha jogado ali”.

A nulidade foi pu­blicada no Diário Oficial do Município de 30 de março de 2010.

A área de 324 mil metros quadrados, na orla da Baía de Todos os Santos, inclui bens tombados pelo patrimônio histórico – como o Abrigo D. Pedro II e o Forte do Monte Serrat, palco da resistência aos holandeses em 1624 -, prédios abandonados, residências, lojas de varejo, antigas fábricas e casarões seculares.

A Prefeitura chegou a anunciar, com estrépito, o projeto “Salvador Capital Mundial”, oferecido ao Estado por empreiteiras, oficialmente como parte das mudanças de infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014. O governo municipal não apresentou um estudo sobre o impacto humano das maquetes e esboços. Depois de críticas de urbanistas, ambientalistas e moradores, oferece o primeiro recuo.

abr
01
Posted on 01-04-2010
Filed Under (Multimídia, Newsletter, Olivia) by vitor on 01-04-2010

BOA NOITE!!!

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O Lapinha: Amigos, essa casa é tudo de bom e promete grandes e belos momentos. Tive a oportunidade de conhecer o espaço – inaugurado recentemente, mas já aberto para o publico e com uma programação de primeira – na última sexta, dia 26. No palco, rolou o show Imbora, de Zé Renato, como sempre, maravilhoso. Zé Renato é hoje a voz mais afinada e bonita da Música Popular Brasileira. Notícia animadora.

O centro do Rio de Janeiro continua fervilhando de boas opções, poderia acontecer o mesmo com o nosso em Salvador, uma pena.

Segundo os responsáveis pelo lugar, Lapinha é a primeira e única casa de shows dedicada à MPB no bairro carioca, fortemente associado ao renascimento do samba e choro há uma década e, na verdade, boêmio em sua gênese. Com petiscos e drinques saborosos, palco aconchegante, ótimo sistema de som, instrumentos novinhos em folha e uma programação impecável, o piano-bar foi inaugurado com festa na noite de 10 de março. Sob os holofotes, Leny Andrade e Nei Lopes, juntos para convergir num show a musicalidade da Zona Sul e da Zona Norte cariocas com tempero latino.

“O Lapinha será uma casa única e pioneira. Seu compromisso é inverter a lógica que norteia as casas de show, hoje limitadas à simples divulgação da produção musical”, afirma a flautista e produtora Tereza Quaresma. “E nós queremos mostrar grandes nomes da música nacional como o público nunca viu, num ambiente íntimo, despojado e aberto à criação”, instiga ela, que tem como sócios o pesquisador e crítico musical Hugo Sukman, o produtor Luís Pimenta e o maestro Ruy Quaresma.

COMO CHEGAR
Lapinha
Av. Mem de Sá, 82 (esquina com Rua do Lavradio)
Reservas: (21) 2507.3435
100 lugares

(Maria Olívia, jornalista, acaba de retornar do Rio de Janeiro)

abr
01
Posted on 01-04-2010
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 01-04-2010

Em seu artigo desta quinta-feira na Tribuna da Bahia, o jornslista Ivan de Carvalho fala do mais novo impasse nas fileiras governistas no terreno movediço da sucessão: As bancadas do PR querem entrar numa coligação em que esteja o PT e amplos setores do PT não querem o PR nas coligações proporcionais em que estejam os petistas. Bahia em Pauta reproduz o texto de Ivan.

(VHS)

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Problemas no governismo

Ivan de Carvalho

A chapa governista para as eleições majoritárias já está praticamente pronta. É a primeira. O vocábulo praticamente é cabível, como se verá. Declarações feitas ontem pelo governador Jaques Wagner confirmam o que todo mundo já sabia e sinalizam fortemente para o único ponto sobre o qual ainda pairavam leves dúvidas – a participação, nela, do senador César Borges, candidato à reeleição.

À reeleição concorre também o governador. A escolha do candidato a vice já está oficializada: trata-se do ex-governador Otto Alencar. Para companheira de chapa de Wagner está formalmente confirmada Lídice da Mata, faltando até ontem apenas uma espécie de oficialização. No caso, do formal para o oficial a diferença é irrelevante.

A palavra “praticamente” foi usada por causa do senador César Borges. É que as declarações do governador passam a idéia de que a participação de Borges em sua chapa é coisa consumada, mas nos bastidores consta que existem alguns “detalhes” a acertar. Entre estes, a candidatura de Waldir Pires ao Senado e a resistência dele e de um grupo do PT ao ingresso de César Borges na chapa.

E o importantíssimo detalhe das coligações para as eleições proporcionais de deputados federais e estaduais, estas mais ainda que aquelas. As bancadas do PR querem entrar numa coligação em que esteja o PT e amplos setores do PT não querem o PR nas coligações proporcionais em que estejam os petistas. Fazem cálculos eleitorais e concluem que seriam garfados.

Terá sido por esta razão que um site noticiou que nas negociações para a chapa majoritária as coligações proporcionais foram deixadas para definição em negociações “pelos partidos da base do governo”. Sem os pulsos fortes do governador e do senador César Borges, de tal “arrumação” poder-se-ia esperar o caos. Terá sido também por esta razão que o deputado federal José Rocha, do PR, declarou a outro site que a decisão do PR quanto a quem vai se aliar foi adiada para “o dia cinco ou seis de abril”, após, após, portanto, o ministro Alfredo Nascimento deixar o cargo e voltar ao exercício da presidência nacional do PR. E explicitou que, por exemplo, “o governador ainda não falou” sobre as coligações proporcionais.

A verdade é que o PT acha que será fortemente prejudicado se fizer coligações proporcionais (principalmente a estadual) com o PR e este faz questão dessas coligações e, digamos, de “garfar” o PT, num jogo de compensações que é a essência da política que vem sendo feita na Bahia. Você dá, mas você toma. Perdão, para que não hajam mal entendidos – as ajudas têm que ser amplamente recíprocas.

Especialmente porque toda a estratégia do governador aponta para um esforço de ganhar as eleições em turno único, evitando o segundo turno, no qual, neste momento, só Deus e seus mais íntimos anjos e santos seriam capazes de prever o que aconteceria. Dilma pode ganhar e então seria uma coisa ou outra. Serra pode ganhar e então seria uma coisa, sem outra. E o tempo no rádio e TV seria igual para as duas partes.

Já que abordamos a questão do segundo turno, um atilado e experiente analista político supõe que Luiz Bassuma, candidato do PV ao governo, terá de oito a dez por cento dos votos, e isto seria a garantia de que haverá segundo turno, enquanto Marina, candidata a presidente do mesmo partido, chegará aos 15 por cento. À observação sobre a pequena estrutura do PV e o tempo quase inexpressivo que terá na tevê e no rádio, ele replica: “É, mas Marina e o PV vão explorar ao máximo a Internet. Você vai ver”.

mar
31
Posted on 31-03-2010
Filed Under (Artigos, Claudio) by vitor on 31-03-2010

Paulo Skaf: afagos do PC do B

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Claudio Leal

As articulações do PCdoB com o presidente da Fiesp e pré-candidato do
PSB ao governo paulista, Paulo Skaf, provocam divergências entre
comunistas e a direção nacional do PT. Nasce incômodo também da
candidatura do cantor Netinho de Paula ao Senado, que concorre no
mesmo campo da ex-prefeita paulistana Marta Suplicy (PT).

O líder do governo na Câmara Federal, Cândido Vaccarezza (PT-SP),
chegou a defender o nome do comunista Aldo Rebelo em lugar de Netinho,
no que foi rebatido pelo ministro dos Esportes, Orlando Silva. O
presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, e a presidente estadual,
Nádia Campeão, abriram os diálogos com Skaf. Dentro do partido, há
opiniões opostas quanto aos frutos da aliança.

Na semana passada, numa reunião do comitê político do PCdoB, o
delegado Protógenes Queiroz (responsável pela Operação Satiagraha), o
pré-candidato ao Senado Netinho de Paula, o vereador Alcides Amazonas
e Nádia Campeão, defenderam o apoio a Skaf. Na avaliação do grupo,
essa candidatura ajudaria a dividir os votos do PSDB no Estado. Para
além disso, consideram importante a união em torno do “socialista”.
Aliado nacional da legenda, o senador Aloizio Mercadante concorrerá ao
governo pelo PT.

Como parte das articulações, Protógenes Queiroz, candidato à Câmara
Federal, tomou café-da-manhã com Paulo Skaf na última segunda-feira,
na Fiesp. O encontro durou mais de três horas. Ontem foi a vez de
Nádia Campeão conversar durante uma hora com o provável aliado. A nova
rodada de debates do comitê político do PCdoB vai ocorrer depois da
Semana Santa, em 5 de abril.

mar
31

ACM Jr: em busca de Aécio

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A revista digital Terra Magazine publica nesta quarta-feira entrevista na qual o senador baiano ACM Jr revela que o DEM vai esgotar convite para Aécio ser vice de Serra. BP reproduz a conversa de ACM Jr com o repórter Claudio Leal, de TM, na qual o sernador considera sede de poder o apoio de ex-aliados do carlismo à chapa do petista Jaques Wagner à reeleição.

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Claudio Leal

Para o senador ACM Jr. (DEM-BA), ainda não morreu a ideia de trazer Aécio Neves para a vice do presidenciável José Serra (PSDB-SP), que se desincompatibiliza nesta quarta do governo de São Paulo. Apesar das sucessivas recusas do líder mineiro para compor a chapa tucana, o DEM pretende insistir até a náusea.

– Nós temos que esgotar as possibilidades de ter o governador Aécio na vice. A partir daí, nós pensaremos outro nome – defende o senador democrata, ainda que o DEM tenha a prerrogativa de indicar o vice.

Em entrevista a Terra Magazine, o empresário e político comenta a adesão de velhos aliados de seu pai, o ex-senador baiano ACM (1927-2007), à chapa eleitoral do governador Jaques Wagner (PT-BA). O petista finaliza uma aliança com os ex-carlistas Otto Alencar e César Borges.

– No momento em que se identificar que eles foram aliados nossos e agora querem se aliar ao PT por questões de repartir poder, é claro que o eleitor vai ficar desconfiado e pode votar contra – critica.

Terra Magazine – Senador, como tem evoluído as articulações para a vaga de vice de José Serra?
Antonio Carlos Jr. – A candidatura de Serra é consolidada, favorita, nós estamos contentes com a posição do governador e vamos fazer uma grande festa em Brasília, no dia 10 (de abril), para lançar a candidatura dele. Estamos bastante otimistas. Em relação ao vice, vamos aguardar para fazer a melhor escolha.

O DEM vai apresentar o nome?
Primeira coisa: nós temos que esgotar as possibilidades de ter o governador Aécio (Neves) na vice. A partir daí, nós pensaremos outro nome.

O senhor ainda aguarda o governador Aécio Neves? Ele já desmentiu essa possibilidade.
Ainda vamos esgotar a possibilidade de ter o governador Aécio como candidato a vice. A partir daí, vamos pensar em outra alternativa.

O que o senhor pensa do apoio de ex-aliados do seu pai, o ex-senador ACM, à chapa do governador petista Jaques Wagner?
Na verdade, é claro que muita gente gosta de estar próximo do poder. Vejo a aliança como uma tentativa de se manter em suas posições de poder. Mas isso pode ser uma coisa contrária, porque quando repassar a origem dela, vão ver que não se misturam posições ideológicas absolutamente diferentes. Pode ser prejudicial. O eleitor não vai ver com bons olhos essa aliança.

O PT sempre fez muitas críticas ao pai do senhor… Eram inimigos históricos. Como avalia essa adesão?
É isso que pode prejudicar esses candidatos. No momento em que se identificar que eles foram aliados nossos e agora querem se aliar ao PT por questões de repartir poder, é claro que o eleitor vai ficar desconfiado e pode votar contra.

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