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Comentário com alta pontuação no You Tbe:

“Minha mãe tinha ouro na vitrola e eu não me contento com isso. Não vejo muitos motivos para ouvir as rádio, prefiro vir para youtube e procurar coisas boas? como esta. Gente o que há com a cultura brasileira?

Precisamos rever tantas coisas. Saudades e saudades sempre dessa época a que não pertenci.

hj2121 1 ano atrás 7

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Prestem muita atenção na qualidade da produção do programa de Sílvio Santos na época. Podem chamar de brega, mas quando cuidado com o artista e que categoria de Núbia !

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


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OPINIÃO POLÍTICA

Dois monstros despertam

Ivan de Carvalho

Dois monstros estão sendo acordados no Brasil.
1. Um é o Dragão da Inflação. O Plano Real, implantado a partir de 1º de julho de 1944, aplicou-lhe um potente sonífero, que conseguiu, sob o governo de Fernando Henrique Cardoso, apesar do monumental erro cometido na política cambial, superar várias crises econômicas internacionais, entre elas – para citar apenas as principais – a crise russa e a crise dos tigres asiáticos.
Durante o governo do PT a inflação permaneceu inerte, em sono profundo para os padrões históricos brasileiros, durante os sete primeiros anos da presidência de Luiz Inácio Lula da Silva. Mas uma nova e grave crise econômica internacional, desencadeada a partir dos Estados Unidos e que atingiu seriamente a Europa, veio somar-se ao ano eleitoral de 2010.
Primeiro veio a crise, que forçou aumento de gastos do governo e expansão do crédito ao consumidor com programas de estímulo à economia, à produção e geração de empregos, tudo combinado com renúncias fiscais com o objetivo de baixar preços para o consumidor.
Essa foi a parte boa das medidas financeiras adotadas pelo governo Lula – a parte voltada para transformar, aqui, o tsunami que devastava, e até certo ponto ainda devasta, os Estados Unidos e vários países europeus, em uma “marolinha”.
Em verdade, “marolinha” não foi, mas uma marola de bom tamanho, derrubando o Produto Interno Bruto para negativo (0,2 por cento abaixo de zero), o que, felizmente, não caracteriza um tsunami.
A parte ruim foi a política econômico-financeira para o ano eleitoral. Ela pode ser produzida numa só palavra, com sua conotação notoriamente negativa: gastança. Vale registrar, em algumas palavras, que a gastança não começou no ano eleitoral, ela vinha se impondo gradualmente com o inchaço da máquina estatal, principalmente no que diz respeito a despesas de pessoal (muita gente entrando, pela porta, pela janela, pelo basculante, pela chaminé, pelo buraco do rato, outro tanto doido para entrar) e despesas dispensáveis de custeio.
É claro que há despesas de custeio indispensáveis, mas, apesar disso, frequentemente dispensadas. É o caso de um posto de saúde ou hospital inaugurado e que funciona a meia capacidade ou nem funciona por falta de medicamentos, gaze, algodão, desinfetantes, material de limpeza, chapas de raio X, substâncias para contraste usadas em vários exames. Uma infinidade de coisas. Quanto às despesas de custeio dispensáveis, nem vou citar exemplos. Qualquer pessoa, servidor público ou não, conhece um monte delas.
Mas à gastança produzida pelo inchaço gradual, rápido e seguro da máquina estatal acrescentou-se, especialmente durante o ano de 2010, um evidente descontrole de gastos (gastar mais do que arrecada, apesar do aumento da arrecadação no ano passado e da previsão de mais aumento este ano) com notório objetivo político-eleitoral. Dilma Roussef não pode dizer, mas uma parte considerável do que passaram a ela foi herança maldita.
2. O outro monstro que dormitava e agora volta a ficar esperto com o “relatório final” da Polícia Federal, requerido pelo ministro do STF Joaquim Barbosa, relator do processo, é o Mensalão. “O Mensalão foi uma farsa. Vamos provar isso”, disse Lula há tempos. Agora a PF afiança que o Mensalão existiu, aconteceu no governo Lula, foi financiado com dinheiro público, beneficiou mais gente do que os 40 que estão sendo processados no STF e não se resumiu a “dinheiro não contabilizado (ilegal, portanto) para campanha eleitoral”, mas também à compra de apoio político e votos no Congresso Nacional.


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CD Azul
Ladeira Da Preguiça
Rosa Passos
De: Gilberto Gil

BOA NOITE!!!

(VHS)

abr
03


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O Amor A Portugal

Dulce Pontes

O dia há de nascer
Rasgar a escuridao
Fazer o sonho amanhecer
Ao som da canção
E então:
O amor há de vencer
A alma libertar
Mil fogos ardem sem se ver
Na luz do nosso olhar
Na luz do nosso olhar
Um dia há de se ouvir
O cântico final
Porque afinal falta cumprir
O amor a Portugal
O amor a Portugal

BOM DOMINGO!!!
(VHS)


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BOA NOITE!!!

abr
02


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OPINIÃO POLÍTICA

A saúde e o Estado

Ivan de Carvalho

Isso de faltarem na Bahia – suponho que também faltem em outros estados, ainda que não dê para afirmar que faltam em todos – remédios que deveriam ser fornecidos pelo SUS, por intermédio e sob a responsabilidade da Secretaria Estadual de Saúde não é, de modo algum, uma novidade. Ora faltam uns, ora faltam outros, um sufoco para os pacientes que precisam deles.
Alguns são medicamentos caros, que os pacientes não têm condições de comprar. Outros são remédios que simplesmente não são encontrados no mercado, nas farmácias, porque de consumo restrito, não havendo interesse para essas casas comerciais tê-los em estoque. Outros ainda, embora em limitadíssimo número, são remédios importados (porque não produzidos no Brasil), geralmente muito caros e quase impossíveis de serem importados por um particular, mesmo que este tenha o dinheiro para pagar o preço.
Nesse contexto, é de esperar que, obedientes à Constituição da República, à lei e às normas regulatórias do Sistema Único de Saúde, a autoridade responsável – no caso, a Secretaria Estadual de Saúde, na sua função de integrante e executora do SUS para o fornecimento de medicamentos – tenha um estudo completo dos medicamentos de que precisa ter em estoque e da frequência com que é necessária a renovação de estoque e se guie por esse estudo para não deixar que faltem medicamentos para pacientes que precisam deles para continuar vivos.
É o caso de medicamentos para quem tem órgão ou outros tecidos transplantados. Há o problema básico da rejeição, a ser evitada por imunossupressores, bem como outros problemas, que podem exigir outros remédios.
A propósito, a jornalista Aleksandra Pinheiro fez, na quinta-feira, em seu twitter, como relatou ontem com destaque o site Política Livre, um relato emocionado sobre o drama experimentado por transplantados na Bahia, acrescentando um apelo ao governador Jaques Wagner e ao secretário da Saúde, Jorge Solla, para que determinem imediatamente a compra de azatioprina, medicação indispensável e que o Estado não tem fornecido há muitos dias.
“Denúncias feitas, matérias de TVs, jornais, etc. e o secretário Jorge Solla não tem a dignidade de mandar comprar a azitioprina”, desabafa no limite da contenção de linguagem a jornalista em seu twitter. E direciona a denúncia para o microblog do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Aparentemente, o que desencadeou a indignação da jornalista Aleksandra foi o anúncio do governo de que vai criar uma “organização de procura de tecidos e órgãos” para transplantes. “Eu leio nisto uma palhaçada sem igual. São Paulo transplanta órgãos, restabelece a vida das pessoas e o governo da Bahia deixa pacientes perderem transplantes por falta de medicação”, comentou ela no seu microblog. E disse mais: dirigiu um desaforo ao ministro: “Se é este o Ministério da Saúde que o senhor pretende liderar, @padilhando, comece a contar os mortos”; lamentou que o Ministério Público baiano “só dorme” e que, portanto, iria ao Ministério Público Federal para ver se este aciona o Ministério da Saúde para resolver a falta de remédios na Bahia.
Ontem, a presidente da Associação dos Transplantados da Bahia, Márcia Chaves, confirmou a denúncia da jornalista Aleksandra Pinheiro, afirmando que a azatioprina falta na farmácia do Estado em Salvador desde o dia 14. Segundo Márcia Chaves, na Bahia cerca de duas mil pessoas precisam usar o medicamento.
É. Não dá para deixar como está.


BOM DIA!!!
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CRÔNICA/ FIGURAS

Sarney, Obama e Bethânia

Janio Ferreira Soares

Nesses dias em que a movimentação do eixo da Terra resolveu que por aqui amanheceria Outono e no outro lado do mundo anoiteceria o caos, faltou espaço para tantas noticias, a começar pela visita do presidente Barack Obama, que chegou ao País, como diria a esposa do governador Cid Gomes naquele vídeo postado no You Tube, com a family – mais a sogra e a comadre -, provando que em matéria de mimos a consanguíneos e agregados tanto faz ser político do Vale do Cariri como de Washington, dá no mesmo.

Rei do charme, Obama foi de Jorge Benjor a Paulo Coelho para extasiar uma platéia já no papo e, de quebra, ainda levou na bagagem uma camisa do Flamengo para usar nos dias de folga ao lado de sua nega chamada Michelle. Para completar, mister simpatia revelou ao governador Jaques Wagner sua intenção de um dia visitar a Bahia.

Venha “de” mesmo, negão, que aí sim, você vai ver com quantas cabaças se faz um berimbau e com quantas piruetas se toma um susto de verdade. E, na moral, pode trazer toda a renca, pois o Pelourinho te espera cercado de rambos, macgivers e batuques ecoando por entre casarões, pivetes e serpentinas – sem Bolsonaro por perto.

Outro episódio que causou um tsunami ideológico foi a autorização dada pelo Ministério da Cultura para Bethânia captar um milhão e trezentos mil reais visando a construção de um blog de poesias, fato, aliás, dentro da lei. Foi o bastante para grande parte da mídia lançar os mais diversos ataques àquela que faz zunzum na testa, na janela, na fresta da telha, pela escada, pela porta e pela estrada a fora, como se a nossa abelha rainha fosse a única favorecida por essa espécie de mel cultural que adoça a vida de muitos por aí. (A propósito, será que se ela bancasse esse blog com grana própria alguma revista lhe daria capa e elogiaria sua abnegação?).

Falando em abelhas, vale destacar a biografia do glorioso marimbondo Sarney, que, coitado, passou a vida toda sofrendo as consequências de decisões alheias – mas sempre com o bigode a captar o néctar do poder eterno. Grande zangão

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura e Turismo de Paulo Afonso, na margem baiana do Vale do São Francisco.

abr
02
Posted on 02-04-2011
Filed Under (Artigos, Vitor) by vitor on 02-04-2011


Em BH o povo se despede de Zé Alencar

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ARTIGO DA SEMANA

O peso da morte de Zé Alencar

Vitor Hugo Soares

“Há mortes que para um país e para a humanidade pesam menos que uma pluma. Há outras, porém, que pesam toneladas” (Mao Tsé-tung).

Atiradores de plantão podem pegar pedras no meio da rua – sempre existem alguns ao alcance da mão em obras inacabada por aí – para jogar. Apesar do risco, recorro à citação das palavras do ex-líder chinês Mao Tsé-Tung na abertura destas linhas por considerá-la a mais completa tradução de sentimentos político e humano diante da partida de José Alencar.

Cremado quinta-feira, em Belo Horizonte, o empresário e ex-presidente da República foi velado duas vezes (em Brasília e Minas) em meio a demonstrações de pesar e comoção raramente vistas no Brasil, principalmente na morte e enterro de homens públicos. Registre-se, por mais raro ainda, que os tributos partiram de todas as categorias sociais e começaram ainda no hospital paulista de onde saiu o corpo de Alencar.

No caso, segue mais apropriada e atual que nunca a frase que aprendi quando frequentava ao mesmo tempo as salas de aulas das faculdades de Direito e de Jornalismo na ardente Universidade Federal da Bahia nos agitados dias dos anos 70.

A UFBA era então um emblema. Reduto de saber, ensino de qualidade e de resistência contra a ditadura que se implantava no País. Movimento que na origem unia militares e civis, se prolongaria por 21 anos até a redemocratização, mas cujas marcas que remetem à disseminação do medo e da intolerância seguem latentes, a deduzir pelos zumbidos em círculos militares nos últimos dias e as declarações de um de seus principais porta-vozes atuais, o deputado Jair Bolsonaro.

Quando li a citação pela primeira vez, o “livrinho vermelho do presidente Mao” ainda não havia sido “renegado” pelas “massas”, nem “caído em desgraça” nos círculos de comandos das “esquerdas”. Ao contrário, era sucesso total de vendas e de público no mundo inteiro: de Salvador a Paris; de Buenos Aires a Marrakesh; de Roma a Bagdá, de Londres a Tóquio. Únicas exceções: Moscou e Havana, onde a simples posse do livrinho podia dar em expulsão do Partido, cadeia ou desgraça política.

“Mas isso é passado, coisa de saudosista”, dirão os politicamente corretos de hoje. Não discuto, apenas confesso: foi no livrinho que pensei primeiro, desde o momento em que, no começo da tarde de terça-feira, vi na TV a imagem daquele médico do Hospital Sírio Libanês em visível esforço para não cair em prantos.

Desolado, dizia aos jornalistas que o cercavam ansiosos por uma notícia de nova reação do bravo paciente: “Ele está sedado, sem sofrimento, prestes a descansar”. E o doutor saiu apressado da frente das câmeras, provavelmente em busca de um lugar reservado para liberar a sensação de pesar que mexia com os sentimentos do experiente profissional da medicina. Sim, era o desfecho de uma situação previsível e natural, mas difícil de aceitar no caso de José Alencar, até para o especialista.

Em Brasília, a presidente Dilma Rousseff, comovida também, mas solene e impávida em público diante do corpo velado no Palácio do Planalto. Ao lado, o ex-presidente Lula é a outra face do mesmo sentimento: ao retornar da viagem de tributos em Portugal e ver pela primeira vez o corpo inerte do “companheiro Zé Alencar”, cai em pranto solto, assoado na manga do paletó. Em Belo Horizonte, na rua próxima ao Palácio da Liberdade, a típica mulher do povo de Minas, cabelos embranquecidos, chora como dezenas de outros cidadãos anônimos com as mãos no rosto.

Tive apenas uma experiência profissional e pessoal mais próxima de José Alencar, mas suficiente para entender todo o pesar nacional com a sua partida. Foi na Bahia, dia 12 de setembro de 2002. Já narrei o episódio marcante em outros textos, mas não custa resumi-lo aqui, por oportuno e referencial.

Fervia a arrancada final e decisiva da campanha que desaguaria na inédita escolha no Brasil de um torneiro mecânico, ex-dirigente sindical do ABC, ao Palácio do Planalto. “Naquele dia, um temporal, assustador ameaçava afogar Salvador, enquanto se aproximava uma noite daquelas em que o melhor a fazer era ficar em casa ou ao abrigo de um hotel, mesmo sendo um político à cata de votos em encardido embate presidencial. Pegar avião nem pensar, ainda mais se a pessoa ardia com febre de mais de 38 graus, e estava com a garganta estropiada por uma faringite agravada pelo excesso de uso das cordas vocais em comícios sucessivos país afora”, escrevi então.

Era esta exatamente a situação de Alencar, bem sucedido empresário – dono da Coteminas, campeã do ramo têxtil no País -, ao chegar à sede da Associação Comercial da Bahia – mais antiga e das mais conservadoras entidades de empresários da América Latina – para uma palestra com o objetivo de derrubar na terra de Antonio Carlos Magalhães, “resistências ainda fortes na elite empresarial do Nordeste, quanto a apoiar o barbudo sindicalista do PT para ocupar o mais alto posto de comando da Nação”.

Lembro bem: na cidade já corria o boato de que Zé Alencar não iria mais ao encontro na ACB: “Foi para a cama”, espalhavam adversários, com ar de troça. Puro engano, como uma figura saída de livro de Guimarães Rosa, o mineiro vestido em terno de linho branco, “garganta quase tapada, rouco e ardendo de febre, chegou debaixo do toró, falou sem parar durante uma hora e meia e levou mais de 40 minutos respondendo a perguntas dos desconfiados homens de negócios da Bahia.”

Na manhã do dia seguinte, o candidato a vice pegou o avião empanturrado de antitérmicos e foi encerrar a campanha presidencial em conversas com mais empresários em Itabuna e Vitória da Conquista. O resultado é o que todos conhecem. Uma morte com peso de toneladas, portanto.

Difícil esquecer ou não sentir pesar pela partida de uma figura assim tão rara, quanto Zé Alencar.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br


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Estranho Rapaz

Jose Carlos Capinam

Quando ele chegou,
O estranho rapaz,
seu olhar estrangeiro olhou para mim,
Eu nunca tinha ouvido,
A fala do amor,
o frio o calor,
Eu logo entendi,
Que quando o rapaz,
seu olhar estrangeiro olhou para mim,
Seu olhar estrangeiro,
falava uma língua que eu logo entendi,
senti no meu corpo uma coisa tao louca,
Que eu nunca senti,
Ele olhava minha boca,
ele olhava meu corpo, ele olhava em meu seio,
olhava no meio por dentro de mim,
No princípio o perigo,
E depois,
Eu olhava eu olhava,
Não tinha receio,
Desejava queria no precipício,
crescer minhas asas desvendar o segredo,
Seu olhar penetrante,
invadia ofegante o meio de mim,
Rasgava o meu ventre o meu corpo inteiro,
me vendo por fora me vendo por dentro,
do principio ao fim,
Depois me olhou me olhou,
Me olhou de baixo para cima,
Em cima embaixo dentro de mim,
Me queimando queimando,
O céu o inferno,
O paraíso é assim,
Onde passou tão pouco deixou,
Só um rastro de fogo queimando em silêncio,
O incêndio do amor.
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BOA NOITE!!!

(VHS)


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Maravilha das maravilhas! O que pode existir de melhor para começar uma sexta-feira, mesmo sendo um 1º de Abril ?

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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