Geddel joga duro na Metrópole
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Enquanto em vários pontos a cidade derrete e a população sofre o efeito da chegada das chuvas de março (com histórico potencial destrutivo), a Prefeitura de Salvador tem R$ 55 milhões empenhados pelo Ministério da Integração Nacional que não foram retirados por pendências na parte burocrática.

A revelação foi feita na manhã desta quarta-feira, 23, pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), na entrevista ao apresentador Mário Kertész no Jornal da Bahia no Ar, na Rádio Metrópole.

Na reveladora conversa com Kertesz, não só sob o ponto de vista da administraçãom pública mas também com relação às mudanças bruscas e trpidações no quadro político na capital e no resto do Estado nas últimas semanas, Geddel revelou que, enquanto esteve no ministério, conseguiu R$ 282 milhões de recursos para obras em Salvador.

“Tem dinheiro assegurado antes de minha saída que a prefeitura não teve a capacidade de retirar”, atirou o ex-ministro de Lula na direção da cabeça do prefeito João Henrique e seus novos aliados no comando da administração e da política municipal.

Os recursos são de obras que ainda não foram finalizadas, informou o ex-ministro e ex-padrinho da administração João Henrique (PMDB), a exemplo do canal na Avenida Suburbana, contenção de encostas e atracadouros na Ilha de Maré, e de obras que sequer foram iniciadas, como a macrodrenagem no Canela e o Canal da Avenida Vasco da Gama, com R$ 21 milhões empenhados.

Em seguida à entrevista na Metrópole, a Prefeitura soltou nota via secretaria municipal de Infraestrutura para informar que as licenças pendentes para a retirada da verba para as intervenções no Vale do Canela, Lucaia e Vasco da Gama já foram liberadas.

Geddel Vieira Lima foi duro ao criticar o comportamento do prefeito João Henrique. “Ele tem um estilo de anunciar as coisas. Se acontecer, aconteceu. Se não acontecer, ele aposta na falta de memória das pessoas, no esquecimento”, disse.

POLÍTICA

No terreno político a entrevista também foi quente, jornalisticamente falando, com ajuda de ouvintes que entraram direto no ar para fazer perguntas juntamente com o apresentador Mario Kertész:. Sobre a recente criação do PSD – do prefeito paulista Kassab e do vice-governador baiano Otto Alencar -,. Geddel reconheceu que o PMDB deve perder prefeitos para a nova legenda. Mas, prometeu não deixar barato para os atuais adversários. “O PMDB vai fazer cumprir a lei”, garantiu.
Geddel informou que o PMDB tem hoje 115 prefeitos. “Mas certamente vai perder alguns. Isso é do jogo promíscuo que virou a vida pública brasileira”, acrescentou.

No final, diante de pergunta do apresentador, Geddel Vieira Lima , não descartou a candidatura à prefeitura de Salvador (“não descarto nem carto minha candidatura a prefeito,” disse ) e afirmou que o PMDB terá um candidato em 2012.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações da Rádio Metrópole-Salvador).

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Gilberto Gil – Rhythms Of Bahia (2006)

MAR DE COPACABANA

Já mandei lhe entregar o mar
Que você viu
Que você pediu pra eu dar
Outro dia em Copacabana
Talvez leve uma semana pra chegar
Talvez entreguem amanhã de manhã
Manhã bem seda tecida de sol
Lençol de seda dourada
Envolvendo a madrugada toda azul

Quando eu fui encomendar o mar
O anjo riu
E me pediu pra aguardar
Muita gente quer Copacabana
Talvez leve uma semana pra chegar
Assim que der, ele traz pra você
O mar azul com que você sonhou
No seu caminhão que desce
Do infinito e que abastece o nosso amor

Se o anjo não trouxer o mar
Há mais de mil
Coisas que ele pode achar
Tão lindas quanto Copacabana
Talvez tão bacanas que vão lhe agradar
São tantas bijuterias de Deus
Os sonhos, todos os desejos seus
Um mar azul mais distante
E a estrela mais brilhante lá do céu


Mosquito de dengue ganha hábitos
e costumes baianos e brasileiros
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OPINIÃO POLÍTICA

A EPIDEMIA DA DENGUE

Ivan de Carvalho

O Brasil está a um passo de registrar uma epidemia de dengue, já com perspectivas ameaçadoras na Bahia, segundo anunciou ontem a Secretaria de Saúde do Estado, ao relatar quais as providências que vêm sendo e serão adotadas e pedir a atenção e uma atitude ativa da população para o combate ao mosquito transmissor.
O país já está, digamos, acostumado com os tipos 1,2 e 3 de vírus da dengue, mas há três décadas não foi encontrado no país o tipo 4, que é a novidade emergente. As pessoas ficam imunes ao tipo ou tipos de vírus da dengue que já as afetaram, mas não têm seu sistema imunitário preparado para um tipo desconhecido por seu organismo.
Este é o caso do vírus tipo 4, que assim não encontra na população brasileira (e baiana) um freio imunitário e por isto mesmo pode levar a uma situação epidêmica desse tipo de dengue. O complicador é que se uma pessoa já teve a doença com um dos outros três tipos de vírus da dengue, a contaminação pelo tipo 4 pode levar à forma mais grave da doença, a dengue hemorrágica. Esta mistura de uma dengue antecedente com uma nova, causada pelo vírus do tipo 4, pode levar à forma mais grave da doença, a dengue hemorrágica, não raro fatal.
Esta é a ameaça que terá de ser enfrentada na Bahia. Em Salvador já foram detectados dois casos de dengue tipo 4, mas a doença não assumiu forma grave nestes casos, presumindo-se que as pessoas afetadas não experimentaram antes outro tipo de vírus da dengue.
No entanto, independente do vírus tipo 4, já foram confirmados (não significa, portanto, que não hajam ocorrido outros) na Bahia este ano 28 casos de dengue hemorrágica, tendo três dos infectados morrido. Um em Jequié, outro em Porto Seguro e outro em Madre Deus. O número total de casos notificados no ano passado até o dia 12 de março foi de 11.679, enquanto este ano, no mesmo período, foram notificados 9.584 casos de dengue.
Houve, portanto, uma ligeira queda do total notificado, mas a emergência do tipo 4, para o qual a população não tem imunidade, representa alto risco de um aumento exponencial dos casos. Isto, somado ao risco já explicado de contágio de pessoas que já experimentaram outro tipo de vírus da dengue e, portanto, da multiplicação de casos de dengue hemorrágica.
Há ainda um outro fator desfavorável começando a se manifestar no país. O mosquito transmissor, o aedes aegypti, já começa a se adaptar às condições e costumes brasileiros. Ele só punha os ovos e gerava prole em água limpa. Agora, já começa a conviver com águas sujas. Já foram encontradas larvas até em água de esgoto (não foi na Bahia). Se (ou quando) essa mutação evolutiva se generalizar entre os mosquitos, nós dançamos, enquanto eles voam.


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Mais vivas para o santamarense imortal, Assis Valente.

BOA TARDE!!!

(VHS)

mar
22
Posted on 22-03-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 22-03-2011


Música letra:Guilerme Arantes
Interpretação: Zé Ramalho

BOM DIA!!!

(VHS)
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DEU NO SITE DO IBGE

DIA MUNDIAL DA ÁGUA

Nosso planeta tem cerca de dois terços só de água. Pela lógica, parece haver água sobrando para a população, não é? Parece um absurdo falar em crise da água?

Vamos aos fatos: 97% da água do planeta são água do mar, imprópria para ser bebida ou aproveitada em processos industriais; 1,75% é gelo; 1,24% está em rios subterrâneos, escondidos no interior do planeta. Para o consumo de mais de seis bilhões de pessoas está disponível apenas 0,007% do total de água da Terra.

Some-se a isto o despejo de lixo e esgoto sanitário nos rios, ou ainda as indústrias que jogam água quente nos rios – o que é fatal para os peixes. A pouca água que existe fica ainda mais comprometida. Isto exige a construção de estações de tratamento de esgoto e dessalinização, por exemplo. E exige conscientização para que se evite o desperdício e a poluição, principalmente nas grandes cidades.

Com o objetivo de chamar a atenção para a questão da escassez da água e, conseqüentemente, buscar soluções para o problema, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu em 1992 o Dia Mundial da Água: 22 de março.

Por conta disso, a ONU também elaborou um documento intitulado “Declaração Universal dos Direitos da Água”, que trata desse líquido como a seiva do nosso planeta.

LEIA MAIS NO SITE DO IBGE: http://www.ibge.gov.br


Wagner:pinto no lixo com PSD baiano
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OPINIÃO POLÍTICA

UM PARTIDO POLIVALENTE

Ivan de Carvalho

O novo Partido Social Democrático (PSD), depois de lançado com bastante força na Bahia no domingo, foi ontem lançado em São Paulo, estado que pode ser considerado como seu berço e onde a criação da nova legenda significou, na prática, a extinção do DEM.

De fato, não ficou praticamente coisa alguma do Democratas em São Paulo. Migrou deste partido para o PSD o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que era a principal liderança política do DEM no estado e deixa a prefeitura em 2012. Kassab não via esta legenda como adequada a uma candidatura sua a governador de São Paulo em 2014. Considerava o DEM desgastado popularmente e assim inapropriado para dar-lhe sustentação na disputada pelo governo paulista.

Mas não só isto. Tinha razões para temer não encontrar espaço e estímulo no DEM, depois que o grupo do ex-senador Jorge Bornhausen perdeu a disputa pelo controle nacional da legenda antes mesmo de travar uma batalha final na eleição para o comando partidário.

Além de Kassab, trocaram o DEM pelo PSD em São Paulo o vice-governador Afif Domingos, importante liderança política e o ex-governador Cláudio Lembo, além de outros políticos com e sem mandato. O DEM certamente vai reagir da maneira esperada e, aliás, já anunciada pelo deputado baiano ACM Neto, líder da bancada democrata na Câmara dos Deputados – intervindo na seção estadual paulista. É que os componentes da atual direção do DEM paulista são naturalmente aliados do prefeito Kassab e de Afif Domingos.

Assim, o que o DEM vai tentar é, afastando os atuais dirigentes da seção paulista, abrir espaço para uma reconstituição da legenda no maior colégio eleitoral do país. Uma reconstituição a partir do nada ou, para não correr o risco do pessimismo, do quase nada.

No nascimento, o PSD, como declaravam ontem seus fundadores no ato político realizado na Assembléia
Legislativa de São Paulo, busca se situar como um partido “independente”. Continuará, como fazia a maioria paulista de seus integrantes ainda quando no DEM, apoiando o governo tucano de Geraldo Alckmin em São Paulo, enquanto se coloca, como disse Kassab, “à disposição da presidente Dilma Roussef”. Para apoiar “quando for necessário” e “fiscalizar” sempre que esta ação seja adequada.

É uma definição verbalmente complexa, mas não difícil de entender se forem consideradas as origens da nova legenda, a ser integrada por políticos de variada origem, alguns porque imaginam este novo partido como permanente, outros por quererem, através dele, fazer uma ponte para atravessar o fosso representado pelas normas e jurisprudência a respeito da fidelidade partidária.

Um partido assim formado não tem condições de, logo de início, enunciar um rumo muito definido. Surge, então, esse discurso de independente, pronto a fixar posições de apoio ou “fiscalização” – pois não se quis, sequer, falar “crítica” – à medida que se deparar com cada fato em seu caminho. O PSD põe um rosto de polivalente. Mas sem dúvida que há no novo partido uma tendência dominante de aproximação com o governo federal.

No caso da Bahia, não há cuidados com as aparências. O rumo está claro. Não há dúvida de que a seção estadual, liderada pelo vice-governador Otto Alencar, apoiará decididamente o governo Jaques Wagner e dará toda a contribuição que puder à base de sustentação da presidente Dilma Roussef. Aliás, o governador seguramente está muito feliz com a entrada em cena desse novo partido na Bahia.

mar
21
Posted on 21-03-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-03-2011


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BOA NOITE!!!

(vhs)

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Imagens de Buenos Aires com a música de Astor Piazzolla.
Autor: Adolfo Spriegel

BOA TARDE!!!


PSD na Bahia:primeiro ato com Kassab

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OPINIÃO POLÍTICA

O bem nascido PSD

Ivan de Carvalho

O lançamento, ontem, na Bahia, do novo partido, o PSD, foi um evento que atingiu plenamente seus objetivos políticos. Portanto, um êxito. O partido estará, na Bahia, sob a liderança do vice-governador Otto Alencar, que certamente participará, pela importância que a sessão baiana terá neste projeto político, do núcleo de comando nacional da nova legenda.

Resolveram seus criadores adotar o nome de Partido Social Democrático e a sigla PSD (desistindo da denominação inicialmente imaginada, PDB, supostamente porque não soava bem). PSD pode soar bem e não deve ser feita confusão com PDS, a última mutação da Arena e último partido-base do regime autoritário iniciado em 1964.

Mas sabe, quem tenha o tempo suficiente de estrada ou haja estudado a história dos partidos no Brasil a partir da democratização que se seguiu à deposição de Getúlio Vargas com o fim da ditadura do Estado Novo (acontecimento decorrente do fim da Segunda Guerra Mundial), que PSD e Partido Social Democrático não são uma sigla e uma denominação criativas.

Copiou-se, na nomenclatura, o PSD, criado como um braço do getulismo pós-ditadura para atuar junto a parte da classe média urbana e da aristocracia e classe média rurais, bem como junto às elites industriais e comerciais. Pelo PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) o getulismo alcançava os operários e o controle de grande parte dos sindicatos de empregados.

Não seria muito exato sugerir, como já se tem feito, que o novo PSD diferia do antigo partido extinto pelo segundo Ato Institucional por ser, o novo, abrigo para políticos de diferentes origens ou inclinações políticas. Até porque os quadros do PSD de outrora tinham espectro muito amplo, incluindo desde comunistas até adeptos de ditaduras do tipo latino-americano, fascistas e um ou outro cripto-nazista (espécime muito raros, este último, inclusive porque Hitler perdera a guerra). O PSD foi até 1965 quase que o “partido-ônibus” que o MDB e principalmente, depois, o PMDB seria, na sua fase gloriosa, ainda sob o comando de Ulysses Guimarães.

Se comparados os dois PSD, o extinto e o que está em criação, até que este último deverá ter uma composição política mais coerente ou, na pior das hipóteses, menos incoerente. Mas buscar coerência no quadro partidário brasileiro atualmente é quase tão difícil quanto procurar agulha em palheiro. Encontra-se, mas como exceção, principalmente em micropartidos e, talvez, no PC do B, que não é micro, mas é mínimo.

De qualquer modo, o líder principal do novo PSD na Bahia, Otto Alencar, no evento de ontem, que contou com a presença do prefeito paulistano Gilberto Kassab (este e Afif Domingos, vice-governador de São Paulo, estarão lançando o partido nacionalmente hoje, com evento na capital paulista), adiantou que “o nosso estatuto terá um parágrafo permitindo que deixe a legenda sem problemas todo filiado que se julgar desconfortável”. Naturalmente, está embutida aí a preocupação de dar segurança a políticos que queiram se filiar, mas ainda tenham dúvidas quanto à viabilidade do novo partido.

Seja como for, a norma estatutária anunciada por Otto Alencar, quando concretizada, fará soprar um pouco de liberdade no sistema imposto recentemente, em que, em nome do fortalecimento dos partidos e da fidelidade partidária, estão sendo transformados, os filiados e principalmente os políticos com mandato, numa espécie de escravos de seus partidos. Há escravidão de vários tipos. Esta é a escravidão partidária.


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FELIZ NOVA ESTAÇÃO A TODOS!

BOA NOITE!!!

(VHS)

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