DEU NO PORTAL EUROPEU TSF

Os resultados das eleições em França e na Grécia são vistos na imprensa internacional como respostas às medidas de austeridade na zona euro e um desafio à política de redução de custos da Alemanha.

Na Alemanha, o jornal Bild dirige-se diretamente a Angela Merkel, com o título «Bom dia senhora chanceler, Este [François Hollande] é o homem mais importante da sua vida política agora», referindo-se à vitória do candidato socialista nas presidenciais francesas.

Já o Welt é mais comedido e destaca as comemorações do novo Presidente francês na Bastilha.

Sobre a Grécia, o Bild refere que o «Caos ganhou sobre a Razão», enquanto o Welt diz que os «Gregos rejeitaram claramente partidários da redução de custos» e garante que o euro e as bolsas europeias estão «em queda livre» devido às eleições de domingo.

Também os jornais espanhóis dão destaque à França e à Grécia, com o El Pais a escrever, em editorial, que o resultado das eleições nos dois países mostra uma «Europa exausta» e que a vitória de Hollande é «Uma nova etapa na Europa» e «um impulso a uma política de crescimento».

Sobre a Grécia, o editorial refere «a Ira dos Gregos» e mostra-se preocupado com a entrada de 21 neonazis no Parlamento local.

Deu na revista Veja, na coluna Holofote, assinada pelo jornalista Otávio Cabral. Edição nas bancas.

A Advocacia-Geral da União pediu à Justiça o bloqueio de bens e o cancelamento do certificado de filantropia do Projeto Tamar, entidade famosa por proteger tartarugas marinhas ameaçadas de extinção. A ação é consequência de uma operação da Polícia Federal que mostrou que o Tamar subornou membros do Conselho Nacional de Assistência Social para conseguir o benefício de entidade filantrópica, que lhe concedia uma isenção fiscal de cerca de 10 milhões de reais ao ano. Para obter a licença, o projeto alegou que as visitas às suas sedes eram gratuitas. Mas a investigação mostrou que a entidade faturava pelo menos 40 milhões de reais por ano com a cobrança de ingressos e a venda de produtos. O processo tramita em segredo na Justiça Federal em Brasília.
Fonte: “Holofote”, revista “Veja”, edição desta semana

DEU NA COLUNA DE MÔNICA BERGAMO

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) pode julgar amanhã habeas corpus que pede a libertação de Carlos Cachoeira. Caso isso não ocorra, é grande a chance de ele comparecer à CPI que investiga seus negócios na condição de presidiário.

A informação é da coluna de Mônica Bergamo, publicada na edição desta segunda-feira da Folha (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

É que até o dia do depoimento, 15 de maio, não haverá mais sessão no tribunal.

Leia a coluna completa na Folha desta segunda-feira, que já está nas bancas.


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Gilson: que grande e oportuna lembrança a sua. Nada melhor que “João Bobo”, na espetacular interpretação de Ivon, para começar a semana musical no BP, principalmente depois do que o nosso João de Salvador andou aprontandfo em sua balada de fim de semana.

“Amaldiçoado quem pensar mal dessas coisas”, diriam os franceses. Mas…

Digo e repito como a publicidade do cartão de crédito: Leitores, colaboradores e comentaristas de bolg como você e Vangelis não têm preço.

OBRIGADO! BOM DIA A TODOS!

(Vitor Hugo Soares)

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OPINIÃO POLÍTICA

Decisões na oposição

Ivan de Carvalho

Duas coisas já estão decididas na área da oposição estadual, em relação às eleições para a sucessão do prefeito de Salvador, João Henrique, atualmente no PP e que já antecipou sua intenção de concorrer às eleições para governador, em 2014.
Quase diria que tanto a intenção quanto a antecedência são surpreendentes, mas não são. Há uns meses (não vou pesquisar a data exata) escrevi neste espaço que o prefeito “é um visionário” e que não seria surpresa se, mesmo estando naquela época com uma nada invejável avaliação popular, acalentasse a ideia de ser candidato a suceder Jaques Wagner.

É verdade que algo mudou desde que escrevi essas coisas – o PP da Bahia perdeu o Ministério das Cidades, que Mário Negromonte ocupava. Isso enfraquece o atual partido do prefeito no jogo da sucessão de 2014. Mas não necessariamente desestimula a ideia-projeto político de João Henrique. Pois se continuasse ministro até 2014, Negromonte, presidente estadual do PP, talvez se animasse para ser, ele mesmo, candidato a governador.

No entanto, Negromonte não mais se animará a isto e não será, portanto, um obstáculo absoluto à fantasmagórica candidatura de João Henrique à sucessão de Wagner. Vai calcular se a ideia de João Henrique, caso este a mantenha, lhe convém e ao seu partido ou não. O mesmo cálculo haverá de fazer outro dos três principais líderes do PP da Bahia, o deputado João Leão, candidato a prefeito de Salvador. O terceiro dos principais líderes do PP baiano é, evidentemente, o próprio prefeito João Henrique.

Bem, volto às duas coisas já decididas na área da oposição estadual para as eleições do prefeito de Salvador. Um candidato da oposição é ACM Neto, do Democratas, com o apoio do PSDB e, portanto, a exclusão da candidatura de Antonio Imbassahy ao cargo de prefeito.

Esta decisão já se tornara quase explícita com a nota pseudo-cifrada, mas de clareza cristalina, da comissão executiva estadual do PSDB, há poucos dias. Sintetizando-a: o PSDB continuava conversando com o PMDB em busca da unidade das oposições e não teria candidatura concorrente com um candidato do Democratas.

Mas já se sabia que o comando do PMDB, por estar na base do governo federal petista, não apoiaria um candidato do DEM nem tampouco do PSDB, oposições a esse governo. Então, não podia haver unidade, salvo se todo mundo apoiasse o candidato do PMDB, que seria o ex-prefeito Mário Kertész.

Poderia até acontecer, se Imbassahy desistisse e o PMDB assegurasse a ACM Neto, do Democratas, apoio para uma candidatura a governador em 2014. Mas aí havia dois entraves: a ideia de Geddel Vieira Lima, principal líder do PMDB da Bahia, de disputar o governo (pela segunda vez) em 2014. E a reação do governo federal e do comando nacional de seu partido, o PT, à promessa de apoio a ACM Neto, do DEM, para o governo.

Em síntese: 1) Não havia como construir a unidade. O PMDB não podia entrar na coalizão. O deputado Jutahy Júnior declarou afinal encerradas as negociações pela unidade com o PMDB; 2) O DEM tem o candidato ACM Neto e o PSDB, Antonio Imbassahy. Mas o PSDB, além de ter na Bahia e em Salvador uma estrutura muito mais frágil que o DEM, precisa apoiar o candidato do DEM aqui para garantir o apoio do DEM a José Serra em São Paulo. O PSDB, ajustados detalhes, logo anunciará seu apoio a ACM Neto.

O PR, comandado pelo ex-governador e ex-senador César Borges, ainda é um mistério.

maio
07
Posted on 07-05-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 07-05-2012


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Cau Gomez, hoje, no jornal A Tarde (BA)

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Ivon Curi canta a versão de O. Quirino para a valsa de Hubert Giraud e Jean Drejac celebrizada por Edith Piaf e Yves Montand.

A sugestão e garimpagem para o Bahia em Pauta é do jornalista e amigo do BP, Gilson Nogueira.

VIVA A FRANÇA!
BOA NOITE!!!

(VHS)

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DEU EM A TARDE E O GLOBO ESTE DOMINGO (6)

SONHOS

Caetano Veloso

Não me senti bem ao ver a foto de um policial armado no corredor de uma escola do Rio, na frente de um grupo de adolescentes. Parece-me que trazer o conflito entre a violência (legítima) do Estado e a violência marginal para dentro do ambiente da educação não pode prometer boa coisa. É um evidente exemplo de falta de sensibilidade para o sentido da educação.

Os policiais vão proteger quem exatamente, aliás? E como se indicarão os suspeitos? Os esboços de respostas a perguntas como essas que li no jornal me pareceram desalentadores. Pesadelo.

A impressão mais forte que fica, no entanto, é a de descuido com as imagens sociais a que crianças devem ficar expostas dentro dos edifícios aonde são levadas para aprender a ler, escrever, calcular, tomar consciência da formação da sociedade em que vivem, do mundo em que nasceram, das leis que regem a matéria, e, sobretudo, a conviver.

Li os artigos de Zé Miguel Wisnik e Francisco Bosco sobre o ensaio de Roberto Schwarz a respeito de “Verdade tropical”. Li também o de Nelson Ascher na “Veja”. Naturalmente tenho interesse na discussão. E, também naturalmente, me sinto mais próximo de Wisnik e Bosco do que de Ascher, embora tenha grande respeito pela produção poética e crítica deste último. É que sou mesmo mais chegado aos meus dois colegas de espaço aqui no GLOBO do que ao bissexto articulista da revista da Abril.

Contrariando o que Schwarz levou um jovem esquerdista a dizer de mim (que eu me situo, no espectro político, na centro-direita), a primeira reação que tive ao ler o texto de Ascher foi – confirmando o que Schwarz sugere sobre minha personalidade, isto é, que sou afeito a suspeitos arranjos harmonizadores entre forças antagônicas – pensar: se eu fosse escrever um artigo para a “Veja”, procuraria me colocar um pouco mais à esquerda. Mas o fato é que a conclusão final do poeta – de que o ensaio de Schwarz, apesar dos elogios (que eu, de minha parte, e em discordância do que ele diz, não considero superficiais), resulta numa reprovação política que se transformaria em condenação policial caso não vivêssemos numa democracia liberal e sim num país comunista de partido único.

Me reconheço nos textos de Bosco e Wisnik. E na foto escolhida pela “Veja” (nunca apareço tão bonito naquela publicação).
Insistindo em Martinha, Lucrécia e “Verdade tropical”, acho que eu deveria parar para escrever algo meditado sobre o caso. No momento estou escrevendo apenas canções (é como se isto aqui não fosse escrever). Mas se eu achar o tempo e conseguir reter na mente o que me parece que poderia ser útil e relevante para a discussão, farei. Não sei se neste espaço, que é grande demais para o que em geral tenho para dizer, mas demasiado pequeno para o que passa pela minha cabeça quando penso nas questões levantadas por Schwarz.

Revi “Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios” em Salvador – e gostei ainda mais. Parte do entusiasmo pode se dever a eu ter ido assistir ao filme no Cine Glauber Rocha, uma das coisas que mais amo nesse Brasil. A entrada, que já era assim – com os elegantes índios de Caribé nas paredes – quando eu me mudei para Salvador, em 1960, a praça Castro Alves na frente, a baía atrás da estátua do poeta. Mas acredito que a maior parte da responsabilidade pelo meu entusiasmo é do próprio filme, digam o que disserem. José Eduardo Agualusa, o escritor angolano que tanto admiro (e cujos romances “Nação crioula”, “O ano em que Zumbi tomou o Rio” e “O vendedor de passados” – pelo menos esses – deveriam ser lidos por todos os brasileiros alfabetizados), me disse, na noite da pré-estreia do filme no Rio, que o romance de Marçal Aquino em que ele se baseia (tendo o próprio Aquino participado da adaptação do livro para o cinema) é muito bom. Fui à Livraria da Travessa e comprei um exemplar para levar para a Bahia. Claro que Agualusa não poderia estar errado.

O livro é mesmo bom (a moça da livraria me disse que uma pá de gente sabe muito bem disso, já que o romance vende muito e os vendedores ouvem elogios de seus fregueses). E tem todas as vantagens que a literatura pode ter sobre o cinema. Mesmo assim, vejo algo nesse filme (e não é só a Camila Pitanga) que vai além das qualidades do livro, que o filme apenas em parte reafirma. Suponho que ter de viajar ao Pará para realizá-lo, e lá encontrar aquela gente (mulheres, homens adultos, crianças de 8 anos, velhinhos de ambos os sexos) que canta tão divinamente bem os refrãos religiosos que o pastor (no filme tão poeticamente sincrético, com estrutura básica de pastor evangélico mas com elementos de padres católicos da teologia da libertação e gurus do Santo Daime) puxa a palo seco. E – talvez mais intensamente ainda – o grupo de cantora, músicos e plateia de um show de carimbó ao ar livre (como parte de uma manifestação política): é o Brasil dos sonhos explodindo (bastam alguns segundos) em generosidade inédita no concerto das nações. Kitsch? Who cares…

Não sei como a Bahia consegue ainda parecer bonita. Mas acontece. Apesar dos prédios que parecem feitos de plástico – e que têm triângulos vasados sobre os pórticos -, o mar encontra espaços elegantes para insinuar seus azuis e verdes, num final de abril que desmente o ditado (“abril, chuvas mil”) mas se torna começo de maio com direito ao tradicional “veranico”, expressão que menciono com um aceno a Fernando Barros, que, entre alguns outros, me compreenderá.

maio
06

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VIVE NA FRANCE!!!

BOA NOITE!!!

(Vitor Hugo Soares)


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Hollande:com os eleitores na hora da vitória

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No seu discurso de vitória, o socialista François Hollande, eleito Presidente da França com 51,9% dos votos segundo as últimas projecções, mencionou a Europa apenas em sétimo lugar entre as suas prioridades. Hollande reafirmou, porém, a intenção em renegociar o Tratado Europeu sobre os défices excessivos assinado em Março.

A edição online da revista alemã Der Spiegel diz que Hollande é um Presidente “predestinado a desiludir”, mas considera que o socialista poderá fazer um melhor par com Angela Merkel do que o seu antecessor Nicolas Sarkozy. “Hollande pode mesmo ser descrito como a Merkel francesa. É um pragmático mais do que um ideólogo. Quer alcançar consensos e considera os resultados mais importante do que a pose. Tem os pés na terra e é um tipo empático”, escreve a revista.

Angela Merkel telefonou a François Hollande para lhe dar os parabéns e convidar o novo Presidente francês a visitar Berlim, revelou o dirigente socialista Pierre Moscovici, citado pela AFP.

A primeira sondagem relativa às eleições legislativas de Junho, feita hoje mesmo, dá os socialistas como vencedores, com 44% das intenções de voto, juntando a votação da Europa Ecologia/Os Verdes, com quem o PS tem um acordo eleitoral. A sondagem do IFOP dá 32% à UMP (direita gaulista) e 18% à Frente Nacional de Marine Le Pen – o mesmo que ela teve nas presidenciais. Com estes resultados, o partido de extrema-direita, anti-imigração e anti-islão, deverá conseguir eleger deputados para a Assembleia Nacional. Em 2007, a esquerda tinha conseguido apenas 36%, face a 47% da UMP, e a Frente Nacional não teve representação parlamentar.

O Discurso de Hollande terminou com acordeões tocando “La Vie en Rose” e um enorme ramo de rosas vermelhas para a sua companheira, Valérie Trierweiler, que se juntou a ele. Daqui a pouco François Hollande, o novo Presidente eleito, deverá tomar um avião para Paris.

“Estou mobilizado desde já para conseguir a mudança. Essa é a minha missão e o meu dever. Servir a República, servir a França, servir as causas, os valores que devem ser ouvidos em França e no mundo. Viva a República e vida a França”, lançou Hollande, a terminar o discurso em Tulle, na região da Corrèze, onde é presidente do Conselho Regional e a qual saudou várias vezes”.

François Hollande chegou ao centro de Tulle, onde falou pela primeira vez como Presidente eleito da França, a bordo de um Renault Clio e disse que a sua vitória significa “um novo arranque para a Europa, uma nova esperança para o mundo”.

“A França não é um país qualquer”, disse o vencedor das eleições presidenciais francesas aos seus eleitores O Presidente sublinhou a dimensão europeia do seu triunfo, reafirmando a sua intenção em renegociar o Tratado Europeu assinado em Março.

“A Europa observa-nos; estou certo que com este resultado, em muitos países houve um alívio, uma esperança. A ideia de que enfim a austeridade não tinha de ser uma fatalalidade. É o que vou dizer aos nossos parceiros e em primeiro lugar à Alemanha”

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