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1º lugar no Festival Nacional de MPB da
TV Excelsior em 66, foi defendida pela
cantora Tuca e por Airto Moreira.
Esta é a versão de um dos seus autores:
Geraldo Vandré.
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BOM DIA!!!


Gael García Bernat e Rodrigo de la Serna interpretaram “Che” e Alberto Granado em “Diários de Motocicleta”
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Deu no jornal português PÚBLICO

Referia-se a Che Guevara como “o meu melhor amigo”, com ele percorreu quilómetros em cima de uma motocicleta. Alberto Granado morreu este sábado na sua casa em Havana, aos 88 anos. Gael García Bernat e Rodrigo de la Serna interpretaram “Che” e Alberto Granado no filme “Diários de Motocicleta”

A viagem de Alberto Granado e de Che Guevara por vários países da América Latina inspirou um diário e um filme, vencedor do Óscar para melhor canção original em 2005. Foi uma viagem longa, entre 29 de Dezembro de 1951 e 26 de Julho de 1952, numa moto que já nem estava em condições de os transportar, mas à qual os dois chamavam “a Poderosa”.

Che Guevara chamava-lhe “O Petiso”, como recordou a AFP. Alberto Granado era bioquímico e morreu “repentinamente” na sua casa em Havana, enquanto dormia. A sua última vontade será agora cumprida, o corpo será cremado e as cinzas espalhadas pela Argentina, Cuba e Venezuela.

A notícia foi dada em Cuba durante o telejornal. “Fiel amigo de Cuba, [Granado] contribuiu para a formação de profissionais de medicina e de genética”, disse o locutor.

Nascido na localidade de Hernando, na província argentina de Córdoba, a 8 de Agosto de 1922, Alberto Granado tinha 30 anos quando acompanhou Che Guevara numa viagem por toda a América Latina, ainda antes da revolução cubana que levaria à derrubada da ditadura de Fulgêncio Batista e à chegada ao poder de Fidel Castro, em 1960. Vivia em Cuba desde 1961.

Após a viagem, que durou nove meses, os dois amigos separaram-se na Venezuela e seguiram caminhos diferentes, ou nem tanto. Guevara regressou a Buenos Aires, onde foi dar aulas de Medicina, Granado era bioquímico e foi trabalhar para um hospital, recordou a estação de televisão venezuelana Telesur. Depois de regressar a Havana, Granado passou a dirigir um departamento de Genética e só viria a reformar-se em 1994.

Em 1978 publicou o livro “Com Che pela América do Sul”, no qual faz um relato da viagem. E quando o realizador brasileiro Walter Salles resolveu levar a história ao grande ecrã, Granado foi seu assessor. Juntos contaram a história de um périplo que passou pelo Chile, Peru, Colômbia, a história de dois amigos e de Ernesto Guevara antes de se tornar “Che”.

Numa entrevista à BBC, em 2005, Granado recordou a viagem e o amigo. “Ele nunca me esqueceu, nem eu a ele. A sua forte personalidade tornou-o inesquecível.”


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Ótima Versão Yes ! Nós Temos Bananas – Almirante (Carnaval de 1938

BOA NOITE!!!

(Maria Olívia)


Moraes Moreira musica “Pombo Correio”. 1988
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EITA BAGACEIRA QUE FAZ FALTA!!!

boa tarde!!!

(VHS)


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EH BAGACEIRA BOA E BONITA!

BOA NOITE!!!

(VHS)

mar
05
Posted on 05-03-2011
Filed Under (Artigos, Vitor) by vitor on 05-03-2011


Dilma: acenos e sinalizações em Irecê
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ARTIGO DA SEMANA

Recados de Dilma e beijos de Lula

Vitor Hugo Soares

É bem provável que a primeira visita da presidente Dilma Rousseff à Bahia, dois meses depois da posse, não renda um folheto de literatura de Cordel como aqueles antológicos criados pelo Cego Aderaldo, célebre repentista do Crato, e outros grandes da comunicação popular nas feiras do Nordeste em eventos semelhantes.

Mas, convenhamos, a passagem, esta semana, da mandatária maior do País por Salvador, no litoral, e Irecê, em pleno sertão, não pode ser desqualificada por seus atuais narradores e analistas. Ou resumida a pura perda de tempo ou dinheiro público jogado pelo ralo, como alguns apressados da política e do jornalismo sugeriram logo que a presidente pegou o avião de volta ao mundo hermético de seu gabinete no Palácio do Planalto.

Nem é preciso ter muita sensibilidade – ou mesmo sentidos tão atilados quanto os daqueles mestres dos repentes nas praças do sertão – para perceber que Dilma sinalizou o tempo inteiro, em sua rápida passagem pelo andar de baixo da complicada construção chamada Brasil, terça-feira passada.

Jeito cabreiro e pouco dada a reações mais expansivas, a presidente se movimentou na maior parte do tempo envergando um figurino convencional da “mineira típica”: observadora e silenciosa.

Em momentos, porém, por estilo ou pura insegurança, Dilma despiu o modelo pacato das alterosas para “rodar a baiana”, no melhor estilo durão dos gaúchos, e distribuir chineladas. Foi assim, por exemplo, em Irecê, depois de errar a pronúncia do nome da cidade de Ibititá (e ser alertada por políticos locais), quando assinalou mais uma vez, de público, o desconforto na relação com seus atuais assessores de comunicação no Palácio do Planalto.

Assim, “como quem não quer nada, querendo” ( no registro de um observador baiano), ela transmitiu recados, mandou sinais e recebeu sinalizações importantes e reveladoras, principalmente para os mais habituados a lidar com signos da política, do poder e do jornalismo.

Tanto no plano estritamente político e social, como no sempre complexo e escorregadio terreno das experiências pessoais, Dilma Rousseff fez movimentos “para além” (como dizem os portugueses) dos abraços e apertos de mãos.

Foi então que ficaram mais evidentes alguns signos da passagem de Dilma pelo Nordeste esta semana. Por exemplo, o apelo explícito da presidente pela ajuda do carisma do ex, que notoriamente lhe falta.

No evento no sertão baiano, um dos raros momentos de vibração popular autêntica, – não ensaiada previamente com os chefes políticos municipais e estaduais e seus cabos eleitorais – foi quando a presidente, no discurso escutado a maior parte do tempo com apatia, pelo público que enchia o local da festa pelo reajuste do Bolsa Família, transmitiu os recados mandados por Lula para os nordestinos.

Dilma contou que, na véspera de viajar para a Bahia, fora até São Bernardo do Campo, em São Paulo, conversar com Lula. “Ele enviou muitos beijos para vocês, mandou dizer que segue nos ajudando e em breve aparecerá pessoalmente por aqui para abraçar a todos”, disse a presidente, conseguindo assim reações empolgadas da platéia.

Diga-se ainda: a própria escolha da cidade baiana para anunciar o reajuste dos valores pagos pelo programa Bolsa Família e iniciar as celebrações do Dia Internacional da Mulher (ao qual o governo Dilma quer emprestar um significado especial em 8 de março), foi mais um sinal devidamente planejado para render respostas políticas, que fruto de mero acaso.

No estado da Bahia reside a maior legião de beneficiários do programa social que virou a menina dos olhos do presidente Lula, além de mina de votos para a eleição da primeira mulher para comandar o País: cerca de 1,65 milhões de pessoas. Em Irecê, município administrado pelo PT, a platéia da presidente foi formada por cerca de 2 mil pessoas, na maioria, mulheres beneficiárias de programas sociais do governo federal.

No discurso de 31 minutos, a presidente gastou boa parte do tempo na citação enfadonha de interminável lista de agradecimentos a prefeitos da região – 51, ao todo. Não há boa vontade e paciência que resistam. E foi aí que a presidente errou o nome de Ibititá e aproveitou para manifestar sinais de desconforto e irritação com seus assessores de comunicação em Brasília, que não colocaram o acento agudo no A da cidade baiana na lista que deram para ela ler.

O entusiasmo do público no comício caiu e só foi recuperado quando Dilma transmitiu os beijos e os recados mandados por Lula para os nordestinos. “Amaldiçoado quem pensar mal dessas coisas”, diriam ironicamente os franceses. Mas, sinais são sinais!.

Bom Carnaval para todos.

Vitor Hugo Soares é jornalista: E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

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CRÔNICA/MOVIMENTOS

A volta do Carnaval na praça

Janio Ferreira Soares

Assim como acontece no Natal e no São João, quando as velhas canções de Roberto e os forrós de Luiz Gonzaga me levam a parques e ruas que não existem mais, no Carnaval os frevos de Moraes Moreira e Armandinho fazem a festa no meu interior. A diferença é que agora não preciso mais dos frenéticos passos que os acordes exigem, já que também faço parte daqueles que balançavam o chão da praça vestidos de mortalhas e macacões Lee – com os bolsos cheios de vapor barato -, e hoje preferem passar a folia numa boa, bebendo um vinhozinho entremeado por ansiolíticos matinais e antiácidos noturnos, reflexo dos molejos e solfejos de outrora.
A propósito, não sei se pela distância ou pelo alheamento, ainda não percebi nenhum dos inéditos movimentos pélvicos que costumam invadir Salvador nestes dias momescos. Pelo andar do trio, o grande sucesso deste Carnaval deverá ser mesmo Minha Mulher Não Deixa Não, que Ivete, com o seu incomparável estilo da baiana-porreta-que-pode-falar-o-que-quiser-que-ninguém-liga, é bem capaz de oferecê-la ao prefeito João Henrique.
No mais, Bell e Durval continuarão tirando milhares de pés endinheirados do chão, Daniela prosseguirá com suas inovações artísticas que eu não compreendo muito bem, enquanto Claudia Leite fará de um tudo para mostrar ao mundo que é a fiel depositária dos trejeitos e das curvas que até outro dia demarcavam a silhueta de Ivete, muito embora La Sangalo as esteja reconquistando na tora.
Pra terminar, leio nos jornais que este ano teremos a volta do encontro de trios. Para os mais novos, um parêntese. No tempo em que cordeiro era apenas aquele que tira os pecados do mundo, os trios seguiam livres para a Praça Castro Alves onde acontecia o “gran finale” da festa com sensacionais duetos improvisados, tudo sob a guarda da mão do poeta. Agora, mesmo encabeçado pelo velho baiano Moraes Moreira, temo por essa tentativa de ressurreição patrocinada. Lembre-se de que Woodstock foi o que foi porque não tinha nenhum banner de banco atrás de Hendrix. Um bom Carnaval a todos.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura e Turismo de Paulo Afonso, no lado baiano do Rio São Francisco


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“Besta é Tu” é uma das mais famosas músicas dos Novos Baianos, que faz parte do disco Acabou Chorare, de 1972, eleito pela revista Rolling Stone (Brasil) como o melhor disco brasileiro de todos os tempos.
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BOA FARRA DE CARNAVALESCA E BOA TARDE!

(vhs)


Deputado Vacarezza(PT-SP):com jeito de pileque
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OPINIÃO POLÍTICA

Do carnaval e das bebidas

Ivan de Carvalho

Então governador, Antonio Carlos Magalhães editou decreto instituindo cinco dias de carnaval oficial na Bahia, estabelecendo o maior dos feriadões do país, de sexta a terça-feira. Hoje é o primeiro dia. E como durante o carnaval muito pouca gente se interessa por política, o melhor é evitar o assunto.

Interessa-se por este assunto apenas um razoável número de políticos. Alguns deles, poucos, supondo que os cargos que exercem, do tipo governador, prefeito, entre outros menos vistosos, praticamente lhes impõe comparecer a camarotes oficiais e até a outros, de famosos. Aí se divertem, alguns, outros não, bebem alguns, outros (raros) não, e cumprem o inalienável dever de acenar para a multidão alucinada pelo som dos trios elétricos.

A outra categoria dos políticos que comparecem aos camarotes não vai lá para ser vista pelos foliões. Poucos os reconhecem, para sorte e sossego deles, e a maioria nem os conhece, mas para gerar comentários, pequenas notícias na mídia e afrescalhadas especulações do tipo “fulano ficou um tempão no camarote do governador”, ou “cicrano estava de braços e abraços com o prefeito” ou “ele está bombando, o ministro beltrano ficou mais de três horas no camarote dele”. Bem, deixa prá lá. Isso já está virando comentário sobre política e não é a intenção.

A intenção é falar sobre bebidas, assunto de interesse evidente no primeiro dia do nosso carnaval oficial por decreto. Não tem muito a ver com carnaval o Bolsa Família, mas a cachaça tem, segundo revelação do líder do governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccareza, do PT paulista. A propósito do reajuste do valor do Bolsa Família, disse na terça-feira que o reajuste é positivo mesmo se o dinheiro for usado para comprar cachaça, pois isto será uma forma de “ajudar a economia”.

Que borracho! Não sei se mais o ministro ou o beneficiário do Bolsa Família que gastar o benefício no malefício da cachaça. Dá ressaca, enjôo, náuseas, bafo de onça, dor de cabeça, úlcera gástrica, cirrose, pancreatite, problemas cardíacos, mata neurônios, multiplica por 30 o risco de câncer na boca e garganta se o borracho for também fumante, além de outros males que, se tentasse citar todos, não caberiam neste espaço. E com isso acarreta altos custos à economia, com ausências ao trabalho e desembolsos do SUS e da Previdência Social.

Assim, o dinheiro do Bolsa Família, se gasto em cachaça, não “ajuda a economia”. Pode ajudar os plantadores de cana-de-açucar, os donos de alambiques, os comerciantes de bebidas alcoólicas, mas prejudicará a economia em seu conjunto e os que tentarem ajudá-la da maneira ensinada por Vaccareza. Eu até sugiro à presidente Dilma Rousseff que troque imediatamente de líder do governo na Câmara. Dizer besteira não é a única maneira de bajular.

Quanto ao pessoal que prefere cerveja ou os inocentes refrigerantes, uma pesquisa feita por especialistas americanos e britânicos com 2.500 pessoas e publicada na revista Hypertension afirma que beber mais de 335 ml por dia de bebidas com gás (cerveja e refrigerantes são gaseificados) ou sucos de fruta contendo açúcar é o suficiente para desequilibrar a pressão arterial. As razões ainda são incertas, mas os pesquisadores acreditam que o excesso de açúcar no sangue prejudica o tônus dos vasos sanguíneos e desequilibra os níveis de sal no organismo. A hipertensão é o principal dos fatores de risco para acidentes cardio-vasculares e para acidentes vasculares cerebrais.

Portanto, e ainda que só por cinco dias (ou seis, ou sete), cuidado com o copo.


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O mambo baiano, com sabor de afoxé, do poeta do “Broco do Jacu”, Waltinho Queiroz, para dar um toque de talento na avenida e no Pelourinho nesta noite da abertura oficial do carnaval de Salvador!
(Gilson Nogueira)
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Em Tempo: Assim é demais , grande Gilson!!!
BOA NOITE!!!

(VHS)

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