abr
30
Posted on 30-04-2010
Filed Under (Artigos, Eventuais) by vitor on 30-04-2010

Duda: jogo pesado com João

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DEU NO BLOG DE CHICO BRUNO

Direto da Varanda: Chico Bruno

Dilma não é Lula

Lula caiu nas mãos de Duda Mendonça em 2002, pronto e acabado.
Afinal, depois de disputar três eleições presidenciais não poderia ser diferente, principalmente por que, goste ou não de Lula, ele é safo, tão safo que, dá nó em pinto de éter sem deixar ponta.
Mesmo assim, foi preciso sacar da cartola a tal “Carta aos brasileiros”, na qual Lula assumiu compromissos com a política econômica implantada por Itamar Franco e continuada por Fernando Henrique.
Dilma chegou às mãos de João Santana virgem em campanhas eleitorais. Ela nunca foi um ser político, é uma burocrata, competente na ótica de Lula e dos petistas.
Essa é a diferença.
Há tempos venho pregando, que quando chegasse o buraco negro de uma campanha eleitoral, que compreende o espaço entre desincompatibilização em abril e julho, quando começa a campanha eleitoral pela legislação, é que a onça ia beber água.
Antes disso, Dilma era a mochila inseparável das viagens de Lula.
Ocorre que além do citado, o PT montou uma mega-estrutura de campanha que ao invés de ajudar João Santana, o atrapalha.
Enquanto a equipe de Duda, em 2002, fazia a captação de imagens espontaneamente durante as viagens de Lula para os programas eleitorais, João Santana é obrigado a produzir as cenas de Dilma para os mesmos fins.
Vale lembrar, que a cena principal da campanha à reeleição de Lula foi feita espontaneamente durante uma viagem presidencial a cidade baiana de Lauro de Freitas.
Portanto, não dá para comparar o trabalho de Duda em 2002 e o do próprio Santana, em 2006, com Lula, com o que precisa ser feito agora com Dilma.
Leio na coluna do Luiz Carlos Azedo que “João Santana prepara em segredo o programa do PT que irá ao ar em 13 de maio”.
Ainda, segundo Azedo, Santana “não quer vazamentos sobre o roteiro e pretende surpreender ao utilizar o tempo de televisão e de rádio da legenda para reposicionar a imagem da candidata petista”.
Acho que sobre isso, o que existe é muito folclore.
Afinal, duas viagens para as gravações de Dilma foram acompanhadas por jornalistas “ingeridos”, segundo disse uma das produtoras baianas das cenas gravadas em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul.
É constrangedor alguns dirigentes petistas dizerem que Dilma precisa ter um bom desempenho no programa para superar a crise de identidade na qual submergiu após deixar de ser mochila de Lula, haja vista, que a maioria das cagadas não foi produzida por Dilma, mas pelos especialistas em internet que eles próprios contrataram.
Mas a grande sacanagem desse período da campanha é ouvir Duda Mendonça, que durante anos sugou a sabedoria de João Santana, dizer que Dilma está sendo desvirtuada ao ser apresentada ao eleitor.
É por essas e outras que Duda e outros gostam de fazer com os colegas que me recolhi a Varanda, de onde analiso essa “zona” em que se transformou a política brasileira.
Uso “zona” para não usar o termo com que Ciro brindou Fortaleza.

abr
30
Posted on 30-04-2010
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 30-04-2010

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Em seu artigo desta sexta-feira na Tribuna da Bahia o colunista político Ivan de Carvalho escreve sobre o inexorável prazo final para o acerto de contas do cidadão brasileiro com o cada vez mais faminto leão do Imposto de Renda. Mas o jornalista nem assim perde o humor e lembra no texto que BP reproduz, que naqueles antigos e menos estressados tempos, todo mundo sabia que o prazo para a entrega das declarações não terminava no dia e hora que terminava. Confira.

(VHS)

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OPINIÃO POLÍTICA

A Receita e os que pagam

Ivan de Carvalho

O contribuinte pessoa física que perder o prazo – que termina às 24 horas de hoje – de entrega de sua de declaração de renda pagará a multa de R$ 165,74 ou a multa máxima de 20 por cento do imposto devido. Veja como o governo capricha incompreensivelmente nos detalhes, no caso, os centavos.

Há tempos atrás, a Receita Federal orientava os contribuintes a desprezarem os centavos, coisinhas desimportantes para a jamanta que é o Estado brasileiro. E muito incômodos, os centavos, para os contribuintes os levarem em conta em seus cálculos. Também seriam irritantes para os funcionários da Receita, na hora de conferir as contas e constatar incontáveis erros em conseqüência dos centavos. A máquina de arrecadação seria fatalmente prejudicada.

Mas então veio chegando e se impondo, ocupando todos os espaços, a informática. Os computadores fazem os cálculos, lidam com centavos com a mesma facilidade com que lidam com bilhões de reais. Então, nós contribuintes passamos a ser obrigados, não mais a desprezar, mas a prezar os centavos, pois o Estado brasileiro, tributariamente insaciável, terá visto que a informática lhe dava a oportunidade de aplicar o aforisma de que “de grão em grão a galinha enche o papo”. E também dar curso a uma palavra de ordem: “Se mata, esfola”.

Mas naqueles antigos e menos estressados tempos, todo mundo sabia que o prazo para a entrega das declarações não terminava no dia e hora que terminava. Sempre havia uma prorrogação, primeiro por 15 dias, depois mais 15. Passou o tempo, o Leão ficou mais bravo e entendeu de prorrogar o prazo por 15 dias e fim. Havia um número enorme de contribuintes que deixavam para fazer e entregar suas declarações “na prorrogação”, tão certa era ela.

Foi então que Everardo Maciel, um ex-secretário da Receita Federal, disse êpa, já chega, vamos moralizar, não vai ter mais prorrogação. E quem não acreditou quebrou a cara. Não teve mais, nem daquela vez, nem nunca mais. Desde então, há um prazo, rígido e improrrogável, até o fim do qual o contribuinte pode enviar sua declaração à Receita pela Internet.

Ora, se o prazo é rígido e improrrogável e sua inobservância gera punição, a Receita tem a obrigação de estar apta a receber e passar recibo mesmo que todos os contribuintes resolvam transmitir suas declarações no último dia, ou na última hora, ou mesmo no último minuto. Eles estariam tentando transmitir no prazo legal determinado pelo Estado. Este que se vire para receber e absorver o bombardeio.

Mas não é assim. De 1 hora às 5 horas da madrugada, o site da Receita não recebe declarações. Quatro horas diárias de folga para as máquinas. Mesmo só uma parte dos contribuintes “retardatária” – retardatária nada, está dentro do prazo – deixando para as horas finais a transmissão da declaração, dá sobrecarga no site da Receita. Por insuficiência de capacidade do site. Muita gente acaba não conseguindo transmitir. Insuficiência estatal para garantir os direitos dados por seu próprio prazo. Daí que, como estão hoje as coisas, a prorrogação seria de justiça e não um prêmio à preguiça, conforme a impressão que a Receita Federal tenta passar. Mas leão não é justo – ele mata e come. É como carcará.

abr
29

Segurança: viaturas para ver

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Em seu artigo desta quinta-feira na Tribuna da Bahia o colunista político Ivan de Carvalho comenta a confirmação do pré–candidato do PSDB à presidência da Bahia de que, se eleito, vai criar o Ministério da Segurança Pública. A escolha da Bahia para esse anúncio foi emblemática. Aqui houve nos últimos anos um aumento extremamente veloz da criminalidade e da violência, assinala Ivan no texto que Bahia emj Pauta reproduz.

(VHS)

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OPINIÃO POLÍTICA

SEGURANÇA, SERRA E DILMA

Ivan de Carvalho

Na última vez que esteve na Bahia para uma visita a Feira de Santana, o principal candidato de oposição à presidência da República, José Serra (da coligação que reúne, por enquanto, PSDB-DEM-PPS), comprometeu-se publicamente a criar o Ministério da Segurança Pública, caso, evidentemente, seja eleito.

A escolha da Bahia para esse anúncio foi emblemática. Aqui houve nos últimos anos um aumento extremamente veloz da criminalidade e da violência. É verdade que enquanto Serra fazia o anúncio, na presença do ex-governador Paulo Souto, candidato do DEM, PSDB e outros partidos a governador, do ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, candidato das mesmas forças a senador, e de outros políticos importantes da oposição baiana, o governo expunha na Avenida Luiz Viana Filho (Paralela) mais de três centenas de viaturas policiais a serem distribuídas entre as polícias Militar e Civil.

Abro um parêntesis para assinalar que se essas viaturas não estivessem em exposição, como que num stand de propaganda a céu aberto, mas em operação, possívelmente alguns crimes não teriam sido cometidos ou autores de crimes cometidos teriam sido presos. Mas impõe a verdade que se diga que essa prática de exposição de viaturas policiais – também ambulâncias estão sujeitas a este proceder – não é uma exclusividade do governo Wagner.

Ela foi utilizada também no governo de Paulo Souto e em outros, anteriores. Neste assunto de perda de tempo com exposição de veículos, ninguém pode jogar a primeira pedra. Nem é isto que eu desejaria, mas sim que haja alguém, afinal, que venha a dizer: “O Estado comprou – ou alugou – umas viaturas (ou ambulâncias) e elas entraram em operação imediatamente, por isto vocês não podem vê-las expostas na Paralela, onde estariam inúteis para cumprir sua função”.

Mas, voltando ao compromisso de Serra de criar um Ministério da Segurança Pública, dona Dilma Benguell, desculpem esse descuido recorrente, Rousseff, que não teve a idéia primeiro porque segurança nunca foi prioridade nem verdadeira preocupação do governo de que ela participou até poucos dias atrás, procurou desdenhar da boa idéia do adversário.

Dilma afirmou que “não vê com importância” – sinceramente, está mais míope do que eu – o compromisso de Serra e acrescentou que “o Ministério da Justiça tem um caráter forte de segurança pública”. Claro, está subordinada a ele a Polícia Federal e aquela tal Força Nacional de Segurança, que é uma colcha costurada a cada necessidade com retalhos de polícias militares estaduais.

Ora, a PF e a FNS iriam, claro, para o Ministério de Segurança Pública, enquanto o Ministério da Justiça continuaria cuidando de suas outras funções, inclusive a administração do sistema prisional federal. Nos Estados, há sempre uma Secretaria da Segurança Pública e uma Secretaria da Justiça. Um sinal, aliás, invocado por Serra para mostrar a lógica da criação do Ministério da Segurança Pública, desimportante para Dilma Rousseff.

abr
28
Posted on 28-04-2010
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 28-04-2010

Marina: a caminho da Bahia

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Em seu artigo desta quarta-feira na Tribuna da Bahia o colunista Ivan de Carvalho escreve sobre Marina Silva, a pré-candidata do PV à presidência da Rapública, que visitará Salvador no fim de semana.”E foi isto que mais me sensibilizou em Marina. Ela condenou a política brasileira em relação a Cuba e ao Irã. Ora, eu já o havia feito tantas vezes que cansara”, diz Ivan no texto que Bahia em Pauta reproduz.

(VHS)

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OPINIÃO POLÍTICA

O jeito franco de Marina

Ivan de Carvalho

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Se o voto não fosse secreto, eu que sou jornalista político, com a obrigação de buscar ser isento no relato dos fatos e nas análises, mas sem perder o meu direito de cidadão e de jornalista de expressar minhas opiniões, estaria a um passo de dizer que estou a um passo (a estratégia do passo-a-passo) de votar em Marina Silva para presidente da República.

A senadora do PV, que rompeu com o PT e saiu do Ministério do Meio Ambiente porque para suas idéias e convicções lugar não mais achava no governo e no partido de Lula, saiu em defesa de outro que foi usado pelo presidente e o PT enquanto isso foi interessante para eles e depois alvejado pelo que Marina chama de uma “operação de guerra” para afastar Ciro da eleição presidencial.

Marina ataca aqueles que só têm “democracia no discurso” e condena a utilização, pelo presidente Lula, pelo PT e pela cúpula do PSB, “às velhas formas de operar para eliminar possíveis concorrentes”.

Esse ataque de Marina agrada porque ela deixou de lado aquela velha desculpa de tantos, que para evitar embates alegam não querer comentar “assuntos de outros partidos”, quando deles se esperaria exatamente que comentassem os assuntos tanto dos outros partidos quanto dos deles. E usou uma linguagem direta, coisa que poucos políticos de destaque fazem quando falam sobre questões polêmicas.

Mas não é a defesa que fez de Ciro que me leva a simpatizar, como cidadão, com a candidatura de Marina Silva. É também a hombridade com que abandonou o ministério para não abandonar suas convicções e deixou o PT para não deixar-se submeter a um jugo partidário que tem inequívocas componentes autoritárias, ainda que tenha também outras que não estão nesta linha. Aliás, neste aspecto, o PT está mesmo em cima do muro, mas infelizmente doidinho pra pular pro lado de lá.

E foi isto que mais me sensibilizou em Marina. Ela condenou a política brasileira em relação a Cuba e ao Irã. Ora, eu já o havia feito tantas vezes que cansara. Então vem Marina e reanima. E de uma maneira arrasadora, deixando-me indignado comigo mesmo por não ter encontrado antes dela as duas frases lapidares que ela usou para lapidar – no velho e punitivo sentido de apedrejar – a política externa brasileira e, por tabela, os regimes iraniano e cubano.

Faço questão de transcrever. Sobre a “nossa” política para o Irã: “O Brasil é a única democracia ocidental que tem dado audiência a Ahmadinejad”. E mais inspirada ainda na abordagem da questão cubana: “Se os direitos humanos são importantes para os brasileiros, também são importantes para os cubanos”.

Some-se a isso a conhecida posição de Marina Silva contra o aborto, admitindo, no máximo, um plebiscito para que a sociedade decida – sou mais radical contra este mal, minha consciência não admite que uma maioria, mesmo em âmbito nacional, dê a mães e médicos o poder de sentenciar à morte seres humanos totalmente inocentes e indefesos – e, então entendam como é pequena a distância que, neste momento, separa meu voto de Marina Silva.

abr
27
Posted on 27-04-2010
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 27-04-2010

Henrique Meireles: herança?

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A partir da análise de recentes pronunciamentos do presidente do Banco Central e do deputado socialista do Ceará o colunista político Ivan de Carvalho conclui em seu artigo desta terça-feira, na Tribuna da Bahia, que BP reproduz: “Acho que Meirelles e sobretudo Ciro, ambos na mesma linha embora com intensidades e maneiras diferentes, estiveram falando de uma possível futura “herança maldita” para o governo que sucederá o de Lula”. Confira.

(VHS)

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OPINIÃO POLÍTICA

Herança maldita

Ivan de Carvalho

Vale a pena relacionar certas coisas.
Falando a investidores em Nova York, ontem, o presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles, disse que o sucessor do presidente Lula deve evitar manipular o câmbio para manter a inflação sob controle.
Meirelles falou ao investidores depois de uma pesquisa haver mostrado mais uma alta nas expectativas de inflação no Brasil. O presidente do Banco Central brasileiro disse que ninguém tem dúvida de que o Brasil é capaz (de que?) e está comprometido em conter a alta dos preços. Ele acrescentou que “flutuações de curto prazo” nas expectativas do mercado são normais, mas manifestou sua suposição de que os investidores ainda acreditam que a inflação caia nos próximos anos.
Bem, deixemos um pouco Meirelles e seu investidores de Nova York e invoquemos o cearense de Pindamonhangaba, Ciro Gomes, que queria ser presidente da República, já deu como certo que seu partido, o PSB, lhe negará hoje a legenda e anunciou que vai espernear até a manhã de hoje, dia em que a direção do PSB se reúne para “decidir” a questão, isto é, para aderir publicamente à candidatura da petista Dilma Rousseff e negar a Ciro a legenda para que se candidate a presidente da República.
Pois é que numa rumorosa entrevista ao portal iG, na semana passada, Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, disse que em 2011 ou 2012 o Brasil vai sofrer “uma crise cambial e fiscal”, avisando que, na presidência da República, o tucano José Serra (de quem não gosta) é mais preparado para enfrentar isso do que a petista Dilma Rousseff, de quem Ciro gosta, ou pelo menos gostava.
Agora, juntando. Ciro anuncia para o ano que vem ou para 2012 uma crise cambial e fiscal, da qual evidentemente está percebendo os dados preliminares. E no rastro de suas declarações o severo presidente do Banco Central adverte que o próximo presidente da República deve evitar manipular o câmbio com o objetivo de manter a inflação sob controle.
Qual é a cesta de maldades anunciada ou vislumbrada nessa história toda? Crise cambial, crise fiscal, inflação tentando sair de controle e criando o risco de um presidente da República resolver manipular o câmbio para conter a alta dos preços. Em tudo isso aí cabe mencionar uma coisa que nem Ciro nem Meirelles explicitaram, ainda que certamente estivessem pensando nela quando falavam das outras. A dívida pública. Não a dívida externa, da qual o governo gosta de falar e de dizer que tem divisas suficientes para pagá-la (déficits na balança comercial e no balanço de pagamentos podem corroer tais divisas).
A dívida pública chegou a um nível calamitoso. Ela consome hoje mais de três centenas de bilhões de reais em “serviço da dívida” e deixa menos de uma centena para investimentos. Daí que a infraestrutura do país e os serviços do Estado brasileiro (saúde, segurança, educação) estão uma porcaria. A dívida pública pode gerar uma crise fiscal e uma crise cambial, além de elevação de preços até um perda do controle da inflação.

Acho que Meirelles e sobretudo Ciro, ambos na mesma linha embora com intensidades e maneiras diferentes, estiveram falando de uma possível futura “herança maldita” para o governo que sucederá o de Lula.

DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

Eliano Jorge

Depois de ter prestado depoimento, durante 1h20min na 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo, como testemunha de defesa do delegado Protógenes Queiroz, o ex-diretor-geral da Abin Paulo Lacerda conversou, rapidamente, com Terra Magazine.

– A acusação tentou mostrar que Protógenes agiu irregularmente, e eu com ideia de que ele agiu de maneira correta. A questão toda foi neste ponto. Os detalhes, eles que fazem a pergunta é que sabem – declarou o ex-diretor-geral da PF.

Lacerda completa:

– Ele estava trabalhando de forma oficial, não estava fazendo nada que fosse invenção.

abr
26

Paulo Lacerda E Protógenes

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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

Eliano Jorge

O ex-delegado federal Protógenes Queiróz deve ser ouvido na tarde desta segunda-feira, 26, em uma audiência na 7º Vara Criminal Federal de São Paulo. Protógenes é réu em um processo que apura o vazamento de informações sigilosas da Operação Satigraha, deflagrada em julho de 2008. Ele chegou à Justiça Federal pontualmente às 13h30.

Entre as testemunhas intimadas, estão o jornalista Cesar Tralli, da Rede Globo, e o ex-chefe da Polícia Federal e ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Paulo Lacerda.

– Cheguei ontem de Portugal, não tenho horário para depor – diz Lacerda a Terra Magazine.

Com início marcado para 13h30, a audiência deve seguir até pelo menos às 17h30 desta segunda-feira. O inquérito está sob os cuidados do juiz Ali Mazloum.

Na condição de réu, Protógenes pode, no entanto, deixar de comparecer sem que a audiência de instrução – realizada para coletar depoimentos que ajudem a esclarecer o caso – seja prejudicada.

Paulo Lacerda não teve acesso ao processo e não antecipou o que relatará em juízo.

Entre as testemunhas de juizo, Juliana Ferrer Teixeira, Andréa Karini Assunção de Lima. Duas delas foram dispensadas: William José dos Santos e Robinson Braoios Cerântula.

Testemunhas de defesa: Walter Guerra Silva, Roberto Carlos da Rocha, Paulo Lacerda, Daniel Lourenz, Waldir Caetano, César Augusto Tralli Junior.

LEIA MAIS EM TERRA MAGAZINE ( http:/terramagazine.terra.com.br )

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Água pras crianças

“Pai fecha a torneira que a água do mundo ta acabando…!”
Foi a partir deste pedido, do seu filho caçula Benjamin, que o cantor e compositor Zé Renato teve a idéia do projeto musical “Água Pras Crianças” – Cada Gota é um Tesouro, onde ele pretende levar até as crianças de forma envolvente e original, um trabalho musical que transmita boas idéias e enriqueça a sensibilidade

(Maria Olívia, jornalista)

abr
26
Posted on 26-04-2010
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 26-04-2010

Dilmabenguell: trapalhada/ Blog da Dilma

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Os rumores ou ruídos dão sinais de que as duas partes da propaganda na campanha de Dilma não estão revelando afinidade. A obsrvação é do colunista político, Ivan de Carvalho, em seu artigo desta segunda-feira na Tribuna da Bahia, que BP reproduz. Confira.
(VHS)
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OPINIÃO POLÍTICA

Comunicação aloprada

Ivan de Carvalho

No “ato público” de lançamento das candidaturas do senador Aloizio Mercadante e da ex-prefeita e ex-ministra Marta Suplicy, respectivamente para governador de São Paulo e para o Senado, a candidata do PT a presidente da República, Dilma Rousseff, não esteve bem.
Fez um discurso evidentemente lido no teleprompter (ponto eletrônico), procedimento bastante comum, mas no qual se exige dos oradores que leiam sem parecer que estão lendo, que passem ao telespectador a impressão de que o discurso é de improviso. O orador tem que parecer “natural” e parecer olhar para o telespectador, não para um objeto posto fora da visão deste, o teleprompter. A falta de experiência aliou-se à falta de treinamento para produzir a má performance da candidata. Ou então ela é dasajeitada mesmo.

Mas este não foi o único componente da má performance. Outro foi que ela parecia perdida no palco-palanque, aparentando não saber muito bem o que fazer, para onde olhar e, pior, para qual câmera de TV olhar. Observações de um atento jornalista que estava lá. Não estava bem orientada ou não absorvera as orientações que lhe foram dadas.

Na verdade, há um forte ruído na comunicação – na área de comunicação da campanha. O jornalista, publicitário e especialista em marketing político João Santana é responsável pela parte de rádio e televisão. A parte de Internet está subordinada a Marcelo Branco. E os rumores ou ruídos dão sinais de que as duas partes da propaganda na campanha de Dilma não estão revelando afinidade. Faltaria sintonia, o que frequentemente causa ruídos na comunicação. Fala-se que esses ruídos estariam até mesmo perturbando as meditações do presidente Lula e da candidata Dilma Rousseff, que não teriam igual modo de ver o que acontece no comando de comunicação da campanha.

E a parte do comando que tem a autoridade sobre o setor da Internet perpetrou um fato notável. Em site oficial de Dilma Rousseff, a página de abertura traz uma trinca de fotos. Dilma menina, Dilma jovem, Dilma atual. O problema é a foto de Dilma jovem (cabeça e pescoço apenas), abaixo de um cartaz “Contra a Censura/ pela Cultura”, numa passeata. Ao lado das três fotografias, a expressão “Minha Vida” e um pequeno enunciado: “Coragem, competência e sensibilidade social: três características muito presentes em toda a vida de Dilma”, observou ontem o blog do jornalista Josias de Souza, da Folha de S. Paulo online. Claro que a foto do meio era muito importante para justificar esse enunciado.

Isto se a foto do meio fosse da candidata Dilma. Não é. É da atriz Normal Benguell, nos seus tempos de juventude. Se não houvessem dado o corte na foto para que só aparecessem a cabeça e o pescoço de Dilma Bengell e umas figuras indistintas em segundo plano, a foto seria reconhecida como uma fotografia famosa, feita e publicada no jornal Correio da Manhã em 1968. Famosa porque na foto aparecem Tônia Carreiro, Eva Wilma, Odete Lara, Norma Rousseff e Ruth Escobar, linha de frente feminina da arte de representação no Brasil, na época.

O jornalista Ricardo Boechat notou e divulgou, na sua coluna na última edição da revista Isto É, que a foto do meio não é de Dilma. É da atriz Normal Bengell. Então, o site “Gente que Mente”, considerado ligado ao PSDB, publicou a foto integralmente, com as atrizes de corpo inteiro. Inclusive Norma Bengell, com a mesma cabeça e o mesmo pescoço que representaram Dilma Rousseff no site da candidata.

abr
25
Posted on 25-04-2010
Filed Under (Artigos, Olivia) by vitor on 25-04-2010

Waldir: escolha de Conquista

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Maria Olívia

O Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores de Vitória da Conquista, reunido na tarde de ontem (24), aprovou a “Carta de Conquista”. No documento, os militantes petistas defendem o nome do ex-governador Waldir Pires como candidato ao Senado Federal na vaga destinada ao PT na chapa majoritária encabeçada pelo governador Jaques Wagner.

O PT de Vitória da Conquista já havia defendido o nome do ex-governador Waldir Pires em reunião realizada no dia 07 de março, quando lideranças políticas do sudoeste baiano, entre as quais o prefeito Guilherme Menezes, destacaram a importância desta candidatura como forma de restituir o mandato ‘perdido’ em 1994, quando Waldir Pires foi vítima de uma fraude eleitoral. Segue abaixo, a íntegra da “Carta de Conquista”:

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WALDIR PIRES SENADOR

A Bahia em defesa da ética e da justiça social

Desde o Processo de Eleições Diretas/PED de 2007, os militantes petistas manifestaram sua crítica à forma como era conduzida a aliança com o PMDB, uma aliança que fortalecia a imagem de Geddel Vieira Lima, herdeiro das práticas carlistas de fazer política. O PT de Vitória da Conquista participou ativamente daquele debate, demonstrando sua posição crítica, e vemos, então, o resultado: Wagner tem Geddel como seu opositor ao governo do estado.

Nessas eleições de 2010, para a composição da chapa majoritária – governador e senadores – mais uma tática eleitoral dirigida pelos governistas do PT vai à bancarrota: a tentativa de que as duas vagas ao Senado fossem ocupadas por Otto Alencar e César Borges, históricos apoiadores do PFL, atual DEM. E César Borges, após muito assédio governista para compor “nossa” chapa majoritária, recentemente, declara sua aliança com o PMDB.

Muito antes, em 07 de março, Vitória da Conquista se antecipava a esse fato. Aproveitando o Ato em Homenagem a Waldir Pires, o Diretório Municipal reivindicava para o PT uma das vagas ao Senado, e apresentava o nome do ex-governador e senador eleito da Bahia como uma alternativa. Agora, o PT da Bahia volta a ter esperança de ocupar uma das vagas no Senado e garantir que parte significativa da população vote em alguém comprometido com o nosso projeto político, o projeto de distribuição de renda, conhecimento e oportunidades. Waldir Pires – que desde 1997 integra as fileiras do PT – foi eleito senador pela Bahia, em 1994, quando, numa fraude eleitoral já reconhecida pela história, teve seu mandato roubado.

Nossa defesa é de que a vaga que fica seja ocupada pelo PT e por Waldir Pires, ex-consultor-geral de João Goulart, deputado federal, ex-governador baiano, senador eleito, Ministro do Governo Lula, militante político dos “palácios” e das passeatas do povo nas ruas. Milhões de baianos tiveram (e têm) acesso ao nome Waldir Pires. Pessoas de todas as gerações – dos idosos aos jovens, moradores da capital e do interior, dos municípios maiores aos menores. Sua defesa é suprapartidária, é dos velhos emedebistas aos militantes do MST, é de todos aqueles que ainda creditam à política um espaço de ética, de democracia popular, justiça social, da política para melhorar a vida de quem mais precisa.

Temos no PT outras lideranças políticas que poderiam candidatar-se ao Senado. No entanto, queremos Waldir Pires para mostrar que a população baiana tem memória e poder para refazer uma história que nos envergonha. Queremos Waldir para encher de emoção a campanha de Wagner, pondo fim às lembranças de uma Bahia que era empobrecida para permitir o desmando de uns poucos. Queremos Waldir agora, porque só agora o tempo nos dá a oportunidade, e não há como garantir depois.

Maria Olívia é jornalista

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