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BOA NOITE!!!


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OPINIÃO POLÍTICA

Sarney lustra biografia

Ivan de Carvalho

Sei não, acredite quem quiser, pode ser, pode não ser, mas que parece, parece.

O presidente do Senado e do Congresso e ex-presidente da República, José Sarney, já de idade avançada, pode estar sob a influência de uma desconfiança do PT.

O PT, cada vez mais experiente em política, já contabiliza a hipótese de morte como fator político. No caso de Sarney, houve problemas recentes de saúde que reforçaram um pouco a hipótese. E, assim, o PT não quis a primeira secretaria do Senado, cargo mais importante da Mesa Diretora depois da presidência.

O PT preferiu colocar a senadora petista Marta Suplicy na primeira vice-presidência. Assim, no caso de morte do atual presidente do Senado e do Congresso Nacional, o PT assume este cargo de comando. Não corre o risco de vê-lo cair nas mãos do PSDB.

Desconfio que o senador Sarney pode estar sob alguma influência dessa preocupação petista e há poucos dias descobriu-se e noticiou-se que o setor de comunicação do Senado Federal tem pronta uma peça de homenagem ao presidente da Casa, mas com o tempo dos verbos no passado. Uma peça, portanto, que seria divulgada somente depois do, como dizem alguns, seu passamento.

Sob tal pressuposta influência, o Marimbondo de Fogo do Maranhão dá a impressão de que começou a lustrar sua alentada biografia. Uma das coisas nessa direção o senador Sarney revelou ontem. Vai levar a reunião da Mesa Diretora do Senado proposta de uma resolução para alterar, em ponto essencial, o rito de tramitação das medidas provisórias.

O presidente do Senado se insurge contra o fato de a Câmara dos Deputados dar sempre a palavra final sobre as medidas provisórias, leis que são antes de serem (assinadas pelo ou pela presidente da República, valem a partir da publicação e são enviadas, já em pleno vigor, ao Congresso, onde podem ser aprovadas, modificadas ou rejeitadas), mas já terão produzido efeitos, frequentemente irreversíveis.

Bem, a MP é discutida e votada primeiro na Câmara. Digamos que esta aprove com ou sem alterações.Vai daí para o Senado, onde também é discutida e votada. Se o Senado a rejeita ou altera, ou rejeita alterações feitas na Câmara, a MP volta para esta Casa do Congresso, onde os deputados dão a palavra final, derrubando as decisões do Senado.

Sarney acha que isto “foge um pouco” ao espírito do nosso sistema legislativo. E defenderá que só seja aprovado o que for aprovado nas duas Casas. O que não receber aprovação de ambas estará rejeitado.

Assim, não teria porque uma MP, depois de passar pela Câmara e pelo Senado, voltar à Câmara. Velha raposa tentando revalorizar o Senado, onde está e que preside, mas, nas circunstâncias políticas do Brasil de hoje, uma boa proposta. “Se uma proposta não for aprovada em uma casa, não pode ser aprovada somente na outra” e se transformar em lei, defende Sarney, tentando quebrar uma velha, mas nem por isto adequada, tradição brasileira.

Outro lustro na biografia, o senador Sarney começou a dar também ontem. Afirmou que o risco de uma catástrofe nuclear no Japão após o tsunami e os terremotos que começaram na sexta-feira deve suscitar no Brasil um debate sobre os riscos da energia atômica. Ele lembrou também o grande desastre nuclear de Chernobyl. Opinou, entretanto, que é um debate a ser feito “por técnicos, não por políticos”.

O chamado a um debate sobre a pretendida construção de mais centrais nucleares no Brasil, onde duas já funcionam, é importante. Mas não é um debate só para técnicos. É para toda a sociedade, inclusive para os políticos

mar
15
Posted on 15-03-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 15-03-2011

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Deixei Buenos Aires na tarde de segunda-feira,14, sob um frio de 14 graus, com sensação térmica de 8, quando o vento soprava mais forte da Cordilheira dos Andes .

Acabo de desembarcar em Salvador na madrugada desta terça-feira, 15, debaixo de um calor de quase 30 graus. Registro o retorno do editor à base baiana, com a alma ainda repleta de tango e o sabor do Bife de Lomo e da Cazuela de Mariscos do restaurante “Plaza de Astúrias” ainda na boca, e já com saudades da manhã de domingo na calçada do Bar Dôrrego, em Santelmo, tomando vinho, vendo o portenho dançar e cantar tango na rua, com o mundo desfilando na frente.

Bonito de ver e ouvir. Tão bom quanto o reencontro com a Bahia

(Vitor Hugo Soares)
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Edmundo Rivero interpreta o tango “Sur” de Aníbal Troilo y Homero Manzi para o documentario “Argentinísima II” dirigido por Fernando Ayala e Héctor Olivera en 1973. Imagens de Buenos Aires.


Wagner na festa pepista para João/Correio da Bahia

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OPINIÃO POLÍTICA

O arrepio do PT em Salvador

Ivan de Carvalho

(Artigo publicado na edição de segunda-feira, 14 da Tribuna da Bahia)

O governador Jaques Wagner, do PT, comparece ao ato de filiação do prefeito de Salvador, João Henrique, ao PP, um dos mais importantes partidos de sua base política (o mais importante depois do partido do próprio governador).

Mas o presidente estadual petista, Jonas Paulo e o mais notório aspirante do PT a suceder o atual prefeito, o deputado federal Nelson Pelegrino, que já tentou várias vezes chegar à prefeitura e tem fortíssima influência sobre o organismo petista na capital, minimizam, a um só tempo, tanto a relevância do comparecimento do governador ao evento político da filiação quanto a importância do ingresso do prefeito, antes um adversário, na base de sustentação política do governo.

Os dois, Jonas Paulo e Nelson Pelegrino, fizeram parecer, não que o prefeito está acrescentando algo à base política do governo estadual ao ingressar no PP, partido integrante dessa base, mas sim que está procurando recompor alguma base política e de cobertura administrativa para ele mesmo.

Na verdade, há de tudo isso e mais um pouco. O prefeito está buscando, no PP, novo abrigo político que já não encontrava no PMDB, seja porque o comando estadual deste partido e ele se desentenderam politicamente em termos que, nas circunstâncias atuais, se tornaram irreversíveis.

De quebra, sendo o PP um partido das bases dos governos estadual e federal e que tem o Ministério das Cidades, o prefeito João Henrique aproxima-se do governo do Estado e passa também a contar com os préstimos do ministro baiano Mário Negromonte. Quanto à alegação petista de que o fato de o governador comparecer ao ato de filiação não é relevante parece ser razoável, na medida em que a presença do governador é, no caso, perfeitamente natural, independente de quaisquer considerações sobre projetos políticos de quem quer que seja.

Mas pode ser vista também (cumulativamente) como sugestão, que o governador, aliás, já fez explicitamente: a de que ele acha que o PT deve apoiar a administração municipal de Salvador “para ter reciprocidade em 2012”, isto é, para que o prefeito e seu partido apóiem o candidato do PT a prefeito no ano que vem.

O arrepio do PT em relação a essa sugestão do governador (desde que se descarte a hipótese de o jogo estar combinado nos bastidores, o que não creio que seja o caso, embora possa estar havendo uma espécie de compreensão mútua de atitudes) decorre certamente de dois fatos. O primeiro é que o prefeito João Henrique, no momento, está impopular (como estava no início de 2008, ano em que, com a inestimável e indispensável ajuda do PMDB venceu o PT nas eleições municipais) e assim o PT acha mais lucrativo fazer oposição na Câmara Municipal e apresentar-se ao eleitorado como oposição.

O segundo fato é que o PT, com o ingresso do prefeito no PP, está vendo este partido como um potencial adversário nas eleições para a sucessão do prefeito João Henrique. O PP, fortalecido nas eleições gerais do ano passado e tendo ganho o importante reforço extra de ter um deputado baiano no Ministério das Cidades, está agora com o novo reforço representado pelo governo de Salvador, onde o partido não tinha muita significação, embora já fosse importante no vizinho município de Lauro de Freitas.

Faz todo o sentido o PP lançar candidato a prefeito no ano que vem e faz sentido que este candidato venha a ser o deputado federal João Leão, agora posto na chefia da Casa Civil do prefeito. E isso faz mais sentido ainda se o PT fica fazendo oposição ao governo de João Henrique e do PP em Salvador.

Para o PT, apoiar já o prefeito tem inconvenientes. Não apoiar também tem. Inclusive o inconveniente de eventual briga em 2012 induzir a desencontros em 2014.

Buenos Aires saiu de um calor de 33 graus para um frio de 14 graus na madrugada deste domingo. Mui vinho. Tim Tim, poeta e obrigado pela sugestão. Boa noite a todos.
(Vitor Hugo, de Buenos Aires)

mar
11
Posted on 11-03-2011
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 11-03-2011

OPINIÃO POLÍTICA

A Líbia e a primavera árabe

Ivan de Carvalho

Existe, aparentemente, um grave risco de que a chamada “primavera árabe” perca o rumo a partir do que está acontecendo na Líbia, onde o regime ditatorial de Muammar Gaddafi demonstra potencial que pode ser suficiente para vencer a rebelião de grande parte da população do país, incluindo praticamente a totalidade da população da região leste.

A perda de rumo da “primavera árabe” poderá vir exatamente pela derrota do movimento em um dos países em que eclodiu com mais força. A derrota dos rebeldes ali poderá ser um anticlímax, desestimulante para movimentos rebeldes ou simplesmente de oposição em várias outras autocracias árabes e muçulmanas não árabes, sendo destas últimas o exemplo principal o do Irã.

Já são duas semanas de protestos e conflitos sérios na Líbia, milhares de feridos e, a depender das fontes, com suas estimativas díspares e de difícil verificação, centenas ou até dois mil mortos. O movimento rebelde chegou a dominar completamente todo o leste do país, iniciando até com êxito incursões a cidades e localidades menores do Oeste, inclusive conseguindo o controle de uma cidade de média importância a apenas 50 quilômetros da capital, Trípoli.

A região de Trípoli é a base física, militar e demográfica em que se sustentam Muammar Gaddafi e seu regime, nessa fase que está sendo considerada de quase guerra civil. Aliás não vejo muita razão para o “quase”. Nessa região residem 2,2 milhões do total de menos de sete milhões de habitantes da Líbia (excluídos da conta os estrangeiros que trabalham ou trabalhavam lá).

O problema da rebelião é que o regime de Gaddafi foi apanhado de surpresa, não teve tempo de reagir e perdeu terreno, mas duas semanas depois de iniciados os conflitos o ditador parece já ter conseguido reorganizar razoavelmente suas forças, inclusive também fazendo largo uso de mercenários tão bem pagos quanto bem treinados e armados para o combate.

O regime no poder tem o controle absoluto do espaço aéreo e o está usando para bombardear objetivos estratégicos e cidades controladas pelos rebeldes. Esta semana passou a usar também embarcações de guerra para bombardear as costas com artilharia. Nessas condições, como deixava entrever o noticiário de ontem, o movimento rebelde começa a perder terreno na área militar e geográfica.

O esforço político e diplomático que os Estados Unidos, a União Européia, a OTAN e a ONU realizam para impedir um massacre dos rebeldes e tentar forçar a queda do regime poderia ser eficaz se fosse longo o prazo que esses quatro agentes citados têm atingir seus objetivos.

Mas o prazo é curto. Muito curto. Pode ser de apenas mais alguns dias, poucos dias. E a OTAN declarou-se, ontem, preparada para agir, mas advertiu que, para qualquer ação militar, precisa de uma autorização expressa da ONU.

E a ação militar sobre a qual mais se tem falado é o de estabelecimento de uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia. O que exige bombardeios prévios para destruição das defesas antiaéreas.

Os rebeldes acham insuficiente a “zona de exclusão aérea”. Eles pedem que os Estados Unidos ou a OTAN bombardeiem instalações militares do regime e aeroportos, para acabar com a superioridade militar de Gaddafi.

Ora, na ONU só quem pode dar tal autorização é o Conselho de Segurança e, neste, a Rússia e a China, que têm direito de veto, estão contra a autorização de qualquer ação militar. Aí, pela OTAN, parou. Restaria uma ação unilateral dos Estados Unidos e talvez Reino Unido. Mas não farão isto, nem fornecerão armamento e munição, nem eles nem a própria OTAN, sem saber antes com quem estão tratando. Quando e se ficarem prontos, talvez já não haja com quem tratar.

mar
10
Posted on 10-03-2011
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 10-03-2011

opinião política

Política, o retorno

Ivan de Carvalho

Durante o carnaval, o governador Jaques Wagner, do PT, deu uma entrevista coletiva em que incluiu a questão da sucessão do prefeito João Henrique, a ser decidida nas eleições de 2012. Não disse abobrinhas. Fátima Mendonça, mulher do governador e filiada ao PV, também falou sobre o assunto. E foi uma fala inovadora, na qual saiu da mera hipótese e do “talvez” anterior, que dias antes dissera ao repórter Bob Fernandes, do Terra Magazine, para palavras e tom muito mais afirmativos.
Vamos por partes. Na entrevista que deu e foi quase sufocada pelos gritos dos foliões e pelo som dos trios elétricos – mas ele, não duvido muito, pode ter planejado para que fosse exatamente assim, de modo a restringir seus efeitos aos círculos restritos em que era desejável que ocorressem – o governador afirmou que o PT e seu governo devem apoiar o prefeito João Henrique, nos limites da lei.
A expressão “nos limites da lei” diz respeito à ajuda administrativa. O Estado pode ajudar a prefeitura ou a cidade com obras – e, aliás, precisaria mesmo fazer isso na medida exigida pelos compromissos assumidos por conta de ser a Bahia uma das sedes da Copa do Mundo de 2014 –, mas não pode ajudar a administração municipal com recursos para despesas de custeio, por exemplo.
A ajuda do Estado ao município, assuma quais formas assumir, ficou mais fácil, ou menos difícil, desde que o prefeito, deixando o PMDB, um partido na oposição em âmbito estadual, passa ao PP, legenda que integra a base do governo estadual e passa a integrar também, com força, a base do governo municipal. Então, o prefeito não é mais um adversário político e sim um aliado.
Mas o que houve de mais relevante na entrevista coletiva carnavalesca (no sentido de que foi concedida durante o carnaval) do governador foi a afirmação de que o prefeito deve ser apoiado pelo PT e o governo para que o PT seja apoiado em 2012. E o estabelecimento do parâmetro: “Reciprocidade sempre é bom em política”.
Ninguém ignora que o PT pretende ter um candidato de seus quadros a prefeito de Salvador e não está disposto a abrir mão disso. Também é ostensiva a sempre reiterada pretensão (às vezes atendida, às vezes não) do deputado federal Nelson Pelegrino de ser este candidato. Mas a candidatura de Pelegrino está longe de ser ponto pacífico no PT.
E acontece que há o PP, um partido que hoje está fortalecido na Bahia e tende a se fortalecer mais no estado, incluindo aí a capital onde acaba de ganhar o prefeito e mais participação relevante na administração, especialmente com a nomeação do deputado federal João Leão para a Casa Civil da prefeitura. E a presunção geral é a de que Leão tem a idéia de ser, se puder criar as condições, candidato à sucessão de João Henrique. O PT, por seu presidente estadual, Jonas Paulo, até já avisou que o PP veio como aliado, não para “substituir” o PT. Barbas de molho.
Mas enquanto, pela palavra do governador e pela palavra auxiliar do presidente estadual do partido, o PT trata de reivindicar o apoio do prefeito e do PP a seu candidato a prefeito em 2012, pela palavra de Fátima Mendonça acontece uma espécie de desestabilização da candidatura “natural” de Pelegrino a prefeito.
Porque Fátima é a mulher do governador e é uma pessoa muito simpática, com evidente empatia popular e já se declara disposta a ser candidata a prefeita, agora sem “talvez”. Claro, ela não é do PT, é do PV, e o governador, diz a mídia, anda avisando que não vai mover uma palha para que ela seja ou não seja candidata. Mas, por isso mesmo, instalou-se um zum-zum danado… e Pelegrino feito pipoca no meio dessa zoada…
Fátima não pode ser candidata a qualquer cargo eletivo na Bahia enquanto Jaques Wagner for governador. É a lei. A única saída seria a que um ou outro prefeito do interior encontrou para, não mais podendo ser reeleito, lançar a mulher para sua sucessão ou até para vereadora – simular uma separação, temporânea e crivelmente. Ou incrivelmente. O que, claro, não ocorr

mar
09
Posted on 09-03-2011
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 09-03-2011

OPINIAO POLITICA
Para começar a Quaresma

Ivan de Carvalho
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Estava eu emergindo à força das exigências carnavalescas, para mim já bem pesadas, com o objetivo de procurar um assunto que pudesse reiniciar a rotina de um repórter de política. Mas para ser lido numa quarta-feira de Cinzas, dia em que os leitores foliões – e são eles uma alta percentagem do total – dividem suas atenções entre a ressaca, as saudades da festa e até, em casos que creio sejam bem mais raros, o arrependimento pelos excessos que podem prejudicar o corpo ou a alma.

Buscava, assim, assuntos leves, que não acrescentassem severidade ao já severo por natureza início da Quaresma. Li em algum lugar, por exemplo, que a linha 4 do metrô carioca – que, em função das Olimpíadas de 2016, ligará Ipanema, bairro da zona Sul do Rio à Barra, na zona Norte, complicou: a altura dos trens, já comprados, impedirá que passem pelos três túneis do trajeto. O Clube de Engenharia do Rio de Janeiro, que critica o projeto e seu alto custo, estuda o problema. Não é um “assunto leve”, pelo peso que terá no bolso dos contribuintes, mas é uma curtição.

Senti uma forte impressão de déjà vu. Já pudemos curtir algo semelhante aqui em Salvador. Lembrei da impressionante capacidade de observação do ex-governador baiano Octávio Mangabeira. Ele garantia: “Pense um absurdo qualquer. Na Bahia tem precedente”. Pois é, ele morreu faz tempo, sua constatação continua atual. Talvez seja imortal.

Outra pessoa de quem me lembrei, não tão importante quanto Octávio Mangabeira, mas que em compensação ainda não morreu, pelo contrário, está vivíssima, foi o líder do governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccareza, do PT paulista. Se aquela história de Rei Momo estivesse ainda dando ibope, o Vaccareza certamente poderia reivindicar, com absoluto êxito, o título e o trono.

Afinal, ele sugeriu que estará bem empregado o dinheiro da Bolsa Família se o chefe da família beneficiária pegar a grana que sai do bolso de quase todos os brasileiros para ajudar os mais pobres entre eles (e são tantos, esses mais pobres do que os numerosíssimos pobres) se for empregado na compra de cachaça. Sustenta o líder do governo que isso ajudaria a economia brasileira, mas, como notou o blog Gama Livre, o potencial do conselho era bem mais o de resultar numa “bebedeira geral neste carnaval”.

Talvez, ao contrário do que na semana passada acreditei haver demonstrado neste espaço, o mal não seja tanto a cachaça, apesar dos seus “efeitos colaterais” pessoais, sociais e econômicos. Afinal, Jesus ensinou que “o mal não é o que entra pela boca do homem, mas o que sai da boca do homem”. Se Ele quisesse individualizar a crítica – o que não era do seu estilo nem da sua natureza – poderia ter dito “da boca do Vaccareza”.

É verdade que o Vaccareza ainda não estava disponível, mas Jesus sabia de coisas futuras, sabia que ele nasceria um dia, seria eleito deputado no Brasil e se tornaria líder do governo Dilma Rousseff, quando daria ao povo “abaixo da linha da pobreza” conselhos sobre como gastar o dinheiro do Bolsa Família comprando cachaça e “ajudar a economia”.

mar
07


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BOA TARDE!!!

mar
07
Posted on 07-03-2011
Filed Under (Artigos, Laura) by vitor on 07-03-2011

Diga que valeu!

Laura Tonhá

Seu Florêncio Cardoso da Silva descansou em um domingo de carnaval, um dia de celebração como deve ser o fim de uma grande vida. Quando eu recebi a notícia tocava a música do Chiclete “Então diga que valeu”, uma dessas coincidências ou acasos da vida, de acordo com a interpretação. A música continuava… “é pena que este amor não possa mais durar, é pena que este amor não vá poder se eternizar”. Uma pena que o amor de meu avozinho pela vida não possa se eternizar… Ele diria com a boca cheia que é uma “BOBAGEM”. Meu avo lindo, um grande homem, em toda sua coragem, audácia, virilidade, retidão, caráter, um grande exemplo.
Descanse em paz, estarás para sempre conosco, a sua família. Lembraremos sempre dos 10 abraços calorosos, que nós seus netos desde pequeninos gostávamos de desfrutar. Como o senhor diria: PAZ, SAÚDE E TRANQUILIDADE.
Que a sua sabedoria ecoe para sempre.
Um grande beijo, sua neta Laura.

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Laura Tonhá, publicitária, é uma das criadoras do Bahia em Pauta. A mensagem foi lida esta segunda-feira, no cemitério Jardim da Saudade, em Salvador, antes do sepultamento de Florêncio Cardoso da Silva, Seu Cardoso.

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