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Esta vai especialmente para Carlos Wolney, leitor e colaborador do BP , pela lembrança do apelido brasileiro de Granda – O Bigode que Canta -, que o editor do BP nem lembrava mais, mesmo sendo fã de carteirinha do notável intérprete cubano que morreu no México, terra que o acolheu carinhosa e generosamente como um verdadeiro filho.

BOA NOITE!!!

(VHS)

maio
06
Posted on 06-05-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 06-05-2011


Helio Contreiras será sepultado no Rio
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Claudio Leal

Para o Bahia em Pauta

O jornalista e compositor baiano Hélio Contreiras, parceiro de cantorias da turma de Elomar e Xangai, morreu nesta quinta-feira, 5 de maio, no Rio de Janeiro, uma semana depois de ter feito uma cirurgia cardíaca. “Jorge Amado vivia me dizendo que o pior da vida é ver os amigos indo embora, esperando a nossa vez… Lá se foi meu compadre, não acho palavras para dizer dos meus sentimentos. Não há o que console. Posso somente dizer que a memória dele perdurará com amor fraterno para sempre”, afirmou o escritor João Ubaldo Ribero, numa lista de velhos amigos do Colégio Central.

Na Bahia, carregar um sobrenome Contreiras, Guedes ou Gorender era estar enlaçado (de batismo) ao Partido Comunista Brasileiro. Numa homenagem a Luiz Contreiras, um dos mais dignos militantes políticos baianos, incomparável aos medíocres quadros públicos atuais, Hélio musicou um poema composto para o camarada:

“…É que está na alma da gente
Um sentimento, uma paixão
E por mais que a fraqueza atente
O que está feito está feito
Marca de fogo, tição.”

Em e-mail recente, dirigido a amigos, o compositor definiu o irmão: “Comuna democrático como eu, preso e barbaramente torturado pela ditadura militar. Felizmente não morreu e, apesar da avançada idade, continua a pessoa culta, atuante e generosa de sempre, sem perder a fé num destino melhor para a Humanidade”.

Entre as músicas de Contreiras, “Estampas Eucalol” foi a que mais se incorporou ao cancioneiro brasileiro – “uma pequena obra prima”, na definição do crítico José Ramos Tinhorão. O que poderia ser apenas um registro nostálgico das velhas coleções do sabonete Eucalol, que apresentava o mundo aos infantes, tornou-se uma letra que ecoa os velhos trovadores nordestinos, em suas narrativas míticas e lusitanas.

O velório de Hélio Contreiras será neste sábado, no Rio de Janeiro, às 11 horas, no Memorial do Carmo, Cemitério do Cajú, sala 7. Seus amigos do Colégio Central, Milze Soares à frente, enviaram uma coroa de flores, com um cartão em forma de diálogo:

– “E os amigos vão lembrar de mim
(Tenho certeza)”

– Vamos lembrar com imensa saudade
(Parta com essa certeza)”.

Vitor Hugo, mui distinto cavalheiro do Bahia em Pauta, ponha “Estampas Eucalol” na vitrola!

(Claudio Leal. de São Paulo)
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Um bolero composto pelo genial Rafael Hernández Marin (Puerto Rico/ Aguadilla (1892/+1965). Interpretação inimitável de Bienvenido Granda.

BOA TARDE

(VHS)

maio
06

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OPINIÃO POLÍTICA

Duas declarações

Ivan de Carvalho

1. O Dalai Lama, líder espiritual e político do Tibet no exílio (em março, ele anunciou sua intenção de ceder sua liderança política a um líder “livremente eleito”, o que ainda não aconteceu), entrou ontem de corpo e alma no debate sobre a morte do terrorista Osama bin Laden.

O Dalai Lama é o chefe espiritual do budismo tibetano e também governava o Tibet até que, forçado pela invasão e ocupação de seu país pela China comunista, que colocou sua vida perigosamente em risco, deixou o país clandestinamente em 1959, à frente de uma grande caravana de tibetanos, asilando-se na Índia. Mas viaja pelo mundo, já veio ao Brasil e ontem estava na Califórnia, Estados Unidos. Tenzin Gyatso, atualmente com 75 anos, é a 14ª encarnação do bodhysatva da Compaixão. Deu uma declaração que a muitos – inclusive a mim – terá parecido inesperada.

Eis a declaração, respondendo a uma pergunta sobre a morte do líder da organização terrorista Al-Qaeda: “Como ser humano, Bin Laden pode ter merecido compaixão e inclusive o perdão por seus atos. Perdoar não significa esquecer o que aconteceu. Caso se trate de algo sério e for necessário tomar medidas, deve-se então tomar estas medidas”, disse.

Não tenho a presunção de analisar nem avaliar as palavras do Dalai Lama. Se o leitor quiser arriscar, que o faça.

2. Mas ontem foi um dia de declarações inesperadas. Se é difícil, ou pelo menos a mim parece, alcançar a profundidade do que disse o Dalai Lama, levando em conta sua responsabilidade e seu estágio de evolução espiritual, não é tão complicado entender o espantoso trançado declaratório do presidente do Senado e do Congresso Nacional o senador José Sarney, ex-presidente da República.

Observe o leitor com atenção o que ele disse ontem, em seminário do PMDB realizado para discutir estratégias de comunicação política. Ele ensinou que a mídia enfraquece os poderes dos partidos políticos no Brasil (foi isso mesmo, pode acreditar, os repórteres registraram com clareza e exatidão). Por causa dessa maldade da mídia, os partidos, segundo Sarney, precisam criar mecanismos para que não percam sua “legitimidade” diante da atuação da imprensa.

Houvesse ele dito somente o que se acaba de relatar, até que se poderia, pedindo emprestada um pouco da compaixão do Dalai Lama, atribuir tudo a problemas de sua avançada idade e dar o caso por encerrado, sem maiores considerações. Mas não. O presidente do Senado resolveu falar mais coisas. E que coisas. Leiam, é textual:
“O Congresso depois de um mês, dois, três, começa a ser contestado. Os deputados não sabem porque foram eleitos e o eleitor não sabe mais que elegeu o deputado. A partir daí, a mídia e seus instrumentos entram e dizem: não, nós passamos a representar o povo. Esse é o grande desafio do mundo atual, da classe política”.

Ora, o presidente do Congresso diz que com três meses de mandato os deputados esquecem as razões pelas quais foram eleitos e assim, claro, embora implícito, os compromissos que assumiram e que levaram os eleitores a votarem neles. E o eleitor, que já anda muito aborrecido e enjoado com a política e os políticos, já “não sabe mais que elegeu o deputado”, até porque o deputado o esquece ou abandona. Muitos esquecem realmente em quem votaram para deputado, às vezes até mesmo para senador, este é um fenômeno comum. Outros são atingidos por uma espécie de amnésia que elimina o fato de que foram eles que elegeram os deputados e senadores, razão porque passam a “não estar nem aí” para eles.

A natureza detesta o vazio. E é aí nesse vazio, senador, que a mídia entra. Ao invés de “criar estratégias”, como quer Sarney, os congressistas melhor farão se cumprirem seus deveres e compromissos com o povo, representando-o e defendendo-lhes os interesses, não outros interesses.


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Canto apaixonado do Esporte Clube Bahia para a sua fiel torcida, na voz do saudoso Orlando Dias.

BOA MADRUGADA!!!

(Gilson Nogueira)


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CULT, o canal privado de TV, acaba de exibir na tarde desta quinta-feira, 5, o filme “Fados”, do consagrado diretor espanhol Carlos Saura. Uma delícia para os ouvidos e um colírio para os olhos.

A apresentação de “Foi na Travessa da Palha” é um dos momentos mais sublimes do filme que, quem ainda não viu, não pode perder. Confira.

(Vitor Hugo Soares)

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FOI NA TRAVESSA DA PALHA
G. de Oliveira (Fado Britinho)

Foi na Travessa da Palha
Que o meu amante, um canalha
Fez sangrar meu coração
Trazendo ao lado outra amante
Vinha a gingar petulante
Em ar de provocação

Na taberna do Friagem
Entre muita fadistagem
Enfrentei-os sem rancor
Porque a mulher que trazia
Com certeza, não valia
Nem sombra do meu amor

P’ra ver quem tinha mais brio
Cantamos ao desafio
Eu e essa outra qualquer
Deixei-a a perder de vista
Mostrando ser mais fadista
Provando ser mais mulher

Foi uma cena vivida
De muitas da minha vida
Que não se esquecem depois
Só sei que de madrugada
Após a cena acabada
Voltamos para casa os dois

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VENTO DE MAIO

Lô Borges

Vento de maio rainha de raio estrela cadente
Chegou de repente o fim da viagem
Agora já não dá mais pra voltar atrás
Rainha de maio valeu o teu pique
Apenas para chover no meu piquenique
Assim meu sapato coberto de barro
Apenas pra não parar nem voltar atrás
Chegou de repente o fim da viagem
Agora já não dá mais…
Vento de raio rainha de maio estrela cadente
Chegou de repente o fim da viagem
Agora já não dá mais pra voltar atrás
Rainha de maio valeu o teu pique
Apenas para chover no meu piquenique
Assim meu sapato coberto de barro
Apenas pra não parar nem voltar atrás
Rainha de maio valeu o teu pique
Apenas para chover…
Nisso eu escuto no rádio do carro a nossa canção
Sol girassol e meus olhos abertos pra outra emoção
E quase que eu me esqueci que o tempo não pára
Nem vai esperar
Vento de maio rainha dos raios de sol
Vá no teu pique estrela cadente até nunca mais
Não te maltrates nem tentes voltar o que não tem mais vez
Nem lembro teu nome nem sei
Estrela qualquer lá no fundo do mar
Vento de maio rainha dos raios de sol
Chegou de repente o fim da viagem
Agora já não dá mais pra voltar atrás
Rainha de maio valeu o teu pique
Apenas para chover no meu piquenique
Assim meu sapato coberto de barro
Apenas pra não parar nem voltar atrás
Rainha de maio valeu o teu pique
Apenas para chover no meu piquenique…

maio
05
Posted on 05-05-2011
Filed Under (Newsletter, Olivia) by vitor on 05-05-2011


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DICA DE MARIA OLÍVIA

Para os que, a exemplo dela, não vivem sem o cinema, a jornalista e fiel colaboradora do Bahia Pauta “socializa” dica recebida através de e-mail do jornalista e crítico cinematográfico Adalberto Meireles, sobre o mais novo (e interessante) site sobre a sétima arte na grande praça da web.
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“Agora é definitivo: o blog .C de cinema está no ar desde os primeiros minutos de domingo, 1 de maio; temos, portanto, um encontro marcado. Quero fruir. Minha proposta é provocar, perguntar e responder: por que um filme, um cartaz, uma foto, uma sequência, uma simples imagem de cinema inquieta e emociona tanto. Para isso, tomei emprestado, como slogan, O prazer dos olhos, título de um livro de Fraçois Truffaut, um dos mais renomados cineastas franceses do pós-guerra e um teórico do cinema, do filme, da arte do filme.

O endereço é: pontocedecinema.blog.br. Vamos lá, então, ao prazer”.Adalberto Meireles-Jornalista e crítico de cinema

Atenciosamente
João Saldanha

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Governo quer, mas oposição reage
contra Irdeb na Comunicação

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OPINIÃO POLÍTICA

Oposição se move na Assembléia

Ivan de Carvalho

Após um período de dois meses que pode ser qualificado como de ensaio e experimentação, a reduzida oposição ao governo Jaques Wagner na Assembléia Legislativa, onde se vê esmagada pela ampla maioria governista, parece haver finalmente entrado numa linha mais conseqüente.

Um primeiro sinal partiu do líder da oposição, o experiente deputado Reinaldo Braga, do PR, que anunciou que a bancada sob sua liderança vai recorrer à Justiça contra a sanção do governador à lei proposta pelo governo que autoriza a reforma administrativa. A ação judicial vai alvejar exatamente as emendas introduzidas pelo relator e aprovadas, criando o Fundo de Cultura do Estado da Bahia e transferindo o Irdeb da Secretaria de Educação, à qual esteve vinculado desde sua criação, para a Secretaria de Comunicação.

Neste caso, a oposição sustentará sua ação judicial na Constituição, segundo a qual a iniciativa para a criação de secretarias e órgãos da administração é do governador – não de deputado, por intermédio de emenda parlamentar a projeto originário do Executivo. Também não pode o Legislativo (e pouco importa se isto é certo ou errado e sim que está na Constituição) aprovar emendas parlamentares que aumentem despesas. “No caso do Detran, o deslocamento foi rejeitado pelo governador. O caso do Irdeb é a mesma coisa”, afirmou Reinaldo Braga. O deslocamento do Detran seria da Secretaria de Administração para a Secretaria de Segurança.

As outras duas iniciativas oposicionistas conseqüentes partiram do líder do PMDB, outro experiente deputado, Luciano Simões. Atacam duas questões socialmente relevantes. Uma delas, o pedágio nas estradas. A outra, o patrocínio de empresa pública que nem está exposta a concorrência a shows e eventos assemelhados.
Luciano Simões apresentou na terça-feira um projeto de lei para permitir aos proprietários de automóveis licenciados na Bahia deduzir do pagamento do pagamento anual do IPVA o total dos valores pagos durante o ano nos postos de pedágio estaduais. O projeto tem seis artigos.

Luciano Simões sustenta, na justificativa de seu projeto, que a cobrança do IPVA concomitante à do pedágio constitui bitributação, o que é vedado pela Constituição da República. Sua proposta pretende compensar o valor do pedágio pago para que os usuários dessas vias conservadas pelo poder público estadual não paguem duas vezes pela mesma coisa, já que o montante arrecadado com o pagamento do IPVA é revertido na conservação, manutenção e segurança das nossas estradas, não justificando o custo extra dos pedágios por parte das empresas concessionárias. Aborda, inclusive, a questão da Cide, parte de cuja arrecadação vai para a conservação de rodovias, e o bloqueio do direito de locomoção pela tributação.

Na justificativa do projeto, o deputado analisa detidamente toda essa questão jurídica, que é complexa. Como a oposição não terá maioria para aprovar o projeto na Assembléia nem, se isto milagrosamente acontecesse, obteria a sanção do governador, delineia-se outra batalha judicial entre governo e oposição. Com esta na posição simpática para os que pagam ou podem eventualmente pagar pedágios.

A segunda iniciativa do líder Luciano Simões diz respeito aos patrocínios da Embasa. Por intermédio da Assembléia, pede ao presidente da Embasa informações sobre: 1) O valor do cachê que será pago a Daniela Mercury para o show de comemoração dos 40 anos da empresa, no dia 7, sábado, na Concha Acústica do TCA; valor gasto com o patrocínio da micareta de Feira de Santana 2011; valor gasto com festividades em Camaçari; valor gasto com patrocínios a equipes de futebol. Para completar, Simões fez, também datada de ontem, representação contra o presidente da Embasa ao Tribunal de Contas do Estado.


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Longa vida, sobrevivente Herbert, de todas as linguas e de todos os rocks e canções.

BOA TARDE!!!

(vhs)
(

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