maio
09


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Steve Kuhn,piano,Bill Stewart,bateria,Buster Williams, baixo, o Steve Kuhn Trio,
começando a semana do Dia Mundial da Diversidade Cultural (sábado 21) !
BOA NOITE!!!

(Gilson Nogueira)


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BOA TARDE!!!

maio
09
Posted on 09-05-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-05-2011


Johh Walker:criou clássicos dos anos 60/70/DN
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O músico norte-americano John Walker, um dos fundadores do grupo Walker Brothers, morreu no sábado aos 67 anos, em Los Angeles, Califórnia, vítima de câncer, segundo foi divulgado esta segunda-feira, 9, nos Estados Unidos.

Em uma das manchetes de sua edição online, o jornal português Diário de Notícias informa que John Walker continuou a trabalhar já depois de lhe ter sido diagnosticado o cancer no fígado e deu o último concerto em Março em Los Angeles.

Os Walker Brothers, que surgiram nos Estados Unidos em 1964, foram uma das bandas de sucesso da música dessa década no Reino Unido, na época em que as bandas britânicas preparavam a entrada no mercado norte-americano.

O músico foi guitarrista e vocalista dos Walker Brothers num período em que a banda lançou canções como “Make it easy on yourself”, “The sun ain’t gonna shine anymore” e “My ship is comin’ in”.

Estes temas, verdadeiros clássicos, estão disponíveis no YouTube.Confira um deles:


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(Com informações do DN, de Lisboa )

maio
09


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OPINIÃO POLÍTICA

Partidos em crise

Ivan de Carvalho

Há no momento um fenômeno comum pelo menos aos quatro partidos brasileiros que protagonizaram a política nacional em tempos recentes – o PT, o PSDB, o DEM e o PMDB. Todos eles estão em crise, embora o PT esteja no controle do governo federal e, assim, numa situação privilegiada.

Mas, para começar exatamente pelo que está em melhor situação, vale lembrar que, com antecedência, o ex-ministro José Dirceu avisou, não por acaso na Bahia, numa reunião que devia ser secreta, mas não foi – a Bahia tem afinidade com essas coisas absurdas – que o governo de Dilma Rousseff seria muito mais do PT do que o governo Lula.

Ele queria dizer que, não tendo Dilma uma liderança própria (e certamente que olhava também o grau de aparelhamento em que os petistas já haviam posto o Estado brasileiro nos oito anos anteriores), o PT teria condições de livrar-se dos freios que Lula, na Presidência da República, lhe impusera, e ganhar autonomia para buscar a hegemonia na área partidária e um forte controle do governo.

No primeiro round disso que será uma luta de vários, Lula e Dilma foram derrotados por correntes do PT. José Eduardo Dutra, afinado com Lula e Dilma, mas doente, não podia continuar no comando da legenda. Então, Lula e Dilma puseram em campo como candidato o ex-ministro Humberto Costa. Mas outros setores lançaram Rui Falcão, que causou desagrado a Lula e Dilma, mas chegou a ameaçar disputar se estes insistissem com Humberto Costa. Lula e Dilma recuaram, Rui Falcão foi eleito e não esconde o apetite de poder do partido que preside. Além disto, o PT, como partido no governo, está às voltas com a herança maldita que deixou para si mesmo, havida do governo Lula. “Quebrei o Estado, mas ganhei a eleição”, disse, intramuros, o ex-governador paulista Orestes Quércia após eleger seu sucessor. Lula talvez possa dizer algo parecido agora.

Vistas as coisas por outro ângulo, os dois principais protagonistas da política brasileira desde 93 foram o PT e o PSDB. Ambos nascidos na matriz da social democracia, que ideologicamente, em nível internacional, tinha mais afinidade com o PT. Mas evoluiu e, hoje, afina-se mais com o PSDB. De qualquer maneira, o eixo principal da política brasileira, que tem como oponentes, o PT e o PSDB, pode ser visto como falso – ambos nasceram da mesma matriz social-democrata e as diferenças ideológicas estão apenas nas nuanças.

Se o PT está em crise, o mesmo, com mais ênfase, pode-se dizer do PSDB. Uma das principais razões é a teimosia de José Serra, que busca transformar em monopólio seu a condição de candidato tucano a presidente da República.

A falsidade ideológica da polarização PT-PSDB abre espaço para outras legendas se apresentarem como representantes de setores da sociedade que estão hoje órfãos de representação. Mas as duas legendas que poderiam fazer isto, o PMDB e o DEM, também estão em crise. E crise grave.

O PMDB tem dois problemas básicos. O primeiro: depois de conquistar suas antigas bandeiras (anistia, redemocratização, eleição direta para presidente, entre outras menos vistosas), não soube por outras bandeiras no lugar. Sem bandeiras, sem mensagem, não dá. O segundo: corre o mesmo risco que devastou o DEM, ex-PFL – como, depois que abandonou Ulysses e Quércia, nunca mais lançou candidato próprio, apoiando sempre candidatos alheios a presidente, o PMDB começou a definhar. Como diz um experiente peemedebista: “Time que não joga não faz torcida”. O PMDB está examinando essa coisa, já fala em lançar o vice-presidente Michel Temer ou o governador fluminense Sérgio Cabral à sucessão de Dilma em 2014. É esperar para ver, mas me parece improvável que isso ocorra.

Quanto ao DEM, que mudou de nome e tentou mudança que não deu certo, creio que sua chance de permanência e recuperação está em representar os setores liberais da sociedade, defendendo a liberdade econômica, redução da carga tributária, os direitos e garantias individuais e assumir corajosamente certas bandeiras do tipo “contra o aborto”, entre outras. Não para representar a sociedade, mas uma fatia dela.


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O jornalista baiano, Claudio Leal, nome de luminosidade própria na redação da revista digital Terra Magazine, amigo e colaborador do Bahia em Pauta em São Paulo, escreve em seu tuitter, acusando saudade e boas recordações e sentimentos no Dia das Mães:

“Guitarras, salas, vento, chão/ Que dor no coração”. Gal canta “Mãe”, de Caetano Veloso .

Bravo Claudio ! Bela lembrança, coisa de quem tem mãe especial, como a sua.BP manda um abraço, também especial, para ela.

(VHS)

maio
08
Posted on 08-05-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 08-05-2011

Maravilha para ouvidos e sentimentos hoje em Salvador

BOMDIA!!!

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Para começar o domingo, aí vai uma dica imperdível para festejar o Dia das Mães em Salvador.

Logo mais, a partir das 13h, o Trio Irakitan se apresenta no Pelourinho, centro da capital baiana, na área tombada pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade ( para informação de visitantes e alguns “desligados” locais que esqueceram), maravilhoso grupo musical formado na década de 50 e conhecido mundialmente pelas primorosas execuções de boleros, sambas-canção e músicas latinas, realiza na capital baiana uma apresentação especial em homenagem às mães no dia dedicado a elas.

É uma apresentação gratuita para o público de todas as idades, incluída no Programa Pelourinho Cultural, ligado à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia através do Instituto de Patrimônio Artístico Cultural (IPAC).

Atualmente formado pelos músicos Edilson Andrade, Tony e Josias, o Trio Irakitan se renova sem perder a clássica qualidade que lhe deu fama como um dos mais harmoniosos conjuntos musicais brasileiros e da América Latina em todos os tempo, comparados a Los Panchos, ambos com repertórios apreciados no mundo inteiro.

Trio Irakitan é garantia de encanto e boas canções

Pode se aprontar e partir para o Pelourinho, que o espetáculo começa daqui a pouco.

Para este Dimingo, o trio promete boleros clássicos que consagraram o grupo, com arranjos e harmonias próprias em homenagem ao Dia das Mães. Além disso, o grupo irá executar os sambas cantados nas antigas comédias da Atlântida, conhecidas como chanchadas, e canções de compositores como Roberto Carlos, Cartola e Gonzaguinha, executadas mais atualmente pelo trio.

Portanto, trate de ir se arrumando para partir para o Pelourinho, pois não dá para perder.

Local: Largo Quincas Berro D’Água – Pelourinho

Horário: 13h

Entrada gratuita

(Vitor Hugo Soares, com informações do Programa Pelourinho Cultural)

Cd- Tiernamente amigos. Victor Heredia (2005) 05- Mi madre y María.

A canção foi composta pelo grande artista argentino Victor Heredia em louvor à sua querida irmã Maria, desaparecida no período da “guerra suja” instalada na ditadura militar que vitimou milhares de argentinos. Herédia construiu a letra ao acompanhar o sofrimento da mãe com a ausência da filha e a fé inabalável de que Maria ainda voltaria para casa.

A música foi cantada por Mercedes Sosa em momento inesquecível do Concerto de Natal, no Vaticano.

Para todas as mães do planeta este domingo, incluindo as que já partiram, como a minha – dona Jandira de tanta saudade.

(Vitor Hugo Soares)
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MI MADRE Y MARÍA

Victor Heredia

Yo sé que estas allí llorando madre
envuelta en la penumbra de la tarde
fingiendo si estás bien pero es diciembre
un mes en que ciertos fantasmas vuelven
deslizan su perfume inolvidable
sus voces aletean en un aire
de nueces y de almendras navideñas
y vuelan a sus ojos y despeñan
en lágrimas su amada letanía
yo sé que estás allí junto a tu fe
y yo no sé que hacer.

De pronto me doy cuenta que tus ojos
reflejan la tristeza de María
la sombra de una cruz toca tus hombros
y en tu pañuelo blanco muere el día.
Las dos están lloran por lo mismo:
la sangre derramada en el martirio
la vida de tu vientre y el de todas
las madres de los hijos de la tierra
la que parió el amor, mató una guerra
yo sé que estas ahí junto a tu fe
y ya no sé que hacer.


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Herivelto Martins, “Odete”, João Gilberto,Teatro Santa Isabel, Recife, Pernambuco, Brasil, 2000, BP(ara) o mundo, Feliz Domingo das Mães!

(Gilson Nogueira)

maio
07


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OPINIÃO POLÍTICA

BIN LADEN E A PRIMAVERA ÁRABE

Ivan de Carvalho

A execução de Osama bin Laden, líder da Al-Qaeda, a mais famosa organização terrorista da atualidade, tem vários aspectos importantes. Um deles é o sentimento da maioria da população norte-americana de que, afinal, foi feita justiça em relação ao homem que ordenou, contra os Estados Unidos, o maior ataque terrorista de que se tem notícia.
Os eventos de 11 de setembro de 2001 receberam, com a morte de Osama bin Laden, uma resposta mais simbólica do que prática. Esta deverá prosseguir sendo dada pelos esforços americanos no desmantelamento completo da Al-Qaeda, objetivo que pode ainda estar longe de ser atingido. Aliás, a guerra em que os Estados Unidos se envolveram a partir do 11 de setembro é “contra o terror” e não se limita, portanto, a uma de suas organizações, a Al-Qaeda.
Efeitos da execução de Osama bin Laden pelos Seals da Marinha dos Estados Unidos não se esgotam na comemoração representada pelo desabafo festivo de grande parte da população americana. Nem no imediato ganho de pelo menos dez pontos percentuais na popularidade do presidente Barack Obama, que estava em dificuldades com a opinião pública de seu país devido principalmente a problemas na economia. Nem numa certa afirmação política dos Estados Unidos no âmbito internacional. Nem no severo sinal da determinação americana, enviado aos demais militantes da Al-Qaeda e de outras organizações terroristas espalhadas por pelo menos três continentes – a Ásia, a África e a América do Sul, onde o caso mais relevante é o das Farc.
No outro prato da balança há a emergência de delicados problemas de relacionamento com um importante, mas não confiável (como, aliás, o episódio comprovou) aliado, o Paquistão, que tem algumas bombas atômicas. Há a fissura da Al-Qaeda por uma vingança pela morte de seu líder e fundador, que ao dar a ordem, em 2001, para o ataque aos EUA, devia estar consciente do que esperar em troco.
E há, em parte, creio que bastante minoritária, das populações muçulmanas no norte da África e no sudoeste da Ásia, um sentimento de raiva, tanto espontâneo quanto insuflado por quem quer fazer desse sentimento instrumento político contra os Estados Unidos e contra Israel. Provavelmente este é o mais importante, o mais perigoso dos efeitos da execução de Osama bin Laden.
As circunstâncias e toda a conjuntura criada pela série de revoluções, rebeliões e manifestações a que se deu o apelido de “primavera árabe” fazem que seja assim. A insurgência em vários países árabes veio com a marca da reivindicação de liberdade e democracia. Mas há, infelizmente, que reconhecer que os países árabes pouca ou nenhuma experiência têm de liberdade e regimes democráticos.
Além disso, de início a insurgência veio como um movimento espontâneo, quase sem nenhuma organização. À medida, no entanto, em que ganha corpo – já tendo obtido a vitória na Tunísia e no Egito, mais de meio caminho para uma vitória no Bahrein, uma situação de impasse militar na Líbia, enquanto sofre desumana repressão na Síria –, organizações radicais que viviam na clandestinidade, a exemplo da Irmandade Muçulmana, ou que se formam em função dos novos eventos, tudo farão para controlar e direcionar a insurgência.
Mudar os alvos, das pretensões internas de liberdade e democracia para a hostilidade a “inimigos” externos, basicamente Israel (o inimigo predileto) e Estados Unidos, seria a estratégia lógica dessas organizações, seguindo o modelo iraniano. E a morte de Osama bin Laden pode ser explorada para reforçar uma estratégia assim.

maio
07


Lucas Mendes comanda bancada do
Manhattan Conection em Nova Iorque
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ARTIGO DA SEMANA

Do Manhattan Connection à morte de Bin Laden

Vitor Hugo Soares

“Domingo pede cachimbo”, ensina o ditado aprendido no tempo em que na Bahia se amarrava cachorro com linguiça, segundo os versos inspirados de Gilberto Gil em “Ladeira da Preguiça”. Alérgico a fumaça, dispenso o conselho. Viciado em jornalismo, prefiro ligar a televisão para esperar o sono na quase madrugada, mas ainda a tempo de receber impacto demolidor de uma das mais aguardadas notícias em quase uma década: “O terrorista Osama Bin Laden está morto”.

Agora vamos por partes, que o caso é mesmo de causar insônia das brabas ainda por muito tempo e requer cuidados especiais no tratamento factual e opinativo.

No passado domingo, já na cama, peguei no controle remoto e sintonizei no canal privado “Globo News”. No horário, o jornalista Lucas Mendes comandava de Nova Iorque a sua equipe internacional no programa “Manhattan Connection”, transmitido de um estúdio com vista espetacular para o espaço onde antes se erguiam imponentes um dos principais cartões postais da “Big Apple”: as Torres Gêmeas” (lembra o apresentador, apontando com visível deslumbre para o novo esqueleto das torres em reconstrução diante de seus olhos), destruídas pelo mais medonho, incrível e espetacular ataque terrorista de 11 de setembro, prestes a completar uma década.

“Manhattan Connection”, como se sabe, é uma fonte semanal sempre borbulhante de notícias, opiniões, polêmicas e arrelias desde a origem, no tempo do jornalista Paulo Francis, seu histórico e mais brilhante participante. Dá para esperar quase tudo e sempre algo provocador, a exemplo do que aconteceu há poucas semanas, quando Caio Blinder, em geral um dos mais recatados e ponderados participantes da mesa de Lucas em NY, resolveu chamar a rainha Rania, da Jordânia, de “piranha”.

Confesso que esperava domingo passado algum novo desdobramento do caso, que resultou em grave entrevero diplomático, desde que o governo jordaniano, através de seus representantes em Brasília, segue fazendo carga e sérios reparos éticos e profissionais à condução do programa do canal brasileiro de TV.

Sabe-se que o Rei da Jordânia ainda aguarda pedidos de desculpas formais e oficiais pelas ofensas à rainha, por considerar insuficiente o mero reconhecimento do erro ou da “falha nossa”, como já feito no programa seguinte por Blinder e Lucas Mendes.

Manhattan Connection é um exitoso e prolongado “cult” da televisão brasileira. Amado irrestritamente pela intelectualidade de classe média, mas odiado até o fundo da alma pela poderosa turma da “esquerda do povão”. Domingo, porém, o programa caminhava inseguro sobre palafitas.

Mas seus participantes se esforçavam para segurar a fama e manter a tradição. A impressão era de um programa tocado “por aqueles jornalistas boêmios e fumantes inveterados, de instinto implacável, que povoavam as redações há poucas décadas”.

As aspas são do livro “Periodismo de calidad: debates y desafios”, que traz vários textos de destacados profissionais de imprensa da América Latina, que descobri em uma livraria na mais recente visita a Buenos Aires. Desconheço se existe edição em português, mas o recomendo com ênfase, mais ainda nesta estranha e confusa quadra do jornalismo brasileiro e mundial.

Tendo como universo de análise as redações, o livro assinala que toda redação se debate hoje entre duas forças, que para efeito de identificação são chamadas de “os clássicos” e os “modernos”. Os clássicos são aqueles boêmios, e acreditam que o talento do jornalista de sangue puro e tradição é suficiente para manter aceso o fogo sagrado do ofício. Os modernos acreditam que a tecnologia e o mercado chegaram para aumentar e melhorar exponencialmente o exercício da profissão.

Da teoria para a prática: de frente para o sitio das antigas Torres Gêmeas, a bancada do Manhattan Connection discutia já na quase meia noite de domingo, a qualidade e perfeição do caimento das camisas sociais vendidas em certa loja bacana de Nova Iorque.

De repente, não mais que de repente, o corte brusco que tira do ar o programa comandado por Lucas Mendes. A imagem voa do estúdio na Big Apple para a redação brasileira onde está instalado o comando da Globo News. Aparece então o jovem repórter com a bomba em forma de notícia: “O terrorista Osama Bin Laden está morto”, diz o âncora do horário, sem esquecer de dar o devido crédito pela informação à CNN americana.

Depois é o que se sabe pela repercussão transcendente de um fato jornalístico de tirar o sono e o fôlego, com poder de fogo ainda para muito tempo e desdobramentos ainda imprevisíveis e cercados de dúvidas.

Quanto ao Manhattan Connection, não mais voltou ao ar domingo passado. Mas, como dizia aquele prefeito baiano na publicidade de TV sobre seu município: “Domingo que vem tem mais”.

A conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista- E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

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