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A canção para começar o dia no Bahia em Pauta vai para Mariana, madrinha e conselheira deste site blog, que hoje festeja aniversário em Paris. Isso, em si, já é felicidade, mas ela merece muito mais. E muito mais ( a começar por muitos aniversários como este) é o que os que fazem o BP desejam para ela. O resto já foi dito por Regina em sua crônica de ontem. E muito bem.
PARABÉNS, MARIANA!

(Vitor Hugo Soares)

maio
18
Posted on 18-05-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-05-2011

Celebração da vida em Paris

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CRÔNICA/ ANIVERSAIRE

Maio de Mariana e Paris

Regina Soares (De Paris)

Maio é um mês forte e bonito: Mães, namorados, noivados e casamentos, flores, chuvas, e Mariana são celebrados nesse mês do amor.Dessa vez, para celebrar a vida de Mariana, escolhemos um cenário espetacular, daqueles que traduzem sonhos realizados: PARIS!

Oh, là là là là là là!!!

É um velho sonho meu caminhar pelas ruas de Paris. Pois conhecer já conhecia, através de livros, fotos, filmes, canções, pratos deliciosos, vinhos inebriantes, roupas deslumbrantes e como cenário imaginário de meus romances, pois, cada vez que me apaixonava, para lá levava meus amores, como se aquele estado de espírito extasiante precisasse de um lugar específico para acontecer ou ser guardado, como se alí os romances fossem possíveis e infinitos.

Por um motivo ou outro o sonho foi adiado; para ser perfeito, o tempo também tinha que ser certo. A vida, no entanto vai nos ensinando que não existe “tempo certo” você o faz assim. Portanto, como num passe de mágica: Estou em Paris com Mariana para celebrar seu aniversário de vida e o encontro com a cidade dos meus sonhos.

Ninguém mais poderia me propiciar esse enorme prazer e companhia deliciosa. E aqui mais uma lição: o amor, nas suas formas mais diversas, nos prega truques e se mostra tão forte como naquela forma romântica do amor entre um homem e uma mulher…

A cidade luz é um “desbunde”, tudo que imaginei e muito mais… Estamos vivendo momentos incríveis, bebendo e comendo tudo a que temos direito, inebriadas de luz e essa vontade de sorver a vida em goles imensos. Paris não surpreende, é tudo que eu sonhava e muito mais. É uma cidade bege, ou melhor, para ser mais atual, nude. Nela tudo é harmonia e elegância e combina com o mais apurado bom gosto.

Tanto pra ver e andar, Louvre, Seine, Notre Dame, Champs Elysées, Madeleine, Arc de Triomphe, Montmartre, Sacre Coeur, Lido, Moulin Rouge, enfim, vocês já sabem desses lugares, mas a minha Paris, aquela que realmente me enleva, é a Paris do “meio da rua”. Sentar no Cafe, ver o tempo e as pessoas passarem sutilmente e com elegância. Minha Paris é meio embaçada pois a olho sempre com olhos marejados, é uma Paris que vejo com um mapa na mão e as lembranças de filmes sessão de gala na outra. Minha Paris é viagem repousante e bela, singular, iluminada e feliz.

C’est mon amour. C’est très bon!!!! Como Mariana!!!

Tim, Tim, à la vie!
Regina Soares, advogada, mora há décadas em San Francisco, Califórnia, onde se especializou em eleições americanas.
Em companhia da irmã, Mariana, que festeja aniverrsário amanhã (19/05), está em Paris.

maio
18


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Clip realizado pelos alunos da EMEF Abilio Secundino Leite, Ferraz de Vasconcelos, como fechamento do Projeto Bossa Nova. Profª Arlete, Elisete e Gislaine.

Parabéns à turma por mostrar que, apesar dos pesares, a arte e o pensamento seguem vivos e resistem nas escolas brasileiras.

Bom dia!!!

(Vitor Hugo Soares)

maio
18
Posted on 18-05-2011
Filed Under (Artigos, Ivan) by vitor on 18-05-2011


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OPINIÃO POLÍTICA

Por um idioma pió

Ivan de Carvalho

Mas nós queria o que? Nós elegeu a quase uns nove ano um presidente da República que, falano ao ser dipromado pelo Tribuná Superiô Eleitorá, se gabou de que o único diproma que tinha era o diproma de presidente da Repúbrica. Essa gabulice, mermo não tendo a tenção de convencer os povo de que diproma escolar não selve pra nada, deve ter desestimulado muitas pessoa, principarmente os estudante, de chegar ao fim do curso e receber aqueles canudo escrito com aquelas letra bunitinha.

E foi assim que o presidente (ou prisidente, ajudem aqui minha gente, ou deixa prá lá, que a mulé falou no livro que tanto faz), que passou oito anos apregoano que chegou aonde estava sem estudar, sem fazer o segundo grau, que dirá a facurdade, deu uma grande ajuda pra prorrogação do anarfabetismo, que sua sucessora agora tá quereno consertá, botano no papé que deve sê erradicado (eita nome compricado) até 2020.

Mas enquanto isso não acontece, espalham pelas escola púbrica do país 2,5 milhões de exemplares do livro Por uma Vida Melhor, que ensina a língua portuguesa com erros de português. Ora, desde Luís de Camões que tá decretado que “a úrtima frô do Latio” é “incurta e bela”.
Mas o pobrema é que ultimamente, eu até diria nas úrtima quatro década, a qualidade do ensino público no Brasil está retirando a beleza do idioma e tornando-o mais incurto do que jamais Camões seria capaz de maginá. Mio que nóis tivesse ficado mesmo com os dialeto dos índio e dos afroascendentes que os home mau trouxeram prá trabaiá de graça e fazê fio pra fazê neto pra fazê bisneto pra mostrá capoeira pros turista.

Ninguém ia acha ruim falá os dialeto dos índio nem dos afroascendente, porque eles não tinha forma escrita e, por causa disso, ninguém ia podê dizer se uma palavra ou frase tava errada ou certa, porque se tornava tudo uma questão de pronúncia – de modo que as autoridade do Ministério da Educação podiam confundir o povo para desmoralizá os maledicente, alegano que a pronúncia tava certa e o sotaque é que era diferente. E sotaque é mesmo que língua presa – cada um tem o seu. Ou a sua. Quano tem.

Mas, mudano da água pro vinho, eu me alembro de Jesus. Ele é que tinha isso de mudar da água pro vinho. Mas o vinho entrou nessa história como Pilatos no Credo.

O convidado não é Pilatos, mas Jesus. Foi este que ensinou que o mal não é o que entra, mas o que sai da boca do homem. O que o homem fala. Ou, por extensão, escreve. Fundamentalmente, o que pensa, pois o que não pensa, não fala, nem escreve.

E se o governo, Ministério da Educação à frente, distribui livro às escolas ensinando a falar mal – e, por extensão, a escrever mal, pois quem se habitua a falar errado acaba pensando e escrevendo errado, acho que é hora de pedir socorro a Jesus.


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Para Regina e Mariana, em viagem real pela cidade de sonhos , e para todos os ouvintes e leitores do Bahia em Pauta, que podem sobrevoar Paris nas asas da belissima canção de Trenet.

BOA NOITE!!!

(vhs)


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JUIZO FINAL

Nelson Cavaquinho

O sol….há de brilhar mais uma vez
A luz….há de chegar nos corações
O mal….será queimada a semente
O amor…será eterno novamente
É o Juízo Final, a história do bem e do mal
Quero ter olhos pra ver, a maldade desaparecer
O amor…será eterno novamente
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Grande Nelson Cavaquinho!!!
Tomara que um dia seja assim, como no seu samba antológigico.
Mas, pelo que se vê ultimamente, é preciso reconhecer: Está ficando cada dia mais difícil do bem vencer o mal. Não?

(Vitor Hugo Soares)


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OPINIÃO POLÍTICA

Pensamento negativo

Ivan de Carvalho

O senador Pedro Simon, do PMDB do Rio Grande do Sul e, em que pese seu histórico de seriedade política, o mais falastrão e histriônico integrante do Senado Federal (não estou contando com o senador Suplicy, porque ele é “hors concours” e nem com sua ex-mulher, Marta, porque ela ainda não teve tempo de dizer no Senado coisas espantosas como algumas que disse fora), censurou ontem o vice-presidente da República, Michel Temer, ex-presidente do PMDB e da Câmara dos Deputados, por haver supostamente falado o que não devia.

O que Temer falou? Ele apenas disse, no começo do mês, que vê “dificuldades” para a aprovação da reforma política neste ano pelo Congresso Nacional. A reforma política é tema recorrente e ultimamente permanente na política nacional. Quase todo mundo diz que a deseja, mas todo mundo está em desacordo quanto ao que ela deve ser – ou pelo menos quanto a seus pontos mais essenciais.

Para maior clareza, uma reforma política de verdade não é um abacaxi. É algo muito mais espinhoso para os políticos, os partidos e o Congresso, principalmente para a Câmara dos Deputados. E isto por uma razão fácil de entender – é pelo sistema político vigente que foram construídos os partidos, eleitos os deputados e senadores, constituída a Câmara dos Deputados e o Senado Federal.

Então, como imaginar que não existam imensas dificuldades para que partidos, deputados e senadores cheguem a um consenso ou pelo menos a uma sólida maioria capaz de reformar para valer o sistema político que os serve? Está correto e é até moderado, portanto, o vice-presidente Michel Temer ao comentar que vê “dificuldades” para a tramitação da reforma este ano no Congresso. Ele é realista.

Mas é que o senador Pedro Simon acredita (eu também acredito, gostaria de praticar mais) no poder do pensamento positivo. E, consequentemente, da palavra. Daí, ensina que seria melhor se Temer “tivesse ficado calado” e completa: “O triste é a falta de otimismo”, disse Pedro Simon ontem no plenário do Senado: “O vice-presidente da República já disse que acredita ser muito difícil fazer as reformas neste ano. Eu acho que sua excelência poderia muito bem ter ficado calado ao invés de dar essa afirmativa. Nós todos sabemos que, se a reforma política não sair neste ano, ela não sai mais”.

Isso é verdade. Em cada cem políticos, cem estão convencidos de que, se a reforma política não for feita este ano (e nenhum de cada cem está imaginando uma reforma profunda, mas uma reforma superficial e pontual, sendo que uma grande parte imagina alguns pontos realmente repugnantes, como o voto em lista e o financiamento público das campanhas eleitorais), ela não acontecerá mais durante a atual Legislatura, que termina em 31 de janeiro de 2015.

Mas, voltando ao senador Simon, qual será a razão que o faz defender tão acaloradamente o otimismo, “o poder do pensamento positivo” – título de um dos primeiros livros que li sobre o poder da mente – e a exorcizar o pessimismo realista de Michel Temer?

É que, ao acreditar na força do pensamento positivo, Simon tem que admitir a força igual e contrária que a física – caso já houvesse feito a escalada à esfera mental – identificaria no pensamento negativo. Quer dizer, vendo e apregoando dificuldades, Temer, mesmo sem querer (e quem sabe se ele não quer?) já estaria jogando areia no brinquedo, perdão, na tal reforma.

E Simon fica aflito.


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Chico toca para Erasmo, O Tremendão, que ” Olha”, com Roberto, O Brasinha, na boca da noite do BP.

BOA NOITE!!!

(Gilson Nogueira)


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PODE ENTRAR
Walter Queiroz

A casa escancarada, a lua ali
Meu cachorro nunca morde
Meu quintal tem saputi
Tem um roseiral crescendo lindo
Quem for louco ou for poeta
Pode entrar, seja benvindo
Aqui passa o bonde da Lapinha
Passa a filha da rainha
Passa um disco voador
Às vezes ele gira, pára e pisca
Como quem quase se arrisca
A parar pra conversar
Mas não me sinto só, tenho um vizinho
Que é um bêbado velhinho
Que acredita no destino
Ele mora em cima do arvoredo
Ele tem muitos brinquedos
Ele sempre foi menino
Agora se vocês me dão licença
Eu vou ver um passarinhoQue me chama no quintal
Depois eu vou deitar para sonhar
E dançar com a cigana
Que eu perdi no carnaval
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Agora, se vocês do BP me dão licença, vou ouvir o passarinha que toda tarde, a esta hora, pousa e canta na janeja do meu apartamento em Salvador.
Podem acreditar.

BOA TARDE!!!

Ah, vou ouvir também Waltinho na Radio Metrópole, de Mario Kertesz, no espaço Deixa o Coração Mandar. Uma rara maravilha da Salvador deste de 2011.

(Vitor Hugo Soares)


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OPINIÃO POLÍTICA

PMDB ameaça projeto de Kassab

Ivan de Carvalho

O PMDB está complicando o projeto político do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que deixou o DEM e acaba de criar o Partido Social Democrático (PSD), instrumento que pretende usar para eleger seu sucessor, em 2012, à prefeitura paulistana e eleger a si mesmo governador de São Paulo em 2014.

Não é que o PMDB não goste de Kassab ou esteja momentaneamente aborrecido com ele. O partido – que chegou ao auge de seu poder da segunda metade da década de 80 até o fracasso do Plano Cruzado, já em meados do mandato presidencial de José Sarney (que deveria ser o mandato de Tancredo Neves, se não viesse a Roda Viva e levasse o destino prá lá) – percebeu afinal, com clareza, que corre risco de morte.

Esta percepção tornou-se realmente clara ante os resultados das eleições de 2010 – principalmente para a Câmara dos Deputados e para os governos estaduais – e está sendo profundamente analisada pela cúpula do partido e nos setores intermediários. Presumo que as bases municipais não ignorem o problema, mas, até onde se nota, ainda não ocorre um debate sério nem mobilização alguma nesse nível.

Nos altos escalões, e nos intermediários, sim. O PMDB está discutindo seu destino, tentando, com as imensas dificuldades de um partido multifacetado em idéias e interesses, costurar uma estratégia de sobrevivência e recuperação. Olha para o DEM, ex-PFL, e exorciza a idéia de que “eu sou você, amanhã”. Mas para realizar exorcismos são necessárias uma fé e uma determinação inquebrantáveis – duas características que o PMDB não tem revelado há mais de 15 anos, pelo menos.

Mas, e o projeto de Kassab, o que tem com o PMDB? Muito. O PMDB, em 2008, apoiou Kassab para prefeito e Kassab esperava ter o PMDB apoiando o candidato do PSD a prefeito nas eleições de 2010. E apoiando ele próprio, Kassab, se Deus quisesse e o PMDB tivesse força para se descolar do PT e do governo federal, nas eleições para governador em 2014.

Mas nas articulações de uma estratégia de reconstrução, o PMDB parece estar considerando seriamente a idéia de que “time que não disputa campeonato não faz torcida”. Daí que já anunciou, certamente com mais de um objetivo, dois possíveis nomes para presidente da República em 2014 – o do vice-presidente da República, Michel Temer e o do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.

E em São Paulo? Em São Paulo, o homem que controlava a máquina do partido há décadas, o ex-prefeito de Campinas, ex-senador e ex-governador Orestes Quércia, sempre na oposição ao petismo, morreu. Deixou um vazio. A direção do PMDB trata de preencher esse vazio voltada para o futuro próximo. Daí que Michel Temer convidou o muito bem votado e popular deputado Gabriel Chalita, que já foi do PSDB antes de mudar para o PSB, para ingressar no PMDB e ser candidato a prefeito. Chalita topou e já no PMDB, lançado candidato, mesmo sob risco de perder o mandato parlamentar, para o qual parece estar se lixando.

Mas o PMDB não parou aí. Foi buscar também no PSB (este partido está em evidente maré vazante em São Paulo) o empresário Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, para entrar no PMDB e ser candidato a governador em 2014 (a não ser que haja algum problema com Chalita, caso em que Skaf já concorrerá logo a prefeito em 2012). Skaf foi o candidato do PSB a governador paulista no ano passado. Com Chalita e Skaf, Kassab não pode pensar no PMDB como aliado. Nem o PT. Isto no primeiro turno, claro, porque o segundo turno, se não é outra eleição, é, pelo menos, outra história.

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