Eu sou feliz neste País e com os brasileiros”
Cesare Batistti, ex-dissidente italiano solto ano passado de uma prisão em Brasília e que segue vivendo no País, ao ser localizado em Porto Alegre quando assistia a uma palestra do Forum Social 2012 que se realiza em Porto Alegre.Battisti é convidado dos movimentos sociais para um evento do Forum que se realizará quinta-feira na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
BOA TARDE!

Foto:Arquivo/O Globo
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DEU NA FOLHA
SIMONE IGLESIAS
O coordenador da Comissão da Verdade, Cláudio Fonteles, renunciou ao cargo e está deixando o grupo alegando desentendimentos internos. O pedido de renúncia de Fonteles, onde diz que a decisão é irreversível, já está na mesa da presidente Dilma Rousseff. O ex-procurador da República fazia parte do grupo formado integrantes indicados por Dilma.
Desde que o grupo foi formado se dividiu em dois por divergências de método de trabalho. Um liderado por Fonteles e Rosa Cardoso, e o outro por Paulo Sérgio Pinheiro e José Carlos Dias. Com a renúncia de Gilson Dipp por questão de saúde, no início do ano, os problemas se acentuaram. Desde então os integrantes da comissão não conseguiram sequer a chegar a um nome de consenso para indicar na vaga de Dipp . A presidente Dilma delegou ao grupo a decisão sobre a substituição. O nome de Luci Buff foi o único apresentado, mas quando chegou ao gabinete presidencial a indicada desistiu.
Por esses problemas, Dilma decidiu prorrogar o funcionamento da Comissão da Verdade até dezembro de 2014. A lei que criou o grupo estabelecia um período de dois anos de funcionamento ( até abril de 2014) . A lei agora terá que ser modificada.
Dilma tem demostrado impaciência com a atuação da comissão. No Planalto, entre os assessores mais próximos, a explicação para tantos problemas é que a comissão se transformou em “uma fogueira de vaidades”.

Os protestos do Brasil no NYT
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DEU NO IG – Agência Estado
O dia em que 12 capitais brasileiras viraram palcos de protestos e mais de 230 mil pessoas foram às ruas pedirem mudanças no País ganhou destaque em alguns dos principais portais jornalísticos estrangeiros. Os veículos procuraram falar sobre as causas dos protestos e apontaram, quase sempre, a insatisfação com problemas sociais e com o alto custo das obras da Copa das Confederações e da Copa do Mundo.
O El País, da Espanha, disse que o Brasil vive as manifestações com maior adesão popular em décadas. Em uma longa reportagem, o periódico tentou explicar o que está acontecendo no País com base em entrevistas com manifestantes.
“Dez dias, mais de 100 feridos e 230 detidos depois da primeira marcha, dezenas de milhares de pessoas se somaram às convocatórias do Movimento Passe Livre, que reclama acesso gratuito a transporte público. Mas agora as razões do protesto são mais amplas e ambiciosas”, diz o El País.
O New York Times, dos Estados Unidos, disse que os manifestantes demonstraram força. Segundo a publicação, os protestos evoluíram para um movimento amplo por grupos e indivíduos por uma variedade de assuntos incluindo o alto custo de vida. Também é dito que existe um paralelo entre os protestos brasileiros e os da Turquia.
“Os crescentes protestos estão entre os maiores e mais ressonantes desde o fim da Ditadura Militar em 1985″, diz o New York Times.
A Reuters também destacou que a onda de manifestações foi a maior em vinte anos no Brasil. Com destaque para a capital paulista, a agência de notícias norte-americana afirmou que a polícia de São Paulo mostrou moderação nesta segunda-feira, após a atuação violenta da semana passada. “A dura reação da polícia aos protestos da semana passada atingiu um ponto sensível no Brasil, que aguentou duas décadas de repressão política sob uma ditadura militar, que terminou em 1985.”
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O Guardian, da Inglaterra, com o título “Protestos no Brasil entram em erupção em enorme escala”, afirma que o País viveu uma das maiores noites de protesto em décadas enquanto mais de 100 mil pessoas tomaram as ruas. Os motivos, de acordo com a reportagem, seriam a frustração contra a repressão policial, maus serviços públicos e altos custos para a Copa do Mundo de futebol.
A BBC, de Londres, contabilizou 10 capitais com manifestação. A imagem de manifestantes escalando a cúpula do Congresso foi destacada. O conflito com a polícia no Rio de Janeiro foi enfatizado, além da lembrança feita quanto à quinta-feira 13 de junho, dia do quarto protesto em São Paulo, o mais violento da capital paulista até aqui.
Reprodução do site da rede BBC (Reino Unido). Foto: Reprodução
1/6
O Le Monde, da França, e o Clarín, da Argentina, destacaram os confrontos entre os manifestantes e a polícia no Rio de Janeiro em meio a organização de grandes eventos esportivos no Brasil. Com o título “Maré de manifestantes no Brasil, cenas de caos no Rio”, o texto do jornal francês também evidenciou a posição do ministro de Esportes, Aldo Rebelo, de que os protestos não devem “atrapalhar” a realização dos eventos. “Não vamos permitir que nenhuma dessas manifestações atrapalhe nenhum dos eventos que nos comprometemos a realizar”, afirmou o ministro, de acordo com o Le Monde.
O site em inglês da Al Jazeera, o Financial Times e o Wall Street Journal apontaram como a insatisfação social, incluindo o aumento das tarifas de transporte público, resultou na onda de protestos em todo o país.
O Financial Times descreve o movimento no País como parte das ações na América Latina. “Os protestos no Brasil seguem uma série de movimentos nos países vizinhos, dos ‘panelaços’ na Argentina até manifestações de estudantes sobre o custo da educação no Chile”.
Leia mais sobre o assunto no no IG
BOA TERÇA-FEIRA!
(vhs)
DEU NO UOL
Após uma passeata pacífica pelas principais vias da capital paulista na noite desta segunda-feira (17), um grupo de manifestantes invadiu o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado de São Paulo, no Morumbi, zona oeste da cidade.
Protestos pelo Brasil
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Porto Alegre tem loja depredada e confronto entre PM e ativistas
Uma minoria de participantes da quinta edição do protesto, que chegou a reunir mais de 65 mil pessoas, chutou o portão de entrada do local e usou um pé-de-cabra para arrombar a tranca. Policiais responderam com bombas de gás lacrimogêneo.
Por cerca de uma hora, alguns dos manifestantes atiraram garrafas, objetos e morteiros contra a segurança, que não reagiu aos ataques. Eram os próprios ativistas que tentam controlar a ação descontrolada da minoria. O tumulto se concentra no portão dois da sede do governo. Há um grupo que ocupa a avenida Morumbi, que segue interditada nos dois sentidos.
Segundo Maurício Costa, militante do PSOL, há uma comissão especial de manifestantes que tenta negociar um reunião com o governador. A informação, no entanto, não foi confirmada por Matheus Preis, do MPL (Movimento Passe Livre), que organiza o ato.
“O povo que está na porta se refere aos jovens da periferia, que são os que mais sofrem com a polícia de Geraldo Alckmin. Eles não vão sair daí. Não há como contê-los e nem o que fazer. São jovens que perderam parentes na mão de policias e tem muita raiva do governador”, disse Preis.

Shoppin Paralela na hora do pânico
foto i-pad de uma colaboradora
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Pânico no Shopping Paralela no começo da noite desta segunda-feira, depois de uma tentativa de assalto e troca de tiros depois de reação de seguranças de um dos bancos que operam no local. Pelo menos uma pessoa, retirada de cadeira de rodas, saiu ferida, sangrando na perna, segundo inforbou uma colaboradora do Bahia em Pauta, que estava no shopping na hora do tumulto que fez as lojas serem fechadas.
A direção do shopping, através de sua assessoria de imprensa, informou por volta das 19h, que o Paralela já funciona “normalmente”. Uma lojista e a colabora do BP afirmam, no entanto, que o ambiente ainda é de medo e tensão, com o prosseguimento das buscas aos bandidos.
O pânico se estabeleceu dentro do shopping com a tentativa de assalto a um carro-forte no início da noite, dentro do estacionamento. Houve troca de tiros entre os bandidos e seguranças de uma empresa de transporte de valores.
DEU NO CORREIO
Da Redação
Em assembleia na tarde desta segunda-feira (17), os rodoviários decidiram aceitar a proposta feita pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) que diminui o reajuste de 15% para 9%. Com a decisão, a categoria suspendeu a greve que está marcada para esta terça-feira (18).
Um representante dos empresários também levou a proposta do TRT para ser discutida. Às 17h, acontece uma nova reunião entre as partes. “Os trabalhadores aceitaram a proposta e suspenderam a greve. Nós tivemos informações extras oficiais de que os empresários também aceitaram”, diz o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Hélio Ferreira.
Pela proposta apresentada, os rodoviários terão reajuste salarial de 9% retroativo a 1º de maio, data-base da categoria. O ticket alimentação terá aumento no mesmo percentual e passa a ser concedido aos funcionários das empresas também no mês de férias. Os demais itens da convenção coletiva dos rodoviários ficariam mantidos. A proposta não inclui mudança na jornada de trabalho, ponto de discórdia entre rodoviários e empresários.
A negociação de 17h será intermediada pela presidente do TRT da 5ª Região, desembargadora Vânia Chaves. Em nota, o Ministério Público do Trabalho, que também participou da conciliação, considera que a nova proposta “praticamente encaminhou uma solução” e foi “inicialmente bem recebida por ambas as partes”.
O procurador regional do trabalho, Jairo Sento-Sé, que ajudou a formular a proposta, diz em nota que “as condições apresentadas levam em conta a premissa de que não haverá reajuste na tarifa de transporte urbano em função deste reajuste”.
DEU NO IG
O comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, Benedito Roberto Meira, sugeriu aos representantes do Movimento Passe Livre (MPL) que incluíssem na pauta de protestos pedido de prisão dos condenados do processo de Mensalão, segundo relato ao iG de dois participantes da reunião.
Segundo participantes da reunião, Meira teria dito que foi um erro da polícia (ação da Tropa de Choque), que é a favor das manifestações não só pelas passagens, mas que tem muita coisa errada, como os mensaleiros. Ainda conforme os relatos, os representates do MPL, ignoraram a sugestão do coronel, que foi interpretada como uma tentativa de politizar a manifestação.
Por volta das 14h50, o iG foi procurado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) para dar esclarecimentos. Segundo o órgão, Meira falou: “Eu não estou aqui para discutir o mérito da manifestação. Gostaria que vocês fizessem outras manifestações como, por exemplo, contra a impunidade e pela prisão dos mensaleiros”. Ele fez a afirmação como cidadão, segundo a SSP, a fala pessoal não reflete a posição do governo do Estado.
“Ele queria demarcar uma posição”, explicou Mayara Vivian uma das representantes do MPL, que também participou do encontro. Manifestantes rejeitaram também todos os pedidos feitos pelo secretário de Segurança Pública do Estado, Fernando Grella.
O secretário abriu a reunião em tom amistoso, reiterando a proibição de uso de balas de borracha durante o protesto e em seguida fez alguns apelos. “Ninguém aqui vai fazer nenhuma imposição, são apenas sugestões”, disse o secretário segundo os participantes do encontro.
Em seguida, pediu que o trajeto fosse informado às autoridades, o que foi recusado pelos manifestantes. Eles disseram que vão informar o percurso momentos antes do ato. Depois, o secretário pediu que os manifestantes orientassem os integrantes do movimento a usar camisas brancas, para que a polícia pudesse identificar mais facilmente quem estava participando.
Grella também sugeriu que fosse proibido o uso de máscaras. Ambos os pedidos foram categoricamente recusados pelos manifestantes do MPL. Além da cúpula da segurança no Estado de São Paulo e das lideranças do MPL, participaram da reunião integrantes de outros movimentos sociais como a Central de Movimentos Populares (CMP), Resistência Urbana, Pastoral dos Povos da Rua, Educafro.
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GRAZZI BRITO
De Juazeiro (BA e Petrolina(PE) para o BP
A onda de protestos, que começou pela melhoria do transporte público em São Paulo e contra o aumento de tarifas, chegou ao Vale do São Francisco. A exemplo do que tem acontecido em todo o país, aqui, os manifestantes têm se organizado através das redes sociais onde, até a manhã de hoje (17), 2.451 pessoas confirmaram participação no ato marcado para às 15 horas desta quinta-feira (20), na praça da Bandeira em Juazeiro.
O movimento cobra das autoridades melhores condições de transporte, revitalização do sistema de saúde, incentivo a cultura, educação pública de qualidade, entre outros.
Uma primeira reunião aconteceu neste domingo (16), onde foram discutidos os pontos principais do manifesto. Na terça-feira (18), acontecerá mais uma reunião, no parque Josefa Coelho, em Petrolina, às 16h, onde serão confeccionados faixas, camisas e etc.
Grazzi Brito é jornalista, mora em Juazeiro, na margem baiana do Rio São Francisco, de onde colaboa com o Bahia em Pauta