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Postado em 16-06-2012
Arquivado em (Artigos, Vitor) por vitor em 16-06-2012 00:48


Desaparecidos no Araguaia: “Amigos sumindo assim,
pra nunca mais”.

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ARTIGO DA SEMANA

Bebida amarga na Comissão da Verdade

Vitor Hugo Soares

“Como beber dessa bebida amarga?/Tragar a dor engolir a labuta?/Mesmo calada a boca resta o peito/ Silêncio na cidade não se escuta/ De que me vale ser filho da santa?/ Melhor seria ser filho da outra /Outra realidade menos morta /Tanta mentira tanta força bruta”.

“Cálice”, Chico Buarque e Gilberto Gil

Foi uma semana de amargar: A complacência e a cumplicidade (de quase todo lado) andaram juntas e de mãos dadas em Brasília. Abriam caminho para a impunidade no barro fofo do jogo de cena mambembe das falsas aparências e meias verdades na CPI do Cachoeira. Coisas de estarrecer e fazer corar frade de pedra, principalmente durante os depoimentos dos governadores de Goiás, tucano Marconi Perillo, e do Distrito Federal, petista Agnelo Queiroz.

Enquanto isso, na Folha de S. Paulo, o Exército reconhecia formalmente, pela primeira vez, através de nota do Ministério da Defesa, que foram destruídos todos os documentos que estavam em poder da corporação militar sobre os mortos e desaparecidos na Guerrilha do Araguaia, movimento armado contra a ditadura na região amazônica brasileira, entre fins da década de 1960 e a primeira metade da década de 1970.

Neste caso é a “força bruta”, de que fala há tantos anos a letra da canção de Chico e Gil, consagrada na interpretação de Milton Nascimento, que volta a bater inclemente contra o concreto. Mal disfarçada tentativa de romper diques de resistências da lei e da democracia, e de impedir ou atrapalhar a investigação que pode lançar luz sobre as sombras de um dos mais macabros e vergonhosos episódios envolvendo responsabilidade do Estado brasileiro na história recente do País.

Não faltam alertas, de velhos e novos conselheiros, ao autor dessas linhas, que viu bem de perto essas coisas: “Amigo, deixa isso prá lá. É murro em ponta de faca. Você não vai ganhar nada com isso, a não ser mais porradas e dissabores. Esquece esse assunto triste. Escreva mais sobre suas viagens pelo mundo e as coisas mais amenas da vida. Experimenta! Faz bem ao leitor e é melhor também para você”.

Entendo – e agradeço – o conselho e o recado, mas não consigo seguir a recomendação. Principalmente ao ver pela TV, algumas cenas da CPI do Cachoeira transmitidas ao vivo para o País, ou abrir o site da Folha e ler o título: ”O Exército diz não ter papéis sobre Guerrilha do Araguaia”.

E no texto da matéria, assinada pelos repórteres Rubens Valente e Lucas Ferraz, a informação que confirma a suspeita levantada desde o ano passado, quando o então ministro da Defesa, Nelson Jobim, apenas admitira que os documentos sobre a guerrilha brasileira em poder do Exercito, “estavam todos desaparecidos”.

Duro de engolir. Mas o que foi confirmado oficialmente, esta semana, é ainda pior e mais indignante. “Os documentos do Exército sobre a Guerrilha do Araguaia – uma das principais promessas para a elucidação do conflito – foram todos destruídos, informou o Ministério da Defesa à Folha. Linhas mais adiante : A admissão foi encaminhada à reportagem como resposta a um pedido de consulta feito baseado na Lei de Acesso à Informação, que entrou em vigor mês passado.

A reportagem esclarece: foram solicitados materiais produzidos entre 1970 e 1985 sobre ações do Exército contra a guerrilha, “o maior foco armado contra a ditadura (1964-1985), no sul do Pará e hoje norte de Tocantins. O conflito, organizado pelo PC do B, ocorreu entre 1972 e 1974”.

Segundo o jornal paulista , “na resposta do Serviço de Informação ao Cidadão, do Exército, criado para atender as demandas da nova lei, a instituição diz que um decreto de 1977 “permitia a destruição de documentos sigilosos, bem como dos eventuais termos de destruição”.

Diante do exposto, a garganta trava. É melhor sair do site, desligar o computador para não arrebentar o peito. Antes, porém, decido buscar na Internet o cartaz com a foto dos desaparecidos na guerrilha amazônica, ritual dolorido que pratico de vez em quando, como testemunha distante desta trágica história, e imagino o mesmo – e ainda mais dolorido – dos familiares em busca da verdade sobre os que aparecem naquelas fotografias.

No cartaz revejo os rostos de alguns de meus mais queridos, generosos e leais colegas e amigos da juventude, na Universidade Federal da Bahia e nas ruas vibrantes e resistentes de Salvador. Uma cidade, então, ainda não domesticada, culturalmente rica e politicamente indomável. Lá estão, entre outros: Dermeval Pereira, o colega e amigo maior e inseparável da Faculdade de Direito da UFBA, beque central elegante e imbatível nas peladas no campus do Canela; parceiro das sessões do Clube de Cinema da Bahia, no tempo do professor e crítico Walter da Silveira, aos sábados, no Cine Guarani, na Praça Castro Alves, e dos shows no TCA e Teatro Vila Velha.

Vejo ainda: Antonio e Dinalva (a Dina) Monteiro, o casal mais bonito e unido que já vi. Capaz de causar frisson a cada passagem de mãos dadas a caminho do Restaurante Universitário, no corredor da Vitória. Rosalindo Souza, o líder e amigo da primeira hora e de sempre. Primeiro negro a vencer uma eleição para presidente do histórico Diretório Acadêmico Ruy Barbosa (CARB). O cartaz exibe também a fotografia do quase imberbe pernambucano, Duda Collier, “um pão de Recife na figura de anjo barroco da Bahia” (segundo definição de muitas de suas colegas e admiradoras na UFBA), que apareceu de repente na Faculdade de Direito, e tão de repente quanto surgiu, um dia sumiu, “para nunca mais”, como em outra canção de Gil.

Escrevi recentemente sobre ele neste espaço, depois de ler a notícia do livro “Memórias de uma guerra suja”, com a revelação de um ex-delegado do DOPS, de que o corpo de Duda foi incinerado no forno de uma usina de açúcar do Rio de Janeiro. Agora, depois da notícia na Folha sobre a destruição dos documentos da Guerrilha do Araguaia, só uma pergunta: “Como beber desta bebida amarga?”.

Responda quem souber.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor-soares1@terra.com.br

Comentários

rosane santana on 16 junho, 2012 at 7:23 #

Queima de arquivos, em qualquer sentido, neste país é tradição. Rui Barbosa mandou queimar todos os papéis, livros de matrícula e documentos referentes à escravidão, a qual a elite luso-brasileira prolongou à exaustão no país. Não esquecer frase histórica proferida na Câmara pelo deputado mineiro Bernardo Pereira de Vasconcelos, nos anos de 1830: “A África civiliza a América”.


rosane santana on 16 junho, 2012 at 7:41 #

Neste país queima de arquivo, em qualquer sentido, é tradição. Os militares copiaram Rui Barbosa, num dos mais célebres episódios da história, quando, após a Abolição (1888) mandou queimar todos os papéis, livros de matrícula e documentos referentes à escravidão no Brasil, que a elite luso-brasileira levou à exaustão. É bem conhecida a frase do deputado mineiro Bernardo Pereira de Vasconcelos, um dos maiores políticos do seu tempo, que nos anos de 1830 afirmou que “A África civiliza a América”. Em três séculos de escravidão (XVI-XIX), a renda proveniente do tráfico (FAORO, Raimundo. Os Donos do Poder,vol.1) só foi menor do que a da cana-de-açúcar. Na República velha, a queima de arquivo significou o desaparecimento de pessoas a mando dos coronéis. A prática até hoje é adotada, não somente nos rincões, sabemos todos, e nada acontece.Na República Nova, os militares apagaram pessoas e, depois, os arquivos dos crimes. Num país onde, como diz o historiador e cientista político José Murilo de Carvalho, onde os direitos sociais antecederam os direitos civis e políticos, onde o analfabetismo foi tática de colonização dos portugueses, não há pressão contra esse estadode coisas, porque reina a ignorância, então, todo mundo faz o que quer da coisa pública. O mais é propaganda, muita propaganda política.


Mariana Soares on 16 junho, 2012 at 10:39 #

Colocar beleza, poesia e ternura em tanto lixo, meu irmão, é um dom que Deus te deu e você divide com a gente, tão magnânime e brilhantemente. Você é realmente um escritor fantástico e uma pessoa verdadeiramente humana. Estou emocionada, entre lágrimas, com seu artigo.
Beleza pura!


Graça Azevedo on 16 junho, 2012 at 11:34 #

Amigo, sou do time que o aconselha a não esquecer. Vivi 9 dias sem saber onde estava o meu filho e pensei que iria enlouquecer. Encontrar o corpo foi um consolo. Imagino a dor dos familiares dos chamados “desaparacidos” que não tiveram, e pelo visto não vão ter, o direito de enterrar seus mortos. E vão ficar neste limbo eterno do como, quando e onde os perderam para sempre.
O Brasil nos envergonha. É o único país latinoamericano que não contou para o mundo saber as infâmias da sua ditadura.
O Brasil nos envergonha. A CPI, os habeas corpus para bandidos reconhecidos, a impunidade dos poderosos são só exemplos de uma dura realidade.
De bom, nesta semana muito ruim, neste sábado chuvoso, o seu texto lúcido e emocionante que nos obriga a lembrar o que querem que esqueçamos.


Mariana Soares on 16 junho, 2012 at 12:03 #

Gal querida, foi uma semana muito triste mesmo, como outras em que querem, a todo custo, nos ocultar a verdade e nos roubar a esperança. Mas, também, tivemos um grande momento nesta semana: foi decretada a inidoneidade da Delta. Ainda tem gente que não tem medo da verdade e a busca apesar de tudo e de todos. Os interesses ocultos vão continuar existindo, até mesmo de alguns que nem imaginávamos e tentam se mostrar de uma forma bem diferente. Mas, o importante é que não nos deixemos contaminar. A nossa luta é mais bonita e mais digna. Grande abraço!


Olivia on 16 junho, 2012 at 12:22 #

Artigo magistral. Coloquei no twitter e a turma responde em lágrimas, inclusive nosso Benvindo Siqueira, hoje morando no RJ, que reproduziu. O saudoso e querido amigo José Wilson costumava dizer: Somos poucos… Valeu!


luiz alfredo motta fontana on 16 junho, 2012 at 14:54 #

Caro VHS

Teu olhar está nu

Além dos fatos a verdade que atemoriza

Esses crimes ocorreram em plena luz do dia, as instituições calaram, especialmente a tal da magistratura, que operou naqueles anos como se nada acontecesse.

Ceifaram nossos amigos, nossos vizinhos, roubaram seus sonhos, sorveram suas dúvidas, e posaram de guardiões da ordem, rasgaram a constituição e contaram com o faz de conta dos tribunais.

A história se vestiu d evergonha.

Agora, enquanto saqueiam os cofres públicos, a mesma insensatez, não usam fardas, mas desfilam gravatas, não surgem do nada nas madrugasas em sombrias Veraneios, mas corrompem nossas esperanças e passeiam travestidos de impunidade.

Se antes magistrados calavam, agora são os políticos de sempre que fingem desconhecer, cito aqui o exemplo de Lídice da Mata, na última reunião da CPMI, votando com o relator e maculando a razão.

Caro VHS

Ao menos resta tua escrita, e nela este teu olhar, que brilha sob a lágrima de quem viu.


Ivan de Carvalho on 16 junho, 2012 at 20:36 #

Vitor,
Leio, sempre, seu artigo semanal. Mas este, li de modo diverso. Pois desde o começo, desde a escolha do tema, percebi que era algo diferente. Que da mente brilhante as palavras e as frases mergulhariam nas emoções do coração e sairiam dos olhos molhadas, letra a letra, pelas lágrimas, antes de saltar para o teclado. Dos que você citou nominalmente, conheci apenas, que me recorde, da Faculdade de Direito, Dermeval Pereira e Rosalindo Souza. Mas estes são representativos dos demais. Acredite – apesar de não poucos me considerarem “de direita” e “reacionário”, quando apenas era eu democrata e, até por isto, anticomunista – certamente com menos intensidade que a você, as emoções atingem-me o suficiente para sentir o nó na garganta e ter dificuldade em ver as letras, através das lágrimas que não chegam a rolar pelas faces, mas embaçam a visão dos signos que o teclado replica na tela.
Meu Deus, por que temos uma sociedade que permite se mantenha parte de segredo tão terrível?
E por que, meu amigo, aqueles jovens então como nós, cheios de generosa vontade de tornar justo o mundo, diferindo uns de outros apenas na maneira de tentar fazer isso, foram transformados em vítimas indefesas de cruel propaganda ideológica enganosa, uma colonização das mentes que os convenceu de que poderiam salvar uma nação e a espécie humana se pegassem algumas armas e começassem a puxar os gatilhos?
A humanidade faz isso há milênios. E onde chegou?


regina on 16 junho, 2012 at 22:14 #

Em ti , Vitor Hugo, a dor do vivido e re-vivido, em carne própria ou através dos caros amigos, mas, resta o orgulho de poder dizer “Não traí minha pátria nem meus princípios”. O que não poderão dizer aqueles que saíram das praças para o poder e renegaram a luta de uma geração e nos enchem de vergonha.

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue


vitor on 17 junho, 2012 at 0:51 #

Ivan

Acho que vc conheceu também Duda Collier na Faculdade de Direito (creio que foi colega de turma de seu irmão Cesar).Quanto a Dermeval, sei da grande admiração intelectual e respeito político que ele tinha por vc, apesar das divergências ideológicas da época.Ele me falou sobre isso várias vezes. “Preste atenção neste branquinho”, dizia.

Dos meus amigos daquela época é ele, Dermeval Pereira, uma das ausências mais sentidas para mim. Modesto e brilhante ao mesmo tempo


vitor on 17 junho, 2012 at 0:59 #

Ivan

Acho que vc conheceu também Duda Collier na Faculdade de Direito (creio que foi colega de turma de seu irmão Cesar).Quanto a Dermeval, sei da grande admiração intelectual e respeito político que ele tinha por vc, apesar das divergências ideológicas da época.Ele me falou sobre isso várias vezes. “Preste atenção neste branquinho”, dizia.

Dos meus amigos daquela época é ele, Dermeval Pereira, uma das ausências mais sentidas para mim. Modesto e brilhante ao mesmo tempo. Ele aparece duas vezes na foto do cartaz dos desaparecidos que ilustra o artigo. Na primeira fila de fotos, de cima para baixo , ele é o segundo da esquerda para a direita, de bigode. Na segunda Dermeval está na mesma posição e o bigode parece mais cheio.


vitor on 17 junho, 2012 at 1:06 #

Ivan

Acho que vc conheceu também Duda Collier na Faculdade de Direito (creio que foi colega de turma de seu irmão Cesar).Quanto a Dermeval, sei da grande admiração intelectual e respeito político que ele tinha por vc, apesar das divergências ideológicas da época.Ele me falou sobre isso várias vezes. “Preste atenção neste branquinho”, dizia.

Dos meus amigos daquela época é ele, Dermeval Pereira, uma das ausências mais sentidas para mim. Modesto e brilhante ao mesmo tempo. Ele aparece na foto do cartaz dos desaparecidos que ilustra o artigo. Na segunda fila de fotos, de cima para baixo, Dermeval é o segundo da esquerda para a direita, de bigode cheio. Está ao lado de Dinaelza, outra grande amiga, que creio vc não conheceu.


rosane santana on 17 junho, 2012 at 8:45 #

Muito bom, Regina, muito bom!


Ivan de Carvalho on 17 junho, 2012 at 17:02 #

Vitor,
Então eu era o “branquinho”, hein? E você…
Mudando. Quando vi a galeria de fotos que você postou no sábado, lembrei-me, sim, do Duda, mas não sabia de onde o conhecia. Por isto não fiz referência. Acho que não conhecia muitos colegas da turma de meu irmão César. Conhecia muito bem o Egui (Egnaldo Paixão), que queria “metralhar a burguesia” sempre que estava em águas, mas acabava sempre se limitando a tocar (com raro talento) o seu trompete. Hoje, delegado regional de Senhor do Bonfim aposentado, curte em sua terra, que também por muitos anos foi a minha, Itiúba, o controle e regência de uma filarmônica que inventou criar. Na qual o maestro, quando se emociona, passa a mão em um trompete e mostra como é que se faz.
No último 2 de Julho, houve uma apresentação de filarmônicas no Campo Grande, após a solenidade oficial. A do Egui foi a primeira a se apresentar. Acho que foi “tráfico de influência” do coronel PM Expedito, ex-chefe da Casa Militar do governo Wagner, depois aposentado.


Ivan de Carvalho on 17 junho, 2012 at 17:04 #

Completando: o coronel também é de Itiúba. Deve ter mexido os pauzinhos e posto a filarmônica itiubense no topo da lista.


Henrique Dantas on 17 junho, 2012 at 21:28 #

Caro Vitor Hugo, quando estudante do ensino fundamental e médio, aprendi que tivemos no Brasil uma revolução, avançando um pouco na vida vi que aquela revolução era uma das primeiras mentiras que são impostas pela ótica dos vencedores. HOje, cineasta, vivo em busca da história dos vencidos, na tentativa de através das oralidades somadas. Bem, estou finalizando meu segundo filme de longa metragem, e nele conto a terrível história do cineasta baiano Olney São Paulo, que foi assassinado a prestação pela ditadura militar. Pois bem, um próximo projeto ainda com o nome provisório de “A Ditadura morou na Bahia” e que terá a intenção de contar parte dessa história, para que quando meu filho estiver estudando esse período, que ele não ouça apenas falar da ditadura que ocorreu no RJ ou em SP, mas que ele saiba um pouco mais dos absurdos da ditadura que aconteceu por aqui, certamente vou precisar de muitos de vocês, porque contar essas histórias não é nada fácil….Parabéns pelo texto, eu também fiquei chocado com nossa semana.


Henrique Dantas on 17 junho, 2012 at 21:29 #

Caro Vitor Hugo, quando estudante do ensino fundamental e médio, aprendi que tivemos no Brasil uma revolução, avançando um pouco na vida vi que aquela revolução era uma das primeiras mentiras que são impostas pela ótica dos vencedores. HOje, cineasta, vivo em busca da história dos vencidos, na tentativa de através das oralidades somadas, contar uma outra história. Bem, estou finalizando meu segundo filme de longa metragem, e nele conto a terrível história do cineasta baiano Olney São Paulo, que foi assassinado a prestação pela ditadura militar. Pois bem, um próximo projeto ainda com o nome provisório de “A Ditadura morou na Bahia” e que terá a intenção de contar parte dessa história, para que quando meu filho estiver estudando esse período, que ele não ouça apenas falar da ditadura que ocorreu no RJ ou em SP, mas que ele saiba um pouco mais dos absurdos da ditadura que aconteceu por aqui, certamente vou precisar de muitos de vocês, porque contar essas histórias não é nada fácil….Parabéns pelo texto, eu também fiquei chocado com nossa semana.


vitor on 18 junho, 2012 at 14:01 #

Henrique Dantas:

Obrigado pelas palavras generosas sobre meu texto, mas você é quem merece todas as felicitações pelo magnifico filme “Filhos de João”.

Ótimo saber que vc trabalha agora na direção de um filme sobre Olney São Paulo – talento, coragem e diginidade em pessoa – meu querido amigo de lutas e das jornadas de cinema da Bahia.Grande personagem para mais um belo filme que, estou certo, vc fará.

Coração aberto, se de alguma maneira for possível contribuir para o filme que vc pensa realizar sobre os desaparecidos políticos da Bahia e portas do BP sempre abertas para vc e seu excepcional trabalho de cinema.

Grande abraço.

Vitor Hugo


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