DEU NO IG
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ayres Brito, classificou como “logicamente impossível” qualquer tentativa de manipulação de resultados em sessões da Corte. Em entrevista ao jornal O Globo desta sexta-feira, o vice-presidente do STF, Joaquim Barbosa, afirmou que o ex-presidente do Supremo Cézar Peluso “inúmeras vezes manipulou ou tentou manipular resultados de julgamentos, criando falsas questões processuais simplesmente para tumultuar e não proclamar o resultado que era contrário ao seu pensamento”.
Segundo Ayres Britto, não existe possibilidade de qualquer atitude do gênero. Porque, regimentalmente, essa possibilidade iria de encontro aos votos dos demais ministros. “É impossível você manipular o resultado. Porque se um presidente proferir um resultado em desconforme ao conteúdo da decisão ele está desconsiderando o voto de cada um dos ministros. O voto é soberano”, disse.
“Claro que cada ministro pode se reposicionar em matéria de voto. Mas se não se reposicionou. Então manipulação é logicamente impossível”, apontou. “Eu nunca vi aqui. Eu nunca vi e acho que nunca verei um presidente alterar o conteúdo da decisão”, assinalou.
Adolescentes senís
Ao que parece, a toga pode provocar mesuras excessivas por parte da mídia, mas não encobre a pobreza de conduta dos que a vestem.
Nomeados sabe-se lá porque, sabatinados de mentirinha no senado, revelam seus limites em bravatas senís.
Concordo com o Luiz Fontana. Porém, a declaração de manipulação de resultados de julgamento, se verdadeira, leva-nos ao descrédito total da Suprema Corte. Como julga casos constitucionais os guardiões da Constituição Brasileira rasgam e a jogam no lixo a que preço? Se não for verdadeira, como defende o Ministro Ayres de Brito, não cabe uma ação de calunia e difamação contra o Barbosa promovida pelo Peluso?
Acertou na mosca Vangelis
Esse descrédito só não é maior pelo hábito da mídia em enaltecer ministros do supremo e ocultar suas mazelas.
Porque não publicam com destaque, como fazem com o legislativo e o executivo, por exemplo, o tempo que as lides dormitam em tão venerandas gavetas?
O tão falado processo do mensalão, corre o risco da prescrição somente por conta e obra da demora do relator e agora do revisor.
Mas, como gozam de vitaliciedade, e de completa ausência de transparência, nada os abate.
O temor reverencial da mídia talvez se explique pelo simples fato de que todos os ditos órgãos de imprensa aqui destacando as pessoas jurídicas, estão sujeitos a serem parte de algum processo sob a tutela do tal tribunal. Imagine então o pobre profissional do jornalismo. Ou não?
Uma verdade:
A instituição é essencial e nobre, já os ocupantes, apenas indicados de ocasião de um ou de outro presidente.