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Nelson Motta recebeu críticas de contemporâneos de Glauber Rocha, que levantaram erros na biografia. Exemplares com informações erradas ainda serão vendidos pela editora
Foto:Eduardo Lopes/Terra
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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

Claudio Leal

Após a publicação de críticas e levantamentos de erros da biografia “A primavera do dragão – A juventude de Glauber Rocha”, do escritor e produtor musical Nelson Motta, a editora Objetiva decidiu reimprimir a obra, com correções, até 15 de novembro.

Nesta quinta-feira, Terra Magazine publicou os erros cometidos por Motta, que foram levantados por membros da Geração Mapa, liderada por Glauber nos anos 50 e 60, na Bahia.
“A editora Objetiva fará as alterações necessárias, conforme as instruções do autor, na próxima reimpressão, que é iminente. Devemos reimprimir até o dia 15 de novembro”, avisou a assessoria.

O poeta e historiador Fernando da Rocha Peres se irritou com os erros da obra e dirigiu um telegrama à Objetiva: “Senhor Editor: Recebi dois exemplares não-solicitados do livro A Primavera do Dragão, do Sr. Nelson Motta. Agradeço a oferta editorial. Tenho a dizer que o livreco é feio, mal escrito, mentiroso e mais houvera adjetivos. Deste modo, acredito que o editor vai cuidar de minorar este equívoco que foi a publicação de um livro irresponsável.”

Em mais de 25 citações a seu nome, Peres é chamado de “Bananeira”. Mas este é o apelido de outro Fernando da geração Mapa, o jornalista Fernando Rocha. As histórias de “A primavera do dragão” são cravadas de adjetivos: “mentirosas”, “folclóricas”, “falsas”, “inverídicas” e “ficcionais”, disparados por amigos de Glauber ouvidos por Terra Magazine.
“Desprezo as ofensas, agradeço as informações e farei as correções desses equívocos pontuais e irrelevantes para a narrativa da formação de um protagonista extraordinário cercado por personagens que se tornaram grandes nomes da cultura brasileira, como Nelson Pereira dos Santos e João Ubaldo Ribeiro, e por muitos pequenos, médios e grandes amigos, conhecidos e colegas, que se misturam ao longo da sua juventude e, ao contrário de Glauber, se dissolveram no tempo”, reagiu Nelson Motta, em resposta a Terra Magazine.

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