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Thomas Sargent e Christopher Sims
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ROSANE SANTANA

De Caravelas, Bahia

Os economistas americanos Thomas Sargent e Christopher Sims vencedores do Nobel de Economia, embora lecionem nas universidades de New York e Princeton, são doutorados pela Universidade de Harvard, na turma de 1968, e desde, então, trabalham de maneira independente sobre como as políticas governamentais afetam a economia e vice-versa. As informações foram divulgadas na manhã desta segunda-feira, 10, pela National Public Radio(NPR News), de Boston.

Sargent, que ensina na New York University, mostrou como estruturas macroeconômicas podem ser usadas para analisar mudanças maiores na política econômica, por exemplo, como pessoas e negócios tomam decisões após eventos econômicos significativos.

Sims, que é professor de Princeton, no estado americano de Nova Jérsei, vizinho a Nova Iorque, na costa leste do país, encontrou um caminho melhor para mostrar como a alteração da taxa de juros afeta a economia ao longo do tempo.
As ferramentas da pesquisa de Sargent e Sims, desenvolvidas durante as décadas de 70 e 80, são usadas na luta para incentivar o crescimento econômico nos dias atuais, por parte daqueles que tomam as decisões políticas, de acordo com a NPR.

Com mais esses prêmios, a Universidade de Harvard, posicionada no topo do ranking das melhores instituições de ensino superior do mundo, por mais de uma década, supera a casa dos 50 prêmios Nobel entre seus ex-alunos, façanha até hoje não superada por nenhuma outra universidade do Planeta.

Rosane Santana, jornalista, mestre em História pela Universidade Federal da Bahia, estudou em Harvard durante tres anos.

Comentários

rosane santana on 10 outubro, 2011 at 14:17 #

Veja, Vitor, fiz questão de informar o local onde me encontro, no extremo sul da Bahia, na entrada do arquipélago de Abrolhos. Esta matéria foi possível, graças a um Ipod Shuffle, adquirido nos EUA ao preço de US$ 89,00. Com esse aparelho minísculo, do tamanho do meu polegar, com tecnologia Apple, tenho acesso ao software iTunes, que me permite ouvir milhares, literalmente, milhares de rádios internacionais, inclusive a prestigiosa National Public Rádio, que ouço todos os dias. Ainda tem quem ache que Steve Jobs não merece tanta homenagem. Ora bolas, o cara é responsável direto por esta revolução no espaço geográfico, nas relações afetivas, políticas, de trabalho…Curioso é que nenhum site nem jornal brasileiro deu essa notícia completa como estamos dando. Viva Steve Jobs.


rosane santana on 10 outubro, 2011 at 14:18 #

correção:minúsculo


rosane santana on 10 outubro, 2011 at 14:38 #

Hoje, o download do iTunes pode ser feito de graça, para PC ou Mac, mesmo para os que não gostam de Steve Jobs.


César Mariano on 10 outubro, 2011 at 14:51 #

isso só comprova a banalidade de steve jobs, minha cara. pra mandar sinais à distância – com fumaça -, os índios já eram bons. jobs era apenas um empresário, como tantos outros grandes executivos capitalistas. pra quem vive em grandes cidades, e não em balneários e arquipélagos, o importante é buscar a essência humana, em livros, discos… a tecnologia não é o centro da vida, é apenas um instrumento. e jobs será superado rapidamente por outro jobs. não fará falta.


rosane santana on 10 outubro, 2011 at 15:11 #

César, adoro debater, mas com quem tem farinha no saco, não é o seu caso. Suas falas mostram isso. Não vou entrar em detalhes. Procure um debatedor à sua altura.


César Mariano on 10 outubro, 2011 at 15:18 #

Preclara iRosane: só debato com gente da minha estatura, mas sempre posso abrir uma exceção para você. Repense.


rosane santana on 10 outubro, 2011 at 21:02 #

Correção: com mais esses dois prêmios, Harvard supera a casa dos 75 prêmios Nobel, próxima de se igualar à Universidade de Cambridge, sua “mãe”, no Reino Unido, com 81 Nobel.


César Mariano on 11 outubro, 2011 at 15:03 #

CARLOS HEITOR CONY

O mundo não acabou

RIO DE JANEIRO – “Verdi è morto!” -a saga de Bertolucci “1900″ começa com os italianos, apavorados, gritando pelas ruas que o autor de “Aida” tinha morrido. O que seria da Itália sem o seu grande compositor?
Quando Stálin morreu, a cúpula do Kremlin demorou dois dias para que o povo soubesse da morte do “pápuska”. Anos depois, interrogado sobre o assunto, o sucessor Khruschov explicou que a cúpula do poder soviético acreditava num suicídio em massa, o sol não nasceria no dia seguinte.
Estava eu na minha mesa de trabalho na Redação da “Manchete” quando o fotógrafo Frederico Mendes se aproximou, contrito, voz patibular, e me declarou: “Chagall morreu. O que vai ser de nós?”.
Steve Jobs também morreu. Sua importância para a história dos tempos modernos é evidente, indiscutível. Poucos homens na crônica da humanidade criaram equipamentos sem os quais não podemos mais viver.
Contudo os necrológios que estão sendo feitos na imprensa mundial dão a impressão de que, em termos de informática, de era digital, chegamos ao fim da linha, nunca mais haverá alguém como o criador da Apple.
Ninguém poderá (ou ousará) contestar a importância de Steve Jobs, não somente pelo que ele criou, mas pelo que deixou em processo, um processo tecnológico que alguém de alguma forma continuará e levará adiante. Daqui a dez anos, teremos tais e tantas novidades, aparecerão novos Steve Jobs, que ficaremos sem saber o nome do inventor da roda -como, de fato, não sabemos, embora a roda, atribuída aos sumérios, seja ainda considerada a maior invenção da humanidade.
Lamentamos a morte de Jobs, a sua luta contra a doença. Continuaremos admirando o seu espírito jovial e louvando a sua obstinação de ir cada vez mais à frente no campo eletrônico.


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