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Obama: “não coincide com o que se considera como Americano?”

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ARTIGO/ PRECONCEITO

Obama: Prova de Cidadania

Regina Soares

Para ser candidato a Presidência dos Estados Unidos da América, além dos nervos de aço e a pele grossa, o carisma, o armário livre de esqueletos, a capacidade de levantar grandes quantidades de fundos e organizar um impressionante “network” de seguidores que comunguem suas idéias, antes mesmo de pensar em candidatura, deve ter certeza possuem dois requerimentos, as únicas exigências explicitas na Constituição: Quantos anos você tem e onde nasceu?

Somente os nascidos em solo “estadounidense” (ou nascidos no estrangeiro, desde que ambos os pais sejam cidadãos americanos nativos) e com mais de 35 anos de idade, podem ser candidatos a Presidência dos Estados Unidos e tenha vivido pelo menos 14 anos no solo Americano.

· Only native-born U.S. citizens (or those born abroad, but only to parents who were both citizens of the U.S.) may be president of the United States, though from time to time that requirement is called into question, most recently after Arnold Schwarzenegger, born in Austria, was elected governor of California, in 2003. The Constitution originally provided a small loophole to this provision: One needn’t have been born in the United States but had to be a citizen at the time the Constitution was adopted. But, since that occurred in 1789, that ship has sailed.

· One must also be at least 35 years of age to be president. John F. Kennedy was the youngest person to be elected president; he was 43 years old when he was inaugurated in 1961. There is no maximum age limit set forth in the Constitution. Ronald Reagan was the oldest president; at the end of his term in 1988, he was nearly 77.

· Finally, one must live in the United States for at least 14 years to be president, in addition to being a natural-born citizen. The Constitution is vague on this point. For example, it does not make clear whether those 14 years need to be consecutive or what the precise definition of residency is. So far, however, this requirement has not been challenged.

Desde que se candidatou ao posto tão cobiçado do governo de umas das potências mundiais, Barack Hussein Obama II, teve sua nacionalidade questionada: Seria ele um Americano mesmo?
Ultimamente o cerco ficou mais apertado diante do aparecimento do polêmico Donald Trump, magnata no mundo dos negócios financeiros e personalidade da televisão e do mundo social que se projeta como candidato do Partido Republicano ao posto de Presidente nas próxima eleições de 2012. Esbravejando que seu atestado de nascimento estava a disposição de quem quisesse ver, mas, que ainda não tinha visto o do atual Presidente Obama, apesar de insistentes pedidos do seu partido.

Muito a contragosto e chamando de “silliness”, ridículo, o momento que teve de vir a público nessa quarta-feira (27) em Washington, o Presidente Barack Obama revelou o seu certificado de nascimento , em sua forma longa e completa (Uma forma curta, sucinta e legal, foi apresentada quando da sua candidatura) do seu Certificada de Nascimento, produzido pelo Estado de Hawaii, o mais novo dos 50 Estados que constituem os Estados Unidos da América desde 21 de Agosto de 1959 um arquipélago geograficamente e culturamente com forte influencia Polinésia, sendo uma sub-região da Oceania.

O certificado atesta que Obama nasceu de mãe Americana e pai Africano (Kenia), no Hawaii no dia 4 de Agosto de 1961 as 7:24 da tarde em Honolulu, o que o faz elegível ao posto que ocupa.
Ainda não satisfeitos, alguns reclamam da demora em mostrar o documento de cidadania. Não sei de outro tempo na historia americana em que essa cidadania foi questionada publicamente, ou sará que sua aparência não coincide com o que se considera como Americano?

Regina Soares é advogada, especializada em eleições nos Estados Unidos, mora em Belmont, na área da baia de San Francisco, Califórnia (EUA)

Comentários

Olivia on 28 abril, 2011 at 15:32 #

Isso, Regina. Talvez lhe falte a tal da ‘boa’ aparência! Bela reflexão!!!


regina on 28 abril, 2011 at 18:40 #

Aqui, para todos os jovens, talentosos e lindos negros do mundo:

http://www.youtube.com/watch?v=LgaTcpn1hbE&feature=related


Marco Lino on 28 abril, 2011 at 22:09 #

“… ou será que sua aparência não coincide com o que se considera como Americano?” Bingo!

Pena que a “onda conservadora” não ficou restrita a um local específico, está a varrer todo o Ocidente.

É o tal espírito do tempo – diria um alemão inteligente.


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