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Postado em 18-12-2010
Arquivado em (Crônica, Regina) por vitor em 18-12-2010 10:06

Life: um livro para não esquecer

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CRÔNICA/ UM LIVRO

Keith Richards – LIFE

Regina Soares

“People say ‘why don’t you give it up?’ I don’t think they quite understand. I’m not doing it just for the money, or for you. I’m doing it for me.” – Keith Richards in action!

Tudo começou num 18 de Dezembro, e agora, 67 anos depois, ele, o mais controverso, fora da lei, figura quase apocalíptica, extraordinário músico e compositor, um Rolling Stone, na profissão e na vida, resolveu nos contar de próprio punho, em parceria com James Fox, jornalista do Sunday Times em Londres, sua historia, que, mais que isso, é sua vida, LIFE, como ele chamou o livro, quente do forno e nas bancas do mundo para nosso deleite.

Como ele nos adverte logo de entrada:

“This is the life. Believe or not I haven’t forgotten any of it”
“Essa é a vida. Acreditem ou não eu não esqueci nada dela”
Uma vida que muitos de nós só poderiam imaginar e invejar, narrada por ele, que sempre abriu seu caminho, falou o que sente e sentiu o que falou, ao seu jeito, sem disfarce, e que agora nos abre nesse livro que acabo de começar a ler e pretendo compartir com vocês, leitores do Bahia em Pauta, em alguns capítulos, à medida que a leitura avançe e os fatos se desdobrem.

Desde seus primeiros dias, filho único criado por devotos pais, Bert Richards and Doris Dupree Richards, ou simplesmente Bert e Doris, como ele os chama carinhosamente e intimamente, durante o desenrolar da sua historia, seis tias, foi criado em um verdadeiro matriarcado, onde mulheres eram maioria e ditavam as regras do jogo, e outras figuras importantes na sua formação como homem e músico, já que música se manifestou desde muito cedo em sua vida, como única opção. O avô materno, Gus, de quem herdou o temperamento boêmio e o amor pela música desde muito cedo, quando escapavam da casa em longas caminhadas, “para escapar das mulheres”, e se perdiam em aventuras que ao fim se transformaram em lições de vida.
“Gus, uma vez me perguntou, enquanto caminhava-mos, eu tinha 5 ou 6 anos de idade”:
- “Você tem uma moeda nos bolsos?”
-“ Sim, Gus.”
-“Vê aquele menino na esquina?”
-“Sim, Gus,”
-“Vá e entregue a ele.”
-“O que, Gus?”
-“Vai lá, ele necessita mais que você.”
“Eu entregava a moeda. Gus me dava duas de volta. A lição ficou comigo…”

Como também o dia em que, finalmente recebeu de suas mãos a primeira guitarra, a mesma que tinha visto em cima do piano e que não podia alcançar nos seus tenros 5 anos de idade, estava sempre lá, inalcançável e atrativa e vivia nos seus sonhos. Aos 9 ou 10 anos essa “clássica guitarra Espanhola, doce e ansiado desejo, adorável como uma garota, embora eu não soubesse o que fazer com ela, me foi entregue”. “O cheiro, lembro até hoje, quando abro a caixa de uma guitarra, quando é uma velha guitarra, eu poderia enrolar-me dentro e fechar a tampa”…

Desde esses tenros dias, como um garoto, vivendo numa familia que se reunia em torno do radio para cantar e esquecer as amargas lembranças de guerras vividas na Europa dos seus primeiros passos, escutando obsessivamente, Chuck Berry e Muddy Waters, até levar a guitarra aos seus mais absolutos limites e juntar forças com Mick Jagger para formar os Rolling Stones, muita agua vai rolar….

Regina Soares, advogada, especializada em eleições americanas, mora em Belmont, na área da baia de San Francisco, Califórnia(EUA).
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Nota: prometo voltar de quando em quando para continuar a historia… Essa é uma daquelas que a gente tem que sorver devagarinho, como um bom vinho. (Regina)

Comentários

luiz alfredo motta fontana on 18 dezembro, 2010 at 12:43 #

E Keith Richards prova o acarajé

O Bahia em Pauta não para de surpreender, estende sua redação para San Francsco, CA, e traz, o que parece ser, uma série em que Keith Richards, alcança nova dimensão sob o olhar eivado de bainidade de Regina Soares.

É como um bom prato da terra, especiarias raras, condimentos líricos, cores oníricas, tudo feito com a calma e sensibiliddade que só existem em mãos baianas.

Esse “gourmet” paulista, assenta-se, faz reverência, e não “arreda-pé” até o ultimo capítulo desta série que nasceu com brilho próprio.

Tim Tim!


luiz alfredo motta fontana on 18 dezembro, 2010 at 12:50 #

errata

bainidade – baianidade


Gabee on 18 dezembro, 2010 at 17:45 #

Very Cool Mom! What a wonderful & fun video, you chose a great one! Happy Birthday Keith, I can’t wait to read the book! You write very well, I enjoy reading your article because you are very descriptive and poetic. I like your style & lucky for me it was easy to read. Thank you!!


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