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Postado em 09-10-2010
Arquivado em (Crônica, Regina) por vitor em 09-10-2010 11:18


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A versão de Imagine como Regina mandou. Agora abriu.
Ficam as duas versões no BP. BOA TARDE!!!

CRÔNICA: UM GÊNIO

IMAGINE

HAPPY BIRTHDAY JOHN!!!

REGINA SOARES

De San Francisco – Califórnia
É difícil imaginar John Lennon com setenta anos, mas a julgar pela festa que está preparada para celebrar seu aniversário, de Los Angeles a Liverpool , ele segue influenciando gerações além do século 20. Sua natureza rebelde e presença de espírito, transpareciam em seus atos, sua música, poemas, escritos e estendiam-se através do mundo com a força que vem, como ele mesmo dizia, do amor.

My role in society, or any artist’s or poet’s role,
is to try and express what we all feel.
Not to tell people how to feel.
Not as a preacher, not as a leader, but as a reflection of us all.

John Lennon

Como membro dos Beatles e na sua carreira depois deles, John mostrou ao mundo, através de suas composições, que rock ‘n’ roll poderia ser mais que uma música de três notas.

We’ve got this gift of love, but love is like a precious plant.
You can’t just accept it and leave it in the cupboard
or just think it’s going to get on by itself.
You’ve got to keep watering it.
You’ve got to really look after it and nurture it.
John Lennon

E o amor foi sempre sua motivação e razão de viver.

It matters not
Who you love
Where you love
Why you love
When you love
Or how you love
It matters only that you love.
John Lennon

Percebendo que a máquina da sociedade é dirigida por maníacos com sórdidos objetivos, nos lembrou da importância de agir em nome da paz.

If everyone demanded peace
instead of another television set,
then there’d be peace.
John Lennon

A dream you dream alone is only a dream.
A dream you dream together is reality.
John Lennon

Nós embarcamos nesse barco nos anos sessenta, nossa geração, íamos em busco do novo mundo.

The thing the sixties did was to show us
the possibilities and the responsibility that we all had.
It wasn’t the answer.
It just gave us a glimpse of the possibility.
John Lennon

E as possibilidades são infinitas…

Imagine there’s no Heaven
It’s easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today

Imagine there’s no countries
It isn’t hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace

You may say that I’m a dreamer
But I’m not the only one
I hope someday you’ll join us
And the world will be as one

Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world

You may say that I’m a dreamer
But I’m not the only one
I hope someday you’ll join us
And the world will live as one

Regina Soares, advogada , mora em Belmont, na área da Baia da San Francisco, Califórnia.

Comentários

luiz alfredo motta fontana on 9 outubro, 2010 at 12:06 #

Um quê de James Dean!

Cara Regina Soares

Retomo sempre, quando confrontado com John Lennon, Beatlles, Tom Jobim, Edu lobo, o Keith Richards, entre outros, com uma declaração de Bob Dylan, para revista Rolling Stones, em algum ano da década de 80, ao comentar sobre música e seus caminhos, disse algo assim:

“Tudo que vale a pena ouvir já está composto e gravado”

Poderia parecer excesso, poderia ser apenas um surto nostálgico acometendo o músico rabujento.

Mas…

Ao pensar em John Lennon, ou em Tom Jobim aqui na terrinha, a vontade é concordar.

Bob Dylan finalizou a letra de Simple Twist Of Fate com estes versos:

She was born in spring, but I was born too late.
Blame it on a simple twist of fate.

Caso consideremos este “She” como aquela geração de músicos, e substituirmos o “eu nasci’ por “eu permaneci sem ela” (I stayed without her) o encaixe é perfeito.

De resto, o desamparo, que habitava o olhar de James Dean, uns poucos anos antes.


Regina on 9 outubro, 2010 at 13:36 #

… e por falar em James Dean, escute o video que eu escolhi e foi, por alguma razao desconhecida subistituido, subistituido.

http://www.youtube.com/watch?v=9Q0Eyw3l3XM

A sombra de Yoko ainda é dominante, mas nem tanto…


Regina on 9 outubro, 2010 at 13:42 #

Help!!!!! Quero dizer: substituido!!!


luiz alfredo motta fontana on 9 outubro, 2010 at 14:11 #

o “desamparo” encontrou refúgio


Regina on 9 outubro, 2010 at 14:18 #

Por favor Sr. Editor, com todo o respeito, se não houver alguma razão que proíba o vídeo sugerido por mim, de ser reproduzido no Brasil, considere a substituição por esse que não faz jus ao gênio de John Lennon, na minha modesta opinião. Obrigada!
Regina Soares


luiz alfredo motta fontana on 9 outubro, 2010 at 14:45 #

nehuma restição

o código embeb é?


luiz alfredo motta fontana on 9 outubro, 2010 at 14:45 #

luiz alfredo motta fontana on 9 outubro, 2010 at 14:46 #

ao que parece não sai quando efetuo o post, mas não tem restrição alguma


danilo on 9 outubro, 2010 at 14:47 #

parabéns Regina bela lembrança de Lennon.

fontana, sensacional o seu aparte citando Simple Twist of Fate, musica de Blood on The Tracks, um dos melhores discos de Dylan.

mas pelamor de Deus, esquece Edu Lobo, man. esse cara é chato demais.


luiz alfredo motta fontana on 9 outubro, 2010 at 15:03 #

Danilo

Grato de um lado

De outro…

“Num tem jeitu”!!!

Edu é especiaria

E quando o “cirandeiro” toca…


Regina on 9 outubro, 2010 at 15:45 #

Fontana, Danilo, todos que admiram John, não só como musico e compositor pioneiro de inegável valor em uma época vivida por nós, mas, também, o homem, o ativista, o rebelde, ignorem a imagem maquiada, estéril, pré fabricada desse vídeo, não foi minha intenção.
Aqui o vídeo escolhido por mim:

http://www.youtube.com/watch?v=9Q0Eyw3l3XM

Regina Soares


Gilson on 9 outubro, 2010 at 17:33 #

Prezada Regina, grande registro! O barco, com a nossa barca, segue, no sonho…


Marco Lino on 9 outubro, 2010 at 20:51 #

Alguns brutos dão tiros. Outros, menos brutos, mas igualmente assassinos, matam pela palavra: “pare com este sonho bobo, garoto”… “desde que o mundo é mundo o homem sempre foi egoísta”… “o sonho acabou” etc, etc, etc… “As ideologias acabaram”, sempre lembra algum moderninho. “A história acabou”, decretou um pupilo do império – sem sacar que o império que lhe pagava para falar isto estava derretendo. Assim, não há sonho, não há imaginação e a “irmandade” não acontece. Pobre geração!

A mãe natureza sempre presenteia os “humanos” com um Lennon, um Gandhi, um Luther King, um Moisés, um Marx, um Mandela, uma Dulce, uma Luxemburgo, um João Crisóstomo, um Francisco de Assis, mas… são mortos, presos, expostos ao ridículo; roubam-lhes a fala, a pena, a caneta, o teclado, a oportunidade. Os brutos, infelizmente, sempre vencem.

As cercas continuam, Rousseau; os passaportes continuam, Lennon. E as utopias morreram com os sonhadores?

Sei lá! Só sei “que não estou me sentindo muito bem”…


Regina on 9 outubro, 2010 at 21:40 #

Caro Marco Lino: O fato de vc estar se questionando, se sentindo mal, é um bom sinal. Significa que não está indiferente. Acabei de ouvir a ultima entrevista de John Lennon (http://social.zune.net/album/John-Lennon/Last-Word/ff9d0200-0400-11db-89ca-0019b92a3933/details) recomendo.
É impressionante suas palavras horas antes que um louco lhe tirasse a vida, o que ele fala a respeito do futuro.
Esses “Presentes da Mãe Natureza” não morrem nunca, suas vidas não foram em vão. Certo que as mudanças não acontecem tão rapidamente mas acontecem e, se não fosse por pessoas como vc, que se sente mal com o que está ai, tudo ficaria no mesmo.


Marco Lino on 9 outubro, 2010 at 22:23 #

Caríssima Regina

Obrigado pela recomendação (apesar de eu não ter conseguido acessar a página).

Sobre os grandes sonhos coletivos ando meio desanimado, pois o discurso da topia é tão hegemônico que o da u-topia ficou restrito a pequenos grupos e marginalizado ao extremo.

Posso estar enganado, mas não vejo nenhuma voz com força suficiente para fazer reverberar, ressoar nos corações e mentes os sonhos coletivistas, de igualdade, de fraternidade. As pessoas existem, é claro, mas suas vozes são tolhidas nas academias, na mídia, nos sindicatos, associações e até nas igrejas. Lamentável.

Porém tem a internet… Será ela tb dominada?! Ainda há recantos, sítios maravilhosos nela. Mas quando se escorrega o pé, digo, o mouse… (risos)
Abs


valeria on 9 outubro, 2010 at 22:30 #

John Lennom com suas músicas ,são lembranças doces e amargas na minha vida,inveja de um Amor lindo e total como o dele .Amor que não morre nunca.


valeria on 9 outubro, 2010 at 22:49 #

amar,a vida,o ser humano,a raça humana,sua motivação.Sua vida valeu pena .Tudo valeu a pena,viver vale a pena.Pensar em John é pensar no mar revolto e em calmaria.è revolução e paz.Em sorrisos e reflexões.Esse era John.Esse é Jonhon.


Absinto Muito on 10 outubro, 2010 at 0:45 #

Também fizemos uma homenagem ao John, se puder visite o nosso blog e deixe um comentário! http://absintomuitorock.blogspot.com/


luyiz alfredo motta fontana on 10 outubro, 2010 at 2:58 #

O post de Regina

Comecei lembrando James Dean:

- desamparo, inadequação, conformidade zero

Claudiquei em sobrevivência

Marco Lino, ao seu jeito e mofdo, muito de sensibilidade, introduz a diluição, a ação devastadora da mesmice, tem muito da lição de Ezra Pound (aquele “fascista’ que perdoamos), ao eplicar os efeitos dos “diluidores” na escrita, e na vida.

Voltando ao John, aos “tempos de chumbo”, ecoa Blackbird:

Blackbird singing in the dead of night
Take these broken wings and learn to fly
All your life
You were only waiting for this moment to arise

Black bird singing in the dead of night
Take these sunken eyes and learn to see
all your life
you were only waiting for this moment to be free

Blackbird fly, Blackbird fly
Into the light of the dark black night.

Blackbird fly, Blackbird fly
Into the light of the dark black night.

Blackbird singing in the dead of night
Take these broken wings and learn to fly
All your life
You were only waiting for this moment to arise,
You were only waiting for this moment to arise,
You were only waiting for this moment to arise

É quando Regina traduz o encanto:

“Esses “Presentes da Mãe Natureza” não morrem nunca, suas vidas não foram em vão. Certo que as mudanças não acontecem tão rapidamente mas acontecem e, se não fosse por pessoas como vc, que se sente mal com o que está ai, tudo ficaria no mesmo.”

Só me resta voltar à poesia:

E Fellini abraçou o poeta…

(luiz alfredo motta fontana)

Os enredos

foram,

ainda são,

e permanecerão,

efêmeros

Uns…

com tal fúria

deixam marcas

que cicatrizá-los

pertine aos segredos

dos efeitos especiais

Outros…

sequer reproduzem

pequenas lembranças

apenas ecoam suaves trilhas

Divas…

roubam cenas

e, de forma habitual,

são revistas

na nudez

de suas ausências

No coro…

ao meio da confusão de cenários

cintilam revelações

de coadjuvantes incertas

flutuando entre tomadas outras

O protagonista…

e seu longa-metragem

compõem

um festival de curtas

Em comum…

além do olhar

a tristeza que permeia

um tímido sorrir


Olivia on 10 outubro, 2010 at 11:27 #

Saudades de um tempo cada vez mais distante, do amor ao ser humano… O jornalista Jorge Pontual (Globo) também fez uma bela homenagem, chegando às lágrimas. Valeu Regina, não deixe a chama da emoção se apagar, ainda existe luz na escuridão, basta querer olhar.


Regina on 10 outubro, 2010 at 13:53 #

Que seria de nós sem os poetas, sem o amor, sem a compreenção, sem a crença de que podemos SIM mudar nossas vidas e, consequentemente, O MUMDO???????


Regina on 10 outubro, 2010 at 13:59 #

Digo MUNDO = UNIVERSO + INFINITO


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