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ELEIÇÕES NA HISTÓRIA

MORALIDADE ÀS FAVAS

Rosane Santana

Menos de dois séculos depois da primeira eleição geral, que elegeu os deputados às Cortes de Lisboa, em 1821, o Brasil deu saltos significativos em direção ao aperfeiçoamento do processo eleitoral. Para coibir a fraude, velha prática estimulada pelos barões do Império e pelos coronéis da República, por exemplo, criou-se o título de eleitor, em 1881, e, nos anos 30 do século passado, a Justiça Eleitoral e o voto secreto foram implantados por Getúlio Vargas, que, mesmo derrotando com armas os constitucionalistas de 1932, teve de incorporar algumas de suas reivindicações, no sentido de moralizar as eleições viciadas pelas velhas oligarquias estaduais.

Em 1996, outro marco histórico: a estreia das urnas eletrônicas iniciou o processo de informatização das eleições, que tem atraído a atenção de estudiosos, políticos e eleitores em várias partes do Planeta. A iniciativa tem sido aperfeiçoada ao longo dos últimos anos e caminha para a identificação do eleitor pela impressão digital (biometria), aproveitando os avanços proporcionados pela revolução tecnológica.

Com mais de 135 milhões de eleitores inscritos para votar este ano, de acordo com números do Tribunal Superior Eleitoral, o Brasil é a terceira “democracia participativa”do mundo, atrás da Índia e dos Estados Unidos, segundo o cientista político Jairo Nicolau. Enquanto a urna biométrica não é implantada, definitivamente, com o objetivo de assegurar a lisura das votações em todo o País, o Tribunal Superior Eleitoral determinou que, no dia do pleito, o eleitor apresente, além do título, um documento de identidade com fotografia, fechando uma porta escancarada para a fraude.A medida, aliás, foi aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado..

A iniciativa que de há muito deveria ter sido tomada, enquanto não se institui, em caráter definitivo, a votação por meio de biometria, está sendo condenada pelo Partido dos Trabalhadores, que também participou de sua aprovação há um ano.

Mas, quem diria, o PT que se arroga porta-voz da modernidade política no Brasil entrou com processo no Supremo Tribunal Federal (STF) para que aquela corte decrete inconstitutional a exigência do TSE, que faz cumprir uma lei sabidamente correta, no sentido de coibir a fraude num território de dimensões continentais, onde a fiscalização é frouxa e a ação de capangas travestidos de cabos eleitorais, além do abuso de poder econômico e toda sorte de violência, mesmo no século XXI, pode facilitar a ação inescrupulosa de “fósforos”.

Os fósforos, para quem não sabe, eram aquelas personagens que, no Brasil Império (1822-1889), segundo o deputado conservador e testemunha da época, Francisco Belisário Soares de Souza, costumavam votar em lugar de mortos, doentes e ausentes por qualquer motivo, fraudando o resultado das eleições e a autenticidade da representação popular, pedra fundamental do regime democrático.

Sinal de que a iniciativa do TSE atinge em cheio o eleitorado do Bolsa Família, onde estão os geralmente indocumentados eleitores da candidata petista Dilma Rousseff, que fez coro com o partido, e que a eleição, ao contrário do que parece, não deve ser decidida no primeiro turno. Não é outro senão este, o motivo da gritaria petista.

Moralidade às favas.

Rosane Santana é jornalista, com mestrado em História pela UFBA. Estuda o Poder Legislativo, elites políticas e eleições no Brasil.

Comentários

Benedito Maurício de Lima on 25 setembro, 2010 at 9:40 #

Ao brilhante artigo, peço licença para acrescentar que, o título de eleitor, é um documento que, pela própria natureza, necessita de outro para autenticá-lo. Basta notar que, apesar de exigido para alguns atos da vida civil, não porta, sequer, a fotografia de seu titular e, no lugar da assinatura do eleitor tem o nome desenhado, ou, a impressão digital, facilitando, país afora, que a prática dos coronéis sobreviva: recolhe-se o título do eleitor e, um pau mandado vai exercer o voto em seu lugar. Ninguém pode impedi-lo de votar, pois, ele se apresenta com o documento que o habilita para o voto, a não ser que o titular seja uma pessoa conhecida dos componentes da mesa, ou dos fiscais de partido, que atuam na seção. Portanto, em boa hora, o Tribunal Superior Eleitoral tomou a medida correta, merecendo aplauso sua iniciativa, no sentido da moralização do exercício do voto.


Jailson Leopoldino de Castro on 25 setembro, 2010 at 10:10 #

Muito bem Rosane, como sempre muito afiada nos comentários politicos. No entanto, deixa escapar um certo preconceito com os eleitores do bolsa familia. Esquece que eles são parte de nossa sociedade que também tem direito ao voto? Lembro que se eles ainda são dependentes do bolsa familia e preferem a Dilma, é por conta dos “grandes governos” anteriores que deixaram esse pais nessa lamúria social em que ainda se encontra. Vale lembrar que este programa veio do FHC e foi melhorado e aprimorado por Lula, o que lhe rendeu dividendos politicos e está deixando o PSDB amargando a perda desse filão politico.
Gostei da informação histórica dos “fósforos”, você é muito capaz e antenada.
Abraço carinhoso,

Jailson Castro


luiz alfredo motta fontana on 25 setembro, 2010 at 10:59 #

Percorremos trecho de muita névoa

Os gatos, raros e ariscos, são todos pardos

As idéias, os conceitos, vivem em mãos trocadas

A identificação do bandido não pertine ao chapéu preto do velho western, nem a do mocinho pelo uso do branco, e docavalo alazão, com crinas claras.

Em meio a este caos, a sofreguice, a necessidade premente de cumprir o texto

Jailson notou, o preconceito perpassa a boa idéia, o bom motivo, o intento, e macula a paisagem

A história costuma ser madastra, mesmo para os que em algum dia, perderam tempo na descoberta da tal historicidade

Metalinguagem é assim, requer atenção

Já é hora, e tempo, de aprendermos, não se exclue os excluídos quando buscamos a tal representatividade do voto

Os que erram, por deficiência, ou ausência de informação também opinam, e merecem respeito, tanto quanto os que se incluem na seleta e minguante classe dos leitores assíduos de diários

Afinal, qual a culpa, que poderia ser a eles imputada?

Não é verdade que os novos talentos dessa profissão de fé, o jornalismo, estão aboletados em alguma tímida fresta desta imponente indústria da informação, tentando, a maior das glorias, ou seja assinar, mesmo que na coindição de “freelancer” alguma coluna em alguma terceira ou quarta página de algum caderno?

Algum se aventura, tal qual nos primórdios, levando consigo a ânsia santa e uma pequena impressora?

Qual a razão de atribuir-se só a eles, os excluídos de sempre, a alienação?

Afinal votam melhor o leitores de algum jornalão?

Ao mais, porque desconfiar só de quem se apresenta ao voto, e não, por exemplo, esta nunca explicada e desvendada segurança das urnas?


marco lino on 25 setembro, 2010 at 11:37 #

Parabéns, sr Fontana. Parabéns!


Regina on 25 setembro, 2010 at 11:58 #

Prezada Rosane – Seu passeio pela historia do processo eleitoral no Brasil, desenvolvido em etapas publicadas neste blog, tem sido acompanhado por mim e certamente por muitos outros leitores, pela riqueza histórica e fidelidade aos fatos. Este ultimo artigo, infelizmente, deixa a desejar essa imparcialidade, necessária ao conteúdo de cunho histórico.
Não que você não tenha direito a sua opinião, muito pelo contrario, tem toda! Parece-me, no entanto, que o seu parágrafo final pertence a um outro artigo.
Concordo com o já dito nos comentários acima, em especial com Fontana: “o preconceito perpassa a boa idéia, o bom motivo, o intento, e macula a paisagem”.

Regina Soares


rosane santana on 25 setembro, 2010 at 12:57 #

Caros, li com atenção os comentários de vocês (Jaislson, adorei vê-lo por aqui, amigo) Os indocumentados do Bolsa Família – a maior máquina de compra de votos do mundo, segundo o destacado historiador e cientista político José Murilo de Carvalho – votam em troca do ganha pão ou não? São os mesmos que, no século XIX, votavam em troca da proteção sos senhores, de roupa, terra para plantio e animais. Ou não? Onde há o preconceito? Por acaso disse que não deveriam votar? Em nenhum momento afirmei isso no texto. Não afirmei, acima, que se excluam os excluídos ou coisa parecida, como sugere Fontana. Afinal, 53.7% do eleitorado é analfabaeto ou analfabeto funcional e são brasileiros. Constatei uma realidade nua e crua. E os fatos estáo aí parademonstrar que Dilma é forte no Norte e Nordeste entre a clientela do Bolsa Família, maioria de indocumentados.


rosane santana on 25 setembro, 2010 at 13:02 #

Concluindo: Daí o porquê da movimentação do PT para derrubar a iniciativa que ele mesmo ajudou a aprovar, o que é uma vergonha.


Jader Martins on 25 setembro, 2010 at 13:27 #

A MÍDIA COMERCIAL EM GUERRA CONTRA LULA E DILMA

por Leonardo Boff

Sou profundamente a favor da liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o ?silêncio obsequioso?pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o ?Brasil Nunca Mais? onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.

Esta história de vida, me avalisa fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de idéias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.

Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando vêem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como ?famiglia? mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública. São os donos do Estado de São Paulo, da Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e xulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico, assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem deste povo. Mais que informar e fornecer material para a discusão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.

Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido à mais alta autoridade do pais, ao Presidente Lula. Nele vêem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.

Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.

Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma) ?a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e nãocontemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo, Jeca Tatu, negou seus direitos, arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação, conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que contiua achando que lhe pertence (p.16)?.

Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles tem pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascedente como Lula. Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidene de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.

Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados de onde vem Lula e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coroneis e de ?fazedores de cabeça? do povo. Quando Lula afirmou que ?a opinião pública somos nós?, frase tão distorcida por essa midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palavra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.

O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceptual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa e de classe média baixa de fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, em fim, a melhorar de vida.

Outro conceito innovador foi o desenvolvimento com inclusão soicial e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituidas e com salários de fome. Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.

O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, o fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil. Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA faz questão de não ver, protagonista de mudanças sociais não somente com referência à terra mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.

O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocoloncial, neoglobalizado e no fundo, retrógrado e velhista ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes.

Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das má vontade deste setor endurecido da midia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construido com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.

*teólogo, filósofo, escritor e representante da Iniciativa Internacional da Carta da Terra.


Jader Martins on 25 setembro, 2010 at 13:29 #

Em tempo : Boff é declarado apoiador de Marina.


Mariana Soares on 25 setembro, 2010 at 13:39 #

Cara Rosane, concordo plenamente com você! O que você descreve no seu texto, também é, na minha opinião, a mais pura e límpida verdade!
Aqui em Brasilia, por exemplo, onde moro há mais de vinte cinco anos, é mais um exemplo deste triste Brasil de analfabetos e dependentes dessas “bolsas tudo” distribuídas por aí.
Um candidado ao governo do Distrito Federal como Joaquim Roriz, que não só tem a ficha suja, mas, também, a alma podre, não poderia sequer estar andando livre nas ruas, quanto mais almejando ser o Governador do DF. No entanto, o que vemos por aqui é um monte de gente o adorando e lhe entrgando o destino desta capital, já tão aviltada, ainda que seja, como pretende agora por meio da sua “amada esposa”, de quem será o procurador em todas as decisões de governo, caso venha vencer nas urnas, o que espero, sinceramente, que não.
Não é preconveito, não, caros amigos, é a amarga realidade que nos rodeia, infelizmente.


rosane santana on 25 setembro, 2010 at 13:50 #

Senhor Jader: Não reconheço em ninguém autoridade com a qual eu deva, a priori, me alinhar intelectualmente, sem o debate e o confronto de idéias. Você reproduziu um texto de Leonardo Boff, e Boff, não obstante mereça até aqui o respeito dos brasileiros, pelo comportamento ético, não é dono da verdade e nem alguém com o qual eu tenha de concordar automaticamente, porque você acha, tudo indica, que ele é o máximo. Não se despoje, companheiro, do seu senso crítico, JAMAIS, porque ele é o capital maior que um ser humano pode ter. É, segundo Darwin, o que difere dos outros animais. Não se curve diante de qualquer idéia ou pessoa, sem que possa analisá-las à luz do seu próprio raciocínio e de suas experiências. E, neste particular, em relação a mídia e ao governo Lula, discordo de Boff. Pois, foi esta mesma mídia, controlada por 10 famílias, quem forjou Lula o filho do Brasil.


rosane santana on 25 setembro, 2010 at 13:51 #

corrigindo: o que o difere dos outros animais


Jader Martins on 25 setembro, 2010 at 14:46 #

Parabens por discordar de Boff. Parabens por achar também que eu acho ele o máximo. Parabens tambem por achar que eu me curvo”diante de qualquer idéia ou pessoa, sem que possa analisá-las à luz do seu próprio raciocínio e de suas experiências”. Por vc ser uma pessoa muito experiente e tão respeitada quanto o Boff , vou me curvar ao seu raciocinio!!
Fi-lo por que qui-lo. Contrapus a ideia de um Boff qualquer com a da respeitada senhora Rosane


rosane santana on 25 setembro, 2010 at 14:57 #

Juizo de valor e preconceito forjados a partir da Mídia que você condena, Jader. O questionamento e o debate são os princípios básicos dos Diálogos Socráticos na busca da verdade. “O que você quer dizer com pessoa respeitada”? Não falei em curvar-se, falei em questionamentos, o que é salutar e deve ser recomendável a qq ser humano.


rosane santana on 25 setembro, 2010 at 14:58 #

Corrigindo: aspas apenas em pessoa respeitada.


rosane santana on 25 setembro, 2010 at 15:02 #

Então, resumindo seu raciocínio:
1- Boff é respeitado porque Boff está na mídia;
2- Rosane não é respeitada porque não está tanto na mídia quanto Boff.
Donde conclui-se que sua avaliação sobre ser ou não respeitada é fazer sucesso na mídia, que você condena.


rosane santana on 25 setembro, 2010 at 15:05 #

Imagine o que você não acha dos indocumentados do meu artigo, heim Jader?


rosane santana on 25 setembro, 2010 at 15:17 #

Aliás, há muita semelhança entre figuras como ACM, Lula e seus seguidores no relacionamento com a mídia (e em outros aspectos que não vou relatar). O que é discordante, diverso e diferente deve ser dizimado, apagado, varrido, destruído.


danilo on 25 setembro, 2010 at 15:18 #

enquanto o jurássico Marco Lino faz a linha mais “soft” de araque, o sr Jader [Barbalho?] mais parece um meganha a serviço do lullo-petismo. ele sempre faz comentários grosseiros e raivosos bem ao tipo dos lua-pretas do PT que desqualificam qualquer palavra q não seja de louvor ao Deus Soll Lulla.

para esse tipos, todos aqueles q ousam criticar o lullo-petismo são considerados golpistas, reacionários e udenistas. enquanto isso os vermes Sarney, Collor e Renan são tratados a pão-de-ló e tidos como verdadeiros progressistas.

parabéns Rosane pelo seu texto. impecável em todos os aspectos!

o PT virou partido dos grotões mais atrasados do Brasil, grotões estes antes vistos como empecilho para afirmação do Brasil como país decente.

tudo como antes no quantel de abrantes.

se antigamente existiam as doações de dentaduras e cestas básicas, agora temos o bolsa família.

no fundo é a mesma coisa. apenas q hoje tem um verniz moderninho. afinal, a “dentadura e a cesta básica” agora é no formato de um cartão magnético. mas a essência é a mesma.


rosane santana on 25 setembro, 2010 at 15:19 #

corrigindo: em lugar de não vou relatar, melhor dizer que não quero relatar.


Jader Martins on 25 setembro, 2010 at 15:22 #

Rosane , não gostaria de ve vc perder o sono por causa de um Boff qualquer!!!
Voce faz tantas afirmações e conclusões a meu respeito que decidi procurar o significado da palavra subjetividade:

Subjetividade é entendida como o espaço de encontro do indivíduo com o mundo social, resultando tanto em marcas singulares na formação do indivíduo quanto na construção de crenças e valores compartilhados na dimensão cultural que vão constituir a experiência histórica e coletiva dos grupos e populações


Jader Martins on 25 setembro, 2010 at 15:23 #

Digo: ver vc perder …


rosane santana on 25 setembro, 2010 at 15:31 #

blz, blz, blz


Marco Lino on 25 setembro, 2010 at 19:59 #

Puxa vida, o Martins saiu do armário… Que bom! Eu ficava aqui feito um louco combatendo sozinho as falácias dos demos-tucanos…

E o Danilo, hein? Não sei se tem ódio de mim ou quer ser meu amigo. Na dúvida…

Sobre a relação bolsa-família x votos, tem uma pesquisa do “insuspeito” Ibope onde revela que a maioria dos “bolsistas” do centro-sul vota(va) no Serra… Pensei com os meus velhos botões: devem ser mais escolados…

Não consegui o link, mas o endereço é este: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,bolsa-familia-da-menos-votos-no-sudeste,563548,0.htm

Já o Boff concorda com Chico Buarque: é preconceito de classe. Ponto.

Agora, cá entre nós, sobre as bolsas, os tucanos precisam afinar o discurso, não? Primeiro dizem que foi o Príncipe quem criou. Depois, foram contra. Agora, o Biruta diz que, além de um bom aumento, dará também o 13° bolsa….

Ha!Ha!Ha!

Os tucanos estão com uma vontade danada de mergulhar nos “grotões”…


danilo on 25 setembro, 2010 at 21:51 #

larga de ser manipulador da consciência alheia, Marco Stalinino!!

discordar de Lulla e das práticas do lullo-petismo fascistóide não significa apenas ser demo-tucano.

o buraco é mais embaixo.

o lullo-petismo de 2010 é bem semelhante à ARENA de 1979. tanto o PT quanto a ARENA representam agremiações obsoletas perante cada respectiva época e realidade.

contra o arbítrio militar reuniram-se diversas tendências em defesa da livre cidadania. e agora a situação se repete.

ser contra Lulla e o lullo-petismo, não é ser contra o Brasil, nem significa ser demo ou tucano. se opor a isso que está aí é estar vigilante contra a REAL possibilidade de um estado totalitário e retrógrado no que diz respeitos às liberdades individuais.

voces enganam o povo ignorante, mas não a totalidade das pessoas pensante de consciência livre.


Marco Lino on 25 setembro, 2010 at 22:52 #

“manipulador da consciência alheia” putz!!!

Engraçado como vc gosta de enquadrar as pessoas, Danilo, mas quando é enquadrado… invoca até um patriotismo lacerdista e cafona dos anos sessenta.

Criticar posições da divina imprensa é ser fascista? qua qua qua

Por que essa gente poupa o Obama? Outro dia o presidente do norte queixou-se com veemência ainda maior…

A direita raivosa americana diz a mesma coisa: é comuna (que coisa mais antiga), xiita, totalitário, muçulmano, etc.

Neocon é igual em qualquer lugar. “É o espírito do tempo”, diria Hegel.

Mas há uma diferença básica entre Lula e Obama, e outro dia um colunista global “deu o toque”: Obama é formado em Harvard, já o Lula…

Vira-lata!

“…real possibilidade de um estado totalitário…” o mesmo discurso udenista que legitimou o golpe de 1964. Só falta a marcha…

Vamos combinar com o Ivan de Carvalho.

A história se repete, barbudo? As vezes como farsa…


danilo on 25 setembro, 2010 at 23:04 #

ué, mas não era o PT q fazia o papel de “UDN de esquerda” quando militava na oposição?

tiraram o Collor por bem menos…


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