DA CARTA CAPITAL

Morreu nesta sexta-feira 10, em Heidelberg, na Alemanha, o historiador e cientista político Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira, um dos mais notáveis intelectuais brasileiros e um pioneiro no estudo das Relações Internacionais.

Moniz Bandeira tinha problemas cardíacos e estava internado desde outubro. Ele morreu por volta das 14h na cidade alemã de Heidelberg, onde encontrava-se radicado e era cônsul honorário do Brasil. Ele deixa a mulher Margot Elisabeth Bender, de nacionalidade alemã, e o filho, Egas.

Em janeiro deste ano Moniz Bandeira concedeu uma entrevista a CartaCapital sobre seu último livro, A Desordem Mundial, no qual analisa as consequências para o resto do planeta das intervenções militares e diplomáticas dos Estados Unidos nas últimas décadas.

Comentários

Lucia Jacobina on 11 novembro, 2017 at 15:29 #

Prezado Vitor,

É com profundo pesar que leio a notícia do desaparecimento de Luiz Alberto Moniz Bandeira.
A Bahia, terra onde ele nasceu e amava profundamente, e o Brasil perdem uma das expressões de sua intelectualidade, um pensador atuante e plenamente lúcido aos 81 anos, às vésperas de completar 82 anos em dezembro próximo.
Escreveu uma obra extensa onde se dedicou a analisar e interpretar a situação política e econômica principalmente enfocando o Brasil e o continente americano.
Dedicou todo este ano de 2017 para atualizar e reeditar dois de seus livros “Lenin – Vida e Obra” e “O Ano Vermelho” que a Editora Civilização Brasileira acaba de disponibilizar nas livrarias. “O Ano Vermelho”, que traz como subtítulo “”A Revolução Russa e seus reflexos no Brasil”, possui o duplo significado de rememorar o centenário da revolução russa e comemorar para o autor o cinquentenário de lançamento da primeira edição.
Infelizmente, extinguiu-se ontem a existência de um homem valoroso que lutou com desassombro por seus ideais.
E tudo o que fez permanecerá como exemplo.


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