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Postado em 06-11-2017
Arquivado em (Artigos) por vitor em 06-11-2017 00:09

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

O Antagonista obteve e reproduz abaixo um vídeo que mostra membros do MST destruindo instalações da produtora de alimentos Igarashi, no município de Correntina, na Bahia, na quinta-feira (2).

A empresa divulgou nota que também reproduzimos em seguida.

“Nota de esclarecimento:

A Lavoura e Pecuária Igarashi vem esclarecer que suas instalações no município de Correntina, estado da Bahia, foram ilegal e arbitrariamente invadidas por indivíduos que, arrebentando cercas, ateando fogo nas instalações, destruindo maquinários, todo sistema de energia, tratores, ameaçando seus colaboradores, promoveram um ato de vandalismo injustificável e criminoso, ferindo, inclusive, um de seus colaboradores.

A Igarashi ressalta que todas as atividades desenvolvidas possuem as autorizações ambientais, que por sua vez percorreram toda tramitação perante aos órgãos ambientais competentes, sendo que somente foram iniciadas as atividades após a regular conclusão de todos os processos de autorizações e licenças com seus estudos, inspeções, vistorias e conclusões.

Atuando na produção de alimentos consumidos diretamente pela população do estado da Bahia e região nordeste, com papel fundamental para a mesa da família brasileira – produzindo e fornecendo batata, cenoura, feijão, tomate, alho, cebola e outros, tudo para consumo interno, sob rigorosos padrões de conservação ambiental e forte investimento em tecnologia, que possibilita o uso sustentável dos recursos naturais.

A Igarashi repudia, veementemente, todos os atos criminosos de vandalismo praticados, dos quais foi vítima. Ato que não tem qualquer legitimidade ou justificativa ambiental, ao tempo em que adotará todas as medidas legais para defesa dos seus direitos e responsabilização dos indivíduos que cometeram referidos atos de vandalismo.

A Igarashi reforça seu compromisso permanente com o desenvolvimento sustentável, preservação da integridade física das pessoas, garantia da ordem e segurança, ao tempo em que continuará sua missão de produzir alimentos para a mesa da família brasileira.”

Comentários

Taciano Lemos de Carvalho on 6 novembro, 2017 at 22:18 #

A crise hídrica e a inaptidão do agronegócio para tratar com os problemas sócio-políticos da região.

05/11/2017

Nada justifica a invasão e depredação de uma propriedade particular. Nada mesmo. Principalmente com o cometimento de tantos e tão nefastos prejuízos a uma empresa privada dedicada a produzir alimentos.

Mas se por um lado, cometeu-se de fato um crime, é preciso ressaltar a inaptidão emblemática do agronegócio para lidar com as comunidades nativas, principalmente diante da ameaçadora crise hídrica que atinge o Nordeste brasileiro, depois de seis anos de secas e de baixa precipitação.

A agricultura custa caro em termos de recursos hídricos naturais. Quase 70% da água doce disponível no País (com exceção da região amazônica) é utilizada na irrigação.

As manifestações de entidades ligadas ao grande agronegócio são permeadas de “repúdios” e ameaças ao levante popular que invadiu duas fazendas do grupo Igarashi, em Correntina. Mas não se trata esse tipo de ação simplesmente com mais violência.

A hora é de chamar os líderes comunitários (é melhor adversários conhecidos do que desconhecidos) em audiência pública e analisar suas pautas e bandeiras mais relevantes.

Notas ponteadas de ameaças nada acrescentam ao problema. Só rompe ainda mais o tecido social, frágil, sobre o qual foi estabelecido o conflito.

É importante ressaltar que hoje já não se usa a irrigação em cultivos de grãos durante a época mais seca do ano – de agosto a outubro. A irrigação é usada apenas para salvação e para a realização de uma safrinha no final do ciclo das águas. Os equipamentos depredados nas duas fazendas Igarashi não estavam, na sua quase totalidade, em operação.

No entanto, o rio Arrojado vem sendo maltratado desde as suas nascentes, na BR 020, em Posse, onde um empresário transformou a vereda das suas cabeceiras em um balneário. Vários afluentes do rio já secaram, inclusive com tentativas de construção de canais e falta de preservação de suas margens por agropecuaristas que não pertencem ao grande agronegócio.

Basta um ano de boas chuvas e tudo estará resolvido. Mas o precedente está aberto e agora urge a necessidade de linimentos, de uma boa conversa, não do aguçamento do confronto.

Basta ver os vídeos antigos da Rede Globo, de mais de 10 anos. O problema já existia. Estava latente.

https://jornaloexpresso.wordpress.com/2017/11/05/a-crise-hidrica-e-a-inaptidao-do-agronegocio-para-tratar-com-os-problemas-socio-politicos-da-regiao/


Taciano Lemos de Carvalho on 6 novembro, 2017 at 22:38 #

“De acordo com informações que circulam pela região, o Empreendimento encontra se em fase de implantação, sendo que o mesmo já se deslocou da Chapada Diamantina, por ter secado um dos afluentes do Paraguaçu.” (De site de Correntina)

Mas só uma dúvida: o grupo IGARASHI de Correntina, Bahia, é o mesmo grupo que tem fazenda no Maranhão. E que foi flagrada com trabalho escravo?
https://edicao.jornalpequeno.com.br/impresso/2014/06/15/mais-de-3-mil-foram-resgatados-trabalho-escravo-ma-em-13-anos/

http://reporterbrasil.org.br/2003/11/lista-de-empresas-que-usam-trabalho-escravo/


Taciano Lemos de Carvalho on 11 novembro, 2017 at 17:41 #

Como não dá para postar uma imagem, coloco um link em que há uma foto com os terroristas de Correntina em passeata nas ruas da cidade.

Imagem deste sábado.

http://www.gamalivre.com.br/2017/11/uma-cidade-se-levantan-contra-morte-de.html


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