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Bendita ração

A ração de João Doria não é de João Doria, e sim da Igreja Católica.

Dom Odilo Scherer disse à Folha de S. Paulo:

“Isso não é um projeto do prefeito. O apoio da Igreja a essa iniciativa vem de longe.”

O arcebispo de São Paulo teme que o projeto possa ser cancelado por causa de um bando de demagogos:

“Eu acho que seria uma pena algo que nasceu para ser bom, por equívocos ou manipulação política, seja de qual lado for, venha a ser de alguma forma amputado ou boicotado”.

O próprio Dom Odilo Scherer experimentou a ração:

“Provei os produtos feitos a partir da farinata e não teria problemas em consumi-los todo dia.”

Comentários

Taciano Lemos de Carvalho on 17 outubro, 2017 at 12:03 #

Passaram a perna no arcebispo. Enganaram o cara. Ele provou uma coisa. E o Doria vai entregar aos pobres outra, uma coisa horrível.

Imaginando aqui a cara de nojo que faria o arcebispo se provasse a ração de João Dória.

Veja no vídeo da matéria “Secretário de Doria come em entrevista a ‘ração humana’ e não consegue esconder seu nojo”

http://www.esquerdadiario.com.br/Secretario-de-Doria-come-em-entrevista-a-racao-humana-e-nao-consegue-esconder-seu-nojo


Taciano Lemos de Carvalho on 17 outubro, 2017 at 12:43 #

Alimento para pobres elogiado por Doria não é completo em nutrientes

https://apublica.org/2017/10/truco-alimento-para-pobres-elogiado-por-doria-nao-e-completo-em-nutrientes/


Vanderlei on 17 outubro, 2017 at 23:09 #

Meu caro, voce algum dia passou fome?


Taciano Lemos de Carvalho on 18 outubro, 2017 at 0:53 #

Tive a sorte de não passar. Mas já vi algumas, muitas, pessoas desmaiarem de fome. E preferiam comida à ração que de quando em vez algum governo lhe ofereciam. E olha que, pelo que se saiba, não era ração feita com produtos vencidos ou de imediato vencimento.

A ração do Doria é um factóide. Não alimenta, tem gosto horrível (seu secretário provou isso em vídeo), e só serve para beneficiar com isenções fiscais as amigas empresas processadoras de coisas no limite irresponsável do vencimento. Serve para desovar estoques que já não se prestam a uma razoável alimentação.

No rio tem o Rei da Marmita dos presídios. Em São Paulo temos agora os reis das rações processadas, em que se processa substâncias quase (quase???) vencidas.

Uma ração sem “sustança” como dizem por aí. Depois da ração, já à noite, um jato forte de mangueira d’água fria e o recolhimento dos agasalhos. Pronto, está aí o plano de assistência social do lobista João Doria.


Taciano Lemos de Carvalho on 18 outubro, 2017 at 0:57 #

Mas para quem já propôs que a seca nordestina fosse transformada em atração turística…qualquer ração, mesmo que estragada é comida. Pior, considera tal ração alimento.


Taciano Lemos de Carvalho on 18 outubro, 2017 at 1:00 #

Mas para quem já propôs que a seca nordestina fosse transformada em atração turística…qualquer ração, mesmo que estragada é comida.


Vanderlei on 18 outubro, 2017 at 12:20 #

Eu tive o azar de duas vezes na vida ficar praticamente 48 horas sem comer. Sem ter onde conseguir comida. Eu sei o que é estômago doendo e roncando de vazio. Era apenas água de chuva, capim, folhas e por aí vai. Estas ocasiões ocorrem em duas catástrofes. Uma na serra de Petrópolis e outra na serra de Caraguatatuba. Na primeira vez estava viajando com meus pais para Cabo Frio. Na segunda vez, estava viajando a trabalho para Ubatuba. Tem gente que por não ter comida comer comeram a carne dos amigos para sobreviver, quando ficaram preso nos Andes, num desastre de avião. Vejo famintos catando resto de feiras e restos de lixo para comer, principalmente nas grandes cidades. Quem tem fome precisa de comida e comida pode ser sim uma ração. Quem como eu trabalhou em topografia e projeto de redes de distribuição de energia elétrica, no mato e na serra, sabe muito bem o que levar para se alimentar em lugares sem nenhuma condição de preparação de alimentação. Podemos até criticar a maneira que está sendo conduzida a questão. Mas, não podemos criticar a intenção de se alimentar uma FAMINTO.


Taciano Lemos de Carvalho on 18 outubro, 2017 at 17:27 #

No meu torrão, sertão brabo da Bahia, os vaqueiros quando saiam de manhãzinha para a labuta diária levavam apenas uma rapadura e farinha. Terrível, né?

Mas alimento bem melhor, nutritivamente e no sabor, do que a ração de coisa vencida com que Doria vai dar isenções fiscais a algumas empresas. Aliás, a ração de Doria não tem nada do que ele disse que tinha. Isto ficou provado. E ele sabe, porque esperteza é com ele mesmo.

E aqui pra nós, um pedaço de rapadura, ou uma rapadura “rapada” com farinha é coisa gostosa. Duvido que o secretário de Dória ao experimentar faria aquela cara de nojo e de coisa ruim como fez no vídeo divulgado no Youtube.

O tempo do bró —que possuía pouco valor nutritivo, mas que assim ou assado enganava a barriga do sertanejo nos tempos mais cruéis da fome epidêmica— já passou. Apesar do bró ter sido comida mais nutritiva que a ração vencida de Dória.

Menos bró, mais alimento. Falei alimento e não allimento (com dois lês, como diz o baiano). Alimento com dois LL (ALLIMENTO) é factóide. É enganação. É coisa vencida.


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