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Soninha, um toque mexicano sabor Televisa para alegrar a sexta-feira de outubro na capital do berimbau e no mundo dos ouvintes e leitores do BP!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

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GILSON NOGUEIRA on 13 outubro, 2017 at 8:13 #

Postado em 03-05-2010

Gilson Nogueira: “Bahia, antes de ser um time, é uma coisa de Deus”

Arquivado em (Artigos, Gilson) por vitor em 03-05-2010 10:27

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CRÔNICA/ ESQUADRÃO

O Bahia é coisa de Deus !

Gilson Nogueira

“O vento torce contra o Bahia,” é o que penso sorrindo, enquanto tento pendurar uma pequena bandeira do meu time que veio encartada em um jornal local na janela do meu apartamento. Tentei várias vezes fazer o escudo ficar de cara para a rua e o vento pirracento, com jeito de quem é Vitória, desde que Deus criou o mundo, enrola a bandeira e, assim, não permite que ela tremule, como eu gostaria, botando pra fora minha paixão tricolor. Já que não tem jeito, lutar contra a natureza, recolho minha idéia de pano e vou direto ao armário procurar um documento histórico da Revista Placar sobre a conquista do título de Campeão Brasileiro de 1988, pelo Bahia.

Lá está um pôster, gigante, da equipe formada por Ronaldo, Paulo Rodrigues, João Marcelo, Claudir, Paulo Róbson e Tarantini, Gil, Zé Carlos, Bobô, Charles e Sandro. Na publicação, a ficha de cada um dos comandados do técnico Evaristo de Macedo, chamados pela revista de tricolores elétricos. “ Um campeão em ritmo de lambada”, refere-se o texto à epopéia do Tricolor de Aço, no século passado. Ele começa dizendo que, até o dia 19 de fevereiro de 1989, a maior façanha já alcançada pelo time do Bahia era a primeira Taça Brasil, de 1959, conquistada em cima do Santos.

Dobro a quase revista e, na contracapa, está lá, o título, em negrito: A Primeira Grande Glória, com a foto do Bahia campeão da Taça Brasil de 1959 .Vê-se, em pé: Nadinho, Leone, Henrique, Flávio, Vicente e Beto; agachados: Marito, Alencar, Léo, Bombeiro e Biriba. Diz a legenda: “Este time derrotou o grande Santos de Pelé na final. Ao lado, a festa dos 3 x 1 da conquista no Maracanã”, referindo-se a um flagrante jornalístico de O Globo, com os heróis dando a volta olímpica, no Maraca, envergando um uniforme de listras verticais em azul, vermelho e branco, sem o escudo do clube.

Pronto, aí, de repente, pinta o que quero falar, aqui, agora, substituindo a vontade de pendurar a bandeirinha do Bahia na janela: um recado aos seus jogadores que, hoje, no Barradão, precisam vencer seu grande rival, por 2 x 0, na final do Campeonato Baiano de Futebol, para poder gritar, de novo, Sou Campeão!!!

Vejam bem, vocês estarão, hoje, à tarde, diante de um desafio monumental, vencer o Leão, em seus domínios. O leão é animal valente, símbolo de uma agremiação que orgulha a Bahia, por tudo que fez e faz pelo esporte. Por isso, viva o Vitória!

Sintam-se, jogadores tricolores, na hora do vamos ver, como gladiadores da bola e, no instante decisivo, lembrem que, naquele memorável triunfo do Bahia, em pleno Maracanã, contra uma das mais fortes esquadras do planeta, o escudo que não estava na camisa havia ficado invisível aos olhos de todos, no estádio. Ele era o coração de cada um daqueles atletas que deram ao clube seu primeiro título nacional e mais uma demonstração que o Bahia, antes de ser um time, é uma coisa de Deus a pulsar vida dentro da gente!

Gilson Nogueira, jornalista, colaborador do BP e esquadrão de aço pra valer. Texto escrito com brio tricolor antes do jogo de domingo no Barradão.


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