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Carlos Arthur Nuzman é levado por agentes da PF nesta quinta.
R. Moraes REUTERS


DO EL PAIS

A Polícia Federal prendeu na manhã desta quinta-feira no Rio de Janeiro, Carlos Arthur Nuzman, o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do Comitê Rio 2016, e Leonardo Gryner, ex-diretor de operações do comitê Rio 2016. Os agentes da PF e do Ministério Público Federal investigam a possível compra de votos para a escolha da cidade do Rio de Janeiro pelo Comitê Olímpico Internacional como sede da Olimpíada 2016.

Os agentes da PF saíram da casa de Nuzman por volta das 8h30, e chegaram à sede da PF às 8h53. Eles cumprem a Operação Unfair Play – Segundo Tempo, um desdobramento da Operação Lava Jato. Nuzman e Gryner serão indiciados por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Presidente do COB desde 1995, Nuzman costumava se autodenominar “pai da Olimpíada”. Mas o Ministério Público da França encontrou, no final do ano passado, indícios de corrupção na candidatura do Rio durante uma investigação de doping no atletismo. O órgão francês pediu então que as autoridades brasileiras investigassem esta possibilidade. No dia 5 de setembro, Arthur César de Menezes Soares, conhecido como Rei Arthur, e sua sócia, Eliane Pereira Cavalcante, foram detidos apontados como o operadores financeiros do esquema, por meio das empresas que possuem.

No mesmo dia, os agentes da PF também cumpriram mandados de busca e apreensão na casa de Nuzman, onde encontraram 480.000 reais em espécie, separados em cinco moedas diferentes, e na sede do COB. Naquele dia, Nuzman chegou a se apresentar à PF para prestar depoimento, mas foi liberado em seguida.

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