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DO JORNAL A TARDE

Erick Tedesco e Leandro Duarte

O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, autorizou nesta quarta-feira, 13, a Polícia Federal (PF) a encaminhar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a investigação sobre os R$ 51 milhões encontrados na semana passada num apartamento em Salvador, atribuído ao ex-ministro Geddel Vieira Lima.

A medida cautelar ainda afirma que existem “sinais de provas” que ligam o deputado e irmão de Geddel, Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) à Operação “Tesouro Perdido”, e podem levar ao indiciamento pelo crime de lavagem de dinheiro.

No entendimento do juiz da 10ª Vara de Brasília, Lúcio Lima deve ser investigado pela “ocultação de valores de origem supostamente ilícita” e, se comprovada, terá o mesmo julgamento do irmão, já preso na Papuda.

Em caso negativo, ordena processo desmembrado “com foro no STF por prerrogativa de função em apartado dos demais possíveis envolvidos”, conforme destaca na medida cautelar.

Pela Constituição brasileira, parlamentares – que têm foro por prerrogativa de função – só podem ser investigados em inquéritos que tramitam na Corte.

Ainda não existem fatos concretos que envolvam o deputado Lúcio Lima, explica Vallisney Oliveira no processo, que também já levou à prisão o assessor de Geddel, Gustavo Pereira.

No entanto, o magistrado enfatiza que a situação muda a partir de agora, “diante da existência de sinais de provas capazes de levá-lo a eventual indiciamento no delito de lavagem de dinheiro, delito este que até o que se sabe possui relação com o anterior (fraudes na Caixa Econômica Federal – Operação “Cui Bono)”, enfatiza no documento.

O caso do “Tesouro Perdido” até então analisado pela Justiça Federal em Brasília conforme ressalta o juiz Vallisney de Souza na medida cautelar, só pode prosseguir se “antes haver uma cognição pelo STF sobre todas as questões referentes aos procedimentos diretos e circunstanciais a esta apuração.”

Comentários

Taciano Lemos de Carvalho on 14 setembro, 2017 at 8:09 #

Aliado de Geddel, o advogado Gustavo Ferraz, diz à PF que quer colaborar com investigação

Preso em razão das digitais em pacotes de dinheiro apreendidos num “bunker” em Salvador, o advogado Gustavo Ferraz (PMDB) afirmou à Polícia Federal (PF) que deseja colaborar com as investigações. Ferraz deu detalhes sobre como buscou uma mala com notas de R$ 100 em São Paulo e disse que se sentiu “traído” pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), também preso preventivamente em Brasília em razão dos indícios de que é o responsável pelos R$ 51 milhões encontrados na capital baiana. Gustavo e Geddel são aliados políticos e as digitais dos dois foram encontradas em pacotes apreendidos. Agora, Gustavo vem se candidatando a implodir a parceria e a entregar o que está por trás da maior apreensão de dinheiro já feita no país.

http://www.edsonsombra.com.br/post/aliado-de-geddel-diz-a-pf-que-quer-colaborar-com-investigacao20170914


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