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Postado em 12-09-2017
Arquivado em (Artigos) por vitor em 12-09-2017 13:11

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Gilmar provoca Fachin, que responde: “Alma em paz”

Há pouco, durante sessão da Segunda Turma do STF, Gilmar Mendes disse, referindo-se ao caso JBS:

“Os casos que agora estão sobre a mesa são altamente constrangedores. O que está saindo na imprensa e o que sairá nos próximos dias, meses, certamente vão corar frade de pedra. Já se fala abertamente que a delação de Delcídio foi escrita por Marcello Miller. É um agente que atuava. Agora já se sabe que ele atuou na Procuradoria da República. Sabe-se lá o que ele fez aqui também. Portanto nós estamos numa situação delicadíssima. O STF está enfrentando um quadro de vexame institucional.”

Gilmar continuou, dirigindo-se a Edson Fachin, que deu o aval para as delações da JBS e é relator da Lava Jato:

“Nesse caso, imagino seu drama pessoal. Ter sido ludibridado por Miller ‘et caterva’ deve impor um constrangimento pessoal muito grande (…) Não invejo seus dramas pessoais, porque certamente poucas pessoas ao longo da história do STF se viram confrontadas com desafios tão imensos, grandiosos. E tão poucas pessoas na história do STF correm o risco de ver os eu nome e o da própria Corte conspurcado por decisões que depois vão se revelar equivocadas”, disse o ministro.”

Fachin respondeu, ainda na sessão, segundo registro do G1:

“Eu reitero o voto que proferi com base naquilo que entendo que é a prova dos autos. E por isso agradeço a preocupação de vossa excelência, mas parece-me que, pelo menos ao meu ver, julgar de acordo com a prova dos autos não deve constranger a ninguém, muito menos um ministro da Suprema Corte. Também agradeço a preocupação de vossa excelência e digo que a minha alma está em paz.”

Comentários

Lucia Jacobina on 12 setembro, 2017 at 16:07 #

Não resisto ao impulso de comentar as provocações do Ministro. Teria ele ido assistir ao filme “A Lei é para Todos”? Se lá comparecesse, teria visto que o STF é citado o tempo todo nos diálogos como o jazigo da justiça, ou o tapete para onde são varridas as causas que não lhe interessa decidir. E todas essas alusões à inércia da corte são aprovadas pelo público com gargalhadas zombeteiras. Há então de se perguntar, teria Miller também escrito o roteiro do filme? Difícil será não somente responder aos brasileiros que lotam as sessões de projeção ou até mesmo convencê-los do contrário. A opinião pública não tem conhecimento técnico da matéria jurídica, mas possui sabedoria suficiente para distinguir quem aplica a lei ou quem tergiversa. Mais uma lamentável exposição dessa corte ao descrédito.


Daniel on 12 setembro, 2017 at 20:07 #

Gostem ou não de Gilmar Mendes, a verdade é que ele tem razão sobre o que disse. A dupla Fachin/Janot vem fazendo verdadeiros malabarismos jurídicos para justificar as bobagens que causaram e ainda estão causando.


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